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IMPRESA - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. Capital social: 84.000.000 euros Sede: Rua Calvet de Magalhães, 242, 2770-022 Paço de Arcos NIPC 502 437 464 Conservatória do Registo Comercial de Lisboa
RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 2
RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 3 C O N T E Ú D O S I. RELATÓRIO DE GESTÃO 1. DESTAQUES 2. CONTAS CONSOLIDADAS 3. SEGMENTOS 4. TÍTULOS DO GRUPO IMPRESA 5. MÉRITO IMPRESA 6. PERSPETIVAS 7. CONTAS INDIVIDUAIS 8. ATIVIDADE DOS ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS 9. AGRADECIMENTOS II. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS III. CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS INDIVIDUAIS E RELATÓRIO DE AUDITORIA IV. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E ANEXOS V. CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS CONSOLIDADAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA VI. VALORES MOBILIÁRIOS DETIDOS POR ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO VII. RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA VIII. RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO IX. RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 5 22 53 61 123 135 140 149 248
4 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023
5 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 I. RELATÓRIO DE GESTÃO

6 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 Resultados Líquidos Ajustados da IMPRESA atingiram 1,4 milhões de euros em 2023 Publishing 1. DESTAQUES As receitas totais do Grupo IMPRESA atingiram 182,0 M€, refletindo um decréscimo de 1,8% comparativamente ao valor registado no período homólogo. Os custos operacionais, não obstante a pressão inflacionista, diminuíram 1,1%. Se excluídos os custos de reestruturação, os custos operacionais desceram 1,8%. O EBITDA do Grupo cifrou-se em 15,4 M€, registando um decréscimo de 8,0% face a 2022. Sem considerar os custos de reestruturação, o EBITDA recorrente foi 18,8 M€, ou seja, 1,3% inferior a 2022. A IMPRESA registou resultados líquidos negativos de 2,0 M€, que comparam com o resultado líquido positivo de 1,1 M€ no período homólogo do ano anterior. O resultado líquido ajustado dos custos de reestruturação foi positivo no montante de 1,4 M€. A dívida remunerada líquida da IMPRESA situou-se em 115,5 M€ no fecho de 2023. Face a 2022, este indicador aumentou 8,2 M€, mas, ainda assim, trata-se do segundo ano de menor nível de endividamento desde 2005, ano em que a IMPRESA passou a deter 100% do capital da SIC. EBITDA Recorrente Impresa

7 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 1.1. Marcas IMPRESA A SIC conquistou a liderança das audiências pelo quinto ano consecutivo, tendo alcançado, em 2023, uma média de 15,3% de share no universo dos canais generalistas, em dados consolidados. A SIC generalista e os canais temáticos, no seu conjunto, fecharam o ano com uma quota de mercado de 19,3% e a liderar nos targets comerciais - A/B C D 15/54, A/B C D 25/54 e A/B C D 25/64. A SIC representou 48,3% de quota de mercado do investimento publicitário entre os canais generalistas. • Os websites da SIC registaram um alcance médio mensal de 3,1 milhões de Visitantes Únicos. • Foi relançada a SIC Notícias com uma nova imagem, novos conteúdos e uma app. • A série Praxx da Opto recebeu o prémio prata na categoria Streaming do New York Festivals TV & Film Awards, bem como a distinção na categoria de Melhor Direção de Fotografia em Série TV ou Telefilme dos Prémios AIP de Cinema. No ano em que celebrou o 50º aniversário, com vários eventos comemorativos que incluíram uma exposição itinerante por todo o país, o Expresso foi o jornal mais vendido em Portugal em 2023, pelo sétimo ano consecutivo, com uma média de 91 mil exemplares por edição, segundo os dados da APCT. A estratégia digital do jornal refletiu-se numa média de 51 mil exemplares por edição em circulação digital paga, representando a maioria dos exemplares vendidos do Expresso em 2023. O universo de websites da marca Expresso alcançou uma média mensal de 2,4 milhões de Visitantes Únicos. • O Grupo IMPRESA mantém a aposta no áudio, com o lançamento de 26 novos podcasts ao longo do ano de 2023, que resultou em 29 milhões de downloads e num crescimento expressivo de 77% do acumulado anual de downloads face ao ano anterior. Entre os podcasts com o maior volume de downloads destacaram-se: Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer (5M), Expresso da Manhã (3M), Eixo do Mal (2,2M), Isto é Gozar Com Quem Trabalha (2M) e A Noite da Má Língua (1,4M).

8 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 2. CONTAS CONSOLIDADAS 2.1. Demonstração de Resultados Notas: (1) Não considera Amortizações e Depreciações, Provisões e Perdas por Imparidade em ativos não correntes. EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações e Depreciações + Provisões + Imparidade em ativos não correntes. EBITDA Recorrente = EBITDA ajustado dos custos de reestruturação. Resultados Líquidos Ajustados = Resultados líquidos ajustado dos custos de reestruturação. Em 2023, a IMPRESA atingiu receitas consolidadas de 182,0 M€. Não obstante o crescimento de receitas do Expresso e a venda de conteúdos da SIC e da Opto, a quebra no mercado publicitário dos canais de televisão abertos ( free-to-air) – que a SIC generalista liderou com 48,3% da quota –, determinou uma redução de 1,8% nas receitas face a 2022. (valores em M€) 2023 2022 var % Receitas Totais 182,0 185,2 -1,8% Televisão 156,0 159,9 -2,4% Publishing 24,7 24,4 1,3% Infoportugal 1,5 1,2 25,8% Intersegmentos & Outras -0,3 -0,2 -35,3% Custos Operacionais (1) 166,6 168,5 -1,1% Total EBITDA 15,4 16,8 -8,0% Margem EBITDA 8,5% 9,1% Total EBITDA Recorrente 18,8 19,0 -1,3% Margem EBITDA Recorrente 10,3% 10,3% Amortizações e Depreciações 4,5 4,8 -7,6% EBIT 11,0 11,9 -8,2% Margem EBIT 6,0% 6,4% Resultados Financeiros -11,0 -8,7 -27,0% Provisões e Imparidades 0,0 0,2 -72,0% Res. Antes Imp. e Int. s/ Controlo -0,1 3,1 -102,8% Imposto (IRC) 1,9 2,0 -4,7% Resultados Líquidos -2,0 1,1 -277,7% Resultados Líquidos Ajustados 1,4 3,4 -59,6%

9 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 Os custos operacionais, sem considerar amortizações, depreciações, provisões e perdas por imparidade em ativos não correntes, apesar da necessária resposta aos desafios da inflação, foram reduzidos em 1,1% face ao ano anterior. Quando excluídos os custos de reestruturação, os custos operacionais tiveram uma redução de 1,8%, para o que contribuiu uma otimização da gestão da grelha de programação televisiva. O EBITDA cifrou-se em 15,4 M€, um decréscimo de 8,0% comparativamente ao valor apurado em 2022. Sem considerar os custos de reestruturação, o EBITDA recorrente foi 18,8 M€, menos 1,3% face ao valor registado em 2022. Considerando a atual estrutura de financiamento do Grupo, os resultados financeiros, apesar de agravados, refletem uma evolução menos penalizante que a média da subida das principais taxas indexantes em 2023. O resultado líquido apurado no final de 2023 foi negativo no montante de 2,0 M€. Excluindo os custos de reestruturação, o resultado líquido ajustado foi positivo no montante de 1,4 M€. 2.2. Endividamento A dívida remunerada líquida atingiu os 115,5 M€. Não obstante o acréscimo em 7,7% face ao ano anterior, este valor corresponde ao segundo ano de menor endividamento desde 2005, ano em que a IMPRESA passou a deter 100% do capital da SIC. Desde 2011, o Grupo reduziu a sua dívida remunerada líquida em mais de 50%, ou seja, em 116 M€: (valores em M€) 2023 2022 var % Dívida Líquida (M€) 115,5 107,2 7,7%

RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 3. SEGMENTOS 3.1. Televisão Notas: (1) Não considera Amortizações e Depreciações, Provisões e Perdas por Imparidade em ativos não correntes. EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações e Depreciações + Provisões + Imparidade em ativos não correntes. EBITDA Recorrente = EBITDA ajustado dos custos de reestruturação. A SIC registou receitas totais de 156,0 M€, o que representa um decréscimo de 2,4%, devido, sobretudo, a uma quebra no mercado publicitário dos canais de televisão abertos (free-to-air), no qual a SIC generalista liderou com 48,3% da quota de mercado. Já o crescimento da venda de conteúdos teve um impacto positivo no volume de negócios anual da SIC. Os custos operacionais, não obstante a pressão inflacionista, apresentaram uma diminuição de 2,3%, sendo que, sem contabilizar os custos de reestruturação, a redução ascendeu a 3,2%, para o que contribuiu uma otimização da gestão da grelha de programação televisiva ao longo do ano. A margem do EBITDA Recorrente, que não considera os custos de reestruturação, aumentou de 11,3% para 12,1%. (valores em M€) 2023 2022 var % Receitas 156,0 159,9 -2,4% Custos Operacionais (1) 139,5 142,8 -2,3% EBITDA 16,6 17,1 -2,8% Margem EBITDA (%) 10,6% 10,7% EBITDA Recorrente 18,9 18,1 4,2% Margem EBITDA Recorrente (%) 12,1% 11,3% O EBITDA Recorrente da SIC aumentou 4,2% em 2023, para 18,9 milhões de euros. 10

RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 Audiências A SIC terminou o ano de 2023 a liderar, no universo dos canais generalistas, com uma média de 15,3% de share, em dados consolidados. Nos targets comerciais – A/B C D 15/54, A/B C D 25/54 e A/B C D 25/64 – a SIC conquistou também o primeiro lugar, com 11,8%, 11,5% e 13,6% de share, respetivamente. Para além da liderança no total diário, a SIC manteve a primeira posição no prime time e atingiu, no universo dos canais generalistas, uma média de 17,6% de share, em dados consolidados. A SIC conquistou o público com os produtos de ficção transmitidos no horário nobre e com os programas de entretenimento ao fim de semana. Vale Tudo e Isto é Gozar Com Quem Trabalha foram mesmo os programas de entretenimento mais vistos da televisão Portuguesa, em 2023. Em mais um ano de liderança no day time, a SIC destacou-se no período horário da manhã com 16,1% de share, e também no período da tarde, com 14,2% de share. Na informação, o Primeiro Jornal e o Jornal da Noite lideraram nos sete dias da semana. Este sucesso é também atribuído às diferentes rubricas transmitidas ao longo do ano, como Guerra Fria, Opinião de Luís Marques Mendes, Polígrafo SIC, Essencial, Grande Reportagem e Reportagem Especial. A SIC generalista e os canais temáticos terminaram o ano com uma quota de mercado de 19,3%. Nos targets comerciais (A/B C D 15/54, A/B C D 25/54 e A/B C D 25/64), o grupo de canais SIC liderou com 16,4%, 16,3% e 18,4% de share, respetivamente. A SIC celebrou cinco anos consecutivos de liderança das audiências, tendo sido o canal mais visto em todos os meses de 2023. 11

12 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 Os canais por subscrição alcançaram uma quota de mercado de 4% no acumulado do ano, o que representa uma subida de 0,2 pontos percentuais face a 2022. A SIC Mulher, com 1,0% de share, e a SIC Caras, com 0,4%, destacaram-se ao fecharem o ano com o melhor resultado de sempre. A SIC Notícias terminou 2023 com 2,2% de share, enquanto a SIC Radical alcançou 0,3% e a SIC K 0,2% de share. O agregado de websites da marca SIC superou, pelo segundo ano consecutivo, a fasquia dos três milhões de Visitantes Únicos mensais, com um alcance médio mensal de 3,1 milhões de Visitantes Únicos de Cobertura Máxima. 3.2. Publishing Notas: (1) Não considera Amortizações e Depreciações, Provisões e Perdas por Imparidade em ativos não correntes. EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações e Depreciações + Provisões + Imparidade em ativos não correntes. EBITDA Recorrente = EBITDA ajustado dos custos de reestruturação. No ano em que o Expresso comemorou o seu 50º aniversário, as receitas da Impresa Publishing aumentaram pelo terceiro ano consecutivo, atingindo 24,7 milhões de euros, um crescimento de 1,3% em 2023 e o melhor valor desde 2017. No que diz respeito a custos, registou-se um acréscimo de 4,1%, justificado principalmente pelo aumento de preço de papel do Jornal Expresso. Em 2023, a Impresa Publishing apresentou um EBITDA de 1,8M€. Valor que, sem considerar os custos de reestruturação, ascendeu a 2,5 M€. (valores em M€) 2023 2022 var % Receitas 24,7 24,4 1,3% Custos Operacionais (1) 22,9 22,0 4,1% EBITDA 1,8 2,3 -24,9% Margem EBITDA (%) 7,1% 9,6% EBITDA Recorrente 2,5 3,2 -22,2% Margem EBITDA Recorrente (%) 10,0% 13,1%
13 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 3.3. Outras Notas: (1) Não considera Amortizações e Depreciações, Provisões e Perdas por Imparidade em ativos não correntes. EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações e Depreciações + Provisões + Imparidade em ativos não correntes. EBITDA Recorrente = EBITDA ajustado dos custos de reestruturação. A Infoportugal registou receitas operacionais que superaram os 1,5 M€, represen- tando um crescimento de 25,8% relativamente a 2022, justificado por um aumento dos serviços de cartografia. Em termos de resultados consolidados, o EBITDA deste segmento foi negativo no montante de 2,8 M€. Sem considerar os custos de reestruturação, o resultado apurado foi negativo em 2,5 M€. (valores em M€) 2023 2022 var % Receitas 1,3 1,0 24,1% Infoportugal 1,5 1,2 25,8% Intersegmentos & Outras -0,3 -0,2 -35,3% Custos Operacionais (1) 4,1 3,6 15,2% EBITDA -2,8 -2,5 -11,5% EBITDA Recorrente -2,5 -2,2 -13,8%
14 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 4. TÍTULOS DO GRUPO IMPRESA 4.1. Ações IMPRESA Evolução da cotação da IMPRESA e do Índice PSI em 2023 Dados: Euronext A ação IMPRESA terminou 2023 a desvalorizar 7,8% face ao final de 2022. Os volumes de transação registaram uma redução de 32% relativamente ao período homólogo, refletindo uma média de 98,8 mil ações transacionadas por sessão, entre janeiro e dezembro de 2023. 4.2. Obrigações SIC As Obrigações SIC 2021-2025, admitidas à negociação em mercado regulamentado (Euronext Lisbon) no dia 11 de junho de 2021 e com maturidade em 11 de junho de 2025, oscilaram entre 97,12% e 101,00% ao longo de 2023.

15 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 5. MÉRITO IMPRESA As marcas IMPRESA conquistam, ano após ano, a confiança do público e são distinguidas pela sua qualidade e contributo social. De acordo com o Digital News Report 2023, elaborado pelo Reuters Institute e pela Universidade de Oxford, a SIC Notícias e o Expresso permanecem no top dos órgãos de comunicação social nacionais em cujos conteúdos noticiosos os portugueses mais confiam, com uma pontuação de 78% e 77%, respetivamente. O mesmo estudo revela que ambas estão entre as marcas com maior alcance semanal, online e offline, com a SIC (incluindo SIC Notícias) a liderar destacadamente o top. A SIC e o Expresso estão também na lista das “100 Marcas Portuguesas Mais Valiosas”, de acordo com o estudo da OnStrategy que analisa a Reputação, Força e Energia de Marca, além da Avaliação Financeira, liderando nos respetivos setores. O Grupo Impresa destacou-se como o Grupo n.º 1 do setor em Responsabilidade-ESG, de acordo com a análise da Merco, monitor de referência para a Ibero-América, que divulgou o ranking das 100 empresas mais responsáveis. Em 2023, destacam-se ainda as seguintes distinções: Os canais do universo SIC voltaram a conquistar a distinção Escolha do Consumidor e a SIC foi também premiada com o Prémio Marketeer, na categoria TV – Media, e com o Prémio Cinco Estrelas de Canal Generalista, a par da SIC Notícias, que conquistou o Prémio de Canal Informativo. A Associação Corações com Coroa premiou duas reportagens da SIC, A Roupa dos Brancos Mortos e Mínimo Garantido, com o primeiro prémio ex aequo. A Roupa dos Brancos Mortos recebeu também o 1º Prémio da categoria nos Prémios Fundação Casais/CEiiA de Jornalismo para a Sustentabilidade. A Reportagem Especial As Lágrimas Não Se Fazem Ouvir venceu o Primeiro Prémio na categoria de Televisão dos Prémios de Jornalismo Os Direitos da Criança em Notícia. Os trabalhos Despojos de Guerra – Episódio Combate Africano e O Mínimo Garantido foram receberam a principal distinção na categoria Meios Audiovisuais dos Prémios de Jornalismo Direitos Humanos & Integração, uma iniciativa conjunta da Comissão Nacional da UNESCO e da Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros. No entretenimento, os WorldMediaFestivals Television & Corporate Media Awards distinguiram a novela da SIC, Sangue Oculto, com a Medalha de Prata, na categoria de Telenovela. Isto é Gozar com Quem Trabalha venceu na categoria de Melhor Programa de TV Generalista, na Secção de Cultura dos Prémios NIT, e Terra Nossa foi distinguido como melhor programa de entretenimento pela Sociedade Portuguesa de Autores. O Grupo IMPRESA destacou-se como o Grupo n.º 1 do setor em Reputação Corporativa e em Responsabilidade ESG, de acordo com a análise da Merco, monitor de referência para a Ibero- América, que divulga anualmente os rankings das 100 empresas com melhor reputação e mais responsáveis em Portugal.

RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 16 A série Praxx da Opto recebeu o prémio prata na categoria Streaming, dos New York Festivals TV & Film Awards, bem como a distinção na categoria de Melhor Direção de Fotografia em Série TV ou Telefilme dos Prémios AIP de Cinema. O Grupo IMPRESA foi o mais galardoado dos Prémios M&P Criatividade em Autopromoção & Inovação em Media, tendo recebido um total de 21 prémios distri- buídos pelas marcas SIC, SIC Mulher e Expresso que arrecadaram prémios Ouro, Bronze e Prata em vários projetos que estavam nomeados. Na conferência comemorativa dos 50 anos do Expresso, o Presidente da República Portuguesa condecorou o Jornal Expresso com a Ordem da Liberdade, reforçando que “é preciso recriar a democracia e o Expresso tem um papel aí como teve há 50 anos”. O Expresso foi ainda reconhecido com os prémios Escolha do Consumidor, Cinco Estrelas e Marketeer, na categoria Imprensa – Media. O jornal do Grupo IMPRESA conquistou 20 prémios na 24ª edição da European News- paper Awards - Newspaper Award and Concept, que distingue os jornais com melhor design na Europa, tendo sido o Expresso o jornal português mais galardoado. Nós somos oito mil histórias foi distinguida com uma menção honrosa na categoria de Imprensa Escrita dos Prémios de Jornalismo Direitos Humanos & Integração . A reportagem O cancro não tem sexo arrecadou o Prémio de Jornalismo na Área da Dor, o segundo lugar dos Prémios de Jornalismo da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, além do Prémio da Liga Portuguesa Contra o Cancro. As Grades não Fazem a Prisão foi galardoado na Categoria Imprensa com o Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração. 14

17 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 6. PERSPETIVAS O ano de 2023 foi particularmente desafiante em termos económicos e geopolíticos. A pressão inflacionista, o nível das taxas de juro de referência e os conflitos internacionais materializaram-se numa continuada necessidade de informação, reação e adaptação por parte de economias, mercados, empresas e indivíduos. Perante os diversos exemplos do impacto social negativo da desinformação, voltou a ver-se valorizado o papel crucial que a informação independente, isenta e rigorosa tem na defesa da democracia. Por outro lado, acentuou-se o reconhecimento crescente do contributo do entretenimento de qualidade para a construção da cultura e bem-estar da sociedade. A IMPRESA, consciente da sua missão enquanto grupo de media de referência e atenta à confiança depositada nas suas marcas, voltou a merecer a preferência dos telespetadores, leitores, utilizadores e ouvintes. Ao longo do ano, o Grupo manteve o foco na transição digital, na produção de ficção e no aumento da competitividade, fazendo chegar conteúdos de informação e de entretenimento a mais públicos, em mais formatos, com a qualidade que sempre nos foi reconhecida. De entre as iniciativas que marcaram o ano 2023, destacam-se, em particular: o relançamento da SIC Notícias, com uma nova imagem, novos conteúdos e uma app; o enriquecimento do portfólio da plataforma de streaming Opto, incluindo a criação do primeiro canal FAST (Free Ad-Supported Streaming Television) no país; o lançamento de 26 novos podcasts; e as comemorações dos 50 anos do Expresso, que cobrindo todos os distritos nacionais, deixaram evidentes a proximidade com o público e o significado deste jornal para a identidade coletiva de Portugal. Em 2024, o Grupo prosseguirá a execução estratégica a que se propõe, focado no aumento da qualidade e competitividade, numa ótica de criação de valor sustentável. Assim, estabeleceu como objetivos prioritários acelerar a transformação digital, diversificar as fontes de receitas e melhorar a margem operacional, aliados a uma maior eficiência dos processos internos e da estrutura organizacional. A IMPRESA, enquanto plataforma de informação e entretenimento, continuará a apostar na expansão dos negócios no digital, sobretudo, no streaming, connected TV, áudio e circulação digital do Expresso, aliás já assumido como um jornal Digital First. Enquanto grupo de media português de referência, a IMPRESA continuará a contar com os seus colaboradores e stakeholders para enaltecer os valores democráticos de Portugal e promover o bem-estar geral da sociedade.

RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 18 7. CONTAS INDIVIDUAIS 7.1. Análise das Contas Individuais O Conselho de Administração da IMPRESA adotou, desde 1 de janeiro de 2009, na preparação das suas demonstrações financeiras individuais, os IAS/IFRS tal como adotados pela União Europeia, considerando o dia 1 de janeiro de 2008 como data de transição para efeitos do cálculo dos ajustamentos de conversão. Assim, as demonstrações financeiras individuais, apresentadas desde então, foram preparadas de acordo com aquele referencial contabilístico. Em 2023, em termos individuais, os resultados operacionais foram negativos, no montante de 3.307 mil euros e que comparam com resultados negativos de 3.040 mil euros, obtidos em 2022. No que se refere aos resultados financeiros, foram negativos, no montante de 792 mil euros, que comparam com valores positivos de 11.920 mil euros obtidos em 2022, como consequência de uma diminuição de ganhos de empresas do Grupo e do agravamento das principais taxas indexantes verificado em 2023. Deste modo, em termos de resultados líquidos, o valor apurado em 2023 foi negativo, no montante de 2.740 mil euros, inferior ao valor positivo de 9.964 mil euros obtido em 2022. 7.2. Proposta de Aplicação de Resultados Para o resultado líquido negativo apurado no exercício, no montante de 2.739.687 euros propõe-se a sua transferência para a conta de resultados transitados. 8. ATIVIDADES DOS ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS Os administradores não executivos, no cumprimento das atribuições que lhes foram cometidas por lei, participaram nas reuniões do Conselho de Administração, nomeadamente nas reuniões onde foram apreciadas e aprovadas as contas semestrais e anuais do exercício de 2023, e da assembleia geral, não tendo deparado com quaisquer constrangimentos no exercício das suas funções. Nos termos da lei e do regulamento da Comissão de Auditoria da IMPRESA, a atividade dos membros não executivos pertencentes à Comissão de Auditoria será descrita em relatório autónomo, que acompanhará o Relatório e Contas de 2023 da IMPRESA.

19 RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 9. AGRADECIMENTOS O Conselho de Administração agradece aos trabalhadores o esforço e dedicação com que se empenharam durante o exercício em análise, que permitiram a obtenção dos resultados apresentados. O Conselho de Administração agradece ao Revisor Oficial de Contas, Deloitte & Associados, SROC, S.A., e aos bancos, Banco BPI, Novo Banco, Banco BIC Português, Banco Comercial Português, Banco Santander Totta, Caixa Económica Montepio Geral, Caixa Geral de Depósitos, Bankinter, Caixa de Crédito Agrícola, Caixa Banco de Investimento, BNP Paribas, Haitong Bank, Banco BIG, Banco Best, Banco L.J. Carregosa, Banco Finantia e Banco ActivoBank toda a colaboração prestada durante o exercício findo. Paço de Arcos, 11 de abril de 2024 O Conselho de Administração, Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Presidente do Conselho de Administração Francisco Maria Supico Pinto Balsemão Vice-Presidente do Conselho de Administração António Mota de Sousa Horta Osório Vice-Presidente do Conselho de Administração Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão Vogal do Conselho de Administração e Administrador Delegado Manuel Guilherme Oliveira da Costa Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria Catarina do Amaral Dias Duff Burnay Vogal do Conselho de Administração 19

RELATÓRIO DE GESTÃO 2023 20 DECLARAÇÃO DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Todos os membros do Conselho de Administração declaram, nos termos e para os efeitos da alínea c) do n.º 1 do art. 29.º-G do Código dos Valores Mobiliários, que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação prevista na alínea a), igualmente do n.º 1 do mesmo artigo, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e que o relatório de gestão, conjuntamente com os anexos que o integram, expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam. Paço de Arcos, 11 de abril de 2024 O Conselho de Administração, Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Presidente do Conselho de Administração Francisco Maria Supico Pinto Balsemão Vice-Presidente do Conselho de Administração António Mota de Sousa Horta Osório Vice-Presidente do Conselho de Administração Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão Vogal do Conselho de Administração e Administrador Delegado Manuel Guilherme Oliveira da Costa Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria Catarina do Amaral Dias Duff Burnay Vogal do Conselho de Administração
DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS
2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS II. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS

23 DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS 31 de dezembro 31 de dezembro Notas de 2023 de 2022 ATIVOS NÃO CORRENTES: Investimentos em empresas do grupo e associadas 11 278.872.456 278.872.456 Ativos fixos tangíveis 10 229.564 119.304 Outros ativos não correntes 21.1 310.474 289.856 Ativos por impostos diferidos 8 25.232 - 279.437.726 279.281.616 ATIVOS CORRENTES: Ativo para imposto corrente 8 - 179.605 Outros ativos correntes 12 3.783.577 3.651.049 Caixa e seus equivalentes 13 125.742 278.484 3.909.319 4.109.138 283.347.045 283.390.754 CAPITAL PRÓPRIO: Capital 14 84.000.000 84.000.000 Prémio de emissão de ações 15 36.179.271 36.179.271 Reserva legal 16 3.159.349 2.661.152 Outras reservas 16 29.427.150 19.952.109 Resultado líquido do exercício (2.739.687) 9.963.930 150.026.083 152.756.462 PASSIVO: PASSIVOS NÃO CORRENTES: Empréstimos obtidos de instituições de crédito 17 15.245.902 21.097.203 Empréstimos obtidos de empresas do grupo 18 93.128.000 96.378.000 Passivos por impostos diferidos 8 69.853 65.214 108.443.755 117.540.417 PASSIVOS CORRENTES: Empréstimos obtidos de instituições de crédito 17 17.737.579 9.366.506 Fornecedores e contas a pagar 19 2.932.082 1.388.070 Passivos por imposto corrente 8 569.547 - Outros passivos correntes 12 3.637.999 2.339.299 24.877.207 13.093.875 133.320.962 130.634.292 283.347.045 283.390.754 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Total de ativos correntes IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022 (Montantes expressos em Euros) ATIVO Total de ativos não correntes TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO O anexo faz parte integrante das demonstrações da posição financeira em 31 de dezembro de 2023. TOTAL DO ATIVO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO Total de passivos não correntes Total de passivos correntes TOTAL DO PASSIVO

24 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS Notas 2023 2022 PROVEITOS OPERACIONAIS: Outros proveitos operacionais 3 16 828 16 828 CUSTOS OPERACIONAIS: Fornecimentos e serviços externos 4 (320.336) (311.078) Custos com o pessoal 5 (2.750.767) (2.528.337) Amortizações e depreciações 10 (81.497) (94.548) Outros custos operacionais 6 (154.286) (106.754) Total de custos operacionais (3.306.886) (3.040.717) Resultados operacionais (3.306.870) (3.039.889) RESULTADOS FINANCEIROS: Custos financeiros, líquidos 7 (8.235.122) (4.532.652) Ganhos/(perdas) em empresas do grupo e associadas 7 7.443.057 16.452.347 (792.065) 11.919.695 Resultados antes de impostos (4.098.935) 8.879.806 Impostos sobre o rendimento do exercício 8 1.359.248 1.084.124 Resultado líquido do exercício (2.739.687) 9.963.930 Outro rendimento integral: Itens que não irão ser reclassificados para a demonstração dos resultados: Ganhos/(perdas) atuariais 8 e 21 9.308 66.259 Rendimento integral do exercício (2.730.379) 10.030.189 Resultado do exercício por ação: Básico 9 (0,0163) 0,0593 Diluído 9 (0,0163) 0,0593 Rendimento integral do exercício por ação: Básico 9 (0,0163) 0,0597 Diluído 9 (0,0163) 0,0597 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023. IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS E DE OUTRO RENDIMENTO INTEGRAL DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022 (Montantes expressos em Euros) O anexo faz parte integrante das demonstrações dos resultados e de outro rendimento integral

25 DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS Prémio de Resultado Total do emissão Reserva Outras Resultados líquido capital Capital de ações legal reservas transitados do exercício próprio Saldo em 31 de dezembro de 2021 84.000.000 36.179.271 2.001.797 15.813.809 (8.455.698) 13.187.094 142.726.273 Plano de pensões - ganhos/(perdas) atuariais (Nota 21.1) - - - 85.496 - - 85.496 Plano de pensões - passivos por impostos diferidos (Nota 8) - - - (19.237) - - (19.237) Outro rendimento integral - - - 66.259 - - 66.259 Outras alterações: Aplicação do resultado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2021 (Nota 16) - - 659.355 4.072.041 8.455.698 (13.187.094) - Resultado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2022 - - - - - 9.963.930 9.963.930 Saldo em 31 de dezembro de 2022 84.000.000 36.179.271 2.661.152 19.952.109 - 9.963.930 152.756.462 Plano de pensões - ganhos/(perdas) atuariais (Nota 21.1) - - - 12.010 - - 12.010 Plano de pensões - passivos por impostos diferidos (Nota 8) - - - (2.702) - - (2.702) Outro rendimento integral - - - 9.308 - - 9.308 Outras alterações: Aplicação do resultado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2022 (Nota 16) - - 498.197 9.465.733 - (9.963.930) - Resultado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2023 - - - - - (2.739.687) (2.739.687) Saldo em 31 de dezembro de 2023 84.000.000 36.179.271 3.159.349 29.427.150 - (2.739.687) 150.026.083 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022 (Montantes expressos em Euros) O anexo faz parte integrante das demonstrações das alterações no capital próprio dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023.

26 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS Notas 2023 2022 ATIVIDADES OPERACIONAIS: Pagamentos a fornecedores (590.274) (609.166) Pagamentos ao pessoal (2.666.613) (2.546.533) Fluxos gerados pelas operações (3.256.887) (3.155.699) Recebimento / (pagamento) do imposto sobre o rendimento 1.975.489 3.377.301 Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à atividade operacional (274.960) 883.606 Fluxos das atividades operacionais (1) (1.556.358) 1.105.208 ATIVIDADES DE INVESTIMENTO: Recebimentos provenientes de: Dividendos obtidos 7 7.443.057 16.452.347 Fluxos das atividades de investimento (2) 7.443.057 16.452.347 ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO: Recebimentos provenientes de: Empréstimos obtidos de empresas do grupo 17 2.950.000 - 2.950.000 - Pagamentos respeitantes a: Empréstimos obtidos de instituições de crédito 17 (4.077.628) (7.203.025) Empréstimos obtidos de empresas do grupo 18 (3.250.000) (3.705.625) Juros e custos similares (4.989.058) (4.270.588) (12.316.686) (15.179.238) Fluxos das atividades de financiamento (3) (9.366.686) (15.179.238) Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) (3.479.987) 2.378.317 Caixa e seus equivalentes no início do exercício 13 184.672 (2.193.645) Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 13 (3.295.315) 184.672 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO findos em 31 de dezembro de 2023. IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022 (Montantes expressos em Euros) O anexo faz parte integrante das demonstrações dos fluxos de caixa dos exercícios

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 27 1. NOTA INTRODUTÓRIA A Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (”Empresa” ou “Impresa”) tem sede em Lisboa, foi constituída em 18 de outubro de 1990 e tem como atividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades. A Impresa é a empresa-mãe de um grupo constituído pela Impresa e empresas subsidiárias (“Grupo”). O Grupo atua na área de media, nomeadamente através da difusão de programas de televisão e da edição de publicações em papel e em formato digital. Estas demonstrações financeiras foram autorizadas para publicação em 11 de abril de 2024 pelo Conselho de Administração da Impresa. A Empresa preparou igualmente, nos termos legais, demonstrações financeiras consolidadas. 2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS 2.1 Bases de apresentação As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com as disposições das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adotadas pela União Europeia, que incluem os International Accounting Standards (“IAS”) emitidos pela International Accounting Standards Commitee (“IASC”), os International Financial Reporting Standards (“IFRS”) emitidos pelo International Accounting Standards Board (“IASB”), e respetivas interpretações “IFRIC” emitidas pelo International Financial Reporting Interpretation Commitee (“IFRIC”) e Standing Interpretation Commitee (“SIC”). De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações será designado genericamente por “IFRS”. O Conselho de Administração procedeu à avaliação da capacidade da Empresa e do Grupo, conforme divulgado no anexo consolidado às demonstrações financeiras consolidadas de 31 de dezembro de 2023, de operar em continuidade, tendo por base toda a informação relevante, factos e circunstâncias, de natureza financeira, comercial ou outra, incluindo acontecimentos subsequentes à data de referência das demonstrações financeiras, disponível sobre o futuro. Em resultado da avaliação efetuada, o Conselho de Administração concluiu que a Empresa dispõe de recursos adequados para manter as atividades, não havendo intenção de cessar as atividades no curto prazo, pelo que considerou adequado o uso do pressuposto da continuidade das operações na preparação das demonstrações financeiras. A adoção das IFRS nas contas individuais ocorreu pela primeira vez em 2009, pelo que a data de transição dos princípios contabilísticos portugueses (“POC”) para esse normativo para estes efeitos foi fixada em 1 de janeiro de 2008, de acordo com o disposto na IFRS 1 – Adoção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro (“IFRS 1”). Consequentemente, no cumprimento das disposições do IAS 1, a Impresa declara que estas demonstrações financeiras e respetivo anexo cumprem para estes efeitos as disposições dos IAS/IFRS tal como adotados pela União Europeia, em vigor para exercícios económicos iniciados em 1 de janeiro de 2023.

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 28 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS 2.2 Adoção de IAS/IFRS novos ou revistos As políticas contabilísticas adotadas no exercício findo em 31 de dezembro de 2023 são consistentes com as seguidas na preparação das demonstrações financeiras da Impresa do exercício findo em 31 de dezembro de 2022 e referidas no respetivo anexo. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023, entraram em vigor (“endorsed”) as seguintes normas, interpretações, emendas e melhoramentos, com aplicação obrigatória no corrente exercício económico: Das normas supra referidas, a Empresa entende que a sua adoção não acarreta alterações significativas nas suas demonstrações financeiras. Aplicável na União Europeia nos exercícios Norma / Interpretação iniciados em ou após Breve descrição IFRS 17 - Contratos de Seguros (incluindo emendas à IFRS 17) 01-jan-23 Esta norma estabelece, para os contratos de seguros dentro do seu âmbito de aplicação, os princípios para o seu reconhecimento, mensuração, apresentação e divulgação. Esta norma substitui a norma IFRS 4 - Contratos de Seguros. Emenda à norma IAS 8 - Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e erros - Definição de estimativas contabilísticas 01-jan-23 Esta emenda publicada pelo IASB define estimativa contabilística como montante monetário nas demonstrações financeiras sujeito a incerteza de mensuração. Emenda à norma IAS 1 - Apresentação das demonstrações financeiras e IFRS Practice Statement 2 - Divulgação de políticas contabilísticas 01-jan-23 Esta emenda publicada pelo IASB em fevereiro de 2021 clarifica que devem ser divulgadas as políticas contabilísticas materiais, em vez das políticas contabilísticas significativas, tendo introduzido exemplos para identificação de política contabilística material. Emenda à norma IAS 12 Impostos sobre o rendimento – Impostos diferidos relacionados com ativos e passivos decorrentes de uma única transação 01-jan-23 Esta emenda publicada pelo IASB em maio de 2021 clarifica que a isenção de reconhecimento inicial de impostos diferidos não se aplica em transações que produzam montantes iguais de diferenças temporárias tributáveis e dedutíveis Emenda à norma IFRS 17 - Contratos de seguro - aplicação inicial da IFRS 17 e IFRS 9 - informação comparativa 01-jan-23 Esta emenda publicada pelo IASB em dezembro de 2021 introduz alterações sobre informação comparativa a apresentar quando uma entidade adota as duas normas IFRS 17 e IFRS 9 em simultâneo. Emenda à norma IAS 12 – Impostos sobre o rendimento – International Tax Reform (Pillar Two) 01-jan-23 Esta emenda publicada pelo IASB em maio de 2023 inclui uma isenção temporária ao requisito de reconhecimento de impostos diferidos e divulgação de informação sobre os impostos decorrentes do modelo Pilar Dois da reforma da tributação internacional, devendo ser divulgado que foi utilizada essa isenção.

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 29 As seguintes normas contabilísticas e interpretações, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia: A Empresa não procedeu à aplicação antecipada de qualquer destas normas nas demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2023. Das normas supra referidas, a Empresa entende que a sua adoção não acarreta alterações significativas nas suas demonstrações financeiras. As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, passíveis de aplicação às operações da Empresa, mas com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, não foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, adotadas (“endorsed”) pela União Europeia: Estas normas não foram ainda adotadas (“endorsed”) pela União Europeia e, como tal, não foram aplicadas pela Empresa no exercício findo em 31 de dezembro de 2023. Das normas supra referidas, a Empresa entende que a sua adoção não acarreta alterações significativas nas suas demonstrações financeiras. Aplicável na União Europeia nos exercícios Norma / Interpretação iniciados em ou após Breve descrição Emendas à norma IAS 1 Apresentação das demonstrações financeiras - Classificação de passivos como correntes e não correntes; Diferimento da data de aplicação; Passivos não correntes com covenants 01-jan-24 Estas emendas publicadas pelo IASB clarificam a classificação dos passivos como correntes e não correntes analisando as condições contratuais existentes à data de reporte. A emenda relativa a passivos não correntes com covenants clarificou que apenas as condições que devem ser cumpridas antes ou na data de referência das demonstrações financeiras relevam para efeitos da classificação como corrente/não corrente, adiando ainda a data de aplicação para 1 de janeiro de 2024. Emenda à norma IFRS 16 - Locações - Passivo de locação numa transação de venda e relocação 01-jan-24 Esta emenda publicada pelo IASB em setembro de 2022 clarifica como um vendedor locatário contabiliza uma transação de venda e relocação que cumpre os critérios da IFRS 15 para ser classificada como venda. Aplicável na União Europeia nos exercícios Norma / Interpretação iniciados em ou após Breve descrição Emenda às normas IAS 7 – Demonstrações dos Fluxos de Caixa - e IFRS 7 – Instrumentos Financeiros: Divulgações – Supplier Finance Arrangements 01-jan-24 Estas emendas publicadas pelo IASB em maio de 2023 incluem requisitos de divulgação adicional de informação qualitativa e quantitativa sobre acordos de financiamento de fornecedores. Emenda à IAS 21 – Os efeitos de alterações em taxas de câmbio – Lack of exchangeability 01-jan-25 Esta emenda publicada pelo IASB em agosto de 2023 define a abordagem para avaliar se uma moeda pode ou não ser trocada por outra moeda. Caso se conclua que a moeda não pode ser trocada por outra, indica como se determina a taxa de câmbio a aplicar e as divulgações adicionais necessárias.

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 30 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS 2.3 Investimentos em empresas do grupo e associadas Os investimentos representativos de partes de capital em empresas do Grupo e associadas são registados ao custo de aquisição que inclui o valor pago acrescido de despesas de transação ou ao custo considerado na data de transição para os IFRS e que corresponde ao valor registado naquela data de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal. Os investimentos são mantidos ao custo de aquisição ou ao custo considerado, deduzido, quando aplicável, de perdas por imparidade estimadas. As prestações acessórias e suplementares concedidas pela Empresa a empresas do Grupo e associadas são registadas pelo respetivo valor nominal e deduzidas de eventuais perdas de imparidade. Estas prestações são adicionadas ao valor dos investimentos em empresas do Grupo e associadas devido ao seu caráter permanente, não vencendo juros e, de acordo com a legislação comercial aplicável, só podem ser restituídas à Empresa desde que o capital próprio dessas empresas não fique inferior à soma do capital e das reservas não distribuíveis após a restituição. Os dividendos atribuídos pelas empresas do Grupo e associadas são registados como proveitos financeiros. 2.4 Ativos fixos tangíveis Os ativos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzidos de depreciações acumuladas e perdas por imparidade acumuladas. Considera-se como custo de aquisição, o preço de compra adicionado das despesas imputáveis à compra. As perdas estimadas decorrentes da substituição de equipamentos antes do fim da sua vida útil, por motivos de obsolescência tecnológica, são reconhecidas como uma dedução ao ativo respetivo por contrapartida da demonstração dos resultados e de outro rendimento integral. Os encargos com manutenção e reparações de natureza corrente são registados como custo quando incorridos. As benfeitorias e beneficiações apenas são registadas como ativos nos casos em que correspondem à substituição de bens, os quais são abatidos, e conduzem a um acréscimo dos benefícios económicos futuros. Os ativos fixos tangíveis são depreciados a partir do momento em que se encontram disponíveis para o uso pretendido. A sua depreciação é calculada sobre o custo de aquisição, deduzido do valor residual (quando relevante), de acordo com o método das quotas constantes, a partir do mês que se encontram disponíveis para utilização, em conformidade com a vida útil dos ativos definida em função da utilidade esperada. A vida útil atribuída aos equipamentos de transporte é de 4 a 8 anos. 2.5 Ativos não correntes detidos para venda Os ativos não correntes são classificados como detidos para venda se o seu valor contabilístico for recuperado essencialmente por via de uma transação de venda e não pelo uso contínuo. Esta condição é considerada como cumprida apenas quando o ativo (ou grupo de ativos a alienar) está disponível para venda imediata na sua condição atual, sujeito apenas a termos que são habituais para vendas desse ativo (ou grupo de ativos a alienar) e a sua venda é altamente provável. Entende-se que um ativo não corrente está detido para venda quando existe a expectativa do Conselho de Administração que a venda destes ativos estará concluída no prazo de um ano a partir da data de classificação. Os ativos não correntes (ou grupo de ativos a alienar) classificados como detidos para venda são mensurados pelo menor entre o seu valor contabilístico e justo valor deduzido dos custos da alienação.

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 31 2.6 Locações A Empresa avalia se um contrato contém ou não um ativo por direito de uso no início do contrato. A Empresa reconhece um ativo por direito de uso e o correspondente passivo por direito de uso em relação a todos os contratos de locação em que é locatária, exceto locações de curto prazo (prazo de 12 meses ou inferior) e locações de baixo valor. Para esses contratos, a Empresa reconhece os gastos de locação numa base linear como um gasto operacional. O passivo por direito de uso é inicialmente mensurado pelo valor presente dos pagamentos futuros de cada locação, descontados com base na taxa de juro implícita da locação. Se essa taxa de juro implícita não for imediatamente determinável, a Empresa utiliza a sua taxa de juro incremental. Os pagamentos da locação incluídos na mensuração do passivo por direito de uso incluem: Pagamentos fixos em substância da locação (in-substance fixed payments), líquidos de quaisquer incentivos associados à locação; Pagamentos variáveis com base em índices ou taxas; Expectativa de pagamentos relativos a garantias de valor residual; Preço do exercício de opções de compra, se for razoavelmente certo que a Empresa venha a exercer a opção; e Penalidades de cláusulas de término ou renovações unilateralmente exercíveis se for razoavelmente certo que a Empresa venha a exercer a opção de terminar ou renovar o prazo da locação. O passivo por direito de uso é mensurado subsequentemente, aumentando por conta do juro especializado (reconhecido na demonstração dos resultados), reduzindo pelos pagamentos de locação efetuados. O seu valor contabilístico é remensurado para refletir um eventual reassessment, quando exista uma modificação ou revisão dos pagamentos fixos em substância. O passivo por direito de uso é remensurado, sendo efetuado o correspondente ajuste no ativo por direito de uso, relacionado, sempre que: Ocorram eventos ou alterações significativas que estejam sob o controlo do locatário, no prazo da locação ou no direito de exercício da opção de compra em resultado de um evento significativo ou uma mudança nas circunstâncias. Nesse caso, o passivo por direito de uso é remensurado tendo por base os pagamentos atuais da locação, utilizando uma nova taxa de desconto; Os pagamentos da locação sejam modificados devido a alterações num índice ou taxa ou uma alteração no pagamento esperado sob um valor residual garantido, caso em que a responsabilidade do locatário é remensurada, descontando o novo passivo de locação utilizando uma taxa de desconto inalterada (a menos que a alteração dos pagamentos da locação seja devida a uma alteração com base numa taxa de juro flutuante, caso em que é usada uma nova taxa de desconto); Um contrato de locação seja modificado e a modificação da locação não seja contabilizada como uma locação separada. Nesse caso, o passivo por direito de uso é remensurado com base no prazo modificado da locação, descontando os novos pagamentos utilizando uma taxa de desconto apurada na data efetiva da modificação. Os passivos de locação são apresentados na demonstração da posição financeira na linha de empréstimos obtidos, e são devidamente identificados nas notas às demonstrações financeiras. Os ativos por direito de uso correspondem à mensuração inicial do passivo de locação correspondente, acrescida de pagamentos de locação antes ou na data de início da locação e acrescida dos gastos diretos

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 32 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS iniciais eventuais e deduzidos de eventuais montantes recebidos. Os ativos por direito de uso são mensurados subsequentemente ao custo deduzido de depreciações e imparidades acumuladas. Sempre que a Empresa espere vir a incorrer em custos de desmantelamento do ativo por direito de uso, ou em gastos com a reparação do local onde o mesmo se encontra instalado ou do ativo subjacente à locação por via de condição exigida pelos termos e condições do contrato de locação, é reconhecida uma provisão e mensurada de acordo com a IAS 37. Os referidos gastos são incluídos no ativo por direito de uso relacionado, na medida em que os gastos estejam relacionados com o mesmo. Os ativos de direito de uso são depreciados pelo menor período de entre o prazo da locação e a vida útil do ativo subjacente. Se um arrendamento transferir a propriedade do ativo subjacente ou o preço do direito de uso refletir que a Empresa espera exercer uma opção de compra, o ativo de direito de uso relacionado é depreciado durante a vida útil do ativo subjacente. A depreciação inicia-se na data de início do contrato de locação. Os ativos sob direito de uso são apresentados na mesma linha de itens em que seriam apresentados os respetivos ativos subjacentes, caso fossem propriedade sua, e são devidamente identificados nas notas às demonstrações financeiras. A Empresa aplica a IAS 36 na determinação do valor recuperável do ativo subjacente, sempre que necessário. As parcelas de renda variável que não dependam de um índice ou de uma taxa não são incluídas na mensuração do passivo e do ativo por direito de uso. Os respetivos pagamentos são reconhecidos como um gasto operacional, na demonstração dos resultados, no período a que dizem respeito. A IFRS 16, através de um expediente prático, permite que, por classe de ativo, o locatário não separe os componentes de locação dos que não são de locação que possam estar previstos no mesmo contrato e, alternativamente, considere os mesmos como um componente único do contrato. A Empresa utiliza o referido expediente prático nos contratos de locação de viaturas. Para contratos que contêm um componente de locação e um ou mais componentes que não sejam de locação, a Empresa aloca a contraprestação no contrato a cada componente de locação com base no preço independente de cada componente e no preço independente agregado dos componentes da não locação. 2.7 Instrumentos financeiros 2.7.1 Outros ativos correntes Os outros ativos correntes são reconhecidos inicialmente pelo seu valor nominal e são apresentados deduzidos de eventuais perdas por imparidade. A perda por imparidade destes ativos é registada quando existe evidência objetiva de que não se irão cobrar todos os montantes devidos, de acordo com os termos originalmente estabelecidos para liquidação das dívidas de terceiros. O montante da perda corresponde à diferença entre o valor nominal e o valor estimado de recuperação e é reconhecido na demonstração dos resultados e de outro rendimento integral do exercício. 2.7.2 Caixa e seus equivalentes Os montantes incluídos na rubrica de caixa e seus equivalentes correspondem aos valores em caixa e depósitos bancários, vencíveis a menos de 3 meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor.

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 33 2.7.3 Empréstimos Os empréstimos são registados no passivo pelo valor recebido líquido de despesas com a emissão desses empréstimos. As despesas com a emissão de empréstimos são reconhecidas pelo método do custo amortizado na demonstração dos resultados e de outro rendimento integral ao longo do período de duração dos empréstimos. Os encargos financeiros com juros bancários e despesas similares, nomeadamente Imposto do Selo, são registados na demonstração dos resultados e de outro rendimento integral de acordo com o princípio de especialização dos exercícios, encontrando-se os montantes vencidos e não liquidados à data do fecho de contas classificados na rubrica “Outros passivos correntes”. 2.7.4 Empréstimos obtidos de empresas do Grupo Os empréstimos obtidos de empresas do Grupo são registados pelo valor recebido líquido de despesas com a emissão desses empréstimos, sendo o montante correspondente aos juros vencidos e não liquidados à data de fecho de contas classificados na rubrica “Outros passivos correntes”. As despesas com a emissão de empréstimos obtidos de empresas do Grupo são reconhecidas pelo método do custo amortizado na demonstração dos resultados e de outro rendimento integral ao longo do período de duração dos empréstimos. 2.7.5 Fornecedores, contas a pagar e outros passivos correntes As contas a pagar são registadas pelo seu valor nominal e não vencem juros. 2.8 Provisões e passivos contingentes As provisões são reconhecidas quando existe uma obrigação presente (legal ou implícita), resultante de um evento passado, para cuja resolução é provável ser necessário um dispêndio de recursos internos e cujo montante possa ser razoavelmente estimado. O montante das provisões é revisto e ajustado à data de cada demonstração da posição financeira, de modo a refletir a melhor estimativa nesse momento. Quando uma das condições acima descritas não é preenchida, o passivo contingente correspondente não é reconhecido, sendo apenas divulgado, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso em que não são objeto de divulgação. 2.9 Responsabilidades com pensões A Empresa assumiu o compromisso de conceder aos seus empregados e administradores remunerados, admitidos até 5 de julho de 1993, prestações pecuniárias a título de complementos de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações consistem numa percentagem, crescente com o número de anos de serviço, aplicada à tabela salarial, ou uma percentagem fixa aplicada ao salário base, reportado a 2002. As responsabilidades pelo pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência são registadas de acordo com os critérios consagrados no IAS 19. Esta norma estabelece a obrigatoriedade das

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 34 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS empresas com planos de pensões reconhecerem os custos com a atribuição destes benefícios à medida que os serviços são prestados pelos empregados e administradores beneficiários. Deste modo, no final de cada período contabilístico, a Empresa obtém um estudo atuarial elaborado por uma entidade independente, no sentido de determinar o valor das suas responsabilidades a essa data e o custo com pensões a registar nesse período. As responsabilidades assim estimadas são comparadas com o valor de mercado dos ativos do fundo de pensões, de forma a determinar o montante das contribuições a efetuar ou registar. Os efeitos resultantes da alteração de pressupostos e da diferença entre os pressupostos utilizados e a realidade, são considerados ganhos ou perdas atuariais, sendo reconhecidos diretamente em reservas (outro rendimento integral). 2.10 Impostos sobre o rendimento Os impostos sobre o rendimento do exercício são constituídos por imposto corrente e imposto diferido, sendo reconhecidos de acordo com o preconizado pelo IAS 12. A Impresa é tributada em Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (“IRC”) pelo Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (“RETGS”), que abrange todas as empresas em que a Impresa participa, direta ou indiretamente, em pelo menos 75% do capital social e que cumprem simultaneamente com as restantes condições definidas por aquele regime. As restantes empresas participadas, não abrangidas pelo regime especial de tributação do Grupo Impresa, são tributadas individualmente, com base nas respetivas matérias coletáveis e nas taxas de imposto aplicáveis. Na mensuração do custo relativo aos impostos sobre o rendimento do exercício, para além do imposto corrente é ainda considerado o efeito do imposto diferido, calculado com base na diferença entre o valor contabilístico dos ativos e passivos e o correspondente valor para efeitos fiscais. Os ativos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que estiverem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias. Os ativos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expetativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada demonstração da posição financeira é efetuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos ativos por impostos diferidos no sentido de reconhecer ativos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante de impostos diferidos ativos registados em função da expectativa atual da sua recuperação futura. 2.11 Especialização de exercícios Os custos e proveitos são contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e proveitos financeiros relacionados com juros são reconhecidos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios e de acordo com a taxa de juro efetiva aplicável. 2.12 Classificação da demonstração da posição financeira São classificados, respetivamente, no ativo e no passivo como correntes, os ativos realizáveis e os passivos exigíveis a menos de um ano da data da demonstração da posição financeira.

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 35 2.13 Eventos subsequentes Os eventos após a data de fecho do ano que proporcionem informação adicional sobre as condições que existiam à data de fecho do ano são refletidos nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data de fecho do ano que proporcionem informação adicional sobre as condições que ocorrem após a data de fecho do ano são divulgados no anexo às demonstrações financeiras, se materiais. 2.14 Imparidade de ativos São efetuados testes de imparidade sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias, que indiquem que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperado. Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior ao seu valor recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados e de outro rendimento integral. O valor recuperável é determinado pelo valor mais alto entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados, inerentes ao uso continuado do ativo e da sua alienação no final da sua vida útil. O valor de uso decorre dos fluxos de caixa futuros atualizados com base em taxas de desconto que reflitam o valor atual do capital e o risco específico do ativo. Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade na demonstração dos resultados e de outro rendimento integral do período a que se refere. Quando uma perda por imparidade é subsequentemente revertida, o valor contabilístico do ativo é atualizado para o seu valor estimado. Contudo, a reversão da perda por imparidade só pode ser efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, líquida de amortização, caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em exercícios anteriores. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida de imediato na demonstração dos resultados e de outro rendimento integral. 2.15 Alterações de políticas contabilísticas e estimativas Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023, não ocorreram alterações de políticas contabilísticas relativamente às utilizadas na preparação e apresentação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2022, nem foram reconhecidos erros materiais relativos a períodos anteriores. Em resultado de incertezas inerentes à atividade, a base dos valores estimados é a última informação disponível fiável estando as principais estimativas relacionadas com as análises de imparidade das participações financeiras, provisões e responsabilidades com pensões. A revisão de uma estimativa de um período anterior não é considerada como um erro. As alterações de estimativas apenas são reconhecidas prospectivamente em resultados e são alvo de divulgação quando o impacto é materialmente relevante. As estimativas são determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras.

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 36 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS 2.16 Desreconhecimento de ativos e passivos financeiros A Empresa desreconhece ativos financeiros apenas quando os direitos contratuais aos seus fluxos de caixa expiram, ou quando transfere para outra entidade os ativos financeiros e todos os riscos e benefícios significativos associados à posse dos mesmos. São desreconhecidos os ativos financeiros transferidos relativamente aos quais a Empresa reteve alguns riscos e benefícios significativos, desde que o controlo sobre os mesmos tenha sido cedido. A Empresa, desreconhece passivos financeiros apenas quando a correspondente obrigação seja liquidada, cancelada ou expire. 3. OUTROS PROVEITOS OPERACIONAIS Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os outros proveitos operacionais foram como segue: 4. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica teve a seguinte composição: (a) Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica incluía o montante de 36.900 Euros e 73.800 Euros, respetivamente, debitado por entidades relacionadas (Nota 22). 5. CUSTOS COM O PESSOAL Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 os custos com o pessoal foram como segue: Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o número médio de pessoal ao serviço da Empresa foi de 23 colaboradores. 2023 2022 Outros proveitos operacionais: Outros 16 828 16 828 2023 2022 Trabalhos especializados 186.661 160.345 Rendas (a) 63.123 88.297 Outros 70.552 62.436 320.336 311.078 2023 2022 Remunerações do pessoal 1.423.993 1.290.854 Remunerações dos órgãos sociais 657.426 601.927 Encargos sobre remunerações 477.492 429.400 Prémios - 112.192 Indemnizações 155.407 56.000 Outros 36.449 37.964 2.750.767 2.528.337

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 37 Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 os custos com pessoal incluem remunerações do Pessoal-chave da gerência no montante de 805.028 Euros e 884.163 Euros, respetivamente (Nota 22). 6. OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os outros custos operacionais foram como segue: 7. RESULTADOS FINANCEIROS Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, têm a seguinte composição: (a) Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica inclui o montante de 7.601.660 Euros e 4.028.157 Euros, respetivamente, debitado por entidades relacionadas (Nota 22). (b) Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica correspondia aos dividendos recebidos das seguintes empresas (Nota 22): 8. DIFERENÇAS ENTRE RESULTADOS CONTABILÍSTICO E FISCAL A Empresa é tributada em sede de IRC ao abrigo do RETGS conjuntamente com as suas subsidiárias: Impresa Publishing, S.A. ("Impresa Publishing"), SIC, GMTS – Global Media Technology Solutions – Serviços Técnicos e Produção Multimédia, Sociedade Unipessoal, Lda. (“GMTS”), Impresa Office & Service Share – Gestão de Imóveis e Serviços, S.A. (“IOSS”), e InfoPortugal - Sistemas de Informação e Conteúdos, S.A. ("InfoPortugal"). A Empresa encontra-se sujeita a tributação em sede de IRC à taxa de 21% sobre a matéria coletável, acrescida de derrama municipal até ao limite máximo de 1,5% sobre o lucro tributável, resultando numa taxa de imposto agregada de, no máximo, 22,5%. 2023 2022 Impostos 57.226 8.324 Quotizações 96.964 98.426 Outros custos operacionais 96 4 154.286 106.754 2023 2022 Custos financeiros: Juros suportados (a) (7.728.751) (4.096.441) Outros custos financeiros (506.371) (436.211) (8.235.122) (4.532.652) Ganhos/(perdas) em empresas do grupo e associadas: Dividendos (b) 7.443.057 16.452.347 7.443.057 16.452.347 (792.065) 11.919.695 2023 2022 SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC") 7.443.057 16.452.347

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 38 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS Adicionalmente, os lucros tributáveis que excedam 1.500.000 Euros são sujeitos a derrama estadual, às seguintes taxas: - 3% para lucros tributáveis entre 1.500.000 Euros e 7.500.000 Euros; - 5% para lucros tributáveis entre 7.500.000 Euros e 35.000.000 Euros; - 9% para lucros tributáveis superiores a 35.000.000 Euros. A dedução dos gastos de financiamento líquidos na determinação do lucro tributável, determinado pelo Grupo, é condicionada ao maior dos seguintes limites: - 1.000.000 Euros; - 30% do resultado antes de depreciações, gastos de financiamento líquidos e impostos. Nos termos do artigo 88º do Código do IRC, a Empresa encontra-se sujeita a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado. De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto quando tenha havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais dos anos de 2020 a 2023, inclusive, poderão vir ainda ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que as eventuais correções, resultantes de revisões/inspeções por parte das Autoridades Fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2023 e 2022. A partir de 1 de janeiro de 2023, os prejuízos fiscais não têm período limite de reporte após a sua ocorrência estando condicionado a dedução em cada exercício, o qual não pode exceder 65% do respetivo lucro tributável, aplicável também aos prejuízos fiscais gerados em exercícios anteriores. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a Impresa e as suas subsidiárias, não tinham prejuízos fiscais reportáveis. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os ativos e passivos para imposto corrente detalham-se conforme segue: 2023 2022 Ativos para imposto corrente Pagamentos por conta e pagamentos especiais por conta gerados no âmbito do RETGS - 2.129.164 IRC gerado no âmbito do RETGS (i) - (1.844.110) Estimativa de imposto - (105.449) - 179.605 Passivos para imposto corrente Pagamentos por conta e pagamentos especiais por conta gerados no âmbito do RETGS (1.243.424) - IRC gerado no âmbito do RETGS (i) 1.763.010 - Estimativa de imposto 49.961 - 569.547 -

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 39 (i) Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, este montante tinha a seguinte composição: a) Diferenças temporárias – Movimentos nos ativos por impostos diferidos Os ativos por impostos diferidos decorrentes de prejuízos fiscais reportáveis, gerados durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, foram integralmente utilizados nos exercícios findos naquelas datas, em virtude do resultado fiscal positivo apurado pelas empresas incluídas no RETGS. b) Diferenças temporárias – Movimentos nos passivos por impostos diferidos 2023 2022 Contas a pagar geradas no âmbito do RETGS (Nota 12) (713.044) (695.579) Contas a receber geradas no âmbito do RETGS (Nota 12) 3.621.300 3.481.261 2.908.256 2.785.682 Prejuízos fiscais da Empresa utilizados no exercício no âmbito do RETGS (1.145.246) (941.572) 1.763.010 1.844.110 Prejuízos Outras fiscais diferenças reportáveis temporárias Total Saldo em 31 de dezembro de 2021 - 42.444 42.444 Constituições 941.572 - 941.572 Recuperação (941.572) (42.444) (984.016) Saldo em 31 de dezembro de 2022 - - - Saldo em 31 de dezembro de 2022 - - - Constituições 1.145.246 25.232 1.170.478 Recuperação (1.145.246) - (1.145.246) Saldo em 31 de dezembro de 2023 - 25.232 25.232 Plano de pensões Saldo em 31 de dezembro de 2021 47.692 Efeito da alteração de taxa de imposto - Constituição / (reversão) com efeito no outro rendimento integral 19.237 Constituição / (reversão) com efeito em resultados (1.715) Saldo em 31 de dezembro de 2022 65.214 Saldo em 31 de dezembro de 2022 65.214 Efeito da alteração de taxa de imposto - Constituição / (reversão) com efeito no outro rendimento integral 2.702 Constituição / (reversão) com efeito em resultados 1.937 Saldo em 31 de dezembro de 2023 69.853

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 40 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS c) Reconciliação da taxa de imposto (i) Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, estes montantes tinham a seguinte composição: (i) Este montante representa a parcela de IRC tributada autonomamente. (d) Processos fiscais em curso Em resultado de fiscalizações efetuadas à Impresa Serviços e Multimédia, S.A. (“ISM”) (fundida em 2015 na Impresa) e do respetivo procedimento tributário, a Impresa foi notificada em 2011, 2012, 2014 e 2015, de correções fiscais em sede de IRC relativas a 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012, no âmbito da qual a Administração Fiscal recusou a dedutibilidade fiscal dos juros relativos à parte de um empréstimo do BPI destinado ao financiamento da aquisição dos suprimentos não remunerados detidos pelo BPI (anterior acionista) sobre a Solo (entidade fundida em exercícios anteriores na ISM). Os motivos alegados pela Administração Fiscal para essa recusa são o facto da atividade normal e corrente da ISM não integrar a concessão de empréstimos às subsidiárias (não era uma SGPS) e tais encargos não estarem supostamente associados a capitais alheios obtidos para a sua exploração direta. As correções à matéria coletável em causa foram no montante de 3.415.295 Euros para 2008, 2.105.621 Euros em 2009, 2.161.788 Euros em 2010, 2.334.795 Euros em 2011 e 943.005 Euros em 2012. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2016, a Autoridade Tributária procedeu à anulação da liquidação adicional de IRC instaurada à Empresa relativa ao exercício de 2012, no montante total de 943.005 Euros, e para a qual se encontrava prestada uma garantia, no montante de 325.041 Euros, que foi cancelada em abril de 2016. 2023 2022 Resultados antes de impostos (4.098.935) 8.879.806 Taxa nominal de imposto 21% 21% Imposto estimado (860.776) 1.864.759 Diferenças permanentes (i) (307.765) (2.804.616) Ajustamento à coleta (ii) 49.961 105.449 Excesso de estimativa de imposto do exercício anterior (240.668) (249.716) Impostos sobre o rendimento do exercício (1.359.248) (1.084.124) Imposto corrente 49.961 105.449 Imposto diferido gerado no exercício (1.168.541) (939.857) Excesso de estimativa de imposto do exercício anterior (240.668) (249.716) (1.359.248) (1.084.124) 2023 2022 Dividendos recebidos (Nota 7) (7.443.057) (16.452.347) Encargos financeiros não aceites fiscalmente no âmbito do RETGS 5.626.212 2.829.955 Outros, líquidos 351.296 267.076 (1.465.549) (13.355.316) 21% 21% (307.765) (2.804.616)

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 41 Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2017, o Grupo obteve uma sentença favorável relativa a uma impugnação judicial apresentada contra as liquidações adicionais de IRC dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e 2009, relacionadas com a dedutibilidade de encargos financeiros suportados, tendo sido apresentado recurso pela Autoridade Tributária. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2020, foi negado o provimento ao recurso jurisdicional, por oposição de acórdãos, interposto contra a sentença proferida e o processo transitou em julgado. Foi recebido o montante de 439.088 Euros relativo às correções fiscais em sede de IRC dos anos de 2008 e 2009. As restantes correções fiscais supra referidas encontravam-se contestadas em sede de Impugnação Judicial, tendo a Impresa prestado garantias bancárias no montante de 1.180.163 Euros relativas aos exercícios de 2010, 2011. No entendimento do Conselho de Administração, com base na opinião dos seus advogados, a perspetiva de sucesso das reclamações e/ou impugnações daqueles atos é razoável, pelo que não foi registada qualquer provisão para esta contingência fiscal. 9. RESULTADO POR AÇÃO Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os resultados por ação foram calculados como segue: Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, não existiam efeitos diluidores, pelo que os resultados por ação básico e diluído são idênticos. 2023 2022 Resultado líquido do exercício (2.739.687) 9.963.930 Número de ações (Nota 14) 168.000.000 168.000.000 Resultado do exercício por ação (0,0163) 0,0593 Rendimento integral do exercício (2.730.379) 10.030.189 Número de ações (Nota 14) 168.000.000 168.000.000 Resultado integral do exercício por ação (0,0163) 0,0597

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 42 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS 10. ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os movimentos ocorridos nos ativos fixos tangíveis, bem como nas respetivas depreciações acumuladas e perdas foram como segue: Adicionalmente, foram reconhecidos em 2023 e 2022 os seguintes montantes de gastos relativos a ativos por direito de uso: Em 31 de dezembro de 2023 e 2022 a Empresa encontra-se comprometida com locações de curto prazo de, aproximadamente, 91.364 Euros e 63.841 Euros, respetivamente. Equipamentos de transporte Ativo bruto: Saldo em 31 de dezembro de 2022 287.633 Novos contratos de locação 191.757 Abates (47.764) Saldo em 31 de dezembro de 2023 431.625 Depreciações acumuladas e perdas de imparidade: Saldo em 31 de dezembro de 2022 168.329 Depreciações do exercício 81.497 Abates (47.764) Saldo em 31 de dezembro de 2023 202.061 Valor líquido em 31 de dezembro de 2023 229.564 Equipamentos de transporte Ativo bruto: Saldo em 31 de dezembro de 2021 383.721 Novos contratos de locação 29.321 Abates (53.926) Saldo em 31 de dezembro de 2022 359.116 Depreciações acumuladas e perdas de imparidade: Saldo em 31 de dezembro de 2021 172.227 Depreciações do exercício 94.548 Abates (26.963) Saldo em 31 de dezembro de 2022 239.812 Valor líquido em 31 de dezembro de 2022 119.304 2023 2022 Gastos relativos a locações de curto prazo (Nota 4) 63.123 88.297 Depreciações relativas a ativos sob direito de uso 81.497 94.548 Gastos financeiros com passivos de locação 7.777 8.190 152.397 191.035

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 43 11. INVESTIMENTOS EM EMPRESAS DO GRUPO E ASSOCIADAS Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, não existiram movimentos nos investimentos em empresas do grupo e associadas. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a Empresa tinha as seguintes participações em empresas do grupo e associadas (informação contabilística das participadas retirada das suas demonstrações financeiras). 31 de dezembro de 2023: 31 de dezembro de 2022: (a) O capital próprio destas participadas inclui os montantes registados pela Empresa como prestações acessórias e suplementares, identificados na rubrica “Empréstimos permanentes”. 12. OUTROS ATIVOS E PASSIVOS CORRENTES Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica outros ativos correntes tinha o seguinte detalhe: Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, as contas a receber das empresas do Grupo, nos montantes de 3.621.300 Euros e 3.481.261 Euros, respetivamente, respeitam, essencialmente, a estimativas de impostos, retenções na fonte e pagamentos por conta daquelas participadas registadas no âmbito do RETGS (Nota 8). Resultado Ativo Capital Proveitos líquido Percentagem Valor de Perdas por Empréstimos Investimento Denominação Sede líquido próprio totais do exercício de participação balanço imparidade permanentes total Impresa Publishing (a) Lisboa 18.395.320 8.248.251 24.672.491 1.477.779 100% 35.611.372 (37.688.372) 29.000.000 26.923.000 IOSS (a) Oeiras 27.287.375 2.969.014 9.197.386 (1.389.239) 100% 5.947.555 - 3.750.000 9.697.555 SIC Oeiras 178.343.753 21.135.333 153.923.142 8.316.027 100% 239.408.738 - - 239.408.738 Infoportugal Matosinhos 1.314.187 521.081 1.538.942 (186.941) 100% 2.842.503 - - 2.842.503 Nexponor Porto n.d n.d n.d n.d 0,001% 660 - - 660 283.810.828 (37.688.372) 32.750.000 278.872.456 Resultado Ativo Capital Proveitos líquido Percentagem Valor de Perdas por Empréstimos Investimento Denominação Sede líquido próprio totais do exercício de participação balanço imparidade permanentes total Impresa Publishing (a) Lisboa 22.286.547 6.718.051 24.357.754 1.723.785 100% 35.611.372 (37.688.372) 29.000.000 26.923.000 IOSS (a) Oeiras 31.490.756 4.358.253 9.171.188 (1.256.184) 100% 5.947.555 - 3.750.000 9.697.555 SIC Oeiras 181.989.422 20.262.363 159.852.697 7.443.057 100% 239.408.738 - - 239.408.738 Infoportugal Matosinhos 1.657.905 710.725 1.223.724 (256.357) 100% 2.842.503 - - 2.842.503 Nexponor Porto n.d n.d n.d n.d 0,001% 660 - - 660 283.810.828 (37.688.372) 32.750.000 278.872.456 2023 2022 Outros ativos correntes: Empresas do Grupo - RETGS (Notas 8 e 22): SIC 2.903.607 2.496.213 Impresa Publishing 451.147 759.816 GMTS 266.546 225.232 3.621.300 3.481.261 Outros 162.277 169.788 3.783.577 3.651.049

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 44 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica outros passivos correntes tinha o seguinte detalhe: Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os acréscimos de custos com juros a liquidar, incluem 2.241.256 Euros e 1.072.252 Euros, respetivamente, referentes ao empréstimo concedido pela SIC. 13. CAIXA E SEUS EQUIVALENTES Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a discriminação de caixa e seus equivalentes constantes na demonstração dos fluxos de caixa naquelas datas foram como segue: A rubrica de caixa e equivalentes compreende os valores de caixa e os depósitos bancários imediatamente mobilizáveis. 2023 2022 Empresas do Grupo - RETGS (Notas 8 e 22): Infoportugal 62.621 60.953 IOSS 650.423 634.627 713.044 695.579 Acréscimos de custos: Férias e subsídio de férias a liquidar 356.360 327.631 Juros a liquidar 2.357.875 1.154.127 2.714.235 1.481.758 Estado e outros entes públicos: Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares 103.289 78.864 Contribuições para a Segurança Social 103.577 82.747 206.866 161.611 Outros passivos Outros credores 3.854 351 3.637.999 2.339.299 2023 2022 Caixa 1.284 1.613 Depósitos bancários 124.458 276.871 125.742 278.484 Descobertos bancários (Nota 17) (3.421.057) (93.812) (3.295.315) 184.672

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 45 14. CAPITAL SOCIAL Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o capital encontrava-se totalmente subscrito e realizado e ascendia a 84.000.000 Euros, sendo constituído por 168.000.000 ações com o valor nominal de cinquenta cêntimos, sendo detido como segue, de acordo com as participações qualificadas comunicadas à CMVM: 15. PRÉMIO DE EMISSÃO DE AÇÕES O valor registado nesta rubrica resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital, ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos acionistas, podendo, contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital. 16. RESERVAS Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Reserva legal” corresponde à reserva legal da Empresa constituída de acordo com a legislação comercial, a qual estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o movimento ocorrido nas rubricas de reservas foi o seguinte: 31 de dezembro de 2023: (a) O aumento registado deve-se à aplicação do resultado líquido positivo de 9.963.930 Euros, relativo ao exercício findo em 31 de dezembro de 2022, em Reserva Legal no montante de 498.197 Euros e em Reservas Livres em 9.465.733 Euros, de acordo com a deliberação da Assembleia Geral de acionistas realizada em 26 de maio de 2023. Percentagem Percentagem detida Montante detida Montante Impreger - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impreger") 50,31% 42.257.294 50,31% 42.257.294 Outros 49,69% 32.872.702 39,13% 32.872.702 100,00% 84.000.000 100,00% 84.000.000 2023 2022 Reserva legal Saldo em 31 de dezembro de 2022 2.661.152 19.952.109 Aumentos (a) 498.197 9.465.733 Plano de pensões - ganhos/(perdas) atuariais (Notas 8 e 21.1) - 9.308 Saldo em 31 de dezembro de 2023 3.159.349 29.427.150 Outras reservas

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 46 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS 31 de dezembro de 2022: (b) O aumento registado deve-se à aplicação do resultado líquido positivo de 13.187.093 Euros, relativo ao exercício findo em 31 de dezembro de 2021, em Resultados transitados no montante de 8.455.698 Euros, em Reserva Legal no montante de 659.354 Euros e em Reservas Livres em 4.072.041 Euros, de acordo com a deliberação da Assembleia Geral de acionistas realizada em 24 de maio de 2022. 17. EMPRÉSTIMOS OBTIDOS DE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o saldo de dívidas a instituições de crédito tem a seguinte composição: Em 31 de dezembro de 2023, o movimento ocorrido no saldo de dívidas a instituições de crédito, separado por movimentos com fluxos de caixa associado e sem fluxo de caixa, foi como segue: Em 31 de dezembro de 2022, o movimento ocorrido no saldo de dívidas a instituições de crédito, separado por movimentos com fluxos de caixa associado e sem fluxo de caixa, foi como segue: (a) A Empresa assumiu, com várias instituições bancárias, a contratação de empréstimos bancários com maturidades superiores a um ano, os quais foram assumidos a condições de mercado, e para os quais a Empresa tem vindo a cumprir com todas as suas obrigações. Reserva Resultados legal transitados Saldo em 31 de dezembro de 2021 2.001.797 15.813.809 (8.455.698) Aumentos (a) 659.355 4.072.041 8.455.698 Plano de pensões - ganhos/(perdas) atuariais (Notas 8 e 21.1) - 66.259 - Saldo em 31 de dezembro de 2022 2.661.152 19.952.109 - Outras reservas Entidades financiadoras Não corrente Corrente Não corrente Corrente Não corrente Corrente Não corrente Corrente Empréstimos bancários (a) 15.109.440 5.975.158 15.413.696 6.095.479 21.042.826 3.908.852 21.509.173 3.995.479 Passivos de locação 136.462 91.364 136.462 91.364 54.377 63.842 54.377 63.842 Contas correntes caucionadas (b) - 8.250.000 - 8.250.000 - 5.300.000 - 5.300.000 Descobertos bancários (c) (Nota 13) - 3.421.057 - 3.421.057 - 93.812 - 93.812 15.245.902 17.737.579 15.550.158 17.857.900 21.097.203 9.366.506 21.563.550 9.453.133 31 de dezembro de 2023 Valor de balanço Valor nominal 31 de dezembro de 2022 Valor de balanço Valor nominal Novos contratos Entidades financiadoras Valor de balanço Recebimentos (Pagamentos) Valor de balanço Empréstimos bancários (a) 24.951.678 - (3.995.479) 128.399 - 21.084.598 Passivos de locação 118.219 - (82.150) - 191.757 227.826 Contas correntes caucionadas (b) 5.300.000 2.950.000 - - - 8.250.000 30.369.897 2.950.000 (4.077.628) 128.399 191.757 29.562.424 Descobertos bancários (c) (Nota 13) 93.812 3.327.245 - - 3.421.057 30.463.709 6.277.245 (4.077.628) 128.399 191.757 32.983.481 31 de dezembro de 2022 Movimentos sem fluxo de caixa 31 de dezembro de 2023 Fluxos de caixa do exercício Efeito do custo amortizado Novos contratos Entidades financiadoras Valor de balanço Recebimentos (Pagamentos) Valor de balanço Empréstimos bancários (a) 31.020.730 - (6.181.894) 112.842 - 24.951.678 Passivos de locação 210.029 - (121.131) - 29.321 118.219 Contas correntes caucionadas (b) 6.200.000 - (900.000) - - 5.300.000 37.430.759 - (7.203.025) 112.842 29.321 30.369.897 Descobertos bancários (c) (Nota 13) 2.830.919 - (2.737.107) - 93.812 40.261.678 - (9.940.132) 112.842 29.321 30.463.709 31 de dezembro de 2021 31 de dezembro de 2022 Fluxos de caixa do exercício Efeito do custo amortizado Movimentos sem fluxo de caixa

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 47 Em resultado da contratação destes empréstimos, a Empresa assumiu diversos covenants e restrições relacionados essencialmente com a aquisição e alienação de ativos e com distribuição de dividendos. Como garantia do integral cumprimento de alguns empréstimos contratados, a Empresa subscreveu livranças em branco e adicionalmente foram cedidas em penhor ações representativas de 100% do capital da SIC. Adicionalmente, nos termos contratados, a Impresa deve manter pelo menos 51% do capital da SIC. Adicionalmente, a Impreger não deve reduzir a sua participação na Impresa abaixo de 50,01% do seu capital. (b) Contas-correntes caucionadas obtidas, as quais vencem juros calculados a taxas normais de mercado, para operações similares. (c) Os descobertos bancários vencem juros a taxas de mercado para operações similares. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os financiamentos obtidos, de acordo com o seu valor nominal, têm o seguinte plano de reembolso de acordo com o valor nominal: (a) A 31 de dezembro de 2023 e 2022, os empréstimos obtidos correntes incluem 8.250.000 Euros e 5.300.000 Euros, respetivamente, que correspondem a contas correntes caucionadas que são automaticamente renováveis por períodos de 6 meses e 3.421.057 Euros e 93.812 Euros, respetivamente, que correspondem a descobertos bancários. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os passivos de locação têm o seguinte plano de reembolso: Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a taxa de juro efetiva em cada empréstimo foi como segue: Caso as taxas de juro de mercado tivessem sido superiores ou inferiores em 1% durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o resultado líquido daqueles exercícios teria diminuído ou aumentado em, aproximadamente, 317.000 Euro e 354.000 Euros, respetivamente. 2023 2022 2024 91.364 46.402 2025 56.516 7.975 2026 56.498 - 2027 23.449 - 227.826 118.219 Empréstimos 2023 2022 Empréstimos bancários 6,76% 2,00% - 3,65% Contas correntes caucionadas 5,70% 2,29% 2023 2022 2023 - 9.295.479 (a) 2024 14.345.479 (a) 6.095.479 2025 6.445.479 6.445.479 2026 6.095.479 6.095.479 2027 2.872.737 2.872.737 29.759.173 30.804.652

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 48 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS O Conselho de Administração entende que não existe qualquer incumprimento das obrigações decorrentes dos empréstimos anteriormente referidos, quer quanto à manutenção das principais participações sociais nas empresas subsidiárias, quer de limitação de investimentos ou distribuição de dividendos, quer de covenants financeiros, os quais se encontram detalhados na Nota 26 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas. 18. EMPRÉSTIMOS OBTIDOS DE EMPRESAS DO GRUPO Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a Empresa detinha empréstimos obtidos junto das suas subsidiárias cujo detalhe é o seguinte: Os empréstimos obtidos de empresas do grupo vencem juros anualmente e estão indexados à taxa Euribor a 6 meses acrescida de um spread de 2,75%. Os montantes registados relativos à SIC classificados no passivo não corrente referem-se a dois contratos com uma maturidade de 10 anos no valor de 55.000.000 Euros e 30.000.000 Euros e os mesmos vencem- se em 31 de maio de 2029 e 31 de dezembro de 2029, respetivamente. Os montantes relativos à IP e IOSS não têm prazo de vencimento definido. No exercício findo 31 de dezembro de 2022 não houve reforços dos empréstimos concedidos pelas empresas do Grupo. No exercício findo 31 de dezembro de 2023 foi amortizado o montante de 3.250.000 Euros referente ao empréstimo concedido pela IOSS. 19. FORNECEDORES E CONTAS A PAGAR Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o detalhe de fornecedores e contas a pagar era o seguinte: 20. PASSIVOS CONTINGENTES E GARANTIAS PRESTADAS Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a Impresa mantém o penhor das ações representativas de 100% da SIC, para garantia do empréstimo contraído junto do Banco BPI, S.A. para financiar a aquisição daquela participação. 2023 2022 Não corrente Empresas do grupo (Nota 22): SIC 85.000.000 85.000.000 IP 6.575.000 6.575.000 IOSS 1.553.000 4.803.000 93.128.000 96.378.000 2023 2022 Empresas do grupo (Nota 22) SIC 1.813.950 825.000 IOSS 221.082 140.385 Impresa Publishing 869.765 412.832 Outros fornecedores conta corrente 27.285 9.853 2.932.082 1.388.070

DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 49 Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a Empresa tinha solicitado a emissão de garantias bancárias a favor da Autoridade Tributária e Aduaneira, no montante de 1.180.163 Euros em ambos os exercícios, relativa a processos de execução fiscal, decorrente da correção à matéria tributável em sede de IRC relativamente aos exercícios de 2010 e 2011. 21. COMPROMISSOS ASSUMIDOS 21.1 Pensões A Impresa assumiu o compromisso de conceder aos empregados e a administradores remunerados, admitidos até 5 de julho de 1993, prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, definida como sendo os valores em 2002. Em 1987, foi criado um fundo de pensões autónomo para onde foram transferidas as responsabilidades pelo pagamento das prestações pecuniárias acima referidas. De acordo com um estudo atuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor atual das responsabilidades supra referidas por serviços passados dos seus empregados ativos e reformados em 31 de dezembro de 2023 e 2022 foi estimado em 630.132 Euros e 646.029 Euros, respetivamente, sendo que o valor do fundo, a essa data, ascendia a 940.606 Euros e 935.885 Euros, respetivamente. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o movimento ocorrido no valor das responsabilidades por serviços passados dos seus empregados ativos e reformados e no valor dos ativos do plano da Empresa, foi como segue: Os ganhos e perdas financeiros decorrentes de diferenças entre os pressupostos utilizados na determinação do rendimento esperado dos ativos e os valores efetivamente verificados e os ganhos e perdas atuariais entre os pressupostos utilizados na determinação das responsabilidades, foram registados como rendimentos e gastos reconhecidos diretamente no capital próprio, como outro rendimento integral. Os restantes proveitos e custos foram registados na demonstração dos resultados. 2023 2022 646.029 857.042 Benefícios pagos (45.915) (41.686) Custo dos serviços correntes 3.559 10.143 Custo dos juros 26.355 10.585 (Ganhos) e perdas actuariais 104 (190.055) 630.132 646.029 Ativos do plano no início do exercício: 935.885 1.069.022 Benefícios pagos (45.915) (41.686) Juros do fundo 38.522 13.108 Ganhos e (perdas) financeiras 12.114 (104.559) Ativos do plano no final do exercício 940.606 935.885 Superavit 310.474 289.856 Valor presente da obrigação de benefícios definidos no final do exercício Valor presente da obrigação de benefícios definidos no início do exercício

\ IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 50 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS Na Nota 31 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas encontram-se divulgadas outras informações relativamente a esta situação. 22. PARTES RELACIONADAS Consideram-se partes relacionadas todas as subsidiárias e associadas pertencentes ao Grupo Impresa, conforme identificadas nas demonstrações financeiras consolidadas, e o acionista Impreger. No exercício findo em 31 de dezembro de 2019 o Grupo adotou um novo regulamento interno relativo à definição de partes relacionadas, atendendo à estrutura de governação do Grupo e ao processo de tomada de decisão, que passou a considerar “pessoal-chave da gerência” o Conselho de Administração e Comissão Executiva Conjunta, uma vez que as principais decisões relacionadas com a sua atividade são tomadas por estes órgãos. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, as transações com o Conselho de Administração e Comissão executiva correspondem, essencialmente, às remunerações auferidas no desempenho das suas funções no Grupo Impresa. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os saldos e as transações com partes relacionadas são as seguintes: (a) Estes saldos correspondem a depósitos bancários no Banco BPI, S.A.. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, foram pagos complementos de pensões ao Presidente do Conselho de Administração, no montante de 184.739 Euros, em cada exercício, pelo fundo de pensões. 2023 2022 Montantes reconhecidos na demonstração dos resultados: Custo dos serviços correntes (3.559) (10.143) Custo dos juros (26.355) (10.585) Juros do fundo 38.522 13.108 8.608 (7.620) Montantes reconhecidos como outro rendimento integral: (Ganhos) e perdas actuariais 104 (190.055) (Ganhos) e perdas financeiras (12.114) 104.559 (12.010) (85.496) 2023 2022 Transações: Rendas suportadas (Impreger) (Nota 4) 36.900 73.800 Custos com o pessoal (Nota 5) 805.028 884.163 Juros e gastos similares (Nota 7) 7.601.660 4.028.157 Dividendos recebidos (Nota 7) 7.443.057 16.452.347 Saldos: Caixa e seus equivalentes (a) 60.477 106.003 Contas a receber (Nota 12) 3.621.300 3.481.261 Passivos correntes (Nota 12) 713.044 695.579 Empréstimos obtidos de empresas do grupo (Nota 18) 93.128.000 96.378.000 Fornecedores e contas a pagar (Nota 19) 2.904.797 1.378.217 Empréstimos obtidos de instituições de crédito 23.248.727 29.984.314
DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E ANEXOS IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 51 Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, não foram atribuídos benefícios de longo prazo, de cessação de contrato ou pagamentos em ações aos membros do Conselho de Administração. 23. GESTÃO DO RISCO A gestão do risco é efetuada numa ótica consolidada, pelo que se remete para a Nota 34 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas. 24. OUTRAS INFORMAÇÕES Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o montante da remuneração anual paga pela Empresa ao auditor e a outras pessoas singulares ou coletivas pertencentes à mesma rede, foram como segue: O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 2023 2022 Serviços de revisão de contas 22.200 22.400 Serviços de garantia de fiabilidade 11.800 11.820 34.000 34.220
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS INDIVIDUAIS E RELATÓRIO DE AUDITORIA
2 CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS INDIVIDUAIS E RELATÓRIO DE AUDITORIA III. CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS INDIVIDUAIS E RELATÓRIO DE AUDITORIA

“Deloitte”, “nós” e “nossos” refere-se a uma ou mais firmas-membro e entidades relacionadas da Deloitte Touche Tohmatsu Limited (“DTTL”). A DTTL (também referida como “Deloitte Global”) e cada uma das firmas-membro e entidades relacionadas são entidades legais separadas e independentes entre si e, consequentemente, para todos e quaisquer efeitos, não obrigam ou vinculam as demais. A DTTL e cada firma-membro da DTTL e respetivas entidades relacionadas são exclusivamente responsáveis pelos seus próprios atos e omissões não podendo ser responsabilizadas pelos atos e omissões das outras. A DTTL não presta serviços a clientes. Para mais informação, aceda a www.deloitte.com/pt/about. A Deloitte é líder global na prestação de serviços de Audit & Assurance, Tax & Legal, Consulting, Financial Advisory e Risk Advisory a quase 90% da Fortune Global 500® entre milhares de empresas privadas. Os nossos profissionais apresentam resultados duradouros e mensuráveis, o que reforça a confiança pública nos mercados de capital, permitindo o sucesso dos nossos clientes e direcionando a uma economia mais forte, a uma sociedade mais equitativa e a um mundo mais sustentável. Com mais de 175 anos de história, a Deloitte está presente em mais de 150 países e territórios. Saiba como as 415.000 pessoas da Deloitte criam um impacto relevante no mundo em www.deloitte.com. Tipo: Sociedade Anónima | NIPC e Matrícula: 501776311 | Capital social: € 981.020,00 | Sede: Av. Eng. Duarte Pacheco, 7, 1070-100 Lisboa | Escritório no Porto: Bom Sucesso Trade Center, Praça do Bom Sucesso, 61 – 13º, 4150-146 Porto © 2024. Para informações, contacte Deloitte & Associados, SROC S.A. Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 Av. Eng. Duarte Pacheco, 7 1070-100 Lisboa Portugal Tel: +(351) 210 422 500 Fax: +(351) 210 427 950 www.deloitte.pt CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA RELATO SOBRE A AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Opinião Auditámos as demonstrações financeiras anexas da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (“Entidade”), que compreendem a demonstração da posição financeira em 31 de dezembro de 2023 (que evidencia um total de 283.347.045 Euros e um total de capital próprio de 150.026.083 Euros, incluindo um resultado líquido negativo de 2.739.687 Euros, a demonstração dos resultados e de outro rendimento integral, a demonstração das alterações no capital próprio e a demonstração dos fluxos de caixa relativas ao ano findo naquela data, e as notas às demonstrações financeiras, incluindo informações materiais sobre a política contabilística. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras anexas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materiais, a posição financeira da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. em 31 de dezembro de 2023 e o seu desempenho financeiro e fluxos de caixa relativos ao ano findo naquela data de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia. Bases para a opinião A nossa auditoria foi efetuada de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria (ISA) e demais normas e orientações técnicas e éticas da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. As nossas responsabilidades nos termos dessas normas estão descritas na secção “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras” abaixo. Somos independentes da Entidade nos termos da lei e cumprimos os demais requisitos éticos nos termos do código de ética da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. Estamos convictos de que a prova de auditoria que obtivemos é suficiente e apropriada para proporcionar uma base para a nossa opinião. Matérias relevantes de auditoria As matérias relevantes de auditoria são as que, no nosso julgamento profissional, tiveram maior importância na auditoria das demonstrações financeiras do ano corrente. Essas matérias foram consideradas no contexto da auditoria das demonstrações financeiras como um todo, e na formação da opinião, e não emitimos uma opinião separada sobre essas matérias.

