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1
GrupoRamada LOGO.png
CAPA_2023.png
2
ÍNDICE
(SECÇÕES INCLUÍDAS NO PRESENTE DOCUMENTO)
3
CAPA GESTÃO AA.png
ÍNDICE
INTRODUÇÃO .............................................................................................................
ENQUADRAMENTO ECONÓMICO ...............................................................................
EVOLUÇÃO BOLSISTA ................................................................................................
ATIVIDADE DO GRUPO ...............................................................................................
ANÁLISE FINANCEIRA ................................................................................................
GESTÃO DE RISCO .....................................................................................................
PERSPETIVAS FUTURAS ............................................................................................
RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL .............................................................................
DISPOSIÇÕES LEGAIS ................................................................................................
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................
ANEXOS AO RELATÓRIO DE GESTÃO ........................................................................
5
Senhores acionistas
O Conselho de Administração da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. (daqui em diante “Ramada Investimentos”,
“Sociedade” ou “Grupo Ramada”), em observância das disposições legais e estatutárias aplicáveis, apresenta o
Relatório e Contas relativo ao exercício de 2023, tendo, ao abrigo do número 6 do art.º 508.º – C do Código das
Sociedades Comerciais ("C.S.C."), optado por apresentar um Relatório de Gestão Único, que dando cumprimento a
todas as exigências legais aplicáveis, permitirá uma análise completa prática e integrada da informação aí
disponibilizada.
INTRODUÇÃO
A Ramada Investimentos foi constituída em 2008 no âmbito de uma operação de reestruturação do Grupo Ramada.
A totalidade das ações que representam o seu capital social estão admitidas à negociação em mercado
regulamentado, na Euronext Lisbon.
A Ramada Investimentos é a sociedade-mãe de um conjunto de empresas que, no seu conjunto, exploram dois
segmentos de negócio distintos: i) segmento Indústria, que inclui as atividades Aços especiais e Trefilaria, assim
como a atividade relacionada com a gestão de investimentos financeiros relativos a participações em que o Grupo é
minoritário; e ii) segmento Imobiliário, vocacionado para a gestão de ativos imobiliários.
A atividade Aços especiais é desenvolvida pela Ramada Aços, Universal Afir e Planfuro Global que se dedicam à
distribuição de aços especiais, aços para moldes, à produção de aços estirados, e à prestação de serviços,
nomeadamente, Maquinação e Tratamentos Térmicos, para duas principais áreas de aplicação, designadamente,
metalomecânica e moldes e ferramentas.
Em junho de 2023, o Grupo adquiriu a empresa Blau Stahl, Unipessoal, Lda. (anteriormente designada por
Voestalpine High Performance Metals Portugal), cuja atividade se foca no Corte e Maquinação de Aço, bem como
numa forte competência no fabrico de estruturas customizadas e montadas. Esta aquisição vem dotar a atividade
dos Aços especiais de maior capacidade de resposta nestas áreas de atuação.
A atividade Trefilaria é desenvolvida pela Socitrel que se dedica ao fabrico e comercialização de arames de aço
para aplicação nas mais diversas áreas, designadamente indústria, agricultura e construção civil.
Na atividade de gestão de investimentos financeiros, entre outros investimentos em carteira detidos pelo Grupo,
destacam-se as participações na CEV, S.A. e na Fisio Share – Gestão de Clínicas, S.A..
O segmento Imobiliário inclui a atividade de gestão de ativos imobiliários (compostos por ativos florestais e imóveis
do Grupo Ramada) e é desenvolvido pela F. Ramada ll - Imobiliária, S.A..
6
A estrutura das participações do Grupo Ramada, tendo por referência a data de 31 de dezembro de 2023, pode ser
representada como segue:
image.png
7
ENQUADRAMENTO ECONÓMICO
O ano de 2023 ficou marcado por desafios relacionados com a inflação, que permaneceu elevada. Os principais
bancos centrais a nível global subiram as taxas de juro de referência, o que tornou a política monetária mais
restritiva e o crescimento económico moderado. Para as famílias, foi um ano desafiador, devido aos aumentos de
preços e juros, mas beneficiaram da resiliência do emprego a nível global. Em termos geopolíticos, a guerra na
Ucrânia continuou durante o ano, e continua sem perspetivas de resolução no curto prazo. Em inícios de outubro,
surgiu um novo conflito militar de larga escala, desta vez no Médio Oriente, após o Hamas ter efetuado um
inesperado ataque em Israel.