Página 2 de 6 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 Descrição dos riscos de distorção material mais significativos identificados Síntese da resposta dada aos riscos de distorção material mais significativos identificados Mensuração e imparidade dos investimentos em empresas do grupo: (referido nas Notas 2.3, 2.14 e 11 do anexo às demonstrações financeiras) A demonstração da posição financeira em 31 de dezembro de 2023 inclui investimentos em empresas do grupo e associadas de 278.872.456 Euros, registado ao custo, deduzido de perdas por imparidade, decorrente da aquisição em anos anteriores, essencialmente, de entidades que controlam os negócios da televisão e das publicações. A realização destes investimentos está dependente dos fluxos de caixa futuros a serem gerados pelas subsidiárias correspondentes, pelo que existe o risco destes não serem suficientes para recuperar o valor investido. Conforme referido na Nota 2.14 do anexo às demonstrações financeiras, a Entidade efetua testes sobre a realização daqueles investimentos sempre que se verifiquem indícios de imparidade, recorrendo para esse efeito a uma entidade externa à Entidade. As análises de imparidade são efetuadas utilizando o método dos fluxos de caixa descontados, tendo por base as projeções futuras de cada negócio a cinco anos, considerando uma perpetuidade a partir do quinto ano, as quais, incluem diversos pressupostos relativos a um conjunto de variáveis, e que se encontram identificadas na Nota 17 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas. Considerando o valor desta rubrica, assim como a existência de um elevado número de julgamentos e estimativas que os testes de imparidade comportam, consideramos que o teste sobre a imparidade dos investimentos em empresas do grupo é uma matéria relevante de auditoria. Os nossos principais procedimentos para mitigar este risco incluíram: - Testes aos controlos internos considerados relevantes relativos à elaboração das análises de imparidade; - Obtenção das análises de imparidade preparados pelo órgão de gestão com recurso a uma entidade externa e execução de um conjunto de procedimentos de auditoria, nomeadamente: i. análise do método utilizado pelo órgão de gestão; ii. análise da razoabilidade da informação utilizada nas projeções e dos pressupostos utilizados, considerando a conjuntura económica e o mercado atual, assim como o desempenho futuro esperado das subsidiárias correspondentes; iii. comparação dos fluxos de caixa projetados, incluindo os principais pressupostos considerados, com o desempenho histórico das subsidiárias e respetivos orçamentos preparados pela Entidade; iv. realização de testes retrospetivos, comparando os valores projetados no ano anterior, com os valores reais do corrente exercício; e v. verificação da sua correção aritmética. - Envolvimento dos nossos especialistas internos para a avaliação dos principais pressupostos utilizados, nomeadamente nas taxas de desconto e da taxa de crescimento da perpetuidade. Avaliámos também sobre a adequabilidade das divulgações aplicáveis (IAS 36), incluídas na Nota 11 do anexo às demonstrações financeiras.

Página 3 de 6 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 Outras matérias As demonstrações financeiras acima referidas referem-se à atividade da Entidade a nível individual e foram preparadas para aprovação e publicação nos termos da legislação em vigor. Conforme previsto nos IFRS e indicado na Nota 2.3, as participações financeiras nas subsidiárias são registadas ao custo de aquisição deduzido de perdas por imparidade. Assim, as demonstrações financeiras anexas não incluem o efeito da consolidação integral, o que será efetuado em demonstrações financeiras consolidadas a aprovar em separado. As demonstrações financeiras da Entidade em 31 de dezembro de 2022 foram auditadas por outra Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, cuja Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria datada de 21 de abril de 2023, expressa uma opinião sem reservas. Responsabilidades do órgão de gestão e do órgão de fiscalização pelas demonstrações financeiras O órgão de gestão é responsável pela: - preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira, o desempenho financeiro e os fluxos de caixa da Entidade de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia; - elaboração do relatório único de gestão, relatório de governo societário, demonstração não financeira e relatório sobre remunerações nos termos legais e regulamentares aplicáveis; - criação e manutenção de um sistema de controlo interno apropriado para permitir a preparação de demonstrações financeiras isentas de distorções materiais devido a fraude ou a erro; - adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados nas circunstâncias; e - avaliação da capacidade da Entidade de se manter em continuidade, divulgando, quando aplicável, as matérias que possam suscitar dúvidas significativas sobre a continuidade das atividades. O órgão de fiscalização é responsável pela supervisão do processo de preparação e divulgação da informação financeira da Entidade. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras A nossa responsabilidade consiste em obter segurança razoável sobre se as demonstrações financeiras como um todo estão isentas de distorções materiais devido a fraude ou a erro, e emitir um relatório onde conste a nossa opinião. Segurança razoável é um nível elevado de segurança, mas não é uma garantia de que uma auditoria executada de acordo com as ISA detetará sempre uma distorção material quando exista. As distorções podem ter origem em fraude ou em erro e são consideradas materiais se, isoladas ou conjuntamente, se possa razoavelmente esperar que influenciem decisões económicas dos utilizadores tomadas com base nessas demonstrações financeiras.

Página 4 de 6 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 Como parte de uma auditoria de acordo com as ISA, fazemos julgamentos profissionais e mantemos ceticismo profissional durante a auditoria e também: - identificamos e avaliamos os riscos de distorção material das demonstrações financeiras, devido a fraude ou a erro, concebemos e executamos procedimentos de auditoria que respondam a esses riscos, e obtemos prova de auditoria que seja suficiente e apropriada para proporcionar uma base para a nossa opinião. O risco de não detetar uma distorção material devido a fraude é maior do que o risco de não detetar uma distorção material devido a erro, dado que a fraude pode envolver conluio, falsificação, omissões intencionais, falsas declarações ou sobreposição ao controlo interno; - obtemos uma compreensão do controlo interno relevante para a auditoria com o objetivo de conceber procedimentos de auditoria que sejam apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia do controlo interno da Entidade; - avaliamos a adequação das políticas contabilísticas usadas e a razoabilidade das estimativas contabilísticas e respetivas divulgações feitas pelo órgão de gestão; - concluímos sobre a apropriação do uso, pelo órgão de gestão, do pressuposto da continuidade e, com base na prova de auditoria obtida, se existe qualquer incerteza material relacionada com acontecimentos ou condições que possam suscitar dúvidas significativas sobre a capacidade da Entidade para dar continuidade às suas atividades. Se concluirmos que existe uma incerteza material, devemos chamar a atenção no nosso relatório para as divulgações relacionadas incluídas nas demonstrações financeiras ou, caso essas divulgações não sejam adequadas, modificar a nossa opinião. As nossas conclusões são baseadas na prova de auditoria obtida até à data do nosso relatório. Porém, acontecimentos ou condições futuras podem levar a que a Entidade descontinue as suas atividades; - avaliamos a apresentação, estrutura e conteúdo global das demonstrações financeiras, incluindo as divulgações, e se essas demonstrações financeiras representam as transações e os acontecimentos subjacentes de forma a atingir uma apresentação apropriada; - comunicamos com os encarregados da governação, incluindo o órgão de fiscalização, entre outros assuntos, o âmbito e o calendário planeado da auditoria, e as conclusões significativas da auditoria incluindo qualquer deficiência significativa de controlo interno identificada durante a auditoria; - das matérias que comunicamos aos encarregados da governação, incluindo o órgão de fiscalização, determinamos as que foram as mais importantes na auditoria das demonstrações financeiras do ano corrente e que são as matérias relevantes de auditoria. Descrevemos essas matérias no nosso relatório, exceto quando a lei ou regulamento proibir a sua divulgação pública; - declaramos ao órgão de fiscalização que cumprimos os requisitos éticos relevantes relativos à independência e comunicamos-lhe todos os relacionamentos e outras matérias que possam ser percecionadas como ameaças à nossa independência e, quando aplicável, quais as medidas tomadas para eliminar ameaças ou quais as salvaguardas aplicadas. A nossa responsabilidade inclui ainda a verificação da concordância da informação constante do relatório único de gestão com as demonstrações financeiras, e as verificações previstas nos números 4 e 5 do artigo 451.º do Código das Sociedades Comerciais na matéria de governo societário, bem como a verificação de que a demonstração não financeira e o relatório de remunerações foram apresentados.

Página 5 de 6 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 RELATO SOBRE OUTROS REQUISITOS LEGAIS E REGULAMENTARES Formato eletrónico único europeu (ESEF) As demonstrações financeiras da Entidade referentes ao ano findo em 31 de dezembro de 2023 têm de cumprir os requisitos aplicáveis estabelecidos no Regulamento Delegado (UE) 2019/815 da Comissão, de 17 de dezembro de 2018 (“Regulamento ESEF”). O órgão de gestão é responsável pela elaboração e divulgação do relatório anual em conformidade com o Regulamento ESEF. A nossa responsabilidade consiste em obter segurança razoável sobre se as demonstrações financeiras, incluídas no relatório anual, estão apresentadas em conformidade com os requisitos estabelecidos no Regulamento ESEF. Os nossos procedimentos tomaram em consideração o Guia de Aplicação Técnica da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC) sobre o relato em ESEF e incluíram, entre outros, a obtenção da compreensão do processo de relato financeiro, incluindo a apresentação do relatório anual no formato XHTML válido. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras, incluídas no relatório anual, estão apresentadas, em todos os aspetos materiais, em conformidade com os requisitos estabelecidos no Regulamento ESEF. Sobre o relatório único de gestão Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 3, al. e) do Código das Sociedades Comerciais, somos de parecer que o relatório único de gestão foi preparado de acordo com os requisitos legais e regulamentares aplicáveis em vigor, a informação nele constante é concordante com as demonstrações financeiras auditadas e, tendo em conta o conhecimento e apreciação sobre a Entidade, não identificámos incorreções materiais. Conforme referido no artigo 451.º, n.º 7 do Código das Sociedades Comerciais este parecer não é aplicável à demonstração não financeira consolidada incluída no relatório único de gestão. Sobre o relatório de governo societário Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 4, do Código das Sociedades Comerciais, somos de parecer que o relatório de governo societário inclui os elementos exigíveis à Entidade nos termos do artigo 29.º-H do Código dos Valores Mobiliários, não tendo sido identificadas incorreções materiais na informação divulgada no mesmo, cumprindo o disposto nas alíneas c), d), f), h), i) e l) do nº1 do referido artigo. Sobre a demonstração não financeira Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 6, do Código das Sociedades Comerciais, informamos que a Entidade preparou um relatório separado do relatório único de gestão, denominado Relatório de Sustentabilidade, que inclui a demonstração não financeira consolidada, conforme previsto no artigo 508º-G do Código das Sociedades Comerciais, tendo o mesmo sido divulgado juntamente com o relatório único de gestão. Sobre o relatório de remunerações Dando cumprimento ao artigo 26.º-G, n.º 6, do Código dos Valores Mobiliários, informamos que a Entidade incluiu em capítulo autónomo, no seu relatório de governo societário, as informações previstas no n.º 2 do referido artigo.

Página 6 de 6 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 Sobre os elementos adicionais previstos no artigo 10º do Regulamento (UE) n.º 537/2014 Dando cumprimento ao artigo 10.º do Regulamento (UE) n.º 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, e para além das matérias relevantes de auditoria acima indicadas, relatamos ainda o seguinte: - Fomos nomeados Revisores Oficiais de Contas da Entidade para o mandato de 2023 a 2026 na Assembleia Geral de acionistas realizada em 26 de maio de 2023; - O órgão de gestão confirmou-nos que não tem conhecimento da ocorrência de qualquer fraude ou suspeita de fraude com efeito material nas demonstrações financeiras. No planeamento e execução da nossa auditoria de acordo com as ISA mantivemos o ceticismo profissional e concebemos procedimentos de auditoria para responder à possibilidade de distorção material das demonstrações financeiras devido a fraude. Em resultado do nosso trabalho não identificámos qualquer distorção material nas demonstrações financeiras devido a fraude. - Confirmamos que a opinião de auditoria que emitimos é consistente com o relatório adicional que preparámos e entregámos ao órgão de fiscalização da Entidade nesta data. - Declaramos que não prestámos quaisquer serviços proibidos nos termos do artigo 5.º, número 1, do Regulamento (UE) n.º 537/2014, de 16 de abril de 2014, e que mantivemos a nossa independência face ao Grupo durante a realização da auditoria. Lisboa, 17 de abril de 2024 ___________________________________________ Deloitte & Associados, SROC S.A. Representada por Luís Miguel Baptista da Costa, ROC Registo na OROC n.º 1602 Registo na CMVM n.º 20161212
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E ANEXOS
2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E ANEXOS IV. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E ANEXOS

62 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E ANEXOS 31 de dezembro 31 de dezembro ATIVO Notas de 2023 de 2022 ATIVOS NÃO CORRENTES: Goodwill 17 268.622.821 268.622.821 Ativos intangíveis 18 593.895 876.359 Ativos fixos tangíveis 19 32.760.599 34.111.500 Investimentos financeiros 20 14.363 14.363 Direitos de transmissão de programas 21 20.950.353 15.971.237 Outros ativos não correntes 23 1.350.793 4.173.721 Ativos por impostos diferidos 15 1.318.486 1.197.190 Total de ativos não correntes 325.611.310 324.967.191 ATIVOS CORRENTES: Direitos de transmissão de programas 21 13.338.880 15.686.618 Existências 21 480.736 665.278 Clientes e contas a receber 22 21.771.227 23.337.409 Ativos para imposto corrente 15 - 197.838 Outros ativos correntes 23 4.318.868 3.661.377 Caixa e equivalentes de caixa 24 13.200.533 21.104.123 Total de ativos correntes 53.110.244 64.652.643 TOTAL DO ATIVO 378.721.554 389.619.834 CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO CAPITAL PRÓPRIO: Capital 25 84.000.000 84.000.000 Prémio de emissão de ações 25 36.179.272 36.179.272 Reserva legal 25 3.159.348 2.661.152 Resultados transitados e outras reservas 34.756.890 34.057.289 Resultado consolidado líquido do exercício (1.994.933) 1.136.068 TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 156.100.577 158.033.781 . PASSIVO: PASSIVOS NÃO CORRENTES: Empréstimos obtidos 26 90.969.333 105.628.998 Provisões 27 3.255.005 5.855.201 Passivos por impostos diferidos 15 220.766 196.882 Total de passivos não correntes 94.445.104 111.681.081 PASSIVOS CORRENTES: Empréstimos obtidos 26 37.730.926 22.723.816 Fornecedores e contas a pagar 28 22.739.952 30.934.826 Passivos para imposto corrente 15 582.596 - Outros passivos correntes 29 67.122.399 66.246.330 Total de passivos correntes 128.175.873 119.904.972 TOTAL DO PASSIVO 222.620.977 231.586.053 TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO 378.721.554 389.619.834 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada da posição financeira em 31 de dezembro de 2023. (Montantes expressos em Euros) EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022 DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS

63 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E ANEXOS Notas 2023 2022 PROVEITOS OPERACIONAIS: Prestações de serviços 9 171.198.723 174.747.209 Vendas 9 9.859.757 9.864.432 Outros proveitos operacionais 10 945.712 637.156 Total de proveitos operacionais 182.004.192 185.248.797 CUSTOS OPERACIONAIS: Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas 11 (78.314.144) (81.768.979) Fornecimentos e serviços externos 12 (39.738.013) (41.642.628) Custos com o pessoal 13 (47.703.211) (44.264.389) Amortizações e depreciações 18 e 19 (4.466.226) (4.832.315) Provisões e perdas por imparidade 27 (42.000) (150.000) Outros custos operacionais 10 (821.086) (800.663) Total de custos operacionais (171.084.680) (173.458.974) Resultados operacionais 10.919.512 11.789.823 RESULTADOS FINANCEIROS: Juros e outros custos financeiros 14 (11.122.585) (8.687.562) Outros proveitos financeiros 14 116.487 37.140 Resultados financeiros (11.006.098) (8.650.422) Resultados antes de impostos (86.586) 3.139.401 Impostos sobre o rendimento do exercício 15 (1.908.347) (2.003.333) Resultado consolidado líquido do exercício (1.994.933) 1.136.068 Outro rendimento integral Itens que não irão ser reclassificados para a demonstração dos resultados: Ganhos / (perdas) atuariais 15 e 31.1 61.729 76.509 Rendimento integral do exercício (1.933.204) 1.212.577 Resultado do exercício por ação: Básico 16 (0,0119) 0,0068 Diluído 16 (0,0119) 0,0068 Rendimento integral do exercício por ação: Básico 16 (0,0115) 0,0072 Diluído 16 (0,0115) 0,0072 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral do exercício findo em 31 de dezembro de 2023. IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS E DE OUTRO RENDIMENTO INTEGRAL DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022 (Montantes expressos em Euros)

64 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E ANEXOS Prémio de Resultados Resultado Total do emissão Reserva transitados e consolidado líquido capital Capital de ações legal outras reservas do período próprio Saldo em 1 de janeiro de 2022 84.000.000 36.179.272 2.001.797 22.016.486 12.623.649 156.821.204 Plano de pensões - ganhos/(perdas) atuariais 31.1 - - - 98.723 - 98.723 Plano de pensões - passivos por impostos diferidos 15 - - - (22.214) - (22.214) Outro rendimento integral - - - 76.509 - 76.509 Aplicação do resultado consolidado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2021 25 - - 659.355 11.964.294 (12.623.649) - Resultado consolidado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2022 - - - - 1.136.068 1.136.068 Saldo em 31 de dezembro de 2022 84.000.000 36.179.272 2.661.152 34.057.289 1.136.068 158.033.781 Plano de pensões - (ganhos)/perdas atuariais 31.1 - - - 79.650 - 79.650 Plano de pensões - passivos por impostos diferidos 15 - - - (17.921) - (17.921) Outro rendimento integral - - - 61.729 - 61.729 Aplicação do resultado consolidado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2022 25 - - 498.196 637.872 (1.136.068) - Resultado consolidado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2023 - - - - (1.994.933) (1.994.933) Saldo em 31 de dezembro de 2023 84.000.000 36.179.272 3.159.348 34.756.890 (1.994.933) 156.100.577 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO do exercício findo em 31 de dezembro de 2023. DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022 (Montantes expressos em Euros) O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada das alterações no capital próprio

65 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E ANEXOS Notas 2023 2022 ATIVIDADES OPERACIONAIS: Recebimentos de clientes 183.093.964 205.491.864 Pagamentos a fornecedores (130.197.336) (117.016.751) Pagamentos ao pessoal (47.423.674) (44.655.136) Fluxos gerados pelas operações 5.472.954 43.819.977 Pagamento do imposto sobre o rendimento (1.243.245) (2.692.455) Outros recebimentos (pagamentos) relativos à atividade operacional 2.683.835 3.804.874 Fluxos das atividades operacionais (1) 6.913.544 44.932.396 ATIVIDADES DE INVESTIMENTO: Recebimentos provenientes de: Juros e proveitos similares 86.370 - 86.370 - Pagamentos respeitantes a: Ativos fixos tangíveis (1.997.193) (1.885.673) Ativos intangíveis - (1.072.395) (1.997.193) (2.958.068) Fluxos das atividades de investimento (2) (1.910.823) (2.958.068) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO: Recebimentos provenientes de: Empréstimos obtidos de instituições de crédito 26 10.660.000 20.350.000 10.660.000 20.350.000 Pagamentos respeitantes a: Empréstimos obtidos de instituições de crédito 26 (15.968.033) (54.293.073) Juros e custos similares (10.682.018) (8.825.879) (26.650.051) (63.118.952) Fluxos das atividades de financiamento (3) (15.990.051) (42.768.952) Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) (10.987.330) (794.624) Caixa e seus equivalentes no início do exercício 24 20.264.063 21.058.687 Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 24 9.276.733 20.264.063 O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃ O IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022 (Montantes expressos em Euros) O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos fluxos de caixa do exercício findo em 31 de dezembro de 2023.

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 66 1. NOTA INTRODUTÓRIA
A Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (“Impresa” ou “Empresa”) tem sede em Lisboa, na Rua Ribeiro Sanches nº 65, foi constituída em 18 de outubro de 1990 e tem como atividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades. O Grupo Impresa (“Grupo”) é constituído pela Impresa e empresas subsidiárias (Nota 4). O Grupo atua na área de media, nomeadamente através da difusão de programas de televisão e da edição de publicações em papel e em formato digital.
As ações da Impresa encontram-se cotadas na Euronext Lisbon – Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A.. Estas demonstrações financeiras consolidadas, foram autorizadas para publicação em 11 de abril de 2024 pelo Conselho de Administração da Impresa.
2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS 2.1 Bases de apresentação As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 4), preparados no cumprimento das disposições das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adotado pela União Europeia, que incluem os International Accounting Standards (“IAS”) emitidos pela International Accounting Standards Commitee (“IASC”), os International Financial Reporting Standards (“IFRS”) emitidos pelo International Accounting Standards Board (“IASB”), e respetivas interpretações “IFRIC” emitidas pelo International Financial Reporting Interpretation Commitee (“IFRIC”) e Standing Interpretation Commitee (“SIC”). De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações será designado genericamente por “IFRS”.
O Conselho de Administração procedeu à avaliação da capacidade do Grupo operar em continuidade, tendo por base toda a informação relevante, factos e circunstâncias, de natureza financeira, comercial ou outra, incluindo acontecimentos subsequentes à data de referência das demonstrações financeiras consolidadas, disponível sobre o futuro. Em resultado da avaliação efetuada, o Conselho de Administração, considerando as perspetivas de geração de cash-flow do exercício de 2024, os plafonds de crédito disponíveis para utilização e os montantes de linhas de crédito renováveis existentes, concluiu que o Grupo dispõe de recursos adequados para manter as atividades, não havendo intenção de as cessar no curto prazo, pelo que considerou adequado o uso do pressuposto da continuidade das operações na preparação das demonstrações financeiras consolidadas. 
IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 67 2.2 Políticas contabilísticas A Impresa adotou os IFRS na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas pela primeira vez no exercício de 2005, pelo que, nos termos do disposto no IFRS 1 – Primeira Adoção das Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS 1”), se considera que a transição dos princípios contabilísticos portugueses para o normativo internacional se reporta a 1 de janeiro de 2004. Consequentemente, no cumprimento das disposições do IAS 1, a Impresa declara que estas demonstrações financeiras consolidadas e respetivo anexo cumprem as disposições dos IAS/IFRS tal como adotados pela União Europeia, em vigor para o exercício económico iniciado em 1 de janeiro de 2023.
Adoção de IAS/IFRS novos ou revistos As políticas contabilísticas adotadas no exercício findo em 31 de dezembro de 2023 são consistentes com as seguidas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas da Impresa do exercício findo em 31 de dezembro de 2022 e referidas no respetivo anexo. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023, entraram em vigor (“endorsed”) as seguintes normas, interpretações, emendas e melhoramentos, com aplicação obrigatória no corrente exercício económico: | | Aplicável na União | |
| | Europeia nos exercícios | |
| Norma / Interpretação | iniciados em ou após | Breve descrição |
| | Esta norma estabelece, para os contratos de seguros |
| IFRS 17 - Contratos de Seguros | dentro do seu âmbito de aplicação, os princípios para |
| (incluindo emendas à IFRS 17) | divulgação. Esta norma substitui a norma IFRS 4 - |
| | Contratos de Seguros. |
01-jan-23 o seu reconhecimento, mensuração, apresentação e Emenda à norma IAS 8 - Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas contabilísticas e erros - Definição de estimativas contabilísticas 01-jan-23 Esta emenda publicada pelo IASB define estimativa contabilística como montante monetário nas demonstrações financeiras sujeito a incerteza de mensuração. Emenda à norma IAS 1 - Apresentação das demonstrações financeiras e IFRS Practice Statement 2 - Divulgação de políticas contabilísticas 01-jan-23 Esta emenda publicada pelo IASB em fevereiro de 2021 clarifica que devem ser divulgadas as políticas contabilísticas materiais, em vez das políticas contabilísticas significativas, tendo introduzido exemplos para identificação de política contabilística material. | Emenda à norma IAS 12 | | Esta emenda publicada pelo IASB em maio de 2021 |
| Impostos sobre o rendimento – | | clarifica que a isenção de reconhecimento inicial de |
| Impostos diferidos relacionados com | 01-jan-23 | impostos diferidos não se aplica em transações que |
| ativos e passivos decorrentes de uma | | produzam montantes iguais de diferenças |
| única transação | | temporárias tributáveis e dedutíveis |
Emenda à norma IFRS 17 - Contratos de seguro - aplicação inicial da IFRS 17 e IFRS 9 - informação comparativa 01-jan-23 Esta emenda publicada pelo IASB em dezembro de 2021 introduz alterações sobre informação comparativa a apresentar quando uma entidade adota as duas normas IFRS 17 e IFRS 9 em simultâneo. | | | Esta emenda publicada pelo IASB em maio de 2023 |
| | | inclui uma isenção temporária ao requisito de |
| Emenda à norma IAS 12 – Impostos | | reconhecimento de impostos diferidos e divulgação |
| sobre o rendimento – International | 01-jan-23 | de informação sobre os impostos decorrentes do |
| Tax Reform (Pillar Two) | | modelo Pilar Dois da reforma da tributação |
| | | internacional, devendo ser divulgado que foi utilizada |
| | | essa isenção. |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 68 Não foram produzidos efeitos significativos nas demonstrações financeiras do Grupo no exercício findo em 31 de dezembro de 2023, decorrente da adoção das normas, interpretações, emendas e revisões acima referidas. As seguintes normas, interpretações, emendas e melhoramentos, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras consolidadas, adotadas (“endorsed”) pela União Europeia: Estas emendas apesar de aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia, não foram adotadas pela Empresa em 2023, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não se estima que da futura adoção das referidas emendas decorram impactos significativos para as demonstrações financeiras consolidadas. As seguintes normas contabilísticas e interpretações foram emitidas pelo IASB e não se encontram ainda aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia: Estas normas não foram ainda adotadas (“endorsed”) pela União Europeia e, como tal, não foram aplicadas pelo Grupo (Empresa) no exercício findo em 31 de dezembro de 2023. Relativamente a estas normas e interpretações, emitidas pelo IASB mas ainda não aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia, não se estima que da futura adoção das mesmas decorram impactos significativos para as demonstrações financeiras anexas. | | Aplicável na União | |
| | Europeia nos exercícios | |
| Norma / Interpretação | iniciados em ou após | Breve descrição |
| | | Estas emendas publicadas pelo IASB clarificam a |
| Emendas à norma IAS 1 | | classificação dos passivos como correntes e não |
Apresentação das demonstrações financeiras - Classificação de passivos como correntes e não correntes; Diferimento da data de aplicação; Passivos não correntes | com covenants | financeiras relevam para efeitos da classificação como corrente/não corrente, adiando ainda a data de |
| | aplicação para 1 de janeiro de 2024. |
01-jan-24 correntes analisando as condições contratuais existentes à data de reporte. A emenda relativa a passivos não correntes com covenants clarificou que apenas as condições que devem ser cumpridas antes ou na data de referência das demonstrações Emenda à norma IFRS 16 - Locações - Passivo de locação numa transação de venda e relocação 01-jan-24 Esta emenda publicada pelo IASB em setembro de 2022 clarifica como um vendedor locatário contabiliza uma transação de venda e relocação que cumpre os critérios da IFRS 15 para ser classificada como venda. | | Aplicável na União | |
| | Europeia nos exercícios | |
| Norma / Interpretação | iniciados em ou após | Breve descrição |
Emenda às normas IAS 7 – Demonstrações dos Fluxos de Caixa - e IFRS 7 – Instrumentos Financeiros: | Divulgações – Supplier Finance Arrangements | informação qualitativa e quantitativa sobre acordos de financiamento de fornecedores. |
01-jan-24 Estas emendas publicadas pelo IASB em maio de 2023 incluem requisitos de divulgação adicional de | | Esta emenda publicada pelo IASB em agosto de 2023 |
| Emenda à IAS 21 – Os efeitos de | define a abordagem para avaliar se uma moeda pode |
alterações em taxas de câmbio – | Lack of exchangeability | como se determina a taxa de câmbio a aplicar e as |
| | divulgações adicionais necessárias. |
01-jan-25 ou não ser trocada por outra moeda. Caso se conclua que a moeda não pode ser trocada por outra, indica 
IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 69 2.3 Princípios de consolidação
Os métodos de consolidação adotados pelo Grupo são os seguintes: a) Empresas controladas As demonstrações financeiras de todas as empresas controladas pelo Grupo foram incluídas nestas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. Considera-se existir controlo quando o Grupo está exposto, ou tem direitos, a retornos variáveis decorrentes do seu envolvimento com as empresas participadas e tem a capacidade de afetar esses mesmos retornos através do poder que exerce sobre essas empresas. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas, quando aplicável, são apresentados separadamente na demonstração consolidada da posição financeira e na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral, na rubrica “Capital próprio atribuível aos interesses sem controlo”. As empresas controladas incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas encontram- se detalhadas na Nota 4. Os ativos e passivos de uma subsidiária são mensurados pelo respetivo justo valor na data de aquisição da subsidiária. Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos ativos líquidos identificáveis é registado como goodwill. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao justo valor dos ativos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral do exercício em que ocorre a aquisição.
Os resultados das subsidiárias adquiridas ou alienadas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações consolidadas dos resultados e de outro rendimento integral desde a data da sua aquisição ou até à data da sua alienação. As alterações verificadas na participação do Grupo em empresas já controladas, das quais não resulta perda do controlo, são registadas em capital próprio. Consequentemente, os interesses do Grupo e os interesses sem controlo relativos àquelas empresas são ajustados de modo a refletir as alterações verificadas no controlo das subsidiárias. As diferenças verificadas entre o montante dos interesses sem controlo adquiridos ou alienados e o justo valor da aquisição ou da alienação, respetivamente, são reconhecidas em capital próprio.
As transações, os saldos e os dividendos distribuídos entre as empresas incluídas na consolidação foram eliminados no processo de consolidação. As mais-valias decorrentes das alienações de empresas participadas, efetuadas dentro do Grupo, são igualmente anuladas. b) Empresas associadas Uma empresa associada é uma entidade na qual o Grupo exerce influência significativa, mas não detém controlo ou controlo conjunto, através da participação nas decisões relativas às suas políticas financeiras e operacionais. Os investimentos financeiros nas empresas associadas, quando existentes, são encontram-se registados pelo método da equivalência patrimonial, exceto quando são classificados como detidos para venda, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual é acrescido ou reduzido da diferença entre esse custo e o valor proporcional à participação no capital próprio dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do referido método. De acordo com o método de equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 70 associadas, por outras variações ocorridas no seu capital próprio, bem como pelo reconhecimento de perdas por imparidade, por contrapartida de ganhos ou perdas financeiras. Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros. O Grupo suspende a aplicação do método de equivalência patrimonial quando o investimento na associada for reduzido a zero e apenas é reconhecido um passivo se existirem obrigações legais ou construtivas perante associadas ou os seus credores. Se posteriormente a associada apresentar lucros, o método de equivalência patrimonial é retomado após a sua parte nos lucros igualar a parte das perdas não reconhecidas. Anualmente é feita uma avaliação quanto à existência de indícios de imparidade dos investimentos em associadas, e quando tais são corroboradas, são preparadas avaliações para determinar o seu valor recuperável. São registadas como custo as perdas por imparidade que se demonstrarem existir. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores deixam de existir são objeto de reversão até ao limite da imparidade registada.
Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos ativos líquidos identificáveis na data da aquisição é classificado como goodwill e incluído na quantia escriturada do investimento. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao justo valor dos ativos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral do período em que ocorre a aquisição. Sempre que necessário, são efetuados ajustamentos às demonstrações financeiras das associadas para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. O goodwill representa o excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos ativos e passivos identificáveis de uma subsidiária na respetiva data de aquisição. Nos casos em que o custo de aquisição é inferior ao justo valor dos ativos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral do período em que ocorre a aquisição. Decorrente da exceção prevista no IFRS 1, o Grupo não aplicou retrospetivamente as disposições do IFRS 3 às aquisições ocorridas anteriormente a 1 de janeiro de 2004, pelo que o goodwill originado em aquisições anteriores à data de transição para os IFRS (1 de Janeiro de 2004) foi mantido pelos valores líquidos apresentados, nessa data, de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.
O goodwill é registado como ativo e não é sujeito a depreciação, sendo apresentado autonomamente na demonstração consolidada da posição financeira. Anualmente, ou sempre que existam indícios de eventual perda de valor, os valores de goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Qualquer perda por imparidade é registada de imediato como custo na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral do período e não pode ser suscetível de reversão posterior (Nota 17).
Na alienação de uma subsidiária o correspondente goodwill é incluído na determinação da mais ou menos- valia. 
IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 71 2.5 Ativos não correntes detidos para venda Os ativos não correntes são classificados como detidos para venda se seu valor contabilístico for recuperado, essencialmente, por via de uma transação de venda e não pelo uso contínuo. Esta condição é considerada como cumprida apenas quando o ativo (ou grupo de ativos a alienar) está disponível para venda imediata na sua condição atual, sujeito apenas a termos que são habituais para vendas desse ativo (ou grupo de ativos a alienar) e sua venda é altamente provável. Entende-se que um ativo não corrente está detido para venda quando existe a expectativa do Conselho de Administração que a venda destes ativos estará concluída no prazo de um ano a partir da data de classificação. Os ativos não correntes (ou grupo de ativos a alienar) classificados como detidos para venda são mensurados pelo menor entre o seu valor contabilístico e justo valor deduzido dos custos da alienação.
2.6 Ativos intangíveis Os ativos intangíveis, que compreendem software (excluindo aquele que se encontra associado a ativos fixos tangíveis), despesas com registo de marcas e títulos, licenças e outros direitos de uso, encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e eventuais perdas por imparidade acumuladas. Os ativos intangíveis apenas são reconhecidos quando for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis e sejam fiavelmente mensuráveis. Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral do exercício em que são incorridos, exceto quando os custos de desenvolvimento estejam diretamente associados a projetos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações, estes custos são capitalizados como ativos intangíveis.
As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, a partir do momento em que os ativos se encontram disponíveis para utilização, em conformidade com o período de vida útil estimado, o qual varia entre três e seis anos. 2.7 Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis adquiridos até 1 de janeiro de 2004 (data da transição para IFRS) encontram-se registados ao custo considerado, que corresponde ao seu custo de aquisição ou ao custo de aquisição reavaliado com base em índices de preços nos termos da legislação fiscal em vigor, deduzidos das correspondentes depreciações acumuladas. A partir dessa data, os ativos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzidos de depreciações acumuladas e perdas por imparidade acumuladas. Considera-se como custo de aquisição, o preço de compra adicionado das despesas imputáveis à compra. As perdas estimadas decorrentes da substituição de equipamentos antes do fim da sua vida útil, por motivos de obsolescência tecnológica, são reconhecidas como uma dedução ao ativo respetivo por contrapartida da demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral.
Os encargos com manutenção e reparações de natureza corrente são registados como custo quando incorridos. As benfeitorias e beneficiações apenas são registadas como ativos nos casos em que correspondem à substituição de bens, os quais são abatidos, e conduzem a um acréscimo dos benefícios económicos futuros.

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 72 Os ativos fixos tangíveis são depreciados a partir do momento em que se encontram disponíveis para o uso pretendido. A sua depreciação é calculada sobre o custo de aquisição, deduzido do valor residual (quando relevante), de acordo com o método das quotas constantes, a partir do mês que se encontram disponíveis para utilização, em conformidade com a vida útil dos ativos definida em função da utilidade esperada: Anos | Edifícios e outras construções | 6 – 50 |
| Equipamento básico | 3 – 10 |
| Equipamento de transporte | 4 – 8 |
| Equipamento administrativo | 3 – 10 |
| Outros ativos fixos tangíveis | 4 – 8 |
2.8 Locações
O Grupo avalia se um contrato contém ou não um ativo por direito de uso no início do contrato. O Grupo reconhece um ativo por direito de uso e o correspondente passivo por direito de uso em relação a todos os contratos de locação em que é locatário, exceto locações de curto prazo (prazo de 12 meses ou inferior) e locações de baixo valor. Para esses contratos, o Grupo reconhece os gastos de locação numa base linear como um gasto operacional. O passivo por direito de uso é inicialmente mensurado pelo valor presente dos pagamentos futuros de cada locação, descontados com base na taxa de juro implícita da locação. Se essa taxa de juro implícita não for imediatamente determinável, o Grupo utiliza sua taxa de juro incremental. Os pagamentos da locação incluídos na mensuração do passivo por direito de uso incluem: Pagamentos fixos em substância da locação (in-substance fixed payments), líquidos de quaisquer | | incentivos associados à locação; |
| | Pagamentos variáveis com base em índices ou taxas; |
| | Expectativa de pagamentos relativos a garantias de valor residual; |
Preço do exercício de opções de compra, se for razoavelmente certo que o Grupo venha a exercer a opção; e Penalidades de cláusulas de término ou renovações unilateralmente exercíveis se for razoavelmente certo que o Grupo venha a exercer a opção de terminar ou renovar o prazo da locação. O passivo por direito de uso é mensurado subsequentemente, aumentando por conta do juro especializado (reconhecido na demonstração consolidada dos resultados), reduzindo pelos pagamentos de locação efetuados. O seu valor contabilístico é remensurado para refletir um eventual reassessment, quando exista uma modificação ou revisão dos pagamentos fixos em substância. O passivo por direito de uso é remensurado, sendo efetuado o correspondente ajuste no ativo por direito de uso, relacionado, sempre que: Ocorram eventos ou alterações significativas que estejam sob o controlo do locatário, no prazo da locação ou no direito de exercício da opção de compra em resultado de um evento significativo ou uma mudança nas circunstâncias. Nesse caso, o passivo por direito de uso é remensurado tendo por base os pagamentos atuais da locação, utilizando uma nova taxa de desconto; 
IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 73 Os pagamentos da locação sejam modificados devido a alterações num índice ou taxa ou uma alteração no pagamento esperado sob um valor residual garantido, caso em que a responsabilidade do locatário é remensurada, descontando o novo passivo de locação utilizando uma taxa de desconto inalterada (a menos que a alteração dos pagamentos da locação seja devida a uma alteração com base numa taxa de juro flutuante, caso em que é usada uma nova taxa de desconto);
Um contrato de locação seja modificado e a modificação da locação não seja contabilizada como uma locação separada. Nesse caso, o passivo por direito de uso é remensurado com base no prazo modificado da locação, descontando os novos pagamentos utilizando uma taxa de desconto apurada na data efetiva da modificação. Os passivos de locação são apresentados na demonstração consolidada da posição financeira na linha de empréstimos obtidos, e são devidamente identificados no anexo às demonstrações financeiras consolidadas. Os ativos por direito de uso correspondem à mensuração inicial do passivo de locação correspondente, acrescida de pagamentos de locação antes ou na data de início da locação e acrescida dos gastos diretos iniciais eventuais e deduzidos de eventuais montantes recebidos. Os ativos por direito de uso são mensurados subsequentemente ao custo deduzido de depreciações e imparidades acumuladas. Sempre que o Grupo espere vir a incorrer em custos de desmantelamento do ativo por direito de uso, ou em gastos com a reparação do local onde o mesmo se encontra instalado ou do ativo subjacente à locação por via de condição exigida pelos termos e condições do contrato de locação, é reconhecida uma provisão e mensurada de acordo com a IAS 37. Os referidos gastos são incluídos no ativo por direito de uso relacionado, na medida em que os gastos estejam relacionados com o mesmo.
Os ativos de direito de uso são depreciados pelo menor período de entre o prazo da locação e a vida útil do ativo subjacente. Se um arrendamento transferir a propriedade do ativo subjacente ou o preço do direito de uso refletir que o Grupo espera exercer uma opção de compra, o ativo de direito de uso relacionado é depreciado durante a vida útil do ativo subjacente. A depreciação inicia-se na data de início do contrato de locação.
Os ativos sob direito de uso são apresentados na mesma linha de itens em que seriam apresentados os respetivos ativos subjacentes, caso fossem propriedade sua, e são devidamente identificados no anexo às demonstrações financeiras consolidadas. O Grupo aplica a IAS 36 na determinação do valor recuperável do ativo subjacente, sempre que necessário.
As parcelas de renda variável que não dependam de um índice ou de uma taxa não são incluídas na mensuração do passivo e do ativo por direito de uso. Os respetivos pagamentos são reconhecidos como um gasto operacional, na demonstração consolidada dos resultados, no período a que dizem respeito. A IFRS 16, através de um expediente prático, permite que, por classe de ativo, o locatário não separe os componentes de locação dos que não são de locação que possam estar previstos no mesmo contrato e, alternativamente, considere os mesmos como um componente único do contrato. O Grupo utiliza o referido expediente prático nos contratos de locação de viaturas. Para contratos que contêm um componente de locação e um ou mais componentes que não sejam de locação, o Grupo aloca a contraprestação no contrato a cada componente de locação com base no preço independente de cada componente e no preço independente agregado dos componentes da não locação. 
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As propriedades de investimento são registadas, inicialmente, ao custo de aquisição acrescido dos custos de transação, tendo o Grupo optado pela manutenção da sua mensuração ao custo histórico, deduzido de eventuais perdas por imparidade. Os custos incorridos com manutenção, reparação, seguros e impostos suportados, assim como os rendimentos auferidos pelas propriedades de investimento, são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral do período a que respeitam.
2.10 Instrumentos financeiros 2.10.1 Clientes e outros terceiros As dívidas de clientes e de outros terceiros classificadas como correntes, encontram-se registadas pelo seu valor nominal, que se entende corresponder ao custo amortizado, na medida em que se espera o seu recebimento no curto prazo e que este não difere materialmente do seu justo valor à data da contratação, deduzido de eventuais perdas por imparidade. O Grupo reconhece uma perda de crédito esperada sobre investimentos em instrumentos financeiros que são mensurados ao custo amortizado. Os montantes de perdas de crédito esperadas são atualizados em cada data de relato para refletir as alterações no risco de crédito desde o reconhecimento inicial do respetivo instrumento financeiro. As perdas de crédito esperadas sobre estes ativos financeiros são estimadas com base na experiência histórica de perdas por imparidade de contas a receber do Grupo por tipologia de transações, ajustada por fatores específicos dos devedores, condições económicas gerais e uma avaliação tanto das condições atuais como da previsão de condições na data de relato, incluindo o valor temporal do dinheiro, quando apropriado. As perdas por imparidade em dívidas de clientes e de outros terceiros classificadas como correntes correspondem, essencialmente, à diferença entre o montante inicialmente registado e o montante que o Grupo estima que venha a ser recebido do devedor. Para além das perdas esperadas de contas a receber, o Grupo estima as perdas por imparidade com base na antiguidade de saldos das entidades em causa, nas garantias que possam existir para cada entidade, relativa à sua situação financeira e aos eventuais motivos que possam existir para atrasos nos pagamentos. As dívidas de clientes e de outros terceiros classificadas como não correntes, encontram-se registadas ao custo amortizado, deduzido de eventuais perdas por imparidade. Na mensuração do custo amortizado foi considerado o método do juro efetivo, tendo sido imputado o rendimento dos juros durante o período de vida esperado dos respetivos instrumentos financeiros, considerando os seus termos contratuais. As perdas por imparidade são reconhecidas na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral do período em que são estimadas.
2.10.2 Caixa e equivalentes a caixa Os montantes incluídos na rubrica de caixa e seus equivalentes correspondem aos valores em caixa e depósitos bancários, vencíveis a menos de 3 meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor.

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 75 Para efeitos da demonstração consolidada dos fluxos de caixa, a rubrica de caixa e seus equivalentes compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica “Empréstimos obtidos”.
2.10.3 Fornecedores e outros terceiros As contas a pagar encontram-se registadas pelo seu valor nominal e, quando aplicável, pelo seu valor descontado de eventuais juros calculados e reconhecidos de acordo com o método da taxa de juro efetiva. A fim de garantir de forma mais célere o acesso ao crédito aos seus fornecedores e a facilitar a liquidação antecipada das suas faturas, o Grupo celebra acordos de reverse factoring com instituições financeiras. Os valores em dívida destas operações são apresentados na rubrica “Fornecedores e contas a pagar”, exceto no caso em que sejam liquidadas fora do ciclo normal de exploração, em que são apresentadas na rubrica de “Outros passivos correntes – Créditos de fornecedores garantidos por terceiros”.
2.10.4 Empréstimos obtidos Os empréstimos são reconhecidos inicialmente pelo valor recebido, líquido de despesas com a sua emissão. Em períodos subsequentes, os empréstimos são registados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os montantes recebidos (líquidos dos custos de emissão) e o valor a pagar é reconhecida na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral durante o período dos empréstimos usando o método da taxa de juro efetiva. Os empréstimos com vencimento inferior a doze meses são classificados como passivos correntes, a não ser que o Grupo tenha o direito incondicional para diferir a liquidação do passivo por mais de doze meses após a data da demonstração da posição financeira. Os empréstimos trocados sem lugar ao desreconhecimento do anterior passivo, cumprindo o disposto no IFRS 9, são registados contabilisticamente como sendo a manutenção do passivo anterior e por consequente mantém a taxa de juro efetiva original.
2.10.5 Desreconhecimento de ativos e passivos financeiros O Grupo desreconhece activos financeiros apenas quando os direitos contratuais aos seus fluxos de caixa expiram, ou quando transfere para outra entidade os activos financeiros e todos os riscos e benefícios significativos associados à posse dos mesmos. São desreconhecidos os activos financeiros transferidos relativamente aos quais o Grupo reteve alguns riscos e benefícios significativos, desde que o controlo sobre os mesmos tenha sido cedido. O Grupo, desreconhece passivos financeiros apenas quando a correspondente obrigação seja liquidada, cancelada ou expire.
2.11 Existências e direitos de transmissão de programas
As existências encontram-se valorizadas ao custo de aquisição ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo, utilizando-se o custo médio como método de custeio. O valor realizável líquido é estimado com base na experiência histórica da Empresa, de acordo com critérios de antiguidade e rotação dos stocks, considerando, adicionalmente, as suas possibilidades de utilização futura. O Grupo tem como política registar na rubrica “Direitos de transmissão de programas” os direitos adquiridos a terceiros para transmissão de programas, por contrapartida da rubrica “Fornecedores e contas a pagar”, a

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 76 partir da data de entrada em vigor desses direitos e sempre que, simultaneamente, se verifiquem as seguintes condições: - Os custos relativos aos direitos de transmissão de programas são conhecidos ou podem ser razoavelmente determinados; - O conteúdo dos programas foi aceite de acordo com as condições estabelecidas contratualmente; e - Os programas estão disponíveis para exibição sem restrição. Os direitos de transmissão de programas correspondem, essencialmente, a contratos ou acordos celebrados com terceiros para exibição de novelas, filmes, séries e outros programas de televisão, sendo valorizados ao custo específico de aquisição. O custo dos programas exibidos nos canais generalista e temáticos é registado na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral no momento em que os mesmos são exibidos, tendo em consideração o número de exibições estimado e os benefícios estimados de cada exibição. Os custos dos programas para exibição na plataforma de streaming OPTO é reconhecido linearmente, pelo período médio estimado de vida da sua visualização, isto é, 6 anos. Os conteúdos OPTO produzidos com o objetivo de venda, cuja repartição é estimada de acordo com a aferição do peso da receita gerada entre exibição e venda, são reconhecidos na demonstração dos resultados e de outro rendimento integral no momento de cedência a terceiros. Adicionalmente, os adiantamentos efetuados para a compra de conteúdos são registados na rubrica “Direitos de transmissão de programas”, por contrapartida da rubrica “Fornecedores e contas a pagar”. Os custos incorridos associados à exibição de programas, tanto os custos com direitos de exibição comprados a produtoras, assim como os custos com programas produzidos internamente e os custos com a venda de conteúdos, são registados na demonstração dos resultados e de outro rendimento integral na rubrica “Custo dos programas emitidos”. Na Nota 31.2 é apresentada informação sobre os compromissos financeiros futuros assumidos para aquisição de programas. São registadas perdas por imparidade (Notas 21 e 27) nos casos em que o custo das existências ou dos direitos de transmissão de programas é superior ao seu valor estimado de recuperação.
2.12 Provisões e passivos contingentes As provisões são reconhecidas pelo Grupo quando existe uma obrigação presente (legal ou implícita), resultante de um evento passado, para cuja resolução é provável ser necessário um dispêndio de recursos internos e cujo montante possa ser razoavelmente estimado. As provisões para custos de reestruturação apenas são reconhecidas quando existe um plano formal e detalhado, identificando as principais características do plano e após terem sido comunicados esses factos às entidades envolvidas. O montante das provisões é revisto e ajustado à data de cada demonstração consolidada da posição financeira, de modo a refletir a melhor estimativa nesse momento. Quando uma das condições acima descritas não é preenchida, o passivo contingente correspondente não é reconhecido, sendo apenas divulgado (Nota 30), a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso em que não são objeto de divulgação.

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 77 2.13 Responsabilidades com pensões Determinadas empresas do Grupo assumiram o compromisso de conceder a alguns dos seus empregados e administradores remunerados, admitidos até 5 de julho de 1993, prestações pecuniárias a título de complementos de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações consistem numa percentagem, crescente com o número de anos de serviço, aplicada à tabela salarial, ou uma percentagem fixa aplicada ao salário base, reportado a 2002. As responsabilidades pelo pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência são registadas de acordo com os critérios consagrados no IAS 19. Esta norma estabelece a obrigatoriedade das empresas com planos de pensões reconhecerem os custos com a atribuição destes benefícios à medida que os serviços são prestados pelos empregados e administradores beneficiários. Deste modo, no final de cada período contabilístico, o Grupo obtém um estudo atuarial elaborado por uma entidade independente, no sentido de determinar o valor das suas responsabilidades a essa data e o custo com pensões a registar nesse período. As responsabilidades assim estimadas são comparadas com o valor de mercado dos ativos do fundo de pensões, de forma a determinar o montante das contribuições a efetuar ou registar. Os efeitos resultantes da alteração de pressupostos e da diferença entre os pressupostos utilizados e a realidade, são considerados ganhos ou perdas atuariais, sendo reconhecidos em reservas (outro rendimento integral).
2.14 Impostos sobre o rendimento Os impostos sobre o rendimento do exercício são constituídos por imposto corrente e imposto diferido, sendo reconhecidos de acordo com o preconizado pelo IAS 12. A Impresa encontra-se abrangida pelo regime especial de tributação dos grupos de sociedades (“RETGS”), que abrange todas as empresas em que a Impresa participa, direta ou indiretamente, em pelo menos 75% do capital social e que cumprem simultaneamente com as restantes condições definidas por aquele regime. As restantes empresas participadas, não abrangidas pelo regime especial de tributação do Grupo Impresa, são tributadas individualmente, com base nas respetivas matérias coletáveis e nas taxas de imposto aplicáveis. Na mensuração do custo relativo aos impostos sobre o rendimento do exercício, para além do imposto corrente é ainda considerado o efeito do imposto diferido, calculado com base na variação entre exercícios da diferença entre o valor contabilístico dos ativos e passivos na data de encerramento de cada exercício e o correspondente valor para efeitos fiscais. Tal como está estabelecido na referida norma, são reconhecidos ativos por impostos diferidos apenas quando exista razoável segurança de que estes poderão ser recuperados no futuro. No final de cada exercício, é efetuada uma revisão desses impostos diferidos ativos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua recuperação futura.
2.15 Subsídios Os subsídios estatais recebidos são reconhecidos de acordo com o seu valor nominal quando existe uma garantia razoável que irão ser recebidos e que as empresas do Grupo irão cumprir com as condições exigidas para a sua concessão. Os subsídios à exploração são reconhecidos na demonstração dos resultados e de outro rendimento integral de acordo com os custos correspondentes incorridos.

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 78 Os subsídios ao investimento relacionados com a aquisição de ativos são registados como rendimento diferido, sendo este reconhecido como rendimento do exercício numa base sistemática durante a vida útil dos ativos.
2.16 Rédito Os proveitos decorrentes de vendas (que respeitam essencialmente à venda de jornais, livros e outras publicações) são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral quando o controlo dos bens e dos serviços prestados são transferidos para o cliente e o montante dos proveitos possa ser razoavelmente quantificado. As devoluções são registadas como uma redução das vendas, no período a que dizem respeito, estimadas de acordo com a informação histórica, as quais estão incluídos no rédito reconhecido da transação, assim como nos montantes faturados aos clientes. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização. Os proveitos resultantes da subscrição e assinatura de publicações regulares são reconhecidos ao longo do período de subscrição e assinatura dessas publicações. Os proveitos decorrentes da prestação de serviços (essencialmente, venda de espaço publicitário em jornais, revistas, televisão e internet) são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral no momento da sua inserção/exibição. Acresce referir que, uma parte significativa da venda de espaço publicitário em televisão em canal aberto, resulta da exibição de anúncios publicitários, para os quais, a receita gerada, encontra-se dependente das audiências atingidas, tendo em consideração o perfil do respetivo target comercial contratado pelo anunciante. As prestações de serviços são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização. Os principais descontos comerciais concedidos aos principais clientes do Grupo, encontram-se dependentes do nível de investimento publicitário efetuado anualmente por estes, assim como de outras condições acordadas entre as partes.
Os proveitos referentes à prestação de serviços de valor acrescentado relativos a concursos e iniciativas com participação telefónica são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral no momento da sua prestação. Os proveitos relacionados com a cedência de direitos de transmissão do canal generalista e dos canais temáticos, essencialmente, aos operadores de televisão por cabo, são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral durante o período da respetiva cedência. Os proveitos relativos à cedência dos direitos de transmissão de programas ou dos direitos dos respetivos formatos a terceiros, são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral quando o controlo é transferido, o respetivo rédito possa ser estimado com fiabilidade e seja provável. O rédito desta transação encontra-se afetado de um conjunto de custos como pertencentes à mesma obrigação de desempenho. | Em resumo: | | | |
| | Origem do rédito | Classificação | Momento do reconhecimento |
| Venda de publicações | Vendas | No momento em que os jornais são disponibilizados em banca |
| ou em plataforma digital |
| Venda de livros e outras publicações | Vendas | No momento em que os livros e outras publicações são |
| | | disponibilizados em banca ou em plataforma digital |
| Exibição de anúncios | Prestações de serviços | No momento em que a publicidade é exibida |
| Publicação de anúncios | Prestações de serviços | No momento em que a publicidade é publicada |
| Serviços de valor acrescentado relativos a concursos e | Prestações de serviços | No momento em que os serviços são prestados |
| iniciativas com participação telefónica |
| Direitos de exibição dos canais de televisão | Prestações de serviços | No período em que os direitos são cedidos |
| Direitos de exibição de conteúdos cedidos | Prestações de serviços | No momento em que o controlo sobre os direitos é cedido |
| Execução de projetos na área de SIG | Prestações de serviços | Durante o período de execução do projeto |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 79 2.17 Especialização de exercícios Os custos e proveitos são contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são determinados com base em estimativas. Os juros e proveitos financeiros são reconhecidos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios e de acordo com a taxa de juro efetiva aplicável.
2.18 Imparidade de ativos, excluindo goodwill O Grupo efetua avaliações de imparidade dos seus ativos sempre que ocorra algum evento ou alteração que indique que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperado. Em caso de existência de tais indícios, o Grupo procede à determinação do valor recuperável do ativo, de modo a determinar a extensão da perda por imparidade. O valor recuperável é estimado para cada ativo individualmente ou, no caso de tal não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o ativo pertence. O valor recuperável é determinado pelo valor mais alto entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso decorre dos fluxos de caixa futuros atualizados com base em taxas de desconto que reflitam o valor atual do capital e o risco específico do ativo. Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral do período a que se refere. Quando uma perda por imparidade é subsequentemente revertida, o valor contabilístico do ativo é atualizado para o seu valor estimado. Contudo, a reversão da perda por imparidade só pode ser efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, líquida de amortização, caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em exercícios anteriores. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida de imediato na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral.
2.19 Saldos e transações expressos em moeda estrangeira Os ativos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando-se as taxas de câmbio vigentes à data da demonstração consolidada da posição financeira, publicadas pelas instituições financeiras. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transações e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data da demonstração consolidada da posição financeira, são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral do período.
2.20 Classificação da demonstração da posição financeira São classificados, respetivamente, no ativo e no passivo como correntes, os ativos realizáveis e os passivos exigíveis a menos de um ano da data da demonstração consolidada da posição financeira. 2.21 Eventos subsequentes Os eventos após a data de fecho do ano que proporcionem informação adicional sobre as condições que existiam à data de fecho do ano são refletidos nas demonstrações financeiras consolidadas. 
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3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E ESTIMATIVAS
As políticas contabilísticas adotadas durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 são consistentes com as seguidas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas da Impresa do exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e referida no respetivo anexo. As estimativas contabilísticas mais relevantes refletidas nas demonstrações financeiras consolidadas dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 incluem: a) Testes de imparidade ao goodwill: Os testes de imparidade requerem a determinação do justo valor e/ou do valor de uso dos ativos em análise (ou de unidades geradoras de caixa). Este processo requer um elevado número de julgamentos, nomeadamente a projeção de fluxos de caixa futuros associados aos ativos ou às respetivas unidades geradoras de caixa e a determinação de uma taxa de desconto apropriada para o apuramento do valor presente dos referidos fluxos de caixa. O Grupo recorre aos serviços de uma entidade externa para a preparação das avaliações dos ativos/unidades geradoras de caixa, estabelecendo o requisito de ser utilizada a máxima quantidade possível de dados de mercado observáveis. b) Registo de provisões: O desfecho dos processos judiciais e fiscais em curso, assim como a avaliação da necessidade de constituição de provisões, é efetuado pelo Grupo tendo por base a opinião dos seus advogados / consultores legais. Os advogados / consultores legais do Grupo possuem as competências técnicas e o conhecimento detalhado dos processos que lhes permitem fazer face à incerteza inerente ao desfecho de processos desta natureza. c) Vidas úteis dos ativos fixos tangíveis: O Grupo revê as vidas úteis estimadas dos seus ativos tangíveis e intangíveis em cada data de relato. As vidas úteis dos ativos dependem de diversos fatores relacionados quer com a utilização dos mesmos, com a envolvente económica e tecnológica, quer ainda com decisões estratégicas do Grupo. d) Datas de exibição dos direitos de exibição de programas; O Grupo, tendo por base as suas decisões estratégicas e operacionais, projeta as datas de exibição de cada programa na sua grelha. As exibições dos conteúdos dependem de fatores relacionados com a estratégia do Grupo para a grelha televisiva dos seus canais, o período de licenciamento de cada conteúdo, assim como fatores relacionados com a procura do mercado. e) Perdas por imparidade de contas a receber: As perdas por imparidade em contas a receber são apuradas conforme indicado na Nota 2.10.1. Deste modo, a determinação da imparidade através da análise casuística corresponde ao julgamento do Grupo quanto à situação económica e financeira dos seus clientes e à sua estimativa sobre o valor atribuído a eventuais garantias existentes, com o consequente impacto nos fluxos de caixa futuros esperados. Por outro lado, as perdas por imparidade esperadas no crédito concedido são apuradas tendo em conta um conjunto de informação histórica e de pressupostos, os quais poderão vir a não ser representativos da incobrabilidade futura dos devedores do Grupo.

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 81 f) Definição dos pressupostos e bases técnicas atuariais; Os estudos atuariais requerem a determinação do montante de responsabilidades, futuras no momento presente, assumidas com os funcionários e/ou aposentados incluídos no plano de benefícios do Grupo. Este processo requer um elevado número de julgamentos, nomeadamente a projeção de responsabilidades futuros, tábuas de mortalidade e a determinação de uma taxa de desconto apropriada para o apuramento do valor presente das referidas responsabilidades. O Grupo recorre aos serviços de uma entidade externa para a preparação deste estudo. g) Descontos comerciais concedidos aos principais clientes: Conforme referido na Nota 2.16, a mensuração da receita de publicidade depende das condições acordadas com os clientes e dos descontos a atribuir em função do investimento publicitário efetuado pelos mesmos. h) Custos dos programas emitidos: Conforme referido na Nota 2.11, os direitos de transmissão de programas correspondem, essencialmente, a contratos ou acordos celebrados com terceiros para exibição de novelas, filmes, séries e outros programas de televisão, sendo valorizados ao custo específico de aquisição. O custo dos programas é registado na demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral no momento em que os mesmos são exibidos, tendo em consideração o número de exibições estimado e os benefícios estimados de cada exibição. O Grupo, com base em análises históricas, estimou um critério de imputação dos custos associados à exibição das novelas de produção nacional. Aquela estimativa atende a critérios de nível de audiência da primeira exibição e probabilidade de ocorrência de uma segunda exibição das novelas de produção nacional, e horizonte temporal para a realização da segunda exibição. Adicionalmente, durante o ano findo em 31 de dezembro de 2023, a Empresa com base em análises históricas, estimou uma nova imputação de custos associados à exibição dos conteúdos na plataforma OPTO, face à estimativa seguida em períodos anteriores. Aquela estimativa de imputação atende a critérios de nível de geração de receita, nomeadamente, a probabilidade de ocorrência de venda de conteúdos a terceiros e à estimativa do período de vida de visualização dos conteúdos na plataforma. A revisão de uma estimativa de um período anterior não é considerada como um erro. As alterações de estimativas apenas são reconhecidas prospectivamente em resultados e são alvo de divulgação quando o impacto é materialmente relevante. As estimativas são determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras consolidadas.
4. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 31 de dezembro de 2023 e 2022, são as seguintes: | | | | Percentagem |
| | | | efetiva em |
| Denominação social | Sede | Atividade principal | 2023 2022 |
Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (empresa - mãe) Lisboa Gestão de participações sociais Mãe Mãe Impresa Publishing, S.A. ("Impresa Publishing") Paço de Arcos Edição de publicações 100,00% 100,00% SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC") Paço de Arcos Televisão 100,00% 100,00% GMTS - Global Media Technology Solutions - Serviços Técnicos e Produção Multimédia, Sociedade Unipessoal, Lda. ("GMTS") Paço de Arcos Prestação de serviços 100,00% 100,00% InfoPortugal - Sistemas de Informação e Conteúdos, S.A. ("InfoPortugal") Matosinhos Produção multimédia 100,00% 100,00% Impresa Service & Office Share - Gestão de Imóveis e Serviços, S.A. ("IOSS") Paço de Arcos Gestão de imóveis e serviços 100,00% 100,00% 
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6. OUTRAS EMPRESAS Os investimentos financeiros em empresas participadas, e a proporção do capital detido em 31 de dezembro | de 2023 e 2022 pelo Grupo, são como segue: | |
| | Percentagem efetiva |
| | do capital detido em |
| Denominação social | 2023 2022 |
(a) Participação detida pela Impresa Publishing e SIC. (b) Participação adquirida pela Impresa SGPS, em abril de 2013. 7. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO GRUPO Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 não se verificaram alterações no perímetro de consolidação do Grupo.
Os segmentos reportáveis pelo Grupo assentam na identificação dos segmentos conforme a informação financeira que é internamente reportada ao Conselho de Administração e que serve de suporte a este na avaliação de desempenho dos negócios e na tomada de decisões quanto à afetação dos recursos a utilizar. Os segmentos identificados, pelo Grupo, para o relato por segmentos, são assim consistentes com a forma como o Conselho de Administração analisa o seu negócio. O Grupo identificou assim os seguintes segmentos reportáveis: Televisão – O Grupo detém uma participação de 100% na SIC, que transmite em sinal aberto e por cabo, ao abrigo de licenças de transmissão, os canais de televisão “SIC”, “SIC Notícias”, “SIC Radical”, “SIC Internacional”, “SIC Mulher”, “SIC K” e “SIC Caras” e o serviço de streaming OPTO. O Grupo inclui também neste segmento a GMTS. Publishing – O Grupo publica jornais, livros e outras publicações, incluindo o jornal semanário “Expresso”. Outros – Inclui a “holding” do Grupo, a IOSS e a InfoPortugal, que atua na área de sistemas de informação geográfica (SIG). As transações entre segmentos são registadas segundo os mesmos princípios das transações com terceiros. As políticas contabilísticas de cada segmento são as mesmas do Grupo. | NP - Notícias de Portugal, C.R.L. (“NP”) (a) | 10,71% | 10,71% |
| Visapress - Gestão de Conteúdos dos Media, C.R.L. ("Visapress") | 7,69% | 7,69% |
| Nexponor (b) | 0,001% | 0,001% |

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| | | | | Total dos | | Total |
| | Televisão | Publishing | Outros | segmentos | Eliminações | consolidado |
| Proveitos operacionais: | | | | | | |
| Prestações de serviços - clientes externos | 159.125.836 | 14.356.545 | 1.264.828 | 174.747.209 | - | 174.747.209 |
| Prestações de serviços - inter-segmentos | 128.053 | 35.558 | 9.107.130 | 9.270.741 | (9.270.741) | - |
| Vendas - clientes externos | - | 9.864.432 | - | 9.864.432 | - | 9.864.432 |
| Outros proveitos operacionais - clientes externos | 526.180 | 101.219 | 9.757 | 637.156 | - | 637.156 |
| Outros proveitos operacionais - inter-segmentos | 72.628 | - | - | 72.628 | (72.628) | - |
| Total de proveitos operacionais | 159.852.697 | 24.357.754 | 10.381.715 | 194.592.166 | (9.343.369) | 185.248.797 |
| Custos operacionais: | | | | | | |
| Custo dos programas emitidos e das | | | | | | |
| mercadorias vendidas | (79.693.876) | (2.075.103) | - | (81.768.979) | - | (81.768.979) |
| Fornecimentos e serviços externos | (34.487.476) | (11.012.328) | (5.423.793) | (50.923.597) | 9.280.969 | (41.642.628) |
| Custos com o pessoal | (28.036.879) | (8.878.933) | (7.348.577) | (44.264.389) | - | (44.264.389) |
| Amortizações e depreciações dos | | | | | | |
| ativos fixos tangíveis e intangíveis | (3.390.703) | (80.772) | (1.360.840) | (4.832.315) | - | (4.832.315) |
| ativos fixos tangíveis e intangíveis - inter-segmentos | (51.960) | - | - | (51.960) | 51.960 | - |
| Provisões e perdas por imparidade | (150.000) | | | (150.000) | - | (150.000) |
| Outros custos operacionais | (582.443) | (59.688) | (158.532) | (800.663) | - | (800.663) |
| Total de custos operacionais | (146.393.337) | (22.106.824) | (14.291.742) | (182.791.903) | 9.332.929 | (173.458.974) |
| Resultados operacionais | 13.459.360 | 2.250.930 | (3.910.027) | 11.800.263 | (10.440) | 11.789.823 |
| Resultados financeiros: | | | | | | |
| Outros resultados financeiros | (3.196.328) | 76.326 | (5.540.860) | (8.660.862) | 10.440 | (8.650.422) |
| | (3.196.328) | 76.326 | (5.540.860) | (8.660.862) | 10.440 | (8.650.422) |
| Resultados antes de impostos | 10.263.032 | 2.327.256 | (9.450.887) | 3.139.401 | - | 3.139.401 |
| | | | | Total dos | | Total |
| | Televisão | Publishing | Outros | segmentos | Eliminações | consolidado |
| Proveitos operacionais: | | | | | | |
| Prestações de serviços - clientes externos | 155.082.641 | 14.529.622 | 1.586.460 | 171.198.723 | - | 171.198.723 |
| Prestações de serviços - inter-segmentos | 195.424 | 31.200 | 9.134.736 | 9.361.360 | (9.361.360) | - |
| Vendas - clientes externos | - | 9.859.757 | - | 9.859.757 | - | 9.859.757 |
| Outros proveitos operacionais - clientes externos | 692.152 | 251.912 | 1.648 | 945.712 | - | 945.712 |
| Outros proveitos operacionais - inter-segmentos | 73.370 | - | - | 73.370 | (73.370) | - |
| Total de proveitos operacionais | 156.043.587 | 24.672.491 | 10.722.844 | 191.438.922 | (9.434.730) | 182.004.192 |
| Custos operacionais: | | | | | | |
| Custo dos programas emitidos e das | | | | | | |
| mercadorias vendidas | (76.341.168) | (1.972.976) | - | (78.314.144) | - | (78.314.144) |
| Fornecimentos e serviços externos | (31.805.994) | (11.680.235) | (5.624.114) | (49.110.343) | 9.372.330 | (39.738.013) |
| Custos com o pessoal | (30.887.397) | (9.092.214) | (7.723.600) | (47.703.211) | - | (47.703.211) |
| Amortizações e depreciações dos | | | | | | |
| ativos fixos tangíveis e intangíveis | (2.970.443) | (75.591) | (1.420.192) | (4.466.226) | - | (4.466.226) |
| ativos fixos tangíveis e intangíveis - inter-segmentos | (51.960) | - | - | (51.960) | 51.960 | - |
| Provisões e perdas por imparidade | (42.000) | - | - | (42.000) | - | (42.000) |
| Outros custos operacionais | (426.932) | (175.759) | (218.395) | (821.086) | - | (821.086) |
| Total de custos operacionais | (142.525.894) | (22.996.775) | (14.986.301) | (180.508.970) | 9.424.290 | (171.084.680) |
| Resultados operacionais | 13.517.693 | 1.675.716 | (4.263.457) | 10.929.952 | (10.440) | 10.919.512 |
| Resultados financeiros: | | | | | | |
| Juros e outros custos financeiros | (7.242.567) | (141.890) | (3.713.945) | (11.098.402) | - | (11.098.402) |
| Juros e outros custos financeiros - inter-segmentos | (10.440) | - | (5.504.298) | (5.514.738) | 5.514.738 | - |
| Outros proveitos financeiros | 86.370 | 5.050 | 884 | 92.304 | - | 92.304 |
| Outros proveitos financeiros - inter-segmentos | 5.100.888 | 403.410 | - | 5.504.298 | (5.504.298) | - |
| | (2.065.749) | 266.570 | (9.217.359) | (11.016.538) | 10.440 | (11.006.098) |
| Resultados antes de impostos | 11.451.944 | 1.942.286 | (13.480.816) | (86.586) | - | (86.586) |
| Impostos sobre o rendimento | (3.135.916) | (464.507) | 1.692.076 | (1.908.347) | - | (1.908.347) |
| Resultado do segmento | 8.316.028 | 1.477.779 | (11.788.740) | (1.994.933) | - | (1.994.933) |
| Impostos sobre o rendimento | (2.819.975) | (603.471) | 1.420.113 | (2.003.333) | - | (2.003.333) |
| Resultado do segmento | 7.443.057 | 1.723.785 | (8.030.774) | 1.136.068 | - | 1.136.068 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 84 Os ativos, passivos e outra informação adicional relevante por segmentos e a respetiva reconciliação para o total consolidado foram como segue: Em 31 de dezembro de 2023: | Em 31 de dezembro de 2022: | | | | | | |
| | | | | Total dos | | Total |
| | Televisão | Publishing | Outros | segmentos | Eliminações | consolidado |
A coluna “Outros” corresponde, essencialmente, aos ativos e passivos conforme registados na Impresa, cuja atividade consiste na gestão de participações financeiras, pelo que os correspondentes ativos incluem goodwill relativo aos segmentos de televisão, publishing e outros, nos montantes de 228.524.334 Euros, 20.130.334 Euros e 2.469.014 Euros, respetivamente, bem como os correspondentes passivos, nomeadamente dívidas a instituições de crédito, utilizadas na aquisição daquelas participações. b) Relato por segmento secundário – Mercados geográficos: Os proveitos operacionais por mercado geográfico em 31 de dezembro de 2023 e 2022 foram como segue:
| | | | Total dos | | Total |
| Televisão | Publishing | Outros | segmentos | Eliminações | consolidado |
| Goodwill | 17.499.139 | - | 251.123.682 | 268.622.821 | - | 268.622.821 |
| Investimentos financeiros | 6.235 | 7.470 | 658 | 14.363 | - | 14.363 |
| Outros ativos | 161.464.779 | 18.387.850 | 53.004.324 | 232.856.953 | (122.772.583) | 110.084.370 |
| Total do ativo | 178.970.153 | 18.395.320 | 304.128.664 | 501.494.137 | (122.772.583) | 378.721.554 |
| Empréstimos obtidos | | 72.996.747 | 1.099.866 | 149.545.596 | 223.642.208 | (94.941.950) | 128.700.258 |
| Outros passivos | | 84.838.057 | 9.047.203 | 27.866.092 | 121.751.352 | (27.830.633) | 93.920.719 |
| Total do passivo | | 157.834.804 | 10.147.069 | 177.411.687 | 345.393.560 | (122.772.583) | 222.620.977 |
| | | - | | | | | |
| Outras informações: | | | | | | | |
| Adições aos ativos fixos tangíveis (Nota 19) | | 1.228.049 | 177.515 | 1.475.324 | 2.880.888 | - | 2.880.888 |
| Depreciações e amortizações do exercício | | 2.445.480 | 75.589 | 1.945.157 | 4.466.226 | - | 4.466.226 |
| Perdas por imparidade, exceto goodwill (Nota 27.1) | | 110.489 | 119.987 | 1.586 | 232.062 | - | 232.062 |
| Reversões de perdas por imparidade (Nota 27.1) | | 100.035 | 144.927 | - | 244.962 | - | 244.962 |
| Utilizações de perdas por imparidade, exceto goodwill | (Nota 27.1) | 322.660 | 367.441 | 66.733 | 756.834 | - | 756.834 |
| Número médio de pessoal | | 637 | 177 | 135 | 949 | - | 949 |
| Goodwill | 17.499.139 | - | 251.123.682 | 268.622.821 | - | 268.622.821 |
| Investimentos financeiros | 6.235 | 7.470 | 658 | 14.363 | - | 14.363 |
| Outros ativos | 164.330.423 | 22.279.102 | 36.588.950 | 223.198.475 | (102.215.825) | 120.982.650 |
| Total do ativo | 181.835.797 | 22.286.572 | 287.713.290 | 491.835.659 | (102.215.825) | 389.619.834 |
| Empréstimos obtidos | 70.169.882 | 1.361.542 | 154.011.343 | 225.542.767 | (97.189.953) | 128.352.814 |
| Outros passivos | 91.557.177 | 14.212.104 | 2.489.830 | 108.259.111 | (5.025.872) | 103.233.239 |
| Total do passivo | 161.727.059 | 15.573.646 | 156.501.173 | 333.801.878 | (102.215.825) | 231.586.053 |
| | - | | | | | |
| Outras informações: | | | | | | |
| Adições aos ativos fixos tangíveis (Nota 19) | 1.238.778 | 17.585 | 598.247 | 1.854.610 | - | 1.854.610 |
| Depreciações e amortizações do exercício | 3.444.183 | 93.485 | 1.294.647 | 4.832.315 | - | 4.832.315 |
| Perdas por imparidade, exceto goodwill (Nota 27.1) | 96.000 | 18.123 | - | 114.123 | - | 114.123 |
| Reversões de perdas por imparidade (Nota 27.1) | 55.331 | 12.307 | 3.555 | 71.193 | - | 71.193 |
| Utilizações de perdas por imparidade, exceto goodwill (Nota 27.1) | - | 458.415 | 106.609 | 565.024 | - | 565.024 |
| Número médio de pessoal | 622 | 177 | 136 | 935 | - | 935 |
| | Portugal | | Outros mercados | Total consolidado |
| 2023 | | 2022 | 2023 2022 | 2023 2022 |
| Prestações de serviços | 162.196.884 | 167.228.693 | 9.001.839 | 7.518.516 | 171.198.723 | 174.747.209 |
| Vendas | 9.859.757 | 9.856.332 | - | 8.100 | 9.859.757 | 9.864.432 |
| Outros proveitos operacionais | 945.712 | 637.156 | | - | 945.712 | 637.156 |
| Total de proveitos operacionais | 173.002.353 | 177.722.181 | 9.001.839 | 7.526.616 | 182.004.192 | 185.248.797 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 85 Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, não existiram aquisições de ativos de longa duração afetos ao segmento “Outros mercados”. Adicionalmente, é de referir que os ativos e passivos afetos ao mercado geográfico Portugal são superiores a 99% do total dos ativos do Grupo em 31 de dezembro de 2023 e 2022.
9. PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS E VENDAS POR ATIVIDADE Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, as prestações de serviços e as vendas foram como segue: 10. OUTROS PROVEITOS E CUSTOS OPERACIONAIS
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os outros proveitos operacionais foram como | | 2023 | 2022 |
| Prestações de serviços: | | |
| Televisão: | | |
| Publicidade | 106.840.771 | 107.792.609 |
| Cedência de sinal | 31.315.131 | 30.946.396 |
| Concursos com participação telefónica | 10.681.776 | 14.700.464 |
| Outras | 6.244.963 | 5.686.367 |
| | 155.082.641 | 159.125.836 |
| Publishing: | | |
| Publicidade | 12.716.469 | 12.951.277 |
| Outras | 1.813.153 | 1.405.268 |
| | 14.529.622 | 14.356.545 |
| Outros: | | |
| Cartografia digital | 1.493.428 | 1.160.963 |
| Outras | 93.032 | 103.865 |
| | 1.586.460 | 1.264.828 |
| Total das prestações de serviços | 171.198.723 | 174.747.209 |
| Vendas: | | |
| Publicações | 9.843.398 | 9.817.294 |
| Outras - publishing | 16.359 | 47.138 |
| Total das vendas | 9.859.757 | 9.864.432 |
| Total das prestações de serviços e das vendas | 181.058.480 | 184.611.641 |
| Proveitos suplementares e outros | | |
| proveitos e ganhos operacionais | 540.799 | 447.635 |
| Subsídios | 159.951 | 118.328 |
| Reversões de perdas por imparidade (Nota 27.1) | 244.962 | 71.193 |
| | 945.712 | 637.156 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 86 Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os outros custos operacionais foram como segue: 11. CUSTOS DOS PROGRAMAS EMITIDOS E DAS MERCADORIAS VENDIDAS
Esta rubrica inclui, para além dos custos referentes às vendas de publicações, os custos com programas emitidos durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022. Os custos com os programas exibidos têm duas naturezas distintas, sendo elas os custos relativos aos direitos de exibição de programas comprados a produtoras e custos com programas produzidos internamente. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os custos dos programas emitidos e das mercadorias vendidas foram como segue:
No exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022 foram registados, aproximadamente, 23.814.000 Euros e 24.591.000 Euros, respetivamente, de custos com programas produzidos internamente, cuja tipologia de custos se enquadra em fornecimentos e serviços externos. 12. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica teve a seguinte composição:
2023 2022 | Perdas por imparidade em contas a receber (Nota 27.1) | 232.062 | 114.123 |
| Impostos | 364.242 | 306.186 |
| Quotizações | 162.971 | 170.031 |
| Outros custos e perdas operacionais | 61.811 | 210.323 |
| | 821.086 | 800.663 |
2023 2022 | Direitos de transmissão de programas | 76.341.168 | 79.693.876 |
| Matérias-primas consumidas | 1.972.976 | 2.075.103 |
| | 78.314.144 | 81.768.979 |
2023 2022 | Trabalhos especializados | 12.362.314 | 12.456.150 |
| Subcontratos | 5.019.790 | 5.044.916 |
| Conservação e reparação | 4.760.259 | 4.907.688 |
| Artigos para oferta (prémios) | 4.075.551 | 5.510.504 |
| Comunicação | 4.584.447 | 5.945.079 |
| Honorários | 2.748.156 | 2.608.054 |
| Publicidade e propaganda | 2.181.743 | 1.584.655 |
| Outros | 4.005.753 | 3.585.582 |
| | 39.738.013 | 41.642.628 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 87 13. CUSTOS COM O PESSOAL
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os custos com o pessoal foram como segue: Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação foi de 949 e 935 empregados, respetivamente.
14. RESULTADOS FINANCEIROS Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 têm a seguinte composição:
. 2023 2022 | Salários do pessoal e do Conselho de Administração | 35.541.288 | 34.761.375 |
| Encargos sobre remunerações e outros custos com o pessoal | 8.895.704 | 7.456.352 |
| Indemnizações | 3.266.219 | 2.046.662 |
| | 47.703.211 | 44.264.389 |
| | 2023 | 2022 |
| Juros e outros custos financeiros: | | |
| Juros e encargos com financiamentos | (10.488.396) | (7.845.976) |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | (135.230) | (411.075) |
| Outros gastos financeiros | (498.959) | (430.511) |
| | (11.122.585) | (8.687.562) |
| Outros proveitos financeiros: | | |
| Juros obtidos | 86.370 | - |
| Outros proveitos financeiros | 30.117 | 37.140 |
| | 116.487 | 37.140 |
| Resultados financeiros | (11.006.098) | (8.650.422) |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 88 15. DIFERENÇAS ENTRE RESULTADOS CONTABILÍSTICO E FISCAL
A Impresa é tributada em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (“IRC”) ao abrigo do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (“RETGS”) conjuntamente, com as suas subsidiárias: Impresa Publishing, SIC, GMTS, IOSS e Infoportugal. A Impresa e as suas empresas participadas encontram-se sujeitas a tributação em sede de IRC, à taxa de 21% sobre a matéria coletável. A tributação é acrescida de Derrama Municipal até ao limite máximo de 1,5% sobre o lucro tributável, resultando numa taxa de imposto agregada de, no máximo, 22,5%. Adicionalmente, os lucros tributáveis que excedam 1.500.000 Euros são sujeitos a derrama estadual, às seguintes taxas: - 3% para lucros tributáveis entre 1.500.000 Euros e 7.500.000 Euros; - 5% para lucros tributáveis entre 7.500.000 Euros e 35.000.000 Euros; - 9% para lucros tributáveis superiores a 35.000.000 Euros. A dedução dos gastos de financiamento líquidos na determinação do lucro tributável, determinado pelo Grupo, é condicionada ao maior dos seguintes limites: - 1.000.000 Euros; - 30% do resultado antes de depreciações, gastos de financiamento líquidos e impostos. Nos termos do artigo 88º do Código do IRC, a Empresa e as suas subsidiárias encontram-se sujeitas a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado. A Administração do Grupo Impresa entende que não é provável que eventuais correções resultantes de revisões/inspeções por parte da Administração Fiscal às suas declarações de impostos, tenham efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2023 e 2022. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os ativos e passivos para imposto corrente detalham-se conforme segue:
O Grupo contabiliza os impostos diferidos resultantes das diferenças temporárias entre as bases contabilísticas e fiscais dos seus ativos e passivos.
| | 2023 | 2022 |
| Ativo para imposto corrente | | |
| Estimativa de imposto | - | (2.165.928) |
| Pagamentos adicionais por conta | - | 489.810 |
| Pagamentos por conta | - | 1.608.880 |
| Retenções na fonte | | 265.076 |
| | - | 197.838 |
| Passivo para imposto corrente | | |
| Estimativa de imposto | 2.279.404 | - |
| Pagamentos adicionais por conta | (282.357) | - |
| Pagamentos por conta | (961.065) | - |
| Retenções na fonte | (453.386) | - |
| | 582.596 | - |

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| | Provisões | | |
| Perdas por | para outros | | |
| imparidade de | riscos e | Bónus e | |
| contas a receber | encargos | indemnizações | Total |
| Saldo em 31 de dezembro de 2021 | 451.009 | 406.552 | 493.169 | 1.350.730 |
| Constituição/(Reversão) | 2.333 | (254.005) | 98.131 | (153.540) |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 453.342 | 152.547 | 591.301 | 1.197.190 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 453.342 | 152.547 | 591.301 | 1.197.190 |
| Constituição/(Reversão) | (13.745) | (29.700) | 164.741 | 121.296 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | 439.597 | 122.847 | 756.042 | 1.318.486 |
Plano de pensões | Saldo em 31 de dezembro de 2021 | 177.255 |
| Constituição/(reversão) com efeito no outro rendimento integral | 22.214 |
| Constituição/(reversão) com efeito em resultados | (2.587) |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 196.882 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 196.882 |
| Constituição/(reversão) com efeito no outro rendimento integral | 17.921 |
| Constituição/(reversão) com efeito em resultados | 5.963 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | 220.766 |

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| Taxa nominal de imposto | 21% | 21% |
| | (18.183) | 659.274 |
| Diferenças permanentes (i) | 1.322.882 | 732.034 |
| Ajustamentos à coleta | 276.833 | 391.393 |
| Derrama Municipal e Estadual | 582.540 | 534.180 |
| Insuficiência/ (Excesso) de estimativa para imposto do período anterior | (255.725) | (313.548) |
| Imposto sobre o rendimento | 1.908.347 | 2.003.333 |
| Imposto corrente | 2.279.404 | 2.165.928 |
| Imposto diferido do exercício | (115.332) | 150.953 |
| Insuficiência/ (Excesso) de estimativa para imposto do período anterior | (255.725) | (313.548) |
| | 1.908.347 | 2.003.333 |
2023 2022 | Encargos financeiros não dedutíveis ou para além | | |
| dos limites legais | 5.626.212 | 2.829.955 |
| Outras rubricas, líquidas | 673.227 | 655.921 |
| | 6.299.439 | 3.485.876 |
| Taxa nominal de imposto | 21% | 21% |
| | 1.322.882 | 732.034 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 91 31 de dezembro de 2008 e 2009, relacionadas com a dedutibilidade de encargos financeiros suportados, tendo sido apresentado recurso pela Autoridade Tributária. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2020, foi negado o provimento ao recurso jurisdicional, por oposição de acórdãos, interposto contra a sentença proferida e o processo transitou em julgado. Foi recebido o montante de 439.088 Euros relativo às correções fiscais em sede de IRC dos anos de 2008 e 2009. As restantes correções fiscais supra referidas encontravam-se contestadas em sede de Impugnação Judicial, tendo a Impresa prestado garantias bancárias no montante de 1.180.163 Euros relativas aos exercícios de 2010, 2011. No entendimento do Conselho de Administração, com base na opinião dos seus advogados, a perspetiva de sucesso das reclamações e/ou impugnações daqueles atos é razoável, pelo que não foi registada qualquer provisão para esta contingência fiscal.
16. RESULTADO POR AÇÃO O cálculo efetuado no apuramento do resultado por ação básico e diluído, em 31 de dezembro de 2023 e 2022, foi baseado na seguinte informação: Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, não existiram efeitos diluidores, pelo que os resultados por ação básico e diluído são idênticos. 2023 2022 | Número de ações: | | |
| Número médio ponderado de ações para efeito de cálculo | | |
| do resultado líquido por ação básico (Nota 25) | 168.000.000 | 168.000.000 |
| Resultados: | | |
| Resultados para efeito de cálculo do resultado líquido | | |
| por ação básico (resultado líquido do exercício) | (1.994.933) | 1.136.068 |
Resultados para efeito de cálculo do rendimento integral por ação básico (rendimento integral do exercício) (1.933.204) 1.212.577 | Resultado do exercício por ação: | | |
| Básico | (0,0119) | 0,0068 |
| Diluído | (0,0119) | 0,0068 |
| Rendimento integral do exercício por ação: | | |
| Básico | (0,0115) | 0,0072 |
| Diluído | (0,0115) | 0,0072 |

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Durante o exercício findo em 31 de dezembro 2023 e 2022 não ocorreu qualquer movimento na rubrica de goodwill. O detalhe do goodwill em 31 de dezembro de 2023 e 2022 é o seguinte: No cumprimento das disposições da IAS 36, o Grupo procede anualmente a análises de imparidade do goodwill, reportadas a 31 de dezembro de cada ano, ou sempre que existam indícios de imparidade. Para efeitos de análise de imparidade, o goodwill foi atribuído às diversas unidades geradoras de caixa identificadas, considerando-se como unidade geradora de caixa o mais pequeno grupo identificável de ativos que seja gerador de influxos de caixa e que seja em larga medida independente dos influxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos. Assim, para estes efeitos, as unidades geradoras identificadas às quais foi imputado goodwill são as seguintes: - Televisão: correspondendo ao canal generalista SIC, aos canais temáticos SIC Notícias, SIC Mulher, SIC Radical, SIC K, SIC Internacional e SIC Caras, à plataforma de streaming OPTO, detidos pela entidade jurídica SIC, e à GMTS; - Publishing: corresponde, essencialmente, aos títulos Expresso e Blitz, sob o formato papel e digital, os quais são detidos pela entidade jurídica Impresa Publishing; - InfoPortugal: correspondendo, essencialmente, ao negócio de cartografia digital, incluindo também o goodwill registado em exercícios anteriores da Olhares.com pela InfoPortugal, uma vez que, em resultado da fusão entre estas duas sociedades passaram a estar incluídas numa única unidade geradora de caixa. Abordagem seguida para determinar os valores atribuídos a pressupostos-chave Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o Grupo recorreu a uma entidade externa especializada para efetuar a análise de imparidade ao goodwill relativo à Televisão e ao Publishing, por serem os valores mais significativos e por considerar tratar-se das unidades geradoras de caixa com maior complexidade na análise do seu valor recuperável. Para o goodwill afeto à restante unidade geradora de caixa, o Grupo analisou internamente a respetiva imparidade. As análises de imparidade ao goodwill são efetuadas utilizando o método discounted cash-flow, tendo como base as projeções financeiras de cash-flow a cinco anos de cada unidade geradora de caixa, sendo o primeiro ano correspondente ao orçamento anual das unidades geradores de caixa, e considerando uma perpetuidade a partir do quinto ano.
2023 2022 | Televisão: | | |
| Registado na Impresa | 228.524.334 | 228.524.334 |
| Registado na SIC | 17.499.139 | 17.499.139 |
| | 246.023.473 | 246.023.473 |
| Publishing: | | |
| Registado na Impresa | 20.130.334 | 20.130.334 |
| Infoportugal: | | |
| Registado na Impresa | 2.469.014 | 2.469.014 |
| | 268.622.821 | 268.622.821 |
Empresa 
IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 93 As projeções financeiras são preparadas com base em pressupostos de evolução da atividade das unidades geradoras de caixa, que o Conselho de Administração entende serem coerentes com o histórico e com a tendência dos mercados, serem razoáveis e prudentes e que refletem a sua visão e a dos consultores envolvidos na sua preparação. Adicionalmente, sempre que possível, foram considerados dados de mercado obtidos de entidades externas, os quais foram comparados com dados históricos, e a experiência do Grupo. Na unidade geradora de caixa Televisão, foram utilizados pressupostos-chave específicos correspondentes às receitas publicitárias e ao custo dos programas exibidos e no caso do Publishing relativamente às receitas publicitárias e às receitas de circulação e de assinantes. Estas variáveis foram projetadas de acordo com o reflexo da experiência passada, do conhecimento do Conselho de Administração das operações, assim como do comportamento previsional dessas variáveis, as quais foram complementadas com fontes externas sempre que possível. No que respeita aos restantes pressupostos-chave dos testes de imparidade, correspondem à taxa de desconto e à taxa de crescimento, as quais são determinadas através de fontes externas, na medida em que as mesmas são calculadas por consultores externos. As taxas de desconto utilizadas refletem o nível de endividamento e o custo de capital alheio de cada unidade geradora de caixa, bem como o nível de risco e rentabilidade esperados pelo mercado. Acresce referir que, na determinação das taxas de desconto, a componente relativa à taxa de juro de um ativo sem risco, tem por referência a média dos últimos 24 meses da taxa de juro das obrigações alemãs a dez anos, à qual foi adicionada um prémio de risco do país, correspondente a uma média do spread entre as obrigações portuguesas e alemãs a dez anos do mesmo período. As taxas de desconto utilizadas incluem ainda um prémio de risco de mercado, também estimado pelos consultores externos que elaboraram os estudos de imparidade. A taxa de crescimento da perpetuidade é estimada com base na análise do potencial de mercado de cada unidade geradora de caixa, com base nas expectativas do Conselho de Administração e dos consultores externos envolvidos nas avaliações. Para o efeito, os consultores externos consideraram uma amostra de empresas do sector. Testes de imparidade do exercício findo em 31 de dezembro de 2023: Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023, decorrente dos testes de imparidade efetuados, o Grupo não identificou imparidade no goodwill. Televisão: O valor recuperável desta unidade geradora de caixa foi determinado considerando as projeções financeiras da unidade geradora de caixa Televisão para um período de cinco anos, uma taxa de desconto de 9,3% (8,7% em 31 de dezembro de 2022) e uma taxa de crescimento na perpetuidade de 1% (sem alteração face a 2022). Os principais pressupostos de atividade considerados foram os seguintes: - Mercado publicitário: foi considerada uma taxa média composta de crescimento anual ao longo do período de projeção de 3,2% para o mercado afeto aos canais generalistas e temáticos, canais pagos e online; - Aumento das receitas relacionadas com a cedência de direitos de transmissão de programas a terceiros; - Quota de mercado de publicidade e de audiência: estas variáveis foram consideradas constantes e similares às verificadas em 2023, para o período de cinco anos das projeções; - Renovação automática no final do respetivo prazo das licenças de exploração da atividade televisiva;

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 94 - Manutenção dos atuais gastos associados à transmissão, em sinal aberto, do canal SIC generalista, assim como a continuidade operativa dos atuais canais temáticos; - Custos de grelha: foi considerado uma taxa média de crescimento anual nula ao longo do período das projeções; A análise de imparidade efetuada pressupõe a manutenção do atual número de canais televisivos emitidos em sinal aberto, assim como do atual limite de espaço publicitário em cada um desses canais e demais regulação do sector. O Grupo fez análises de sensibilidade, como segue: - uma redução de 1% nas receitas publicitárias da unidade geradora de caixa ao longo do período da projeção não implicaria a necessidade de registar uma perda por imparidade em 31 de dezembro de 2023; - um aumento de 1% nos custos dos programas emitidos ao longo do período da projeção não implicaria a necessidade de registar uma perda por imparidade em 31 de dezembro de 2023; - um aumento de 0,5% no pressuposto da taxa de desconto ao longo dos anos das projeções não implicaria a necessidade de registar uma perda por imparidade em 31 de dezembro de 2023; O Grupo entende que as variações consideradas nas análises de sensibilidade são razoáveis, considerando a evolução atual e perspetiva do mercado, o desempenho da SIC, a evolução dos diversos parâmetros considerados nas projeções e a atual conjuntura económica portuguesa. Publishing: O valor recuperável desta unidade geradora de caixa foi determinado considerando as projeções financeiras do segmento Publishing para um período de cinco anos, uma taxa de desconto de 8,1% (7,4% em 31 de dezembro de 2022) e uma taxa de crescimento na perpetuidade de 0,5% (sem alteração face a 2022). Os principais pressupostos de atividade considerados foram os seguintes: - Mercado publicitário: para a publicidade em papel foi considerada uma taxa média composta de crescimento anual ao longo do restante período de projeção negativa em 3,4% e uma taxa média composta de crescimento anual de 7% para a publicidade online, ao longo do restante período de projeção; - Circulação digital: foi estimada a manutenção da tendência de crescimento médio verificado nos últimos anos; - Circulação em papel: foi estimada uma diminuição da circulação ao longo dos anos da projeção; O Grupo fez análises de sensibilidade, como segue: - uma redução de 1% nas receitas publicitárias da unidade geradora de caixa ao longo do período da projeção, não implicaria a necessidade de registar uma perda por imparidade em 31 de dezembro de 2023; - uma redução de 1% nas receitas de circulação ao longo do período de projeção não implicaria a necessidade de registar uma perda por imparidade em 31 de dezembro de 2023;

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 95 - um aumento de 0,5% no pressuposto da taxa de desconto ao longo dos anos das projeções não implicaria a necessidade de registar uma perda por imparidade em 31 de dezembro de 2023; O Grupo não considera razoável assumir uma taxa de crescimento na perpetuidade inferior a 0,5%. O Grupo entende que as variações consideradas nas análises de sensibilidade são razoáveis, não considerando que seja provável a ocorrência de desvios superiores, considerando a evolução recente e perspetivado do mercado, o desempenho histórico do jornal Expresso, a variação dos diversos parâmetros considerados na avaliação e a atual conjuntura económica portuguesa. InfoPortugal: O valor recuperável desta unidade geradora de caixa foi determinado considerando as projeções financeiras da atividade da cartografia digital para um período de cinco anos, uma taxa de desconto de 9,4% (8,79% em 31 de dezembro de 2022) e uma taxa de crescimento na perpetuidade de 1% (2% em 2022). Os principais pressupostos considerados nas projeções pressupõem para 2024 a manutenção da recuperação da atividade operacional, considerando uma diminuição da taxa composta anual das receitas de conteúdos digitais de 5%, um aumento anual das receitas nos negócios da cartografia e um aumento das receitas no desenho de aplicações, na ordem dos 14%. Adicionalmente, não foram identificadas alterações razoavelmente possíveis nos pressupostos-chave das avaliações em que a Empresa se baseou para a determinação do valor recuperável, que implicasse a necessidade de se registar uma perda por imparidade em 31 de dezembro de 2023.
18. ATIVOS INTANGÍVEIS Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os movimentos ocorridos nos ativos intangíveis, bem como nas respetivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade, foram os seguintes: 31 de dezembro de 2023: | Propriedade | | |
| industrial e | | |
| outros direitos | Software | Total |
| Ativo bruto: | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 3.376.205 | 1.861.820 | 5.238.025 |
| Aquisições | - | - | - |
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | 3.376.205 | 1.861.820 | 5.238.025 |
| Amortizações acumuladas e perdas de imparidade: | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | (3.109.902) | (1.251.764) | (4.361.666) |
| Reforços | (21.012) | (261.452) | (282.464) |
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | (3.130.914) | (1.513.216) | (4.644.130) |
Valor líquido em 31 de dezembro de 2023 245.291 348.604 593.895 
IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 96 | 31 de dezembro de 2022: | | | |
| | Propriedade | | |
| | industrial e | | |
| | outros direitos | Software | Total |
19. ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os movimentos ocorridos nos ativos fixos tangíveis, bem como nas respetivas depreciações acumuladas e perdas de imparidade, foram como segue: 31 de dezembro de 2023: | Ativo bruto: | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2021 | 3.170.296 | 995.334 | 4.165.630 |
| Transferências | (80.609) | 80.609 | - |
| Aquisições | 286.518 | 586.526 | 873.044 |
| Reclassificações (Nota 19) | - | 199.351 | 199.351 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 3.376.205 | 1.861.820 | 5.238.025 |
| Amortizações acumuladas e perdas de imparidade: | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2021 | (3.164.682) | (995.334) | (4.160.016) |
| Reforços | (25.829) | (175.821) | (201.650) |
| Transferências | 80.609 | (80.609) | - |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | (3.109.902) | (1.251.764) | (4.361.666) |
Valor líquido em 31 de dezembro de 2022 266.303 610.056 876.359 | Terrenos e | Edifícios e | | | | Outros | Ativos | |
| recursos | outras | Equipamento | Equipamento | Equipamento | ativos | fixos tangíveis | |
| naturais | construções | básico | de transporte | administrativo | fixos tangíveis | em curso | Total |
| Ativo bruto: | | | | | | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 2.245.593 | 37.173.841 | 118.957.095 | 2.110.839 | 26.363.180 | 339.640 | 119.546 | 187.309.734 |
| Aquisições | - | 90.140 | 1.098.276 | 1.114.315 | 334.977 | - | 243.681 | 2.881.388 |
| Alienações e abates | - | - | (213.519) | (649.747) | (1.287) | - | - | (864.553) |
| Transferencias | - | - | 3.246 | 99.900 | - | - | (103.146) | - |
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | 2.245.593 | 37.263.981 | 119.845.098 | 2.675.307 | 26.696.869 | 339.640 | 260.081 | 189.326.570 |
| Depreciações acumuladas e | | | | | | | 7 | | |
| perdas de imparidade: | | | | | | | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | - | (13.333.734) | (112.523.346) | (1.288.680) | (25.716.369) | (336.104) | | - | (153.198.233) |
| Reforços | - | (1.357.672) | (1.964.090) | (514.312) | (346.428) | (1.260) | | - | (4.183.762) |
| Alienações e abates | - | - | 213.519 | 601.595 | 910 | - | | - | 816.024 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | - | (14.691.406) | (114.273.917) | (1.201.397) | (26.061.887) | (337.364) | | - | (156.565.971) |
Valor líquido em 31 de dezembro de 2023 2.245.593 22.572.575 5.571.181 1.473.911 634.983 2.276 260.081 32.760.599 
IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 97 31 de dezembro de 2022: Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o aumento da rubrica “Equipamento básico” deve- se, essencialmente, à aquisição de equipamento técnico de transmissão e gravação televisiva e o aumento da rubrica “Equipamento de Transporte” diz respeito, essencialmente, a novos contratos de locação.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os movimentos ocorridos nos Ativos por direito de uso, incluídos nos Ativos fixos tangíveis, bem como nas respetivas depreciações e perdas por imparidade acumuladas, foram como segue: 31 de dezembro de 2023:
| Terrenos e | Edifícios e | | | | Outros | Ativos | |
| recursos | outras | Equipamento | Equipamento | Equipamento | ativos | fixos tangíveis | |
| naturais | construções | básico | de transporte | administrativo | fixos tangíveis | em curso | Total |
| Ativo bruto: | | | | | | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2021 | 2.245.593 | 36.751.702 | 118.311.663 | 2.068.042 | 26.103.158 | 339.640 | 215.751 | 186.035.549 |
| Aquisições | - | 422.139 | 645.432 | 423.871 | 260.022 | - | 103.146 | 1.854.610 |
| Alienações e abates | - | - | - | (381.074) | - | - | - | (381.074) |
| Reclassificações (Nota 18) | - | - | - | - | - | - | (199.351) | (199.351) |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 2.245.593 | 37.173.841 | 118.957.095 | 2.110.839 | 26.363.180 | 339.640 | 119.546 | 187.309.734 |
| Depreciações acumuladas e | | | | | | | 7 | | |
| perdas de imparidade: | | | | | | | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2021 | - | (11.985.032) | (110.040.966) | (1.123.639) | (25.417.052) | (334.067) | | - | (148.900.756) |
| Reforços | - | (1.348.702) | (2.482.380) | (498.229) | (299.317) | (2.037) | | - | (4.630.665) |
| Alienações e abates | - | - | - | 333.188 | - | - | | - | 333.188 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | - | (13.333.734) | (112.523.346) | (1.288.680) | (25.716.369) | (336.104) | | - | (153.198.233) |
Valor líquido em 31 de dezembro de 2022 2.245.593 23.840.107 6.433.749 822.159 646.811 3.536 119.546 34.111.500 | Edifícios e | | | | |
| outras | Equipamento | Equipamento | Equipamento | |
| construções | básico | de transporte | administrativo | Total |
| Ativo bruto: | | | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 2.449.848 | 7.039.329 | 1.946.955 | 1.578.263 | 13.014.395 |
| Novos contratos de locação | - | - | 1.084.364 | 223.291 | 1.307.655 |
| Abates | - | - | (619.197) | (794) | (619.991) |
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | 2.449.848 | 7.039.329 | 2.412.122 | 1.800.760 | 13.702.059 |
| Depreciações acumuladas e | | | | | |
| perdas de imparidade: | | | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | (1.020.043) | (3.856.041) | (1.124.797) | (1.271.915) | (7.272.796) |
| Depreciações do exercício | (493.739) | (945.171) | (500.362) | (181.546) | (2.120.818) |
| Abates dos contratos de locação | - | - | 601.004 | 419 | 601.423 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | (1.513.782) | (4.801.212) | (1.024.155) | (1.453.042) | (8.792.191) |
Valor líquido em 31 de dezembro de 2023 936.066 2.238.117 1.387.967 347.718 4.909.868 
IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 98 | 31 de dezembro de 2022: | | | | | |
| | Edifícios e | | | | |
| | outras | Equipamento | Equipamento | Equipamento | |
| | construções | básico | de transporte | administrativo | Total |
Adicionalmente, foram reconhecidos no exercício findo em 2023 e 2022 os seguintes montantes de gastos relativos a ativos por direito de uso: 20. INVESTIMENTOS FINANCEIROS Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o detalhe dos investimentos financeiros em outras empresas é como | segue: | | | | |
| | | 2023 | | 2022 |
| | Percentagem | Perdas por | Valor líquido | Percentagem Valor líquido |
| | efetiva | Valor da imparidade | de perdas | efetiva de perdas |
| Denominação | do Grupo | participação (Nota 27.1) | por imparidade | do Grupo por imparidade |
| Ativo bruto: | | | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2021 | 4.525.456 | 7.244.430 | 1.904.156 | 1.493.443 | 15.167.485 |
| Novos contratos de locação | - | 348.663 | 423.872 | 108.296 | 880.832 |
| Abates dos contratos de locação | (2.075.608) | (553.764) | (381.073) | (23.476) | (3.033.921) |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 2.449.848 | 7.039.329 | 1.946.955 | 1.578.263 | 13.014.395 |
| Depreciações acumuladas e | | | | | |
| perdas de imparidade: | | | | | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2021 | (612.417) | (2.798.123) | (959.750) | (1.136.405) | (5.506.695) |
| Depreciações do exercício | (493.739) | (1.444.615) | (512.460) | (140.423) | (2.591.237) |
| Abates dos contratos de locação | 86.113 | 386.697 | 347.413 | 4.913 | 825.136 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | (1.020.043) | (3.856.041) | (1.124.797) | (1.271.915) | (7.272.796) |
Valor líquido em 31 de dezembro de 2022 1.429.805 3.183.288 822.158 306.348 5.741.599 2023 2022 | Depreciações de ativos sob direito de uso | 2.120.818 | 2.591.237 |
| Gastos relativos a locações de curto prazo | 250.828 | 238.210 |
| Gastos financeiros com passivos de locação | 185.003 | 212.971 |
| Gastos relativos a locações de baixo valor | 159.353 | 164.885 |
| | 2.716.002 | 3.207.303 |
| NP | 10,71% | 18.703 | (5.000) | 13.703 | 10,71% | 13.703 |
| Nexponor | 0,001% | 660 | - | 660 | 0,001% | 660 |
| Outros | n.d. | 30.000 | (30.000) | - | n.d. | - |
| | | 49.363 | (35.000) | 14.363 | | 14.363 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 99 21. DIREITOS DE TRANSMISSÃO DE PROGRAMAS E EXISTÊNCIAS Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o valor dos direitos de transmissão de programas tinha o seguinte detalhe:
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Adiantamentos por conta de compras” inclui pagamentos efetuados pela SIC a fornecedores de programas, ao abrigo de contratos celebrados com estas entidades, referentes a direitos de transmissão de programas, que a esta data ainda não se encontravam disponíveis para exibição, essencialmente, relacionados com novelas e direitos desportivos. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o Grupo não possui inventários dados como garantia pelo cumprimento de passivos.
22. CLIENTES E CONTAS A RECEBER Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica tinha o seguinte detalhe:
| | 31 de dezembro de 2023 | 31 de dezembro de 2022 |
| | Não | | Não | |
| | corrente | Corrente | corrente | Corrente |
| Direitos de transmissão: | | | | |
| Valor bruto : | | | | |
| Direitos de transmissão de programas | 20.950.353 | 7.074.460 | 15.971.237 | 8.652.065 |
| Adiantamentos por conta de compras | - | 6.264.420 | - | 7.034.553 |
| | 20.950.353 | 13.338.880 | 15.971.237 | 15.686.618 |
| Valor líquido de realização dos | | | | |
| direitos de transmissão | 20.950.353 | 13.338.880 | 15.971.237 | 15.686.618 |
| Existências: | | | | |
| Matérias primas, subsidiárias e de consumo | - | 480.736 | - | 665.278 |
Valor líquido de realização das existências - 480.736 - 665.278 | Valor líquido de realização dos | | | | |
| direitos de transmissão e existências | 20.950.353 | 13.819.616 | 15.971.237 | 16.351.896 |
| 31 de dezembro de 2023 | 31 de dezembro de 2022 |
| | Perdas de | | | Perdas de | |
| | imparidade | | | imparidade | |
| Valor | acumuladas | Valor | Valor | acumuladas | Valor |
| bruto | (Nota 27.1) | realizável | bruto | (Nota 27.1) | realizável |
| Clientes | 27.389.004 | (6.498.878) | 20.890.126 | 29.381.631 | (7.268.612) | 22.113.019 |
| Faturação a emitir: | | - | | | - | |
| Serviços de valor acrescentado | 195.219 | - | 195.219 | 735.951 | - | 735.951 |
| Outra faturação a emitir | 685.882 | - | 685.882 | 488.439 | - | 488.439 |
| | 28.270.105 | (6.498.878) | 21.771.227 | 30.606.021 | (7.268.612) | 23.337.409 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 100 23. OUTROS ATIVOS NÃO CORRENTES E CORRENTES
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica tinha o seguinte detalhe: (a) Esta rubrica respeita ao diferimento da prestação única pelo acesso à rede de teledifusão digital e pelos serviços prestados pela MEO, no âmbito do processo de alteração tecnológica. Este montante encontra-se a ser diferido pelo período do contrato de prestação de serviços de teledifusão digital celebrado com a MEO. Este contrato entrou em vigor a 1 de janeiro de 2012 e terá termo em 9 de dezembro de 2028. (b) Em 31 de dezembro de 2023, a rubrica de outras contas a receber diminuiu devido ao registo de uma perda por imparidade no montante de 2.520.000 Euros referente ao montante a receber referente à alienação do portfólio de revistas (Activa, Caras, Caras Decoração, Courrier Internacional, Exame, Exame Informática, Jornal de Letras, TeleNovelas, TV Mais, Visão, VisãoHistória e Visão Junior). (c) Em 2023 e 2022, os montantes de 1.369.569 Euros e 1.516.185 Euros, refere-se ao saldo líquido de um depósito a prazo em dólares com o contravalor de 4.072.398 Euros e 4.219.014 Euros, respetivamente, e de um contrato de financiamento, registado nesta rubrica no montante de 2.702.829 Euros e 2.702.829 Euros em 31 de dezembro de 2023 e 2022, com o montante máximo de 4.500.000 Euros, sendo automaticamente renovável por períodos sucessivos de seis meses. O depósito a prazo encontra-se em regime de penhor financeiro como garante das responsabilidades decorrentes daquele contrato de financiamento e com restrições à sua utilização corrente nas operações financeiras do Grupo.
| | 2023 | 2022 |
| Outros ativos não correntes: | | |
| Plano de pensões - Benefícios pós-emprego (Nota 31.1) | 981.200 | 875.048 |
| Serviços de teledifusão digital (a) | 249.105 | 311.766 |
| Outras contas a receber (b) | 120.488 | 2.986.907 |
| | 1.350.793 | 4.173.721 |
| Outros ativos correntes: | | |
| Adiantamentos a fornecedores | 128.966 | 51.529 |
| Outros devedores: | | |
| Subsídios a receber | - | 72.553 |
| Adiantamentos ao pessoal | 228.796 | 250.856 |
| Depósito (c) | 1.369.569 | 1.516.185 |
| Outras contas a receber (b) | 522.878 | 391.655 |
| Pagamentos antecipados | 2.068.659 | 1.361.727 |
| Outros impostos | - | 16.872 |
| | 4.318.868 | 3.661.377 |
| | 5.669.661 | 7.835.098 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 101 24. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a discriminação de caixa e seus equivalentes constantes na demonstração consolidada dos fluxos de caixa e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes na demonstração consolidada da posição financeira naquelas datas são como segue:
25. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL ACIONISTAS DA EMPRESA - MÃE
Composição do capital: Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o capital encontrava-se totalmente subscrito e realizado e ascendia a 84.000.000 Euros, sendo constituído por 168.000.000 ações com o valor nominal de cinquenta cêntimos, sendo detido como segue, de acordo com as participações comunicadas à CMVM: Prémios de emissão de ações: O valor registado nesta rubrica resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital, ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos acionistas, podendo, contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital.
Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital. Conforme deliberado em Assembleia Geral de acionistas, realizada em 26 de maio de 2023, o resultado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2022 de 9.963.930 Euros, apurado nas demonstrações financeiras individuais da Impresa, foram aplicados conforme segue: - 9.465.733 Euros em reservas livres; e - 498.197 Euros em reservas legais. O diferencial entre o resultado líquido individual e o consolidado, nas contas consolidadas, foi transferido para resultados transitados.
2023 2022 | Numerário | 35.800 | 46.274 |
| Depósitos bancários | 13.164.733 | 21.057.849 |
| | 13.200.533 | 21.104.123 |
| Descobertos bancários (Nota 26) | (3.923.800) | (840.060) |
| | 9.276.733 | 20.264.063 |
| | | 2023 | | 2022 | |
| | | Percentagem | | Percentagem | |
| | | detida | Montante | detida | Montante |
Impreger - | Sociedade Gestora | | | | |
| de Participações Sociais, S.A. ("Impreger") | 50,31% | 42.257.294 | 50,31% | 42.257.294 |
| Outros | | 49,69% | 32.872.702 | 49,69% | 32.872.702 |
| | | 100,00% | 84.000.000 | 100,00% | 84.000.000 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 102 Conforme deliberado em Assembleia Geral de acionistas, realizada em 24 de maio de 2022, o resultado líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2021 de 13.187.094 Euros, apurado nas demonstrações financeiras individuais da Impresa, foi aplicado conforme segue: - 8.455.698 Euros em resultados transitados; - 4.072.041 Euros em reservas livres; e - 659.355 Euros em reservas legais. O diferencial entre o resultado líquido individual e o consolidado, nas contas consolidadas, foi transferido para resultados transitados.
26. EMPRÉSTIMOS OBTIDOS Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o saldo de dívidas referente a empréstimos obtidos tem a seguinte | composição: | | |
| | 31 de dezembro de 2023 | 31 de dezembro de 2022 |
| | Valor de balanço Valor nominal | Valor de balanço Valor nominal |
| Entidades financiadoras | Não corrente Corrente Não corrente Corrente | Não corrente Corrente Não corrente Corrente |
Em 31 de dezembro de 2023, o movimento ocorrido no saldo de dívidas a instituições de crédito, separado por movimentos com fluxos de caixa associado e sem fluxo de caixa, foi como segue: Em 31 de dezembro de 2022, o movimento ocorrido no saldo de dívidas a instituições de crédito, separado por movimentos com fluxos de caixa associado e sem fluxo de caixa, foi como segue:
| Empréstimo obrigacionista 2021-2025 - OPT (b) | 10.775.964 | - | 11.066.790 | - | 10.581.354 | - | 11.066.790 | - |
| Empréstimo obrigacionista 2021-2025 - OPS (b) | 18.435.662 | - | 18.933.210 | - | 18.102.720 | - | 18.933.210 | - |
| Empréstimos bancários (c) | 60.035.007 | 14.663.586 | 61.184.410 | 14.915.224 | 74.453.911 | 12.524.591 | 76.045.569 | 12.756.693 |
| Contas correntes caucionadas (d) | - | 17.210.000 | - | 17.210.000 | - | 6.550.000 | - | 6.550.000 |
| Descobertos bancários (e) (Nota 24) | - | 3.923.800 | - | 3.923.800 | - | 840.060 | - | 840.060 |
| Passivos de locação | 1.722.700 | 1.933.540 | 1.722.700 | 1.933.540 | 2.491.013 | 2.809.165 | 2.491.013 | 2.809.165 |
| | 90.969.333 | 37.730.926 | 92.907.110 | 37.982.564 | 105.628.998 | 22.723.816 | 108.536.582 | 22.955.918 |
| | 1 de janeiro de | | Movimento sem fluxo de caixa | 31 de dezembro |
| | 2023 | Fluxos de caixa do exercício | Novos contratos Efeito do custo | de 2023 |
| Empréstimos obtidos | Valor de balanço | Recebimentos (Pagamentos) | de locação amortizado | Valor de balanço |
| Empréstimo obrigacionista 2021-2025 - OPT (b) | 10.581.354 | - | - | - | 194.610 | 10.775.964 |
| Empréstimo obrigacionista 2021-2025 - OPS (b) | 18.102.720 | - | - | - | 332.942 | 18.435.662 |
| Empréstimos bancários (c) | 86.978.502 | - | (13.016.440) | - | 736.533 | 74.698.592 |
| Passivos de locação | 5.300.178 | - | (2.951.593) | 1.307.655 | - | 3.656.240 |
| Contas correntes caucionadas (d) | 6.550.000 | 10.660.000 | - | - | - | 17.210.000 |
| | 127.512.754 | 10.660.000 | (15.968.033) | 1.307.655 | 1.264.085 | 124.776.458 |
Descobertos bancários (e) (Nota 24) 840.060 - 3.083.740 - - 3.923.800 128.352.814 10.660.000 (12.884.293) 1.307.655 1.264.085 128.700.258 | | 1 de janeiro de | | Movimento sem fluxo de caixa | 31 de dezembro |
| | 2022 | Fluxos de caixa do exercício | Novos contratos Efeito do custo | de 2022 |
| Empréstimos obtidos | Valor de balanço | Recebimentos (Pagamentos) | de locação amortizado | Valor de balanço |
| Empréstimo obrigacionista 2019-2022 (a) | 39.680.704 | - | (39.680.704) | - | - | - |
| Empréstimo obrigacionista 2021-2025 - OPT (b) | 10.381.662 | - | - | - | 199.692 | 10.581.354 |
| Empréstimo obrigacionista 2021-2025 - OPS (b) | 17.761.084 | - | - | - | 341.636 | 18.102.720 |
| Empréstimos bancários (c) | 77.543.732 | 20.000.000 | (10.721.018) | - | 155.788 | 86.978.502 |
| Passivos de locação | 8.141.450 | - | (3.891.351) | 1.050.079 | - | 5.300.178 |
| Contas correntes caucionadas (d) | 6.200.000 | 350.000 | - | - | - | 6.550.000 |
| | 159.708.632 | 20.350.000 | (54.293.073) | 1.050.079 | 697.116 | 127.512.754 |
Descobertos bancários (e) (Nota 24) 2.830.919 - (1.990.859) - - 840.060 162.539.551 20.350.000 (56.283.932) 1.050.079 697.116 128.352.814 
IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 103 (a) Empréstimo obrigacionista de 1.700.000 obrigações com valor unitário de 30 Euros e um valor global inicial de 51.000.000 Euros. O empréstimo obrigacionista emitido em 10 de julho de 2019, com maturidade em 11 de julho de 2022, com uma taxa de juro fixa bruta de 4,50%, e foi reembolsado no decurso do exercício findo em 31 de dezembro de 2022. (b) No exercício findo 31 de dezembro de 2021, a Empresa procedeu à emissão de um novo empréstimo obrigacionista no valor de 30.000.000 Euros, com o prazo de 2021-2025. No âmbito desta emissão a SIC dava a oportunidade, aos obrigacionistas da emissão anterior (2019-2022), de trocar as obrigações desta emissão. Resultante desta emissão, foram subscritas novas obrigações no valor aproximado de 18.933.000 Euros e foram trocadas obrigações no valor aproximado de 11.067.000 Euros, as quais foram registadas contabilisticamente como uma operação de troca de passivos sem lugar ao desreconhecimento do anterior passivo. Ao abrigo deste financiamento o Grupo assumiu determinadas obrigações entre as quais o cumprimento de rácios financeiros e, ainda, não deixar de deter a totalidade do capital da SIC. Em 31 de dezembro de 2023, este financiamento encontra-se admitido à negociação (Euronext), sendo o seu valor de mercado no montante de 29.772.000 Euros. (c) O Grupo assumiu, com várias instituições bancárias nacionais, a contratação de empréstimos bancários a condições de mercado e com maturidades superiores a um ano, os quais incluem o cumprimento de um conjunto de obrigações, nomeadamente diversos covenants e restrições relacionadas com a aquisição e alienação de ativos e com a distribuição de dividendos. Acresce referir que, como garantia do integral cumprimento de alguns empréstimos contratados, o Grupo subscreveu livranças em branco, foi cedido em penhor ações representativas de 100% do capital da SIC (Nota 30), a Impresa deverá manter pelo menos 51% do capital da SIC e a Impreger não deverá reduzir a sua participação na Impresa abaixo de 50,01% do seu capital.
(d) Conta-correntes caucionadas obtidas pelas empresas do Grupo as quais vencem juros calculados a taxas normais de mercado, para operações similares. O Grupo entende que, face ao histórico e à evolução da sua operação, estas linhas de crédito não sofrerão uma penalização significativa no momento da sua renovação. (e) Os descobertos bancários vencem juros a taxas de mercado para operações similares. Em 31 de dezembro de 2023, os financiamentos obtidos, de acordo com o seu valor nominal, têm o seguinte plano de reembolso: | 2024 | 36.049.024 |
| 2025 | 45.544.300 |
| 2026 | 17.274.238 |
| 2027 | 12.147.531 |
| 2028 | 6.380.156 |
| 2029 | 9.838.185 |
| | 127.233.434 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 104 Em 31 de dezembro de 2023, os passivos de locação têm o seguinte plano de reembolso: Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o Grupo tinha plafonds de crédito aprovados e não utilizados nos montantes de, aproximadamente, 29.921.000 Euros e 43.760.000 Euros, respetivamente. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a taxa de juro efetiva em cada empréstimo foi como segue: Na Nota 34 é apresentada informação relativa à exposição do Grupo ao risco de taxa de juro em função dos empréstimos em vigor. O Conselho de Administração entende que não existe qualquer incumprimento das obrigações decorrentes dos empréstimos anteriormente referidos, quer quanto à manutenção das principais participações sociais nas empresas subsidiárias, quer de limitação de investimentos ou distribuição de dividendos, quer de convenants financeiros. No âmbito daqueles covenants, os rácios financeiros a cumprir, não aplicáveis a todos os financiamentos, correspondem ao “Rácio da dívida remunerada líquida/EBITDA”, ao “Rácio de autonomia financeira” e ao “Rácio do resultado operacional/juros financeiros”, dos quais a existência de eventuais incumprimentos, poderá decorrer a faculdade às instituições financeiras e obrigacionistas de solicitar o reembolso antecipado dos financiamentos e/ou alteração das condições dos financiamentos anteriormente acordados.
| 2024 | 1.933.541 |
| 2025 | 1.142.468 |
| 2026 | 390.110 |
| 2027 | 190.124 |
| | 3.656.242 |
Entidades financiadoras 2023 2022 | Empréstimo obrigacionista 2021-2025 - OPT | 5,72% | 5,72% |
| Empréstimo obrigacionista 2021-2025 - OPS | 4,98% | 4,98% |
| Empréstimos bancários | 4,34% - 6,94% | 1,61% - 4,87% |
| Contas correntes caucionadas | 5,20% | 2,29% |

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27.1 Perdas por imparidade de contas a receber Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, realizaram-se os seguintes movimentos nos saldos das rubricas de perdas por imparidade acumuladas: 27.2 Provisões e outras perdas por imparidade Os movimentos nas rubricas de provisões e outras perdas por imparidade durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 foram os seguintes: Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os reforços e as utilizações verificadas no movimento das provisões decorrem da constituição e utilização, respetivamente, do saldo para fazer face a responsabilidades decorrentes essencialmente de litígios judiciais e extrajudiciais do Grupo. No exercício findo em 31 de dezembro de 2023 decorrente da extinção de responsabilidade do Grupo referente a acontecimentos passados no qual deixou-se de prever o pagamento de fluxos futuros, o Grupo reverteu uma provisão no valor de 2.628.000 Euros.
Perdas por imparidade em contas a receber (Notas 10 e 22) | Saldo em 31 de dezembro de 2021 | 7.790.706 |
| Reforços | 114.123 |
| Reversões | (71.193) |
| Utilizações | (565.024) |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 7.268.612 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 7.268.612 |
| Reforços | 232.062 |
| Reversões | (244.962) |
| Utilizações | (756.834) |
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | 6.498.878 |
| | Perdas por | Perdas por |
| Provisões | imparidade | imparidade em |
| para | em outros | investimentos |
| riscos e | ativos | financeiros |
| encargos | (Nota 23) | (Nota 20) |
| Saldo em 31 de dezembro de 2021 | 5.782.701 | - | 35.000 |
| Reforços | 150.000 | | - |
| Utilizações | (77.500) | - | - |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 5.855.201 | - | 35.000 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2022 | 5.855.201 | | 35.000 |
| Reforços | 150.000 | 2.520.000 | - |
| Reversões | (2.628.000) | - | - |
| Utilizações | (122.196) | - | - |
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | 3.255.005 | 2.520.000 | 35.000 |

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| | | 2023 | | 2022 |
| | Montante | Montante | Montante | Montante |
| Natureza | reclamado | provisionado | reclamado | provisionado |
| Fiscal (a) | 30.705 | 30.705 | 30.705 | 30.705 |
| Despedimento/Laboral | 849.632 | 440.116 | 1.410.633 | 558.597 |
| Coimas de publicidade | 1.724.567 | 219.956 | 1.739.567 | 193.956 |
| Abuso de liberdade de imprensa | 507.517 | 50.752 | 834.317 | 83.432 |
| Outros | 5.858.217 | 2.513.476 | 19.171.738 | 4.988.511 |
| | 8.970.638 | 3.255.005 | 23.186.960 | 5.855.201 |

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28. FORNECEDORES E CONTAS A PAGAR Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica tinha o seguinte detalhe: | | 2023 | 2022 |
| Corrente: | | |
| Fornecedores, conta corrente | 22.309.314 | 30.032.201 |
| Fornecedores de investimentos | 430.638 | 902.625 |
| | 22.739.952 | 30.934.826 |

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30. PASSIVOS CONTINGENTES E GARANTIAS PRESTADAS Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a Impresa mantém o penhor das ações representativas de 100% da SIC, para garantia do empréstimo contraído junto do Banco BPI, S.A. para financiar a aquisição daquela participação (Nota 26). Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, as empresas do segmento televisão tinham solicitado a emissão de garantias bancárias a favor de terceiros, como segue:
2023 2022 Adiantamentos de clientes 586.900 59.151 | Acréscimos de gastos: | | |
| Acordos comerciais | 11.573.639 | 14.710.270 |
| Férias e subsídio de férias a liquidar ao pessoal | 5.642.712 | 5.469.541 |
| Custos com produção de programas | 1.757.928 | 2.892.302 |
| Indemnizações | 2.569.669 | 2.020.000 |
| Outros custos a pagar | 5.367.552 | 5.145.696 |
| | 26.911.500 | 30.237.809 |
| Proveitos diferidos: | | |
| Faturação antecipada publicidade | 985.990 | 454.527 |
| Assinaturas de jornais | 921.851 | 792.517 |
| Subsídios | - | 104.746 |
| Outros proveitos diferidos | 850.483 | 821.590 |
| | 2.758.324 | 2.173.380 |
| Estado e outros entes públicos: | | |
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 4.652.094 | 4.679.319 |
| Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares | 1.423.234 | 1.390.650 |
| Contribuições para a Segurança Social | 1.613.518 | 1.546.101 |
| Instituto Português de Arte Cinematográfica | | |
| e Audiovisual/Cinemateca Portuguesa | 746.684 | 721.636 |
| Imposto do Selo | 142.235 | 158.254 |
| | 8.577.765 | 8.495.960 |
| Outros passivos: | | |
| Antecipação de créditos de contrato de cedência de sinal | 21.266.550 | 18.199.900 |
| Créditos de fornecedores garantidos por terceiros | 3.796.135 | 3.994.215 |
| Outros credores | 3.225.225 | 3.085.915 |
| | 28.287.909 | 25.280.030 |
| | 67.122.399 | 66.246.330 |
2023 2022 | Union des Associations Européennes de Football | 600.000 | 3.000.000 |
| ERC | 1.995.192 | 1.995.192 |
| Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna ("SGMAI") | - | 2.117.777 |
| Imopólis | 73.766 | 73.766 |
| Câmara Municipal de Oeiras | 2.099.116 | 508.245 |
| Tribunal de Oeiras | 4.000 | 4.000 |
| | 4.772.074 | 7.698.980 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 110 A garantia prestada à UEFA destina-se a garantir o bom cumprimento do contrato “UEFA Europa League 2021-2024”. As garantias prestadas à ERC decorrem de imposições da legislação em vigor para o licenciamento de canais e para a emissão de concursos televisivos. As garantias prestadas à SGMAI destinam-se a garantir o cumprimento integral dos concursos publicitários. A variação do montante das garantias prestadas, encontra-se relacionada com os concursos que existem em cada momento. As garantias prestadas à Câmara Municipal de Oeiras destinam-se, essencialmente, a garantir o cumprimento integral dos novos concursos publicitários. A partir de 2022 as garantias relacionadas com os concursos publicitários passam a ser a favor dos municípios ao invés da SGMAI. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a empresa do segmento “Publishing” tinha solicitado a emissão de uma garantia bancária a favor da SGMAI, no montante de 67.176 Euros e 54.847 Euros, respetivamente. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, as empresas do segmento “Outros” tinham solicitado a emissão de garantias bancárias a favor de terceiros como segue:
31. COMPROMISSOS ASSUMIDOS
31.1 Pensões Determinadas empresas do Grupo (Impresa e Impresa Publishing) assumiram o compromisso de conceder aos empregados e a administradores remunerados, admitidos até 5 de julho de 1993, prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, definida como sendo os valores em 2002. Em 1987, o Grupo criou um fundo de pensões autónomo para onde foram transferidas as suas responsabilidades pelo pagamento das prestações pecuniárias acima referidas. Adicionalmente, a Impresa Publishing assume a responsabilidade solidária com as restantes empresas, no cumprimento da totalidade das obrigações, nomeadamente, do financiamento do plano de pensões. De acordo com um estudo atuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor atual das responsabilidades do conjunto das empresas supra referidas por serviços passados dos seus empregados ativos e reformados em 31 de dezembro de 2023 e 2022 foi estimado em 2.006.686 Euros e 2.210.939 Euros, respetivamente, sendo que o valor do fundo, a essas datas,
ascendia a 2.987.886 Euros e 3.085.987 Euros, respetivamente. 2023 2022 | Autoridade Tributária e Aduaneira (Nota 27.4) | 1.180.163 | 1.180.163 |
| Tribubal da Comarca de Lisboa Oeste | 105.785 | 105.785 |
| Ass. Cova da Beira | 16.862 | 16.862 |
| Associação de Municipios da Terra Quente Transmontana | 15.696 | 15.696 |
| Infraestruturas de Portugal | 15.499 | 15.499 |
| Municipio de Coimbra | 11.476 | - |
| REN - Rede Electrica Nacional | 8.903 | 8.903 |
| CIMRC | 16.408 | 16.408 |
| | 1.370.792 | 1.359.316 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 111 O estudo foi efetuado utilizando o método denominado por “Projected Unit Credit” para o cálculo das pensões para invalidez e velhice e considerou, naquela data, os seguintes principais pressupostos e bases técnicas e atuariais: A taxa usada foi determinada com referência aos rendimentos do mercado em obrigações de alta qualidade, corporate, consistente com a moeda e o prazo esperado desses benefícios. A metodologia utilizada baseou-se na criação de uma curva de taxas de juro ajustada, tendo em conta o rendimento de dívida corporate de alta qualidade, que abranja as várias maturidades. Para tal, considerou-se a curva de taxas de juro swap da zona euro obtendo-se, através do método de bootstrapping, a curva de cupão zero. A curva de taxas de juro utilizadas resultou da aplicação de um spread de risco à curva de cupão zero obtida. Para a determinação do spread, considerou-se o índice iTraxx Europe Main, que comporta títulos de dívida corporate, da Europa, com notação de rating investment grade, sendo por isso consideradas de alta qualidade. As taxas dos prazos intermédios foram obtidas por interpolação linear, e para prazos inferiores a 3 ou superiores a 10 anos considerou- se uma taxa constante. O fundo de pensões encontra-se exposto aos seguintes riscos: - Risco da rentabilidade do fundo A definição da política de investimentos é da responsabilidade da Impresa, sob aconselhamento da Entidade Gestora, respeitando os limites e restrições definidos para cada classe de investimentos. A Caixa Gestão de Ativos, S.A. é a entidade responsável pela implementação da estratégia de gestão dos ativos financeiros que integram o Fundo de Pensões. Os títulos em carteira são selecionados, tendo por base as linhas orientadoras definidas, atendendo à conjuntura económico-financeira e às expectativas de evolução do mercado. A política de investimentos segue um modelo de gestão de benchmarks, onde se definem os limites máximos de exposição a cada classe de ativos e dos índices de referência de cada uma, relativamente aos quais é medida a performance. Verificam-se alguns desvios entre a composição da carteira alocada e a de benchmark, nomeadamente pela forte componente em mercado monetário. Esta situação deve-se, em parte, ao elevado sobre financiamento que o fundo apresenta. A composição da carteira de ativos obedece a um conjunto de regras que visam, através de uma sistemática dispersão de riscos e de um processo de benchmarking, referenciar e mensurar o desempenho e o risco da carteira, assegurando os princípios de diversificação e dispersão e riscos. 2023 2022 | Taxa de desconto | 4,25% | 4,25% |
| Taxa de crescimento salarial | 0,00% | 0,00% |
| Taxa de crescimento das pensões | 0,00% | 0,00% |
| Taxa de crescimento do salário mínimo nacional | 2,00% | 2,00% |
| Tábuas atuariais: | | |
| Mortalidade | TV 88/90 | TV 88/90 |
| Invalidez | EVK 80 | EVK 80 |
| Decrementos por invalidez | 100% EVK 80 | 100% EVK 80 |
| Idade da reforma | 66 anos | 66 anos |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 112 Existem ainda orientações precisas sobre a qualidade de crédito que fixam notações mínimas e delimitam o universo de investimentos. Foram efetuadas projeções dos fluxos financeiros previstos para os passivos até ao final da vida útil do Fundo de pensões. Este modelo de gestão, não sendo orientado especificamente para a minimização do mismatch entre ativos e passivos, justifica-se na medida em que a maturidade residual das responsabilidades com serviços passados ultrapassa os 65 anos, e a sua duração é de, aproximadamente, 10 anos, o que torna difícil uma estratégia de imunização eficaz. Esta estratégia não invalida que se efetuem rebalanceamentos à carteira, tendo em conta a evolução das responsabilidades. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rentabilidade da carteira de ativos foi 5,56% e -8,66%, respetivamente. A taxa de rendimento para os ativos, tendo em conta o benchmark definido, foi de 6,45% e -8,34% em cada exercício, inferior à taxa de rendimento considerada para a referida projeção. - Risco cambial A carteira é representada, preferencialmente, por títulos denominados na mesma moeda em que as responsabilidades são devidas, ou seja, em Euros e Dólares Americanos. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a percentagem da carteira exposta ao risco cambial foi de 2,63% e 2,89%, respetivamente. - Risco de liquidez Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o Fundo de pensões tinha responsabilidade com pensões em pagamento, a qual, pela avaliação da sua liquidez, foi considerada na definição da composição da respetiva carteira. Deste modo, naquelas datas, a percentagem da carteira investida em mercado monetário era de 3,4% e 0,7% respetivamente, pelo que as disponibilidades em carteira eram suficientes para fazer face ao pagamento das pensões previstas para os próximos três e quatro anos, respetivamente. - Risco de crédito O controlo do risco de crédito atende às maturidades de cada título e é feita quer em termos agregados, quer considerando isoladamente a taxa fixa quer a variável. Relativamente à política de investimentos estipula uma notação mínima de investment grade ou equivalente para quaisquer títulos a adquirir. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022 a carteira era composta em 100% por títulos com notação BBB- ou superior. Os títulos em causa são analisados e apenas se mantêm em carteira caso os mesmos estejam confortáveis com o emitente, bem como com a sua maturidade, sendo monitorizados em permanência. Adicionalmente, foram efetuadas análises de sensibilidade na carteira de ativos a oscilações, quer nas taxas de juro nos mercados acionistas e imobiliário. Assim, para a componente de rendimento fixo, consideram-se subidas na curva de taxa de juro de 1% e 2%, e descidas de 10% e 15% simultâneas nos mercados acionistas e imobiliário, tendo-se verificado em qualquer das simulações efetuadas, o valor da carteira de ativos revela-se suficiente para fazer face ao nível mínimo de solvência.

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 113 Acresce referir, que de modo a avaliar a adequação entre os ativos e as responsabilidades, que nas análises de sensibilidade efetuadas à carteira de ativos aos vários tipos de riscos inerentes aos ativos, que apesar da taxa de rentabilidade esperada para os ativos do fundo serem inferior à taxa de desconto utilizada, a manter-se este cenário, não é expectável que seja necessário efetuar qualquer contribuição para o Fundo nos próximos anos. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o movimento ocorrido no valor das responsabilidades por serviços passados dos seus empregados ativos e reformados e no valor dos ativos do plano do Grupo, foi como segue: Os ganhos e perdas financeiros decorrentes de diferenças entre os pressupostos utilizados na determinação do rendimento esperado dos ativos e os valores efetivamente verificados e os ganhos e perdas atuariais entre os pressupostos utilizados na determinação das responsabilidades, foram registados como rendimentos e gastos reconhecidos diretamente no capital próprio, como outro rendimento integral. Os restantes proveitos e custos foram registados na demonstração dos resultados. 2023 2022 | Valor presente da obrigação de benefícios | | |
| definidos no início do exercício | 2.210.939 | 2.863.685 |
| Benefícios pagos | (261.464) | (256.302) |
| Custo dos serviços correntes | 10.251 | 21.075 |
| Custo dos juros | 88.550 | 34.515 |
| Perdas/(ganhos) atuariais | (41.590) | (452.034) |
| Valor presente da obrigação de benefícios | | |
| definidos no final do exercício | 2.006.686 | 2.210.939 |
| Ativos do plano no início do exercício | 3.085.987 | 3.651.499 |
| Benefícios pagos | (261.464) | (256.302) |
| Juros do plano | 125.303 | 44.101 |
| Ganhos/(perdas) financeiras | 38.060 | (353.311) |
| Ativos do plano no final do exercício | 2.987.886 | 3.085.987 |
Superavit (Nota 23) 981.200 875.048 2023 2022 | Montantes reconhecidos na demonstração dos resultados: | | |
| Custo dos serviços correntes | (10.251) | (21.075) |
| Custo dos juros do plano | (88.550) | (34.515) |
| Juros do plano | 125.303 | 44.101 |
| | 26.502 | (11.489) |
| Montantes reconhecidos com outro rendimento integral: | | |
| Ganhos / (perdas) atuariais | 41.590 | 452.034 |
| Ganhos / (perdas) financeiras | 38.060 | (353.311) |
| | 79.650 | 98.723 |

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31.2 Compromissos para a aquisição de programas Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o Grupo tinha contratos ou acordos celebrados com terceiros para a compra de direitos de exibição de novelas, filmes, séries e outros programas não incluídos na demonstração consolidada da posição financeira, de acordo com os critérios valorimétricos utilizados (Nota 2.11), como segue: Em 31 de dezembro de 2022, os compromissos para aquisição de programas incluem 11.750.000 Euros, relativos a conteúdos a serem adquiridos a partes relacionadas (SP Televisão).
| | 2023 | | | 2022 | |
| Valor | | % | Valor | | % |
| Obrigações | 913.983 | 31% | 978.915 | 32% |
| Títulos de rendimento de dívida pública | 1.427.712 | 48% | 1.416.609 | 46% |
| Mercado monetário | 100.588 | 3% | 21.148 | 1% |
| Ações | 335.598 | 11% | 408.917 | 13% |
| Unidades de participação em fundos | | | | |
| de investimento imobiliário | 210.005 | 7% | 260.398 | 8% |
| | 2.987.886 | 100% | 3.085.987 | 100% |
| | | 31 de dezembro de 2023 | | | 31 de dezembro de 2022 | |
| | | Ano de disponibilidade dos títulos | | | Ano de disponibilidade dos títulos | |
| | | 2026 | | | 2025 | |
| Natureza | 2024 | 2025 e seguintes | Total | 2023 | 2024 e seguintes | Total |
| Entretenimento | 9.991.348 | - | 2.500 | 9.993.848 | 7.313.512 | 4.476.600 | - | 11.790.112 |
| Filmes | 77.339 | - | - | 77.339 | 124.811 | 3.600 | - | 128.411 |
| Formato | 600 | - | - | 600 | 1.200 | - | - | 1.200 |
| Novelas | 2.456.288 | - | - | 2.456.288 | 13.072.463 | - | - | 13.072.463 |
| Infantis | 163.725 | - | - | 163.725 | 61.501 | - | - | 61.501 |
| Documentários | 266.009 | - | 15.000 | 281.009 | 535.871 | - | 15.000 | 550.871 |
| Séries 60' | 169.261 | - | - | 169.261 | 127.530 | - | - | 127.530 |
| Desporto | 1.078.947 | - | - | 1.078.947 | 552.632 | - | - | 552.632 |
| Eventos | 27.500 | - | - | 27.500 | 2.838 | - | - | 2.838 |
| | 14.231.017 | - | 17.500 | 14.248.517 | 21.792.358 | 4.480.200 | 15.000 | 26.287.558 |
| | | 31 de dezembro de 2023 | | | 31 de dezembro de 2022 | |
| | | Ano limite para exibição dos títulos | | | Ano limite para exibição dos títulos | |
| | | 2026 | | | 2025 | |
| Natureza | 2024 | 2025 e seguintes | Total | 2023 | 2024 e seguintes | Total |
| Entretenimento | 532.197 | 3.297.099 | 6.164.552 | 9.993.848 | 82.077 | 556.800 | 11.151.236 | 11.790.112 |
| Filmes | 5.179 | 61.660 | 10.500 | 77.339 | 5.110 | 34.320 | 88.981 | 128.411 |
| Formato | - | - | 600 | 600 | - | 1.200 | - | 1.200 |
| Novelas | 2.456.228 | - | 60 | 2.456.288 | 1.322.184 | - | 11.750.280 | 13.072.463 |
| Infantis | - | 137.716 | 26.009 | 163.725 | - | 26.322 | 35.179 | 61.501 |
| Documentários | 71.031 | 4.328 | 205.650 | 281.009 | 383.313 | 91.320 | 76.238 | 550.871 |
| Séries 60' | 1.150 | 69.386 | 98.725 | 169.261 | 6.704 | 8.182 | 112.644 | 127.530 |
| Desporto | 1.078.947 | - | - | 1.078.947 | - | 552.632 | - | 552.632 |
| Eventos | - | - | 27.500 | 27.500 | - | 2.838 | - | 2.838 |
| | 4.144.733 | 3.570.190 | 6.533.594 | 14.248.517 | 1.799.388 | 1.273.612 | 23.214.558 | 26.287.558 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 115 31.3. Compromissos para a aquisição de ativos fixos tangíveis Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os compromissos assumidos com a compra de ativos fixos tangíveis ascendem a, aproximadamente, 695.000 Euros e 373.000 Euros, respetivamente.
32. PARTES RELACIONADAS Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os saldos e as transações com partes relacionadas são as seguintes: 31 de dezembro de 2023:
(a) Os saldos relativos a contas a pagar dizem respeito a saldos de fornecedores referentes à aquisição de direitos de exibição de novelas. (a) Os serviços obtidos dizem respeito, essencialmente, à aquisição de direitos de exibição de novelas. | | | Saldos | |
| Depósitos | Contas a | Contas a | Empréstimos |
| à ordem | receber | pagar | obtidos |
| Acionistas: | | | | |
| Grupo BPI | 2.949.573 | 1.459.566 | - | 40.775.061 |
| Grupo Madre (SP - Televisão, Lda.) (a) | - | 333.071 | 4.538.798 | - |
| Outras: | | | | |
| Exjogos - Jogos e Passatempos | - | - | 1.845 | - |
| | 2.949.573 | 1.792.637 | 4.540.643 | 40.775.061 |
| | | Transações | | |
| | | | Vendas e | |
| Serviços | Custos com | Custos | serviços | Proveitos |
| obtidos | o pessoal | financeiros | prestados | financeiros |
| Acionistas: | | | | | |
| Impreger | 36.900 | - | - | - | - |
| Grupo BPI | - | - | 3.779.684 | 264.504 | 82.431 |
| Grupo Madre (SP - Televisão, Lda.) (a) | 17.497.264 | - | - | 433.696 | - |
| Outras: | | | | | |
| Pessoal-chave do Grupo | - | 805.028 | - | - | - |
| Exjogos - Jogos e Passatempos | 20.100 | - | - | - | - |
| | 17.554.264 | 805.028 | 3.779.684 | 698.200 | 82.431 |

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| | | Saldos | |
| | Depósitos | Contas a | Contas a | Empréstimos |
| | à ordem | receber | pagar | obtidos |
(a) O montante diz respeito a prémios a pagar ao Conselho de administração e Comissão executiva referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2022. (a) Os serviços obtidos dizem respeito, essencialmente, à aquisição de direitos de exibição de novelas. Os termos ou condições praticadas entre a Impresa e partes relacionadas são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis. Alguns acionistas da Impresa são instituições financeiras, com as quais são estabelecidos acordos comerciais no normal decurso da atividade da Impresa, com condições semelhantes aos que normalmente são contratados entre entidades independentes. As atividades desenvolvidas no âmbito desses acordos comerciais respeitam, essencialmente, à prestação de serviços de publicidade por parte do Grupo Impresa e à concessão de empréstimos por parte dessas instituições financeiras. No início de 2005, o Grupo Impresa adquiriu, ao Grupo BPI e a outros pequenos acionistas, 49% do capital da SIC e obteve um empréstimo de 152.500.000 Euros (Nota 26) para financiar aquela aquisição. Os saldos e transações entre empresas incluídas no perímetro de consolidação foram anulados no processo de consolidação, estando evidenciados na Nota 8. No exercício findo em 31 de dezembro de 2019 o Grupo adotou um novo regulamento interno relativo à definição de partes relacionadas, atendendo à estrutura de governação do Grupo e ao processo de tomada de decisão, que passou a considerar “pessoal-chave da gerência” o Conselho de Administração e a Comissão Executiva Conjunta, uma vez que as principais decisões relacionadas com a sua atividade são tomadas por estes órgãos. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, as transações com o Conselho de Administração e Comissão executiva correspondem, essencialmente, às remunerações auferidas no desempenho das suas funções no Grupo Impresa. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, foram pagos complementos de pensões ao Presidente do Conselho de Administração no montante de 184.739 Euros em ambos os exercícios, pelo fundo de pensões. | Acionistas: | | | | |
| Impreger | - | - | 18.450 | - |
| Grupo BPI | 9.453.478 | 1.560.876 | - | 43.784.595 |
| Grupo Madre (SP - Televisão, Lda.) (a) | - | 86.715 | 4.689.816 | - |
| Outras: | | | | |
| Exjogos - Jogos e Passatempos | - | - | 1.845 | - |
| | 9.453.478 | 1.647.591 | 4.728.849 | 43.784.595 |
| | | Transações | | |
| | | | Vendas e | |
| Serviços | Custos com | Custos | serviços | Proveitos |
| obtidos | o pessoal | financeiros | prestados | financeiros |
| Acionistas: | | | | | |
| Impreger | 73.800 | - | - | - | - |
| Grupo BPI | - | - | 2.190.568 | 276.067 | 13.646 |
| Grupo Madre (SP - Televisão, Lda.) (a) | 16.525.988 | - | - | 486.753 | - |
| Outras: | | | | | |
| Pessoal-chave do Grupo | - | 771.972 | - | - | - |
| Exjogos - Jogos e Passatempos | 18.600 | - | - | - | - |
| | 16.618.388 | 771.972 | 2.190.568 | 762.819 | 13.646 |

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34. INSTRUMENTOS FINANCEIROS O Grupo gere o seu capital para assegurar que as empresas participadas prosseguem as suas operações numa ótica de continuidade. Neste contexto, o Grupo analisa periodicamente, para todas as empresas que dele fazem parte, a sua estrutura de capital (próprio e alheio) e maturidade da dívida, procedendo ao respetivo financiamento sempre que necessário.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os instrumentos financeiros eram os seguintes: Relativamente ao empréstimo obrigacionista 2021-2025, em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o seu valor de mercado era 29.772.000 e 29.850.000 Euros, respetivamente. Relativamente aos restantes empréstimos, em 31 de dezembro de 2023, conforme identificado na Nota 26, o Grupo entende que os montantes pelos quais os empréstimos se encontram registados não diferem significativamente do seu justo valor ou são superiores a este. Com efeito, o justo valor dos empréstimos obtidos dependerá significativamente do nível de risco atribuído pelas entidades financiadoras e das condições que a Impresa conseguiria obter em 31 de dezembro de 2023 e 2022 se fosse ao mercado contratar financiamentos de prazo e montantes semelhantes aos que tem em curso naquela data.
2023 2022 | Dólar americano (USD) | 1,1050 | 1,0666 |
| Franco Suiço (CHF) | 0,9260 | 0,9847 |
| Libra Esterlina (GBP) | 0,8691 | 0,8869 |
| Dólar Australiano (AUD) | 1,6263 | 1,5693 |
| Dólar Canadiano (CAD) | 1,4642 | 1,4440 |
| Real do Brasil (BRL) | 5,3618 | 5,6386 |
| | 2023 | 2022 |
| Ativos financeiros: | | |
| Contas a receber de terceiros | 24.141.924 | 29.162.587 |
| Caixa e seus equivalentes (Nota 24) | 9.276.733 | 20.264.063 |
| | 33.418.657 | 49.624.488 |
| Passivos financeiros: | | |
| Empréstimos obtidos (Nota 26) | 124.776.458 | 127.512.754 |
| Contas a pagar a terceiros | 87.104.027 | 95.007.776 |
| | 212.463.081 | 222.520.530 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 118 É entendimento do Grupo que a generalidade dos empréstimos têm spreads de mercado, na medida em que foram renegociados recentemente, ou as taxas de juro são atualizadas periodicamente, pelo que as suas condições estão atualizadas face à situação dos mercados financeiros, refletindo deste modo o nível de risco atribuído pelos financiadores.
O Grupo Impresa encontra-se exposto essencialmente aos seguintes riscos financeiros: a) Risco de taxa de juro Os riscos da taxa de juro estão essencialmente relacionados com os juros suportados com a contratação de diversos financiamentos com taxas de juro variáveis. Exceto quanto ao empréstimo obrigacionista cuja taxa é fixa, os empréstimos contratados encontram-se expostos a alterações nas taxas de juro de mercado. Caso as taxas de juro de mercado tivessem sido superiores ou inferiores em 1% durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o resultado líquido daqueles exercícios teria diminuído ou aumentado em, aproximadamente, 996.000 Euros e 963.000 Euros, respetivamente, não considerando o respetivo efeito fiscal. b) Risco de taxa de câmbio Os riscos de taxa de câmbio referem-se a dívidas denominadas em moeda estrangeira diferente da moeda do Grupo, o Euro. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os riscos de taxa de câmbio estão essencialmente relacionados com contratos de aquisição de direitos de transmissão de programas de televisão celebrados com diversas produtoras estrangeiras. Com o objetivo de reduzir o nível de risco a que o Grupo está exposto, foi contraído um empréstimo que, em 31 de dezembro de 2023 e 2022, ascendia a 2.702.829 Euros, o qual foi convertido num depósito a prazo em USD, que, em 31 de dezembro de 2023 e 2022, ascendia a 4.072.398 Euros e 4.219.014 Euros, respetivamente (Nota 23). Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o Grupo não contratou forwards cambiais. Os saldos a pagar em moeda estrangeira, expressos em Euros, ao câmbio de 31 de dezembro de 2023 e 2022, são conforme segue: 2023 2022 | Dólar americano (USD) | 1.698.231 | 2.234.599 |
| Libra Esterlina (GBP) | 15.182 | 5.585 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 119 Os saldos a receber em moeda estrangeira, expressos em Euros, ao câmbio de 31 de dezembro de 2023 e 2022, são conforme segue:
c) Risco de crédito O risco de crédito está essencialmente relacionado com as contas a receber resultantes das operações das diversas empresas do Grupo (Nota 22). Para reduzir o risco de crédito, as empresas do Grupo têm definidas políticas de concessão de crédito, com definição de limites de crédito por cliente e prazos de cobrança, e políticas de descontos financeiros de antecipação ou pronto pagamento. O risco de crédito é monitorizado regularmente por cada um dos negócios do Grupo com o objetivo de: - limitar o crédito concedido a clientes, considerando o respetivo perfil e antiguidade da conta a receber; - acompanhar a evolução do nível de crédito concedido; - analisar a recuperabilidade dos valores a receber numa base regular. As perdas por imparidade para as contas a receber são calculadas considerando: - a análise da antiguidade das contas a receber; - as perdas esperadas; - o perfil de risco do cliente; - o histórico de relacionamento comercial e financeiro com o cliente; - acordos de pagamento existentes; - as condições financeiras dos clientes. O movimento nas perdas por imparidade de contas a receber encontra-se divulgado na Nota 27.1. O Conselho de Administração considera que as perdas por imparidade estimadas em contas a receber se encontram adequadamente refletidas nas demonstrações financeiras consolidadas, não existindo
necessidade de reforçar as perdas por imparidade de contas a receber.
2023 2022 | Dólar americano (USD) | 908.038 | 562.061 |
| Franco Suiço (CHF) | 32.820 | 7.940 |
| Dólar Australiano (AUD) | 1.000 | 3.000 |
| Dólar Canadiano (CAD) | 56.430 | 72.317 |
| Real Brasileiro (BRL) | 94.162 | - |
| | 1.092.450 | 645.318 |

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 120 Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, as contas a receber de terceiros incluem saldos vencidos conforme segue, para os quais não foram registadas perdas por imparidade, por o Conselho de Administração considerar que as mesmas são realizáveis:
d) Risco de liquidez O risco de liquidez pode ocorrer se as fontes de financiamento, como sejam os fluxos de caixa operacionais, de desinvestimento, de linhas de crédito e os fluxos de caixa obtidos de operações de financiamento, não satisfizerem as necessidades de financiamento, como sejam as saídas de caixa para atividades operacionais e de financiamento, os investimentos, a remuneração dos acionistas e o reembolso de dívida perspetivado no curto prazo. Para reduzir este risco, o Grupo procura manter uma posição líquida e uma maturidade média da dívida que lhe permita a amortização da sua dívida em prazos adequados. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o valor dos plafonds de crédito aprovados e não utilizados ascende a, aproximadamente, 29.921.000 Euros e 43.760.000 Euros, respetivamente, que, no entendimento do Conselho de Administração, tendo também em consideração as principais projeções de cash-flow para 2024, e a capacidade do Grupo em renovar as linhas correntes utilizadas, serão suficientes para o Grupo liquidar as suas responsabilidades financeiras correntes a manter as suas operações em continuidade. Os passivos financeiros em 31 de dezembro de 2023 e 2022 vencem-se como segue: Passivos financeiros Até 1 ano 1 a 2 anos 2 a 3 anos Mais de 3 anos Total Remunerados: Empréstimos (a) 35.797.386 44.576.429 16.907.140 27.763.064 125.044.018 Credores por locações financeiras 1.933.541 1.142.468 390.110 190.122 3.656.240 Antecipação de créditos de contrato de cedência de sinal 21.266.550 - - - 21.266.550 Créditos de fornecedores garantidos por terceiros 3.796.135 - - - 3.796.135 62.793.611 45.718.896 17.297.249 27.953.186 153.762.943 Não remunerados: Fornecedores, conta corrente 22.309.314 - - - 22.309.314 Fornecedores de imobilizado 430.638 - - - 430.638 Outros passivos correntes 35.960.186 - - - 35.960.186 58.700.138 - - - 58.700.138 121.493.749 45.718.896 17.297.249 27.953.186 212.463.081 2023
Saldos vencidos 2023 2022 Até 90 dias 5.463.598 3.964.747 De 90 dias a 180 dias 319.653 273.311 Mais de 180 dias 583.235 219.728 6.366.486 4.457.786

IMPRESA - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. E SUAS SUBSIDIÁRIAS ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 (Montantes expressos em Euros) 121 (a) Esta rubrica não inclui os descobertos bancários.
35. EVENTOS SUBSEQUENTES Não ocorreram eventos materialmente relevantes que afetem a situação patrimonial e o equilíbrio financeiro do Grupo, e que, consequentemente, devam ser objeto de referência, ou que pela sua relevância devam ser objeto de divulgação.
36. REMUNERAÇÃO DOS REVISORES OFICIAIS DE CONTAS Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o montante da remuneração anual paga pelo Grupo aos Revisores Oficiais de Contas e a outras pessoas singulares ou coletivas pertencentes à mesma rede, foram como segue:
O CONTABILISTA CERTIFICADO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Passivos financeiros Até 1 ano 1 a 2 anos 2 a 3 anos Mais de 3 anos Total | Remunerados: | | | | | |
| Empréstimos (a) | 19.074.592 | 14.613.024 | 44.313.972 | 44.210.988 | 122.212.576 |
| Credores por locações | 2.809.165 | 1.598.532 | 830.879 | 61.602 | 5.300.178 |
| Antecipação de créditos de | | | | | |
| contrato de cedência de sinal | 18.199.900 | - | - | - | 18.199.900 |
| Créditos de fornecedores | | | | | |
| garantidos por terceiros | 3.994.215 | - | - | - | 3.994.215 |
| | 44.077.872 | 16.211.556 | 45.144.851 | 44.272.590 | 149.706.869 |
| Não remunerados: | | | | | |
| Fornecedores, conta corrente | 30.032.201 | - | - | - | 30.032.201 |
| Fornecedores de imobilizado | 902.625 | - | - | - | 902.625 |
| Outros passivos correntes | 41.878.835 | - | - | - | 41.878.835 |
| | 72.813.661 | - | - | - | 72.813.661 |
| | 116.891.533 | 16.211.556 | 45.144.851 | 44.272.590 | 222.520.530 |
2023 2022 | Pela Impresa (a) | | |
| Serviços de revisão de contas | 22.200 | 22.400 |
| Serviços de garantia de fiabilidade | 11.800 | 11.820 |
| | 34.000 | 34.220 |
| Por outras entidades do Grupo (a) | | |
| Serviços de revisão de contas | 173.200 | 173.200 |
| Serviços de garantia de fiabilidade | 26.800 | 26.800 |
| | 200.000 | 200.000 |
| Total Geral | 234.000 | 234.220 |
(a) Incluindo contas individuais e consolidadas V. CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS CONSOLIDADAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA

“Deloitte”, “nós” e “nossos” refere-se a uma ou mais firmas-membro e entidades relacionadas da Deloitte Touche Tohmatsu Limited (“DTTL”). A DTTL (também referida como “Deloitte Global”) e cada uma das firmas-membro e entidades relacionadas são entidades legais separadas e independentes entre si e, consequentemente, para todos e quaisquer efeitos, não obrigam ou vinculam as demais. A DTTL e cada firma-membro da DTTL e respetivas entidades relacionadas são exclusivamente responsáveis pelos seus próprios atos e omissões não podendo ser responsabilizadas pelos atos e omissões das outras. A DTTL não presta serviços a clientes. Para mais informação, aceda a www.deloitte.com/pt/about. A Deloitte é líder global na prestação de serviços de Audit & Assurance, Tax & Legal, Consulting, Financial Advisory e Risk Advisory a quase 90% da Fortune Global 500® entre milhares de empresas privadas. Os nossos profissionais apresentam resultados duradouros e mensuráveis, o que reforça a confiança pública nos mercados de capital, permitindo o sucesso dos nossos clientes e direcionando a uma economia mais forte, a uma sociedade mais equitativa e a um mundo mais sustentável. Com mais de 175 anos de história, a Deloitte está presente em mais de 150 países e territórios. Saiba como as 415.000 pessoas da Deloitte criam um impacto relevante no mundo em www.deloitte.com. Tipo: Sociedade Anónima | NIPC e Matrícula: 501776311 | Capital social: € 981.020,00 | Sede: Av. Eng. Duarte Pacheco, 7, 1070-100 Lisboa | Escritório no Porto: Bom Sucesso Trade Center, Praça do Bom Sucesso, 61 – 13º, 4150-146 Porto © 2024. Para informações, contacte Deloitte & Associados, SROC S.A. Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 Av. Eng. Duarte Pacheco, 7 1070-100 Lisboa Portugal Tel: +(351) 210 422 500 Fax: +(351) 210 427 950 www.deloitte.pt CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA RELATO SOBRE A AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS Opinião Auditámos as demonstrações financeiras consolidadas anexas da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (“Entidade”) e suas subsidiárias (“Grupo”), que compreendem a demonstração consolidada da posição financeira em 31 de dezembro de 2023 (que evidencia um total de 378.721.554 Euros e um total de capital próprio de 156.100.577 Euros, incluindo um resultado líquido consolidado negativo de 1.994.933 Euros), a demonstração consolidada dos resultados e de outro rendimento integral, a demonstração consolidada das alterações no capital próprio e a demonstração consolidada dos fluxos de caixa relativas ao ano findo naquela data, e as notas às demonstrações financeiras consolidadas, incluindo informações materiais sobre a política contabilística. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas anexas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materiais, a posição financeira consolidada da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. em 31 de dezembro de 2023 e o seu desempenho financeiro e fluxos de caixa consolidados relativos ao ano findo naquela data de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia. Bases para a opinião A nossa auditoria foi efetuada de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria (ISA) e demais normas e orientações técnicas e éticas da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. As nossas responsabilidades nos termos dessas normas estão descritas na secção “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras consolidadas” abaixo. Somos independentes das entidades que compõem o Grupo nos termos da lei e cumprimos os demais requisitos éticos nos termos do código de ética da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. Estamos convictos que a prova de auditoria que obtivemos é suficiente e apropriada para proporcionar uma base para a nossa opinião. Matérias relevantes de auditoria As matérias relevantes de auditoria são as que, no nosso julgamento profissional, tiveram maior importância na auditoria das demonstrações financeiras consolidadas do ano corrente. Essas matérias foram consideradas no contexto da auditoria das demonstrações financeiras consolidadas como um todo, e na formação da opinião, e não emitimos uma opinião separada sobre essas matérias.