A inflação recuou em quase todas as economias, aliviando as pressões sobre os rendimentos das famílias, mas a
inflação subjacente permaneceu relativamente elevada. As condições financeiras apresentaram-se cada vez mais
restritivas, com as taxas de juro reais a subirem nas principais economias avançadas ao longo do ano. No que toca
à inflação, segundo a OCDE, no grupo G20, que contém as 20 maiores economias a nível mundial, espera-se que a
inflação suba de uma média de 6,3% em 2023 para cerca de 6,6% em 2024 e 3,8% em 2025, à medida que as
pressões dos custos continuem a moderar. Espera-se que em 2025 a inflação já esteja dentro das metas dos
bancos centrais respetivos nas principais economias a nível mundial.
Tendo em conta o impacto das condições financeiras mais restritivas, o fraco crescimento do comércio internacional
e a menor confiança das empresas e dos consumidores, fatores que se foram fazendo sentir de forma mais
intensificada durante o ano, o crescimento económico teve um comportamento moderado, face ao que era esperado
para o ano de 2023. 
O crescimento abrandou em muitas economias desenvolvidas, particularmente na Europa, onde a importância do
financiamento bancário é relativamente elevada e o impacto do aumento dos custos da energia tem sido
particularmente forte. Embora as taxas de desemprego tenham permanecido baixas, começaram a surgir sinais de
abrandamento do mercado laboral em diversas economias. O crescimento dos salários nominais começou a
abrandar em muitas economias, mas o crescimento dos custos unitários do trabalho continuou a ser elevado devido
ao fraco crescimento da produtividade.
A economia mundial expandiu a uma taxa anualizada de 3,1% no 1º semestre de 2023, face a um registo de 2,8%
no 2º semestre de 2022. De acordo com as mais recentes estimativas da OCDE, o crescimento do PIB mundial foi
de 3,1% em 2023, abrandado ligeiramente face aos 3,3% do ano anterior. É esperado que o abrandamento persista
para um ritmo de 2,9% em 2024, voltando o crescimento a acelerar para 3% em 2025, à medida que o crescimento
dos rendimentos reais recupere e as taxas de juro dos principais bancos centrais comecem a baixar. Espera-se que
a divergência no crescimento entre diferentes economias persista no curto prazo, com o crescimento das economias
emergentes a apresentar uma melhor performance do que o das economias avançadas. A OCDE espera que o
crescimento europeu seja inferior ao das principais economias norte-americanas e asiáticas. Não se espera uma
contração para nenhuma das principais economias em análise pela OCDE.
Segundo os dados da OCDE, relativamente à Zona Euro, no ano de 2023, verificou-se um crescimento de 0,6%.
Quanto à inflação, esta terminou o ano de 2023 nos 5,5% na Zona Euro, e as previsões são para que desça para
valores à volta dos 2% a 3% em 2024, à medida que a política monetária mais restritiva produza efeitos.
Relativamente ao desemprego, a previsão é que a taxa de desemprego na Zona Euro se mantenha nos 6% a 7%
em 2024, face aos 6,5% de 2023.
Em Portugal, a inflação média em 2023 situou-se nos 5,3% e prevê-se que seja de 2,9% em 2024 e que estabilize
nos 2% em 2025 e 2026, segundo dados do Banco de Portugal. A inflação subjacente deverá manter uma tendência
descendente ao longo de 2024, refletindo os efeitos desfasados da redução de custos e do aperto da política
monetária. Quanto ao crescimento, segundo o Banco de Portugal, é esperado que atinja 1,2% em 2024 e 2,2% em
2025.
Fonte: IMF - Informação de Mercados Financeiros, Relatório de Enquadramento Macroeconómico em 2023 e Cenário para 2024, 20 de fevereiro
de 2024
8
EVOLUÇÃO BOLSISTA
(Nota: O PSI foi considerado como um índice com valor inicial idêntico ao do título em análise, de forma a
possibilitar uma melhor comparação das variações das cotações)
image.png
A cotação bolsista do Grupo Ramada encerrou o ano de 2023 nos 6,38 Euros por ação, o que equivale a uma
capitalização bolsista de cerca de 163,6 milhões de Euros.