Página 2 de 7 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 Descrição dos riscos de distorção material mais significativos identificados Síntese da resposta dada aos riscos de distorção material mais significativos identificados Imparidade do goodwill (referido nas Notas 2.4 e 17 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas) A demonstração consolidada da posição financeira em 31 de dezembro de 2023 inclui na rubrica “Goodwill” o montante de 268.622.821 Euros, relativo a goodwill gerados em concentrações de atividades empresariais ocorridas em anos anteriores, relacionadas, essencialmente, com as unidades geradoras de caixa da televisão e das publicações (jornais). A realização do valor do goodwill está dependente dos fluxos de caixa futuros das unidades geradoras de caixa correspondentes, pelo que existe o risco destes não serem suficientes para recuperar o valor do respetivo goodwill . Conforme referido na Nota 17 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas, o Grupo efetua anualmente testes de imparidade ao valor do goodwill , ou sempre que se verifiquem indícios de imparidade, recorrendo para esse efeito a uma entidade externa ao Grupo que prepara as avaliações das unidades geradoras de caixa, utilizando o método dos fluxos de caixa descontados, tendo por base as projeções futuras a cinco anos de cada negócio, considerando uma perpetuidade a partir do quinto ano, as quais, incluem diversos pressupostos relativos a um conjunto de variáveis que se encontram identificadas na Nota 17 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas. Considerando o valor da rubrica “Goodwill”, assim como a existência de um elevado número de pressupostos e estimativas que os testes de imparidade comportam, e a respetiva complexidade, a análise de imparidade do goodwill é uma matéria relevante de auditoria. Os nossos principais procedimentos para mitigar este risco incluíram: - Testes aos controlos internos considerados relevantes relativos à elaboração das análises de imparidade; - Obtenção dos testes de imparidade preparados pelo órgão de gestão com recurso a uma entidade externa e execução de um conjunto de procedimentos de auditoria, nomeadamente: i. análise do método utilizado pelo órgão de gestão; ii. análise da razoabilidade da informação utilizada nas projeções e dos pressupostos utilizados, considerando a conjuntura económica e o mercado atual, assim como o desempenho futuro esperado das unidades geradoras de caixa correspondentes; iii. comparação dos fluxos de caixa projetados, incluindo os principais pressupostos considerados, com o desempenho histórico das unidades geradoras de caixa e respetivos orçamentos preparados pelo Grupo; iv. realização de testes retrospetivos, comparando os valores projetados no ano anterior, com os valores reais do corrente exercício; e v. verificação da sua correção aritmética. - Envolvimento dos nossos especialistas internos para a avaliação dos principais pressupostos utilizados, nomeadamente taxas de desconto e da taxa de crescimento da perpetuidade; Avaliámos também a adequabilidade das divulgações aplicáveis (IAS 36), incluídas na Nota 17 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas.

Página 3 de 7 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 Reconhecimento da receita de publicidade (Referido nas Notas 2.16 e 9 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas) As receitas geradas através da exibição de anúncios publicitários em televisão correspondem a uma relevante fonte de receita do Grupo. Esta receita resulta, essencialmente, das campanhas publicitárias efetuadas pelos clientes nos meios do Grupo através de um elevado número de transações, das respetivas audiências (em televisão) e das condições acordadas com os clientes. Conforme referido na Nota 2.16 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas, a mensuração da referida receita depende de um processo complexo, nomeadamente da medição e perfil das respetivas audiências, dos descontos a atribuir em função do investimento publicitário efetuado pelos clientes e das restantes condições acordadas com estes. Atendendo ao risco da receita de publicidade ser incorretamente registada, considerando, nomeadamente, a aplicação das audiências medidas, dos descontos a conceder que se encontram negociados e das restantes condições acordadas com os clientes, consideramos uma matéria relevante de auditoria. Os nossos principais procedimentos para mitigar este risco incluíram: - Entendimento do ciclo de receita de publicidade e dos sistemas relevantes de suporte até ao seu reconhecimento. Neste procedimento foram envolvidos os nossos especialistas internos. Teste à eficácia operacional dos mecanismos de controlo interno considerados relevantes no apuramento e registo da receita; - Avaliação da política de reconhecimento da receita de publicidade adotada pelo Grupo por referência às normas contabilísticas aplicáveis; - Para uma amostra de ordens publicitárias reconhecidas como receita, foi efetuado o recálculo da receita apurada por referência às condições comerciais acordadas, respetiva exibição e/ou audiência atingida na respetiva faixa horária; - Para uma amostra de inserções publicitárias diárias, verificámos que as mesmas foram exibidas, faturadas e registadas contabilisticamente; - Conciliação dos registos contabilísticos com as listagens de ordens de publicidade extraídas do sistema de gestão de publicidade e com o módulo de faturação; - Teste de revisão analítica substantiva do montante de descontos atribuídos, considerando o investimento publicitário realizado nos meios do Grupo e as condições comerciais aplicáveis, comparando-o com o montante registado; - Aferição da fiabilidade das estimativas efetuadas pelo órgão de gestão, por referência à comparação dos descontos efetivamente concedidos no ano com as estimativas registadas em anos anteriores; - Confirmação de saldos, investimento publicitário, e responsabilidades em 31 de dezembro de 2023 com os principais clientes. Avaliámos também a adequabilidade das divulgações aplicáveis (IFRS 15) e incluídas no anexo às demonstrações financeiras consolidadas.

Página 4 de 7 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 Outras matérias As demonstrações financeiras do Grupo em 31 de dezembro de 2022 foram auditadas por outra Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, cuja Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria, datada de 21 de abril de 2023, expressa uma opinião sem reservas. Responsabilidades do órgão de gestão e do órgão de fiscalização pelas demonstrações financeiras consolidadas O órgão de gestão é responsável pela: - preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira, o desempenho financeiro e os fluxos de caixa do Grupo de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia; - elaboração do relatório único de gestão, relatório de governo societário, demonstração da informação não financeira consolidada e relatório sobre remunerações nos termos legais e regulamentares aplicáveis; - criação e manutenção de um sistema de controlo interno apropriado para permitir a preparação de demonstrações financeiras isentas de distorção material devido a fraude ou a erro; - adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados nas circunstâncias; e - avaliação da capacidade do Grupo de se manter em continuidade, divulgando, quando aplicável, as matérias que possam suscitar dúvidas significativas sobre a continuidade das atividades. O órgão de fiscalização é responsável pela supervisão do processo de preparação e divulgação da informação financeira do Grupo. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras consolidadas A nossa responsabilidade consiste em obter segurança razoável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas como um todo estão isentas de distorções materiais devido a fraude ou a erro, e emitir um relatório onde conste a nossa opinião. Segurança razoável é um nível elevado de segurança mas não é uma garantia de que uma auditoria executada de acordo com as ISA detetará sempre uma distorção material quando exista. As distorções podem ter origem em fraude ou em erro e são consideradas materiais se, isoladas ou conjuntamente, se possa razoavelmente esperar que influenciem decisões económicas dos utilizadores tomadas com base nessas demonstrações financeiras. Como parte de uma auditoria de acordo com as ISA, fazemos julgamentos profissionais e mantemos ceticismo profissional durante a auditoria e também: - identificamos e avaliamos os riscos de distorção material das demonstrações financeiras consolidadas, devido a fraude ou a erro, concebemos e executamos procedimentos de auditoria que respondam a esses riscos, e obtemos prova de auditoria que seja suficiente e apropriada para proporcionar uma base para a nossa opinião. O risco de não detetar uma distorção material devido a fraude é maior do que o risco de não detetar uma distorção material devido a erro, dado que a fraude pode envolver conluio, falsificação, omissões intencionais, falsas declarações ou sobreposição ao controlo interno; - obtemos uma compreensão do controlo interno relevante para a auditoria com o objetivo de conceber procedimentos de auditoria que sejam apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia do controlo interno do Grupo; - avaliamos a adequação das políticas contabilísticas usadas e a razoabilidade das estimativas contabilísticas e respetivas divulgações feitas pelo órgão de gestão;

Página 5 de 7 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 - concluímos sobre a apropriação do uso, pelo órgão de gestão, do pressuposto da continuidade e, com base na prova de auditoria obtida, se existe qualquer incerteza material relacionada com acontecimentos ou condições que possam suscitar dúvidas significativas sobre a capacidade do Grupo para dar continuidade às suas atividades. Se concluirmos que existe uma incerteza material, devemos chamar a atenção no nosso relatório para as divulgações relacionadas incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas ou, caso essas divulgações não sejam adequadas, modificar a nossa opinião. As nossas conclusões são baseadas na prova de auditoria obtida até à data do nosso relatório. Porém, acontecimentos ou condições futuras podem levar a que o Grupo descontinue as suas atividades; - avaliamos a apresentação, estrutura e conteúdo global das demonstrações financeiras consolidadas, incluindo as divulgações, e se essas demonstrações financeiras representam as transações e os acontecimentos subjacentes de forma a atingir uma apresentação apropriada; - obtemos prova de auditoria suficiente e apropriada relativa à informação financeira das entidades ou atividades dentro do Grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas. Somos responsáveis pela orientação, supervisão e desempenho da auditoria do Grupo e somos os responsáveis finais pela nossa opinião de auditoria; - comunicamos com os encarregados da governação, incluindo o órgão de fiscalização, entre outros assuntos, o âmbito e o calendário planeado da auditoria, e as conclusões significativas da auditoria incluindo qualquer deficiência significativa de controlo interno identificada durante a auditoria; - das matérias que comunicamos aos encarregados da governação, incluindo o órgão de fiscalização, determinamos as que foram as mais importantes na auditoria das demonstrações financeiras consolidadas do ano corrente e que são as matérias relevantes de auditoria. Descrevemos essas matérias no nosso relatório, exceto quando a lei ou regulamento proibir a sua divulgação pública; e - declaramos ao órgão de fiscalização que cumprimos os requisitos éticos relevantes relativos à independência e comunicamos-lhe todos os relacionamentos e outras matérias que possam ser percecionadas como ameaças à nossa independência e, quando aplicável, quais as medidas tomadas para eliminar as ameaças ou quais as salvaguardas aplicadas. A nossa responsabilidade inclui ainda a verificação da concordância da informação constante do relatório único de gestão com as demonstrações financeiras consolidadas, e as verificações previstas nos números 4 e 5 do artigo 451.º do Código das Sociedades Comerciais em matéria de governo das sociedades, bem como a verificação de que a demonstração não financeira consolidada e o relatório de remunerações foram apresentados. RELATO SOBRE OUTROS REQUISITOS LEGAIS E REGULAMENTARES Formato eletrónico único europeu (ESEF) As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo referentes ao ano findo em 31 de dezembro de 2023 têm de cumprir os requisitos aplicáveis estabelecidos no Regulamento Delegado (UE) 2019/815 da Comissão, de 17 de dezembro de 2018 (“Regulamento ESEF”). O órgão de gestão é responsável pela elaboração e divulgação do relatório anual em conformidade com o Regulamento ESEF. A nossa responsabilidade consiste em obter segurança razoável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas, incluídas no relatório anual, estão apresentadas em conformidade com os requisitos estabelecidos no Regulamento ESEF.

Página 6 de 7 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 Os nossos procedimentos tomaram em consideração a Guia de Aplicação Técnica da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC) sobre o relato em ESEF e incluíram, entre outros: - a obtenção da compreensão do processo de relato financeiro, incluindo a apresentação do relatório anual no formato XHTML válido; e - a identificação e avaliação dos riscos de distorção material associados à marcação das informações das demonstrações financeiras consolidadas, em formato XBRL, utilizando a tecnologia iXBRL. Esta avaliação baseou-se na compreensão do processo implementado pela Entidade para marcar a informação. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas, incluídas no relatório anual, estão apresentadas, em todos os aspetos materiais, em conformidade com os requisitos estabelecidos no Regulamento ESEF. Sobre o relatório único de gestão Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 3, al. e) do Código das Sociedades Comerciais, somos de parecer que o relatório único de gestão foi preparado de acordo com os requisitos legais e regulamentares aplicáveis em vigor, a informação nele constante é concordante com as demonstrações financeiras consolidadas auditadas e, tendo em conta o conhecimento e apreciação sobre o Grupo, não identificámos incorreções materiais. Conforme referido no artigo 451.º, n.º 7 do Código das Sociedades Comerciais este parecer não é aplicável à demonstração não financeira consolidada incluída no relatório único de gestão. Sobre o relatório de governo societário Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 4, do Código das Sociedades Comerciais, somos de parecer que o relatório de governo societário inclui os elementos exigíveis ao Grupo nos termos do artigo 29.º-H do Código dos Valores Mobiliários, não tendo sido identificadas incorreções materiais na informação divulgada no mesmo, cumprindo o disposto nas alíneas c), d), f), h), i) e l) do nº1 do referido artigo. Sobre a demonstração não financeira consolidada Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 6, do Código das Sociedades Comerciais, informamos que o Grupo preparou um relatório separado do relatório de gestão, denominado Relatório de Sustentabilidade, que inclui a demonstração não financeira consolidada, conforme previsto no artigo 508.º-G do Código das Sociedades Comerciais, tendo o mesmo sido divulgado juntamente com o relatório único de gestão. Sobre o relatório de remunerações Dando cumprimento ao artigo 26.º-G, n.º 6, do Código dos Valores Mobiliários, informamos que a Entidade incluiu em capítulo autónomo, no seu relatório de governo societário, as informações previstas no n.º 2 do referido artigo. Sobre os elementos adicionais previstos no artigo 10º do Regulamento (UE) n.º 537/2014 Dando cumprimento ao artigo 10.º do Regulamento (UE) n.º 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, e para além da matéria relevante de auditoria acima indicadas, relatamos ainda o seguinte: - Fomos nomeados Revisores Oficiais de Contas da Entidade para o mandato de 2023 a 2026 na Assembleia Geral de acionistas realizada em 26 de maio de 2023; - O órgão de gestão confirmou-nos que não tem conhecimento da ocorrência de qualquer fraude ou suspeita de fraude com efeito material nas demonstrações financeiras consolidadas. No planeamento e execução da nossa auditoria de acordo com as ISA mantivemos o ceticismo profissional e concebemos procedimentos de auditoria para responder à possibilidade de distorção material das demonstrações financeiras consolidadas
Página 7 de 7 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 20161389 devido a fraude. Em resultado do nosso trabalho não identificámos qualquer distorção material nas demonstrações financeiras consolidadas devido a fraude; - Confirmamos que a opinião de auditoria que emitimos é consistente com o relatório adicional que preparámos e entregámos ao órgão de fiscalização do Grupo nesta data; e - Declaramos que não prestámos quaisquer serviços proibidos nos termos do artigo 5.º, número 1, do Regulamento (UE) n.º 537/2014, , de 16 de abril de 2014, e que mantivemos a nossa independência face ao Grupo durante a realização da auditoria. Lisboa, 17 de abril de 2024 ___________________________________________ Deloitte & Associados, SROC S.A. Representada por Luís Miguel Baptista da Costa, ROC Registo na OROC n.º 1602 Registo na CMVM n.º 20161212

“Deloitte”, “nós” e “nossos” refere-se a uma ou mais firmas-membro e entidades relacionadas da Deloitte Touche Tohmatsu Limited (“DTTL”). A DTTL (também referida como “Deloitte Global”) e cada uma das firmas-membro e entidades relacionadas sªo entidades legais separadas e independentes entre si e, consequentemente, para todos e quaisquer efeitos, nªo obrigam ou vinculam as demais. A DTTL e cada firma-membro da DTTL e respetivas entidades relacionadas sªo exclusivamente responsÆveis pelos seus prprios atos e omissıes nªo podendo ser responsabilizadas pelos atos e omissıes das outras. A DTTL nªo presta servios a clientes. Para mais informaªo, aceda a www.deloitte.com/pt/about. A Deloitte Ø lder global na prestaªo de servios de Audit & Assurance, Tax & Legal, Consulting, Financial Advisory e Risk Advisory a quase 90% da Fortune Global 500fi entre milhares de empresas privadas. Os nossos profissionais apresentam resultados duradouros e mensurÆveis, o que refora a confiana pœblica nos mercados de capital, permitindo o sucesso dos nossos clientes e direcionando a uma economia mais forte, a uma sociedade mais equitativa e a um mundo mais sustentÆvel. Com mais de 175 anos de histria, a Deloitte estÆ presente em mais de 150 pases e territrios. Saiba como as 415.000 pessoas da Deloitte criam um impacto relevante no mundo em www.deloitte.com. Tipo: Sociedade Anónima | NIPC e Matrícula: 501776311 | Capital social: € 981.020,00 | Sede: Av. Eng. Duarte Pacheco, 7, 1070-100 Lisboa | Escritrio no Porto: Bom Sucesso Trade Center, Praa do Bom Sucesso, 61 – 13”, 4150-146 Porto ' 2024. Para informaıes, contacte Deloitte & Associados, SROC S.A. Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC n” 43 Registo na CMVM n” 20161389 Av. Eng. Duarte Pacheco, 7 1070-100 Lisboa Portugal Tel: +(351) 210 422 500 www.deloitte.pt Ao Conselho de Administraªo da Impresa – Sociedade Gestora de Participaıes Sociais, S.A. Rua Ribeiro Sanches, 65 1200-787 Lisboa Relatrio do Revisor Oficial de Contas sobre o Certificado de Cumprimento de RÆcio Financeiro em 31 de dezembro de 2023 relacionado com os termos e definiıes do prospeto de oferta pœblica de subscriªo e de admissªo negociaªo do emprØstimo obrigacionista denominado Obrigaıes SIC 2021-2025 Introduªo Fomos contratados pelo Conselho de Administraªo da Impresa – Sociedade Gestora de Participaıes Sociais, S.A. (Impresa ou Entidade) para efetuar um trabalho de garantia de fiabilidade relativa ao exame do Certificado de Cumprimento de RÆcio Financeiro em 31 de dezembro de 2023 relacionado com os termos e definiıes do prospeto de oferta pœblica de subscriªo e de admissªo negociaªo do emprØstimo obrigacionista denominado “OBRIGAÇÕES SIC 2021-2025” (“Anexo I” ou “Certificado”). Salientamos que os critØrios e definiıes utilizados para o apuramento do rÆcio financeiro constante do Anexo I nªo se encontram definidos por lei ou regulamento, nem foram objeto de definiªo por qualquer organismo oficial, encontrando-se definidos no prospeto suprarreferido, apenas para utilizaªo do Conselho de Administraªo, dos obrigacionistas, e da Comissªo de Mercado de Valores MobiliÆrios, enquanto entidade de supervisªo do mercado de capitais onde as obrigaıes estªo cotadas. Responsabilidades O Conselho de Administraªo Ø responsÆvel pela correta preparaªo e apresentaªo do Certificado, segundo os termos e definiıes do prospeto, com base nas demonstraıes financeiras consolidadas auditadas da Impresa em 31 de dezembro de 2023. ainda responsabilidade do Conselho de Administraªo da Impresa a manutenªo de registos contabilsticos e a preparaªo de informaªo financeira que apresente de forma verdadeira e apropriada a posiªo financeira consolidada da Impresa, bem como a adoªo de polticas e critØrios contabilsticos adequados e a manutenªo de um sistema de controlo interno apropriado. A nossa responsabilidade consiste em verificar a razoabilidade das informaıes constantes do Certificado, e expressar um parecer profissional e independente sobre a sua adequada preparaªo e apresentaªo.

PÆgina 2 de 2 Deloitte & Associados, SROC S.A. Registo na OROC n” 43 Registo na CMVM n” 20161389 ´mbito O nosso trabalho foi efetuado de acordo com a Norma Internacional de Trabalhos de Garantia de Fiabilidade que Nªo Sejam Auditorias ou Revisıes de Informaªo Financeira Histrica - ISAE 3000 (revista). Somos independentes da Entidade e cumprimos as demais orientaıes tØcnicas e Øticas da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objetivo de obter garantia razoÆvel de fiabilidade sobre as informaıes constantes do Anexo I e expressar uma conclusªo profissional e independente sobre a sua adequada preparaªo e apresentaªo. Para tanto, o referido trabalho incluiu os seguintes procedimentos: - Verificaªo da sua correªo aritmØtica; - Verificaªo se a frmula e os parmetros considerados para cÆlculo do rÆcio financeiro estªo de acordo com os termos e definiıes do prospeto de oferta pœblica de subscriªo e de admissªo negociaªo do emprØstimo obrigacionista denominado “OBRIGAÇÕES SIC 2021-2025; - Verificaªo se as rubricas consideradas no cÆlculo dos indicadores Dvida financeira lquida e do EBITDA Recorrente Consolidado, conforme definido no Anexo I, sªo concordantes com as demonstraıes financeiras consolidadas auditadas da Impresa em 31 de dezembro de 2023. Aplicamos a Norma Internacional de Gestªo de Qualidade ISQM 1, a qual requer que seja desenhado, implementado e mantido um sistema de gestªo de qualidade abrangente que inclui polticas e procedimentos sobre o cumprimento de requisitos Øticos, normas profissionais e requisitos legais e regulamentares aplicÆveis. Entendemos que o trabalho efetuado proporciona uma base aceitÆvel para a emissªo do nosso relatrio. Parecer Em nossa opiniªo, as informaıes constantes do Certificado de Cumprimento de RÆcio Financeiro em 31 de dezembro de 2023 relacionado com os termos e definiıes do prospeto de oferta pœblica de subscriªo e de admissªo negociaªo do emprØstimo obrigacionista denominado “OBRIGAÇÕES SIC 2021-2025” (“Anexo I”), estªo adequadamente preparadas e apresentadas de acordo com os termos e definiıes do prospeto de oferta pœblica de subscriªo e de admissão à negociação do empréstimo obrigacionista denominado “OBRIGAÇÕES SIC 2021-2025”. Restriªo de uso Este relatrio destina-se apenas a informaªo e uso exclusivamente do Conselho de Administraªo da Impresa, para disponibilizaªo atravØs do sistema de difusªo de informaªo da Comissªo do Mercado de Valores MobiliÆrios nos termos e definiıes do prospeto de oferta pœblica de subscriªo e de admissªo negociaªo do emprØstimo obrigacionista denominado “OBRIGAÇÕES SIC 2021-2025” (“Anexo I”), nªo podendo ser utilizado para qualquer outro fim sem a nossa prØvia aprovaªo por escrito. Lisboa, 17 de abril de 2024 ___________________________________________ Deloitte & Associados, SROC S.A. Representada por Lus Miguel Baptista da Costa, ROC Registo na OROC n.” 1602 Registo na CMVM n.” 20161212

6,18 <6,50 (a) Empréstimos obtidos 128.700.259 (b) Caixa e equivalentes de caixa 13.200.533 (c) Resultado operacional 10.919.512 (d) Amortizações e depreciações do exercício 4.466.226 (e) Provisões e perdas por imparidade 42.000 (f) Alienação e abates de ativos não correntes - (g) Alienação de participações financeiras - (h) Indemnizações atribuídas ao pessoal 3.266.219 (i) Desfecho de processos judiciais e fiscais - (j) Reforço e reversões de perdas por imparidade de clientes (12.900) Limite Cláusula 7.9.3 Estes montantes foram obtidos a partir das demonstrações financeiras consolidadas da IMPRESA - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. em 31 de dezembro de 2023. O rácio e os itens que concorrem para o seu cálculo foram apurados conforme os termos e definições do prospeto de oferta pública de subscrição e admissão à negociação do empréstimo obrigacionista concretizado durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2021. Rácios 31 de dezembro de 2023 CERTIFICADO DE CUMPRIMENTO DE RÁCIO FINANCEIRO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 RELACIONADO COM OS TERMOS E DEFINIÇÕES DO PROSPETO DE OFERTA PÚBLICA DE SUBSCRIÇÃO E DE ADMISSÃO À NEGOCIAÇÃO DO EMPRÉSTIMO OBRIGACIONISTA DENOMINADO “OBRIGAÇÕES SIC 2021-2025” (Montantes expressos em Euros) Presidente do Conselho de Administração (ou CEO) Administrador da Área Financeira (ou CFO) Lisboa, 11 de abril de 2024 Rácio de Dívida financeira líquida / EBITDA Recorrente Consolidado = [(a)-(b)] / [(c)+...+(j)]
VI. VALORES MOBILIÁRIOS DETIDOS POR ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO

VALORES MOBILIÁRIOS DETIDOS POR ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO 136 VALORES MOBILIÁRIOS DETIDOS POR ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO (Ações e obrigações detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade com referência a 31/12/2023) Indicação sobre ações IMPRESA: Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização Ações Detidas em 31/12/22 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 2.520.000 0 0 2.520.000 Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão 10.000 0 0 10.000 Francisco Maria Supico Pinto Balsemão 8.246 0 0 8.246 António Mota de Sousa Horta Osório 0 0 0 0 Manuel Guilherme Oliveira da Costa 0 0 0 0 Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia 0 0 0 0 Ana Filipa Mendes Magalhães Saraiva Mendes 0 0 0 0 Francisco José Pereira Pinto de Balsemão (Presidente do Conselho de Administração) – Detinha 2.520.000 ações da IMPRESA, em 31/12/2022, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação durante o ano, se mantinha igual em 31/12/2023. A IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., na qual exerce o cargo de Presidente do Conselho de Administração e que é acionista maioritária da IMPRESA, detinha 84.514.588 ações da IMPRESA, em 31/12/2022, posição que se mantinha inalterada em 31/12/2023. A IMPREGER é detida maioritariamente pela BALSEGER, SGPS, S.A., na qual 99,99% dos direitos de voto são imputáveis ao Dr. Francisco José Pereira Pinto de Balsemão. Maria Mercedes Aliú Presas Pinto de Balsemão, esposa do Dr. Francisco José Pereira Pinto de Balsemão, detinha 868 ações da IMPRESA, em 31/12/2022, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação durante o ano, se mantinha igual em 31/12/2023. Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão (Administrador-Delegado) – Detinha 10.000 ações da IMPRESA, em 31/12/2022, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação durante o ano, se mantinha igual em 31/12/2023.

VALORES MOBILIÁRIOS DETIDOS POR ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO 137 Francisco Maria Supico Pinto Balsemão (Vice-Presidente do Conselho de Administração) – Detinha 8.246 ações da IMPRESA, em 31/12/2022, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação durante o ano, se mantinha igual em 31/12/2023. A IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., de que é Administrador, detinha, em 31/12/2022, 84.514.588 ações, posição que se mantinha igual em 31/12/2023. António Mota de Sousa Horta Osório (Vice-Presidente do Conselho de Administração) – Não adquiriu/alienou ações IMPRESA em 2023. Manuel Guilherme Oliveira da Costa (Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria) – Não adquiriu/alienou ações IMPRESA em 2023. Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia (Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria) – Não adquiriu/alienou ações IMPRESA em 2023. Ana Filipa Mendes Magalhães Saraiva Mendes (Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria) – Não adquiriu/alienou ações IMPRESA em 2023. Ações Detidas em 26/05/23 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Catarina do Amaral Dias Duff Burnay 0 0 0 0 Catarina do Amaral Dias Duff Burnay (Vogal do Conselho de Administração) – Não detinha ações IMPRESA aquando da sua eleição a 26/05/2023, não tendo efetuado qualquer aquisição/alienação até 31/12/2023. Revisor Oficial de Contas Ações Detidas em 26/05/23 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Deloitte & Associados, SROC, S.A. 0 0 0 0 João Carlos Henriques Gomes Ferreira – (Suplente) 0 0 0 0

VALORES MOBILIÁRIOS DETIDOS POR ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO 138 Indicação sobre Obrigações SIC 2021-2025: Em 11 de junho de 2021, a SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A., subsidiária detida a 100% pela IMPRESA – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., procedeu à emissão e admissão à negociação de 1.000.000 de obrigações, no valor nominal global de €30.000.000, com maturidade em 11 de junho de 2025, através de uma Oferta Pública de Subscrição de Obrigações SIC 2021-2025 e de uma Oferta Pública de Troca Parcial e Voluntária relativamente a Obrigações representativas do empréstimo obrigacionista denominado “Obrigações SIC 2019-2022” por Obrigações SIC 2021-2025. Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização da IMPRESA Obrigações SIC 2021-2025* Detidas em 31/12/22 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 200 0 0 200 Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão 100 0 0 100 Francisco Maria Supico Pinto Balsemão 0 0 0 0 António Mota de Sousa Horta Osório 0 0 0 0 Manuel Guilherme Oliveira da Costa 0 0 0 0 Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia 0 0 0 0 Ana Filipa Mendes Magalhães Saraiva Mendes 0 0 0 0 *Valor nominal unitário de 30€ Obrigações SIC 2021-2025 Detidas em 26/05/23 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Catarina do Amaral Dias Duff Burnay 0 0 0 0 Revisor Oficial de Contas Obrigações SIC 2021-2025 Detidas em 26/05/23 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Deloitte & Associados, SROC, S.A. 0 0 0 0 João Carlos Henriques Gomes Ferreira – (Suplente) 0 0 0 0
139 RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA
RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA 140 V I VII. RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA

141 RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA RELATÓRIO DE ATIVIDADE E PARECER DA COMISSÃO DE AUDITORIA EXERCÍCIO DE 2023 1. Introdução Nos termos da alínea g) do n.º 1 do artigo 423°F do Código das Sociedades Comerciais e da alínea c) do artigo 7º do Regulamento da Comissão de Auditoria da Impresa, SGPS, S.A., (“Impresa”) vem a Comissão de Auditoria: i. Apresentar o seu relatório de atividades de fiscalização realizadas durante o exercício de 2023; ii. Dar o seu parecer sobre o relatório de gestão, o relatório de governo das sociedades, a informação não financeira constante do relatório de sustentabilidade, as demonstrações financeiras consolidadas e individuais da Impresa, SGPS, S.A., incluindo as respetivas certificações legais das contas, e sobre a proposta, apresentada pelo Conselho de Administração, de aplicação dos resultados do exercício de 2023 e iii. Apresentar a declaração de conformidade dos documentos de prestação de contas relativo ao exercício findo em 31 de dezembro de 2023, conforme previsto na alínea c) do n.º 1 do artigo 29.º- G do Código dos Valores Mobiliários. A Comissão de Auditoria, eleita na Assembleia Geral de 26 de maio de 2023 para o mandato 2023-2026, é composta pelos seguintes elementos: Presidente: Manuel Guilherme Oliveira da Costa Vogais: Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes Os membros da Comissão de Auditoria cumprem a composição qualitativa indicada no artigo 414º do Código das Sociedades Comerciais, bem como os critérios de compatibilidade para o exercício das suas funções previstos no art.º 414º A. do mesmo código. A composição da Comissão de Auditoria cumpre os requisitos referidos no artigo 3º da Lei n.º 148/2015, de 9 de setembro, com as alterações introduzidas pelas Leis n.º 35/2018, de 20 de julho e n.º 99-A/2021, de 31 de dezembro. Assim, a Comissão de Auditoria inclui membros com habilitação académica adequada ao exercício de funções e/ou com experiência prévia no setor em que o Grupo Impresa opera. A maioria dos membros da Comissão de Auditoria, incluindo o seu Presidente, é considerada independente nos termos do n.º 5 do artigo 414.º do Código das Sociedades Comerciais, bem como da recomendação IV.2.4 do Código de Governo das Sociedades adotado pelo IPCG (revisto em 2023).

RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA 142 Os membros da Comissão de Auditoria participaram nas reuniões do Conselho de Administração, para as quais foram devida e atempadamente convocados, e das quais receberam posteriormente as respetivas atas, tendo apresentado, sempre que justificado, as recomendações e sugestões adequadas nos domínios do sistema de controlo interno e da auditoria, incluindo serviços de cumprimento normativo e gestão de riscos. Os membros da Comissão de Auditoria receberam atempadamente para sua análise todas as atas das reuniões das Comissões Executivas da SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. e da Impresa Publishing, S.A.. Na Assembleia Geral de 26 de maio, acima referida, foi eleito o Revisor Oficial de Contas da Impresa, SGPS, S.A. para o mandato 2023-2026, que passou a ser, conforme proposta da Comissão de Auditoria, a Deloitte & Associados, SROC, S.A., ROC nº 43, inscrita na CMVM com o n.º 20161389, representada por Luís Miguel Baptista da Costa, ROC nº 1602, inscrito na CMVM com o n.º 20161212. 2. Atividade desenvolvida 2.1 Acompanhamento e fiscalização da administração e gestão da Sociedade e do seu processo de prestação de informação financeira Durante o exercício de 2023, a Comissão de Auditoria procedeu ao acompanhamento e fiscalização da administração e gestão da Sociedade e dos procedimentos de preparação e divulgação de informação financeira (anual e semestral). Na atividade de 2023 foram sistematicamente tidos consideração os efeitos das alterações observadas no contexto económico e financeiro nacional e internacional, a evolução do mercado dos meios de comunicação social, a evolução económico-financeira do grupo, as necessidades de reporte de natureza ESG e o Plano Estratégico 2022-2025 do Grupo Impresa. Neste exercício, a Comissão de Auditoria realizou 14 reuniões, sempre com a presença de todos os seus membros. Estas reuniões contaram, quando oportuno, com a presença do ROC do Grupo Impresa, do Administrador-Delegado e do CFO da sua equipa executiva, da Diretora de Tesouraria e Gestão do Risco de Crédito, do Diretor de Contabilidade e Fiscalidade e do Coordenador do Comité de Risco. Complementarmente, a Comissão de Auditoria participou também, numa reunião conjunta com o Presidente do Comité de Estratégia, o Administrador-Delegado e o CFO da sua equipa executiva. A Comissão de Auditoria participou, ainda, enquanto órgão de fiscalização de uma sociedade emitente de valores cotados, numa reunião regular com a CMVM.

143 RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA Na sua abordagem à gestão da Sociedade, a Comissão de Auditoria concentrou, em particular, a sua atenção (i) na eficácia do sistema de controlo interno, incluindo os processos de gestão de riscos e de cumprimento normativo, (ii) na estrutura de financiamento e gestão de tesouraria, (iii) no sistema de segurança da informação e (iv) na evolução económico-financeira do Grupo Impresa. Quanto ao controlo da eficácia dos processos de cumprimento normativo, a Comissão de Auditoria debruçou-se em particular sobre a implementação do regime Geral de Prevenção da Corrupção, previsto no Decreto-Lei n.º 109-E/2021, de 9 de dezembro, bem como sobre a verificação do cumprimento das obrigações de divulgação previstas no Regulamento (UE) 2020/852, do Parlamento Europeu e do Conselho, comummente designado Regulamento Taxonomia. Em face da presente inexistência de uma Direção de Auditoria Interna, a Comissão de Auditoria manteve uma estreita relação com o Administrador-Delegado e a sua equipa executiva e concentrou a sua atenção na análise de processos cuja natureza e/ou montantes envolvidos acarretaram riscos potenciais mais elevados, continuando a manter aberta a possibilidade de contratar suplementarmente serviços de auditoria interna a empresas especializadas. Em maio de 2023, a Comissão de Auditoria procedeu à aprovação do seu Regulamento para o mandato 2023-26. No final do ano, revoltou a avaliar a necessidade de o rever, sem que lhe tenha merecido quaisquer novas alterações. No final de 2023, a Comissão de Auditoria avaliou igualmente a Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflitos de Interesses, sem que tenha promovido qualquer alteração à mesma. 2.2 Resultados da Revisão Legal das Contas A Comissão de Auditoria representou a sociedade, para todos os efeitos, junto do Revisor Oficial de Contas (ROC) e zelou para que fossem asseguradas as condições adequadas à prestação dos seus serviços. Foi, além disso, o interlocutor da empresa para com o Revisor Oficial de Contas e o primeiro destinatário dos respetivos relatórios. A Comissão de Auditoria efetuou de forma regular a supervisão dos trabalhos de auditoria às contas, tendo promovido reuniões regulares com o Revisor Oficial de Contas do Grupo Impresa. Como acima referido, a Deloitte & Associados, SROC, SA, à data ROC das empresas operacionais do Grupo Impresa, foi eleita como ROC da Impresa SGPS em maio de 2023, substituindo o ROC do anterior mandato, a BDO & Associados, SROC, Lda.

RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA 144 Assim, esta Comissão promoveu 3 reuniões no início do 2023 com a BDO, com vista à análise dos trabalhos de auditoria sobre as contas de 2022 e, ao longo de todo o exercício de 2023, 5 reuniões com a Deloitte para acompanhamento regular dos trabalhos do revisor oficial de contas do Grupo,. A Comissão de Auditoria analisou e apreciou a execução da proposta de prestação de serviços do Revisor Oficial de Contas, bem como o planeamento e execução dos trabalhos de audi toria e o ambiente de cooperação dos serviços da empresa com o Revisor Oficial de Contas. Foram igualmente discutidas com os auditores eventuais deficiências e pontos de melhoria identificados ao nível do sistema de controlo interno implementado e das políticas contabilísticas adotadas, bem como dos efeitos materiais de políticas, estimati vas e procedimentos adotados conducentes à prestação de informação financeira. No relatório de auditoria, o revisor oficial de contas aponta como matérias relevantes de auditoria a Imparidade do Goodwill e o reconhecimento da receita de publicidade em televisão. Este relatório não apresenta qualquer reserva do revisor às políticas contabilísticas adotadas, nem qualquer ênfase relativa a matérias para os quais o revisor pretenda chamar a atenção. O revisor oficial de contas considera que as demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materiais, a posição financeira consolidada da Impresa SGPS, S.A. em 31 de dezembro de 2023 e o seu desempenho financeiro e fluxos de caixa consolidados relativos ao ano findo naquela data, de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia. As avaliações e recomendações para melhoria do sistema de controlo interno, quer apresentadas pelos auditores, quer decorrentes do seu trabalho de fiscalização, foram reportadas pela Comissão de Auditoria ao Conselho de Administração. As reuniões havidas com os auditores, nas quais foram analisados e discutidos as políticas, processos e procedimentos associados à prestação de contas, possibilitaram à Comissão de Auditoria assegurar-se do rigor, competência e qualidade dos trabalhos de revisão e da independência do ROC no exercício das suas funções, permitindo assegurar a integridade do processo de preparação e divulgação de informação financeira. No âmbito dos seus trabalhos, foram, nomeadamente, objeto de análise pela Comissão de Auditoria os seguintes documentos:

145 RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA (i) Relatório Adicional ao Órgão de Fiscalização da Impresa, SGPS, relativo ao exercício findo em 31 de dezembro de 2023, emitido em cumprimento do artigo 11.º do Regulamento (UE) n.º 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014; (ii) Certificação Legal das Contas relativa às Demonstrações Financeiras Consolidadas da Impresa, SGPS, reportadas a 31 de dezembro de 2023; (iii) Certificação Legal das Contas relativa às Demonstrações Financeiras da Impresa, SGPS, reportadas a 31 de dezembro de 2023. 2.3 Honorários de revisão oficial das contas e de serviços distintos de auditoria Sempre que aplicável, a Comissão de Auditoria é solicitada a avaliar e dar a sua aprovação, devidamente registada em ata, à contratação do ROC para a prestação de serviços distintos dos serviços de revisão de contas, tendo em vista assegurar que, para além de constituírem serviços proibidos ao abrigo da legislação aplicável, a independência do auditor não é posta em causa. O valor total dos serviços prestados pelo Revisor Oficial de Contas, a Deloitte, ao Grupo Impresa, SGPS referentes ao exercício de 2023 ascenderam (valores sem IVA) a 234.000€, dos quais 195.400€ respeitaram a serviços de revisão legal das contas anuais das empresas do Grupo e 38.600 a serviços de garantia de fiabilidade, dos quais 35.000€ correspondem a serviços de revisão limitada sobre as contas semestrais e 3.600€, a serviços de garantia de fiabilidade sobre covenants financeiros. Apresenta-se em baixo a decomposição destes valores entre honorários faturados à Impresa, SGPS e honorários faturados a restantes empresas do Grupo:

RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA 146 2.4 Avaliação do Revisor Oficial de Contas Ao longo de 2023, a Comissão de Auditoria apreciou a atividade do Revisor Oficial de Contas, acompanhando e avaliando de forma regular o desempenho das suas funções e a sua independência, tendo concluído pela sua independência e considerado adequados os trabalhos conducentes à revisão legal das contas. O ROC comunicou formalmente à Comissão de Auditoria que o exercício das suas funções decorreu em conformidade com o cumprimento dos seus deveres de independência. 2.5 Apreciação dos negócios a realizar entre a sociedade e titulares de participação qualificada ou entidades que com eles estejam em qualquer relação Dando cumprimento à Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflitos de Interesses, a Comissão de Auditoria verificou em 2023 que as transações com partes relacionadas que lhe foram comunicadas foram realizadas no âmbito da atividade corrente da Impresa e em condições normais de mercado. Deloitte 2023 Honorários Impresa DF anuais 22 200 € DF semestrais 10 000 € Rácios 1 800 € 34 000 € Honorários Emp. Operacionais DF anuais 173 200 € DF semestrais 25 000 € Rácios 1 800 € 200 000 € Honorários Grupo DF anuais 195 400 € DF semestrais 35 000 € Rácios 3 600 € 234 000 €

147 RELATÓRIO DA COMISSÃO DE AUDITORIA 3. Parecer sobre os documentos de prestação de contas e sobre a proposta de aplicação dos resultados Face à ação de fiscalização por si desenvolvida, e para cumprimento do disposto na alínea g) do número 1 do artigo 423º-F, dos números 5 e 6 do artigo 420º, aplicáveis por remissão do disposto no nº 2 do artigo 423º-F, e do artigo 452º, todos do Código das Sociedades Comerciais, a Comissão de Auditoria dá parecer favorável ao relatório de gestão, relatório de governo das sociedades, informação não financeira, demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Impresa, SGPS, S.A., incluindo as respetivas certificações legais das contas, e proposta de aplicação dos resultados do exercício de 2023 apresentada pelo Conselho de Administração. Especificamente no que concerne ao Relatório de Governo das Sociedades, a Co- missão de Auditoria atesta que este inclui os elementos previstos no art.º 29.º- H do Código dos Valores Mobiliários. 4. Declaração de Conformidade Conforme disposto no art.º 29.º- G do Código os Valores Mobiliários e do Regulamento da CMVM n.º5/2008, os membros Comissão de Auditoria, abaixo identificados, declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante dos documentos de prestação de contas emitidos pelo Grupo Impresa foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios e do desempenho e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que o Grupo Impresa se defronta. Paço de Arcos, 18 de abril de 2024 A Comissão de Auditoria, Manuel Guilherme Oliveira da Costa Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes
VIII. RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 150 PARTE I INFORMAÇÃO OBRIGATÓRIA SOBRE ESTRUTURA ACIONISTA, ORGANIZAÇÃO E GOVERNO DA SOCIEDADE A. ESTRUTURA ACIONISTA I ESTRUTURA DE CAPITAL 1. Estrutura de capital (capital social, número de ações, distribuição do capital pelos acionistas, etc.), incluindo indicação das ações não admitidas à negociação, diferentes categorias de ações, direitos e deveres inerentes às mesmas e percentagem de capital que cada categoria representa (Art. 29.º-H, n.º 1, al. a)). O capital social, integralmente subscrito e realizado, é de 84.000.000,00 euros, representado por 168.000.000 ações escriturais, do valor nominal de 0,50 euros cada. A estas ações corresponde igual número de direitos de voto, por força do n.º 1 do artigo 8.º do contrato de sociedade, que estabelece que a cada ação corresponde um voto. Não existem diferentes categorias de ações e as existentes estão todas admitidas à negociação. 2. Restrições à transmissibilidade das ações, tais como cláusulas de consentimento para a alienação, ou limitações à titularidade de ações (Art. 29.º-H, n.º 1, al. b)). Não existe qualquer tipo de restrição à transmissibilidade das ações. 3. Número de ações próprias, percentagem de capital social correspondente e percentagem de direitos de voto a que corresponderiam as ações próprias (Art. 29.º-H, n.º 1, al. a)). A sociedade não detém ações próprias. 4. Acordos significativos de que a sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem em caso de mudança de controlo da sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição, bem como os efeitos respetivos, salvo se, pela sua natureza, a divulgação dos mesmos for seriamente prejudicial para a sociedade, exceto se a sociedade for especificamente obrigada a divulgar essas informações por força de outros imperativos legais (art. 29.º-H, n.º 1, al. j).

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 151 Nos termos (i) do Contrato de empréstimo celebrado pela IMPRESA Serviços e Multimédia, (entretanto incorporada por fusão na IMPRESA) em março de 2005, com o Banco BPI, S.A., no montante de 152,5M€ (capital em divida a 31/12/2023 de 21,5M€), para a aquisição de 49% do capital da SIC, (ii) do Contrato de empréstimo celebrado pela SIC, em junho de 2013, com o Banco BPI, S.A., no montante de 17M€ (capital em divida a 31/12/2023 de 16,1M€), para apoio à tesouraria e, (iii) do Contrato de Conta Corrente Caucionada celebrado com o Banco BPI, S.A., no montante de até 10,45 M€, celebrado em 12 de janeiro de 2016, para apoio à tesouraria, os bancos poderão resolver os contratos ou declarar o vencimento antecipado e imediato das obrigações de reembolso dos fundos mutuados, se a participação da IMPREGER na IMPRESA baixar de 50,01% do capital social e/ou dos direitos de voto desta. Nos termos da emissão de obrigações da SIC- Sociedade Independente de Comunicação S.A., realizada em junho de 2021 (“Obrigações SIC 2021-2025”), no montante de 30M€, os obrigacionistas poderão exigir o seu reembolso antecipado se o Dr. Francisco José Pereira Pinto de Balsemão, ou os seus sucessores legais, deixarem de deter, direta ou indiretamente, a maioria do capital social e dos direitos de voto do emitente. 5. Regime a que se encontre sujeita a renovação ou revogação de medidas defensivas, em particular aquelas que prevejam a limitação do número de votos suscetíveis de detenção ou de exercício por um único acionista, de forma individual ou em concertação com outros acionistas. Não existem quaisquer medidas defensivas, em particular aquelas que prevejam a limitação do número de votos suscetíveis de detenção ou de exercício por um único acionista, de forma individual ou em concertação com outros acionistas. 6. Acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e possam conduzir a restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto (art. 29.º-H, n.º 1, al. g). Não existem quaisquer acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e que envolvam restrições à transmissibilidade de valores mobiliários ou de direitos de voto.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 152 II PARTICIPAÇÕES SOCIAIS E OBRIGAÇÕES DETIDAS 7. Identificação das pessoas singulares ou coletivas que, direta ou indiretamente, são titulares de participações qualificadas (art. 29.º-H, n.º 1, als. c) e d) e art. 16.º), com indicação detalhada da percentagem de capital e de votos imputável e da fonte e causas de imputação (referência a 31 de dezembro de 2023). Titular c/ participação qualificada Quantidade de Ações Detidas Percentagem de direitos de voto IMPREGER - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. * Diretamente (a) 84 514 588 50,306% * Através do Presidente do Conselho de Administração, Dr. Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 2 520 000 1,500% * Através do Vice-Presidente do Conselho de Administração, Engº Francisco Maria Supico Pinto Balsemão 8 246 0,005% Total Imputável (a) – A IMPREGER– Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. é detida maioritariamente pela BALSEGER, SGPS, S.A., na qual 99,99% dos direitos de voto são imputáveis ao Dr. Francisco José Pereira Pinto de Balsemão. 87 042 834 51,811% 8. Indicação sobre o número de ações e obrigações detidas por membros dos órgãos de administração e de fiscalização. Indicação sobre ações IMPRESA: Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização Ações Detidas em 31/12/22 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 2.520.000 0 0 2.520.000 Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão 10.000 0 0 10.000 Francisco Maria Supico Pinto Balsemão 8.246 0 0 8.246 António Mota de Sousa Horta Osório 0 0 0 0 Manuel Guilherme Oliveira da Costa 0 0 0 0 Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia 0 0 0 0 Ana Filipa Mendes Magalhães Saraiva Mendes 0 0 0 0

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 153 Francisco José Pereira Pinto de Balsemão (Presidente do Conselho de Administração) – Detinha 2.520.000 ações da IMPRESA, em 31/12/2022, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação durante o ano, se mantinha igual em 31/12/2023. A IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., na qual exerce o cargo de Presidente do Conselho de Administração e que é acionista maioritária da IMPRESA, detinha 84.514.588 ações da IMPRESA, em 31/12/2022, posição que se mantinha inalterada em 31/12/2023. A IMPREGER é detida maioritariamente pela BALSEGER, SGPS, S.A., na qual 99,99% dos direitos de voto são imputáveis ao Dr. Francisco José Pereira Pinto de Balsemão. Maria Mercedes Aliú Presas Pinto de Balsemão, esposa do Dr. Francisco José Pereira Pinto de Balsemão, detinha 868 ações da IMPRESA, em 31/12/2022, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação durante o ano, se mantinha igual em 31/12/2023. Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão (Administrador-Delegado) – Detinha 10.000 ações da IMPRESA, em 31/12/2022, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação durante o ano, se mantinha igual em 31/12/2023. Francisco Maria Supico Pinto Balsemão (Vice-Presidente do Conselho de Administração) – Detinha 8.246 ações da IMPRESA, em 31/12/2022, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação durante o ano, se mantinha igual em 31/12/2023. A IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., de que é Administrador, detinha, em 31/12/2022, 84.514.588 ações, posição que se mantinha igual em 31/12/2023. António Mota de Sousa Horta Osório (Vice-Presidente do Conselho de Administração) – Não adquiriu/alienou ações IMPRESA em 2023. Manuel Guilherme Oliveira da Costa (Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria) – Não adquiriu/alienou ações IMPRESA em 2023. Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia (Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria) – Não adquiriu/alienou ações IMPRESA em 2023. Ana Filipa Mendes Magalhães Saraiva Mendes (Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria) – Não adquiriu/alienou ações IMPRESA em 2023. Ações Detidas em 26/05/23 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Catarina do Amaral Dias Duff Burnay 0 0 0 0 Catarina do Amaral Dias Duff Burnay (Vogal do Conselho de Administração) – Não detinha ações IMPRESA aquando da sua eleição a 26/05/2023, não tendo efetuado qualquer aquisição/alienação até 31/12/2023.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 154 Revisor Oficial de Contas Ações Detidas em 26/05/23 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Deloitte & Associados, SROC, S.A. 0 0 0 0 João Carlos Henriques Gomes Ferreira – (Suplente) 0 0 0 0 Indicação sobre Obrigações SIC 2021-2025: Em 11 de junho de 2021, a SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A., subsidiária detida a 100% pela IMPRESA – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., procedeu à emissão e admissão à negociação de 1.000.000 de obrigações, no valor nominal global de €30.000.000, com maturidade em 11 de junho de 2025, através de uma Oferta Pública de Subscrição de Obrigações SIC 2021-2025 e de uma Oferta Pública de Troca Parcial e Voluntária relativamente a Obrigações representativas do empréstimo obrigacionista denominado “Obrigações SIC 2019-2022” por Obrigações SIC 2021-2025. Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização da IMPRESA Obrigações SIC 2021-2025* Detidas em 31/12/22 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 200 0 0 200 Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão 100 0 0 100 Francisco Maria Supico Pinto Balsemão 0 0 0 0 António Mota de Sousa Horta Osório 0 0 0 0 Manuel Guilherme Oliveira da Costa 0 0 0 0 Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia 0 0 0 0 Ana Filipa Mendes Magalhães Saraiva Mendes 0 0 0 0 *Valor nominal unitário de 30€ Obrigações SIC 2021-2025 Detidas em 26/05/23 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Catarina do Amaral Dias Duff Burnay 0 0 0 0

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 155 9. Poderes especiais do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de aumento do capital (art. 29.º-H, n.º 1, al. i), com indicação, quanto a estas, da data em que lhe foram atribuídos, prazo até ao qual aquela competência pode ser exercida, limite quantitativo máximo do aumento do capital social, montante já emitido ao abrigo da atribuição de poderes e modo de concretização dos poderes atribuídos. No que respeita a deliberações sobre aumentos de capital, o Conselho de Administração não tem qualquer poder definido no contrato de sociedade, podendo, no entanto, fazer propostas neste sentido à Assembleia Geral, à qual compete esta matéria exclusiva. 10. Informação sobre a existência de relações significativas de natureza comercial entre os titulares de participações qualificadas e a sociedade. Existem as seguintes relações significativas de natureza comercial com acionistas titulares de participações qualificadas: • Com a IMPREGER – contrato de sub-arrendamento de instalações (sede) em que a IMPRESA é inquilina, em vigor desde junho de 2001 e terminado em 30 de junho de 2023. Revisor Oficial de Contas Obrigações SIC 2021-2025 Detidas em 26/05/23 Adquiridas Transmitidas Detidas em 31/12/23 Deloitte & Associados, SROC, S.A. 0 0 0 0 João Carlos Henriques Gomes Ferreira – (Suplente) 0 0 0 0

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 156 B. ÓRGÃOS SOCIAIS E COMISSÕES I ASSEMBLEIA GERAL a) Composição da mesa da assembleia geral 11. Identificação e cargo dos membros da mesa da assembleia geral e respetivo mandato (início e fim). A composição da mesa da Assembleia Geral para o quadriénio 2023/2026 é a seguinte: Presidente: Manuel de Abreu Castelo Branco Secretária: Maria João da Silva Dias Gonçalves dos Santos No dia 31 de outubro de 2023, Maria João da Silva Dias Gonçalves dos Santos apresentou a carta de renúncia ao cargo de Secretária da Mesa da Assembleia Geral, com efeitos a partir 30 de novembro de 2023. Neste sentido, a Assembleia Anual de 2024 incluirá nos pontos da Ordem do Dia a nomeação de um/a novo/a Secretário/a. b) Exercício do direito de voto 12. Eventuais restrições em matéria de direito de voto, tais como limitações ao exercício do voto dependente da titularidade de um número ou percentagem de ações, prazos impostos para o exercício do direito de voto ou sistemas de destaque de direitos de conteúdo patrimonial (Art. 29.º-H, n.º 1, al. f). Não existem quaisquer restrições em matéria de direito de voto. 13. Indicação da percentagem máxima dos direitos de voto que podem ser exercidos por um único acionista ou por acionistas que com aquele se encontrem em alguma das relações do n.º 1 do art. 20.º. Não existem quaisquer regras estatutárias com as características acima referidas. 14. Identificação das deliberações acionistas que, por imposição estatutária, só podem ser tomadas com maioria qualificada, para além das legalmente previstas, e indicação dessas maiorias. Não existem quaisquer regras estatutárias sobre quóruns constitutivos e deliberativos, regendo-se a Assembleia Geral de acordo com as regras previstas na lei.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 157 II ADMINISTRAÇÃO E SUPERVISÃO a) Composição 15. Identificação do modelo de governo adotado. O modelo de governo adotado é o previsto na alínea b) do n.º 1 do artigo 278.º do Código das Sociedades Comerciais, isto é, com um Conselho de Administração, compreendendo uma Comissão de Auditoria, e um Revisor Oficial de Contas. 16. Regras estatutárias sobre requisitos procedimentais e materiais aplicáveis à nomeação e substituição dos membros, consoante aplicável, do Conselho de Administração, do Conselho de Administração Executivo e do Conselho Geral e de Supervisão (art. 29.º-H, n.º 1, al. h). As designações dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização no início de cada mandato são da competência da Assembleia Geral. Em reunião do Conselho de Administração de 2 de julho de 2012, foi criada a figura do Administrador-Delegado com a responsabilidade em todos os pelouros, figura esta que se manteve no quadriénio 2023/2026 por deliberação do Conselho de Administração eleito em 2023, na sua reunião de 30 de maio de 2023. Quanto à substituição de um administrador, procede-se de acordo com o previsto no Código das Sociedades Comerciais, isto é, procede-se à sua substituição por cooptação, no prazo de sessenta dias, ou, na falta desta, por designação da Comissão de Auditoria, procedendo-se na primeira Assembleia Geral seguinte à ratificação da escolha para valer até ao fim do período para que o administrador estava eleito. No que diz respeito ao Revisor Oficial de Contas, o mesmo será substituído pelo seu suplente. 17. Composição, consoante aplicável, do Conselho de Administração, do Conselho de Administração Executivo e do Conselho Geral e de Supervisão, com indicação do número estatutário mínimo e máximo de membros, duração estatutária do mandato, número de membros efetivos, data da primeira designação e data do termo de mandato de cada membro.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 158 A composição do Conselho de Administração para o mandato do quadriénio 2023/2026 é a seguinte: Presidente Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Vice-Presidentes Francisco Maria Supico Pinto Balsemão António Mota de Sousa Horta Osório Vogais Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão (Administrador-Delegado) Manuel Guilherme Oliveira da Costa Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes Catarina do Amaral Dias Duff Burnay O mandato do Conselho de Administração, composto por três a onze membros, é de quatro anos, sendo permitida a sua reeleição por sucessivos quadriénios, sem prejuízo das limitações impostas por lei às sociedades emitentes de valores mobiliários admitidos à negociação em mercado regulamentado. De acordo com a composição atrás referida, o Conselho de Administração tem oito membros efetivos. Membros do Conselho de Administração Data da 1ª designação Termo do mandato Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 18-01-90 31-12-26 Francisco Maria Supico Pinto Balsemão 05-02-01 31-12-26 António Mota de Sousa Horta Osório 28-07-22 31-12-26 Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão 06-03-16 31-12-26 Manuel Guilherme Oliveira da Costa 16-04-19 31-12-26 Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia 28-01-08 31-12-26 Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes 16-04-19 31-12-26 Catarina do Amaral Dias Duff Burnay 26-05-23 31-12-26

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 159 18. Distinção dos membros executivos e não executivos do Conselho de Administração e, relativamente aos membros não executivos, identificação dos membros que podem ser considerados independentes, ou, se aplicável, identificação dos membros independentes do Conselho Geral e de Supervisão. Da composição do Conselho de Administração indicada no ponto anterior apenas um administrador, Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão (Administrador-Delegado), tem funções executivas. De entre os seis membros não executivos, são independentes, considerando os critérios constantes do ponto 18.1. do Anexo I do Regulamento da CMVM n.º 4/2013 e do artigo 414.º n.º 5 do Código das Sociedades Comerciais, os seguintes quatro vogais: Manuel Guilherme Oliveira da Costa, Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes, António Mota de Sousa Horta Osório e Catarina do Amaral Dias Duff Burnay. A Comissão de Auditoria é constituída por três membros não executivos do Conselho de Administração. A sociedade considera que, tendo em conta, em particular, a dimensão, a estrutura acionista, a complexidade dos riscos e as demais características inerentes à sua atividade, o número de administradores não executivos, tanto do conselho de administração como da comissão de auditoria, é adequado. A sociedade considera ainda que a diversidade, a essência e a completude dos perfis dos membros destes órgãos atende ao adequado desempenho das suas funções, garantindo o efetivo acompanhamento, supervisão, fiscalização e avaliação da atividade e da gestão da sociedade. 19. Qualificações profissionais e outros elementos curriculares relevantes de cada um dos membros, consoante aplicável, do Conselho de Administração, do Conselho Geral e de Supervisão e do Conselho de Administração Executivo. Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Membro do Conselho de Estado (desde julho de 2005). É Presidente do Júri do Prémio Pessoa (desde 1987), Presidente da Mesa do Conselho Geral do Instituto Sá Carneiro (desde 1998), membro do “Consejo de Protectores” da “Fondación Carolina” (desde 2001), membro do Conselho Assessor da Revista “Quaderns del Cac”, editada pelo Conselho do Audiovisual da Catalunha (desde agosto de 2009), Presidente do Conselho Geral da AEM - Associação de Empresas Emitentes de Valores Cotados em Mercado (desde fevereiro de 2014), Presidente do Conselho Geral da PMP – Plataforma de Media Privados (desde agosto 2014), Presidente da Comissão Diretiva dos Encontros de Cascais

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 160 (desde novembro 2018), membro do Conselho Geral da APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (desde maio 2019) e membro do Conselho Estratégico da Universidade Lusófona (desde 2023). Doutorado Honoris Causa pela Universidade Nova de Lisboa (abril 2010), pela Universidade da Beira Interior (outubro 2010) e pela Universidade Lusófona (fevereiro 2023). Foi membro do Steering Committee do Bilderberg Meetings (1983-2015), membro do Conselho Consultivo do ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão (2010-2014), Professor Associado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1987-2002), Presidente do Conselho de Administração do “European Institute for the Media” (1990-1999), Presidente do “European Television and Film Forum” (1997- 2003), Vice-Presidente da Fundação “Journalistes en Europe” (1995-2003), Presidente do “European Publishers Council” (1999-2014), membro do Conselho de Curadores da Fundação Luso-Brasileira para o Desenvolvimento do Mundo da Língua Portuguesa (1994-2012), membro do Comité Executivo do “Global Business Dialogue” (1999-2002), membro do Conselho Geral da COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação (2003-2006), membro do Conselho Assessor Internacional do Grupo Santander (2004- 2014), membro do Conselho Consultivo da Universidade de Lisboa (de janeiro de 2007 a maio de 2009), membro da Comissão para a Revisão do Conceito Estratégico da Defesa Nacional (junho 2012), membro do Júri do Prémio Príncipe/Princesa de Astúrias de Cooperação Internacional (1985-1986 e 1996-2015), Administrador não executivo da Daily Mail and General Trust plc (2002-2017), Presidente do Conselho de Faculdade da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2009-2017), Conselheiro Externo do presidente da 72ª Assembleia-Geral da ONU (setembro 2017 a setembro de 2018), Presidente da Mesa da Assembleia Geral da COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação (2016-2018), membro do Comité de Direção (maio 2004 – julho 2022) e Copresidente (novembro 2018 – julho 2022) do Foro Iberoamérica. Integrou a Comissão de Honra das Comemorações dos 50 anos Ar.Co (2023). Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa (FDL), onde frequentou o curso complementar de Ciências Político-Económicas. Foi jornalista, secretário de direção (1963-1965) e administrador (1965-1971) do Diário Popular, fundador e diretor do jornal Expresso (1973-1980), fundador do Partido Social Democrata (1974), deputado e vice- presidente da Assembleia Constituinte (1975), deputado da Assembleia da República em 1979, 1980 e 1985, Ministro de Estado Adjunto no VI Governo Constitucional (1980) e Primeiro-Ministro dos VII e VIII Governos Constitucionais (1981-1983). Foi o fundador e principal impulsionador do lançamento da SIC (1992), primeiro canal privado de televisão em Portugal. Francisco Maria Supico Pinto Balsemão Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Ramo de Telecomunicações e Eletrónica, no Instituto Superior Técnico (I.S.T.), Universidade Técnica de Lisboa.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 161 Curso de Pós-Graduação em “Gestão de Empresas de Telecomunicações” (1998/99) do ISTP – Instituto Superior de Transportes, organizado pelo ISTP, pela APDC – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações e pelo Instituto de Empresa de Madrid (IE). Participação e conclusão do Programa EJE - Engenheiro Jovem Empresário (1993/1994), promovido pela Secretaria de Estado da Juventude, pela Junitec (Júnior Empresas do Instituto Superior Técnico) e pelo ITEC (Instituto Tecnológico para a Europa Comunitária). Na TMN - Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A., foi Diretor de Negócios Internacionais e Roaming (de outubro de 1997 a março de 2000), Gestor de Produto no Departamento de Produtos e Serviços para o Mercado Empresarial da Direção de Desenvolvimento e Gestão de Produtos e Serviços (de abril de 1997 a outubro de 1997), e Gestor de Projeto no Departamento de Inovação e Desenvolvimento de Produtos e Serviços da Direção de Comunicação e Marketing (de dezembro de 1995 a abril de 1997). Foi vogal da Direção da AAAIST- Associação dos Antigos Alunos do Instituto Superior Técnico no biénio 2000/2002, e presidente da sua Comissão de Comunicação e Imagem de 1995 a 2000. Foi membro da Direção Nacional (Região Sul/Ilhas) da APIGRAF - Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas, de Comunicação Visual e Transformadoras do Papel no biénio 2005/2007. Foi membro observador do Conselho Consultivo do ICP/ANACOM – Autoridade Nacional das Comunicações (em representação da SIC); foi membro do júri de avaliação das Provas de Aptidão Profissional dos cursos de “Técnico de Telecomunicações” ministrados pelo INETE – Instituto de Educação Técnica e pela EPET – Escola Profissional de Eletrónica e Telecomunicações (em representação da APDC); foi «senior advisor» para Portugal da Investment Banking Division do banco multinacional de origem norte-americana Lehman Brothers desde julho de 2006 até à falência desta instituição (em 15 de setembro de 2008); foi membro do Conselho Consultivo Ibérico da multinacional americana de tecnologia Oracle até junho de 2014 (tendo sido, desde 2006, do Conselho Consultivo Ibérico da SUN Microsystems, empresa posteriormente adquirida pela Oracle); e, de 2006 a 2014, foi membro do Conselho Consultivo Ibérico da Thomson-Reuters Aranzadi, editora espanhola de conteúdos especializados para o mercado jurídico, pertencente à multinacional canadiana Thomson-Reuters (líder mundial na disponibilização de conteúdos especializados para profissionais: jurídicos, fiscais, financeiros, científicos). Foi membro da Direção da ACEPI – Associação do Comércio Eletrónico e da Publicidade Interativa - de novembro de 2005 até maio de 2019 (tendo sido Diretor do seu Grupo Especializado B2C de 2001 a 2005); foi vogal suplente da Direção da API – Associação Portuguesa de Imprensa de 2007 até 2016; foi presidente da assembleia-geral da ANETIE – Associação Nacional das Empresas de Tecnologia de Informação e Eletrónica de 2015 até 2018 (tendo sido vogal da Direção de 2010 a 2012, e vice-presidente da assembleia- geral de 2012 a 2014); foi o elemento de ligação da IMPRESA, S.G.P.S. à COTEC Portugal -

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 162 Associação Empresarial para a Inovação até dezembro de 2019; foi membro do Conselho Consultivo da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto (Católica Porto Business School) de 2010 até 2018; foi presidente do conselho fiscal da EF – Associação de Empresas Familiares de 2019 até 2021; e membro do Conselho Geral da AEP – Associação Empresarial de Portugal de 2014 a 2023. Foi presidente da Direção Nacional da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários) de Maio de 2009 a Outubro de 2013, tendo sido seu vice-presidente de 2003 a 2006 e seu presidente-adjunto de 2006 a 2009. No período como presidente da ANJE, foi igualmente: presidente da Comissão Executiva do Portugal Fashion; membro do Conselho Económico e Social de Portugal; membro do Conselho de Acompanhamento da RTP2; membro do Conselho Consultivo da AIESEC Portugal (associação internacional de estudantes de economia e gestão); membro da Comissão Executiva do Movimento Cívico “Novo Portugal – Opções de uma Geração”; e vice-presidente do Conselho Geral da CIP – Confederação Empresarial de Portugal de 2011 a 2013, tendo sido vogal da Direção da CIP – Confederação da Indústria Portuguesa em 2010. É vogal da Direção da APDC – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações desde 2016 (tendo antes sido vogal da Direção entre 2001 e 2011, diretor da sua revista “Comunicações” de 2011 a 2012, e comissário para os media de 2012 a 2016); vice-presidente da Direção da AIP/CE – Associação Industrial Portuguesa/Confederação Empresarial desde 2015 (tendo sido vice-presidente da Direção de 2007 a 2011 e membro do Conselho Geral de 2012 a 2015); membro do Conselho Geral da APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade de Informação; e membro da Direção da CIP– Confederação Empresarial de Portugal desde 2023. É presidente do Conselho de Administração da Fundação da Juventude desde janeiro de 2014, tendo sido seu vice-presidente em 2013. António Mota de Sousa Horta Osório António Horta Osório tem sido uma figura de destaque na indústria de serviços financeiros ao longo de mais de 30 anos, com uma carreira internacional de sucesso na banca que abrange banca comercial e de retalho, gestão de ativos e banca de investimentos. Em 2021, foi condecorado “Cavaleiro” pela rainha Elizabeth II pelo seu trabalho na banca e pelos serviços voluntários nas áreas da saúde mental e da cultura. Foi Presidente do Conselho de Administração do Grupo Credit Suisse entre 1 de maio de 2021 e 16 de janeiro de 2022. Antes de ingressar no Credit Suisse, foi CEO do Lloyds Banking Group, para o qual foi nomeado em 2011 a convite do governo britânico e que liderou durante 10 anos, tendo conseguido devolver o banco à esfera privada em 2017, com o reembolso total do dinheiro dos contribuintes.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 163 Antes de ingressar no Lloyds ocupou várias funções de gestão no Grupo Santander de 199 a 2010, em particular como CEO em Portugal, Brasil e Reino Unido, onde transformou o Abbey National, adquiriu o Alliance and Leiscester and Bradford and Bingley durante a Grande Crise Financeira e fundiu-os no Santander UK em 2010. Anteriormente, trabalhou para o Citibank e a Goldman Sachs entre 1987 e 1993. António Horta Osório é atualmente Presidente do Conselho de Administração da empresa farmacêutica BIAL; Vice-Presidente do Grupo IMPRESA; Administrador não executivo na Fundação Champalimaud, na Stichting/Enable INPAR e na José de Mello Capital, SA e Senior Advisor em várias empresas, nomeadamente na Mediobanca e na Cerberus. Além disso, foi Administrador não executivo do Banco de Inglaterra, a título pessoal, entre 2009 e 2011. António Horta Osório é licenciado em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade Católica Portuguesa em Lisboa, possui um MBA pelo INSEAD e um Advanced Management Program pela Harvard Business School. É Doutor Honoris Causa pela Universidade de Edimburgo, Universidade de Bath, Universidade de Warwick, Universidade de Birmingham e Universidade Católica Portuguesa. Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (1998- 2003), programa Erasmus na Universitat Pompeu Fabra, Barcelona (2002), Masters – LLM, Mestrado em Direito (2006-2007) pela University of Oxford, Curso Geral de Gestão pela Nova School of Business and Economics da Universidade Nova de Lisboa (2008), Advanced Management Program pela Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, e Kellogg School of Management, Chicago (EUA) (2011), Curso de Gestão “Orchestrating Winning Performance / Leading the Family Business, pela IMD Business School, Lausanne (Suiça) (2012), “Journey to Business Transformation” pela Esade Business School, lecionado na Singularity University (NASA Research Park), Silicon Valley (2018) e Carcavelos CEO Council, 2021 Edition, lecionado na Nova School of Business & Economics. Foi membro do Conselho de Faculdade da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa entre 2018 e 2022. Membro da St. Julian’s School Association, desde 2016. Eleito Personalidade do Ano 2019 na área de Media pela Revista Meios & Publicidade. Eleito para o General Counsel (GC) Powerlist da Península Ibérica, prémio atribuído pela empresa Legal 500 (2016).