Em 2023, as ações do Grupo Ramada foram transacionadas a uma cotação máxima de 7,56 Euros por ação e a
mínimos de 6,12 Euros por ação. No total, foram transacionadas cerca de 1,3 milhões de ações do Grupo Ramada
durante 2023.
9
Evolução da cotação das ações da Ramada Investimentos
Seguem-se os principais eventos que marcaram a evolução da cotação das ações do Grupo Ramada durante 2023:
image.png
• Através de comunicado efetuado em 23 de março de 2023, o Grupo anunciou a sua performance
financeira relativamente ao exercício de 2022, tendo o resultado líquido consolidado atingido cerca de 20,0
milhões de Euros. Por sua vez, as receitas totais atingiram os 194,5 milhões de Euros e o EBITDA
consolidado cifrou-se em cerca de 29,2 milhões de Euros;
• No comunicado efetuado a 2 de maio de 2023, o Grupo Ramada informou o mercado sobre os dividendos
relativos ao exercício de 2022, correspondentes a 0,82 Euros por ação, a serem pagos a partir do dia 19
de maio;
• A 25 de maio de 2023, foram comunicados ao mercado os resultados do Grupo Ramada relativos ao
primeiro trimestre de 2023, tendo-se fixado o resultado líquido consolidado em cerca de 3,4 milhões de
Euros. O EBITDA consolidado atingiu 6,0 milhões de Euros e as receitas totais ascenderam a 40,8
milhões de Euros;
• No dia 27 de julho de 2023 foram comunicados ao mercado os resultados do Grupo Ramada relativos ao
primeiro semestre de 2023, cifrando-se o resultado líquido consolidado em cerca de 5,4 milhões de Euros.
Por sua vez, as receitas totais atingiram os 79,0 milhões de Euros e o EBITDA consolidado cifrou-se em
cerca de 10,3 milhões de Euros;
• Através de comunicado efetuado a 16 de novembro de 2023, o Grupo anunciou a sua performance
financeira relativamente aos primeiros nove meses do ano de 2023, cifrando-se o resultado líquido
consolidado em cerca de 7,4 milhões de Euros. O EBITDA consolidado cifrou-se em cerca de 14,1
milhões de Euros, tendo a margem EBITDA atingido 12,7%. As receitas totais atingiram os 110,9 milhões
de Euros.
10
ATIVIDADE DO GRUPO
A Ramada Investimentos é a sociedade-mãe de um conjunto de empresas que, no seu conjunto, exploram dois
segmentos de negócio distintos:
▪ Indústria, que inclui a atividade de Aços, a atividade de Trefilaria assim como a atividade relacionada com
a gestão de investimentos financeiros relativos a participações em que o Grupo é minoritário;
▪ Imobiliária, vocacionada para a gestão de ativos imobiliários, dos quais se destaca um importante
conjunto de terrenos florestais.
Com mais de 80 anos de existência, a atividade de Aços tem uma posição de destaque no mercado nacional. Os
aços comercializados pelo Grupo destinam-se maioritariamente à construção de máquinas e seus componentes e à
produção de ferramentas (cunhos, cortantes e moldes), tendo como principais mercados de destino a indústria de
fabrico de moldes para plástico, de componentes para a indústria automóvel, de bens de equipamento e de
componentes para eletrodomésticos e eletrónica.
O ano de 2023, por contraste com o ano de 2022, foi caracterizado por uma retração do mercado. A influência da
guerra na economia mundial, em particular na economia europeia, a inflação, os aumentos sucessivos das taxas de
juro, bem como a incerteza generalizada face às questões económicas e financeiras, aliada à redução do poder de
compra, geraram instabilidade nos mercados e retraíram investimentos nos setores de equipamentos industriais e
da indústria automóvel. Este contexto macroeconómico, teve como consequência a redução de atividade nos
setores onde o Grupo atua, nomeadamente, no setor dos moldes e no setor da metalomecânica. No setor dos
moldes para plástico foi onde se registou a maior redução.