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 164 Masters Capital Humano 2015 na categoria “Melhor estratégia de motivação e engagement dos colaboradores”. Nomeado para European Counsel Awards 2012 – categoria General Commercial. Junior Associate (2003-2005) e Associate (2005-2006) na Linklaters (Lisboa), Assistant Adviser na Missão de Portugal junto das Nações Unidas, Nova Iorque (EUA) (2007), Senior Associate na Heidrick & Struggles (2008-2009). IMPRESA: Diretor de Recursos Humanos (setembro 2009 a setembro 2011), Diretor de Recursos Humanos e Assuntos Jurídicos (outubro 2011 a setembro 2012), COO Recursos Humanos, Jurídico e Sustentabilidade (outubro 2012 a março 2016), Secretário da Sociedade (setembro de 2011 a janeiro de 2016) e é Vice-Presidente da Direção da SIC Esperança desde 2013. Manuel Guilherme Oliveira da Costa Licenciado pelo ISCEF – Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, em 1973, e Pós-Graduação (DEA) em “Économie et Finances Internationales” pela Universidade de Paris I (Panthéon – Sorbonne), em 1981. Atualmente, desempenha as funções como Presidente do Conselho de Administração da Phyxius Management, S.A. e da Phyxius II Holding, S.A., Presidente do Conselho de Administração da Metalsorim, S.A., Vogal do Conselho de Administração da Montaco, S.A. e Gerente da JF Metal Metalomecânica Unipessoal, Lda. Funções anteriores: Presidente do Conselho de Administração da Tegopi, S.A., entre 2015 e 2017. Consultor de empresas e Coordenador do Círculo de Reflexão “NEXUS.”, na UCP-CRP, entre 2013 e 2016. Presidente do Conselho de Administração da RTP – Rádio e Televisão de Portugal, S.A., entre 2008 e 2012. Membro do Conselho de Administração (não executivo) e da Comissão de Auditoria da IMPRESA, S.G.P.S., S.A., de abril de 2007 até dezembro 2007. Presidente do Conselho Fiscal da Sonae Indústria, S.G.P.S., S.A., de maio de 2007 até dezembro de 2007. Presidente do Conselho Fiscal da Modelo Continente, S.G.P.S., S.A., de maio de 2007 até dezembro de 2007. Membro do Conselho de Administração da InvestAlentejo, S.G.P.S., de 2004 até março de 2007. Membro do Conselho de Administração de várias empresas participadas da InvestAlentejo, de 2004 (Ipaper, Sete e Meio Herdades, CAJAP) até março 2007. Membro do Conselho de Administração da Soporcel, S.A., de 2001 a 2004.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 165 Membro do Conselho de Administração da Portucel, S.A., de 2001 a 2004. Membro do Conselho de Administração da Sonae Indústria, S.A., de 2001 a 2002. Membro do Conselho de Administração de várias empresas participadas da Sonae Indústria, de 2001 a 2003 (SPDF – Sonae Produtos e Derivados Florestais, S.G.P.S., Socelpac, S.G.P.S., Ecociclo – Energia e Ambiente, S.A., Maiequipa – Gestão Florestal, S.A.). Presidente do Conselho de Administração da Gescartão, S.G.P.S., de 2000 a 2005. Presidente do Conselho de Administração da Portucel Viana, S.A., de 2000 a 2005. Membro do Conselho de Administração da Imocapital, S.G.P.S., de 2000 a 2004. Membro do Conselho de Administração da Portucel Viana Energia, S.A., de 2003 a 2005. Membro do Conselho de Administração da Portucel Embalagem, S.A., de 2000 a 2003. Membro do Conselho de Administração da Portucel Recicla, S.A., de 2000 a 2003. Membro do Conselho de Administração da LEPE, S.A., de 2000 a 2003. Presidente do Conselho de Administração do ICEP - Investimento, Comércio e Turismo de Portugal, de 1996 a 2000 (janeiro). Membro (não executivo) do Conselho de Administração do FIEP – Fundo para a Internacionalização da Economia Portuguesa, S.A., de 1998 a 2000. Presidente do Conselho Geral do CPD, Centro Português de Design, de 1998 a 2000. Diretor-coordenador da Direção de Comércio Internacional do Banco Borges e Irmão, de 1994 a 1996. Assessor do Presidente do Conselho de Administração do Banco de Fomento e Exterior, S.A., de 1992 a 1996. Diretor do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional do Porto, de 1991 a 1993. Gestor da empresa Unicordas, Lda. na área do comércio e transportes internacionais, de 1984 a 1991. Investigador Associado no CEPII (Centre d ́Études Prospectives et d ́Informations Internationales, Paris), de 1981 a 1984. Assistente na Faculdade de Economia do Porto, de 1974 a 1993. Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Doutorada em Gestão, com especialidade em Contabilidade, pelo ISCTE, em outubro de 2009. Mestre em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em março de 2001. Licenciada em Administração e Gestão de Empresas pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa, em setembro de 1991. Revisora Oficial de Contas nº 1133. Professora Auxiliar da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa (Católica Porto Business School). Sócia da sociedade Novais, Anacoreta e Associado, SROC, Lda.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 166 Membro da lista de árbitros tributários do Centro de Arbitragem Administrativa. Membro do Conselho Científico da Associação Fiscal Portuguesa. Autora dos livros “Anexo em SNC – Guia prático”, com Sónia Costa Matos e Rui Neves Martins, edição da Vida Económica, 2011 e “Instrumentos Financeiros Derivados: Enquadramento Contabilístico e Fiscal”, edição da Universidade Católica Editora, 2000. Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes Licenciada em Gestão de Empresas pela Universidade Católica Portuguesa, em 1993. Em 2021, foi nomeada Membro Não Executivo do Conselho de Administração da sociedade RAIZE – Instituição de Pagamentos, S.A. Leciona na Pós-Graduação Auditoria, Risco e Cibersegurança do ISEG – Lisbon School of Economics and Management. Até fevereiro de 2019, integrou a equipa de readequação da estrutura de capital da InterCement Participações, S.A. [São Paulo, Brasil (“InterCement”)] e da antiga Cimpor – Cimentos de Portugal, S.G.P.S., S.A. (“Cimpor”), agora denominada InterCement Portugal, S.A.. Neste grupo, acumulou as responsabilidades de Diretora de Relações com Investidores da InterCement e de Representante Oficial para as Relações com o Mercado de Capitais da InterCement Portugal, S.A., bem como de Diretora de Comunicação Externa e de Gestora Corporativa de Crise de ambas as sociedades e de Secretária da sociedade e da Mesa da Assembleia Geral para a InterCement Portugal, S.A.. Em 1996, integrou o Gabinete de Relações com Investidores da Cimpor e entre 2004 e 2009 assumiu cumulativamente funções na Direção de Estudos e Planeamento Estratégico. Foi auditora e consultora na KPMG, na área de Banca e Seguros (Lisboa, Portugal), entre 1993 e 1996. Foi assessora da direção de marketing na Alcatel – SEC (Toronto, Canadá), em 1992. Catarina do Amaral Dias Duff Burnay Professora Associada da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Pós-Doutorada em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade São Paulo (USP) e Doutora em Ciências da Comunicação pela FCH-UCP. Administradora não executiva do Grupo IMPRESA desde maio de 2023.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 167 Cocoordenadora do projeto A Inteligência Artificial ao serviço da produção ficcional televisiva para a produtora independente SP Televisão (2023-2024) e do projeto Algorithms, Audiovisual and Cinema (2021-2024). Coordenadora do projeto A Condição da Mulher nos sectores do Cinema e do Audiovisual para a MUTIM – Mulheres Trabalhadoras da Imagem em Movimento (2022-2023) (CECC, FCH-UCP). Membro da Comissão de elaboração do Livro Branco para o Serviço Público de Rádio e Televisão. Despacho n.º 192/2023, de 5 de janeiro. Coinvestigadora principal do projeto DIGIUSOS: Os Jovens e a Transição Digital: Usos, desafios e oportunidades no Município de Ponta Delgada (iCNOVA, iNOVA MEDIA LAB, FCHS-UNL – CECC, FCH-UCP) (2022-2023). Investigadora principal do projeto Histórias em Pandemia: Comunidades Educativas, Resilientes e Empáticas. Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa (CEPCEP), FCHUCP. Financiamento: Fundação Calouste Gulbenkian (2021-2022). Desde 2020: membro do Group of Experts para o Media Pluralism Monitor 2020 – Monitoring Risks for Media Pluralism in EU Member States implementado pelo Centre for Media Pluralism and Media Freedom (European University Institute). Membro da Equipa de Avaliação do projeto LEI-WCD – Leadership Programme for a Whole Child Development in Disavantaged Contexts. European Foundation Society and Education (EFSE), Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa (CEPCEP), FCH-UCP. Financiamento: PORTICUS (2019-2021). Coinvestigadora responsável do projeto Com.VEU - Communication of Vaccination in the European Union (ICS/CECS, Universidade do Minho, FM/CINTESIS, Universidade do Porto, CEIS20/FL, Universidade de Coimbra, CECC/FCH, Universidade Católica Portuguesa) (2020-2022). Membro da equipa do projeto COMPACT: From Research to Policy through raising awareness of the state of the art on social media and convergence. Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (CECC), FCH-UCP. Financiamento: Horizon 2020 (2017-2020). Desde 2022: Coordenadora do LACS – Laboratory for Audiovisual Communication Studies (CECC, FCH-UCP) [em processo de implementação]; Desde 2021: Membro do Board of Directors do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (CECC), FCH-UCP; Desde 2017: Membro do Board of Directors do Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa (CEPCEP), FCH-UCP; Desde 2016: Coordenadora do Mestrado em Ciências da Comunicação, FCH-UCP; Desde 2017: Membro do Conselho Consultivo do Doutoramento em Ciências da Comunicação, FCH-UCP;

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 168 Desde 2019: Coordenadora da Formação Avançada Audiovisual: Produção, Distribuição e Consumos, EPG/FA-FCH-UCP; Desde 2022: Cocoordenadora Geral do OBITEL (Observatório Iberoamericano da Ficção Televisiva). Desde 2010: Coordenadora do OBITEL-Portugal. Desenvolve a atividade de ensino na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa desde o ano letivo 2002/2003 nos três ciclos de ensino. Em 2020 integrou a equipa de docentes do Doutoramento em Ciências da Comunicação da Universidade Católica de Moçambique. Entre 2015 e 2019, lecionou na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa-Braga. Ao longo dos últimos 20 anos, lecionou 23 unidades curriculares diferentes, destacando-se: Communication Studies (3.º ciclo); Media, Sociedade e Cultura; Indústrias Culturais e Criativas; Indústrias de Media e Entretenimento (2.º ciclo/em PT e em EN); Públicos e Audiências; Ficção Televisiva: teoria e prática (1.º ciclo). Orienta trabalhos finais de mestrado (dissertação, projetos e relatórios de estágio) e teses de doutoramento em estudos dos media, audiovisual, estratégias de produção e programação dos media, narrativas ficcionais e entretenimento. Desde 2020: vogal de concursos de iniciação e progressão de carreira em instituições de ensino superior (Universidade Católica Portuguesa, Universidade Nova de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, Instituto Politécnico de Viseu, Instituto Politécnico de Portalegre). 2022: Coordenadora do Painel Ciências da Comunicação e Informação do Concurso de Bolsas de Doutoramento 2022, Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). 2020 e 2021: Cocoordenadora do painel Ciências da Comunicação e Informação do Concurso de Bolsas de Doutoramento 2019, Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). 2019: Membro do painel Ciências da Comunicação e Informação do Concurso de Bolsas de Doutoramento 2019, Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Desde 2019: membro dos júris de concursos de seleção internacional de investigadores doutorados na área científica de Ciências da Comunicação (CECC, FCH-UCP). Desde 2018: Vogal dos júris dos concursos em Audiovisual e Cinema promovidos pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA). Desde 2016: Vogal do Júri dos Prémios OCI (Observatório de Comunicação Interna e Identidade Corporativa – Categoria Trabalhos Académicos). Desde 2013: Vogal do Júri do Prémio Jornalismo Direitos Humanos & Integração, com a Presidência do Prof. Doutor Guilherme de Oliveira Martins. (Comissão Nacional da UNESCO e Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros).

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 169 20. Relações familiares, profissionais ou comerciais, habituais e significativas, dos membros, consoante aplicável, do Conselho de Administração, do Conselho Geral e de Supervisão e do Conselho de Administração Executivo com acionistas a quem seja imputável participação qualificada superior a 2% dos direitos de voto. As relações familiares conhecidas entre os membros dos órgãos indicados e acionistas com participação qualificada na sociedade são: O Presidente do Conselho de Administração, Francisco José Pereira Pinto de Balsemão, é pai do Vice-Presidente do Conselho de Administração, Francisco Maria Supico Pinto Balsemão e do Administrador-Delegado, Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão. As relações profissionais ou comerciais conhecidas entre os membros dos órgãos indicados e acionistas com participação qualificada na sociedade são: O Presidente do Conselho de Administração, Francisco José Pereira Pinto de Balsemão, e o Vice-Presidente do Conselho de Administração, Francisco Maria Supico Pinto Balsemão, são, respetivamente, Presidente e Vogal do Conselho de Administração da IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., a acionista maioritária da IMPRESA. O Presidente do Conselho de Administração, Francisco José Pereira Pinto de Balsemão, é Presidente do Conselho de Administração Executivo da BALSEGER, SGPS, S.A., que é a acionista maioritária da IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. 21. Organogramas ou mapas funcionais relativos à repartição de competências entre os vários órgãos sociais, comissões e/ou departamentos da sociedade, incluindo informação sobre delegações de competências, em particular no que se refere à delegação da administração quotidiana da sociedade.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 170 Comissão de Remunerações Comissão de Governo Societário Direção de Relações Institucionais Comité de Estratégia Direção de Relações Empresariais e Europeias Comissão de Auditoria Secretário da Sociedade e CCO - Chief Corporate Officer - Delegado Direção de Marketing Comunicação e Criatividade Direção de Recursos Humanos Direção de Transformação e Desenvolvimento de Pessoas Comité de Sustentabilidade Ambiental Direção de Controlo de Gestão e Operações Comerciais Conteúdos CDO Chief Digital Officer CFO (a) Chief Financial Officer CLO Chief Legal Officer COMERCIAL Direção Geral de Informação Direção de Tecnologias de Informação e DesenvolvimentoDigital Direção de Contabilidade e Fiscalidade Direção de Assuntos Jurídicos Direção Comercial TV Direção Geral de Entretenimento Direção de Receitas Digitais Direção de Tesouraria e Gestão de Risco de Crédito Apoio ao Investidor Direção Negócios Expresso Revisor Oficial de contas ORGANOGRAMA FUNCIONAL DO GRUPO IMPRESA (a) acumula com as funções de Representante para as Relações com o Mercado Direção de Arquivos e Produção Publishing Direção de Património, Compras e Logística Direção de Operações e Tecnologia Direção de Intelligence, Research e Data Comité de Risco

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 171 REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS O Conselho de Administração é o órgão responsável pela gestão das atividades da sociedade, nos termos previstos no Código das Sociedades Comerciais e no contrato de sociedade, competindo-lhe nomeadamente: a) a representação da sociedade, ativa e passivamente, em juízo e fora dele; b) a negociação e outorga de todos os contratos, incluindo convenções de arbitragem, seja qual for o seu alcance e natureza, bem como a forma que revistam, em que a sociedade seja parte; c) a compra, venda, oneração ou qualquer outra forma de disposição dos bens sociais; d) a obtenção de empréstimos, bem como a outorga das necessárias garantias, seja qual for a sua extensão e natureza; e) a confissão, desistência ou transação em qualquer processo judicial; f) a constituição de mandatários sociais, com os poderes que julgue convenientes, nos termos e limites previstos na lei e estatutos; g) a delegação de funções e poderes determinados, com o âmbito que for fixado na respetiva deliberação, em qualquer dos administradores; h) a constituição de comissões especializadas; i) fixar os objetivos e as políticas de gestão da sociedade e do Grupo IMPRESA; j) elaborar os planos de atividade e financeiros anuais; k) estabelecer a organização técnico-administrativa da sociedade e do Grupo IMPRESA e as normas de funcionamento interno, designadamente sobre pessoal e sua remuneração; l) gerir os negócios sociais e praticar todos os atos e operações relativos ao objeto social que não caibam na competência atribuída a outros órgãos da sociedade; m) aprovar as Transações com Partes Relacionadas, nos termos da Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflitos de Interesses; n) proceder anualmente à avaliação do seu desempenho, tendo em conta, designadamente, o seu funcionamento interno e o acompanhamento do cumprimento do Plano Estratégico e do Orçamento; o) exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas por lei ou pela Assembleia Geral. Compete especialmente ao Presidente do Conselho de Administração: a) promover as reuniões do Conselho de Administração que tiver por necessárias, convocá-las, presidi-las e decidir sobre todas as questões que respeitem ao seu funcionamento; b) exercer todos os poderes e praticar, por si só, todos os atos que lhe forem delegados pelo Conselho de Administração; c) presidir às reuniões conjuntas do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria que tiverem lugar nos casos previstos no contrato de sociedade, na lei e regulamentos aplicáveis;

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 172 d) presidir à Comissão de Governo Societário; e) representar institucionalmente o Grupo e coordenar as relações institucionais, dele dependendo a Direção de Relações Institucionais; f) coordenar a área de relações empresariais e europeias, dele dependendo a Direção de Relações Empresariais e Europeias; g) presidir ao Encontro de Quadros do Grupo; h) zelar pela correta execução das deliberações do Conselho de Administração. O Conselho de Administração delegou a gestão corrente da sociedade num Administrador- Delegado, sem prejuízo das competências atribuídas à Comissão de Auditoria, nos termos do Regulamento da Comissão de Auditoria e do disposto no contrato de sociedade, na lei e demais regulamentos aplicáveis. No âmbito da delegação de poderes aprovada na reunião do Conselho de Administração de 30 de maio de 2023, foram delegadas no Administrador-Delegado as seguintes competências: a) Contratar e despedir pessoal, aprovar regulamentos internos e exercer os poderes inerentes à entidade patronal, incluindo o poder disciplinar; b) Abrir, encerrar e movimentar contas bancárias; c) Celebrar os contratos considerados necessários ao desenvolvimento do objeto social, incluindo contratos de locação financeira; d) Deliberar a participação no capital de sociedades a constituir ou constituídas e a alienação de participações sociais; e) Adquirir, alienar ou onerar bens móveis e imóveis, incluindo veículos automóveis; f) Contrair empréstimos ou outras responsabilidades financeiras semelhantes; g) Abrir, encerrar ou trespassar estabelecimentos ou partes destes; h) Representar a sociedade nos órgãos competentes das sociedades participadas, podendo transmitir, sendo caso disso, instruções vinculativas às respetivas administrações; i) Representar a sociedade, em juízo ou fora dele, ativa e passivamente, perante quaisquer entidades públicas ou privadas, no âmbito das competências delegadas pelo Conselho de Administração e sem prejuízo dos poderes de representação próprios do Presidente do Conselho de Administração; j) Constituir procuradores ou mandatários da sociedade; k) Aprovar a política comercial do Grupo; l) Decidir a política digital do Grupo. O Conselho de Administração aprovou ainda a delegação de competências no Administrador-Delegado para:

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 173 a) Colaborar na definição do Plano Estratégico do Grupo, no seio do Comité de Estratégia, e coordenar a sua elaboração; b) Colaborar na definição da estratégia editorial das várias marcas do Grupo, no seio do Comité Supra Editorial; c) Coordenar as áreas cujos responsáveis reportam diretamente ao Administrador- Delegado; d) Nomear e destituir os Chief Operating Officers (“COO”); e) Orientar individualmente os COO nas principais políticas e decisões das respetivas áreas; f) Presidir às Reuniões de Coordenação Operacional do Grupo e/ou reuniões das Comissões Executivas das sociedades participadas SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. e IMPRESA PUBLISHING, S.A.; g) Presidir às reuniões individuais com cada COO e com outros quadros que reportam diretamente ao Administrador-Delegado, bem como a outras reuniões ad hoc a que não assista o Presidente do Conselho de Administração. O Administrador-Delegado deverá obter a prévia autorização do Presidente do Conselho de Administração: i. quando pretenda introduzir alguma alteração ou desvio aos princípios orientadores da estruturação organizativa do Grupo IMPRESA, e isso não contenda com a presente delegação de poderes, pois neste caso deverá ser solicitada a intervenção do Conselho de Administração; ii. quando qualquer ato a praticar ou autorizar por ele, designadamente algum dos previstos no n.º 2, implique a assunção de compromissos ou a realização de pagamentos de valor superior a € 500.000 (quinhentos mil euros), ou envolva uma alienação de ativos de valor superior ao referido montante; para atos de valor superior a € 1.000.000 (um milhão de euros) deverá, porém, ser obtida a autorização do Conselho de Administração; não será necessária a autorização do Presidente do Conselho de Administração ou do Conselho de Administração, conforme o caso, quando se trate de atos enquadrados no âmbito do orçamento anual, aprovado em sede de Conselho de Administração; iii. para nomear e destituir os COO. MATÉRIAS INDELEGÁVEIS São consideradas matérias indelegáveis pelo Conselho de Administração, em particular: a) Cooptação de administradores; b) Pedido de convocação de assembleias gerais; c) Aprovação de relatórios e contas anuais; d) Prestação de cauções e garantias pessoais ou reais pela sociedade; e) Mudança de sede nos termos previstos no contrato de sociedade; f) Projetos de fusão, de cisão e de transformação da sociedade; g) Definição de opções estratégicas do Grupo; h) Organização e coordenação da estrutura empresarial do Grupo; i) Aprovação do orçamento anual.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 174 Todos os membros do Conselho de Administração são devida e atempadamente convocados para as reuniões do órgão e recebem as respetivas atas. Todos os membros do Conselho de Administração e da Comissão de Remunerações podem requerer ao Administrador-Delegado toda e qualquer informação relativa à atividade da IMPRESA e das suas participadas. Tipicamente, esses pedidos de informações são efetuados por escrito (nomeadamente por correio eletrónico), mas também o podem ser por telefone ou presencialmente (normalmente no decurso das reuniões do Conselho de Administração). Depois de efetuados, e se o Administrador-Delegado não dispuser de todos os dados para poder responder imediatamente (por escrito ou oralmente) de um modo completo, esses pedidos são internamente encaminhados para a estrutura da IMPRESA e/ou das suas participadas. Neste último caso, e em média, a resposta ao pedido levará cerca de 5 dias úteis a ser remetida ao membro do órgão social que o requereu. Na eventualidade desse membro não ficar satisfeito com a referida resposta, o processo é recomeçado, assistindo-se ao número de iterações que for necessário até que o pedido seja inteiramente satisfeito. b) Funcionamento 22. Existência e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento, consoante aplicável, do Conselho de Administração, do Conselho Geral e de Supervisão e do Conselho de Administração Executivo. Existem regulamentos de funcionamento do Conselho de Administração, da Comissão de Governo Societário e da Comissão de Auditoria, podendo os mesmos ser consultados no sítio da sociedade – www.impresa.pt. 23. Número de reuniões realizadas e grau de assiduidade de cada membro, consoante aplicável, do Conselho de Administração, do Conselho Geral e de Supervisão e do Conselho de Administração Executivo, às reuniões realizadas. O Conselho de Administração reuniu 16 vezes ao longo do ano, sendo a assiduidade dos seus membros a seguinte:

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 175 Francisco José Pereira Pinto de Balsemão (Presidente) 100,00 % Francisco Maria Supico Pinto Balsemão (Vice-Presidente) 100,00 % António Mota de Sousa Horta Osório (Vice-Presidente) 100,00 % Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão 100,00 % Manuel Guilherme Oliveira da Costa 100,00 % Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia 100,00 % Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes 100,00 % Catarina do Amaral Dias Duff Burnay (desde 26/05/2023) 100,00 % 24. Indicação dos órgãos da sociedade competentes para realizar a avaliação de desempenho dos administradores executivos. A Comissão de Governo Societário, no âmbito das suas competências e responsabilidades, avalia o desempenho global do Presidente do Conselho de Administração e do Administrador-Delegado, de acordo com o previsto no artigo 6.º, n.º 2/b)/ii. do Regulamento da Comissão do Governo Societário. Em conformidade com o artigo 7.º, n.º 5 do Regulamento do Conselho de Administração, os administradores não executivos são também responsáveis, nos termos da lei, pela vigilância geral da atuação do Administrador-Delegado. 25. Critérios pré-determinados para a avaliação de desempenho dos administradores executivos. A Comissão de Governo Societário avaliou o desempenho do Administrador-Delegado (executivo) com base nos seguintes critérios: Comunicação, Melhoria e Inovação, Responsabilidade, Colaboração e Trabalho de Equipa, Tomada de Decisão, Liderança e Orientação para o futuro, Cumprimento dos Objetivos do Orçamento e do Plano Estratégico. 26. Disponibilidade de cada um dos membros, consoante aplicável, do Conselho de Administração, do Conselho Geral e de Supervisão e do Conselho de Administração Executivo, com indicação dos cargos exercidos em simultâneo em outras empresas, dentro e fora do grupo, e outras atividades relevantes exercidas pelos membros daqueles órgãos no decurso do exercício.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 176 Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Para além do curriculum profissional e das atividades relevantes constantes do ponto 19, exerce, noutras sociedades, os seguintes cargos: a) Sociedades do Grupo • Presidente do Conselho de Administração da IMPRESA PUBLISHING, S.A. • Presidente do Conselho de Administração da SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. b) Sociedades fora do Grupo • Presidente do Conselho de Administração Executivo da BALSEGER, SGPS, S.A. • Presidente do Conselho de Administração da IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. • Gerente da Estrelícia – Investimentos Imobiliários, Unipessoal, LDA. Francisco Maria Supico Pinto Balsemão Para além do curriculum profissional e das atividades relevantes constantes do ponto 19, exerce, noutras sociedades, os seguintes cargos: a) Sociedades do Grupo • Vice-Presidente do Conselho de Administração da IMPRESA PUBLISHING, S.A. • Vice-Presidente do Conselho de Administração da SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. b) Sociedades fora do Grupo • Presidente do Conselho da Administração da SPECTACOLOR Portugal, S.A. • Administrador da IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. • Gerente da BORN TO RUN – Consultoria Empresarial, LDA. • Gerente da INCLUDES EVERYONE, LDA. • Gerente da CASUAL PORTION, LDA. • Membro do Conselho Geral e de Supervisão da BALSEGER, SGPS, S.A. António Mota de Sousa Horta Osório Conforme referido no ponto 19, exerce, noutras sociedades, os seguintes cargos de Administração: • Sociedades fora do Grupo • Presidente do Conselho de Administração da Bial Holding; • Administrador Não Executivo da José de Mello; • Administrador Não Executivo da Stichting/Enable INPAR; • Administrador Não Executivo da Fundação Champalimaud; • Senior Advisor da Mediobanca spa; • Além disso, desempenha o cargo de Senior Advisor em várias empresas, nomeada- mente, na Mediobanca spa e na Cerberus Global Investment Advisors LLC.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 177 Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão Para além do curriculum profissional e das atividades relevantes constantes do ponto 19, exerce, noutras sociedades, os seguintes cargos: a) Sociedades do Grupo • Presidente do Conselho de Administração da INFOPORTUGAL – Sistemas de Informação e Conteúdos, S.A. • Presidente do Conselho de Administração da IMPRESA OFFICE & SERVICE SHARE – Gestão de Imóveis e Serviços, S.A. • Administrador da IMPRESA PUBLISHING, S.A. • Administrador da SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. • Presidente do Conselho de Gerência da GMTS (Global Media e Technology Solutions) Serviços Técnicos e Produção Multimédia, Sociedade Unipessoal, Lda. b) Sociedades fora do Grupo • Membro do Conselho Geral e de Supervisão da BALSEGER, SGPS, S.A. Manuel Guilherme Oliveira da Costa Para além do curriculum profissional e das atividades relevantes constantes do ponto 19, exerce, noutras sociedades, os seguintes cargos: Sociedades fora do Grupo • Presidente do Conselho de Administração da Phyxius Management, S.A.; • Presidente do Conselho de Administração da Phyxius II Holding, S.A.; • Presidente do Conselho de Administração da Metalsorim, S.A.; • Vogal do Conselho de Administração da Montaco, S.A.; • Presidente do Conselho de Administração da JF Metal Metalomecânica, S.A.; • Presidente do Conselho de Administração da Intervega, Limitada. Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Para além do curriculum profissional e das atividades relevantes constantes do ponto 19, exerce, noutras sociedades, os seguintes cargos: Sociedades fora do Grupo • Vogal não executivo do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria do Banco Português de Fomento, S.A. • Vogal não executivo do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria dos CTT, S.A. • Administradora Não Executiva da Sierra IG - SGOIC, S.A. • Presidente do Conselho Fiscal da Sogrape S.G.P.S., S.A.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 178 Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes Para além do curriculum profissional e das atividades relevantes constantes do ponto 19, exerce, noutras sociedades, os seguintes cargos: Sociedades fora do Grupo • Membro Não Executivo do Conselho de Administração da RAIZE – Instituição de Pagamentos, S.A. Catarina do Amaral Dias Duff Burnay Para além do curriculum profissional e das atividades relevantes constantes do ponto 19, não exerce cargos noutras sociedades. c) Comissões no seio do órgão de administração ou supervisão e administradores-delegados 27. Identificação das comissões criadas no seio, consoante aplicável, do Conselho de Administração, do Conselho Geral e de Supervisão e do Conselho de Administração Executivo, e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento. Criadas no seio do Conselho de Administração, existem as seguintes Comissões: Comissão de Auditoria, Comissão de Governo Societário e Comité de Estratégia. Os Regulamentos de funcionamento das Comissões de Auditoria, de Governo Societário e do Comité de Estratégia podem ser consultados no sítio da sociedade. 28. Composição, se aplicável, da comissão executiva e/ou identificação de administrador(es) delegado(s). O Vogal do Conselho de Administração, Dr. Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão, é o Administrador-Delegado, nomeado pelo Conselho de Administração, na reunião de 30 de maio de 2023. 29. Indicação das competências de cada uma das comissões criadas e síntese das atividades desenvolvidas no exercício dessas competências.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 179 Comissão de Auditoria Compete à Comissão de Auditoria, sem prejuízo das demais atribuições que lhe sejam cometidas por lei, pelo contrato de sociedade e pelo respetivo regulamento: a) Fiscalizar a administração da sociedade; b) Vigiar pela observância da lei e do contrato de sociedade; c) Elaborar anualmente relatório sobre a sua atividade fiscalizadora e dar parecer sobre o relatório, contas e propostas apresentados pela administração; d) Acompanhar e fiscalizar o processo de preparação e divulgação de informação financeira pelo Conselho de Administração, designadamente a adequação das políticas contabilísticas, das estimativas, dos julgamentos, das divulgações relevantes e sua aplicação consistente entre exercícios, devendo este acompanhamento e fiscalização ser realizado de forma devidamente documentada e comunicada; e) Fiscalizar a revisão legal das contas; f) Acompanhar, avaliar e pronunciar-se sobre a política de risco definida pelo Conselho de Administração; g) Acompanhar e avaliar o sistema de gestão de risco e o sistema de controlo interno, bem como, quando aplicável, da função de auditoria interna, com particular incidência no que concerne ao processo de preparação de informação financeira, sem violar a sua independência e propondo ao Administrador-Delegado ou à Comissão Executiva medidas destinadas a melhorar o seu funcionamento que se mostrem necessárias; h) Verificar, quando o julgue conveniente e pela forma que entenda adequada, a regularidade dos livros, registos contabilísticos que lhe servem de suporte, assim como a situação de quaisquer bens ou valores possuídos pela sociedade a qualquer título; i) Dar parecer prévio e vinculativo ao Conselho de Administração sobre a política de aprovação dos negócios e transações com partes relacionadas; j) Receber as comunicações de irregularidades ocorridas na sociedade e apresentadas por acionistas, colaboradores ou outros; k) Convocar a Assembleia Geral quando o Presidente da respetiva Mesa, devendo fazê-lo, o não faça; l) Examinar, sempre que o julgue conveniente, a escrituração da sociedade; m) Emitir parecer vinculativo sobre a realização de adiantamentos sobre os lucros no decurso de um exercício; n) Atestar se o relatório anual sobre a estrutura e práticas de governo societário divulgado inclui os elementos referidos no artigo 245.º-A do Código dos Valores Mobiliários;

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 180 o) Analisar a eficácia no cumprimento dos normativos legais, regulamentares ou outros aplicáveis, bem como os resultados de eventuais investigações do Administrador-Delegado ou da Comissão Executiva e a respetiva conclusão (incluindo a aplicação das eventuais sanções) nos casos de comprovada falta de cumprimento; p) Analisar as conclusões de quaisquer exames realizados por inspetores de entidades governamentais ou reguladoras, bem como observações de incumprimento feitas pelos auditores externos do Grupo IMPRESA; q) Zelar para que sejam asseguradas, dentro das instalações do Grupo IMPRESA, as condições adequadas à prestação dos serviços de auditoria. No exercício da atividade de fiscalização financeira, compete ainda à Comissão de Auditoria: a) Acompanhar o processo de preparação e divulgação de informação financeira e apresentar ao Administrador-Delegado ou à Comissão Executiva recomendações ou propostas para garantir a sua integridade; b) Dar parecer sobre a correção e completude do relatório anual de gestão, incluindo a demonstração não financeira, as contas do exercício e as propostas apresentadas pela administração da sociedade, e os outros documentos a submeter às entidades reguladoras dos mercados financeiros, no qual deve, designadamente, exprimir a sua concordância ou não com o relatório anual de gestão e as contas do exercício e incluir a declaração prevista na alínea c) do número 1 do artigo 245.º do Código de Valores Mobiliários; c) Acompanhar a revisão legal das contas anuais individuais e consolidadas, nomeadamente a sua execução, tendo em conta as eventuais constatações e conclusões da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, enquanto autoridade competente pela supervisão de auditoria; d) Informar a administração dos resultados da revisão legal das contas, explicando o modo como esta contribuiu para a integridade do processo de preparação e divulgação de informação financeira, bem como o papel que a Comissão desempenhou nesse processo. No exercício da atividade de fiscalização de negócios entre partes relacionadas e conflitos de interesses, compete à Comissão, em particular: a) Acompanhar e supervisionar os mecanismos implementados para efeitos da aprovação, controlo e divulgação de transações com partes relacionadas, nomeadamente a Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflitos de Interesses; b) Apresentar recomendações ao Conselho de Administração quanto a medidas de prevenção e identificação de conflitos de interesses; c) Referir, no seu relatório anual, os pareceres adotados quanto a transações com Partes Relacionadas e a adequação da respetiva política aos fins de prevenção e resolução de conflitos de interesses.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 181 Compete à Comissão, no processo de seleção do revisor oficial de contas da sociedade, e nos termos do artigo 16.º do Regulamento (UE) 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014: a) Selecionar, mediante um processo formal de consulta ao mercado e seleção, pelo menos dois revisores oficiais de contas a propor à Assembleia Geral, recomendando e justificando a sua preferência por um deles, após apreciação das respetivas habilitações e independência para o exercício de funções. b) Convidar quaisquer revisores oficiais de contas ou sociedades de revisores oficiais de contas a apresentarem propostas para a prestação do serviço de revisão legal de contas. c) Elaborar, para os efeitos do disposto na alínea anterior, documentos de concurso destinados às entidades convidadas, que permitam compreender a atividade da IMPRESA, o tipo de revisão legal de contas que será realizado e incluam critérios de seleção transparentes e não discriminatórios que serão utilizados para avaliar as propostas apresentadas. No relacionamento com o revisor oficial de contas da sociedade, cabe à Comissão de Auditoria: a) Analisar anualmente a proposta de prestação de serviços de revisão das contas da sociedade, propondo a remuneração destes serviços e, sempre que aplicável, verificar a adequação e aprovar a prestação de serviços distintos de auditoria pelo revisor oficial de contas da sociedade e, se distinto, pelo das suas participadas, exceto os serviços distintos de auditoria proibidos previstos no artigo 5.º do Regulamento (UE) 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014; b) Analisar a proposta de planeamento anual do trabalho do revisor oficial de contas da sociedade e, se distinto e se o entender, do das suas participadas; c) Reunir regularmente com o revisor oficial de contas da sociedade e, se distinto, com o das suas participadas; d) Verificar e acompanhar a independência do revisor oficial de contas da sociedade e, se distinto, do das suas participadas, nos termos definidos no Anexo 1 ao Regulamento da Comissão de Auditoria; e) Analisar o desempenho do revisor oficial de contas e a sua adequação ao exercício da revisão legal das contas, propondo ao Administrador-Delegado ou à Comissão Executiva a resolução do contrato ou a sua destituição sempre que se verifique justa causa para o efeito; f) Zelar para que sejam asseguradas, dentro das instalações do Grupo IMPRESA, as condições adequadas à prestação dos serviços do revisor oficial de contas. No âmbito do seu relacionamento com o Revisor Oficial de Contas, a Comissão de Auditoria adota a seguinte “Regulamentação da Prestação de Serviços pelo Revisor Oficial de Contas”:

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 182 1. No âmbito das suas competências relativamente à prestação de serviços por parte do ROC, a Comissão de Auditoria toma as medidas adequadas para prevenir, identificar e resolver quaisquer ameaças à sua independência e incompatibilidades. 2. A Comissão de Auditoria debate com o ROC as ameaças à sua independência e as salvaguardas aplicadas para mitigar essas ameaças, designadamente em situações de auto revisão, interesse pessoal, representação, familiaridade, confiança ou intimidação. 3. Compete à Comissão de Auditoria pronunciar-se junto do Administrador-Delegado ou da Comissão Executiva sobre os termos do contrato de prestação de serviços necessários à revisão oficial de contas exigida por lei e autorizar previamente a contratação de serviços distintos de auditoria, desde que não proibidos dentro da legislação em vigor. 4. Para efeitos de autorização prévia de serviços distintos de auditoria, a Comissão de Auditoria avalia adequadamente as ameaças à independência e objetividade e as medidas de salvaguarda aplicadas, autorizando a respetiva contratação apenas quando concluir que não está em causa um serviço proibido nos termos legais em vigor. 5. A Comissão de Auditoria propõe à Assembleia Geral a nomeação do ROC, devendo apresentar justificadamente duas ou mais opções e exprimir justificadamente a sua opção, assim como declarar que esta opção é isenta da influência de terceiros. 6. A recomendação da Comissão de Auditoria à Assembleia Geral deverá resultar de um processo de seleção, da sua responsabilidade, que obedecerá aos seguintes critérios: a. São contactados vários ROC para apresentação de proposta de prestação de serviços de revisão legal de contas, devendo ter-se em atenção as limitações legais em vigor; b. Na seleção do ROC atender-se-ão, entre outros requisitos que venham a ser definidos pela Comissão de Auditoria, aos seguintes requisitos: i. Experiência do ROC e da equipa afeta à prestação dos serviços de auditoria, tendo em consideração dimensão do grupo e as especificidades das diferentes áreas de negócio do Grupo; ii. Qualidade e completude da proposta apresentada; iii. Garantias de idoneidade, independência e ausência de conflito de interesses; iv. Capacidade de execução da proposta apresentada; e v. Condições comerciais. c. O processo de seleção será organizado em estrita observância das regras legais aplicáveis, nomeadamente o Regulamento (UE) 537/2014, de 16 de abril. A Comissão de Auditoria é o principal interlocutor do Revisor Oficial de Contas, nomeadamente no âmbito dos trabalhos de auditoria às contas, seus relatórios e conclusões, e da avaliação do sistema de controlo interno. Sempre que o entender, a Comissão entra em contacto direto com o Revisor Oficial de Contas da sociedade e, quando distinto, com o das suas participadas, com vista à obtenção de esclarecimentos.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 183 O conteúdo dos relatórios do Revisor Oficial de Contas é apresentado e analisado em detalhe no decorrer destas reuniões, que são realizadas previamente às reuniões do Conselho de Administração, para que a Comissão de Auditoria seja o primeiro órgão do Grupo a tomar conhecimento do conteúdo dos relatórios. As sugestões efetuadas pelo Revisor Oficial de Contas que visem melhorar medidas de controlo interno da empresa e implementar melhores práticas contabilísticas e os resultados da revisão legal das contas são posteriormente reportadas e discutidas em sede de Conselho de Administração. A Comissão de Auditoria reúne regularmente com o Chief Financial Officer (CFO) do Grupo IMPRESA com vista a acompanhar e propor recomendações no que se refere ao processo de preparação e divulgação de informação financeira, bem como para a discussão de outros assuntos que considere relevantes. Para efeitos de acompanhamento da eficácia dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco, a Comissão de Auditoria reúne com responsáveis diversos do Grupo IMPRESA e avalia a necessidade de subcontratação de serviços especializados, tendo em conta, nomeadamente, a inexistência de departamento de auditoria interna no Grupo. No âmbito da Política de Gestão de Riscos do Grupo IMPRESA compete à Comissão de Auditoria: a) Avaliar e pronunciar-se sobre a Política de Gestão de Riscos previamente à sua aprovação pelo Conselho de Administração. b) Fiscalizar a eficácia do Sistema de Gestão de Riscos, i.e., monitorizar os Processos de Gestão de Risco, contribuindo com sugestões de revisão e ajuste, e verificar se os riscos incorridos são consistentes com os objetivos fixados. c) Avaliar, numa base anual, o desempenho do Sistema de Gestão de Riscos. A Comissão de Auditoria é destinatária dos Relatórios do Comité de Risco. Em 2023, a Comissão de Auditoria reuniu 14 vezes. Todas as atas das reuniões da Comissão de Auditoria são distribuídas a todos os membros do Conselho de Administração. Comissão de Governo Societário A Comissão de Governo Societário da IMPRESA é composta por três membros não executivos do Conselho de Administração: a) o Presidente do Conselho de Administração, que desempenha as funções de Presidente da Comissão de Governo Societário; b) o Vice-Presidente do Conselho de Administração designado pelo Conselho de Administração; c) o Presidente da Comissão de Auditoria.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 184 Compete à Comissão de Governo Societário, em geral, assistir o Conselho de Administração: a) No aperfeiçoamento do modelo de governo e de supervisão da sociedade, da respetiva estrutura organizativa e dos princípios e práticas de governo por que aquela se regerá; b) Na elaboração e implementação de normas de conduta, destinadas a impor a observância das disposições aplicáveis e de rigorosos princípios éticos e deontológicos, no desempenho das funções atribuídas aos membros dos órgãos sociais e colaboradores da sociedade. Para o desempenho das suas competências quanto ao modelo de governo e supervisão da sociedade, cabe à Comissão de Governo Societário, em particular: a) Diligenciar pelo integral cumprimento dos requisitos legais e regulamentares, das recomendações e boas práticas, relativos ao modelo de governo da sociedade; b) Proceder anualmente à avaliação dos seguintes aspetos: i. Estrutura, princípios e práticas de governo societário da sociedade; ii. Desempenho global do Presidente do Conselho de Administração e do Administrador-Delegado ou dos membros da Comissão Executiva, para efeito de atribuição de Remuneração Variável no âmbito da Política de Remuneração dos Membros dos Órgãos de Administração; iii. Eficácia do sistema de governo societário e medidas adequadas ao respetivo aperfeiçoamento. c) Recomendar a adoção pelo Conselho de Administração, em consonância com princípios éticos, deontológicos e de governo societário, das políticas, regras e procedimentos necessários ao cumprimento das disposições legais, regulamentares e estatutárias aplicáveis, bem como nas recomendações, padrões e melhores práticas, nacionais e internacionais, em matéria de governo societário; d) Apoiar o Conselho de Administração e a respetiva Comissão de Auditoria na avaliação dos sistemas de identificação e resolução de conflitos de interesses. A Comissão de Governo Societário deverá, ainda, colaborar na elaboração do Relatório Anual sobre o Governo da Sociedade nas matérias da sua competência. A Comissão de Governo Societário reúne duas vezes por ano e sempre que seja convocada pelo seu Presidente ou por solicitação de qualquer um dos seus membros. Em 2023, a comissão reuniu quatro vezes. Todas as atas das reuniões da Comissão de Governo Societário são distribuídas a todos os membros do Conselho de Administração.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 185 Comité de Estratégia O Comité de Estratégia é presidido por um Vice-Presidente do Conselho de Administração da IMPRESA designado pelo Conselho de Administração. O Comité de Estratégia é ainda composto pelos seguintes membros: a) O Administrador-Delegado; b) Dois Administradores não executivos (designados pelo Conselho de Administração). Os Chief Operating Officers, responsáveis pelas diferentes unidades operacionais do Grupo IMPRESA, que reúnem periodicamente com o Administrador-Delegado, integram também o Comité de Estratégia. Cabe ao Comité de Estratégia auxiliar o Presidente do Conselho de Administração e o Administrador-Delegado na definição de objetivos estratégicos de alto nível da IMPRESA, nomeadamente: a) na preparação do Plano Estratégico do Grupo IMPRESA, o qual deverá ser submetido a aprovação pelo Conselho de Administração; b) na avaliação, acompanhamento e monitorização da aplicação do Plano referido na alínea anterior e na revisão anual do mesmo, formulando eventuais propostas de alteração; c) na apresentação de recomendações de atuação ao Conselho de Administração, tendo em conta o Plano Estratégico do Grupo IMPRESA. Em 2023, o Comité reuniu duas vezes. Todas as atas das reuniões do Comité de Estratégia são distribuídas a todos os membros do Conselho de Administração. III FISCALIZAÇÃO a) Composição 30. Identificação do órgão de fiscalização correspondente ao modelo adotado. O modelo de governo adotado é o previsto na alínea b) do nº1 do art. 278.º do Código das Sociedades Comerciais, isto é, com um Conselho de Administração, compreendendo uma Comissão de Auditoria (com funções de fiscalização) e um Revisor Oficial de Contas.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 186 31. Composição, consoante aplicável, do Conselho Fiscal, da Comissão de Auditoria, do Conselho Geral e de Supervisão ou da Comissão para as Matérias Financeiras, com indicação do número estatutário mínimo e máximo de membros, duração estatutária do mandato, número de membros efetivos, data da primeira designação e data do termo de mandato de cada membro, podendo remeter-se para ponto do relatório onde já conste essa informação por força do disposto no n.º 17. A Comissão de Auditoria para o quadriénio 2023/2026 é composta pelos seguintes três membros do Conselho de Administração: Presidente: Manuel Guilherme Oliveira da Costa Vogais: Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes O mandato da Comissão de Auditoria é de quatro anos, coincidente com o mandato dos restantes órgãos sociais. Emanando a Comissão de Auditoria do Conselho de Administração, a sua nomeação compete à Assembleia Geral, sendo permitida a sua reeleição por sucessivos quadriénios, sem prejuízo das limitações impostas por lei às sociedades emitentes de valores mobiliários admitidos à negociação em mercado regulamentado. Membros da Comissão de Auditoria Data da 1ª designação Termo do mandato Manuel Guilherme Oliveira da Costa 16-04-19 31-12-26 Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia 28-01-08 31-12-26 Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes 16-04-19 31-12-26 32. Identificação, consoante aplicável, dos membros do Conselho Fiscal, da Comissão de Auditoria, do Conselho Geral e de Supervisão ou da Comissão para as Matérias Financeiras que se considerem independentes, nos termos do art. 414.º, n.º 5 CSC, podendo remeter-se para ponto do relatório onde já conste essa informação por força do disposto no n.º 18. Conforme referido no ponto 18 são independentes os vogais da Comissão de Auditoria, Manuel Guilherme Oliveira da Costa e Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 187 33. Qualificações profissionais, consoante aplicável, de cada um dos membros do Conselho Fiscal, da Comissão de Auditoria, do Conselho Geral e de Supervisão ou da Comissão para as Matérias Financeiras e outros elementos curriculares relevantes, podendo remeter-se para ponto do relatório onde já conste essa informação por força do disposto no nº21. Vide ponto 19. b) Funcionamento 34. Existência e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento, consoante aplicável, do Conselho Fiscal, Comissão de Auditoria, Conselho Geral e de Supervisão ou da Comissão para as Matérias Financeiras, podendo remeter-se para ponto do relatório onde já conste essa informação por força do disposto no n.º 22. Vide ponto 22. 35. Número de reuniões realizadas e grau de assiduidade às reuniões realizadas, consoante aplicável, de cada membro do Conselho Fiscal, Comissão de Auditoria, Conselho Geral e de Supervisão e da Comissão para as Matérias Financeiras, podendo remeter-se para ponto do relatório onde já conste essa informação por força do disposto no n.º 23. A Comissão de Auditoria reuniu 14 vezes ao longo do ano, sendo a assiduidade dos seus membros a seguinte: Manuel Guilherme Oliveira da Costa (Presidente) 100,00% Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia 100,00% Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes 100,00% 36. Disponibilidade de cada um dos membros, consoante aplicável, do Conselho Fiscal, da Comissão de Auditoria, do Conselho Geral e de Supervisão ou da Comissão para as Matérias Financeiras, com indicação dos cargos exercidos em simultâneo em outras empresas, dentro e fora do grupo, e outras atividades relevantes exercidas pelos membros daqueles órgãos no decurso do exercício, podendo remeter-se para ponto do relatório onde já conste essa informação por força do disposto no n.º 26. Vide ponto 26.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 188 c) Competências e funções 37. Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização para efeitos de contratação de serviços adicionais ao auditor externo. Sempre que aplicável, a Comissão de Auditoria avalia e, quando adequado, dá a sua aprovação à contratação do Revisor Oficial de Contas para a prestação de serviços distintos de auditoria, desde que não proibidos pelo artigo 5.º do Regulamento (EU) 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho e cujos honorários se situem abaixo do limite previsto no artigo 4º do mesmo Regulamento. A avaliação tem em vista assegurar que a independência do Revisor Oficial de Contas não é posta em causa e tem em consideração a razoabilidade dos preços propostos, o grau de conhecimento do setor de atividade e o acompanhamento contínuo do negócio da empresa. Vide ponto 29, no que concerne ao relacionamento com o Revisor Oficial de Contas e à “Regulamentação da Prestação de Serviços pelo Revisor Oficial de Contas”. 38. Outras funções dos órgãos de fiscalização e, se aplicável, da Comissão para as Matérias Financeiras. Vide ponto 29 onde se encontram descritas as competências e funções da Comissão de Auditoria. IV REVISOR OFICIAL DE CONTAS 39. Identificação do revisor oficial de contas e do sócio revisor oficial de contas que o representa. O Revisor Oficial de Contas, eleito para o quadriénio 2023-2026, é a Deloitte & Associados, SROC, S.A., ROC nº 43, inscrita na CMVM com o n.º 20161389, representada por Luís Miguel Baptista da Costa, ROC nº 1602, inscrito na CMVM com o n.º 20161212. 40. Indicação do número de anos em que o revisor oficial de contas exerce funções consecutivamente junto da sociedade e/ou grupo. O Revisor Oficial de Contas exerce funções junto da IMPRESA – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. desde a Assembleia Geral de 26 de maio de 2023.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 189 41. Descrição de outros serviços prestados pelo ROC à sociedade. Relativamente ao exercício de 2023, o Revisor Oficial de Contas da IMPRESA – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. prestou serviços distintos de revisão às contas anuais, nomeadamente à revisão limitada das demonstrações financeiras intercalares e à verificação das obrigações (rácios) constantes dos seus compromissos de financiamento (serviços de garantia de fiabilidade). Conforme referido no ponto 37, na contratação ao Revisor Oficial de Contas de serviços adicionais à revisão das contas, que não sejam proibidos e estejam dentro do limite legal, para além de ter sido assegurada a sua independência, foram tidos em consideração, nomeadamente, a razoabilidade dos preços propostos, o grau de conhecimento do setor de atividade e o acompanhamento contínuo do negócio da empresa. V AUDITOR EXTERNO 42. Identificação do auditor externo designado para os efeitos do art. 8.º e do sócio revisor oficial de contas que o representa no cumprimento dessas funções, bem como o respetivo número de registo na CMVM. Vide ponto 39 (Capítulo IV). 43. Indicação do número de anos em que o auditor externo e o respetivo sócio revisor oficial de contas que o representa no cumprimento dessas funções exercem funções consecutivamente junto da sociedade e/ou do grupo. Vide ponto 40 (Capítulo IV). 44. Política e periodicidade da rotação do auditor externo e do respetivo sócio revisor oficial de contas que o representa no cumprimento dessas funções. No final de cada mandato, a Comissão de Auditoria avalia e discute as condições de independência e o desempenho das funções do Revisor Oficial de Contas com vista a eventual rotação. A Comissão verifica, ainda, o cumprimento das limitações de mandatos constantes do artigo 54.º da Lei n.º 140/2015, de 7 de setembro (com as alterações introduzidas pela Lei n.º 99-A/2021, de 31 de dezembro), que aprova o Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 190 Sempre que ocorre rotação de auditor, a Comissão de Auditoria procede à seleção do Revisor Oficial de Contas a propor à Assembleia Geral para eleição, e recomenda justificadamente a sua opção, conforme previsto internamente na “Regulamentação da Prestação de Serviços pelo Revisor Oficial de Contas” (Ponto 29) e na alínea f) do n.º 3 do artigo 3.º da Lei n.º 148/2015, de 9 de setembro (com as alterações introduzidas pela Lei n.º 35/2018, de 20 de julho, e pela Lei n.º 99-A/2021, de 31 de dezembro), que contém o Regime Jurídico da Supervisão de Auditoria, em articulação com o Regulamento Europeu (RE) 537/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 abril. Em 2023, a Comissão de Auditoria desenvolveu, com o apoio do CFO do Grupo, um processo organizado de seleção do Revisor Oficial de Contas para o mandato 2023-2026. O processo de seleção foi aberto a diferentes entidades e obedeceu a critérios de seleção transparentes e não discriminatórios, para além da análise às condições de elegibilidade, independência, idoneidade e ausência de conflito de interesses dos candidatos ao concurso. A seleção dos dois auditores propostos para eleição em Assembleia Geral, bem como a recomendação da Comissão de Auditoria pelo auditor que veio a ser eleito nessa Assembleia, assentou em critérios objetivos relativos ao conhecimento do setor onde o Grupo IMPRESA opera, experiência evidenciada com auditoria a entidades de interesse público, qualidade técnica e senioridade da equipa de profissionais e bem assim de completude, qualidade e razoabilidade económica das propostas apresentadas. 45. Indicação do órgão responsável pela avaliação do auditor externo e periodicidade com que essa avaliação é feita. A Comissão de Auditoria avalia anualmente, de modo formal, quer as condições de independência, quer o desempenho das funções do Revisor Oficial de Contas. 46. Identificação de trabalhos, distintos dos de auditoria, realizados pelo auditor externo para a sociedade e/ou para sociedades que com ela se encontrem em relação de domínio, bem como indicação dos procedimentos internos para efeitos de aprovação da contratação de tais serviços e indicação das razões para a sua contratação. A Comissão de Auditoria avalia e aprova a contratação do Revisor Oficial de Contas para a prestação de serviços distintos de auditoria nos termos da “Regulamentação da Prestação de Serviços pelo Revisor Oficial de Contas”. Após verificar que os serviços em causa não são proibidos pelo Regulamento (EU) 537/2014, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, e que os respetivos honorários se encontram dentro do limite imposto pelo mesmo Regulamento, a Comissão de Auditoria segue um processo de avaliação e aprovação que tem em vista assegurar que a independência do Revisor Oficial de Contas não é posta em causa e tem em consideração a razoabilidade dos preços propostos, o grau de conhecimento do setor de atividade e o acompanhamento contínuo do negócio da empresa.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 191 Relativamente ao exercício de 2023, o Revisor Oficial de Contas, para além dos serviços de revisão de contas, incluindo serviços de revisão limitada às contas semestrais, foi contratado pelo Grupo IMPRESA para prestar serviços de garantia de fiabilidade relativo ao exame do certificado de cumprimento de rácio financeiro em 31 de dezembro de 2023 relacionado com os termos e definições do prospeto de oferta publica de subscrição e de admissão à negociação do empréstimo obrigacionista denominado Obrigações SIC 2021-2025, preparado pela IMPRESA. 47. Indicação do montante da remuneração anual paga pela sociedade e/ ou por pessoas coletivas em relação de domínio ou de grupo ao auditor e a outras pessoas singulares ou coletivas pertencentes à mesma rede e discriminação da percentagem respeitante aos seguintes serviços (Para efeitos desta informação, o conceito de rede é o decorrente da Recomendação da Comissão Europeia n.º C (2002) 1873, de 16 de maio): Pela IMPRESA (a) Em Euros Em % Serviços de revisão de contas anuais 22.200 € 9,5% Serviços de garantia de fiabilidade 11.800 € 5,0% Serviços de consultoria fiscal 0 € 0,0% Outros serviços que não revisão de contas 0 € 0,0% Por outras entidades do Grupo (a) Serviços de revisão de contas anuais 173.200 € 74,0% Serviços de garantia de fiabilidade 26.800 € 11,5% Serviços de consultoria fiscal 0 € 0,0% Outros serviços que não revisão de contas 0 € 0,0% Total Geral 234.000 € 100% (a) Incluindo contas individuais e consolidadas

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 192 C. ORGANIZAÇÃO INTERNA I ESTATUTOS 48. Regras aplicáveis à alteração dos estatutos da sociedade (art. 29.º-H, n.º 1, al. h). Não existem quaisquer regras para a alteração do contrato da sociedade, a não ser as que decorrem da lei a ela aplicável. II COMUNICAÇÃO DE IRREGULARIDADES 49. Meios e política de comunicação de irregularidades ocorridas na sociedade. Foi criado e aprovado em 2007, pela Comissão de Auditoria, um sistema de comunicação interna de irregularidades, com vista à sua prevenção e sanção, evitando danos agravados pela continuidade da prática irregular. Em 2023, o Conselho de Administração aprovou uma nova versão do Regulamento sobre Procedimentos a Adotar em Matéria de Comunicação de Irregularidades, divulgado no website da IMPRESA, o qual rege o sistema de comunicação de irregularidades e o funcionamento de canais para denúncias junto das sociedades do Grupo IMPRESA. Estes canais destinam-se à apresentação e seguimento seguros de denúncias e garantem a exaustividade, integridade e conservação de denúncias, a confidencialidade da identidade ou o anonimato dos denunciantes e a confidencialidade da identidade de terceiros mencionados nas denúncias. Mais impede o acesso de pessoas não autorizadas às denúncias apresentadas. Compete à Comissão de Auditoria a receção e tratamento das participações de indícios de irregularidades ocorridas nas sociedades do Grupo IMPRESA, garantindo a independência, a imparcialidade, a confidencialidade, o anonimato dos denunciantes sempre que necessário, a proteção de dados, o sigilo e a ausência de conflitos de interesses no desempenho destas funções. No decurso do exercício de 2023, não houve quaisquer comunicações ao abrigo deste Regulamento.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 193 III CONTROLO INTERNO E GESTÃO DE RISCOS 50. Pessoas, órgãos ou comissões responsáveis pela auditoria interna e/ou pela implementação de sistemas de controlo interno. O modelo de controlo interno adotado pela IMPRESA atende à sua dimensão, ao setor em que se insere e à complexidade da sua atividade, promovendo a necessária eficácia de resposta aos riscos que lhe são inerentes. São designadamente aplicáveis (i) o Regulamento do Comité de Risco do Grupo IMPRESA, (ii) a Política de Gestão de Riscos do Grupo IMPRESA, (iii) o Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas, (iv) o Código de Conduta, (v) o Regulamento sobre Procedimentos a Adotar em Matéria de Comunicação de Irregularidades, (vi) e a Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflitos de Interesses. Atentas as especificidades da atividade do Grupo, caracterizadas por um número limitado de processos de relacionamento com pessoal, fornecedores, clientes e outros stakeholders, a sociedade considera que não se justifica a existência de um departamento de auditoria interna. Também o ambiente regulador não justifica, por ora, um departamento especializado de compliance, sendo o controlo associado ao cumprimento legal e aos assuntos regulamentares e jurídicos tratados através do Responsável pelo Cumprimento Normativo e as demais exigências internas de compliance asseguradas de forma capilar e transversal a todas as direções. O funcionamento efetivo do sistema de controlo interno é assegurado de forma articulada fundamentalmente entre a Direção de Risco, o Comité de Risco, o Controlo de Gestão, a Direção de Património, Compras e Logística, a Direção de Contabilidade e Fiscalidade, a Direção de Tesouraria e Gestão de Risco de Crédito, a Direção de Assuntos Jurídicos, a Direção de Relações Institucionais, a Direção de Recursos Humanos, a Direção de Tecnologias de Informação e Desenvolvimento Digital e a Direção de Operações e Tecnologia. O sistema de controlo interno, e em particular o processo de monitorização, controlo e reporte de riscos, viu-se recentemente reforçado com uma iniciativa complementar de salvaguarda de Compliance de Procedimentos e Normas. 51. Explicitação, ainda que por inclusão de organograma, das relações de dependência hierárquica e/ou funcional face a outros órgãos ou comissões da sociedade. As relações de dependência encontram-se definidas no organograma inserto no ponto 21.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 194 52. Existência de outras áreas funcionais com competências no controlo de riscos. Para além das áreas indicadas no ponto 50, com atuação nos termos descritos no ponto 54, não existem outras áreas com competência no controlo de riscos. 53. Identificação e descrição dos principais tipos de riscos (económicos, financeiros e jurídicos) a que a sociedade se expõe no exercício da atividade. Riscos económicos e operacionais (negócios e instalações): Riscos relacionados, principalmente, com situações que possam afetar a exploração corrente das empresas, nomeadamente: (i) alterações de contexto macroeconómico como foram exemplo, o registo de inflação e subida das taxas de juro, aumento de custos energéticos e de papel, (ii) incêndios ou outros eventos externos com impacto potencial nas instalações onde decorrem as atividades das empresas do Grupo, em quebras de produção dos jornais, em cortes de emissão televisiva, em falhas dos sistemas informáticos ou em quebras de segurança de informação e cibersegurança. Riscos financeiros (risco de crédito, de liquidez, de câmbio e de taxa de juro): i. O risco de crédito está essencialmente relacionado com as contas a receber resultantes da venda de publicidade; ii. O risco de liquidez que pode surgir da hipótese das fontes não satisfazerem as necessidades de financiamento – por exemplo, saídas de caixa para atividades operacionais e de financiamento, investimentos, remuneração dos acionistas e reembolso de dívida; iii. O risco de câmbio está essencialmente relacionado com a aquisição de programas de televisão; iv. O risco da taxa de juro está essencialmente relacionado com os juros suportados com a contratação de financiamentos com taxas de juro variáveis, por conseguinte expostos às alterações nas taxas de juro de mercado, aspeto relevante por força das alteração de contexto macroeconómico. Riscos Jurídicos: Riscos relacionados com o cumprimento da legislação em vigor, em particular, a legislação aplicável ao setor da comunicação social.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 195 54. Descrição do processo de identificação, avaliação, acompanhamento, controlo e gestão de riscos. A Política de Gestão de Riscos da IMPRESA, aprovada pelo Conselho de Administração, propõe a prossecução de uma Gestão de Riscos assertiva e adequada ao seu perfil corporativo, visando a salvaguarda dos interesses do Grupo e o acolhimento das legítimas expectativas dos seus stakeholders. O Grupo adota um Sistema de Gestão de Riscos focado no tratamento dos riscos com impacto no desempenho da sua atividade, o qual promove, numa postura evolutiva, a identificação, a avaliação e a gestão multidisciplinar de riscos, atenta a estratégia e os valores da IMPRESA. De acordo com a Política de Gestão de Riscos aprovada, cabe ao Conselho de Administração, sob proposta do Administrador-Delegado, definir uma Política de Gestão de Riscos e os Objetivos de Riscos - níveis de tolerância aceitáveis para o bom desempenho da atividade do Grupo e nomear os membros do Comité de Risco. Conforme referido no ponto 29, compete à Comissão de Auditoria avaliar e pronunciar-se sobre a Política de Gestão de Riscos previamente à sua aprovação pelo Conselho de Administração, fiscalizar a eficácia do Sistema de Gestão de Riscos (i.e., monitorizar os Processos de Gestão de Risco e verificar se os riscos incorridos são consistentes com os objetivos fixados) e avaliar, numa base anual, o desempenho do Sistema de Gestão de Riscos. O Comité de Risco institui os Processos de Gestão de Risco, avalia em base semestral o seu grau de cumprimento e desempenho e assegura os mecanismos de reporte. Dos Processos de Gestão de Risco consta a sistematização dos riscos identificados num “Mapa de Riscos”, que regista a sua avaliação, baseada em indicadores qualitativos e quantitativos, e as medidas mitigadoras do seu impacto em caso de ocorrência. O Sistema de Gestão de Riscos do Grupo IMPRESA conta com a atividade articulada dos seguintes órgãos: a) Comité de Risco, ao qual compete garantir operacionalmente o cumprimento da Política de Gestão do Risco, definida pelo Conselho de Administração da IMPRESA, acompanhar e monitorizar os diferentes eventos de segurança e potenciadores de riscos para as diferentes empresas do Grupo, efetuar recomendações por forma a melhorar os sistemas de controlo dos eventos de risco, verificar a eficiência dos sistemas de gestão de riscos, e monitorizar a implementação das recomendações feitas pelo Comité de Risco e/ou pela Comissão de Auditoria, no que respeita à Gestão do Risco;

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 196 b) Direção de Património, Compras e Logística, que supervisiona os riscos associados a: i. instalações, infraestruturas, logística; ii. contratação de seguros ao nível do Grupo, por forma a conseguir as soluções mais adequadas para a cobertura dos riscos seguráveis. c) Direção de Tecnologias de Informação e Direção de Operações e Tecnologia, que supervisionam a segurança informática e o Cyber Risco. d) Direção de Tesouraria e Gestão de Risco de Crédito, que desenvolve os seguintes aspetos do controlo de riscos: i. Negociação, contratação e gestão de financiamentos bancários para fazer face às necessidades financeiras do Grupo; ii. Negociação e contratação de instrumentos financeiros adequados, com o objetivo de diminuir a exposição aos riscos de taxa de juro e taxa de câmbio; iii. Definição de políticas de concessão de crédito, com limites de crédito por cliente e prazos de cobrança. e) Direção de Recursos Humanos, responsável pelo controlo dos riscos associados à contratação e gestão de recursos humanos do Grupo, incluindo o acompanhamento e monitorização de temas como a formação, a igualdade de oportunidades, segurança e saúde no trabalho; f) Direção de Assuntos Jurídicos e Direção de Relações Institucionais, responsáveis pelo: i. acompanhamento da evolução do quadro legal e regulatório nas matérias com impacto nas atividades desenvolvidas pelo Grupo IMPRESA e da relação com as autoridades de supervisão competentes; ii. acompanhamento, a nível das subsidiárias operacionais, das disposições legais e regulatórias em vigor, aplicáveis, em particular, ao setor da comunicação social, e cuja alteração significativa ou incumprimento poderá ter um eventual impacto adverso nos negócios ou nos resultados das atividades das empresas. Nos termos do Decreto-Lei n.º 109-E/2021, de 9 de dezembro, e da Resolução do Conselho de Ministros n.º 37/2021, de 6 de Abril, o Conselho de Administração nomeou um Responsável pelo Cumprimento Normativo, ao qual compete a execução, controlo e revisão do Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas do Grupo IMPRESA, publicado em 2023, no âmbito da implementação do Programa de Cumprimento Normativo. Ainda a nível das subsidiárias operacionais, estão equacionados e implementados planos para situações exógenas que afetem a exploração corrente das empresas, nomeadamente, incêndios, quebras de produção, cortes de emissão, falhas dos sistemas informáticos, etc., com o objetivo de salvaguarda de bens e pessoas e de garantir, tanto quanto possível, a continuidade da produção tanto dos jornais e revistas, como da atividade de televisão e dos conteúdos digitais.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 197 55. Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco implementados na sociedade relativamente ao processo de divulgação de informação financeira (art. 29.º-H, n.º 1, al. l). Previamente às reuniões do Conselho de Administração, calendarizadas com antecedência (com exceção de eventuais reuniões extraordinárias) e tendo esse calendário a concordância de todos, os membros não executivos do Conselho de Administração, incluindo, portanto, todos os membros da Comissão de Auditoria, bem como o Secretário da sociedade, recebem atempadamente a agenda e toda a documentação relacionada com os pontos em agenda. Os membros do Conselho de Administração podem requerer informação adicional sobre qualquer dos pontos, propor a inclusão de outros pontos que queiram ver discutidos e propor ao Presidente do Conselho de Administração a presença na reunião de qualquer trabalhador da IMPRESA e das suas participadas que possa estar relacionado com a discussão de um (ou mais) pontos dessa mesma agenda. Os membros não executivos do Conselho de Administração recebem, ainda, as atas das reuniões do Comité de Estratégia, da Comissão de Governo Societário e da Comissão de Auditoria, e toda a informação e documentação de natureza económica e financeira, designadamente mapas de investimento, de controlo de gestão, de fluxos de caixa e de evolução da dívida remunerada, bem como outra relacionada com a atividade do Grupo, como por exemplo informação sobre recursos humanos, evolução de vendas de publicações e audiências, etc. A Comissão de Auditoria acompanha a elaboração e divulgação da informação financeira, no sentido de garantir que seja verdadeira e apropriada, a par de uma fiel exposição sobre a evolução dos negócios. Os documentos de prestação de contas são elaborados com base nas informações fornecidas pelas diversas empresas do Grupo e, em particular, pelos serviços partilhados. O Grupo tem implementados mecanismos e procedimentos de controlo interno sobre o processo de fecho de contas e divulgação de informação financeira, tendo presente os riscos identificados e definindo prazos, requisitos e obrigações de reporte financeiro. Neste contexto são definidos e comunicados calendários, tarefas e responsabilidades entre os trabalhadores envolvidos no processo de elaboração da documentação de reporte financeiro. A Direção de Contabilidade e Fiscalidade do Grupo revê as políticas contabilísticas adotadas, identifica as transações relevantes ou não usuais, analisando, sempre que necessário, com a Comissão de Auditoria, os tratamentos contabilísticos adequados e requisitos de divulgação correspondentes, e identifica as transações que envolvem julgamentos ou estimativas, definindo os métodos de cálculo, pressupostos e demais informações relevantes.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 198 Estão definidos mecanismos de comunicação entre cada segmento e a Direção de Contabilidade e Fiscalidade, por forma a garantir que todas as eventuais novas operações foram devidamente identificadas e tratadas contabilisticamente, nomeadamente, pela articulação entre a Direção de Contabilidade e Fiscalidade e o Controlo de Gestão de cada segmento e do Grupo. A Direção de Contabilidade e Fiscalidade atualiza anualmente o Plano de Progresso e Qualidade Contabilística, com base nas recomendações da auditoria externa. No que se refere particularmente à Comissão de Auditoria, e conforme referido no ponto 29, a Comissão reúne regularmente com o Chief Financial Officer (CFO) do Grupo IMPRESA com vista a acompanhar e propor recomendações no que se refere ao processo de preparação e divulgação de informação financeira, bem como para a discussão de outros assuntos que considere relevantes. Esta Comissão reúne também regularmente com o Revisor Oficial de Contas para aferir as condições criadas para a adequada execução dos seus trabalhos. O conteúdo dos relatórios do Revisor Oficial de Contas é apresentado e analisado em detalhe no decorrer destas reuniões periódicas, que são realizadas previamente às reuniões do Conselho de Administração, para que a Comissão de Auditoria seja o primeiro órgão do Grupo a tomar conhecimento do conteúdo dos relatórios. As sugestões efetuadas pelo Revisor Oficial de Contas que visem melhorar medidas de controlo interno da empresa e implementar melhores práticas contabilísticas são posteriormente apresentadas e discutidas em sede de Conselho de Administração. Só após a aprovação pelo Conselho de Administração se procede à divulgação da informação financeira ao mercado, nos termos legais. IV APOIO AO INVESTIDOR 56. Serviço responsável pelo apoio ao investidor, composição, funções, informação disponibilizada por esses serviços e elementos para contacto. A IMPRESA tem um Representante para as Relações com o Mercado (que acumula funções como CFO) e um Investor Relations, por forma a assegurar a comunicação permanente e o relacionamento institucional com o universo de investidores e analistas, bem como com o mercado regulamentado onde se encontram admitidas à negociação as ações IMPRESA (Euronext Lisbon), e respetivas entidades reguladoras e de supervisão.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 199 O Representante para as Relações com o Mercado e o Investor Relations atuam como interlocutores entre o Conselho de Administração da IMPRESA, os investidores e o mercado. A sua função é garantir a disponibilização atempada e rigorosa das informações relativas ao Grupo, com observância das disposições legais e regulamentares aplicáveis, nomeadamente no que concerne à divulgação de informação privilegiada e outras comunicações ao mercado, bem como à publicação da informação financeira anual e intercalar, na sequência do procedimento descrito no ponto 55. Os contactos de Apoio ao Investidor são: Edifício IMPRESA R. Calvet de Magalhães, 242 2770-022 Paço de Arcos Tel.:+351 213 929 780 Email: [email protected] 57. Representante para as relações com o mercado. O representante para as relações com o mercado é o Dr. Paulo Miguel dos Reis que acumula funções como Chief Financial Officer (CFO). A função de Investor Relations é desempenhada pela Dra. Rita Raposo. Contacto: Edifício IMPRESA R. Calvet de Magalhães, 242 2770-022 Paço de Arcos Tel.:+351 213 929 780 Email: [email protected] 58. Informação sobre a proporção e o prazo de resposta aos pedidos de informação entrados no ano ou pendentes de anos anteriores. Todos os pedidos de informação (efetuados por telefone, email ou correio) são respondidos com a maior brevidade, não havendo solicitações pendentes, quer no que respeita ao exercício de 2023, quer a anos anteriores. 
RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 200 V SÍTIO DE INTERNET 59. Endereço(s). O sítio da sociedade na Internet é: www.impresa.pt 60. Local onde se encontra informação sobre a firma, a qualidade de sociedade aberta, a sede e demais elementos mencionados no artigo 171.º do Código das Sociedades Comerciais. Os elementos respeitantes a toda a informação referida no artigo 171.º do CSC encontram-se no sítio da sociedade, em investidores/contactos. 61. Local onde se encontram os estatutos e os regulamentos de funcionamento dos órgãos e/ou comissões. Os estatutos da sociedade encontram-se no sítio da sociedade, em investidores/governo da sociedade/estatutos. Os regulamentos dos órgãos e comissões encontram-se no sítio da sociedade, em investidores/ regulamentos e políticas. 62. Local onde se disponibiliza informação sobre a identidade dos titulares dos órgãos sociais, do representante para as relações com o mercado, do Gabinete de Apoio ao Investidor ou estrutura equivalente, respetivas funções e meios de acesso. A informação sobre a identidade dos titulares dos órgãos sociais encontra-se no sítio da sociedade, em investidores/órgãos sociais. A informação acerca dos contactos de apoio ao investidor encontra-se no sítio da sociedade, em investidores/contactos. 63. Local onde se disponibilizam os documentos de prestação de contas, que devem estar acessíveis pelo menos durante cinco anos, bem como o calendário semestral de eventos societários, divulgado no início de cada semestre, incluindo, entre outros, reuniões da assembleia geral, divulgação de contas anuais, semestrais e, caso aplicável, trimestrais. A informação sobre os documentos de prestação de contas encontra-se no sítio da sociedade, em investidores/relatórios e contas.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 201 64. Local onde são divulgados a convocatória para a reunião da assembleia geral e toda a informação preparatória e subsequente com ela relacionada. A informação sobre as Assembleias Gerais encontra-se no sítio da sociedade, em investidores/assembleias gerais. 65. Local onde se disponibiliza o acervo histórico com as deliberações tomadas nas reuniões das assembleias gerais da sociedade, o capital social representado e os resultados das votações, com referência aos 3 anos antecedentes. A informação sobre o acervo histórico das Assembleias Gerais encontra-se no sítio da sociedade, em investidores/assembleias gerais. D. REMUNERAÇÕES I COMPETÊNCIA PARA A DETERMINAÇÃO 66. Indicação quanto à competência para a determinação da remuneração dos órgãos sociais, dos membros da comissão executiva ou administrador- delegado e dos dirigentes da sociedade. A determinação da remuneração dos membros do Conselho de Administração compete a uma Comissão de Remunerações, eleita pela Assembleia Geral. II COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES 67. Composição da comissão de remunerações, incluindo identificação das pessoas singulares ou coletivas contratadas para lhe prestar apoio e declaração sobre a independência de cada um dos membros e assessores. A composição da Comissão de Remunerações para o mandato do quadriénio 2023/2026, eleita na Assembleia Geral de 26 de maio de 2023, é a seguinte: Presidente Manuel Soares Pinto Barbosa Vogais José Luís Rosado Catarino Isabel Maria de Lucena Vasconcelos Cruz de Almeida Mota

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 202 Os trabalhos da Comissão de Remunerações foram levados a cabo pelos respetivos membros, não tendo sido contratadas quaisquer pessoas singulares ou coletivas para lhes prestar apoio. Todavia, para efeitos do desempenho das suas competências e responsabilidades, a Comissão de Remunerações pode convocar os membros dos órgãos sociais, trabalhadores e consultores da sociedade. A Comissão de Remunerações poderá ainda celebrar contratos de prestações de serviços e/ou assistência com consultores ou outros assessores ou peritos, que entenda necessários para a prossecução dos objetivos e exercício das competências e responsabilidades previstos no Regulamento da Comissão. Deve, no entanto, assegurar que os serviços são prestados com independência e que os respetivos prestadores não serão contratados para a prestação de quaisquer outros serviços à própria sociedade ou a outras que com ela se encontrem em relação de domínio ou de grupo sem autorização expressa da Comissão. Todos os membros (não remunerados) desta Comissão são independentes. Em 2023, a Comissão de Remunerações reuniu uma vez. Todas as atas das reuniões da Comissão de Remunerações são distribuídas a todos os membros do Conselho de Administração. De acordo com o previsto no artigo 6.º, n.º 7, do Regulamento da Comissão de Remunerações, a fim de prestar informações ou esclarecimentos aos acionistas, o Presidente ou, no seu impedimento, outro membro da comissão de remunerações deve estar presente na Assembleia Geral anual e em quaisquer outras reuniões de Assembleia Geral se a respetiva ordem de trabalhos incluir assunto conexo com a remuneração dos membros dos órgãos de administração da sociedade ou se tal presença tiver sido requerida pelos acionistas. 68. Conhecimentos e experiência dos membros da comissão de remunerações em matéria de política de remunerações. Qualquer um dos membros da Comissão de Remunerações tem conhecimentos e experiência para a função, em razão das atividades profissionais e empresariais, por si desenvolvidas.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 203 III ESTRUTURA DAS REMUNERAÇÕES 69. Descrição da política de remuneração dos órgãos de administração e de fiscalização a que se refere o artigo 2.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho. Na Assembleia Geral de 25 de maio de 2021, foi aprovada a proposta de política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade, apresentada pela Comissão de Remunerações. A Comissão de Remunerações do Grupo IMPRESA procedeu à revisão e consolidação das regras aplicáveis à remuneração aplicada aos membros dos órgãos de administração e fiscalização da IMPRESA, de acordo com os seguintes propósitos: (i) Dar sinal de reconhecimento ao mérito (Meritocracia); (ii) Determinar a atribuição de remuneração variável de acordo com critérios fáceis de entender (Simplificação); (iii) Manter o equilíbrio entre interesses da sociedade e dos acionistas, tendo em conta a estrutura e dimensão do Grupo (Razoabilidade); (iv) Incentivar a melhoria das condições económicas e financeiras da sociedade e do Grupo IMPRESA numa perspetiva de longo prazo, recorrendo a objetivos de atingimento dos valores consolidados de EBITDA e de dívida remunerada líquida do Grupo como critérios fundamentais de atribuição da remuneração variável dos administradores que a ela têm direito, e exigindo que esses objetivos sejam atingidos num período plurianual para atribuição dessa remuneração variável (Sustentabilidade); (v) Assegurar o alinhamento da estrutura remuneratória da sociedade com as práticas de remuneração de sociedades admitidas à negociação em mercado regulamentado localizado em Portugal com perfil e dimensão idênticos aos da sociedade (Comparabilidade); (vi) Assegurar a consistência da tradição remuneratória da sociedade e do Grupo IMPRESA, considerando as atuais condições específicas de emprego e de remuneração dos trabalhadores do Grupo, remunerando os membros dos órgãos de administração e fiscalização de acordo com princípios de equidade e tendo em atenção a responsabilidade do seu cargo, o seu perfil, a sua experiência profissional, o vínculo à sociedade (nomeadamente, pela inexistência de qualquer contrato de administração que assegure um vínculo de longo prazo), e, em particular, alinhando a remuneração do Administrador-Delegado e do Presidente do Conselho de Administração pelos valores auferidos pelos principais quadros operacionais do Grupo IMPRESA, reconhecendo o paralelismo a respeito da importância do cargo, responsabilidades assumidas e impacto para os stakeholders entre as funções daqueles membros da administração da sociedade e as dos responsáveis pelas várias atividades operacionais do Grupo (Continuidade e Consistência);

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 204 (vii) Garantir que a remuneração, em particular a remuneração variável, a atribuir aos membros dos órgãos de administração e fiscalização é um instrumento de execução da estratégia empresarial de longo prazo da sociedade e do Grupo IMPRESA, conferindo à Comissão de Remunerações a liberdade de rever e alterar as regras de atribuição desta remuneração sempre que esta entender necessário para assegurar o cumprimento dos propósitos antes enunciados e a prossecução dessa estratégia empresarial (Utilidade). Nos termos do artigo 2.º da Política de Remunerações, com exceção do Presidente do Conselho de Administração e do Administrador-Delegado, os membros do Conselho de Administração da sociedade têm apenas direito à remuneração base anual estabelecida na Política, paga em 14 prestações, não lhes sendo aplicáveis as disposições relativas à remuneração variável plurianual. Nos termos do artigo 4.º da Política, a Comissão de Remunerações delibera, a aplicação ao Administrador-Delegado (pelas funções de Vogal Executivo) e ao Presidente do Conselho de Administração (pelas funções exercidas e discriminadas no Regulamento do Conselho de Administração) de um modelo de remuneração variável plurianual (RVP), com pagamento diferido a 3 anos. A RVP considera seis níveis de prémios, correspondentes de 1 a 6 vezes da respetiva remuneração bruta mensal do avaliado, e tem como base os seguintes critérios cumulativos de atingimento durante um determinado Período de Avaliação da RVP (corresponde a um exercício económico da sociedade): a) Avaliação positiva de desempenho, efetuada pela Comissão de Governo Societário; b) Atingimento de valor consolidado de Dívida Remunerada Líquida; c) Atingimento de valor consolidado de EBITDA. Nos termos do modelo em vigor, a Comissão de Remunerações deliberou, por unanimidade, não atribuir remunerações variáveis aos destinatários do modelo, com referência a 2023. 70. Informação sobre o modo como a remuneração é estruturada de forma a permitir o alinhamento dos interesses dos membros do órgão de administração com os interesses de longo prazo da sociedade, bem como sobre o modo como é baseada na avaliação do desempenho e desincentiva a assunção excessiva de riscos. O foco na sustentabilidade das operações do Grupo IMPRESA, nas vertentes económica, social e ambiental, faz parte da sua dinâmica empresarial, estando intrinsecamente associada à confiança das suas marcas e constituindo um princípio fundamental para a criação de valor a longo prazo, bem como para o fortalecimento das relações com os seus stakeholders.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 205 A política de remuneração dos órgãos de administração, referida no ponto 69, baseada num modelo de remuneração variável plurianual com pagamento diferido a 3 anos, procura precisamente assegurar a prossecução dos objetivos estratégicos e alinhar a visão de longo prazo para o Grupo com os interesses da administração. O ano de 2023 foi particularmente desafiante em termos económicos e geopolíticos. A pressão inflacionista, o nível das taxas de juro de referência e os conflitos internacionais materializaram-se numa continuada necessidade de informação, reação e adaptação por parte de economias, mercados, empresas e indivíduos. A IMPRESA, consciente da sua missão enquanto grupo de media de referência e atenta à confiança depositada nas suas marcas, voltou a merecer a preferência dos telespetadores, leitores, utilizadores e ouvintes. Ao longo do ano, o Grupo manteve o foco na transição digital, na produção de ficção e no aumento da competitividade, fazendo chegar conteúdos de informação e de entretenimento a mais públicos, em mais formatos, com a qualidade que sempre nos foi reconhecida. Perante os diversos exemplos do impacto social negativo da desinformação, voltou a ver- se valorizado o papel crucial que a informação independente, isenta e rigorosa tem na defesa da democracia. Por outro lado, acentuou-se o reconhecimento crescente do contributo do entretenimento de qualidade para a construção da cultura e bem-estar da sociedade. Complementarmente, através da relação com a SIC Esperança, o Grupo IMPRESA desenvolve e participa num conjunto de iniciativas de solidariedade social. No plano ambiental, a IMPRESA promove ativamente e adota um conjunto de procedimentos e medidas que visam a redução do impacto das ações das empresas do Grupo no meio ambiente, bem como a monitorização e diminuição gradual da sua pegada carbónica. Com o objetivo de assessorar o Administrador-Delegado na função relativa à gestão deste pilar, foi criado um Comité de Sustentabilidade Ambiental ao qual compete garantir o cumprimento da Política de Gestão de Sustentabilidade Ambiental, definida e aprovada pelo Conselho de Administração, além de monitorizar a implementação das medidas ambientais aprovadas. O Comité reúne sempre que for convocado pelo membro Coordenador, informando regularmente o Administrador-Delegado (destinatário das atas das reuniões) acerca das atividades, principais desafios identificados e eficácia das medidas implementadas. No que concerne ao governo da sociedade, a IMPRESA procura seguir as melhores práticas, orientações e recomendações previstas na lei e no Código de Governo das Sociedades do IPCG – Instituto Português de Corporate Governance, designadamente no que se refere à política remuneratória do Grupo, que é regida, entre outros, por

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 206 princípios de meritocracia, razoabilidade, sustentabilidade, consistência e utilidade, por forma a incentivar a melhoria das condições económicas e financeiras do Grupo IMPRESA, garantindo que a remuneração, em particular a remuneração variável, é um instrumento de execução da estratégia empresarial de longo prazo. Há que salientar a elevada percentagem de acolhimento das recomendações constantes do Código de Governo das Sociedades, que, no caso da IMPRESA, é geralmente superior à da média das emitentes. 71. Referência, se aplicável, à existência de uma componente variável da remuneração e informação sobre eventual impacto da avaliação de desempenho nesta componente. Vide ponto 69. 72. Diferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do período de diferimento. Vide ponto 69. 73. Critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em ações bem como sobre a manutenção, pelos administradores executivos, dessas ações, sobre eventual celebração de contratos relativos a essas ações, designadamente contratos de cobertura (hedging) ou de transferência de risco, respetivo limite, e sua relação face ao valor da remuneração total anual. Não existe na sociedade qualquer atribuição de remuneração variável em ações. 74. Critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em opções e indicação do período de diferimento e do preço de exercício. Não existe na sociedade qualquer atribuição de remuneração variável em ações. 75. Principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros benefícios não pecuniários. Para além do modelo de remuneração variável explicitado no ponto 69, não existe qualquer outro sistema de prémios anuais. No que concerne a outros benefícios não pecuniários, o Presidente do Conselho de Administração da sociedade, um dos Vice- Presidentes do Conselho de Administração e o Administrador-Delegado beneficiam:

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 207 a) Do seguro de saúde e da utilização de viatura de serviço de acordo com as regras aplicáveis aos trabalhadores do Grupo IMPRESA; b) Outros benefícios não pecuniários para uso profissional, tais como telemóveis e computadores portáteis da sociedade, os quais não são considerados remuneração. 76. Principais características dos regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os administradores e data em que foram aprovados em assembleia geral, em termos individuais. Dos membros que compõem o Conselho de Administração, apenas o seu Presidente está abrangido por um regime complementar de reforma, através do Fundo de Pensões “Impresa Publishing & Associadas”, criado em 1987, que abrange os administradores, jornalistas e outros trabalhadores remunerados, admitidos até 5 de julho de 1993, conforme informação constante da Nota 31.1 do Anexo às demonstrações financeiras consolidadas da IMPRESA. O plano de atribuição do subsídio complementar de reforma consiste no esquema e características seguintes: Os jornalistas e administradores com 10 ou mais anos de serviço têm direito a um subsídio complementar de reforma por velhice, sem compromisso de atualização futura, cujo montante é calculado da seguinte forma: a) Os jornalistas e administradores com 10 anos de antiguidade receberão um subsídio complementar de reforma por velhice, sem compromisso de atualização futura, equivalente a metade da diferença entre a pensão paga pela Segurança Social e o salário pensionável; b) Por cada ano de antiguidade que acresça aos 10, o subsídio complementar irá sendo acrescido de 1% até que a pensão somada ao subsídio complementar perfaça 90% do salário pensionável. Entende-se por reforma por velhice a concedida ao participante quando atingir a idade legalmente definida no regime geral da Segurança Social como idade normal de acesso à pensão de reforma. Entende-se por salário pensionável o valor de todas as remunerações (salário base, diuturnidades e subsídios) definidas para o ano de 2002. Qualquer participante pode continuar ao serviço da Associada, de comum acordo com esta, após a data de reforma por velhice. Neste caso, o valor da pensão de reforma será calculado de acordo com o esquema acima definido, tendo por base o salário pensionável e o tempo de serviço pensionável à data em que o participante atingiu a idade normal de reforma.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 208 Para o cálculo das pensões complementares, utiliza-se a fórmula de cálculo das pensões da Segurança Social que vigorava em 5 de julho de 1993. Os subsídios complementares de reforma são pagos 14 vezes por ano. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023, foram pagos, pelo Fundo de Pensões ao Presidente do Conselho de Administração, complementos de pensões por velhice no montante de 184.739,38€. O plano de reforma acima descrito consta da informação disponibilizada quando do IPO da IMPRESA realizado em 2000 e, desde então, de toda a documentação de prestação de contas. IV DIVULGAÇÃO DAS REMUNERAÇÕES 77. Indicação do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada e individual, pelos membros do órgão de administração da sociedade, proveniente da sociedade, incluindo remuneração fixa e variável e, relativamente a esta, menção às diferentes componentes que lhe deram origem. Remunerações do Conselho de Administração Administradores Fixas Variáveis Total Presidente do Conselho de Administração – Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 106.400,00 € 0,00 € 106.400,00 € Vice-Presidente do Conselho de Administração – Francisco Maria Supico Pinto Balsemão 49.000,00 € n.a. 49.000,00 € Vice-Presidente do Conselho de Administração – António Mota de Sousa Horta Osório 100.002,00€ n.a. 100.002,00€ Administrador-Delegado – Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão (a) 280.000,00 € 0,00 € 280.000,00 € Presidente da Comissão de Auditoria – Manuel Guilherme Oliveira da Costa 40.012,00 € n.a. 40.012,00 € Vogal da Comissão de Auditoria – Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia 40.012,00 € n.a. 40.012,00 € Vogal da Comissão de Auditoria – Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes 40.012,00 € n.a. 40.012,00 € Vogal do Conselho de Administração – Catarina do Amaral Dias Duff Burnay [desde 26/05/2023] 18.132,60 € n.a. 18.132,60 € Total 673.570,60 € 0,00 € 673.570,60 € (a) Acresce o valor de 2013,44€ pago a título de subsídio de refeição.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 209 78. Montantes a qualquer título pagos por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo ou que se encontrem sujeitas a um domínio comum. Não houve qualquer montante pago por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo ou que se encontrem sujeitas a um domínio comum. 79. Remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e/ou de pagamento de prémios e os motivos por que tais prémios e/ou participação nos lucros foram concedidos. Vide pontos 69 e 77. 80. Indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores executivos relativamente à cessação das suas funções durante o exercício. Não houve qualquer indemnização paga a este título. 81. Indicação do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada e individual, pelos membros do órgão de fiscalização da sociedade, para efeitos da Lei n.º 28/2009, de 19 de junho. Os membros da Comissão de Auditoria são remunerados enquanto administradores tendo as suas remunerações sido em 2023, conforme referido no ponto 77, as seguintes: Remunerações dos Membros da Comissão de Auditoria Administradores Fixas Variáveis Total Presidente da Comissão de Auditoria – Manuel Guilherme Oliveira da Costa 40.012,00 € n.a. 40.012,00 € Vogal da Comissão de Auditoria – Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia 40.012,00 € n.a. 40.012,00 € Vogal da Comissão de Auditoria – Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes 40.012,00 € n.a. 40.012,00 € Total 120.036,00€ 0,00€ 120.036,00€

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 210 82. Indicação da remuneração no ano de referência do presidente da mesa da assembleia geral. A remuneração dos membros da Mesa da Assembleia Geral, durante o exercício de 2023, foi a seguinte: Presidente: Manuel de Abreu Castelo Branco – 5.625€ Secretária: Maria João da Silva Dias Gonçalves dos Santos – 1.875€ V ACORDOS COM IMPLICAÇÕES REMUNERATÓRIAS 83. Limitações contratuais previstas para a compensação a pagar por destituição sem justa causa de administrador e sua relação com a componente variável da remuneração. Sem prejuízo dos casos especificados abaixo, em caso de cessação de funções dos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade antes do termo do mandato aplicar-se-ão as regras indemnizatórias legalmente previstas. Em caso de cessação de funções do Presidente do Conselho de Administração ou do Administrador-Delegado por qualquer causa (à exceção de destituição por justa causa), após o fim do período de avaliação (um exercício económico da sociedade) da remuneração variável plurianual, mas antes do pagamento integral desta, haverá lugar ao pagamento por inteiro da remuneração variável plurianual correspondente àquele período de avaliação, nas datas de pagamento devidas, desde que não haja lugar à perda do direito durante o período de deferimento, caso, nalgum dos dois períodos de avaliação da remuneração variável plurianual seguintes, o administrador não cumpra os critérios de atribuição de remuneração variável para o respetivo período de avaliação, nos termos determinados pela Comissão de Remunerações na reunião de avaliação anual relevante. Em caso de cessação de funções do Presidente do Conselho de Administração ou do Administrador-Delegado, por qualquer causa, antes do fim de um período de avaliação da remuneração variável plurianual, esta não será devida relativamente ao respetivo período de avaliação.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 211 84. Referência à existência e descrição, com indicação dos montantes envolvidos, de acordos entre a sociedade e os titulares do órgão de administração e dirigentes que prevejam indemnizações em caso de demissão, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de trabalho na sequência de uma mudança de controlo da sociedade. (art. 29.º-H, n.º 1, al. k). Não existem quaisquer acordos entre a sociedade e os titulares do órgão de administração e dirigentes que prevejam indemnizações em caso de cessação da relação de trabalho na sequência de uma mudança de controlo da sociedade. VI PLANOS DE ATRIBUIÇÃO DE AÇÕES OU OPÇÕES SOBRE AÇÕES 85. Identificação do plano e dos respetivos destinatários. Não existe, na sociedade, qualquer sistema de atribuição de ações ou opções sobre ações. 86. Caracterização do plano (condições de atribuição, cláusulas de inalienabilidade de ações, critérios relativos ao preço das ações e o preço de exercício das opções, período durante o qual as opções podem ser exercidas, características das ações ou opções a atribuir, existência de incentivos para a aquisição de ações e/ou o exercício de opções). Vide ponto 85. 87. Direitos de opção atribuídos para a aquisição de ações (‘stock options’) de que sejam beneficiários os trabalhadores e colaboradores da empresa. Vide ponto 85. 88. Mecanismos de controlo previstos num eventual sistema de participação dos trabalhadores no capital na medida em que os direitos de voto não sejam exercidos diretamente por estes (art. 29.º-H, n.º 1, al. e)). Vide ponto 85.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 212 E. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS I MECANISMOS E PROCEDIMENTOS DE CONTROLO 89. Mecanismos implementados pela sociedade para efeitos de controlo de transações com partes relacionadas (Para o efeito remete-se para o conceito resultante da IAS 24). Por ocasião da entrada em vigor da Lei 50/2020, o Conselho de Administração reviu a Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflitos de Interesses. A realização de transações com partes relacionadas está sujeita à fiscalização da Comissão de Auditoria, sem prejuízo da aprovação por parte do Conselho de Administração ou do Administrador-Delegado, nos termos da respetiva delegação de competências e do Regulamento do Conselho de Administração, não obstante ser sempre obrigatória a aprovação das Transações Extraordinárias por parte do Conselho de Administração. Os contratos celebrados entre a sociedade e os seus administradores, diretamente ou por pessoa interposta, devem ser previamente autorizados por deliberação do Conselho de Administração, na qual o interessado não pode votar, e contar com o parecer prévio favorável da Comissão de Auditoria, sob pena de nulidade. O Conselho de Administração deve, pelo menos, de seis em seis meses, comunicar à Comissão de Auditoria todas as Transações com Partes Relacionadas, devendo a Comissão de Auditoria verificar, designadamente, a sua realização no âmbito da atividade corrente da IMPRESA e em condições normais de mercado, não participando as Partes Relacionadas que tenham sido parte nas referidas transações na verificação em causa. A Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflitos de Interesses define “Transações Extraordinárias” como as “transações com Partes Relacionadas que se realizem fora do âmbito da atividade corrente da IMPRESA ou em condições que não as normais de mercado”. A eventual realização de Transações Extraordinárias com Partes Relacionadas depende de parecer prévio favorável da Comissão de Auditoria. Caso a Comissão de Auditoria emita parecer prévio desfavorável, o órgão de administração pode decidir realizar a Transação Extraordinária, demonstrando, de forma fundamentada, que a referida transação é especialmente importante e vantajosa para a prossecução do interesse social da IMPRESA, apesar da posição da Comissão de Auditoria.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 213 A Comissão de Auditoria aprecia a proposta de Transação Extraordinária, analisando as seguintes informações, além de outras que considere relevantes: a) Termos relevantes da transação (incluindo o valor); b) Objetivo, interesse e oportunidade da transação; c) Caso a transação envolva a venda de um ativo, a descrição desse ativo, incluindo a sua data de aquisição e o valor líquido contabilístico. 90. Indicação das transações que foram sujeitas a controlo no ano de referência. Em conformidade com a Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflito de Interesses do Grupo IMPRESA, disponível para consulta no website (www.impresa.pt), a realização de Transações com Partes Relacionadas está sujeita a fiscalização da Comissão de Auditoria, sem prejuízo da aprovação por parte do Conselho de Administração, do Administrador-Delegado ou Comissão Executiva, nos termos da respetiva delegação de competências e do Regulamento do Conselho de Administração, não obstante ser sempre obrigatória a aprovação das Transações Extraordinárias por parte do Conselho de Administração. O Conselho de Administração deve, pelo menos, de seis em seis meses, comunicar à Comissão de Auditoria todas as Transações com Partes Relacionadas, devendo a Comissão de Auditoria verificar, designadamente, a sua realização no âmbito da atividade corrente da IMPRESA e em condições normais de mercado, não participando eventuais Partes Relacionadas que tenham sido parte nas referidas transações na verificação em causa. A comunicação à Comissão de Auditoria deve incluir informação sobre os principais termos e condições da transação, incluindo o preço e, nomeadamente, identificação da Parte Relacionada e natureza da sua relação com a IMPRESA, uma descrição da operação, do seu valor, do seu objetivo e da sua oportunidade (incluindo fundamentação quanto ao seu caráter justo e razoável, do ponto de vista da IMPRESA e dos seus acionistas que não são Partes Relacionadas), bem como das obrigações a assumir pelas partes. Mais, deve incluir, cópia do contrato e outra informação adicional que o Administrador-Delegado ou a Comissão Executiva considere relevante para a análise da transação em causa. A Comissão de Auditoria suporta a sua verificação nas informações recebidas e noutras que considere de contextualização ou de alguma forma pertinentes para o efeito. Relativamente ao exercício de 2023, a Comissão de Auditoria tomou conhecimento dos valores e natureza das Transações com Partes Relacionadas e concluiu que as transações apreciadas foram realizadas em condições normais de mercado e no âmbito da atividade operacional corrente do Grupo.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 214 91. Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização para efeitos da avaliação prévia dos negócios a realizar entre a sociedade e titulares de participação qualificada ou entidades que com eles estejam em qualquer relação, nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários. Vide ponto 89. II ELEMENTOS RELATIVOS AOS NEGÓCIOS 92. Indicação do local dos documentos de prestação de contas onde está disponível informação sobre os negócios com partes relacionadas, de acordo com a IAS 24, ou, alternativamente, reprodução dessa informação. A informação sobre os negócios com partes relacionadas encontra-se na Nota 32 do Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas da IMPRESA. F. DIVERSIDADE DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO 93. Diversidade dos órgãos de administração e fiscalização. A diversidade integra-se, naturalmente, na cultura organizacional da IMPRESA, refletindo- se na vasta e diversa experiência profissional dos Administradores (como comprovam as biografias constantes deste relatório) e na idade dos seus membros, com vista à manutenção de um equilíbrio entre a senioridade e a juventude. Para o quadriénio 2023/2026, a Assembleia Geral elegeu três mulheres para o Conselho de Administração, num total de oito membros. No âmbito do processo de seleção dos candidatos à eleição dos membros do Conselho de Administração, a sociedade promove a diversidade e integração de diferentes competências, formações e experiências profissionais, procurando-se, ainda, favorecer uma representação equilibrada de género, em conformidade com o artigo 3.º, n.º 3 do Regulamento do Conselho de Administração.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 215 G. RELATÓRIO SOBRE REMUNERAÇÕES (para efeitos do artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários) 94. Remuneração total discriminada pelos diferentes componentes de cada membro do órgão de administração e fiscalização, incluindo a proporção relativa da remuneração fixa e da remuneração variável. Membros dos órgãos de administração e fiscalização Remuneração Fixa % Remuneração Variável % Remuneração Total Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Presidente do Conselho de Administração 106.400,00 € 100% 0,00 € 0% 106.400,00 € Francisco Maria Supico Pinto Balsemão Vice-presidente do Conselho de Administração 49.000,00 € 100% n.a. 0% 49.000,00 € Vice-Presidente do Conselho de Administração – António Mota de Sousa Horta Osório 100.002,00 € 100% n.a. 0% 100.002,00 € Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão Vogal do Conselho de Administração e Administrador-Delegado 280.000,00 € 100% 0,00 € 0% 280.000,00 € Manuel Guilherme Oliveira da Costa Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria 40.012,00 € 100% n.a. 0% 40.012,00 € Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria 40.012,00 € 100% n.a. 0% 40.012,00 € Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria 40.012,00 € 100% n.a. 0% 40.012,00 € Catarina do Amaral Dias Duff Burnay [desde 26/05/2023] 18.132,60 € 100% n.a. 0% 18.132,60 € TOTAL 673.570,60 € -- 0,00 € -- 673.570,60 €

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 216 95. Explicação do modo como a remuneração total cumpre a política de remuneração adotada, incluindo a forma como a mesma contribui para o desempenho da sociedade a longo prazo e informações sobre a forma como os critérios de desempenho foram aplicados. Conforme informado no ponto 69 e na política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade, submetida a aprovação da Assembleia Geral de Acionistas realizada em 26 de maio de 2023, a Comissão de Remunerações deliberou, para o período do mandato em curso de 2023-2026, que, com exceção do Presidente do Conselho de Administração e do Administrador-Delegado, os membros do Conselho de Administração da sociedade têm apenas direito à remuneração base anual estabelecida na política de remuneração, paga em 14 prestações, não lhes sendo aplicáveis as disposições relativas à remuneração variável plurianual. O Presidente do Conselho de Administração e o Administrador-Delegado têm direito à remuneração base anual, paga em 14 prestações, e à remuneração variável plurianual, desde que estejam preenchidos os requisitos de que depende a sua atribuição e pagamento. Os membros da Comissão de Auditoria são remunerados enquanto administradores. A Comissão de Remunerações deliberou, por referência ao triénio relevante, a aplicação ao Administrador-Delegado (pelas funções de Vogal Executivo) e ao Presidente do Conselho de Administração (pelas funções exercidas e discriminadas no Regulamento do Conselho de Administração) de um modelo de remuneração variável plurianual, com pagamento diferido a 3 anos. Este modelo de remuneração variável plurianual considera 6 níveis de prémios, correspondentes de 1 a 6 vezes a respetiva remuneração bruta mensal, e tem como base os seguintes critérios cumulativos de atingimento durante um determinado período de avaliação (corresponde a um exercício económico da sociedade): a) Avaliação positiva de desempenho, efetuada pela Comissão de Governo Societário; b) Atingimento de valor consolidado de Dívida Remunerada Líquida; c) Atingimento de valor consolidado de EBITDA. A política remuneratória visa assim incentivar a melhoria das condições económicas e financeiras da sociedade e do Grupo IMPRESA numa perspetiva de longo prazo, recorrendo a objetivos de atingimento dos valores consolidados de EBITDA e de dívida remunerada líquida do Grupo IMPRESA como critérios fundamentais de atribuição da remuneração variável dos administradores que a ela têm direito, e exigindo que esses objetivos sejam atingidos num período plurianual para atribuição dessa remuneração variável. Deste modo, existe a garantia de que o modelo de remuneração variável aplicado é um instrumento de execução da estratégia empresarial de longo prazo da sociedade e do Grupo IMPRESA, conferindo à Comissão de Remunerações a liberdade de rever e alterar as regras de atribuição desta remuneração sempre que esta entender necessário para assegurar o cumprimento dos propósitos antes enunciados e a prossecução dessa estratégia empresarial.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 217 96. Variação anual da remuneração, do desempenho da sociedade e da remuneração média de trabalhadores em termos equivalentes a tempo inteiro da sociedade, excluindo os membros dos órgãos de administração e de fiscalização, durante os últimos cinco exercícios, apresentadas em conjunto e de modo a permitir a sua comparação. 2019 2020 2021 2022 2023 I. Remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização Francisco José Pereira Pinto de Balsemão (Presidente do CA) R. Fixa (€) 106.400 106.400 106.400 106.400 106.400 R. Variável (€) 11.400 22.800 45.600 0 0 Var. R. Total (%) 11% 10% 18% -30% 0% Francisco Maria Supico Pinto Balsemão (Vice-Presidente do CA) R. Fixa (€) 49.000 49.000 49.000 49.000 49.000 Var. R. Total (%) 0% 0% 0% 0% 0% António Horta Osório (Vice-Presidente do CA) R. Fixa (€) n.a. n.a. n.a. **29.794,9 100.002 Var. R. Total (%) n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão (Vogal do CA e Adm. Delegado) R. Fixa (€) 280.000 280.000 280.000 280.000 280.000 R. Variável (€) 60.000 60.000 120.000 0 0 Var. R. Total (%) 21% 0% 18% -30% 0% Manuel Guilherme Costa (Vogal do CA e Presidente da C. Auditoria) R. Fixa (€) 28.525* 40.012 40.012 40.012 40.012 Var. R. Total (%) n.a. n.a. 0% 0% 0% Maria Luísa Anacoreta Correia (Vogal do CA e da C. Auditoria) R. Fixa (€) 40.012 40.012 40.012 40.012 40.012 Var. R. Total (%) 0% 0% 0% 0% 0% Ana Filipa Mendes (Vogal do CA e da C. Auditoria) R. Fixa (€) 28.525 * 40.012 40.012 40.012 40.012 Var. R. Total (%) n.a. n.a. 0% 0% 0% Catarina do Amaral Dias Duff Burnay (Vogal do CA) [desde 26/05/2023] R. Fixa (€) n.a. n.a. n.a. n.a. 18.132,6 Var. R. Total (%) n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. II. Desempenho da sociedade Total consolidado de Proveitos Operacionais (M€) 181,9 178,1 190,2 185,2 182,0 Variação Anual (%) 6% -2% 7% -3% -2% EBITDA consolidado (M€) 25,1 31,1 30,8 16,8 15,4 Variação Anual (%) 39% 24% -1% -45,5% -8% III. Remuneração média de trabalhadores em termos equivalentes a tempo inteiro da sociedade R. Trabalhadores do Grupo (€)*** 3.093 3.107 3.116 2.859 2.941 Variação Anual (%) 3,2% 0,4% 0,3% -8% 3% *Mandato iniciado a 16-04-2019, pelo que a remuneração indicada não corresponde à totalidade do exercício. **Iniciou funções a 28/07/2022 ***Considera-se a remuneração média dos trabalhadores a tempo inteiro, i.e., ativos e em desempenho de funções a tempo inteiro, durante todo o ano em análise, e engloba as remunerações fixas e variáveis auferidas.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 218 97. As remunerações provenientes de sociedades pertencentes ao mesmo grupo, na aceção do artigo 2.º, n.º 1, alínea g), do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho, na sua redação atual. Os membros do órgão de administração e fiscalização não auferem remunerações provenientes de outras sociedades pertencentes ao mesmo grupo. 98. Número de ações e de opções sobre ações concedidas ou oferecidas, e as principais condições para o exercício dos direitos, incluindo o preço e a data desse exercício e qualquer alteração dessas condições. Não existe, na sociedade, qualquer sistema de atribuição de ações ou opções sobre ações. 99. Possibilidade de solicitar a restituição de uma remuneração variável. Em circunstância alguma será possível a sociedade solicitar a restituição (claw back) de remuneração variável já entregue. 100. Informações sobre qualquer afastamento do procedimento de aplicação da política de remuneração e sobre as derrogações aplicadas, incluindo a explicação da natureza das circunstâncias excecionais e a indicação dos elementos específicos objeto de derrogação. Para além das situações explicitadas no ponto 83 do Relatório, não existem quaisquer outras medidas de afastamento dos procedimentos de aplicação da política de remunerações.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 219 PARTE II AVALIAÇÃO DO GOVERNO SOCIETÁRIO 1. Identificação do Código de Governo das sociedades adotado. A sociedade adotou o Código de Governo das Sociedades do IPCG – Instituto Português de Corporate Governance, aprovado em 2018 e revisto em 2023. 2. Análise de cumprimento do Código de Governo das sociedades adotado. RECOMENDAÇÕES: Capítulo I – RELAÇÃO DA SOCIEDADE COM ACIONISTAS, PARTES INTERSSADAS E A COMUNIDADE EM GERAL I.1. A sociedade explicita em que termos a sua estratégia procura assegurar o cumprimento dos seus objetivos de longo prazo e quais os principais contributos daí resultantes para a comunidade em geral. Cumprida (ponto 70). No que concerne à análise mais detalhada do desempenho nos pilares ambiental e social, incluindo os principais contributos para a comunidade em geral, muito se agradece a consulta da informação reportada no Relatório de Sustentabilidade do Grupo IMPRESA. I.2. A sociedade identifica as principais políticas e as principais medidas adotadas no que respeita ao cumprimento dos seus objetivos ambientais e sociais. No âmbito das várias atividades desenvolvidas, estão em vigor um conjunto de regulamentos e políticas que definem a adoção das melhores práticas de governo e os procedimentos para o bom funcionamento das sociedades que constituem o Grupo, com destaque para: • Código de Conduta • Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas • Plano de Formação • Plano para a Igualdade • Regulamento sobre Procedimentos a adotar em Matéria de Comunicação de Irregularidades • Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas • Política de Gestão de Riscos • Política de Sustentabilidade Ambiental

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 220 • Política de Fornecedores e Compras • Política e Procedimentos de Seguros • Política de Segurança de Informação • Política de Proteção de Dados Pessoais • Política de Arquivo Capítulo II – COMPOSIÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS DA SOCIEDADE II.1. Informação II.1.1. A sociedade institui mecanismos que assegurem, de forma adequada e rigorosa, a atempada circulação ou divulgação de informação necessária aos seus órgãos, ao secretário da sociedade, aos acionistas, aos investidores, aos analistas financeiros, às demais partes interessadas e ao mercado em geral. Cumprida (Pontos 54 a 65) II.2. Diversidade na composição e funcionamento dos órgãos da sociedade II.2.1. As sociedades estabelecem, previamente e em abstrato, critérios e requisitos relativos ao perfil de membros dos órgãos da sociedade adequados à função a desempenhar, considerando, designadamente, atributos individuais (como competência, independência, integridade, disponibilidade e experiência), e requisitos de diversidade (com particular atenção à igualdade entre homens e mulheres), que possam contribuir para a melhoria do desempenho do órgão e para o equilíbrio na respetiva composição. Cumprida (Pontos 16 a 19, 25, 26, 31 e 93). Em conformidade com o artigo 2.º, n.º 4 do Regulamento do Conselho de Administração, as propostas para a eleição dos membros do Conselho de Administração deverão ser submetidas à Assembleia Geral devidamente fundamentadas no que diz respeito ao perfil e currículo do candidato, de modo a que os acionistas possam avaliar a respetiva adequação às funções a desempenhar. De acordo com o artigo 3.º do Regulamento do Conselho de Administração, os membros do Conselho de Administração deverão demonstrar elevados princípios éticos, valores e comportamentos compatíveis com os padrões exigidos ao exercício das suas funções na sociedade, bem como a capacidade de exercer um juízo crítico, ponderado, construtivo e independente.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 221 Os membros do Conselho de Administração deverão ainda demonstrar ter disponibilidade e qualificação profissional adequadas, para o que se deverá ter em conta designadamente os seguintes fatores: a) habilitação académica, formação especializada e experiência profissional em domínios relevantes para a atividade da sociedade; b) natureza, dimensão e complexidade das atividades previamente exercidas, em particular, tempo de serviço e responsabilidades; c) natureza, dimensão e complexidade das funções que irão exercer na sociedade. Adicionalmente, exige-se, de acordo o artigo 2º do respetivo regulamento interno, que os membros da Comissão Auditoria tenham conhecimentos profissionais e técnicos adequados ao cabal cumprimento das responsabilidades e desempenho das funções atribuídas, devendo ter, no seu conjunto, formação e experiência prévias para o setor em que a sociedade opera. Conforme devidamente explicitado no artigo 3º do Regulamento do Conselho de Administração, no âmbito do processo de seleção dos candidatos à eleição dos membros do Conselho de Administração, logo, implicitamente, também membros da Comissão de Auditoria, promove-se a diversidade e integração de diferentes competências, formações e experiências profissionais, procurando-se, ainda, favorecer uma representação equilibrada de géneros. II.2.2. Os órgãos de administração e de fiscalização e as suas comissões internas dispõem de regulamentos — nomeadamente sobre o exercício das respetivas atribuições, presidência, periodicidade de reuniões, funcionamento e quadro de deveres dos seus membros — divulgados na íntegra no sítio da Internet da sociedade, devendo ser elaboradas atas das respetivas reuniões. Cumprida (Pontos 21, 22, 27, 29 e 34). II.2.3. A composição e o número de reuniões em cada ano dos órgãos de administração, de fiscalização e das suas comissões internas são divulgados através do sítio Internet da sociedade. Cumprida (Pontos 17, 18, 23, 29, 31 e 35). II.2.4. As sociedades adotam uma política de comunicação de irregularidades (whistleblowing) que explicite as principais regras e procedimentos a serem seguidos perante cada comunicação e um canal de denúncia interno que inclua o acesso também por não trabalhadores, nos termos previstos na lei aplicável.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 222 Cumprida (Ponto 49). Além da adoção do Regulamento sobre Procedimentos a Adotar em Matéria de Comunicação de Irregularidades, revisto em 2023 e disponível no website institucional da IMPRESA, os Regulamentos do Conselho de Administração, da Comissão de Auditoria, da Comissão do Governo Societário e do Comité de Estratégia preveem também o funcionamento de deteção e prevenção de irregularidades e conflitos de interesse. II.2.5. As sociedades dispõem de comissões especializadas em matéria de governo societário, remunerações, nomeações de membros dos órgãos da sociedade e avaliação de desempenho, separada ou cumulativamente. No caso de ter sido criada a comissão de remunerações prevista pelo artigo 399º do Código das Sociedades Comerciais, e de tal não ser proibido por lei, esta recomendação pode ser cumprida mediante a atribuição a esta comissão de competência nas referidas matérias. II.2.5. (1) – Comissão especializada em matéria de governo societário: Cumprida (Ponto 29). A sociedade dispõe de uma Comissão de Governo Societário, criada no seio do Conselho de Administração, à qual compete as funções elencadas no ponto 29. II.2.5. (2) – Comissão de remunerações: Cumprida (Pontos 67 e 68). II.2.5. (3) – Comissão especializada em matéria de nomeações: Não cumprida. A sociedade entende que não se justifica a criação de uma Comissão de Nomeações, considerando a sua dimensão e a concentração da estrutura de capital (existência de um acionista maioritário). Acresce também que o artigo 2.º do Regulamento do Conselho de Administração prevê que as propostas para a eleição dos membros do Conselho de Administração sejam submetidas à Assembleia Geral devidamente fundamentadas no que diz respeito ao perfil e currículo do candidato, por forma a que os acionistas possam avaliar a respetiva adequação às funções a desempenhar. II.2.5. (4) – Comissão especializada em matéria de avaliação de desempenho: Não cumprida (Pontos 29, 69 e 95). À Comissão de Governo Societário, referida em III.7.(1), compete, entre outras funções, proceder anualmente à avaliação i) da estrutura, princípios e práticas de governo societário da sociedade; ii) do desempenho global do Presidente do Conselho de Administração e do Administrador-Delegado, para efeito de atribuição de Remuneração Variável no âmbito da Política de Remuneração dos Membros dos Órgãos de Administração; e iii) da eficácia do sistema de governo societário e medidas adequadas ao respetivo aperfeiçoamento.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 223 II.3. Relação entre órgãos da sociedade II.3.1. Os estatutos ou outras vias equivalentes adotadas pela sociedade estabelecem mecanismos para garantir que, dentro dos limites da legislação aplicável, seja permanentemente assegurado aos membros dos órgãos de administração e de fiscalização o acesso a toda a informação necessária para a avaliação do desempenho, da situação e das perspetivas de desenvolvimento da sociedade, incluindo, designadamente, as atas, a documentação de suporte às decisões tomadas, as convocatórias e o arquivo das reuniões do órgão de administração executivo, sem prejuízo do acesso a quaisquer outros documentos ou pessoas a quem possam ser solicitados esclarecimentos. Cumprida (Pontos 21, 29 e 55). II.3.2. Cada órgão e comissão da sociedade assegura, de forma atempada e adequada, o fluxo interorgânico da informação necessária ao exercício das competências legais e estatutárias de cada um dos restantes órgãos e comissões. Cumprida (Pontos 21, 29 e 55). II.4. Conflito de interesses II.4.1. Por regulamento interno ou via equivalente, os membros dos órgãos de administração e de fiscalização e das comissões internas ficam vinculados a informar o respetivo órgão ou comissão sempre que existam factos que possam constituir ou dar causa a um conflito entre os seus interesses e o interesse social. Cumprida. De acordo com o artigo 11.º, n.º1 do Regulamento do Conselho de Administração, os membros do Conselho de Administração não podem participar, interferir ou votar em deliberações em que tenham, por conta própria ou de terceiro, um interesse em conflito com o da sociedade, devendo informar os restantes membros (por via do seu Presidente se o conflito não respeitar ao próprio) com a antecedência adequada sobre os factos que possam constituir ou dar lugar a um conflito de interesses, sem prejuízo do dever de prestação de informações e esclarecimentos solicitados pelo Conselho. Da mesma forma, de acordo com os respetivos regulamentos internos, os membros da Comissão de Auditoria, da Comissão do Governo Societário, do Comité de Estratégia, e da Comissão de Remunerações estão impedidos de votar em deliberações sobre assuntos em relação aos quais se encontrem, por conta própria ou de um terceiro, em conflito de interesses com o da sociedade, devendo informar os restantes membros da Comissão/Comité a que pertencem, por via do seu Presidente se o conflito não respeitar ao próprio, com a antecedência adequada sobre os factos que possam

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 224 constituir ou dar lugar a um conflito de interesses. Tal ocorre sem prejuízo do dever de prestação de informações e esclarecimentos que sejam solicitados por qualquer dos restantes membros da Comissão ou Comité. Os negócios a realizar entre a sociedade e qualquer das suas participadas com os Administradores, titulares de participação qualificada, ou entidades que com eles estão em qualquer relação, devem ser autorizadas pelo Conselho de Administração. A prevenção e a deteção de situações de conflito de interesses encontram-se sujeitas à Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflitos de Interesses, disponível para consulta no website do Grupo (www.impresa.pt), sem prejuízo dos demais deveres emergentes da lei e da regulamentação interna. II.4.2. A sociedade adota procedimentos que garantam que o membro em conflito não interfere no processo de decisão, sem prejuízo do dever de prestação de informações e esclarecimentos que o órgão, a comissão ou os respetivos membros lhe solicitem. Cumprida. De acordo com o artigos 11.º, n.º 1 do Regulamento do Conselho de Administração, 5.º, n.º 5 do Regulamento da Comissão de Auditoria e 9.º, n.º 1 da Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflitos de Interesses, nas decisões de Conselho de Administração, Comissão Executiva (quando aplicável) ou Comissão de Auditoria, caso algum dos seus membros esteja impedido de deliberar a respeito do tema em análise na reunião, em virtude de potencial conflito de interesses, este deverá declarar-se impedido e abster-se de participar e interferir na respetiva discussão e votação, sem prejuízo do dever de prestação de informações e esclarecimentos que lhe sejam solicitados pelo órgão em questão. Conforme referido na recomendação I.4.1., o mesmo se aplica aos membros da Comissão do Governo Societário, do Comité de Estratégia e da Comissão de Remunerações. II.5. Transações com partes relacionadas II.5.1. O órgão de administração divulga, no relatório de governo ou por outra via publicamente disponível, o procedimento interno de verificação das transações com partes relacionadas. Cumprida (Pontos 89 a 91).

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 225 Capítulo III – ACIONISTAS E ASSEMBLEIA GERAL III.1. A sociedade não deve fixar um número excessivamente elevado de ações necessárias para conferir direito a um voto, e informa no relatório de governo sobre a sua opção sempre que a cada ação não corresponda um voto. Subrecomendação III.1.(1): Cumprida (Pontos 1, 5, 6, e 12 a 14). Nos termos do artigo 8.º, n.º1 do Contrato de Sociedade da IMPRESA, a cada ação corresponde um voto. Subrecomendação III.1.(2): Não aplicável. III.2. A sociedade que tenha emitido ações com direito especial ao voto plural identifica, no relatório de governo, as matérias que, por previsão dos estatutos da sociedade, estão excluídas do âmbito do voto plural. Não aplicável. III.3. A sociedade não deve adotar mecanismos que dificultem a tomada de deliberações pelos seus acionistas, designadamente fixando um quórum deliberativo superior ao previsto por lei. Cumprida (Pontos 1, 5, 6, e 12 a 14). III.4. A sociedade implementa os meios adequados para a participação não presencial dos acionistas na Assembleia Geral, em termos proporcionais à sua dimensão. Não cumprida. A sociedade considera que, dadas a sua dimensão, a sua atual concentração da estrutura de capital (existência de um acionista maioritário) e a cultura de proximidade característica do Grupo, deve ser promovida a participação física dos acionistas ou dos seus representantes na Assembleia Geral, em detrimento de meios que, além de não terem sido solicitados por aqueles, a ausência não constitui um entrave ao exercício do direito de voto, e a sua disponibilização acarretaria elevados custos. III.5. A sociedade implementa igualmente os meios adequados para o exercício não presencial do direito de voto, incluindo por correspondência e por via eletrónica. Cumprida. É admitido o voto por correspondência, nos termos do artigo 8.º dos Estatutos da sociedade.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 226 De acordo com o n.º 4 do artigo 8.º dos Estatutos, “havendo menção expressa na convocatória da respetiva reunião da Assembleia Geral, os acionistas poderão exercer o seu voto mediante utilização do correio eletrónico, de acordo com os termos, prazos e condições que constem da referida convocatória”. III.6. Os estatutos da sociedade que prevejam a limitação do número de votos que podem ser detidos ou exercidos por um único acionista, de forma individual ou em concertação com outros acionistas, devem prever igual- mente que, pelo menos de cinco em cinco anos, seja sujeita a deli- beração pela assembleia geral a alteração ou a manutenção dessa disposição estatutária — sem requisitos de quórum agravado relativa- mente ao legal — e que, nessa deliberação, se contam todos os votos emitidos sem que aquela limitação funcione. Não aplicável (Pontos 5, 12 e 13). III.7. Não devem ser adotadas medidas que determinem pagamentos ou a assunção de encargos pela sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do órgão de administração e que se afigurem suscetíveis de prejudicar o interesse económico na transmissão das ações e a livre apreciação pelos acionistas do desempenho dos administradores. Cumprida (pontos 4, 70, 83 e 95). Os contratos referidos no ponto 4 do relatório não são suscetíveis de prejudicar o interesse económico da empresa na transmissão de ações e a livre apreciação pelos acionistas do desempenho dos administradores, pois, considerando a dimensão da sociedade e a concentração da estrutura de capital (existência de um acionista maioritário), têm como condição clausulada ( ownership) a manutenção desta participação como garante da continuidade da estabilidade da gestão, bem como da credibilidade da sociedade no mercado em que se insere a sua atividade. No que concerne ao órgão de administração, conforme referido no ponto 17, o seu mandato é de quatro anos, sendo permitida a sua reeleição por sucessivos quadriénios, sem prejuízo das limitações impostas por lei às sociedades emitentes de valores mobiliários admitidos à negociação em mercado regulamentado. De acordo com a Política de Remuneração dos Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização, aprovada na Assembleia Geral de Acionistas de 26 de maio de 2023, em caso de cessação de funções dos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade antes do termo do mandato, aplicar-se-ão as regras indemnizatórias legalmente previstas. Em caso de cessação de funções do Presidente do Conselho de Administração ou do Administrador-Delegado por qualquer causa (à exceção de destituição por justa causa), após o fim do período de avaliação (um exercício económico da sociedade) da remuneração variável plurianual, mas antes do pagamento integral desta, haverá lugar ao pagamento por inteiro da remuneração variável

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 227 plurianual correspondente àquele período de avaliação, nas datas de pagamento devidas, desde que não haja lugar à perda do direito durante o período de deferimento, caso, nalgum dos dois períodos de avaliação da remuneração variável plurianual seguintes, o administrador não cumpra os critérios de atribuição de remuneração variável para o respetivo período de avaliação, nos termos determinados pela Comissão de Remunerações na reunião de avaliação anual relevante. De referir ainda que, em caso de cessação de funções do Presidente do Conselho de Administração ou do Administrador-Delegado, por qualquer causa, antes do fim de um período de avaliação da remuneração variável plurianual, esta não será devida relativamente ao respetivo período de avaliação. A política remuneratória visa assim incentivar a melhoria das condições económicas e financeiras da sociedade e do Grupo numa perspetiva de longo prazo, recorrendo a objetivos de atingimento dos valores consolidados de EBITDA e de dívida remunerada líquida do Grupo como critérios fundamentais de atribuição da remuneração variável dos administradores que a ela têm direito, e exigindo que esses objetivos sejam atingidos num período plurianual para atribuição dessa remuneração variável. A mesma política protege a sociedade da assunção de encargos limitativos à mudança da composição do órgão de administração. Deste modo, existe a garantia de que o modelo de remuneração variável aplicado é um instrumento de execução da estratégia empresarial de longo prazo da sociedade e do Grupo, conferindo à Comissão de Remunerações, órgão eleito pela Assembleia Geral de acionistas, a liberdade de rever e alterar as regras de atribuição desta remuneração sempre que esta entender necessário para assegurar o cumprimento dos propósitos antes enunciados e a prossecução dessa estratégia empresarial. Não se identificam assim, nas políticas definidas pela empresa, quaisquer medidas que visem limitar a alteração do órgão de gestão ou a transição de controlo. Capítulo IV – ADMINISTRAÇÃO IV.1. Órgão de Administração e Administradores Executivos IV.1.1. O órgão de administração assegura que a sociedade atua de forma consentânea com o seu objetivo e não delega poderes, designadamente, no que respeita a: i) definição da estratégia e das principais políticas da sociedade; ii) organização e coordenação da estrutura empresarial; iii) matérias que devam ser consideradas estratégicas em virtude do seu montante, risco ou características especiais. Cumprida (Ponto 21). Vide artigos 7.º (“Delegação de Poderes”) e 8.º (“Âmbito da Delegação de Poderes) do Regulamento do Conselho de Administração.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 228 IV.1.2. O órgão de administração aprova, através de regulamento ou mediante via equivalente, o regime de atuação dos administradores executivos aplicável ao exercício por estes de funções executivas em entidades fora do grupo. Cumprida. Vide artigo 2.º, n.º 3 e artigos 7.º (“Delegação de Poderes”) e 8.º (“Âmbito da Delegação de Poderes”) do Regulamento do Conselho de Administração. IV.2. Órgão de Administração e Administradores Não Executivos IV.2.1. Sem prejuízo das funções legais do presidente do conselho de administração, se este não for independente, os administradores independentes — ou, não existindo estes em número suficiente, os administradores não executivos — designam entre si um coordenador para, nomeadamente, (i) atuar, sempre que necessário, como interlocutor com o presidente do conselho de administração e com os demais administradores, (ii) zelar por que disponham do conjunto de condições e meios necessários ao desempenho das suas funções; e (iii) coordená-los na avaliação do desempenho pelo órgão de administração prevista na recomendação VI.1.1.; em alternativa, pode a sociedade fixar outro mecanismo equivalente que assegure aquela coordenação. Não cumprida. A sociedade considera que a atual dimensão e a estrutura e dinâmica do conselho de administração não justificam a designação de um coordenador. O modus operandi do conselho de administração pauta-se por uma fluida e intensa interatividade norteada por uma objetividade informada e entende-se que a sua agilidade não beneficiaria especialmente da designação de um coordenador. A dimensão do Conselho de Administração (oito membros dos quais quatro independentes e apenas 1 executivo), o fluxo regular de informação existente entre os quatro membros independentes, sendo que dois se encontram na Comissão de Auditoria, a facilidade e flexibilidade de contacto entre todos os membros do Conselho, bem como entre os membros independentes do Conselho de Administração e os responsáveis pela gestão operacional das empresas do Grupo quando necessário, tornam, no presente contexto, prescindível a nomeação de um administrador independente coordenador, visto a dinâmica apresentada resultar mais estimulante para uma profícua contribuição de todos os membros para os trabalhos do Conselho de Administração. IV.2.2. O número de membros não executivos do órgão de administração deve ser adequado à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos inerentes à sua atividade, mas suficiente para assegurar com eficiência as funções que lhes estão cometidas, devendo constar do relatório de governo a formulação deste juízo de adequação.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 229 Cumprida (Pontos 17, 18, 31 e 32). Para o quadriénio 2023-2026, o órgão de administração é constituído por sete membros não executivos e um membro executivo, o qual exerce o cargo de Administrador-Delegado. A Comissão de Auditoria é constituída por três membros não executivos do Conselho de Administração. Conforme referido no ponto 18, a sociedade considera que, tendo em conta, em particular, a dimensão, a estrutura acionista, a complexidade dos riscos e as demais características inerentes à sua atividade, o número de administradores não executivos, tanto do conselho de administração como da comissão de auditoria, é adequado. A sociedade considera ainda que a diversidade, a essência e a completude dos perfis dos membros destes órgãos atende ao adequado desempenho das suas funções, garantindo o efetivo acompanhamento, supervisão, fiscalização e avaliação da atividade e da gestão da sociedade. IV.2.3. O número de administradores não executivos é superior ao de administradores executivos. Cumprida (Pontos 17 e 18). IV.2.4. O número de administradores não executivos que cumpram os requi- sitos de independência deve ser plural e não pode ser inferior a um terço do número total de administradores não executivos. Para efeitos desta recomendação, considera-se independente a pessoa que não esteja associada a qualquer grupo de interesses específicos na sociedade, nem se encontre em alguma circunstância suscetível de afetar a sua isenção de análise ou de decisão, nomeadamente em virtude de: (i) Ter exercido durante mais de doze anos, de forma contínua ou intercalada, funções em qualquer órgão da sociedade, sendo este prazo contado independentemente de coincidir, ou não, com o termo do mandato; (ii) Ter sido colaborador da sociedade ou de sociedade que com ela se encontre em relação de domínio ou de grupo nos últimos três anos; (iii) Ter, nos últimos três anos, prestado serviços ou estabelecido relação comercial significativa com a sociedade ou com sociedade que com esta se encontre em relação de domínio ou de grupo, seja de forma direta ou enquanto sócio, administrador, gerente ou dirigente de pessoa coletiva; (iv) Ser beneficiário de remuneração paga pela sociedade ou por sociedade que com ela se encontre em relação de domínio ou de grupo para além da remuneração decorrente do exercício das funções de administrador; (v) Viver em união de facto ou ser cônjuge, parente ou afim na linha reta e até ao 3.º grau, inclusive, na linha colateral, de administradores da sociedade, de administradores de pessoa coletiva titular de participação qualificada na sociedade ou de

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 230 pessoas singulares titulares direta ou indiretamente de participação qualificada; (vi) Ser titular de participação qualificada ou representante de um acionista titular de participações qualificadas. Cumprida. De entre os sete membros não executivos, são independentes, considerando os critérios constantes da recomendação IV.2.4. do Código do IPCG, os seguintes quatro vogais: Dr. Manuel Guilherme Oliveira da Costa, Dr. António Mota de Sousa Horta Osório, Dra. Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes e Dra. Catarina do Amaral Dias Duff Burnay. IV.2.5. O disposto no parágrafo (i) da recomendação anterior não obsta à Cali- ficação de um novo administrador como independente se, entre o termo das suas funções em qualquer órgão da sociedade e a sua nova designação, tiverem, entretanto, decorrido pelo menos três anos (cooling-off period). Não aplicável. Capítulo V – FISCALIZAÇÃO V.1. Com respeito pelas competências que lhe são conferidas por lei, o órgão de fiscalização toma conhecimento das linhas estratégicas e avalia e pronuncia-se sobre a política de risco, previamente à sua aprovação final pelo órgão de administração. V.1.(1) o órgão de fiscalização toma conhecimento das linhas estratégicas : Cumprida (Pontos 18, 21, 29 e 54). Os membros da Comissão de Auditoria, no âmbito das suas competências genéricas, fiscalizam a administração da sociedade e, enquanto membros do Conselho de Administração, participam na definição das opções estratégicas. Previamente à aprovação pelo Conselho de Administração, o Plano Estratégico do Grupo (a três anos) é distribuído e discutido por todos os seus membros, entre os quais se incluem os membros que compõem, simultaneamente, o órgão de fiscalização. A definição de opções estratégicas do Grupo é competência do Conselho de Administração e conta-se entre as matérias indelegáveis no Administrador-Delegado. No seio do Conselho de Administração foi constituído o Comité de Estratégia, ao qual cumpre assisti-lo nesta matéria. Acresce que o Presidente da Comissão de Auditoria tem assento, como administrador não executivo, no Comité de Estratégia, pelo que participa na definição das opções estratégicas posteriormente submetidas a aprovação do Conselho de Administração.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 231 Neste enquadramento, os administradores não executivos, em sede do Conselho de Administração, participam na definição dos principais objetivos e políticas do Grupo, fazendo competir ao Administrador-Delegado a orientação dos Chief Operating Officers (“COO”) para a sua implementação. Periodicamente, em sede do Conselho de Administração, os administradores não executivos apreciam a execução estratégica não só com recurso a indicadores financeiros e operacionais, mas principalmente por via das exposições do Administrador-Delegado sobre os desafios e riscos com que o Grupo se depara, trazendo à discussão as iniciativas a adotar para o alcance dos objetivos estratégicos definidos. V.1.(2) o órgão de fiscalização avalia e pronuncia-se sobre a política de risco: Cumprida (Pontos 29 e 54). De acordo com a Política de Gestão de Riscos em vigor, compete à Comissão de Auditoria avaliar e pronunciar-se sobre a Política de Gestão de Riscos previamente à sua aprovação pelo Conselho de Administração, bem como acompanhar, fiscalizar a eficácia e avaliar o sistema de gestão de risco. V.2. O número de membros do órgão de fiscalização e da comissão para as matérias financeiras deve ser adequado à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos inerentes à sua atividade, mas suficiente para assegurar com eficiência as funções que lhes estão cometidas, devendo constar do relatório de governo a formulação deste juízo de adequação. Subrecomendação V.2.(1) Cumprida (Pontos 17, 18, 31 e 32). Para o quadriénio 2023- 2026, o órgão de administração é constituído por 7 membros não executivos e um membro executivo, o qual exerce o cargo de Administrador-Delegado. A Comissão de Auditoria é constituída por três membros não executivos do Conselho de Administração. Conforme referido no ponto 18, a sociedade considera que, tendo em conta, em particular, a dimensão, a estrutura acionista, a complexidade dos riscos e as demais características inerentes à sua atividade, o número de administradores não executivos, tanto do conselho de administração como da comissão de auditoria, é adequado. A sociedade considera ainda que a diversidade, a essência e a completude dos perfis dos membros destes órgãos atende ao adequado desempenho das suas funções, garantindo o efetivo acompanhamento, supervisão, fiscalização e avaliação da atividade e da gestão da sociedade. O modelo de governo adotado não inclui uma comissão para as matérias financeiras, pelo que a subrecomendação V.2.(2) não é aplicável.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 232 Capítulo VI – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, REMUNERAÇÕES E NOMEAÇÕES VI.1. Avaliação Anual de Desempenho VI.1.1. O órgão de administração — ou comissão com competências na matéria, composta por maioria de membros não executivos — avalia anualmente o seu desempenho, bem como o desempenho da comissão executiva, dos administradores executivos e das comissões da sociedade, tendo em conta o cumprimento do plano estratégico da sociedade e do orçamento, a gestão de riscos, o seu funcionamento interno e o contributo de cada membro para o efeito, assim como o relacionamento entre órgãos e comissões da sociedade. VI.1.1. (1) – Avaliação do Conselho de Administração: Cumprida. O Conselho de Administração procede anualmente à avaliação do seu desempenho, tendo em conta, designadamente, o seu funcionamento interno e o acompanhamento do cumprimento do Plano Estratégico e do Orçamento, conforme procedimento previsto no artigo 6.º do Regulamento do órgão. VI.1.1. (2) – Avaliação dos administradores executivos: Cumprida. Para o caso específico do Administrador-Delegado, compete ainda à Comissão de Governo Societário a sua avaliação de desempenho global, de acordo com o previsto no artigo 6.º, n.º 2/b)/ii. do Regulamento da Comissão do Governo Societário. VI.1.1. (3) – Avaliação das Comissões: Não cumprida. A sociedade considera que a atual dimensão, estrutura e dinâmica do Conselho de Administração não justificam a avaliação das comissões, compostas por membros do próprio Conselho. As atas das reuniões da Comissão do Governo Societário, nas quais se integra a avaliação do desempenho do Administrador-Delegado, bem como a sua autoavaliação, são apresentadas em sede de Conselho de Administração e distribuídas por todos os seus membros. Em conformidade com o artigo 7.º, n.º 5 do Regulamento do Conselho de Administração, os administradores não executivos são também responsáveis, nos termos da lei, pela vigilância geral da atuação do Administrador-Delegado (Ponto 24). De acordo com o artigo 7.º, n.º 6 do mesmo Regulamento, a constituição pelo Conselho de Administração de comissões especializadas para a prática de determinados atos de gestão fica sujeita à mesma vigilância por parte do Conselho de Administração.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 233 VI.2. Remunerações VI.2.1. A sociedade constitui uma comissão de remunerações, cuja composição assegure a sua independência em face da administração, podendo tratar-se da comissão de remunerações designada nos termos do artigo 399.º do Código das Sociedades Comerciais. Cumprida (Pontos 66 e 67). Vide artigo 2.º do Regulamento da Comissão de Remunerações. VI.2.2. A fixação das remunerações dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização e das comissões da sociedade compete à comissão de remunerações ou à assembleia geral, sob proposta daquela comissão. Cumprida (Pontos 66 e 67). Vide artigo 5.º do Regulamento da Comissão de Remunerações e a Política de Remunerações aprovada pela Assembleia Geral realizada no dia 26 de maio de 2023. VI.2.3. A sociedade divulga no relatório de governo, ou no relatório de remunerações, a cessação de funções dos membros de órgãos ou comissões da sociedade, indicando os montantes de todos os encargos da sociedade relacionados com a cessação de funções, a qualquer título, no exercício em causa. Cumprida (Vide modelo de remuneração apresentado no ponto 69 e remunerações apresentadas no ponto 77). Nos termos do artigo 2.º da Política de Remunerações, com exceção do Presidente do Conselho de Administração e do Administrador-Delegado, os membros do Conselho de Administração da Sociedade têm apenas direito à remuneração base anual estabelecida na Política, paga em 14 prestações, não lhes sendo aplicáveis as disposições relativas à remuneração variável plurianual. Sem prejuízo dos casos especificados abaixo, em caso de cessação de funções dos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade antes do termo do mandato aplicar-se-ão as regras indemnizatórias legalmente previstas. Nos termos do artigo 4.º da Política, a Comissão de Remunerações delibera, a aplicação ao Administrador-Delegado (pelas funções de Vogal Executivo) e ao Presidente do Conselho de Administração (pelas funções exercidas e discriminadas no Regulamento do Conselho de Administração) de um modelo de remuneração variável plurianual (RVP), com pagamento diferido a 3 anos.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 234 Em caso de cessação de funções do Presidente do Conselho de Administração ou do Administrador-Delegado por qualquer causa (à exceção de destituição por justa causa), após o fim do período de avaliação (um exercício económico da sociedade) da remuneração variável plurianual, mas antes do pagamento integral desta, haverá lugar ao pagamento por inteiro da remuneração variável plurianual correspondente àquele período de avaliação, nas datas de pagamento devidas, desde que não haja lugar à perda do direito durante o período de deferimento, caso, nalgum dos dois períodos de avaliação da remuneração variável plurianual seguintes, o administrador não cumpra os critérios de atribuição de remuneração variável para o respetivo período de avaliação, nos termos determinados pela Comissão de Remunerações na reunião de avaliação anual relevante. Em caso de cessação de funções do Presidente do Conselho de Administração ou do Administrador-Delegado, por qualquer causa, antes do fim de um período de avaliação da remuneração variável plurianual, esta não será devida relativamente ao respetivo período de avaliação. Na sequência de uma mudança de controlo da sociedade, não existem quaisquer acordos entre a sociedade e os titulares do órgão de administração e dirigentes que prevejam indemnizações em caso de cessação da relação de trabalho. VI.2.4. A fim de prestar informações ou esclarecimentos aos acionistas, o presidente ou outro membro da comissão de remunerações deve estar presente na assembleia geral anual e em quaisquer outras se a respetiva ordem de trabalhos incluir assunto conexo com a remuneração dos membros dos órgãos e comissões da sociedade, ou se tal presença tiver sido requerida por acionistas. Cumprida (Ponto 67). VI.2.5. Dentro das limitações orçamentais da sociedade, a comissão de remunerações pode decidir livremente a contratação, pela sociedade, dos serviços de consultadoria necessários ou convenientes para o exercício das suas funções. Cumprida (Ponto 67). De acordo com o artigo 8.º, n.º 2 do Regulamento da Comissão de Remunerações, esta “poderá ainda celebrar contratos de prestações de serviços e/ou assistência com consultores ou outros assessores ou peritos, que entenda necessários para a prossecução dos objetivos e exercício das competências e responsabilidades previstos no (…) Regulamento”.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 235 VI.2.6. A comissão de remunerações assegura que aqueles serviços são prestados com independência. Cumprida (Ponto 67). De acordo com o artigo 8.º, n.º 3 do Regulamento da Comissão de Remunerações, esta “deve assegurar que os serviços são prestados com independência e que os respetivos prestadores não serão contratados para a prestação de quaisquer outros serviços à própria sociedade ou a outras que com ela se encontrem em relação de domínio ou de grupo sem autorização expressa da Comissão”. VI.2.7. Os prestadores desses serviços não serão contratados, pela própria sociedade ou por outras que com ela se encontrem em relação de domínio ou de grupo, para a prestação à sociedade de quaisquer outros serviços relacionados com as competências da comissão de remunerações, sem que haja autorização expressa da comissão. Cumprida (Ponto 67). De acordo com o artigo 8.º, n.º 3 do Regulamento da Comissão de Remunerações, esta “deve assegurar que os serviços são prestados com independência e que os respetivos prestadores não serão contratados para a prestação de quaisquer outros serviços à própria sociedade ou a outras que com ela se encontrem em relação de domínio ou de grupo sem autorização expressa da Comissão”. VI.2.8. Tendo em vista o alinhamento de interesses entre a sociedade e os administradores executivos, uma parte da remuneração destes tem natureza variável que reflita o desempenho sustentado da sociedade e não estimule a assunção de riscos excessivos. Cumprida (Pontos 69 e 95). VI.2.9. Uma parte significativa da componente variável é parcialmente diferida no tempo, por um período não inferior a três anos, associando-a, em termos definidos na política de remunerações da sociedade, à confirmação da sustentabilidade do desempenho. Cumprida (Ponto 69). Conforme referido no ponto 69, o modelo de remuneração variável plurianual, com pagamento diferido a 3 anos, considera 6 níveis de prémios, correspondentes de 1 a 6 vezes a respetiva remuneração bruta mensal, e tem como base os seguintes critérios cumulativos de atingimento, definidos anualmente: a) avaliação positiva de desempenho; b) atingimento de valor consolidado de Dívida Remunerada Líquida; e c) atingimento de valor consolidado de EBITDA.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 236 O montante a atribuir em cada ano a título de remuneração variável plurianual é calculado anualmente pela Comissão de Remunerações na respetiva reunião de avaliação anual e pago de acordo com as seguintes regras: a) A avaliação do desempenho corresponderá ao que resultar da ata da reunião da Comissão de Governo Societário, realizada para o efeito; b) Os valores consolidados de Dívida Remunerada Líquida e EBITDA serão verificados por comparação entre os montantes aprovados pelo Conselho de Administração para o período de avaliação (um exercício económico) em causa e os mapas finais de exploração e tesouraria anuais do respetivo exercício; c) Com base na verificação desses critérios, a Comissão de Remunerações atribuirá uma remuneração variável plurianual de até 6 vezes a respetiva remuneração bruta mensal do Administrador-Delegado e do Presidente do Conselho de Administração; d) O montante máximo da respetiva remuneração variável plurianual equivale, em qualquer caso, a 6 meses do vencimento bruto do Administrador-Delegado e do Presidente do Conselho de Administração. O pagamento da remuneração variável é diferido por 3 anos, sendo devida uma parte do montante total da remuneração variável plurianual nos seguintes momentos: (i) No primeiro semestre do ano seguinte ao período de avaliação relevante (período de avaliação + 1), após a aprovação das contas anuais na Assembleia Geral Anual da sociedade: 50% da remuneração variável plurianual atribuída pela Comissão de Remunerações; (ii) No primeiro semestre do segundo ano seguinte ao período de avaliação relevante (período de avaliação + 2), após a aprovação das contas anuais na Assembleia Geral Anual da sociedade: 25% da remuneração variável plurianual atribuída pela Comissão de Remunerações; e (iii) No primeiro semestre do terceiro ano seguinte ao período de avaliação relevante (período de avaliação + 3), após a aprovação das contas anuais na Assembleia Geral Anual da sociedade: 25% da remuneração variável plurianual atribuída pela Comissão de Remunerações. VI.2.10. Quando a remuneração variável compreender opções ou outros instrumentos direta ou indiretamente dependentes do valor das ações, o início do período de exercício é diferido por um prazo não inferior a três anos. Não aplicável (Ponto 85). VI.2.11. A remuneração dos administradores não executivos não inclui nenhuma componente cujo valor dependa do desempenho da sociedade ou do seu valor.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 237 Não cumprida (Pontos 21 e 69). Conforme referido no ponto 69, considerando as atuais atribuições do Presidente do Conselho de Administração (PCA), constantes do Regulamento do Conselho de Administração, e expostas no ponto 21, a Comissão de Remunerações deliberou estender a aplicação do modelo de remuneração variável também ao PCA. Quanto à remuneração dos restantes administradores não executivos a recomendação é cumprida. VI.3. Nomeações VI.3.1. A sociedade promove, nos termos que considere adequados, mas de forma suscetível de demonstração, que as propostas para eleição dos membros dos órgãos da sociedade sejam acompanhadas de fundamentação a respeito da adequação de cada um dos candidatos à função a desempenhar. Na Assembleia Geral de Acionistas realizada no dia 26 de maio de 2023, foi aprovada a proposta da acionista IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., relativa ao ponto seis da ordem do dia “Deliberar sobre a eleição de membros dos órgãos sociais para o quadriénio 2023/2026”. Na sequência da apresentação da lista proposta para eleição dos órgãos sociais, a IMPREGER avaliou individual e globalmente os membros dos órgãos sociais e concluiu que: i. o conjunto de membros propostos tem um leque de competências diverso e adequado ao desempenho das suas funções, considerando, designadamente, as habilitações académicas, a formação especializada e experiência profissional em domínios relevantes para a atividade da IMPRESA (direito, engenharia e tecnologia, gestão empresarial e estratégica, economia e finanças, auditoria e revisão de contas, mercado de capitais e risco e sustentabilidade) como comprovam os seus currículos, adequados ao cabal cumprimento das responsabilidades e desempenho das funções atribuídas, tendo ainda, no seu conjunto, formação e experiência prévias para o setor em que opera a IMPRESA; ii. globalmente os membros propostos asseguram o cumprimento de critérios de diversidade e independência, por forma a cumprir os critérios legais e ainda considerados adequados às políticas da IMPRESA; iii. cada um dos membros do Conselho de Administração reúne os requisitos de integridade, qualificação profissional, experiência e disponibilidade exigida aos órgãos sociais da IMPRESA e demonstram ainda elevados princípios éticos, valores e comportamentos compatíveis com os padrões exigidos aos órgãos sociais, bem como a capacidade de exercer um juízo crítico, ponderado, construtivo e independente; iv. globalmente os membros propostos asseguram o cumprimento dos requisitos de representatividade de administradores independentes no Conselho de Administração e Comissão de Auditoria.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 238 VI.3.2. A comissão de nomeações de membros de órgãos sociais inclui uma maioria de administradores independentes. Não aplicável. A IMPRESA não dispõe de uma comissão de nomeações de membros de órgãos sociais, competindo aos acionistas submeter à Assembleia Geral as suas propostas de membros a eleger, devidamente fundamentadas. VI.3.3. A não ser que a dimensão da sociedade o não justifique, a função de acompanhamento e apoio às designações de quadros dirigentes é atribuída a uma comissão de nomeações. Não cumprida, pelo exposto no âmbito do acolhimento da recomendação II.2.5. VI.3.4. A comissão de nomeações de quadros dirigentes disponibiliza os seus termos de referência e promove, na medida das suas competências, a adoção de processos de seleção transparentes que incluam mecanismos efetivos de identificação de potenciais candidatos, e que sejam propostos para seleção os que apresentem maior mérito, melhor se adequem às exigências da função e promovam, dentro da organização, uma diversidade adequada incluindo quanto à igualdade entre homens e mulheres. Não aplicável. A IMPRESA não dispõe de uma comissão de nomeações de outros quadros dirigentes (além dos membros do Conselho de Administração da IMPRESA), cabendo à Direção de Recursos Humanos o processo de identificação e seleção de candidatos, de acordo com as características que melhor se adequem aos requisitos da função a desempenhar, competindo ao Administrador-Delegado a decisão final. Capítulo VII – CONTROLO INTERNO VII.1. O órgão de administração debate e aprova o plano estratégico e a política de risco da sociedade, a qual inclui a fixação de limites em matéria de assunção de riscos. VII.1. (1): Cumprida (Ponto 21, 29 e 54). O Conselho de Administração debate e aprova o Plano Estratégico e a Política de Gestão de Riscos do Grupo. VII.1. (2): Cumprida. No âmbito do Sistema de Gestão de Risco do Grupo em 2023, a definição de objetivos e o plano de atividades para a gestão e mitigação de riscos continuaram focados nos temas (i) cibernéticos, (ii) de manutenção dos ativos operacionais e (iii) cumprimento de métricas/responsabilidades financeiras.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 239 VII.2. A sociedade dispõe de uma comissão especializada ou de um comité composto por especialistas em matéria de risco que reporta regularmente ao órgão de administração. Cumprida (Pontos 50 a 54). Vide também a declaração de acolhimento da recomendação VII.3. VII.3. O órgão de fiscalização organiza-se internamente, implementando mecanismos e procedimentos de controlo periódico, com vista a garantir que os riscos efetivamente incorridos pela sociedade são consistentes com os objetivos fixados pelo órgão de administração. Cumprida (Pontos 29 e 54). No âmbito do Sistema de Gestão de Riscos do Grupo, o Conselho de Administração identifica e avalia os riscos inerentes aos objetivos definidos e estabelece os níveis de tolerância a assumir pelo Grupo, que são transmitidos pelo Comité de Risco, por si nomeado, aos responsáveis operacionais do Grupo. Compete ao Comité de Risco instituir os Processos de Gestão de Risco, avaliar em base semestral o seu grau de cumprimento e desempenho e assegurar os mecanismos de reporte ao Administrador-Delegado, à Comissão de Auditoria e ao Conselho de Administração. O Comité de Risco monitoriza, continuamente, junto das áreas operacionais e do Administrador-Delegado, a evolução dos principais riscos e adequabilidade das medidas mitigadoras. Como tal, elabora, periodicamente, Relatórios de Risco que suportam a monitorização e avaliação interdisciplinar dos riscos e da adequabilidade das medidas mitigadoras que lhes correspondem, a incorporação dos riscos nos processos de tomada de decisão e a supervisão do Sistema de Gestão de Riscos. Complementarmente à sua apreciação dos Relatórios de Risco, a Comissão de Auditoria reúne periodicamente com o Comité de Risco e com o Administrador-Delegado para a sua discussão. VII.4. O sistema de controlo interno, compreendendo as funções de gestão de riscos, compliance e auditoria interna, é estruturado em termos adequados à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos inerentes à sua atividade, devendo o órgão de fiscalização avaliá-lo e, no âmbito da sua competência de fiscalização da eficácia deste sistema, propor os ajustamentos que se mostrem necessários. Parcialmente cumprida (Pontos 29 e 50 a 55).

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 240 O modelo de controlo interno adotado pela sociedade atende à sua dimensão, ao setor em que se insere e à complexidade da sua atividade, promovendo a necessária eficácia de resposta aos riscos que lhe são inerentes. Atentas as especificidades da atividade do Grupo, caracterizadas por um número limitado de processos de relacionamento com pessoal, fornecedores, clientes e outros stakeholders a sociedade considera que não se justifica a existência de um departamento de auditoria interna. Também o ambiente regulador não justifica um departamento especializado de compliance, sendo o controlo associado ao cumprimento legal e aos assuntos regulamentares e jurídicos tratados ao nível da direção jurídica e as demais exigências internas de compliance asseguradas de forma capilar e transversal a todas as direções. O funcionamento efetivo do sistema de controlo interno é assegurado de forma articulada fundamentalmente entre o Comité de Risco, a Direção de Património e Compras, a Direção de Contabilidade e Fiscalidade, a Direção de Tesouraria e Gestão de Risco de Crédito, a Direção de Assuntos Jurídicos, a Direção de Relações Institucionais, a Direção de Recursos Humanos, a Direção Tecnologias de Informação e a Direção de Operações e Tecnologia. No âmbito das suas competências, a Comissão de Auditoria acompanha, fiscaliza e avalia a eficácia do sistema de controlo interno e, sempre que necessário, afere a necessidade de contratação de serviços especializados externos. A Comissão de Auditoria apresenta e debate com o Conselho de Administração os resultados do seu trabalho sobre o ambiente de controlo interno, por força da responsabilidade deste pela criação, manutenção e promoção de um adequado ambiente de controlo e apropriado sistema de gestão de riscos. Em termos operacionais, o ambiente de controlo interno caracteriza-se, por um conjunto de políticas e procedimentos não centralizados e desenhados, principalmente, pelas direções de contabilidade e fiscalidade, de tesouraria e gestão de risco de crédito, de assuntos jurídicos, de tecnologias de informação, de operações e tecnologia, de recursos humanos e de património e compras. Sempre que adequado ao desempenho dos seus trabalhos e ao exercício da sua ação fiscalizadora, a conceção e a efetividade das políticas e procedimentos de controlo interno são objeto de análise por parte quer do Revisor Oficial de Contas, quer da Comissão de Auditoria. A Comissão de Auditoria reúne periodicamente com o Revisor Oficial de Contas do Grupo IMPRESA para discutir, em específico, as deficiências e os pontos de melhoria de controlo interno identificados nos trabalhos de auditoria, tendo por objetivo identificar as medidas a tomar pela Gestão, sempre que se justifique, para a resolução de eventuais lacunas e acompanhar a sua calendarização e implementação.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 241 A Comissão de Auditoria também contacta e reúne em específico sobre temas de controlo interno com representantes das funções financeira, controlo de gestão, património, assuntos jurídicos e regulatórios e sistemas de informação, para além de acompanhar os trabalhos do Comité de Risco, com o objetivo de testar a efetividade dos mecanismos de controlo interno definidos pelo Grupo. No desempenho da sua atividade sobre o ambiente de controlo interno, a Comissão de Auditoria tem acesso à documentação produzida interna ou externamente sobre temas de controlo interno, nomeadamente, mas não se esgotando, ao nível dos sistemas de informação, área na qual assenta com relevo o sistema de controlo interno do Grupo. VII.5. A sociedade estabelece procedimentos de fiscalização, avaliação periódica e de ajustamento do sistema de controlo interno, incluindo uma avaliação anual do grau de cumprimento interno e do desempenho desse sistema, bem como da perspetiva de alteração do quadro de risco anteriormente definido. Cumprida (Pontos 29, 50 a 55). VII.6. Tendo por base a sua política de risco, a sociedade institui uma função de gestão de riscos, identificando (i) os principais riscos a que se encontra sujeita no desenvolvimento da sua atividade, (ii) a probabilidade de ocorrência dos mesmos e o respetivo impacto, (iii) os instrumentos e medidas a adotar tendo em vista a respetiva mitigação e (iv) os procedimentos de monitorização, visando o seu acompanhamento. Cumprida (Pontos 29 e 50 a 55). VII.7. A sociedade institui processos para coligir e processar dados relacionados com a sustentabilidade ambiental e social, para alertar o órgão de administração acerca dos riscos em que a sociedade esteja a incorrer e propor estratégias para a sua mitigação. Cumprida. Para informação mais detalhada sobre o processo de reporte de informação relacionada com a sustentabilidade ambiental e social, vide o Relatório de Sustentabilidade do Grupo IMPRESA. O Diretor de Sustentabilidade e a Coordenadora Executiva para a Sustentabilidade, que reportam diretamente ao Administrador-Delegado e ao Chief Legal Officer do Grupo IMPRESA, são responsáveis por coligir os dados relativos ao desempenho do Grupo nos pilares ambiental, social e de governo societário (ESG), coordenando o processo de reporte em articulação com as várias áreas operacionais, e em alinhamento com os requisitos legais e regulatórios em vigor, bem como com os normas internacionais de referência.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 242 O Relatório de Sustentabilidade do Grupo de 2023 foi elaborado de acordo com as Normas Global Reporting Initiative (GRI), na opção “com base nas Normas GRI” 2021 (consultar Sumário de Conteúdo da GRI, em anexo ao Relatório de Sustentabilidade), com as Normas Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e em articulação com o conteúdo do modelo de relatório para divulgação de informação não financeira pelas sociedades emitentes de valores mobiliários admitidos à negociação em mercado regulamentado, disponibilizado pela CMVM. Em 2022, procedeu-se a uma análise de materialidade de temas ESG, identificados com base nas referências do setor da comunicação social e em normas internacionais de referência (GRI e SASB). O processo de identificação dos tópicos materiais e sequente consulta foi acompanhado pelas Comissões Executivas das subsidiárias operacionais e pelo Administrador-Delegado da IMPRESA. No âmbito da sua jornada ESG, em 2023, o Grupo deu continuidade à análise de indicadores de desempenho (KPI) e identificação de boas práticas de relato em sustentabilidade, com um foco nos temas considerados mais relevantes para o Grupo e para os seus pares do setor. Este processo tem em vista a definição de metas ajustadas à realidade do Grupo, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e relatáveis de acordo normas europeias de relato de sustentabilidade. VII.8. A sociedade informa sobre o modo como as alterações climáticas são consideradas na organização e sobre a forma como pondera, nos processos de decisão, a análise do risco climático. A IMPRESA monitoriza o impacto da sua atividade nas alterações climáticas, reportando as métricas de desempenho anualmente (como os indicadores de Emissões de Gases de Efeito de Estufa, as atividades económicas consideradas sustentáveis do ponto de vista ambiental nos termos do Regulamento (EU) 2020/852, etc.), bem como as medidas adotadas para mitigar os impactos negativos (de que são exemplo a instalação de painéis fotovoltaicos e as medidas para reduzir o consumo energético) e potenciar os contributos positivos das suas atividades (de que são exemplo os projetos editoriais para promover o debate e consciencialização sobre as alterações climáticas, como a plataforma SER – Sustentável, Ecológico, Responsável do Expresso). VII.9. A sociedade informa, no relatório de governo, sobre os termos em que mecanismos de inteligência artificial hajam sido utilizados como instrumento de tomada de decisões pelos órgãos sociais. Não Aplicável. Os órgãos sociais da IMPRESA não recorreram a mecanismos de inteligência artificial para a tomada de decisões.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 243 VII.10. O órgão de fiscalização pronuncia-se sobre os planos de trabalho e os recursos afetos aos serviços do sistema de controlo interno, incluindo às funções de gestão de riscos, compliance e auditoria interna, podendo propor os ajustamentos que se mostrem necessários. Parcialmente cumprida (Pontos 29 e 55). De acordo com o artigo 7.º, n.º 1 al. g) do Regulamento da Comissão de Auditoria, compete a esta acompanhar e avaliar o sistema de controlo interno, bem como, quando aplicável, da função de auditoria interna, com particular incidência no que concerne ao processo de preparação de informação financeira, sem violar a sua independência e propondo ao Administrador-Delegado as medidas destinadas a melhorar o seu funcionamento que se mostrem necessárias. O exercício das funções da Comissão de Auditoria do Grupo vê-se materializado num conjunto de verificações, opiniões e recomendações que resultam da sua atividade de acompanhamento e fiscalização da gestão da sociedade. De entre este conjunto, e no que toca ao sistema de controlo interno, encontra-se estruturada, em especial, a discussão sobre planos de trabalhos e recursos afetos ao sistema de controlo interno e ao sistema de gestão de riscos. Conforme exposto em VI.3., a estrutura de governo do Grupo prescinde de departamentos autonomizados de auditoria interna ou de compliance, estando o efetivo funcionamento do sistema de controlo interno assegurado pela articulação das diferentes direções e do Comité de Risco. A Comissão de Auditoria contacta e reúne sempre que entende conveniente com intervenientes das mencionadas direções com vista à identificação, discussão e análise dos trabalhos e recursos que lhes estão afetos, adequando a sua ação fiscalizadora à dimensão do Grupo, à concentração da atividade e às características do setor em que o Grupo opera. No âmbito da Política de Gestão de Riscos do Grupo compete à Comissão de Auditoria fiscalizar a eficácia do Sistema de Gestão de Riscos, i.e., monitorizar os Processos de Gestão de Risco, contribuindo com sugestões de revisão e ajuste, e verificar se os riscos incorridos são consistentes com os objetivos fixados. Quanto ao processo específico de preparação e divulgação de informação financeira, a Comissão de Auditoria reúne regularmente com o Chief Financial Officer (CFO) do Grupo, e recolhe informações que entende adequadas da Direção de Contabilidade e Fiscalidade e da Direção de Tesouraria e Gestão de Risco de Crédito, com vista a acompanhar e propor recomendações que considere adequadas.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 244 A Comissão de Auditoria é o principal interlocutor do Revisor Oficial de Contas, nomeadamente no âmbito dos trabalhos de auditoria às contas, dos seus relatórios e conclusões, e de avaliação do sistema de controlo interno conducente à preparação de informação financeira. No âmbito das suas competências, no ano de 2023 a Comissão de Auditoria, apresentou sugestões aos planos de trabalho e alocação de recursos de controlo interno, tendo concentrado a sua atenção nos procedimentos de gestão de tesouraria, preparação e divulgação de informação financeira anual e semestral no sistema de gestão de riscos, nos sistemas de informação e implementação de novos requisitos legais. VII.11. O órgão de fiscalização é destinatário dos relatórios realizados pelos serviços de controlo interno, incluindo as funções de gestão de riscos, compliance e auditoria interna, pelo menos quando estejam em causa matérias relacionadas com a prestação de contas, a identificação ou a resolução de conflitos de interesses e a deteção de potenciais irregularidades. Parcialmente cumprida (Pontos 29 e 89). Conforme destacado no ponto 29, a Comissão de Auditoria é a destinatária dos Relatórios do Comité de Risco, cujo foco, em 2023, incidiu particularmente sobre os riscos da área financeira e operacional (cibersegurança, património e logística). Esta Comissão é também, por definição do Regulamento sobre Procedimentos a Adotar em Matéria de Comunicação de Irregularidades, a destinatária das comunicações de irregularidades ocorridas na sociedade e apresentadas por acionistas, colaboradores ou outros, sendo que em 2023 não se registou a qualquer ocorrência deste tipo. Conforme destacado no ponto 89, a Comissão de Auditoria é ainda a destinatária dos elementos tidos como fundamentais para a identificação de conflito de interesses, por forma a assegurar as suas competências no âmbito da Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e Prevenção de Situações de Conflitos de Interesses. A Comissão de Auditoria discute com os auditores externos diversos temas de controlo interno e, bem assim, os relatórios de controlo interno produzidos no âmbito dos trabalhos de auditoria. A informação produzida no ambiente de controlo interno acima descrito (VII.4 e VII.10) é remetida à Comissão de Auditoria sob o formato de relatório de forma regular sempre que solicitado por esta e de forma pontual quando algum evento extraordinário o justifique.

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 245 Capítulo VIII – INFORMAÇÃO E REVISÃO LEGAL DE CONTAS VIII.1. Informação VIII.1.1. O regulamento interno do órgão de fiscalização impõe que este fiscalize a adequação do processo de preparação e de divulgação de informação pelo órgão de administração, incluindo a adequação das políticas contabilísticas, das estimativas, dos julgamentos, das divulgações relevantes e sua aplicação consistente entre exercícios, de forma devidamente documentada e comunicada. Cumprida (Pontos 29 e 55). Vide artigo 7.º (“Competências”) do Regulamento da Comissão de Auditoria. VIII.2. Revisão legal de contas e fiscalização VIII.2.1. Através de regulamento, o órgão de fiscalização define, nos termos do regime legal aplicável, os procedimentos de fiscalização destinados a assegurar a independência do revisor oficial de contas. Cumprida (Ponto 29). Vide “Anexo I” do Regulamento da Comissão de Auditoria (“Regulamentação da prestação de serviços pelo Revisor Oficial de Contas”). VIII.2.2. O órgão de fiscalização é o principal interlocutor do revisor oficial de contas na sociedade e o primeiro destinatário dos respetivos relatórios, competindo-lhe, designadamente, propor a respetiva remuneração e zelar para que sejam asseguradas, dentro da empresa, as condições adequadas à prestação dos serviços. Cumprida (Ponto 29). VIII.2.3. O órgão de fiscalização avalia anualmente o trabalho realizado pelo revisor oficial de contas, a sua independência e adequação para o exercício das funções e propõe ao órgão competente a sua destituição ou a resolução do contrato de prestação dos seus serviços sempre que se verifique justa causa para o efeito. Cumprida (Vide ponto 29). Acresce que a Comissão de Auditoria avalia anualmente o trabalho realizado quer pelo Revisor Oficial de Contas da sociedade quer pelo Revisor Oficial de Contas das empresas operacionais do Grupo, em particular atendendo aos seguintes parâmetros:

RELATÓRIO DE GOVERNO SOCIETÁRIO 246 • Reputação, dimensão, cobertura territorial, presença no tecido económico; • Controlo de qualidade interno, exigência de competências técnicas; • Dimensão da equipa, multidisciplinaridade, especialização, conhecimento do negócio, continuidade, envolvimento do partner, formação; • Planeamento com base no risco, comunicação atempada, abrangência e consistência dos trabalhos de auditoria; • Materialidade apropriada, tecnologia e análise de dados; • Clareza, relevância, oportunidade dos relatórios; • Comunicação da avaliação do SCI, deficiências e oportunidades de melhoria; • Comunicação de desenvolvimentos técnicos e normativos em áreas como contabilidade, auditoria, gestão do risco, governo das sociedades; • Procedimentos de garantia de independência; • Relacionamento profissional com o Administrador-Delegado e Órgão de Fiscalização; • Fees de serviços de auditoria apropriados, peso e tipo de serviços distintos de auditoria. Paço de Arcos, 11 de abril de 2024 O Conselho de Administração: Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Francisco Maria Supico Pinto Balsemão António Mota de Sousa Horta Osório Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão Manuel Guilherme Oliveira da Costa Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes Catarina do Amaral Dias Duff Burnay
RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 247
RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 248 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE IX.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 249 C O N T E Ú D O S MENSAGEM DO ADMINISTRADOR-DELEGADO................................................................................................................. 250 A IMPRESA EM 2023 ........................................................................................................................................................... 252 1. SOBRE O RELATÓRIO ................................................................................................................................................... 253 2. SOBRE A IMPRESA ............................................................................................................................................................... 254 2.1. Valores da IMPRESA...................................................................................................................... 254 2.2. Missão da IMPRESA ...................................................................................................................... 254 2.3. Marcas IMPRESA........................................................................................................................... 254 2.4. Estrutura do Grupo ....................................................................................................................... 255 2.5. Modelo de Governo ..................................................................................................................... 256 2.6. Stakeholders IMPRESA e Análise de Materialidade .................................................................... 258 2.7. Gestão de Risco e Comunicação de Irregularidades ................................................................... 260 2.8. Regulamentos e Políticas Implementadas ..................................................................................... 262 2.9. Conformidade Legal ....................................................................................................................... 262 2.10. Relações Institucionais .................................................................................................................... 264 3. POR UM SETOR MAIS COMPETITIVO, INDEPENDENTE E PLURALISTA .................................................................................. 270 3.1. Responsabilidade Editorial, Ética Jornalística e Pluralismo......................................................... 270 3.2. Promoção da Literacia Mediática e Fact-Checking ..................................................................... 271 3.3. Acessibilidades .............................................................................................................................. 272 3.4. Proteção da Propriedade Intelectual ........................................................................................... 274 3.5. Interação e feedback do público.................................................................................................. 275 4. POR UM POSICIONAMENTO DIGITAL E MULTIPLATAFORMA ............................................................................................ 277 4.1. Aposta na Qualidade de Conteúdos: para ver, ler e ouvir .......................................................... 277 4.2. Segurança da Informação............................................................................................................. 279 5. A RESPONSABILIDADE SOCIAL COMO ELEMENTO DIFERENCIADOR ..................................................................................... 280 5.1. Compromisso com a Comunidade............................................................................................... 280 5.2. Compromisso com a Cultura........................................................................................................ 286 5.3. Reconhecimento do Mérito ......................................................................................................... 287 6. PROMOVER O DEBATE E CONSCIENCIALIZAÇÃO SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL .................................... 291 6.1. Iniciativas dedicadas à Temática da Sustentabilidade ................................................................... 291 6.2. Conteúdos com impacto sobre temas ambientais e sociais .......................................................... 292 7. PESSOAS IMPRESA .............................................................................................................................................................. 295 7.1. Enquadramento e caracterização do capital humano ................................................................ 295 7.2. Diversidade e Igualdade de Oportunidades ................................................................................ 298 7.3. Segurança e Saúde no Trabalho................................................................................................... 300 7.4. Capacitação e Desenvolvimento do Capital Humano................................................................. 301 7.5. Condições de Emprego ................................................................................................................ 302 8. PEGADA ECOLÓGICA E COMPROMISSO COM O AMBIENTE.................................................................................................. 305 8.1. Utilização Sustentável dos Recursos ............................................................................................ 306 8.1.1. Materiais ....................................................................................................................................... 306 8.1.2. Energia .......................................................................................................................................... 307 8.1.3. Água .............................................................................................................................................. 309 8.2. Alterações Climáticas: Poluição e Emissão de Gases de Efeito de Estufa (GEE).................................. 310 8.3. Gestão de Resíduos ...................................................................................................................... 312 8.4. Proteção da Biodiversidade.......................................................................................................... 312 8.5. Regulamento da Taxonomia Verde ................................................................................................ 313 Sumário de Conteúdo da Global Reporting Initiative (GRI) ................................................................... 324

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 250 MENSAGEM DO ADMINISTRADOR-DELEGADO Caros stakeholders, O ano de 2023 foi particularmente desafiante em termos económicos e geopolíticos, com consequências para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a nível global. Neste contexto, perante os diversos exemplos do impacto social negativo da desinformação, é consensual o papel crucial que a informação independente, isenta e rigorosa tem na defesa da democracia, da liberdade e dos direitos humanos. Adicionalmente, é reconhecido o contributo do entretenimento e ficção de qualidade para a construção de referências culturais e para o bem-estar da sociedade. A IMPRESA, consciente da sua missão enquanto grupo de media de referência e atenta à confiança depositada nas suas marcas, voltou a merecer a preferência dos telespetadores, leitores, utilizadores e ouvintes. Os seus colaboradores têm orgulho em fazer parte do Grupo, cujos valores e cultura partilham, encontrando na organização o espaço e ambiente adequados para inovar e evoluir. Em 2023, numa ótica de criação de valor sustentável e potencialização do seu impacto positivo, a IMPRESA deu continuidade à análise de indicadores de desempenho e identificação de boas práticas e iniciativas, com um foco nos temas considerados mais relevantes para o Grupo e para os pares do setor. Este processo tem em vista a definição de metas ajustadas à sua realidade, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e apresentadas de acordo com as normas europeias de relato de sustentabilidade. O Grupo IMPRESA viu também o seu desempenho distinguido, destacando-se como o Grupo n.º 1 do setor em Reputação Corporativa e em Responsabilidade ESG, de acordo com a análise da Merco, que divulga anualmente os rankings das 100 empresas com melhor reputação e mais responsáveis em Portugal. No pilar social, salienta-se o fortalecimento das relações da IMPRESA com anunciantes, fornecedores e parceiros, além do compromisso com a melhoria de condições para os seus colaboradores e com a atração e retenção de talento. A SIC e o Expresso, no âmbito da sua atividade jornalística, cumprem de forma escrupulosa princípios como a responsabilidade editorial, a ética e o pluralismo, patentes nos seus Estatutos Editoriais e Códigos de Conduta jornalística e asseguradas pelas respetivas Direções Editoriais e Conselhos de Redação. Ainda neste pilar, pelo seu impacto social positivo, afirmam-se também como prioritários o fact-checking e os projetos de melhoria contínua das acessibilidades dos conteúdos, em prol de uma sociedade mais informada e menos desigual.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 251 No plano ambiental, a IMPRESA promove ativamente e adota um conjunto de medidas, sobretudo ao nível da melhoria da eficiência energética das suas instalações, da produção de energia renovável e da política de compras, que visam a redução do impacto das suas atividades no meio ambiente, com um foco na utilização sustentável dos recursos, na monitorização das emissões de gases com efeito de estufa e na redução gradual da sua pegada carbónica. No âmbito da transição digital, a IMPRESA mantém o foco na monitorização de riscos relativos à segurança da informação, promovendo a formação e adoção de procedimentos em matéria de cibersegurança e proteção de dados. No que concerne ao governo da sociedade, a IMPRESA procura seguir as melhores práticas, orientações e recomendações previstas na lei e no Código de Governo das Sociedades do IPCG – Instituto Português de Corporate Governance, designadamente no que se refere à política remuneratória do Grupo, que é regida, entre outros, por princípios de meritocracia, razoabilidade, sustentabilidade, consistência e utilidade, por forma a incentivar a melhoria das condições económicas e financeiras do Grupo IMPRESA, garantindo que a remuneração, em particular a remuneração variável, é um instrumento de execução da estratégia empresarial de longo prazo. Há que destacar ainda o importante contributo das empresas de media para a visibilidade e debate público sobre a sustentabilidade, e para a consciencialização do público para temas com impactos sociais e ambientais, do qual são exemplo, no caso da IMPRESA, as várias reportagens jornalísticas premiadas da SIC e do Expresso, além de projetos como a iniciativa SER (Sustentável. Ecológico. Responsável.), área temática do Expresso dedicada exclusivamente à sustentabilidade, e ainda a divulgação de diversas ações de solidariedade social através da SIC Esperança, a Instituição Particular de Solidariedade Social, cuja atuação é transversal ao Grupo IMPRESA. Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão
RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 252 A IMPRESA EM 2023: 182,0 M€ 18,8 M€ 1,4M€ 684 Indicadores Ambientais Indicadores Sociais Indicadores Financeiros EBITDA Recorrente Colaboradores que estão há 16 anos ou mais no Grupo 47% 523 (56%) Na SIC, SIC Notícias e Opto 690.350 megaJoules (+4,6%) Proveitos Operacionais Resultado Líquido Ajustado 100% 100%

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 253 1. SOBRE O RELATÓRIO A IMPRESA - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (“IMPRESA”), sociedade emitente de ações admitidas à negociação em mercado regulamentado, com sede social na Rua Calvet de Magalhães, 242, em Paço de Arcos, divulga anualmente o Relatório de Sustentabilidade, no qual informa as ações desenvolvidas ao longo do ano em apreço e desempenho consolidado das empresas que constituem o Grupo IMPRESA, referidas na Nota 4 ("empresas incluídas na consolidação") do Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas em 31 de dezembro de 2023, nas várias vertentes de sustentabilidade. Para efeitos dos artigos 66.º-B e 508.º-G do Código das Sociedades Comerciais, o presente Relatório corresponde à demonstração não financeira consolidada do Grupo IMPRESA, relativa ao exercício de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2023, alinhado com o período de relato de informação financeira, no formato de relatório separado. O Relatório foi elaborado de acordo com as Normas Global Reporting Initiative (GRI), na opção “com base nas Normas GRI” 2021 (consultar Sumário de Conteúdo da GRI), e em articulação com o conteúdo do “modelo de relatório para divulgação de informação não financeira pelas sociedades emitentes de valores mobiliários admitidos à negociação em mercado regulamentado”, disponibilizado pela CMVM. A informação apresentada é complementada pela informação disponível no Relatório e Contas de 2023 e pelo Relatório de Governo Societário. A informação reportada no presente Relatório não foi sujeita a verificação externa por uma entidade independente. Para qualquer esclarecimento relativo à informação apresentada: Edifício IMPRESA R. Calvet de Magalhães, 242 2770-022 Paço de Arcos Tel.:+351 213 929 780 Email: [email protected] RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 254 2. SOBRE A IMPRESA 2.1. Valores da IMPRESA 2.2. Missão da IMPRESA A IMPRESA contribui diariamente para uma sociedade livre, esclarecida e realizada, procurando entreter e informar as pessoas. O objetivo é aprofundar e melhorar a relação com quem nos vê e lê, cativando e surpreendendo, criando comunidades baseadas em emoções e valores que devem ser cultivados permanentemente. Juntos trabalhamos para construir um país e um mundo melhor e é esta missão que dá sentido ao dia-a-dia de todos os colaboradores do Grupo IMPRESA. 2.3. Marcas IMPRESA

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 255 2.4. Estrutura do Grupo IMPRESA - SGPS (Holding) A IMPRESA – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., enquanto sociedade gestora de participações sociais, não desenvolve diretamente atividades de caráter operacional, gerindo as participações das sociedades do Grupo IMPRESA. Subsidiárias A IMPRESA PUBLISHING, S.A. tem por objeto a edição de publicações de natureza jornalística, de edição de outras publicações, de exploração de indústrias gráficas, de edição, produção, fabrico, importação e venda de gravações de som e de vídeo, comercialização de publicidade, quer por iniciativa própria, quer através da participação noutras sociedades já constituídas ou a constituir, produção, exploração e distribuição de espetáculos de qualquer natureza, incluindo atividades relacionadas com espetáculos, representação e colocação de artistas e, ainda, a produção de festivais e eventos para empresas e instituições. A IMPRESA PUBLISHING é responsável pelas publicações Expresso, Blitz, Tribuna e Boa Cama Boa Mesa. A SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. tem por objeto o exercício de atividade no âmbito da televisão, multimédia, audiovisual e produção cinematográfica, bem como qualquer outra atividade de comunicação, nomeadamente, Internet, vídeos em qualquer suporte e publicações de qualquer género. A SIC iniciou a sua atividade em 1992, tornando-se o primeiro canal de televisão privado em Portugal. Atualmente, é titular da licença de exploração da Rede 3 de televisão, correspondente ao serviço de programas SIC, bem como de autorizações para a exploração dos serviços de programas SIC Internacional, SIC Notícias, SIC Radical, SIC Mulher, SIC K, SIC Caras e TXILLO (que em conjunto formam o “Universo SIC”). IMPRESA Office & Service Share, SA Gestão de Imóveis e Serviços Partilhados INFOPORTUGAL, SA Sistemas de Informação e Site OLHARES

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 256 Presença Internacional No total, os canais SIC chegam a 12 países, através de 44 operadores. A SIC Internacional é o canal SIC com maior presença noutros mercados, estando presente em 11 países, através de 40 operadores. Inclui-se também neste segmento a Global Media Technology Solutions – Serviços Técnicos e Produção Multimédia, Sociedade Unipessoal, Lda. (“GMTS”) , empresa constituída em 2001, detida integralmente pela SIC, que tem como principal finalidade a prestação de serviços de natureza técnica no âmbito de qualquer atividade de comunicação social, audiovisual e produção cinematográfica, televisão digital, transmissão de sinais de radiotelevisão, quer seja por via terrestre (hertziana), cabo ou satélite, internet, UMTS ou qualquer outra atividade "multimédia". A Impresa Office & Service Share – Gestão de Imóveis e Serviços, S.A. (“IOSS”) é a participada do Grupo IMPRESA responsável por prestar serviços partilhados às restantes participadas, incluindo serviços contabilísticos, financeiros, logísticos, de recursos humanos e, entre outros, serviços de natureza técnica no âmbito de qualquer atividade de comunicação social e audiovisual, incluindo televisão, às diferentes entidades do Grupo IMPRESA. A INFOPORTUGAL – Sistemas de Informação e Conteúdos, S.A. (“INFOPORTUGAL”) atua na área de sistemas de informação geográfica, prestando serviços de cartografia digital mediante a produção de conteúdos, designadamente fotografia aérea, cartografia e conteúdos georreferenciados. 2.5. Modelo de Governo O modelo de governo adotado é o previsto na alínea b) do n.º 1 do artigo 278.º do Código das Sociedades Comerciais, isto é, com um Conselho de Administração, compreendendo uma Comissão de Auditoria, e um Revisor Oficial de Contas. As designações dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização no início de cada mandato são da competência da Assembleia Geral.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 257 Revisor Oficial de Contas ORGANOGRAMA FUNCIONAL DO GRUPO IMPRESA (a) acumula com as funções de Representante para as Relações com o Mercado Comissão de Remunerações Comissão de Governo Societário Direção de Relações Institucionais Comité de Estratégia Direção de Relações Empresariais e Europeias Comissão de Auditoria Secretário da Sociedade e CCO - Chief Corporate Officer - Delegado Direção de Marketing Comunicação e Criatividade Direção de Recursos Humanos Direção de Transformação e Desenvolvimento de Pessoas Comité de Sustentabilidade Ambiental Direção de Controlo de Gestão e Operações Comerciais Conteúdos CDO Chief Digital Officer CFO (a) Chief Financial Officer CLO Chief Legal Officer COMERCIAL Direção Geral de Informação Direção de Tecnologias de Informação e DesenvolvimentoDigital Direção de Contabilidade e Fiscalidade Direção de Assuntos Jurídicos Direção Comercial TV Direção Geral de Entretenimento Direção de Receitas Digitais Direção de Tesouraria e Gestão de Risco de Crédito Apoio ao Investidor Direção Negócios Expresso Direção de Arquivos e Produção Publishing Direção de Património, Compras e Logística Direção de Operações e Tecnologia Direção de Intelligence, Research e Data Comité de Risco

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 258 As competências do Conselho de Administração, bem como das Comissões criadas no seio deste órgão (Comissão de Auditoria, Comissão de Governo Societário e Comité de Estratégia) e o outros detalhes sobre o Governo Societário estão descritas no Relatório de Governo Societário da IMPRESA e nos Regulamentos das respetivas Comissões/Comités. 2.6. Stakeholders IMPRESA e Análise de Materialidade O esquema apresentado abaixo apresenta os principais grupos de stakeholders, bem como os meios mais recorrentes de interação e recolha de feedback. Estes complementam os canais transversais de comunicação permanente que constituem os órgãos de comunicação social detidos pelo Grupo, bem como o website institucional da IMPRESA (www.impresa.pt) e os websites das várias marcas. A frequência de interação varia consoante o stakeholder e as necessidades de cada momento, podendo tratar-se de uma interação diária, no âmbito da dinâmica normal da atividade das várias empresas; periódica, como o exemplo dos relatórios anuais e semestrais relativos aos resultados do Grupo; ou pontual, no caso de comunicados, ações ou contactos específicos.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 259 O envolvimento dos stakeholders da IMPRESA é um elemento fundamental para a criação de valor do Grupo, constituindo o eixo central de articulação entre os Valores e a Missão, descritos nos capítulos 2.1. e 2.2., e a pedra basilar da confiança e da qualidade das suas marcas. Por esse motivo, em 2022, procedeu-se a uma análise de materialidade dos tópicos relevantes, identificados com base nas referências do setor da comunicação social, em sistemas de normas internacionais de relato - Global Reporting Initiative (GRI) e Sustainability Accounting Standards Board (SASB) – e por forma a garantir um alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O processo de identificação dos tópicos materiais e sequente consulta foi acompanhado e aprovado pelas Comissões Executivas das subsidiárias operacionais e pelo Administrador-Delegado da IMPRESA. Dado o seu caráter sistémico e mutável, a lista de tópicos materiais, o posicionamento dos stakeholders e o próprio processo de identificação, consulta e análise poderão ser revisitados em futuros exercícios. A análise de materialidade é o reflexo do compromisso com as expectativas das várias partes interessadas, tendo incluído uma consulta a stakeholders internos e externos, por forma a priorizar os tópicos materiais, da qual resultou a seguinte matriz: ● 1 - Utilização sustentável dos recursos ● 2- Alterações Climáticas ● 3- Gestão de Resíduos e Economia Circular ● 4 - Responsabilidade Editorial e Ética Jornalística ● 5 - Acessibilidade dos Conteúdos ● 6 - Pluralismo dos Conteúdos ● 7 - Promoção da Literacia Mediática e Fact-Checking ● 8- Consciencialização Social e Ambiental ● 9- Publicidade Responsável ● 10 - Condições de Emprego ● 11 - Saúde e Segurança no Trabalho ● 12 - Capacitação e Desenvolvimento do Capital Humano ● 13 - Diversidade e Igualdade de Oportunidades ● 14- Compromisso com a Comunidade ● 15- Desempenho Financeiro ● 16- Inovação, Desenvolvimento digital e tecnológico ● 17 - Segurança da Informação ● 18 - Proteção da Propriedade Intelectual ● 19 - Transparência e Práticas de Governo Societário ● 20- Reputação e Valorização das Marcas Impresa

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 260 2.7. Gestão de Risco e Comunicação de Irregularidades Principais Áreas de Risco Riscos económicos e operacionais (negócios e instalações): Riscos relacionados, principalmente, com situações que possam afetar a exploração corrente das empresas, nomeadamente: (i) alterações de contexto macroeconómico como foram exemplo, o registo de inflação e subida das taxas de juro, aumento de custos energéticos e de papel, (ii) incêndios ou outros eventos externos com impacto potencial nas instalações onde decorrem as atividades das empresas do Grupo, em quebras de produção dos jornais, em cortes de emissão televisiva, em falhas dos sistemas informáticos ou em quebras de segurança de informação e cibersegurança. Riscos financeiros (risco de crédito, de liquidez, de câmbio e de taxa de juro): i. O risco de crédito está essencialmente relacionado com as contas a receber resultantes da venda de publicidade; ii. O risco de liquidez que pode surgir da hipótese das fontes não satisfazerem as necessidades de financiamento – por exemplo, saídas de caixa para atividades operacionais e de financiamento, investimentos, remuneração dos acionistas e reembolso de dívida; iii. O risco de câmbio está essencialmente relacionado com a aquisição de programas de televisão; iv. O risco da taxa de juro está essencialmente relacionado com os juros suportados com a contratação de financiamentos com taxas de juro variáveis, por conseguinte expostos às alterações nas taxas de juro de mercado, aspeto relevante por força das alteração de contexto macroeconómico. Riscos Jurídicos: Riscos relacionados com o cumprimento da legislação em vigor, em particular, a legislação aplicável ao setor da comunicação social. Mecanismos de Gestão de Riscos A Política de Gestão de Riscos da IMPRESA, aprovada pelo Conselho de Administração, propõe a prossecução de uma Gestão de Riscos assertiva e adequada ao seu perfil corporativo, visando a salvaguarda dos interesses do Grupo e o acolhimento das legítimas expectativas dos seus stakeholders.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 261 O Grupo adota um Sistema de Gestão de Riscos focado no tratamento dos riscos com impacto no desempenho da sua atividade, o qual promove, numa postura evolutiva, a identificação, a avaliação e a gestão multidisciplinar de riscos, atenta a estratégia e os valores da IMPRESA. Ao nível das subsidiárias operacionais, estão equacionados e implementados planos para situações exógenas que afetem a exploração corrente das empresas, nomeadamente, incêndios, quebras de produção, cortes de emissão, falhas dos sistemas informáticos, etc., com o objetivo de salvaguarda de bens e pessoas e de garantir, tanto quanto possível, a continuidade da produção tanto dos jornais e revistas, como da atividade de televisão e dos conteúdos digitais. Informação mais detalhada sobre a Gestão de Riscos é disponibilizada no Relatório de Governo Societário. Comunicação de Irregularidades Foi criado e aprovado em 2007, pela Comissão de Auditoria, um sistema de comunicação interna de irregularidades, com vista à sua prevenção e sanção, evitando danos agravados pela continuidade da prática irregular. Em 2023, o Conselho de Administração aprovou uma nova versão do Regulamento sobre Procedimentos a Adotar em Matéria de Comunicação de Irregularidades, divulgado no website da IMPRESA, o qual rege o sistema de comunicação de irregularidades e o funcionamento de canais para denúncias junto das sociedades do Grupo IMPRESA. Estes canais destinam-se à apresentação e seguimento seguros de denúncias e garantem a exaustividade, integridade e conservação de denúncias, a confidencialidade da identidade ou o anonimato dos denunciantes e a confidencialidade da identidade de terceiros mencionados nas denúncias. Mais impede o acesso de pessoas não autorizadas às denúncias apresentadas. Compete à Comissão de Auditoria a receção e tratamento das participações de indícios de irregularidades ocorridas nas sociedades do Grupo IMPRESA, garantindo a independência, a imparcialidade, a confidencialidade, o anonimato dos denunciantes sempre que necessário, a proteção de dados, o sigilo e a ausência de conflitos de interesses no desempenho destas funções. No decurso do exercício de 2023, não houve quaisquer comunicações ao abrigo deste Regulamento.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 262 2.8. Regulamentos e Políticas Implementadas No âmbito das várias atividades desenvolvidas, estão em vigor um conjunto de regulamentos e políticas que definem a adoção das melhores práticas de governo e os procedimentos para o bom funcionamento das sociedades que constituem o Grupo, com destaque para: • Código de Conduta • Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas • Plano de Formação • Plano para a Igualdade • Regulamento sobre Procedimentos a adotar em Matéria de Comunicação de Irregularidades • Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas • Política de Gestão de Riscos • Política de Sustentabilidade Ambiental • Política de Fornecedores e Compras • Política e Procedimentos de Seguros • Política de Segurança de Informação • Política de Proteção de Dados Pessoais • Política de Arquivo 2.9. Conformidade Legal Atividade de reporte à Entidade Reguladora para a Comunicação Social Anualmente são comunicadas à ERC as informações relativas à titularidade, gestão e meios de financiamento das empresas que, no Grupo IMPRESA, desempenham atividades de comunicação social (SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. e Impresa Publishing, S.A.). No âmbito da atividade da ERC, a SIC e a Impresa Publishing registaram 54 procedimentos novos iniciados durante o ano de 2023 sobre a sua atividade. Durante o ano de 2023, a SIC foi notificada apenas de uma decisão de condenação por parte da ERC. Lei da Televisão No que diz respeito à Difusão de Obras Audiovisuais, no cumprimento da Lei da Televisão (artigos 44º a 46º), a SIC teve o seguinte desempenho em 2023: • Programas Originariamente em Língua Portuguesa e Obras Criativas originariamente em Língua Portuguesa:

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 263 Horas emitidas em 2023 Programas Originariamente em Língua Portuguesa 6.389 Obras Criativas originariamente em Língua Portuguesa 4.532 • Produção Europeia e Produção Europeia Criativa Independente recente em Língua Portuguesa: Diversidade de Programação • Programação Cultural e Minorias étnicas: Em 2023, foram emitidas mais de 125 horas de programação cultural, com conteúdos de divulgação cultural, vida selvagem e documentários. A SIC emitiu mais de 26 horas de programas dedicados às minorias étnicas. • Obras de ficção de adaptação literária ou bibliográfica: A SIC emitiu, em 2023, um total de 48 horas de obras de ficção de adaptação literária ou bibliográfica, com as séries "Lúcia, A Guardiã do Segredo", "O Pai Tirano", “Uma Aventura”, “O Crime do Padre Amaro” e “A Hora da Liberdade”. No que respeita à informação relativa a Acessibilidades, consultar o capítulo 3.3. Acessibilidades. Horas emitidas em 2023 Produção Europeia 4.445 Produção europeia Criativa Independente recente em Língua Portuguesa 3.233 Horas emitidas em 2023 Programação Cultural 125 Minorias Étnicas 26 Obras de ficção de adaptação literária ou bibliográfica 48

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 264 Proteção de Públicos Sensíveis A SIC mantém a preocupação e o empenho no exercício socialmente responsável da avidade de televisão, cumprindo os limites que a lei da televisão impõe relavamente à classificação dos programas, com especial atenção para os públicos sensíveis. Neste sendo, cumpre também as espulações que foram acordadas nos acordos de autorregulação em conjunto com os principais operadores nacionais de televisão, no que toca à classificação dos programas, comunicação comercial e idenficação das funcionalidades disponíveis para públicos com necessidades especiais, como o objevo de proporcionar o esclarecimento do público em geral, promover uma maior inclusão social e a defesa e proteção dos públicos mais sensíveis. 2.10. Relações Institucionais A IMPRESA manteve o normal relacionamento com os vários organismos de regulação e autorregulação, tomando parte nos debates dos temas de maior interesse e impacto no setor. Ao mesmo tempo, acompanhou a produção legislativa interna e/ou da União Europeia, bem como as iniciativas do governo relativas ao mercado dos media. Nesse sentido, o Grupo mantém a sua presença nos corpos sociais dos organismos abaixo referidos, tendo confirmado o seu posicionamento nas eleições da API e Visapress: • AEM – Associação de Empresas Emitentes de Valores Cotados em Mercados (Presidência do Conselho Geral) • AIP/ CE - Associação Industrial Portuguesa/Confederação Empresarial (Vice-Presidência da Direção) • AMD – Associação de Marketing Direto (Direção) • APCT – Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (Vice-Presidência da Direção) • APDC – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (Direção) • APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade de Informação (Conselho Geral) • API – Associação Portuguesa de Imprensa (Presidência Assembleia Geral) • CAEM – Comité Técnico – Consultivo de Televisão • ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social (Conselho Consultivo) • Fórum para a Competitividade (Conselho Consultivo) • GEDIPE – Associação para a Gestão Coletiva de Direitos de Autor e de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais (Presidência da Assembleia Geral) • ARP – Auto Regulação Publicitária (Presidência da Assembleia Geral) • MAPINET – Movimento Cívico Anti Pirataria na Internet (Direção) • NP – Notícias de Portugal (Presidência do Conselho de Administração) • OBERCOM – Observatório da Comunicação (Conselho Diretivo) • PMP – Plataforma de Media Privados (Presidência do Conselho Geral) • VISAPRESS – Cooperativa de Gestão de Conteúdos (Presidência da Assembleia Geral)

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 265 Atividades dos diferentes organismos de que a IMPRESA faz parte: a. AMD – ASSOCIAÇÃO DE MARKETING DIRETO Apoio ao Associados A Direção fez esforços para garantir que todos os Associados estivessem adequadamente informados sobre os processos em andamento, bem como sobre novas legislações e decretos-leis, incluindo diretivas e regulamentos europeus. As Circulares desempenham um papel crucial como ferramenta de comunicação, sendo altamente valorizadas pelos Associados. b. APCT - Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação O ano de 2023 foi marcado por custos de produção elevados, especialmente o papel, quebra na publicidade, custos de distribuição e perda dos hábitos de leitura. De tudo isto resultou que alguns títulos acabaram por fechar e outros sentiram fortes dificuldades em pagar as suas quotas à APCT, e acabaram por sair. A APCT decidiu encomendar à GfK e à Marktest um estudo quantitativo e qualitativo sobre o interesse que a imprensa mantém para o investimento publicitário. Já se fez uma avaliação de parte desse trabalho e está para breve a apresentação pública do trabalho completo. c. ARP – Auto Regulação Publicitária O Plano de Atividades da ARP para 2023 assentou em oito eixos estratégicos: Marketing de Influência, Comunicação comercial no setor financeiro, Marketing responsável no setor ambiental, Comunicação comercial alimentos e bebidas dirigida a crianças, Comunicação comercial bebidas alcoólicas, Representatividade, Prestação de serviços e Plano Internacional. A SIC continuou a presidir à Mesa da Assembleia-Geral. Principais ações desenvolvidas: • Conclusão da análise de publicações no âmbito do projeto de monitorização de marketing de influência e elaboração do relatório final; • Revisão e atualização do Guia de Marketing de Influência “Guia 3 I´s-Influenciar os Influenciadores que são influenciados”; • Apresentação de soluções identificadas pela ARP para garantir o cumprimento da Lei aplicável aquando do desenvolvimento de projetos de monitorização de marketing de influência, em webinar dedicado ao tema do RGPD, que foi organizado pela EASA- European Advertising Standards Alliance; • Colaboração com a EASA-European Advertising Standards Alliance, no âmbito da ferramenta DiscloseMe desenvolvida por esta, com vista a auxiliar os criadores de conteúdo a obter informações sobre as atuais regras de transparência aplicáveis na identificação de conteúdos publicitários em toda a Europa, de forma a garantir a respetiva conformidade ético-legal;

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 266 • Contribuição da ARP para a elaboração da proposta de alteração da Lei n.º 78/2021, que aprovou o regime de prevenção e combate à atividade financeira não autorizada, e participação, em conjunto com a Google, a APAP, a APAN e a API, na reunião no Parlamento, com um dos Deputados que esteve diretamente envolvido na elaboração da Lei; • Reunião com o novo Chefe de Divisão da Publicidade da Direção-Geral do Consumidor (DGC) e discussão de temas relacionados com a Lei n.º 78/2021 (lei que prevê o combate à atividade financeira não autorizada e proteção dos consumidores), com as Alegações ambientais e com os Padrões obscuros (dark patterns); • Participação na taskforce dedicada a alegações ambientais, coordenada pela EASA- European Advertising Standards Alliance e pela Direção-Geral da Justiça e dos Consumidores da Comissão Europeia, com vista a identificar e discutir comunicações publicitárias, adequadas e inadequadas, que utilizem alegações ambientais, contribuindo, também, para reforçar o reconhecimento das Organizações de auto- regulação publicitária como entidades competentes para análise da publicidade que contenha alegações ambientais; • Revisão e alteração da Proposta de Acordo de Cooperação a celebrar com a APAJO- Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online e respetivo envio para análise pela Comissão Executiva desta; • Alteração ao Código de Auto-Regulação da Comunicação Comercial em matéria de Bebidas Alcoólicas - Vinhos e Bebidas Espirituosas, passando a aplicar-se também ao meio Internet regras específicas respeitantes à comunicação da mensagem educacional. Foi alargada, também, a análise regular da comunicação comercial dos Vinhos e Bebidas Espirituosas ao meio Internet; • Prestação de Serviços: registou-se uma diminuição na litigância de cerca de 17%. Por outro lado, a atividade preventiva assinalou um aumento de 29% face ao período homólogo, tendo sido analisadas no total 500 peças publicitárias. d. CAEM - Comissão de Análise e Estudos de Meios Comité Técnico Consultivo de Televisão: Em 2023, realizaram-se quatro reuniões do Comité Técnico Consultivo de Televisão (CTC TV), nas quais foram discutidos os seguintes temas: • Gestão geral do painel de audimetria de televisão. • Abordagem para revisão dos Estratos Sociais. • Análise das soluções propostas pela GfK para a variável “Acesso a Televisão por Subscrição”. • Apresentação do parecer técnico da Universidade NOVA IMS sobre a representatividade da variável “Acesso a TV por Subscrição”. • Auditoria ao sistema de medição de audiências de televisão. • Apresentação, por parte da GFK, de dados sobre Guest Viewing. • Decisão da data da atualização dos Universos do painel de audimetria. • Avaliação técnica das cinco propostas da auditoria TAM 2023.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 267 e. MAPINET - Movimento Cívico Antipirataria na Internet O ano de 2023, foi um ano de consolidação da mudança por via da aplicação da lei 82/2021, de 30/11 e da substituição do Secretário-Geral do MAPiNET. Em resultado, procedeu-se à reorganização dos serviços, tendo em vista uma maior visibilidade do Movimento na defesa dos direitos de autor e direitos conexos e reforço da prevenção e combate à violação de conteúdos protegidos. Remoções: No que respeita ao Youtube foram removidos 8300 links, enquanto às demais áreas (Filmes, Séries, Streaming, Livros, Jornais e Revistas, Videojogos, Música e outros) foram cerca de 196.619.600 (cento e noventa e seis milhões e seiscentos e dezanove mil e seiscentos) de obras. Bloqueios: Em 2023, registou-se um aumento de proatividade do MAPiNET com o bloqueio de 514 Websites, distribuídos pelas diferentes áreas: 11 (da APEL – livros), 39 (da Audiogest – música), 196 (de streaming da SporTV+BTV (NOS)), 9 (da Visapress – Jornais e Revistas), 73 (da FEVIP – Jogos), 100 (da GEDIPE – Filmes e Séries), e 86 (que incluem todas as áreas em referência). Aos quais acresce 10 Prorrogações relativas a Livros (1), Streaming (6) e Videojogos (3), além do serviço prestado no âmbito da PPDAC com 1.660 links referentes a eventos ao vivo que se refletem no número de bloqueios de streaming. f. OBERCOM - Observatório da Comunicação Projetos e parcerias de investigação OberCom • IBERIFIER - Iberian Media Research & Fact-checking O OberCom formalizou em Dezembro de 2020 / Janeiro de 2021 a sua candidatura a financiamento comunitário no âmbito do projeto internacional Iberifier – Iberian Digital Media Research and Fact-Checking Hub -, integrando um consórcio de 23 instituições entre Portugal e Espanha, das quais 12 são Instituições de Ensino Superior, 5 são projetos jornalísticos de fact-checking e 6 são unidades de investigação multidisciplinar. Em 2023, o OberCom colaborou permanentemente com os seus parceiros ibéricos na investigação de uma série de dimensões relacionadas com as diferentes vertentes do ecossistema mediático em Espanha e Portugal. • Reuters Institute for the Study of Journalism - Digital News Report Desde 2015, o OberCom tem colaborado com o Oxford Reuters Institute sendo a entidade parceira para a realização do inquérito anual "Digital News" em Portugal financiado pelo Reuters Institute. O Reuters Digital News Report 2023 é o 12º relatório anual do Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) e o 9º relatório a contar com informação sobre Portugal. Enquanto parceiro estratégico, o OberCom colaborou com o RISJ na conceção do questionário para Portugal, bem como na análise e interpretação final dos dados relativos ao nosso país. Aplicado pela YouGov, o ReutersDNR 2023 inquiriu mais de 90 mil indivíduos utilizadores de Internet, em 46 países.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 268 • EUMEPLAT - European Media Platforms Através da sua rede alargada de investigadores e da estreita relação com o ISCTE-IUL, o OberCom colaborou com outras 11 universidades europeias no projeto EUMEPLAT - European Media Platforms. Este projeto, dedicado ao estudo das grandes plataformas da sociabilidade e mediação, visa compreender o impacto que estas plataformas têm na construção da identidade europeia no século XXI. • MediaCoach Em 2023 investigadores do OberCom mantiveram a participação no projeto de pesquisa "The European MediaCoach Initiative" que foi aprovado no âmbito do programa europeu ERASMUS+ Key Action 3, que tem como objetivo a formação de um grande número de professores e outros profissionais envolvidos com crianças de modo a promover a literacia e o pensamento crítico face aos meios de comunicação nos públicos infantis. Para além destes projetos, o Obercom continuou em 2023 a colaborar com a plataforma for NonProfits, o European Journalism Observatory, o Istcet-IUL Medi Lab, o projeto Newsreel 2 e a fazer parte da Rede de Centros de Investigação Portugueses/SOPCOM. g. PMP - Plataforma de Media Privados Durante o exercício de 2023, a PMP prosseguiu a sua ação em prol do setor dos media e dos grupos editoriais privados que a integram, tendo dirigido a sua atividade ao longo dos seguintes eixos: • Representação dos interesses coletivos da Plataforma junto dos órgãos de soberania (Governo e Assembleia da República), de regulação e da sociedade; • Monitorização da evolução económica no setor e dos efeitos do contexto geral; • Atualização e promoção do Caderno de Ação para os Media, proposto pela PMP, junto dos órgãos de soberania e da sociedade em geral; • Representação e acompanhamento dos interesses dos media junto da Comissão Europeia, designadamente no domínio da fileira da publicidade digital; • Gestão do Projeto Nónio (sistema unificado de recolha e qualificação de audiências digitais); • Resposta às consultas públicas, nacionais e europeias, relevantes para o setor; • Acompanhamento ativo dos desenvolvimentos legislativos mais relevantes para os media, em especial os relativos aos direitos de autor. Complementarmente, a PMP participou ainda em conferências e grupos de trabalho sobre temas de interesse para os media e em fora relacionados com a inovação e a economia digital.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 269 h. VISAPRESS - Cooperativa de Gestão de Conteúdos No cumprimento do Plano de Atividades, destacamos as seguintes ações: • Conforme está estatutariamente previsto no ano de 2023, foram distribuídas as verbas relativas ao último semestre de 2022 e primeiro semestre de 2023, com proveniência no licenciamento e remuneração equitativa da Cópia Privada (AGECOP) pela utilização de conteúdos publicados nos jornais e revistas pertencentes a cooperadores e beneficiários da VISAPRESS. • No que respeita às entidades que prestam o serviço de clipping em Portugal, foi alcançado um acordo com a associação do setor para os próximos 3 anos, incidindo o mesmo numa nova metodologia de tarifário. • A VISAPRESS participou em diversas reuniões internacionais subordinadas à temática do licenciamento para acesso aos conteúdos de imprensa escrita, bem como do combate à pirataria destes conteúdos. De destacar a realização em Portugal do congresso anual da PDLN (Press Database and Licensing Network), entidade mundial de congéneres da VISAPRESS, com a participação de mais de 30 países, a participação no congresso mundial de revistas organizado pela FIPP (Fédération Internationale de la Presse Périodique) e a coorganização do 1º encontro de Diálogos Culturais Luso- brasileiros que decorreu na Casa da América Latina. • No que diz respeito à Diretiva Europeia n.º 2019/790, de 17 de abril de 2019, que confere um direito conexo aos editores de imprensa e a possibilidade de gestão coletiva alargada aos editores de imprensa regionais, foi a mesma transposta pelo Decreto-Lei n.º 47/2023, de 19 de junho. A VISAPRESS deu início a negociações com o Google para que o licenciamento por via do novo direito conexo dos editores de imprensa seja uma realidade em 2024. A IMPRESA é também membro do European Publishers Council, entidade europeia que reúne as principais empresas de media ativamente envolvidas em mercados multimédia, incluindo jornais, revistas, livros, editores online e transmissão de rádio e TV. No âmbito da sua associação ao EPC, a IMPRESA integra ainda a “EPC sustainability taskforce”, dedicada especificamente aos temas de sustentabilidade no mercado e cadeia de valor das empresas de comunicação social.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 270 3. POR UM SETOR MAIS COMPETITIVO, INDEPENDENTE E PLURALISTA 3.1. Responsabilidade Editorial, Ética Jornalística e Pluralismo Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Expresso Os valores do Expresso estão explanados no Estatuto Editorial, no Código de Conduta dos jornalistas do Expresso e no anexo relativo às recomendações para os jornalistas do Expresso sobre Redes Sociais. Cabe à direção do Expresso e à sua equipa de editores garantir que estes são cumpridos no desenvolvimento do trabalho jornalístico. A vigilância pelo respeito destas normas é também garantido pelo Conselho de Redação do Expresso, eleito pelos membros da redação e que se reúne regularmente com o Diretor do jornal. A proteção da privacidade e limitação decorrem, em primeiro lugar, do Código Deontológico dos Jornalistas, sendo que todo e qualquer jornalista que trabalhe na redação do Expresso é obrigatoriamente detentor da carteira de jornalista, atribuída pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalista. O Expresso tem mecanismos estabelecidos, de acordo com a Lei de Imprensa, que garantem a possibilidade de publicação de direitos de resposta, sendo estes sempre analisados pelo Conselho de Redação do Expresso. A avaliação e monitorização são garantidos pela Direção do Expresso e avaliados pelo Conselho de Redação, órgão eleito pelos membros da redação do Expresso, e que se reúne regularmente com o Diretor. SIC À semelhança do Expresso, também a SIC dispõe de um Estatuto Editorial próprio e de um Código de Conduta dos jornalistas da SIC, SIC Nocias e SIC Online, assim como de uma Direção Editorial e de um Conselho de Redação, responsáveis por garanr o cumprimento das normas instuídas e dos parâmetros de rigor e independência dos conteúdos nociosos. A pluralidade do conteúdo editorial do Expresso e da SIC emana das próprias linhas editoriais, explanada nos respevos Estatutos Editoriais e nos Códigos de Conduta, e garanda pela Direções Editoriais e Conselhos de Redação, numa práca connuada e permanentemente revista e balizada em função de novas questões colocadas, nomeadamente por preocupações sociais, polícas ou económicas que se tornam centrais na nossa sociedade. Da mesma forma, a evolução tecnológica, nomeadamente o advento da Inteligência Arficial, tem-nos colocado perante novas questões e desafios, a que temos respondido no quadro anteriormente descrito.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 271 Nível de confiança na Informação das marcas IMPRESA As conclusões do Digital News Report 2023, elaborado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism, revelaram que a SIC e o Expresso estão no top dos órgãos de comunicação social nacionais cujos conteúdos noticiosos os portugueses mais confiam, com uma pontuação de 78% e 77%, respetivamente. 3.2. Promoção da Literacia Mediática e Fact-Checking Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): A promoção da literacia mediática e o combate à desinformação são das prioridades com maior impacto na participação democrática e na defesa da liberdade e independência dos meios de comunicação social. Neste âmbito, além das normas editoriais e jornalísticas pelas quais se regem as suas marcas, a SIC associou-se ao jornal de fact-checking Polígrafo, numa parceria que tem como principal objetivo apurar a verdade no espaço público através do escrutínio ativo dos vários protagonistas que se movem no ecossistema comunicacional. É um projeto vocacionado para a utilização das novas tecnologias na atividade jornalística, centrando-se na criação de soluções inovadoras, que permitam chegar melhor e mais depressa à verdade e encurtar a distância entre o jornalismo e o público. Diariamente a equipa do Polígrafo acompanha um conjunto alargado de personalidades cujas intervenções têm relevância pública (políticos, de comentadores, de “influenciadores”, de artistas e até de agentes do meio desportivo). O critério é sempre o que resulta do cruzamento da projeção das suas palavras e do interesse público que elas representam. O processo de fact-checking do Polígrafo é constituído por cinco passos: 1. º: Consultar a fonte original da informação; 2. º: Consultar fontes de natureza documental; 3. º: Ouvir os autores da afirmação, dando-lhes o direito de a explicar; 4. º: Contextualizar a informação; 5. º: Avaliar a informação de acordo com uma escala (de “Verdade” a “Pimenta na Língua”).

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 272 O Polígrafo subscreve integralmente o Código de Princípios da International Fact- -Checking Network, comprometendo-se com 1) o não-partidarismo e a justiça, 2) a transparência das fontes, 3) a transparência do financiamento, 4) a transparência da metodologia, 5) correções abertas e honestas. *Transmitidos 38 Polígrafo SIC, sendo que cada programa integra, em média, 18 fact-checks. 3.3. Acessibilidades Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Ações de melhoria e compromisso: Constata-se uma evolução considerável de todos os valores de acessibilidades destinadas aos públicos com necessidades especiais disponibilizadas em 2023 relativamente aos anos anteriores. O compromisso para os próximos anos será o de manter de forma consistente estes valores, procurando atingir uma curva ascendente em termos de oferta de programação com acessibilidades, nos diversos géneros e horários, com predominância nos períodos de maior audiência. Em relação à Opto, foi criado, no acesso aos programas, um espaço dedicado à programação com acessibilidades, de forma a salientar a existência das mesmas e a facilitar a pesquisa destes programas por parte dos públicos. Resultados e impacto: Em 2023, a SIC aumentou a sua oferta no que respeita a conteúdos destinados aos públicos com necessidades especiais, nomeadamente através de exibição de programas com língua gestual, tratamento de tradaptação e audiodescrição. Estas iniciativas abrangeram a SIC Generalista (serviço de programas de acesso livre), a SIC Notícias (serviço de acesso não condicionado com assinatura), bem como a Opto (serviço audiovisual a pedido). O número de horas disponibilizados em 2023 ultrapassou largamente os valores mínimos estipulados no plano regulatório. 2023 N.º de Fact-Checks transmitidos no Jornal da Noite (SIC) 684*

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 273 Acessibilidades em 2023 • Língua Gestual Portuguesa (LGP) destinada a públicos com deficiência auditiva: A SIC Generalista emiu, em média, mais de 29 horas semanais de programas com LGP, totalizando em 2023, mais de 1540 horas de programação com Língua Gestual. Foram emidos três programas em linha diária (DU) da área de entretenimento e uma média de três serviços nociosos integrais por semana (Primeiro Jornal e Jornal da Noite), incluindo todas as emissões em direto da Jornada Mundial da Juventude que teve lugar em 2023. A SIC Nocias emiu, em média, mais de sete horas por semana de conteúdo com Língua Gestual Portuguesa, num mínimo de sete serviços nociosos integrais por semana. • Legendagem destinada a públicos com deficiência auditiva / tradaptação: Os programas com tradaptação ocuparam, em média, mais de 27 horas semanais, num total anual de mais de 1.430 horas de programação da SIC Generalista, nos mais variados géneros: telenovela, documentário, cinema, entrevista, entretenimento, seriado, sendo emitidos maioritariamente em horários entre as 08h e as 24h (com enfoque no prime time). Mantendo uma prática de há mais de uma década, a SIC proporciona aos seus telespetadores, nos dias das festividades especiais, tais como o Natal, Ano Novo e Páscoa, uma programação alargada com acessibilidades, atingindo diariamente nestes dias, uma média de 20 horas seguidas (com um feedback muito positivo por parte de organizações dos públicos com necessidades especiais). Em 2023, a SIC Notícias iniciou a emissão de conteúdos com disponibilização de tradaptação com regularidade semanal, atingindo em média, mais de três horas de programação semanal maioritariamente entre as 08h e as 24h, a partir do 3º trimestre de 2023. Relavamente à Opto, em 2023 foram implementadas ferramentas que tornaram possível a disponibilização de programação com tradaptação, proporcionando ao público com necessidades especiais a possibilidade de aceder a esta funcionalidade, na modalidade de VOD, à programação nos mais variados géneros, desde seriado, novela, documentário, entrevista e entretenimento. Em 2023, foram disponibilizadas 737 horas de programação com tradaptação na Opto. • Audiodescrição destinada a públicos com deficiência visual: Em 2023, a SIC Generalista emiu mais de 49 horas de programas com audiodescrição do género ficção (cinema, seriados) e documentário, maioritariamente entre as 08h e as 24h. Este valor representa um aumento substancial da oferta de conteúdos com esta acessibilidade, relavamente aos anos anteriores, valores que pretendemos manter nos próximos anos.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 274 3.4. Proteção da Propriedade Intelectual Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Programa de Anti-Pirataria O Grupo IMPRESA considera o combate à pirataria e ao uso indevido dos seus conteúdos e imagens como estratégico e prioritário. Desta forma, desenvolveu um programa de combate à pirataria que inclui a atualização constante das ferramentas técnicas que permitem monitorizar, detetar e atuar legalmente. Esta política é aplicada através do trabalho de uma equipa interna em coordenação com uma empresa parceira, especializada em serviços anti-pirataria. O Programa é transversal no que concerne ao âmbito da pirataria digital, incluindo mas não limitado a: • Live streaming dos canais lineares; • Non-live video streaming; • Aplicações móveis disponibilizadas nas lojas de aplicações e outras fontes externas; • Trabalho preventivo junto de plataformas identificadas através de avisos, por forma a evitar indexação de conteúdos; • Papel ativo de atuação na remoção de conteúdos com base em denúncias ou através de pesquisas efetuadas, nomeadamente, em plataformas de alojamento e distribuição de conteúdos media. Acessibilidade Programação SIC Generalista (acesso livre) Língua Gestual Portuguesa 1.541 horas Legendagem/ tradaptação 1.434 horas Audiodescrição 49 horas Acessibilidade Programação SIC Notícias (acesso condicionado) Língua Gestual Portuguesa 118 horas Legendagem/ tradaptação 46 horas Acessibilidade Opto (serviço audiovisual a pedido) Legendagem/ tradaptação 737 horas

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 275 Tendo como prioridade a promoção da cultura e da criatividade e a defesa dos direitos de propriedade intelectual, o Grupo IMPRESA contribui para a AudioGest e SPA e faz parte das associações MAPiNET e GEDIPE. No que respeita a esta matéria, deve-se consultar ainda as iniciativas levadas a cabo por estas entidades, no capítulo 2.10. Relações Institucionais. 3.5. Interação e feedback do público A IMPRESA reconhece a importância de manter as suas marcas próximas dos seus públicos, promovendo o feedback permanente por parte dos consumidores, a literacia mediática, a interação com todas as gerações, e o interesse dos mais jovens por informação de qualidade e pelo setor da comunicação social. Visitas Em 2023, foram recebidos 50 grupos, num total de 1.207 visitantes às instalações do Grupo IMPRESA. Atendimento ao Telespetador No Gabinete de Atendimento ao Telespetador foram recebidos 48.916 contactos, mais 32% do que em 2022. Dos contactos recebidos, 79% chegaram via email (as mensagens aumentaram 45%). Por tipologia, 80% respeitaram a pedidos de informação (mais 45% do que no ano anterior), assuntos para reportagem 8% (aumentaram 10%), críticas 9% (diminuíram 13%), elogios 1% (desceram 4%) e sugestões 1% (aumentaram 12%). Em 93% dos casos, a temática foi o canal SIC generalista. Redes Sociais – Atendimento Digital No digital, foram contabilizadas as principais interações ( inbox e monitorização de comentários) através das contas oficiais: Rede Social (n.º comentários) SIC SIC Notícias Expresso Facebook 106.635 16.1058 26.370 Instagram 81.225 553.040 422.662

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 276 Na Opto, identificaram-se 2.058 registos de interação no Facebook, 3.660 no Instagram e 226 respostas nas App Stores. Por forma a acompanhar as tendências de consumo e a opinião dos públicos das várias marcas, os comentários com as apreciações positivas e/ou negativas presentes nas contas das redes sociais Facebook e Instagram da SIC Oficial, SIC Notícias e Expresso são registados e enviados em relatório semanal às equipas responsáveis. De salientar que o nível de interações na rede do Instagram praticamente duplicou em comparação com 2022 e houve uma diminuição média de cerca de 35 mil interações (por marca) na rede social Facebook. No caso da Opto, todos os chats inbox e comentários das Stores são registados com o respetivo tópico de conteúdo/resolução ou encaminhamento, sendo também remetidos semanalmente às equipas. No que concerne ao serviço de streaming do Grupo, destacaram-se, no decorrer de 2023, o volume de comentários e solicitações na sequência de novas estreias nomeadamente dos programas “Levanta-te e Ri” e “O Clube”. Audiências e Circulação As audiências dos canais do universo e SIC e a circulação digital e em banca do Expresso constituem o mais importante barómetro da preferência do público e valorização das marcas. Em 2023, as duas principais marcas do Grupo IMPRESA continuaram a liderar nos seus segmentos (televisão e publishing). A SIC conquistou a liderança das audiências pelo quinto ano consecutivo, tendo alcançado, em 2023, uma média de 15,3% de share no universo dos canais generalistas, em dados consolidados. A SIC generalista e os canais temáticos, no seu conjunto, fecharam o ano com uma quota de mercado de 19,3% e a liderar nos targets comerciais - A/B C D 15/54, A/B C D 25/54 e A/B C D 25/64. No ano em que celebrou o 50º aniversário, com vários eventos comemorativos que incluíram uma exposição itinerante por todo o país, o Expresso foi o jornal mais vendido em Portugal em 2023, pelo sétimo ano consecutivo, com uma média de 91 mil exemplares por edição, segundo os dados da APCT. A estratégia digital do jornal refletiu-se numa média de 51 mil exemplares por edição em circulação digital paga, representando a maioria dos exemplares vendidos do Expresso em 2023.
RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 277 4. POR UM POSICIONAMENTO DIGITAL E MULTIPLATAFORMA Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): 4.1. Aposta na Qualidade de Conteúdos: para ver, ler e ouvir Os conteúdos das marcas IMPRESA são cada vez mais direcionados para o consumo multiplataforma, para promover uma melhor experiência ao público e uma maior centralidade e diversificação no digital. O Grupo aposta na oferta de informação e entretenimento através de diferentes formatos, compatíveis com diversos dispositivos. A IMPRESA, enquanto plataforma de informação e entretenimento, continuará a apostar na expansão dos negócios no digital, sobretudo, no streaming, connected TV, áudio e circulação digital do Expresso, aliás já assumido como um jornal digital first. Canais Lineares Streaming Publishing Apps Áudio Branded Content Redes Sociais FAST

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 278 O canal que, em 2001, inaugurou a informação no cabo em Portugal, passou a ter o digital como um eixo central. Em 2023, a SIC Notícias adotou uma nova imagem, apostou em novos conteúdos e no lançamento de uma app. Ao rigor da informação e da análise, juntaram-se novas cores, formatos e dinâmicas em estúdio, acessíveis a qualquer momento, através do telemóvel, tablet ou computador. No entretenimento, o ano ficou marcado pelo lançamento do primeiro canal linear digital (em inglês FAST: Free Ad-Supported Streaming Television) no país, a SIC Novelas. Disponibilizado através da plataforma Opto SIC, o canal, exclusivamente dedicado ao formato novela, inaugurou a oferta de canais de streaming de acesso livre, sem custos para o utilizador, com base num modelo de monetização através de anúncios publicitários. A Opto SIC é o serviço de streaming da SIC, que disponibiliza milhares de horas de conteúdos, incluindo originais exclusivos, desde programas de entretenimento, como filmes, séries e novelas, até documentários, rubricas de informação e podcasts com a chancela da SIC e do Expresso. O serviço de streaming está acessível em qualquer parte do mundo, através de qualquer dispositivo móvel e também através das boxes das principais operadoras de telecomunicações em Portugal. O Grupo IMPRESA consolidou a aposta no áudio, com o lançamento de 26 novos podcasts ao longo do ano de 2023, que resultou em 29 milhões de downloads e num crescimento expressivo de 77% do acumulado anual de downloads face ao ano anterior. Entre os podcasts com o maior volume de downloads destacaram-se: Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer 5 milhões Expresso da Manhã 3 milhões Eixo do Mal 2,2 milhões Isto é Gozar Com Quem Trabalha 2 milhões A Noite da Má Língua 1,4 milhões

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 279 4.2. Segurança da Informação Proteção de Dados O Grupo IMPRESA mantém o seu compromisso na conformidade com toda a legislação em matéria de tratamento e proteção de dados pessoais, pautando a sua atuação no respeito pela privacidade e proteção dos dados pessoais. Consciente que a proteção das pessoas singulares relativamente ao tratamento dos seus dados pessoais é um direito fundamental, o Grupo IMPRESA estabelece e implementa processos, procedimentos e políticas que visam a salvaguarda e promoção desse direito, desde o momento da conceção de qualquer iniciativa e/ou projeto, assim bem como, no decurso do tratamento realizado aos dados pessoais. O Grupo IMPRESA adota as medidas de segurança, de caráter técnico e organizativo, adequadas para assegurar a proteção dos dados pessoais. Adicionalmente, as entidades terceiras que, no âmbito da sua relação com o Grupo IMPRESA, procedam ao tratamento de dados pessoais (incluindo os tratamentos de dados pessoais em nome e por conta do Grupo IMPRESA), estão obrigadas a executar medidas técnicas e de segurança que, em cada momento, satisfaçam os requisitos previstos na legislação em vigor e assegurem a defesa do titular dos dados. Cibersegurança A cibersegurança é um pilar fundamental em qualquer organização. A IMPRESA está comprometida em proteger os dados confidenciais, assim como a privacidade e a segurança dos seus clientes e parceiros. Nesse sentido, a empresa tem revisto as práticas de segurança física, atualizando e ampliando o corpo de políticas e procedimentos e reforçando os controlos associados. O Grupo mantém políticas e procedimentos detalhados, entre outros, relacionados ao uso de emails, equipamentos, software, acesso remoto, passwords, backups, firewalls, assim como implementa mecanismos de monitorização de anomalias e de vulnerabilidades potenciando a priorização e capacidade de resposta. A existência de comités de gestão, como o VAB (Vulnerability Advisory Board) e o CAB (Change Advisory Board), permite discutir, avaliar riscos e tomar decisões informadas. A IMPRESA tem também implementados programas de conscientização e formação para funcionários na área de segurança de informação. Além disso o Grupo colocou em prática medidas de melhoria na gestão de acessos, entre outras, a adoção de MFA, acesso condicional e identificação de acessos privilegiados. De modo a garantir o alinhamento com as melhores práticas e avaliação dos riscos associados, a IMPRESA é submetida regularmente a auditorias por entidades externas.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 280 5. A RESPONSABILIDADE SOCIAL COMO ELEMENTO DIFERENCIADOR 5.1. Compromisso com a Comunidade A SIC Esperança é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), de utilidade pública, transversal ao Grupo IMPRESA, cuja missão é sensibilizar a sociedade civil para os problemas sociais existentes. Na prossecução deste objetivo, recorre a parcerias com empresas para o financiamento de projetos com impacto social e com instituições que possibilitam a sua concretização, contribuindo para a solução ou minimização dos problemas identificados e para a construção de um país mais justo e menos desigual. Em 2023, a SIC Esperança contou, mais uma vez, com o Grupo IMPRESA para a divulgação de diversas ações de solidariedade social. Ao longo do ano, os canais SIC, SIC Notícias e SIC Mulher disponibilizaram gratuitamente mais de 45 horas no espaço de serviço público. Foram divulgadas 70 campanhas de Instituições Particulares de Solidariedade Social, nomeadamente, Ajuda em Ação, APARF- Associação Portuguesa Amigos Raoul Follereau, Alcoólicos Anónimos, Banco Alimentar, Cruz Vermelha Portuguesa, Associação Sara Carreira, ACNUR, entre outras. Projetos da SIC Esperança em 2023 2023 N.º de horas N.º de campanhas Espaço publicitário cedido a IPSS 45 70 2023 Número de projetos da SIC Esperança 6

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 281 Time to Change Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): A SIC Esperança desenvolveu, em parceria com as associações Terra Amarela, IRENNE (Portugal), Young Effect (Itália) e Globers (Espanha), o projeto Time to Change, financiado pelo programa Erasmus+. Este projeto tem como objetivo a criação de um manual de boas práticas a ser aplicado no trabalho desenvolvido com jovens artistas surdos, e/ou com deficiência intelectual ou física, com o intuito de poder contribuir para o seu empoderamento podendo passar de interpretes a criadores de iniciativas culturais. No âmbito deste projeto, ocorreram três eventos durante o ano de 2023: • Evento kick off: Este evento ocorreu em Itália no mês de janeiro de 2023, tendo marcado o início do projeto e o encontro oficial entre todos os parceiros envolvidos. Neste encontro partilharam-se as expectativas do projeto e analisaram-se as questões praticas do mesmo. • Seminário Técnicos da Juventude: Este evento decorreu em Portugal, no mês de junho, e juntou 2 técnicos da juventude de cada um dos países envolvidos. No encontro debateram-se metodologias passiveis a serem utilizadas junto de jovens com deficiência, no âmbito de atividades teatrais; • Youth Exchange: Este evento decorreu, igualmente, em Portugal, no mês de outubro, e juntou 5 jovens de cada um dos países parceiros. Durante uma semana, jovens de Portugal, Itália e Espanha realizaram várias atividades, com o objetivo de aprofundarem práticas teatrais inclusivas. Programar o Futuro Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Em Portugal, a oferta de emprego na área da tecnologia e o número de cidadãos formados nesta matérias é cada vez mais discrepante. Com enfoque nesta problemática, a SIC Esperança lançou, em parceria com a Google.org, o projeto Programar o Futuro. Parceria Programa Erasmus+ Impacto Social Criar um manual acessível a todos, com a demonstração de práticas teatrais inclusivas

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 282 O objetivo deste projeto é formar, nas áreas de programação, código e robótica, jovens desempregados, entre os 18 e os 30 anos, com baixa escolaridade e que queiram melhorar a sua situação profissional. O projeto-piloto propõe formar 400 jovens de cinco municípios portugueses: Castelo Branco, Coimbra, Braga, Faro e Setúbal. Palco Esperança Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Em 2023, a SIC Esperança voltou a ser parceiro social do evento EA – Live Évora, organizado pela Fundação Eugénio de Almeida, na iniciativa intitulada “Palco Esperança”, que pretende dar a conhecer o trabalho de artistas/bandas emergentes a nível nacional. Os vencedores desta edição foram os artistas Aníbal Zola, Catarina Munhá, Martim Seabra e CALLAZ, que fizeram a abertura dos concertos de Rui Veloso Trio, Quatro e Meia, Resistência e Ana Moura, respetivamente. Terceiro Setor Mais Sustentável Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): O projeto 3º Setor Mais Sustentável enquadra-se num dos eixos estratégicos da SIC Esperança: o fortalecimento das entidades do Terceiro Setor, e tem como objetivo ajudá- las na transição energética. Neste sentido, as entidades serão apoiadas na procura de soluções eficientes com vista à redução do valor das suas faturas de energia e no combate à pobreza energética, designadamente através da instalação de painéis fotovoltaicos. No âmbito deste projeto, a SIC Esperança recebeu mais de 100 candidaturas. Parceria Google.org Impacto Social Formar 400 jovens nas áreas da programação, código e robótica Parceria Promoção do evento EA – Live Évora Impacto Social Dar a conhecer o trabalho de artistas e bandas emergentes portuguesas

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 283 EPIS (Empresários para a Inclusão Social) Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): A SIC Esperança deu continuidade ao programa de voluntariado Vocações EPIS/IMPRESA, realizado em parceria com a EPIS. A EPIS é uma associação sem fins lucrativos que tem como principal missão a promoção da inclusão social em Portugal, através do desenvolvimento de projetos de combate ao insucesso e abandono escolar junto de alunos que vivem em contextos socioeconómicos desfavorecidos. Com o objetivo de dar resposta às problemáticas mencionadas, a SIC Esperança apelou ao espírito voluntário dos colaboradores do Grupo IMPRESA no sentido de darem explicações semanais a alunos do 2º ou 3º ciclos do ensino básico, durante o ano letivo 2023/2024. Esta iniciativa contou com a adesão de dois voluntários do grupo IMPRESA, que já tinham realizado explicações no ano anterior. Campanha Dinheiro Miúdo para os Miúdos Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): No âmbito do seu 20º aniversário, celebrado a 6 de outubro, a SIC Esperança lançou uma campanha nacional de angariação de fundos, intitulada Dinheiro Miúdo para os Miúdos, que reverterá, na integra, para projetos na área da educação. Pretende-se que esta campanha seja anual. No primeiro ano, a verba angariada reverteu para o projeto Escolas Mais Iguais, cujo objetivo é apoiar escolas públicas do 1º ciclo do ensino básico, através do financiamento de projetos direcionados para a realização de pequenas obras de recuperação, aquisição de material didático, equipamento desportivo ou outro tipo de apoio considerado relevante para o bom funcionamento da escola. Parceria Tecneira Impacto Social Nos próximos 2 anos, apoiar 300 IPSS na sua transição energética Voluntariado Continuidade de 2 voluntários do Grupo IMPRESA Impacto Social Explicações semanais a alunos em contextos socioeconómicos desfavorecidos

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 284 Foram abertas candidaturas para todas as escolas do 1º ciclo de Portugal continental e ilhas, tendo-se atribuído apoio a 30 escolas. Com esta iniciativa, a SIC Esperança procura esbater as diferenças que existem nos edifícios escolares, nomeadamente no que toca às condições de espaço e materiais disponíveis, de forma a que todas as crianças tenham um percurso escolar digno, sem contratempos nem adversidades. Campanha de Natal SIC Esperança e Porto Editora Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Com o valor angariado na Campanha de Natal SIC Esperança e Porto Editora 2022, foi possível implementar, no ano de 2023, a 2ª Edição do projeto Bolsas de Terapia. Este projeto beneficiou sete instituições (Associação de Paralísia Cerebral de Braga, Associação de Beneficiência Luso-Alemã, Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Infantil, Associação de Paralísia Cerebral de Vila Real, Comdignitatis, Espiral de Vontades – Apoio Desfavorecidos e Raríssimas), possibilitando a atribuição de 24 bolsas, a 24 crianças. Nesta campanha que juntou pelo 12º ano consecutivo a SIC Esperança e a Porto Editora, na compra de um livro infantil identificado com um autocolante, 1€ reverte para projetos de mentoria para crianças e jovens em situações vulneráveis, em risco de exclusão social. Ação de voluntariado SIC Esperança Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Parceria Diversas Impacto Social Apoio a 30 escolas do 1º ciclo do ensino básico Angariado 1€ por cada livro infantil identificado com o autocolante da campanha Impacto Social Atribuição de 24 bolsas de terapia

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 285 A ação de voluntariado SIC Esperança 2023 decorreu na Escola Básica do Castelo, em Lisboa, entre os dias 24 e 26 de novembro. A escolha desta escola encontra-se integrada na campanha Dinheiro Miúdo para os Miúdos, que pretende apoiar escolas do 1º ciclo do ensino básico. Ao todo, esta iniciativa contabilizou um total de 24h de voluntariado. Evento ProChildColab Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): A SIC Esperança associou-se à ProChild como parceiro social do 1º encontro internacional do ProChild CoLAB, um debate participativo e enriquecedor sobre o combate à pobreza infantil. Este evento reuniu figuras de referência na área, como académicos, profissionais, representantes de entidades públicas e privadas, bem como decisores políticos, com o objetivo de se traçar um novo pacto para a infância. O evento decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 27 de novembro de 2023. 2ª edição Mercado de Natal SIC Esperança Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): A SIC Esperança organizou a segunda edição do Mercado de Natal SIC Esperança, que decorreu nos dias 12 e 13 de dezembro, entre as 10h e as 20h no Edifício IMPRESA, e juntou marcas e instituições, que venderam os seus produtos. A entrada foi gratuita e aberta ao público em geral. Marcaram presença as seguintes IPSS: Dress a Girl, Fundação Aga Khan, Lar Jorbalan e Thirst Project. Voluntariado Participação de cerca de 60 voluntários, num total de 24 horas de voluntariado Impacto Social Remodelação de quatro espaços da escola, nomeadamente duas salas de educação especial, um pátio interior e um pátio exterior Parceria ProChild Impacto Social Gerar compromissos para a adoção de medidas ativas de políticas públicas com vista à promoção do bem-estar e dos direitos das crianças

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 286 Outras iniciativas Com o apoio dos meios do Grupo IMPRESA, a SIC Esperança, enquanto Instituição Particular de Solidariedade Social, promoveu uma campanha de apelo à doação a seu favor, dos 0,5% da consignação do IRS. 5.2. Compromisso com a Cultura Os meios de comunicação social do Grupo IMPRESA continuaram a apoiar manifestações culturais em 2023, através da divulgação de conteúdos e de outras ações: Apoio a espetáculos e outras iniciativas culturais Na área dos espetáculos musicais e culturais, o apoio do Universo SIC totalizou 45 eventos relacionados com música, espetáculos ou cultura. Condições especiais para publicidade As iniciativas culturais e outros eventos de cariz institucional beneficiaram de descontos nos preços da publicidade nas marcas do Grupo IMPRESA. Todas as Artes "Todas as Artes" é um programa de cultura, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores, dedicado às artes da música, teatro, cinema, fotografia e literatura. O programa procura dar a conhecer as carreiras marcantes que influenciam o público, os bastidores dos espetáculos ou ainda visões diferentes sobre a mesma obra. Parceria O Grupo IMPRESA cedeu o espaço onde estiveram expostas 41 bancas de SPSS e marcas portuguesas Impacto Social Angariação de fundos para apoio às IPSS participantes e promoção do comércio local

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 287 5.3. Reconhecimento do Mérito Prémio Pessoa Lançado em 1987 pelo Expresso, o Prémio Pessoa é um dos mais importantes prémios do país, concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que se distinga como protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida literária, artística ou científica do país. O Prémio Pessoa é uma iniciativa do Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, sendo constituído por um diploma e uma dotação em dinheiro no valor de 60 mil euros. O Júri de 2023 foi composto por Francisco Pinto Balsemão (Presidente), Paulo Macedo (Vice-Presidente), Ana Pinho, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto Moura, Emílio Rui Vilar, José Luis Porfírio, Maria Manuel Mota, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho Marques. O 37º Prémio Pessoa foi atribuído a José Tolentino de Mendonça. Prémio Primus Inter Pares Lançado em parceria com o Banco Santander Totta, este prémio tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de rigor, de profissionalismo e de excelência na gestão de empresas, através da concessão de oportunidades privilegiadas para a formação académica complementar, nacional e internacional. São selecionados cinco finalistas do último ano de Mestrado, na sequência de uma licenciatura em Gestão de Empresas, Economia ou Engenharia, nas Universidades, Faculdades ou Institutos Universitários portugueses que confiram esse grau, e cujo mérito o júri entenda distinguir em cada ano. O prémio para os três finalistas vencedores consiste na oferta de um MBA numa Business School de prestígio nacional e internacional: o IESE, em Barcelona, a IE Business School, em Madrid, o Lisbon MBA, o ISCTE, o ISEG e a Porto Business School. Os restantes dois finalistas (4ºs classificados) recebem um curso de pós-graduação. O Júri do Prémio Primus Inter Pares é composto por Francisco Pinto Balsemão (Presidente), Pedro Castro e Almeida (Vice-Presidente), Estela Barbot, Miguel Poiares Maduro e Raquel Seabra. A 19ª edição do Prémio Primus Inter Pares 2022/2023 teve como vencedora Maria José Cardoso, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 288 Global Management Challenge Lançado em Portugal, em 1980, o Global Management Challenge tornou-se na maior Competição Internacional de Estratégia e Gestão. Consiste numa simulação empresarial interativa em que cada equipa gere uma empresa com o objetivo de obter o melhor desempenho do Investimento para a sua empresa no mercado. Esta iniciativa portuguesa é organizada pela SDG – Simuladores e Modelos de Gestão e pelo jornal Expresso, e alcançou, ao longo dos anos, um enorme sucesso, sendo hoje um evento de elevada notoriedade e visibilidade, prestigiante para as organizações que nele participam. Depois da sua estreia em Portugal, em 1980, e na sequência do seu sucesso e reconhecimento junto das empresas, a competição tornou-se exportável e rapidamente se expandiu por todo o mundo, ganhando cada vez mais prestígio e participantes. Com 43 anos, o Global Management Challenge, já envolveu mais de 850 mil quadros de empresas e estudantes universitários de todo o mundo. A equipa vencedora da Final Nacional do Global Management Challenge ganha uma viagem oferecida pela TAP para cada elemento da equipa, e representa Portugal na Final Internacional, defrontando as equipas vencedoras dos mais de 35 países participantes. Prémios Expresso Economia Em 2023, o Expresso criou os prémios Expresso Economia, com o apoio da Informa D&B e da Deloitte, e em parceria com a Caixa Geral de Depósitos. A iniciativa tem como objetivo premiar um conjunto de empresas e empresários pelo seu mérito, arrojo e trabalho de excelência, reconhecendo as empresas que mais contribuíram para o crescimento do país, o empresário do ano e os negócios e setores que mais exportaram. Os prémios da 6.ª edição dos Prémios Expresso Economia | Caixa Geral de Depósitos 2023 foram entregues em dezembro de 2023. Jorge Rebelo de Almeida, fundador do grupo hoteleiro Vila Galé, e a construtora Mota-Engil foram distinguidos, respetivamente, como Empresário do Ano e Conquista Empresarial do Ano pelos Prémios Expresso Economia | Caixa Geral de Depósitos (CGD). Carro do Ano | Troféu Volante de Cristal 2023 O Seguro Directo Carro do Ano/Troféu Volante de Cristal tem como o objetivo de destacar os melhores produtos do setor automóvel.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 289 O Júri da iniciativa promovida pelo Expresso e SIC Notícias é constituído por 19 jornalistas especializados, em representação da imprensa escrita, meios digitais, rádio e televisão, numa busca pela pluralidade de opiniões. Os três maiores canais de televisão portugueses SIC, TVI e RTP, integram o júri. O prémio contempla um total de oito classes: Citadino, Desportivo, Familiar, SUV Compactos (inclui crossovers), Grandes SUV, Elétrico, Híbrido, e Híbridos Plug-in. Além das distinções “Carro do Ano” e dos vencedores das classes, o certame distingue ainda a “Personalidade do Ano” e “Prémio Tecnologia e Inovação”. O Renault Austral foi distinguido como o Carro do Ano em Portugal 2023. Prémios do Imobiliário O Expresso e a SIC Notícias têm vindo a acompanhar o desenvolvimento do setor do imobiliário, tendo sido lançada em 2019 a primeira edição dos “Prémios do Imobiliário”, com o objetivo de distinguir o que de melhor se faz em Portugal nesta área de atividade. Este prémio conta com um júri composto por diversas personalidades ligadas à área: Fernando de Almeida Santos, Eric Van Leuven, João Paulo Luz, Manuel Reis Campos, Célia Gomes, Paulo Tormenta Pinto, Patrícia Viana, Hugo Santos Ferreira, Paulo Caiado e Vítor Andrade. Na gala da quinta edição dos Prémios do Imobiliário, organizados pela SIC Notícias e Semanário Expresso, foram atribuídas 20 distinções a obras espalhadas pelo país. O Terminal Intermodal de Campanhã venceu na categoria de projeto de impacto económico, social e ambiental, uma das duas novas categorias. A estrutura, localizada no Porto, inclui um espaço verde e retirou veículos da cidade. Na outra categoria estreante, a de inovação na construção, venceu o projeto SIMBA. Trata-se de um sistema de construção modular baseado em módulos autoportantes de betão armado. Mais uma vez a SIC Esperança associou-se a este evento, com a atribuição de um prémio ao Quarto Solidário do Grupo Neya Hotels, que venceu com um projeto que oferece alojamento gratuito a quem tem crianças internadas em tratamento médico. Prémios Guia Boa Cama Boa Mesa Na data em que celebrou 20 anos de publicação ininterrupta, o Guia Boa Cama Boa Mesa anunciou os grandes vencedores dos prémios relativos a 2023. A habitual cerimónia de entrega de prémios do Guia Boa Cama Boa Mesa atribuiu 30 distinções (Chave de Platina, Ouro e Prata) a alojamentos e 32 distinções (Garfo de Platina, Ouro e Prata) a restaurantes. A entrega do Prémio Carreira, a Justa Nobre, e de Chef do Ano 2023, a Vasco Coelho Santos, também distinguido com um Garfo de Ouro, relativo ao restaurante Euskalduna Studio, foram os momentos altos da cerimónia, que contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 290 Prémio Nacional de Turismo Em 2023, a iniciativa do Expresso e do BPI, que distingue empresas, projetos públicos e personalidades do setor do turismo em Portugal atingiu um novo recorde de candidaturas (768) nas cinco categorias. A quinta edição do Prémio Nacional de Turismo distinguiu sete projetos nas categorias de Turismo Autêntico, Turismo Inclusivo, Turismo Gastronómico, Turismo Inovador e Turismo Sustentável. Luís Araújo, que até junho de 2023 foi Presidente do Turismo de Portugal, foi o vencedor do Prémio Personalidade. Globos de Ouro Os Globos de Ouro têm como objetivo premiar personalidades e projetos portugueses, que se destacaram no entretenimento, nas artes e no espetáculo, a exercer a sua atividade em Portugal ou no estrangeiro. A Academia de Notáveis, composta por 47 membros, indica, para cada uma das categorias e subcategorias, cinco sugestões de nomeados, por ordem de preferência. O “Prémio Revelação” é votado pelo público e o “Prémio Mérito e Excelência” é atribuído pela Comissão de Organização. A 27ª Gala dos Globos de Ouro decorreu na noite de dia 1 de outubro de 2023, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e premiou as personalidades e os projetos que se destacaram no cinema, no entretenimento, na ficção, no humor, na moda, na música e no teatro. Foi ainda atribuído o “Prémio Mérito e Excelência” a Filipe La Féria, pela carreira e percurso profissional marcantes, e o “Prémio Revelação” a Madalena Aragão e a Lucas Dutra. Gala dos Sonhos A 3ª Edição da Gala dos Sonhos decorreu no Altice Arena, no dia 17 de dezembro de 2023. Este é um espetáculo promovido pela Associação Sara Carreira e produzida para a SIC pela FremantleMedia Portugal, com o objetivo de apoiar jovens talentos com dificuldades financeiras a perseguirem os seus objetivos pessoais e profissionais. À semelhança das duas edições anteriores, a Gala foi conduzida pela apresentadora e Embaixadora da Associação, Fátima Lopes, e contou com a participação de vários nomes sonantes da indústria musical portuguesa, como Tony, Mickael e David Carreira, Soraia Ramos, Ivandro, Maninho, Marco Rodrigues, Syro e Mariana Pacheco, entre outros artistas. A Gala conta com o apoio dos mecenas Altice, Missão Continente, SIC, Fundação Santander e o Grupo DS, bem como alguns embaixadores da Associação Sara Carreira, bolseiros e seus respetivos padrinhos e figuras conhecidas do grande público.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 291 6. PROMOVER O DEBATE E CONSCIENCIALIZAÇÃO SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): 6.1. Iniciativas dedicadas à Temática da Sustentabilidade O Expresso lançou, em setembro de 2022, uma plataforma para discutir um país económico, social e ambientalmente mais sustentável. O Expresso SER — Sustentável, Ecológico, Responsável . Este projeto inclui uma nova newsletter quinzenal, dedicada a temas de sustentabilidade ambiental e social, um ciclo de conversas e eventos dedicados à temática “Vamos falar de sustentabilidade” e uma nova área temática dedicada no website do jornal. Em 2023, foi lançado “Ser ou Não Ser”, o podcast semanal do Expresso sobre o mundo da sustentabilidade, da ecologia e da responsabilidade. Cada episódio aborda tópicos relevantes, desde práticas individuais até iniciativas globais, contando com a participação de convidados líderes de empresas, ativistas, empreendedores e especialistas, para partilharem experiências e soluções inovadoras para um futuro mais sustentável. Lista de Iniciativas sobre Sustentabilidade em 2023 Alcance Vamos falar de Sustentabilidade Ciclo de eventos 8 eventos 70 pessoas em média por evento 230 mil leitores Acelerador de Sustentabilidade Projeto editorial 300 pessoas nos eventos 230 mil leitores Expresso SER newsletter quinzenal 180 mil envios Líderes da Transição 50 líderes 220 mil leitores

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 292 6.2. Conteúdos com impacto sobre temas ambientais e sociais GRANDE REPORTAGEM SIC: “Crimes em Claro”: Quanto valem os órgãos de um albino? O tráfico humano que mais dinheiro envolve. – Reportagem que expôs a perseguição a que estão sujeitos os albinos por parte das redes criminosas da África Oriental e Austral. GRANDE REPORTAGEM SIC: ”Tábuas de Salvação”: Reportagem que deu a conhecer o projeto social de surf está a mudar a vida das crianças carenciadas da comunidade, na província moçambicana de Inhambane. GRANDE REPORTAGEM SIC: "De tudo o que é meu, sinto falta": Quatro histórias de quem fugiu da guerra na Ucrânia à procura da paz, acabando por chegar a Portugal. GRANDE REPORTAGEM SIC: “Com o mar não se brinca": Reportagem que revela qual é a dimensão da ameaça da subida das águas do mar e de que forma pode afetar a costa portuguesa. GRANDE REPORTAGEM SIC: "Ouro Sujo": Como funciona o circuito ilegal do garimpo nos rios amazónicos? - Uma viagem à Amazónia profunda, onde a mineração de ouro escondido no fundo dos rios contribui para a destruição da floresta e dos povos originais. GRANDE REPORTAGEM SIC: "O que vamos vesr amanhã?”: Reportagem sobre a aposta portuguesa na ciência e na inovação no têxl em prol de um setor mais sustentável.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 293 O Expresso voltou a associar-se a um consórcio internacional de invesgação jornalísca, o Forbidden Stories. Além do jornal da IMPRESA, fazem parte órgãos de comunicação social de diversos países como o The Guardian, o Le Monde, a Folha de São Paulo e a TV Globo. O Forbidden Stories é um consórcio internacional de jornalistas de invesgação que se dedica a prosseguir o trabalho de jornalistas assassinados ou ameaçados. O projeto do Forbidden Stories de que o Expresso faz parte chama-se “Projeto Bruno e Dom” e é uma invesgação sobre a pilhagem da Amazónia. O “Projeto Bruno e Dom” é uma invesgação colaborava que envolveu mais de 50 jornalistas de 16 órgãos de comunicação social, num esforço para connuar o trabalho de Dom Phillips, um jornalista britânico assassinado a 5 de junho de 2022, com o avista Bruno Pereira, que estavam a preparar um livro sobre como salvar a Amazónia. REPORTAGEM EXPRESSO: “Morte no rio do ouro": Uma invesgação na Amazónia profunda, onde a mineração de ouro contribui para a contaminação dos rios e para a destruição da floresta e dos povos originais. REPORTAGEM EXPRESSO: “Como uma estrada pode rasgar o coração da Amazónia": Uma invesgação sobre o impacto social e ambiental da reconstrução da estrada criada durante a ditadura militar brasileira para ligar Porto Velho a Manaus. REPORTAGEM EXPRESSO: "Anorexia, o bicho pegajoso que teima em não sair": Reportagem que dá a conhecer os casos e retrata a doença psiquiátrica que mais mata, devido a complicações médicas graves, subnutrição ou suicídio. REPORTAGEM EXPRESSO: "Eles não são da rua": Reportagem que dá a conhecer as histórias de Francisco, Luísa, Carla e André. Foi a dependência da droga que os arou para a situação de sem-abrigo. Saíram de lá amparados pelo projeto ‘Housing First’, da Associação Crescer, que lhes passou para as mãos a chave de uma casa só deles.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 294 REPORTAGEM ESPECIAL SIC: "No fim da linha": Reportagem sobre as casas abrigo, onde as vímas de violência domésca se refugiam dos agressores e onde se preparam para um novo começo. REPORTAGEM ESPECIAL SIC: "SOS Abelhas”: Reportagem sobre esta espécie polinizadora em risco de exnção devido, sobretudo, aos pescidas, às alterações climácas e à poluição. REPORTAGEM ESPECIAL SIC: "O legado de Johnson": Reportagem sobre a academia que apoia crianças em bairros desfavorecidos, criada por João Semedo Tavares. REPORTAGEM ESPECIAL SIC: "O meu mundo pode ser o teu": Reportagem que expõe o drama da escassez de famílias de acolhimento em Portugal, que ocupa o úlmo lugar do ranking europeu. REPORTAGEM ESPECIAL SIC: "Seca sem fim”: Reportagem sobre as consequências da seca extrema no sudoeste alentejano e no Algarve. REPORTAGEM ESPECIAL SIC: “Inferno na Terra”: Reportagem sobre o impacto das alterações climácas em Portugal. O ar mais quente, a terra mais seca, menos humidade, verões extremos que se prolongam são misturas explosivas que criam o principal efeito: o fogo na floresta.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 295 7. PESSOAS IMPRESA 7.1. Enquadramento e caracterização do capital humano No cenário empresarial contemporâneo, a compreensão da importância dos colaboradores transcende a mera perceção de uma força de trabalho. Os colaboradores são os alicerces sobre os quais se constrói o sucesso de uma empresa, sendo os agentes chave na realização de metas, impulsionadores da inovação e a força por trás da consecução da visão organizacional. Contudo, à medida que as empresas procuram prosperar num ambiente cada vez mais dinâmico, enfrentam também desafios significativos relacionados à gestão de talentos, à adaptação às mudanças tecnológicas e à constante evolução do mercado. O Grupo IMPRESA reconhece que o capital humano é um dos pilares fundamentais que impulsiona o seu sucesso, e que contribui para a construção de uma empresa sólida e resiliente. Os nossos colaboradores com o seu compromisso, diversidade e talento, desempenham um papel crucial na realização dos nossos objetivos estratégicos. Relativamente à caracterização do capital humano a IMPRESA conta, por referência a 31 de dezembro de 2023 e pela metodologia de contagem direta, com 940 colaboradores (446 mulheres e 494 homens), a maioria dos quais encontram-se na faixa etária dos 41-50 anos. Dos 940 colaboradores, 17 são portadores de deficiência. Distribuição por género Número de colaboradoras 446 47% Número de colaboradores 494 53% Faixa etária M H > 60 20 37 51 – 60 132 167 41 – 50 138 172 31 – 40 81 87 21 – 30 75 31 Colaboradores com deficiência 17

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 296 Quanto às habilitações literárias a maioria dos colaboradores são licenciados (286 mulheres; 190 homens). No que concerne às diferentes modalidade de vínculo contratual, a maioria dos colaboradores é detentor de contrato de trabalho sem termo, a tempo inteiro, conforme mostrado no quadro seguinte: Quanto à região, todos os colaboradores da IMPRESA exercem as suas funções em Portugal (incluindo os membros do Conselho de Administração, também contratados em Portugal): Faixa etária M H 1º a 3º Ciclo Básico 7 24 Ensino Técnico Profissional 9 33 Ensino Secundário 72 204 Bacharelato 12 15 Licenciatura 286 190 Mestrado 59 26 Doutoramento 1 2 Tipo de Contrato M H N.º de Contratos Sem Termo 388 456 N.º de Contratos a Termo Certo 55 36 N.º de Contratos a Termo Incerto 3 2 N.º de Colaboradores a Tempo Inteiro 446 493 N.º de Colaboradores a Tempo Parcial 0 1 Por região Portugal Outras Regiões N.º de Colaboradores 940 0 N.º de Contratos Sem Termo 844 0 N.º de Contratos a Termo Certo 91 0 N.º de Contratos a Termo Incerto 5 0 N.º de Colaboradores a Tempo Inteiro 939 0 N.º de Colaboradores a Tempo Parcial 1 0

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 297 Em 2023, a possibilidade do exercício das funções em “Regime de Trabalho Adaptativo”, ou seja, através de um modelo híbrido, manteve-se em vigor, com 306 colaboradores (174 mulheres; 132 homens) a usufruírem desse modelo: Na IMPRESA, a maioria dos seus colaboradores tem uma antiguidade no Grupo entre os 21 e 25 anos (100 mulheres; 124 homens), conforme apresentado nos dados apresentados: Embora se verifique uma diferença salarial média mensal entre géneros, esta não reflete qualquer discriminação já que a política remuneratória do Grupo IMPRESA assenta na avaliação das componentes das funções desempenhadas pelos colaboradores, com base em critérios objetivos, designadamente: experiência e antiguidade, qualificações, responsabilidades e funções. A informação acerca da remuneração dos administradores da IMPRESA está disponível no Relatório de Governo Societário. A questão da igualdade de género constitui um dos princípios basilares do Grupo IMPRESA, sendo a promoção de condições de inserção profissional e de desenvolvimento de carreiras, que incitem a eliminação da discriminação de género e a promoção de práticas facilitadoras da conciliação entre a vida pessoal e familiar e a vida profissional, um dos drivers na definição das estratégias do Grupo. Regime de Contrato M H Presencial 272 362 Híbrido 174 132 Antiguidade (anos) M H > 30 49 71 26 – 30 29 57 21 – 25 100 124 16 – 20 46 47 11 – 15 30 32 6 – 10 67 70 <5 99 119 Nível remuneratório por género Salário médio mensal das colaboradoras €2.240 Salário médio mensal dos colaboradores €2.775

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 298 É defendido que mulheres e homens, quando decidem ser pais, deverão sê-lo de forma partilhada, responsável e equilibrada. Em 2023, conforme indicado no quadro apresentado, as licenças de maternidade e parentalidade totalizaram 7.343 horas. Relativamente às horas de absentismo, constata-se que as faltas dos colaboradores da IMPRESA totalizaram 30.024 horas, sendo predominantes as ausências causadas por doença que representaram, em 2023, 27.878 horas. Ao analisarmos os valores dos dois quadros anteriormente apresentados, conclui-se que as ausências, em 2023, totalizaram 37.367 horas. Concluiu-se, portanto, que a taxa de absentismo do Grupo IMPRESA é de 2,20%, em que das 1.698.445 horas previstas foram efetivamente trabalhadas 1.661.078. 7.2. Diversidade e Igualdade de Oportunidades Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): O Grupo IMPRESA, consciente da importância da diversidade de competências e perfis das nossas pessoas adota medidas e ações comprometidas com o princípio de igualdade e da não-discriminação, com base em género ou outro critério. Na IMPRESA pretendemos assegurar que os ambientes de trabalho são diversos, incitando a eliminação da discriminação em matéria de género e promovendo práticas facilitadoras da conciliação entre a vida familiar epessoal e a vida profissional. Licenças Nº de horas Maternidade 4.620 Parentalidade 2.723 Total de horas 7.343 Faltas Nº de horas Justificada 48 Assistência à família 481 Doença 27.878 Acidentes de trabalho 1.617 Total de horas 30.024

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 299 Em 2023, o Grupo IMPRESA continuou a adotar medidas de promoção da igualdade e da equidade de género com os seguintes objetivos: • Rever o Plano para a Igualdade, criando medidas de não discriminação entre mulheres e homens, com o apoio da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e da Comissão para a Igualdade no Trabalhoe no Emprego; • Garantir a todos os colaboradores iguais oportunidades na frequência de ações de formação; • Incentivar e sensibilizar para a partilha da licença de parentalidade por parte do pai, bem como a partilhado exercício dos direitos de assistência à família; • Assegurar que o Plano Anual de Formação tem como princípio a igualdade e a não discriminação entre mulheres e homens; • Cumprir com o princípio de igualdade de retribuição para trabalho igual em natureza, quantidade equalidade; • Avaliar o desempenho com base em critérios objetivos, de modo a proporcionar uma avaliação justa erigorosa, isenta de qualquer conexão às características femininas ou masculinas; • Assegurar a promoção e progressão na carreira baseadas em critérios objetivos de performance individual, estando isentas de discriminação de género. Não Discriminação Na IMPRESA, a diversidade dos seus colaboradores é percecionada como um fator de vantagem competitiva, sendo respeitada e valorizada a individualidade que cada colaborador oferece ao Grupo IMPRESA, pelo que se promove a criação de um ambiente de trabalho livre de discriminação. O Grupo IMPRESA não tolera qualquer forma de discriminação, direta ou indireta, pelo que cada colaborador tem direito a igualdade de oportunidades e de tratamento no que se refere ao acesso ao emprego, à formação e promoção ou à carreira profissionais e às condições de trabalho, não podendo ser privilegiado, beneficiado,prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão, nomeadamente, de ascendência, idade, género, orientação sexual, estado civil, situação familiar, situação económica, origem ou condição social, capacidade de trabalho reduzida, deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica, convicção política ou ideológica e filiação sindical. Não foram reportados casos de discriminação ocorridos durante o período de relato.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 300 7.3. Segurança e Saúde no Trabalho Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Apostar na qualidade de vida e bem estar dos colaboradores continuou a ser uma das preocupações centrais em 2023, que exigiu a continuação da sensibilização para a adoção de práticas seguras no local de trabalho e para a importância dos serviços de segurança e saúde no trabalho. Os dados referentes aos acidentes de trabalho na IMPRESA, durante o ano de 2023, são apresentados nas duas tabelas seguintes: Serviços de saúde no trabalho • Disponibilização de serviços médicos nas instalações de Paço de Arcos e Matosinhos e, ainda, assistência médica domiciliária aos colaboradores e seus agregados familiares; • Campanha de vacinação contra a gripe. Promoção da saúde • Sendo a questão do bem-estar físico e da saúde emocional uma das preocupações da IMPRESA, a empresa oferece a todos os colaboradores um seguro de saúde que permite o acesso a cuidados de saúde privados a preços mais acessíveis; • Disponibilização aos colaboradores e familiares diretos, o acesso a produtos e serviços a um preço mais baixo do que o de tabela, através do estabelecimento de protocolos com entidades que exercem a sua atividade em áreas que incluem ginásios e cuidados de saúde; • A IMPRESA oferece a todos os pais e mães um kit-bebé, que reúne um conjunto de cuidados diários essenciais para o recém-nascido. Acidentes de trabalho M H Total Nº de acidentes 4 7 11 Dias com baixa 241 553 794

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 301 7.4. Capacitação e Desenvolvimento do Capital Humano Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): A formação e a aposta constante na gestão do conhecimento que visa potenciar o talento dos colaboradores em articulação com o Plano Estratégico da IMPRESA representam um dos eixos estratégicosde Recursos Humanos do Grupo. Considerando as necessidades formativas reais e a estratégia do Grupo, o plano anual de formação pretende assegurar a aquisição, a retenção e a transmissão do conhecimento crítico, determinantes para o crescimento sustentado da IMPRESA e para o processo de criação de valor. A informação obtida através da Avaliação de Desempenho permite obter um conhecimento transversal das necessidades de desenvolvimento de todos os colaboradores, servindo de base efetiva para a definição de um plano formativo que corresponda às reais necessidades dos Recursos Humanos da IMPRESA.O Grupo IMPRESA continuou, em 2023, a incentivar os seus colaboradores a adquirir novas competências, seja como ferramenta de motivação ou como estratégia eficaz na promoção da taxa de qualificação e multidisciplinaridade das suas equipas. O quadro seguinte apresenta os dados mais relevantes de 2023 e respetiva comparação com o ano de 2023. Quadro: Formação 2022/2023 Área Número de ações Colaboradores abrangidos Horas de formação 2022 2023 Var% 2022 2023 Var% 2022 2023 Var% Publishing 25 38 52% 44 64 45% 1.811 1.199 -34% Televisão 36 45 25% 140 189 35% 2.947 6.739 129% Outras 36 35 -3% 57 75 32% 2.229 2.757 24% Total Grupo 97 118 22% 241 328 36% 6.987 10.695 53%

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 302 São de salientar as seguintes ações: • Editorial o Apresentação e Diretos em Televisão o Análise e Visualização de Dados o Criação de Podcast o DT Strategies o Jornalismo de Dados o Literacia Mediática o Política Monetária e Jornalismo Económico o Técnicas de Locução e Conteúdo para Podcast • Académica o Doutoramento em Gestão o Mestrado em Marketing, Estratégia e Inovação o Pós-Graduação em Direito Intelectual o Pós-Graduação Enterprise Data Science & Analytics • Comportamental o Agility in Leadership o Burnout no Jornalismo o Comunicação e Relacionamento Interpessoal o Comunicação Efectiva e Assertiva o Leadership Tools For Resilience o Leading Organisations In Disruptive Times o Produtividade Em Teletrabalho 7.5. Condições de Emprego Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Gestão do Desempenho As pessoas são o capital mais importante para a sustentabilidade do negócio e desempenho organizacional, pelo que se torna premente a promoção de uma cultura meritocrática, alicerçada no desenvolvimento de todos os colaboradores. Assim, a gestão do desempenho representa uma prática de gestão por excelência, enquanto diferencial competitivo na visão estratégica do Grupo, que pretende alinhar toda a organização com a Estratégia, promovendo uma Cultura de Excelência e Mérito.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 303 A avaliação de desempenho tem também como objetivo apoiar os colaboradores na reflexão sobre a sua própria performance e no impacto desta na IMPRESA, tornando- os, assim, elementos ativos em conjunto com as respetivas chefias, através de um acompanhamento próximo e feedback contínuo. Relações Sociais A hibridização e a flexibilização dos modelos de trabalho torna premente a implementação consistente de momentos de partilha e de conhecimento, de feedback contínuo assim como uma forte estratégia de comunicação interna que visem estimular os níveis de motivação e produtividade do capital humano. Neste sentido, são exemplo: • Realização anual do Encontro de Quadros de forma a promover o networking interno, alinhar a cultura e valores da IMPRESA e monitorizar o cumprimento do Plano Estratégico da IMPRESA, onde são realizadas atividades de promoção de sinergias de equipa e apresentação de palestras de variadas temáticas; • Com os canais formais de comunicação interna comprometidos ( iNet e iPortal) devido ao ataque informático sofrido, a comunicação voltou a assumir um papel estratégico em 2023, pelo que se apostou numa comunicação constante através de emails e comunicados gerais, do CEO e também da Direção de Recursos Humanos. A comunicação interna afigurou-se essencial na ligação entre os colaboradores e a IMPRESA, fazendo-os sentirem-se parte da missão do Grupo; • Aposta num plano formativo que vá ao encontro das necessidades sentidas pelos colaboradores do Grupo IMPRESA e respetivas chefias. Esta análise é elaborada no âmbito do Modelo de Gestão do Desempenho que permite à Direção de Recursos Humanos um conhecimento transversal das necessidades de desenvolvimento nas várias Direções do Grupo e, assim, desenvolver ofertas formativas que promovam a capacitação dos colaboradores; • A mobilidade interna assume um papel estratégico na gestão de pessoas do Grupo, representando uma das mais importantes ferramentas de motivação e desenvolvimento dos colaboradores. Em 2023, a IMPRESA continuou a promover processos de recrutamento interno essenciais para impulsionar o potencial dos nossos colaboradores. Política de Benefícios É essencial as empresas apostarem em benefícios extra laborais que promovam o bem-estar e o envolvimento dos colaboradores, de forma a garantirem a retenção dos seus talentos de forma consistente.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 304 Assim, em 2023 a IMPRESA manteve o seu objetivo de contribuir para uma maior motivação, atribuindo um conjunto de benefícios que acrescem aos previstos no Código do Trabalho: • Dispensa ao serviço no dia de aniversário, desde que o mesmo coincida com um dia de trabalho; • Disponibilização de lugares de estacionamento exclusivos para colaboradoras grávidas; • Atribuição de regimes de horários flexíveis a colaboradores com responsabilidades familiares; • Distribuição de presentes de Natal a todos os colaboradores e respetivos filhos com idades até aos 12 anos; • Atribuição de cabazes de Natal a todos os colaboradores com produtos nacionais; • Para celebração dos nascimentos dos bebés dos colaboradores da IMPRESA, é oferecido a todos os pais e mães um kit-bebé, que reúne um conjunto de cuidados diários essenciais para o recém-nascido; • Dinamização de iniciativas que promovam uma maior interação entre os colaboradores e que fomentem o sentimento de pertença, através da criação de momentos de convívio e de partilha; • Passatempos regulares com oferta de convites para espetáculos (teatro, concertos, conferências, jogos de futebol, etc.); • Campanha de vacinação contra a gripe; • Sendo a questão do bem-estar físico e da saúde emocional uma das preocupações da IMPRESA, a empresa oferece a todos os colaboradores um seguro de saúde que permite o acesso a cuidados de saúde privados a preços mais acessíveis; • Disponibilização de serviços médicos nas instalações de Paço de Arcos e Matosinhos e, ainda, assistência médica domiciliária aos colaboradores e seus agregados familiares; • Disponibilização aos colaboradores e familiares diretos, o acesso a produtos e serviços a um preço mais baixo do que o de tabela, através do estabelecimento de protocolos com entidades que exercem a sua atividade em áreas como a banca, comunicações, serviços infantis, estética, ginásios, lazer, saúde, seguros e viaturas; • Implementação do Regime Adaptativo que permite uma maior flexibilidade, bem- estar e garante um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, que se reflete num impacto díspar no grau de satisfação dos colaboradores. Direitos Humanos O respeito pelos direitos humanos é uma condição sine qua non do Grupo IMPRESA, sendo o ponto orientador em todas as suas relações com os colaboradores, investidores, parceiros, fornecedores, clientes e consumidores.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 305 8. PEGADA ECOLÓGICA E COMPROMISSO COM O AMBIENTE Os órgãos de comunicação social do Grupo têm um papel decisivo na divulgação de informação relativa a temáticas ambientais, constituindo importantes e assíduos promotores do debate e consciencialização da sociedade para este tópico, conforme explorado no capítulo 6. Por outro lado, a IMPRESA adota também um conjunto de procedimentos e medidas que visam a redução, sempre que possível, do impacto das ações das empresas do Grupo no meio ambiente, sobretudo ao nível da eficiência energética das suas instalações, da produção de energia renovável e da política de compras. Iniciativas como a concentração das atividades do Grupo nas instalações atuais, bem como as ações com vista a aumentar a eficiência energética das infraestruturas, resultaram numa redução de mais de 33% entre 2017 e 2023. Com o objetivo de assessorar o Administrador-Delegado na função relativa à gestão deste pilar, foi criado um Comité de Sustentabilidade Ambiental ao qual compete garantir o cumprimento da Política de Gestão de Sustentabilidade Ambiental, aprovada pelo Conselho de Administração. O Diretor de Sustentabilidade e a Coordenadora Executiva para a Sustentabilidade coordenam o processo de recolha de informação junto das diferentes Direções Operacionais (como as áreas de Compras e Infraestruturas), a definição, em articulação com as mesmas, dos objetivos e das iniciativas de implementação a sugerir à Administração, bem como o reporte alinhado com os requisitos legais e regulatórios. A atuação da IMPRESA é orientada pelos seguintes princípios: • Integrar a gestão ambiental na gestão operacional, de uma forma ética e responsável; • Cumprir a legislação e regulamentação aplicável participando, sempre que possível, nos estudos dedicados à sustentabilidade ambiental no setor da comunicação social; • Melhorar o seu desempenho ambiental, procurando um aumento gradual da ecoeficiência; • Diminuir a quantidade de resíduos, tendo como base as declarações oficiais para o Sistema Integrado de Licenciamento do Ambiente (SILiAmb); • Incentivar a reciclagem de materiais; • Monitorizar e reduzir, na medida do possível, a sua pegada ecológica; • Promover a consciencialização dos seus stakeholders para as boas práticas ambientais. De acordo com o seu Código de Conduta, a IMPRESA deverá assumir uma atitude socialmente responsável na Comunidade, assumindo uma postura de diálogo próximo e adotando uma política de sustentabilidade ambiental consciente, em respeito pela utilização responsável dos recursos disponíveis. Em 2023, a empresa não teve registo ou notificação de casos de não conformidade com leis e/ou regulamentos ambientais.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 306 8.1. Utilização Sustentável dos Recursos 8.1.1. Materiais Principais materiais utilizados, discriminados por peso *Papel utilizado na produção Publishing. Na sequência da interpretação da norma GRI 301, o ajuste nos valores de “Papel” apresentado na tabela acima, face aos valores apresentados em 2022, deve-se ao facto de passar a ser considerado o papel utilizado durante o exercício, e não o papel adquirido. Medidas de Controlo de consumos de materiais Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Em 2023, foi mantido o princípio de evitar embalagens com materiais plásticos e a não utilização de credências plásticas e a redução do plástico no economato e outros materiais de apoio nos eventos. Fornecedores Em 2023, foi dada continuação à compra de papel a produtoras comprometidas com boas práticas ambientais (Certificações PEFC e FSC). 100% do papel para impressão adquirido é de categoria FSC (Forest Stewardship Council) e de origem PEFC (Program for the Endorsement of Forest Certification) Unidade 2023 2022 Var % Materiais Renováveis Papel* Kg 2.351.678 2.363.086 -0,5% Madeira Kg 3.420 4.980 -31,3% Materiais Não Renováveis Plástico filme Kg 152 142 7,3%

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 307 8.1.2. Energia Consumo de energia dentro da organização Fonte: fornecedores Conversão: Energy conversion calculators (Energy Information Administration - EIA - Official Energy Statistics from the U.S. Government) [https://www.eia.gov/energyexplained/units-and-calculators/energy-conversion-calculators.php] Produção Fotovoltaica no Edifício IMPRESA Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Em 2023, foram gerados 690.350 megaJoules de energia solar, através dos painéis fotovoltaicos instalados no Edifício IMPRESA, em Paço de Arcos, o que representa um aumento de 4,6% face ao produzido em 2022. Unidade 2023 2022 Var % Combustíveis Renováveis 0 0 n.a. Combustíveis Não Renováveis megajoules 7.933.526 7.506.559 5,7% Diesel (Grupos Geradores) megajoules 45.742 41.392 10,5% Gás (Equipamentos Cozinha) megajoules 277.514 251.098 10,5% Diesel (Viaturas) megajoules 5.762.340 6.157.146 -6,4% Gasolina (Viaturas) megajoules 1.847.930 1.056.922 74,8% Consumo de eletricidade megajoules 20.252.305 20.529.654 -1,4% Adquirida ao Distribuidor megajoules 19.561.954 19.869.605 -1,5% Solar Auto-Geração megajoules 690.350 660.049 4,6% Consumo de aquecimento megajoules 0 0 n.a. Consumo de resfriamento megajoules 0 0 n.a. Consumo de vapor megajoules 0 0 n.a. Eletricidade vendida megajoules 0 0 n.a. Aquecimento vendido megajoules 0 0 n.a. Resfriamento vendido megajoules 0 0 n.a. Vapor vendido megajoules 0 0 n.a. Consumo total de energia megajoules 28.185.830 28.036.212 0,5%

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 308 Intensidade energética Métrica específica da organização (o denominador) escolhida para calcular a taxa: Volume de negócios Tipos de energia incluídos na taxa de intensidade: Todos os tipos de energia considerados na tabela “Consumo de energia dentro da organização”. Para o cálculo da taxa, foi considerada a energia consumida dentro da organização. Redução do consumo de energia Conversão: Energy conversion calculators (Energy Information Administration - EIA - Official Energy Statistics from the U.S. Government) [https://www.eia.gov/energyexplained/units-and-calculators/energy-conversion- calculators.php] Tipos de energia incluídos nas reduções: Consumo de Combustíveis Não Renováveis e Eletricidade A base usada para o cálculo das reduções do consumo de energia, incluindo a justificação: Em 2022 (primeiro ano de reporte com base nas Normas GRI 2021), o ano base considerado foi 2017, considerando que, a partir deste ano, o Grupo levou a cabo projetos de unificação de infraestruturas e outras iniciativas com o objetivo de reduzir o consumo e aumentar a eficiência energética. Todavia, em 2023, optou-se pelo ajuste do reporte, que passa a refletir as reduções de consumo numa base anual, por forma a fazer coincidir a contabilização das reduções de consumo, se verificadas, com o período de relato (Consumon – Consumon-1). Em 2023, não se verificaram reduções de consumo face a 2022. Em 2022, registou-se uma redução de 1.540.097 megaJoules relativamente a 2021. Medidas de Controlo de consumos de energia elétrica Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Está em curso um estudo com vista ao aumento do número de painéis fotovoltaicos instalados, em parceria com a EDP, por forma a expandir a capacidade de produção a partir de fontes de energia renováveis. Em 2023 continuaram a ser executadas como medidas rotineiras as seguintes ações: • Exame mensal detalhado dos consumos de energia elétrica e aplicação de medidas imediatas com vista à sua redução; Unidade 2023 2022 Var % Taxa de intensidade energética megaJoules/ M€ 154.867 151.344 2,3% Unidade 2023 2022 Reduções de consumo megaJoules 0 -1.540.097

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 309 • Controlo do número de lâmpadas acesas nas áreas comuns e open spaces; • Diminuição dos horários de iluminação automática; • Controlo das temperaturas mínimas e máximas nos sistemas de ar condicionado; • Diminuição dos horários de ar condicionado e redução das temperaturas mínimas e máximas adaptando-as ás alterações meteorológicas. Em 2023, foi dada continuidade ao programa “ Pequenas Atitudes Fazem a Diferença”, com mensagens de consciencialização sobre pequenas práticas quotidianas com impacto no consumo: • Junto a interruptores: “Apague a luz ao sair” (gabinetes e salas de reunião); • Junto a impressoras: “Imprima só quando for necessário” e “Digitalize – não imprima”; • “Desligue os equipamentos informáticos e de TV ao sair”; • “Mantenha as portas de circulação fechadas” (controlo temperatura). No que concerne à frota automóvel, tem vindo a ser implementada a substituição de viaturas a gasóleo por viaturas elétricas ou híbridas plug-in, limitada pela capacidade de resposta das cadeias de fornecimento internacionais. 8.1.3. Água Captação de água Fonte: Fornecedor Medidas de Controlo de consumos de água Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Em 2023 continuaram a ser executadas como medidas rotineiras as seguintes ações: • Manteve-se a redução da pressão de água; • Distribuição de canecas e garrafas individuais; • Manteve-se a substituição de máquinas de água de garrafão por máquinas distribuidoras de água canalizada. Unidade 2023 2022 Var% Captação de água total Litros 8.333 8.614 -3,3%

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 310 8.2. Alterações Climáticas: Poluição e Emissão de Gases de Efeito de Estufa (GEE) Emissões GEE *Inventário de emissões de âmbito 3 em curso. Em 2022, foram consideradas emissões de categoria 1 relativas à atividade de Publishing em banca. Em 2023, foram adicionadas emissões de categoria 4 (transporte e distribuição a montante), também relativas à atividade de Publishing, cujos dados ainda não estavam disponíveis em 2022, o que justifica, em parte, a diferença no total de emissões de âmbito 3 em 2023 face a 2022, motivo pelo qual não poderá ser considerada a variação anual. No valor de 2022, procedeu- se ainda ao acerto de uma dupla contagem dos dados de consumo energético de um dos prestadores de serviços. Gases incluídos no cálculo: CO2, CH4 e N2O Fonte dos fatores de emissão e índices de potencial de aquecimento global (GWP) usados ou uma referência à fonte de GWP: Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Fator de Emissão de Gases de Efeito de Estufa para a Eletricidade Produzida em Portugal [https://apambiente.pt/clima/fator-de- -emissao-de-gases-de-efeito-de-estufa-para-eletricidade-produzida-em-portugal] Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Inventário Nacional de Emissões por Fontes e Remoção por Sumidouros de Poluentes Atmosféricos (INERPA) [https://apambiente. pt/clima/inventario-nacional-de- emissoes-por-fontes-e-remocao-por-sumidouros- -de-poluentes-atmosfericos] Abordagem de consolidação escolhida para as emissões: Greenhouse Gas Protocol Intensidade de Emissões GEE Métrica específica (o denominador) escolhida pela organização para calcular esse índice: Volume de negócios Tipos de emissões de GEE incluídos no índice de intensidade: Âmbito 1 + Âmbito 2 Gases incluídos no cálculo: CO2, CH4 e N2O Unidade 2023 2022 Var % Total de emissões âmbito 1 tonCO2eq 670 657 2,0% Total de emissões âmbito 2 (Market Based) tonCO2eq 1.436 1.434 0,1% Total de emissões âmbito 3* tonCO2eq 993 863 n.a. Unidade 2023 2022 Var% Índice de intensidade de emissões de GEE tonCO2eq/ M€ 11,6 11,3 2,5%

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 311 Medidas de Controlo da Pegada Carbónica Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Além das medidas já descritas no presente capítulo 8, em 2023, foi dada continuidade ao estudo e desenvolvimento do inventário de emissões GEE de Scope 3, através da articulação e recolha de dados junto de fornecedores de bens e serviços e com base na metodologia de categorização e cálculo da Greenhouse Gas Protocol. Os impactos e riscos crescentes, a transversalidade a todos os setores, e a urgência de iniciativas concretas por parte de entidades coletivas e indivíduos com vista à mitigação das alterações climáticas, tornaram a redução das emissões de Gases de Efeito de Estufa uma prioridade para todas as organizações. Às empresas de comunicação social acresce ainda a responsabilidade de informar o público sobre os reais e potenciais impactos das alterações climáticas, e de promover o debate e a consciencialização da sociedade para a importância do tema. Neste sentido, por forma a exponenciar o impacto positivo da sua atividade, a ação das empresas do setor deve primar pelo exemplo e compromisso com metas de redução da pegada carbónica, sempre que possível e alinhadas com os pilares de sustentabilidade social e financeira. Em 2023, foram identificadas e mapeadas oportunidades de redução de emissões GEE, estando em estudo medidas de implementação a realizar ao longo dos próximos anos. Ao evento comemorativo dos 50 anos do Expresso, que decorreu no dia 6 de janeiro de 2023, foi atribuído o Certificado Carbono Zero, na sequência da quantificação das emissões de gases de efeito de estufa resultantes da sua realização e respetiva compensação em área florestal.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 312 8.3. Gestão de Resíduos Contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Em 2023 foram implementadas ações para uma mais eficiente gestão dos resíduos, das quais se destaca: • Instalação de ecopontos e eliminação de caixotes de lixo individuais; • Incentivo à separação e reciclagem de resíduos, com contentores de recolha seletiva (papel/cartão, plástico e vidro); • Manutenção do envio de resíduos de tratamento especial, como pilhas, baterias, cassetes, lâmpadas e outros, para entidades certificadas no seu tratamento; • Manutenção da recuperação, pela Ponto Verde, dos resíduos de embalagens plásticas e de papel; • Reutilização de equipamentos e materiais na produção de eventos; • Incentivo à redução de resíduos de papel nas gráficas e distribuidoras. Em 2023, a IMPRESA entregou 100% dos seus resíduos devidamente selecionados e separados a entidades especializadas na recolha e gestão de resíduos. 8.4. Proteção da Biodiversidade Além da transmissão de conteúdos que apelam a uma maior consciencialização e proteção da biodiversidade, de que são exemplo as peças noticiosas e reportagens relativas a esta temática, referidas no capítulo 6, e o programa semanal “Vida Selvagem”, não foram levadas a cabo outras ações específicas para a proteção da biodiversidade, ainda que a proteção da biodiversidade seja uma consequência positiva das restantes medidas de minimização do impacto ambiental, anteriormente enumeradas.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 313 8.5. Regulamento da Taxonomia Verde Em virtude da entrada em vigor do Regulamento (UE) 2020/852 do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de junho de 2020 (Regulamento da Taxonomia), os emitentes obrigados à divulgação de informação não financeira terão de passar a prestar informações sobre a forma e a medida da associação das atividades da empresa a atividades económicas qualificadas como sustentáveis do ponto de vista ambiental. Desta forma, veio definir um quadro para facilitar o investimento sustentável. A Taxonomia é uma lista de atividades económicas reconhecidas como verdes pela UE. Utiliza-se a Classificação Estatística das Atividades Económicas na Comunidade Europeia (NACE) complementada pela criação de novas categorias quando esta não for suficientemente precisa. A UE publicou, em 2021, um catálogo de atividade sustentáveis para dois objetivos ambientais: • Mitigação das alterações climáticas; e • Adaptação às alterações climáticas. Em finais de 2023, juntamente com uma alteração ao catálogo de atividades sustentáveis relativas aos objetivos acima, a UE publicou novos catálogos de atividades sustentáveis relativos aos restantes quatro objetivos ambientais: • Utilização sustentável e proteção dos recursos hídricos e marinhos; • Transição para uma economia circular; • Prevenção e controlo da poluição; e • Proteção e restauro da biodiversidade e ecossistemas. Para avaliar se uma atividade é elegível, é necessário verificar se a atividade está, ou não, descrita nos Anexos I ou II do Regulamento Delegado (UE) 2021/2139 da Comissão, nos Anexos I ou II do Regulamento Delegado (UE) 2023/2485 da Comissão, que emenda os Anexos I e II do Regulamento Delegado (UE) 2021/2139 da Comissão, respetivamente, ou nos Anexos I, II, III ou IV do Regulamento Delegado (UE) 2023/2486 da Comissão. As atividades elegíveis podem ser ainda discriminadas de acordo com o objetivo principal que procuram atingir: • Contribuição substancial para a mitigação das alterações climáticas (MAC) (Anexo I do Regulamento Delegado (UE) 2021/2139 da Comissão; Anexo I do Regulamento Delegado (UE) 2023/2485 da Comissão que emenda o Anexo I do Regulamento Delegado (UE) 2021/2139 da Comissão; Artigo 10.º do Regulamento (UE) 2020/852 do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de junho de 2020); • Contribuição substancial para a adaptação às alterações climáticas (AAC) (Anexo II do Regulamento Delegado (UE) 2021/2139 da Comissão; Anexo II do Regulamento Delegado (UE) 2023/2485 da Comissão que emenda o Anexo II do Regulamento Delegado (UE) 2021/2139 da Comissão; Artigo 11.º do Regulamento (UE) 2020/852 do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de junho de 2020);

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 314 • Contribuição substancial para a utilização sustentável e proteção dos recursos hídricos e marinhos (RHM) (Anexo I do Regulamento Delegado (UE) 2023/2486 da Comissão; Artigo 12.º do Regulamento (UE) 2020/852 do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de junho de 2020); • Contribuição substancial para a transição para uma economia circular (EC) (Anexo II do Regulamento Delegado (UE) 2023/2486 da Comissão; Artigo 13.º do Regulamento (UE) do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de junho de 2020); • Contribuição substancial para a prevenção e controlo da poluição (PCP) (Anexo III do Regulamento Delegado (UE) 2023/2486 da Comissão; Artigo 14.º do Regulamento (UE) do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de junho de 2020); • Contribuição substancial para a proteção e restauro da biodiversidade e ecossistemas (BIO) (Anexo IV do Regulamento Delegado (UE) 2023/2486 da Comissão; Artigo 15.º do Regulamento (UE) do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de junho de 2020). Para que uma atividade seja considerada elegível, basta que se enquadre numa destas categorias, embora possa também cumprir com mais do que uma. Uma atividade económica é qualificada como sustentável do ponto de vista ambiental e, consequentemente, alinhada, se: • Contribuir substancialmente para um ou mais dos objetivos ambientais estabelecidos na Taxonomia; • Não prejudicar significativamente nenhum dos restantes objetivos ambientais (‘Does Not Significantly Harm’ - DNSH); • For exercida em conformidade com as salvaguardas mínimas; e • Satisfizer os critérios técnicos de avaliação que tenham sido estabelecidos para essa atividade. Atividades elegíveis A análise das atividades elegíveis realizada em 2022 foi revista, tendo por base a informação na tabela de mapeamento de sistemas de classificação de indústrias publicada pela União Europeia e compilada no âmbito da “Platform on Sustainable Finance” e com base num estudo de benchmark setorial entre pares, com o objetivo de melhor se alinhar com as práticas de mercado. Como resultado, em 2023, foram mantidas cinco atividades identificadas pelo Grupo IMPRESA no exercício anterior e foram ainda adicionadas as atividades MAC 7.4, AAC 8.4 e AAC 13.1. A atividade MAC 7.6 foi identificada no exercício de 2022 mas não é elegível para o Grupo IMPRESA em 2023. Atividades Elegíveis MAC 7.3 Instalação, manutenção e reparação de equipamentos dotados de eficiência energética MAC 7.4 Instalação, manutenção e reparação de postos de carregamento de veículos elétricos montados em edifícios (e lugares de estacionamento associados a edifícios)

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 315 As atividades do Grupo IMPRESA enquadráveis nas atividades elegíveis correspondem às atividades da SIC, da GMTS, os eventos e espetáculos ao vivo, instalação de equipamentos dotados de eficiência energética, instalação de dispositivos de regulação e monitorização de desempenho energético, instalação de postos de carregamento de veículos elétricos, bem como os serviços de cartografia da INFOPORTUGAL. Dado que nesta fase da Taxonomia é dada ênfase às indústrias mais intensivas em carbono e em energia verde, nem todas as atividades do Grupo IMPRESA estão, ainda, previstas nos Anexos dos Regulamentos Delegados. As atividades que, desta forma, não podem ser englobadas nas atividades elegíveis, correspondem essencialmente aos segmentos do Publishing, nomeadamente edição de jornais, circulação e publicidade no Expresso. Proporção de atividades elegíveis Os valores agregados das atividades elegíveis apresentam-se como segue: Tal como definido pela Taxonomia, os valores reportados foram calculados de acordo com as contas consolidadas do Grupo IMPRESA. Os valores apresentados na primeira coluna do quadro anterior (denominador do cálculo do rácio de atividades elegíveis) foram determinados como segue: MAC 7.5 Instalação e reparação de dispositivos de regulação e monitorização de desempenho energético AAC 8.3 Atividades de programação e de radiodifusão AAC 8.4 Software que permite a gestão de riscos físicos associados ao clima e a adaptação aos mesmos AAC 9.1 Atividades de engenharia e consultoria técnica associada no domínio da adaptação às alterações climáticas AAC 13.1 Atividades criativas e artes e espetáculos AAC 13.3 Atividades de produção de filmes, vídeos e programas de televisão, gravação de som e edição musical Total Atividades Elegíveis Atividades Não Elegíveis Valor (€) Valor (€) % Valor (€) % Rédito 182.004.192 € 154.299.476 € 84,8% 27.704.716 € 15,2% Capex 2.881.388 € 1.095.176 € 38,0% 1.786.212 € 62,0% Opex 4.760.259 € 102.040 € 2,1% 4.658.219 € 97,9%

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 316 – Rédito (182.004.192 €): Correspondente ao montante consolidado das prestações de serviços, vendas e outros proveitos operacionais, determinado com base nas demonstrações financeiras consolidadas de 31 de dezembro de 2023; – CAPEX (2.881.388 €): Correspondente ao somatório das aquisições de ativos tangíveis e ativos intangíveis realizadas em 2023, conforme divulgado nas notas 18 e 19 das demonstrações financeiras consolidadas; – OPEX (4.760.259 €): Correspondente aos seguintes gastos determinados com base nas demonstrações financeiras consolidadas de 31 de dezembro de 2023: o Gastos com renovação e manutenção de edifícios e outras instalações; o Gastos com manutenção e reparação de equipamentos de monitorização e regulação do consumo energético e controlo de temperatura; o Outros gastos diretamente ligados à manutenção de ativos fixos tangíveis. Proporção de atividades alinhadas As atividades do Grupo IMPRESA identificadas como alinhadas contribuem significativamente para o objetivo da mitigação das alterações climáticas bem como para o objetivo da adaptação às alterações climáticas. Foram ainda avaliados os critérios do não prejudicar significativamente (“Do Not Significantly Harm” – DNSH) os restantes objetivos e o cumprimento das salvaguardas mínimas. No exercício deste ano, à semelhança do anterior, o rédito relativamente às atividades AAC 8.3, AAC 13.1 e AAC 13.3 é reportado em conjunto, uma vez que não é possível, de forma prudente, reportar os valores de forma desagregada, evitando assim a duplicação de valores (“double counting”). O mesmo também se aplicou ao reporte do alinhamento destas atividades em termos de CAPEX e OPEX. Relativamente às atividades AAC 8.4 e AAC 9.1, o mesmo método de reporte foi utilizado, tendo o reporte do alinhamento destas atividades em proporção do rédito, CAPEX e OPEX sido reportado em conjunto. Os valores classificados como alinhados correspondem essencialmente aos movimentos associados à atividade da INFOPORTUGAL, no âmbito das atividades de produção de software que permite a gestão de riscos físicos e consultoria técnica associada no domínio da adaptação às alterações climáticas. No caso, dos valores de CAPEX são ainda adicionados os valores correspondentes a instalação de postos de carregamento de veículos elétricos nos edifícios próprios. Os valores do OPEX classificados como alinhados contemplam ainda as medidas de restauro da fachada do Edifício Impresa para reparação de patologias e maior isolamento e a aquisição de sensores de monitorização e regulação do consumo energético e controlo de temperatura.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 317 Apresentamos uma síntese da avaliação realizada para cada uma das atividades elegíveis: Atividades Elegíveis MAC 7.3 Instalação, manutenção e reparação de equipamentos dotados de eficiência energética O OPEX associado a esta atividade corresponde a medidas de restauro da fachada do Edifício Impresa para reparação de patologias e maior isolamento. Esta atividade foi considerada alinhada a 100%. MAC 7.4 Instalação, manutenção e reparação de postos de carregamento de veículos elétricos montados em edifícios (e lugares de estacionamento associados a edifícios) O CAPEX associado a esta atividade corresponde à aquisição de sensores de postos de carregamento de veículos elétricos. Esta atividade foi considerada alinhada a 100%. MAC 7.5 Instalação e reparação de dispositivos de regulação e monitorização de desempenho energético O OPEX associado a esta atividade corresponde à aquisição de sensores de monitorização e regulação do consumo energético e controlo de temperatura. Esta atividade foi considerada alinhada a 100%. AAC 8.3 Atividades de programação e de radiodifusão Esta atividade será integralmente reportada como não alinhada pois a atividade do Grupo não cumpre os critérios para a contribuição substancial para a adaptação às alterações climáticas. AAC 8.4 Software que permite a gestão de riscos físicos associados ao clima e a adaptação aos mesmos As receitas associadas a esta atividade estão maioritariamente relacionadas com a produção de software de Sistemas de Informação Geográfica, utilizando código aberto, que permite a manipulação e disponibilização de informação geográfica. Estes produtos servem de auxílio à elaboração de estudos de impacto ambiental e estudos de mitigação do efeito das alterações climáticas. Esta atividade foi considerada alinhada a 100%. AAC 9.1 Atividades de engenharia e consultoria técnica associada no domínio da adaptação às alterações climáticas As receitas associadas a esta atividade estão maioritariamente relacionadas com a atividade de produção de cartografia e de fotografia aérea que servem de base aos estudos de impacto ambiental e estudos de mitigação do efeito das alterações climáticas. Adicionalmente, foi verificado que a atividade cumpre os requisitos do DNSH da Mitigação das Alterações Climáticas, DNSH da Utilização Sustentável e Proteção dos Recursos Hídricos e Marinhos. Esta atividade foi considerada alinhada a 100%. AAC 13.1 Atividades criativas e artes e espetáculos Esta atividade será integralmente reportada como não alinhada pois a atividade do Grupo não cumpre os critérios para a contribuição substancial para a adaptação às alterações climáticas. AAC 13.3 Atividades de produção de filmes, vídeos e programas de televisão, gravação de som e edição musical Esta atividade será integralmente reportada como não alinhada pois a atividade do Grupo não cumpre os critérios para a contribuição substancial para a adaptação às alterações climáticas.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 318 Salvaguardas Mínimas O artigo 18.º da Taxonomia (Regulamento (UE) 2020/852) refere o conceito de Salvaguardas Mínimas como “os procedimentos aplicados pela empresa que exerce uma atividade económica com o objetivo de assegurar o alinhamento pelas Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais e pelos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, incluindo os princípios e os direitos estabelecidos nas oito convenções fundamentais identificadas na Declaração da Organização Internacional do Trabalho relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho e na Carta Internacional dos Direitos Humanos. Em outubro de 2022, a Plataforma sobre Finanças Sustentáveis identificou, no relatório “Final Report on Minimum Safeguards”, os principais temas a considerar no âmbito nesta matéria: Direitos Humanos (incluindo direitos dos trabalhadores), Corrupção/ Suborno, Tributação e Concorrência Justa. Direitos Humanos No que concerne aos Direitos Humanos, o Grupo IMPRESA rege-se pelas melhores práticas internacionais, sendo o respeito pelos direitos humanos uma condição sine qua non do Grupo IMPRESA, sendo o ponto orientador em todas as suas relações com os/as colaboradores, investidores, parceiros, fornecedores, clientes e consumidores. No âmbito da atividade da comunicação social, os meios do Grupo têm os seus próprios Estatutos Editoriais e Códigos de Conduta Jornalística, elencados no capítulo 3.1. Responsabilidade Editorial, Ética Jornalística e Pluralismo do Relatório de Sustentabilidade, os quais refletem as principais normas éticas, deontológicas e legais aplicadas ao exercício da profissão de jornalista, e referem especificamente a exclusão de quaisquer incitamentos à prática de crimes ou à violação dos direitos fundamentais do Homem. O Estatutos Editoriais e Códigos de Conduta instituem ainda, como pedras basilares e objetivos da atuação dos jornalistas da SIC e do Expresso, a defesa da liberdade de expressão, da liberdade de informação, da democracia e da paz, bem como a promoção de um ambiente saudável que não coloque em risco as gerações futuras e que assegure a proteção da língua e do património histórico do país. Também as relações com os colaboradores e as iniciativas do Grupo com vista a promover o seu bem-estar, segurança e a igualdade de oportunidades são densificadas em maior detalhe no capítulo 7. Pessoas Impresa, bem como no Plano para a Igualdade do Grupo, divulgado anualmente. O mesmo prevê o desenvolvimento de medidas e ações que promovam condições de inserção profissional e de desenvolvimento de carreiras em igualdade de circunstâncias para homens e mulheres, incitando a eliminação de qualquer discriminação em matéria de género e promovendo práticas facilitadoras da conciliação entre a vida familiar e pessoal e a vida profissional.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 319 Suborno e Corrupção No âmbito das várias atividades desenvolvidas, estão em vigor um conjunto de regulamentos e políticas que definem a adoção das melhores práticas de governo e os procedimentos para o bom funcionamento das sociedades que constituem o Grupo IMPRESA. No que concerne ao risco de corrupção destacam-se a Política de Apreciação e Controlo de Transações com Partes Relacionadas e o Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas. O capítulo 3 do Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas define o mecanismo de controlos para a prevenção de corrupção e infrações conexas. Tributação O Grupo IMPRESA tem desenvolvido estratégias e processos adequados para a gestão do risco fiscal. O Conselho de Administração aprovou em 2020 a Política de Gestão de Riscos da IMPRESA, revista em 2022, de acordo com a qual o Grupo se propõe a prosseguir uma Gestão de Riscos assertiva e adequada ao seu perfil corporativo, visando a salvaguarda dos interesses do Grupo e o acolhimento das legítimas expectativas dos seus stakeholders. Concorrência Leal O Grupo IMPRESA elaborou um Código de Conduta que realça a importância de cumprir a lei e as normas que regem o mercado de forma justa. No seu capítulo 4.4., sublinha-se a necessidade de promover uma competição leal, garantindo o respeito pelos direitos de propriedade, tanto materiais quanto intelectuais, da empresa e dos seus concorrentes. Além disso, o código encoraja o estabelecimento de relações cordiais com os concorrentes, valorizando a honestidade, o respeito mútuo, a confidencialidade da informação e a proteção do segredo de negócio. O Grupo IMPRESA avaliou o cumprimento dos requisitos das salvaguardas mínimas considerando, para o efeito, as orientações apresentadas na “Platform on Sustainable Finance”. Neste sentido, e, tendo em consideração que, à data de fecho deste relatório, não existiam processos judiciais relevantes neste contexto, concluiu-se que as atividades do Grupo IMPRESA são desenvolvidas de acordo com os princípios das salvaguardas mínimas. Mais informação sobre os processos e práticas implementadas nos temas relacionados com as salvaguardas mínimas pode ser consultada no Relatório de Governo da Sociedade e no capítulo 2 do Relatório de Sustentabilidade. O Grupo IMPRESA continua a procurar melhorar as suas políticas e procedimentos para procurar um melhor alinhamento com as Diretrizes da OCDE para as empresas multinacionais e com os Princípios das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 320 Proporção de turnover de atividades alinhadas em 2023 Proporção do volume de negócios / Volume de negócios total Alinhado pela taxonomia, por objetivo Elegível para a taxonomia, por objetivo MAC 0% 0% AAC 0,8% 84,8% RHM 0% 0% EC 0% 0% PCP 0% 0% BIO 0% 0% As atividades alinhadas do Grupo representam 0,8% (2022: 0%) do total do rédito consolidado e 1% (2022: 0%) do rédito das atividades elegíveis. As atividades elegíveis do Grupo representam 84,8% (2022: 85,5%) do total do rédito consolidado. O Grupo IMPRESA não identificou atividades no âmbito das operações das empresas do Grupo que sejam elegíveis para o objetivo de Mitigação das Alterações Climáticas. No que respeita ao objetivo da Adaptação às Alterações Climáticas, foram identificadas as seguintes atividades elegíveis, nos termos do Regulamento da Taxonomia: • Atividades de programação e de radiodifusão (AAC 8.3); • Atividades criativas e artes e espetáculos (AAC 13.1); • Atividades de produção de filmes, vídeos e programas de televisão, gravação de som e edição musical (AAC 13.3); • Software que permite a gestão de riscos físicos associados ao clima e a adaptação aos mesmos (AAC 8.4); e • Atividades de engenharia e consultoria técnica associada ao domínio às alterações climáticas (AAC 9.1). Exercício Financeiro: Atividades Económicas Código Volume de negócios Proporção do volume de negócios, 2023 Mitigação das Alterações Climáticas (MAC) Adaptação às Alterações Climáticas (AAC) Água (RHM) Poluição (PCP) Economia Circular (EC) Ecossistemas (BIO) Mitigação das Alterações Climáticas (MAC) Adaptação às Alterações Climáticas (AAC) Água (RHM) Poluição (PCP) Economia Circular (EC) Ecossistemas (BIO) Salvaguardas Mínimas Proporção do volume de negócios Alinhado pela taxonomia (A.1.) ou elegível para a taxonomia (A.2.), 2022 Categoria - Atividade capacitante Categoria - Atividade de transição Texto Texto € % S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N % C T Atividades de engenharia e consultoria técnica associada ao domínio da adaptação às alterações climáticas AAC 9.1 N/EL S N/EL N/EL N/EL N/EL S S N/A N/A N/A S C Software que permite a gestão de riscos físicos associados ao clima e a adaptação aos mesmos AAC 8.4 N/EL S N/EL N/EL N/EL N/EL N/A N/A N/A N/A N/A S C 1.537.405 € 0,8% 0% 0,8% 0% 0% 0% 0% S S S S S S S 0% 1.537.405 € 0,8% 0% 0,8% 0% 0% 0% 0% S S S S S S S 0% C - € 0,0% 0% S S S S S S S 0% T EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL Atividades de programação e de radiodifusão AAC 8.3 N/EL EL N/EL N/EL N/EL N/EL Atividades criativas e artes e espetáculos AAC 13.1 N/EL EL N/EL N/EL N/EL N/EL Atividades de produção de filmes, vídeos e programas de televisão, gravação de som e edição musical AAC 13.3 N/EL EL N/EL N/EL N/EL N/EL 152.762.071 € 83,9% 0% 83,9% 0% 0% 0% 0% 85,5% 154.299.476 € 84,8% 0% 84,8% 0% 0% 0% 0% 85,5% 27.704.716 € 15,2% 182.004.192 € 100% B. ATIVIDADES NÃO ELEGÍVEIS PARA A TAXONOMIA TOTAL Volume de negócios das atividades não elegíveis para a taxonomia Volume de negócios das atividades elegíveis para a Taxonomia (A.1. + A.2.) 2023 Critérios de Contributo Substancial Critérios NPS ("Não Prejudicar Significativamente") A. ATIVIDADES ELEGÍVEIS PARA A TAXONOMIA A.1. Atividades sustentáveis do ponto de vista ambiental (Alinhadas pela Taxonomia) Volume de negócios das atividades sustentáveis do ponto de vista ambiental (Alinhadas pela Taxonomia) (A.1.) A.2. Atividades elegíveis para a taxonomia mas não sustentáveis do ponto de vista ambiental (atividades Não Alinhadas pela Taxonomia) Das quais, de transição Das quais, capacitantes 152.762.071 € 0% 84,8% Volume de negócios das atividades elegíveis para a taxonomia mas não sustentáveis do ponto de vista ambiental (atividades Não Alinhadas pela Taxonomia) (A.2.) 1.537.405 € 0,8% 83,9%

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 321 Para efeitos de alinhamento, ainda que o Grupo siga as recomendações e boas práticas de gestão ambiental, descritas no capítulo 8 do Relatório de Sustentabilidade, dado o detalhe e algum grau de subjetividade na interpretação e aplicação de alguns dos critérios técnicos de avaliação de “Contribuição Substancial” e de “Não Prejudica Significativamente”, o Grupo considerou não possuir toda a informação técnica requerida para confirmar o alinhamento das atividades AAC 8.3, AAC 13.1 e AAC 13.3, optando por considerar estas atividades elegíveis no âmbito do indicador Volume de Negócios como não alinhadas para o exercício de 2023. Relativamente à área de Publishing, o Grupo IMPRESA lamenta que a mesma não tenha sido ainda considerada para efeitos de elegibilidade no seguimento das atualizações ao Regulamento da Taxonomia. Proporção de CAPEX relativo a atividades alinhadas em 2023 Proporção do CAPEX / CAPEX total Alinhado pela taxonomia, por objetivo Elegível para a taxonomia, por objetivo MAC 3,1% 3,1% AAC 0,7% 34,9% RHM 0% 0% EC 0% 0% PCP 0% 0% BIO 0% 0% Exercício Financeiro: Atividades Económicas Código CapEx Proporção de CapEx, 2023 Mitigação das Alterações Climáticas (MAC) Adaptação às Alterações Climáticas (AAC) Água (RHM) Poluição (PCP) Economia Circular (EC) Ecossistemas (BIO) Mitigação das Alterações Climáticas (MAC) Adaptação às Alterações Climáticas (AAC) Água (RHM) Poluição (PCP) Economia Circular (EC) Ecossistemas (BIO) Salvaguardas Mínimas Proporção de CapEx Alinhado pela taxonomia (A.1.) ou elegível para a taxonomia (A.2.), 2022 Categoria - Atividade capacitante Categoria - Atividade de transição Texto Texto € % S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N % C T Instalação, manutenção e reparação de postos de carregamento de veículos elétricos montados em edifícios (e lugares de estacionamento associados a edifícios) MAC 7.4 89.640 € 3,1% S N/EL N/EL N/EL N/EL N/EL S N/A N/A N/A N/A S 14,4% C Atividades de engenharia e consultoria técnica associada no domínio da adaptação às alterações climáticas AAC 9.1 N/EL S N/EL N/EL N/EL N/EL S S N/A N/A N/A S 0% C Software que permite a gestão de riscos físicos associados ao clima e a adaptação aos mesmos AAC 8.4 N/EL S N/EL N/EL N/EL N/EL N/A N/A N/A N/A N/A S 0% C 110.572 € 3,8% 3,1% 0,7% 0% 0% 0% 0% S S S S S S S 30,0% 110.572 € 3,8% 3,1% 0,7% 0% 0% 0% 0% S S S S S S S 30,0% C - € 0,0% 0% S S S S S S S 0% T EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL Atividades de programação e de radiodifusão AAC 8.3 N/EL EL N/EL N/EL N/EL N/EL Atividades criativas e artes e espetáculos AAC 13.1 N/EL EL N/EL N/EL N/EL N/EL Atividades de produção de filmes, vídeos e programas de televisão, gravação de som e edição musical AAC 13.3 N/EL EL N/EL N/EL N/EL N/EL 984.604 € 34,2% 0% 34,2% 0% 0% 0% 0% 0% 1.095.176 € 38,0% 3,1% 34,9% 0% 0% 0% 0% 30,0% 1.786.212 € 62,0% 2.881.388 € 100,0% 20.932 € 0,7% 984.604 € 34,2% CapEx das atividades elegíveis para a taxonomia mas não sustentáveis do ponto de vista ambiental (atividades Não Alinhadas pela Taxonomia) (A.2.) CapEx das atividades elegíveis para a Taxonomia (A.1. + A.2.) B. ATIVIDADES NÃO ELEGÍVEIS PARA A TAXONOMIA CapEx das atividades não elegíveis para a taxonomia TOTAL 0% 2023 Critérios de Contributo Substancial Critérios NPS ("Não Prejudicar Significativamente") A. ATIVIDADES ELEGÍVEIS PARA A TAXONOMIA A.1. Atividades sustentáveis do ponto de vista ambiental (Alinhadas pela Taxonomia) CapEx das atividades sustentáveis do ponto de vista ambiental (Alinhadas pela Taxonomia) (A.1.) Das quais, capacitantes Das quais, de transição A.2. Atividades elegíveis para a taxonomia mas não sustentáveis do ponto de vista ambiental (atividades Não Alinhadas pela Taxonomia)

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 322 Conforme explanado na Comunicação da Comissão sobre a interpretação de certas disposições jurídicas do Regulamento Delegado Divulgação de Informações nos termos do artigo 8.º do Regulamento da Taxonomia da UE relativo à comunicação de informações sobre atividades económicas elegíveis, de 6 de outubro de 2022, no que respeita a informações sobre as despesas de capital (CAPEX) elegíveis, em conformidade com o Anexo I, ponto 1.1.3.2., do Regulamento Delegado Divulgação de Informações, a comunicação de informações centra-se em três categorias de CAPEX: a) CAPEX que esteja relacionado com ativos ou processos correspondentes a atividades económicas elegíveis para a Taxonomia; b) CAPEX que faça parte de um plano para expandir as atividades económicas elegíveis para a Taxonomia ou que permita que as atividades económicas elegíveis para a Taxonomia se tornem alinhadas pela Taxonomia; e/ou c) CAPEX referido no Anexo I, ponto 1.1.2.2., categoria c), do Regulamento Delegado Divulgação de Informações, relacionadas com a aquisição da produção de atividades económicas elegíveis para a Taxonomia e com medidas individuais que capacitem a transformação das atividades em causa em atividades hipocarbónicas ou que permitam reduções das emissões de gases com efeito de estufa, nomeadamente as atividades enumeradas no Anexo I, pontos 7.3 a 7.6 do Regulamento Delegado da Taxonomia Climática, bem como com outras atividades económicas enumeradas nos atos delegados nos termos do Artigo 10.º, n.º 3, do Artigo 11.º, n.º 3, do Artigo 12.º, n.º 2, do Artigo 13.º, n.º 2, do Artigo 14.º, n.º 2 e do Artigo 15.º, n.º 2, do Regulamento da Taxonomia. Para a categoria c) do CAPEX, a avaliação centra-se na produção e nas medidas individuais. Não se centra na atividade económica visada em relação à qual as despesas são realizadas. As entidades devem avaliar se as despesas devem ser consideradas: • Uma aquisição da produção de uma atividade elegível para a Taxonomia; ou • Uma medida individual para melhorar a eficiência energética incluída na Taxonomia. Face ao exposto, o CAPEX das atividades alinhadas representa 3,8% (2022: 30,0%) do CAPEX total consolidado e 10,1% (2022: 100%) do CAPEX das atividades elegíveis. As atividades elegíveis do Grupo representam 38,0% (2022: 30,0%) do total do CAPEX consolidado. Neste sentido, no caso do Grupo IMPRESA, foi considerado para efeitos de elegibilidade e alinhamento com o objetivo da Mitigação das Alterações Climáticas, todo o CAPEX associado à compra e instalação de carregadores para veículos elétricos nas instalações do Grupo, um projeto que começou em 2022, refletido na atividade MAC 7.4. No entanto, no reporte referente ao ano de 2022, o CAPEX associado à instalação dos restantes carregadores foi considerado não elegível, tendo, neste exercício, sido assegurado o recálculo do CAPEX elegível e alinhado por modo a assegurar uma comparabilidade entre os exercícios de 2022 e 2023. No exercício de 2023, não ocorreram aquisições relacionadas com equipamentos dotados de eficiência energética nem de painéis solares, pelo que as atividades MAC 7.3 e MAC 7.6, respetivamente, foram desconsideradas do reporte em CAPEX, ao contrário do exercício de 2022.

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 323 Adicionalmente, refletindo um crescente nível de transparência e capacidade de reporte do Grupo, foi possível, no exercício de 2023, analisar o CAPEX associado às atividades Core (AAC 8.1, AAC 13.1, AAC 13.3) e geradores de Volume de Negócios. O CAPEX associado a estas atividades inclui, entre outros, a aquisição de equipamento e dispositivos de videografia, a aquisição de equipamentos de intercomunicação para os estúdios e equipamentos de gravação. Ao contrário do caso da atividade MAC 7.4, não foi possível proceder ao recálculo do CAPEX do exercício de 2022 para assegurar comparabilidade. Serão destes pontos que advêm as divergências significativas entre o CAPEX reportado como elegível e alinhado entre os exercícios de 2022 e 2023. Proporção de OPEX relativo a atividades alinhadas em 2023 Proporção do OPEX / OPEX total Alinhado pela taxonomia, por objetivo Elegível para a taxonomia, por objetivo MAC 1,1% 1,1% AAC 1,0% 1,0% RHM 0% 0% EC 0% 0% PCP 0% 0% BIO 0% 0% A comunicação das despesas operacionais (OPEX) seguiu a mesma abordagem que a comunicação das despesas de capital (CAPEX). O OPEX das atividades alinhadas representa 2,1% (2022: 6,6%) do OPEX total e 100% (2022: 100%) do OPEX das atividades elegíveis. As atividades elegíveis do Grupo representam 2,1% (2022: 6,6%) do total do OPEX. Exercício Financeiro: Atividades Económicas Código OpEx Proporção de OpEx, 2023 Mitigação das Alterações Climáticas (MAC) Adaptação às Alterações Climáticas (AAC) Água (RHM) Poluição (PCP) Economia Circular (EC) Ecossistemas (BIO) Mitigação das Alterações Climáticas (MAC) Adaptação às Alterações Climáticas (AAC) Água (RHM) Poluição (PCP) Economia Circular (EC) Ecossistemas (BIO) Salvaguardas Mínimas Proporção de OpEx Alinhado pela taxonomia (A.1.) ou elegível para a taxonomia (A.2.), 2022 Categoria - Atividade capacitante Categoria - Atividade de transição Texto Texto € % S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N ;N/EL S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N % C T Instalação, manutenção e reparação de equipamentos dotados de eficiência energética MAC 7.3 39.281 € 0,8% S N N/EL N/EL N/EL N/EL S N/A S N/A N/A S 5,4% C Instalação e reparação de dispositivos de regulação e monitorização de desempenho energético MAC 7.5 13.325 € 0,3% S N N/EL N/EL N/EL N/EL S N/A N/A N/A N/A S 1,2% C Atividades de engenharia e consultoria técnica associada no domínio da adaptação às alterações climáticas AAC 9.1 N/EL S N/EL N/EL N/EL N/EL S S N/A N/A N/A S 0% C Software que permite a gestão de riscos físicos associados ao clima e a adaptação aos mesmos AAC 8.4 N/EL S N/EL N/EL N/EL N/EL N/A N/A N/A N/A N/A S 0% C 102.040 € 2,1% 1,1% 1,0% 0% 0% 0% 0% S S S S S S S 6,6% 102.040 € 2,1% 1,1% 1,0% 0% 0% 0% 0% S S S S S S S 6,6% C - € 0,0% 0% S S S S S S S 0% T EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL EL; N/EL - € 0,0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 102.040 € 2,1% 1,1% 1,0% 0% 0% 0% 0% 6,6% 4.658.219 € 97,9% 4.760.259 € 100,0% 2023 Critérios de Contributo Substancial Critérios NPS ("Não Prejudicar Significativamente") A. ATIVIDADES ELEGÍVEIS PARA A TAXONOMIA TOTAL OpEx das atividades elegíveis para a taxonomia mas não sustentáveis do ponto de vista ambiental (atividades Não Alinhadas pela Taxonomia) (A.2.) OpEx das atividades elegíveis para a Taxonomia (A.1. + A.2.) B. ATIVIDADES NÃO ELEGÍVEIS PARA A TAXONOMIA OpEx das atividades não elegíveis para a taxonomia A.1. Atividades sustentáveis do ponto de vista ambiental (Alinhadas pela Taxonomia) OpEx das atividades sustentáveis do ponto de vista ambiental (Alinhadas pela Taxonomia) (A.1.) Das quais, capacitantes Das quais, de transição A.2. Atividades elegíveis para a taxonomia mas não sustentáveis do ponto de vista ambiental (atividades Não Alinhadas pela Taxonomia) 49.434 € 1,0%

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 324 Foram considerados para efeitos de elegibilidade e alinhamento com o objetivo da Mitigação das Alterações Climáticas, as despesas operacionais relacionadas com a renovação da fachada do Edifício Impresa e os custos de instalação, manutenção e reparação de dispositivos de regulação e monitorização do desempenho energético. No âmbito do objetivo da Adaptação às Alterações Climáticas, foram consideradas as despesas operacionais relacionadas com as atividades de cartografia, entre outras, da INFOPORTUGAL. Por último, ainda não foi possível fazer uma avaliação das despesas operacionais relacionadas com as atividades Core do Grupo IMPRESA (AAC 8.1, AAC 13.1 e AAC 13.3), pelo que, à semelhança do exercício de 2022, o OPEX relacionado com estas atividades irá ser reportado como não elegível. Sumário de Conteúdo da Global Reporting Initiative (GRI) Declaração de uso A IMPRESA- Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. relatou as informações citadas neste sumário de conteúdo da GRI para o período de 1 de janeiro de 2023 a 31 de dezembro de 2023 com base nas Normas GRI. GRI 1 utilizado GRI 1: Fundamentos 2021 Indicador GRI Conteúdo Localização Correspondência Modelo CMVM Correspondência ODS GRI 2: Conteúdos Gerais 2-1 Detalhes da Relatório de Sustentabilidade A- Introdução organização “1. Sobre o Relatório” 2-2 Entidades incluídas no relato de sustentabilidade da organização Relatório de Sustentabilidade “1. Sobre o Relatório” Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas em 31 de dezembro de 2023 2-3 Período de relato, frequência e ponto de contacto Relatório de Sustentabilidade “1. Sobre o Relatório” 2-4 Reformulações de informações Relatório de Sustentabilidade “1. Sobre o Relatório” 2-5 Verificação externa Relatório de Sustentabilidade “1. Sobre o Relatório” Estrutura do Grupo, Valores, Missão e Marcas Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” B. Modelo Empresarial Gestão do Risco Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” C. Principais Fatores de Risco D. iii. 2-7 Colaboradores Relatório de Sustentabilidade “7. Pessoas Impresa” Trabalhadores e Igualdade Entre Género e Não Discriminação

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 325 Relatório de Sustentabilidade 2-9 Estrutura de governo e sua composição “2. Sobre a Impresa” Relatório de Governo Societário 2-10 Nomeação e seleção para o mais alto órgão de governo Relatório de Governo Societário 2-11 Presidente do mais alto órgão de governo Relatório de Governo Societário Papel desempenhado 2-14 pelo mais alto órgão de governança no relato Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” de sustentabilidade 2-15 Conflitos de interesse Relatório de Governo Societário 2-16 Comunicação de preocupações cruciais Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” Relatório de Governo Societário 2-19 Políticas de remuneração Relatório de Governo Societário 2-20 Processo para determinação da remuneração Relatório de Governo Societário 2-22 Declaração sobre estratégia de desenvolvimento sustentável Relatório de Sustentabilidade “Mensagem do CEO” 2-25 Processos para reparar impactos negativos Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” Regulamento sobre Procedimentos a Adotar em matéria de Comunicação de Irregularidades 2-26 Mecanismos para aconselhamento e apresentação de preocupações Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” Regulamento sobre Procedimentos a Adotar em matéria de Comunicação de Irregularidades 2-27 Conformidade com leis e regulamentos Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” 2-28 Participação em associações Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” 2-29 Envolvimento de stakeholders Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” D. i. Políticas Sociais e Fiscais Indicador GRI/ SASB* Conteúdo Localização Correspondência Modelo CMVM Correspondência ODS GRI 3: Tópicos Materiais GRI 3-1 Processo de definição de tópicos materiais Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” GRI 3-2 Lista de tópicos Materiais Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa”

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 326 GRI 3-3 Gestão dos tópicos: G4-PR-M2 SV-ME-260a.2 SV-ME-270a.3 Responsabilidade Editorial e Ética Jornalística Relatório de Sustentabilidade “3. Por um setor mais competitivo, independente e pluralista” 16 SV-ME- 260a.2 Pluralismo dos Conteúdos Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” “3. Por um setor mais competitivo, independente e pluralista” 10, 16 G4-PR-M7 Promoção da Literacia Mediática e Fact- Checking Relatório de Sustentabilidade “3. Por um setor mais competitivo, independente e pluralista” 16 G4-PR-M4 Acessibilidade dos Conteúdos Relatório de Sustentabilidade “3. Por um setor mais competitivo, independente e pluralista” 10, 16 SV-ME- 520a.1 Proteção da Propriedade Intelectual Relatório de Sustentabilidade “3. Por um setor mais competitivo, independente e pluralista” 8, 16 418-1 Segurança da Informação Relatório de Sustentabilidade “4. Por um posicionamento digital e multiplataforma” 8, 16 2-7 Condições de Emprego Relatório de Sustentabilidade “7. Pessoas Impresa” D. iii. Trabalhadores e Igualdade Entre Género e Não Discriminação D. iv. Direitos Hum. 8 GRI 403-3 GRI 403-5 GRI 403-6 Saúde e Segurança no Trabalho Relatório de Sustentabilidade “7. Pessoas Impresa” D. iii. Trabalhadores e Igualdade Entre Género e Não Discriminação 3 GRI 404-2 Capacitação e Desenvolvimento do Capital Humano Relatório de Sustentabilidade “7. Pessoas Impresa” D. iii. Trabalhadores e Igualdade Entre Género e Não Discriminação 4 GRI 406-1 Diversidade e Igualdade de Oportunidades Relatório de Sustentabilidade “7. Pessoas Impresa” D. iii. Trabalhadores e Igualdade Entre Género e Não Discriminação 5, 8, 10 Transparência e Práticas de Governo Societário Relatório de Sustentabilidade “2. Sobre a Impresa” Relatório de Governo Societário D. V. Combate à Corrupção e às tentativas de suborno 16 GRI 301-1 Materiais Relatório de Sustentabilidade “8. Pegada Ecológica e Compromisso com o Ambiente” D. i. Políticas Ambientais 12

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 327 GRI 302-1 GRI 302-3 GRI 302-4 Energia Relatório de Sustentabilidade “8. Pegada Ecológica e Compromisso com o Ambiente” D. i. Políticas Ambientais 7, 12, 13 GRI 303-3 Água** Relatório de Sustentabilidade “8. Pegada Ecológica e Compromisso com o Ambiente” D. i. Políticas Ambientais 6, 12 GRI 305-1 GRI 305-2 GRI 305-3 GRI 305-4 GRI 305-5 Alterações Climáticas: Poluição e Emissão de Gases de Efeito de Estufa (GEE) Relatório de Sustentabilidade “8. Pegada Ecológica e Compromisso com o Ambiente” D. i. Políticas Ambientais Economia circular e gestão de resíduos Relatório de Sustentabilidade “8. Pegada Ecológica e Compromisso com o Ambiente” D. i. Políticas Ambientais 12 Proteção da biodiversidade Relatório de Sustentabilidade “8. Pegada Ecológica e Compromisso com o Ambiente” D. i. Políticas Ambientais GRI 413-1 GRI 203-1 GRI 203-2 Compromisso com a Comunidade Relatório de Sustentabilidade “5. A Responsabilidade Social como Elemento Diferenciador” D. i. Políticas Sociais *Para os temas de natureza setorial, relativos a Media e Entretenimento, foram utilizados também indicadores do Sustainability Accounting Standards Board (SASB) ** No âmbito do tópico material “Utilização sustentável dos recursos”, o sub-tópico “Água” não foi considerado material para a Impresa. O reporte permite um maior alinhamento com o DL 89/2017 e com o Modelo de relatório para divulgação de informação não financeira da CMVM. Paço de Arcos, 11 de abril de 2024 O Conselho de Administração, Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Francisco Maria Supico Pinto Balsemão António Mota de Sousa Horta Osório Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão Manuel Guilherme Oliveira da Costa Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Ana Filipa Mendes de Magalhães Saraiva Mendes Catarina do Amaral Dias Duff Burnay