Em 2023, as vendas da atividade de Aços especiais para o mercado externo representaram 10,0%, sendo que, em
2022, as exportações representaram 7,6% das vendas. O mercado espanhol manteve o destaque, sendo de referir
o crescimento relevante dos mercados alemão, francês e brasileiro. O Grupo continua a apostar no crescimento da
exportação e no aumento da carteira de clientes para garantir menor dependência do mercado nacional.
Apesar do abrandamento nos serviços de maquinação em comparação com o ano anterior, o Grupo continua a
apostar na exportação, no investimento em capacidade e meios, e no incremento da venda de material com
serviços, como fatores determinantes para o crescimento deste negócio, quer na vertente convencional, quer na
vertente customizada. Exemplo disso, foi o investimento na fresadora com capacidade de fresagem de 5 eixos
contínuos. Este investimento foi um contributo importante nos serviços de maquinagem customizada, com impacto
positivo nas exportações, permitindo também alavancar outros setores e diversificar as vendas.
Face à retração e à instabilidade do mercado, a gestão de stocks e dos preços foram as prioridades para o Grupo
ao longo do ano. Ao nível das matérias-primas, assistiu-se a uma descida de preços de uma forma generalizada em
todos os materiais, sendo que esta se sentiu, predominantemente, na área dos moldes.
Em 2023 a atividade de Aços especiais concluiu a instalação de duas Unidades de Produção para Autoconsumo
(UPAC) com uma potência solar instalada conjunta de 0,5 MWp (adicional à UPAC com capacidade de 1MWp, cuja
instalação foi iniciada no decurso de 2022).
O Grupo continua a apostar no desenvolvimento de uma cultura Lean através dos diversos projetos Kaizen
realizados nos últimos 2 anos, e do trabalho desenvolvido conjuntamente com a equipa Kaizen. Em resultado desta
aposta a Ramada Aços foi reconhecida em 2023 com uma menção honrosa na categoria Analytics na 12ª Edição do
KAIZEN™ Awards Portugal que, desde 2011, distingue entidades nacionais que se destacam na implementação de
processos de melhoria contínua, com obtenção de resultados e ganhos de rentabilidade e crescimento.
A Ramada Aços foi ainda distinguida com o Estatuto Inovadora COTEC pela COTEC Portugal, Associação para a
Inovação, que visa reconhecer empresas que aliam a adequada solidez financeira, investimento tecnológico e a
aposta na Inovação para aumentar o potencial competitivo e os resultados económicos, reforçando a posição do
Grupo Ramada.
11
Em 2023 a atividade de Trefilaria registou uma queda no volume de negócios face ao período homólogo, em
resultado da contração do mercado, com uma redução significativa da procura, mas, sobretudo, da diminuição dos
preços médios praticados nos diversos produtos e mercados.
A atividade de Trefilaria opera essencialmente para o mercado externo, que em 2023 representou 63,9% do volume
de negócios, com destaque para Espanha, EUA e França. Em 2022 as exportações representaram 71,3% do
volume de negócios.
A atividade de Trefilaria iniciou a instalação de 1 MWp (adicional aos 3 MWp que já se encontram instalados), tendo
sido concluída no mês de julho de 2023.
ANÁLISE FINANCEIRA
A informação financeira consolidada da Ramada Investimentos foi preparada de acordo com os princípios de
reconhecimento e mensuração das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adotadas pela União
Europeia ("IFRS – UE").
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE RESULTADOS POR NATUREZAS
A principal informação e indicadores da atividade consolidada do Grupo Ramada pode ser apresentado da seguinte
forma:
 Valores em milhares de Euros
2023
2022
Var. %
Receitas Totais
141 221
194 480
-27,4 %
Custos Totais
(123 376)
(165 302)
-25,4 %
EBITDA
17 845
29 178
-38,8 %
margem EBITDA
12,6 %
15,0 %
      - 2,4 p. p.
Amortizações e depreciações
(3 596)
(3 337)
7,8 %
EBIT
14 248
25 841
-44,9 %
margem EBIT
10,1 %
13,3 %
      - 3,2 p. p.
Resultados relativos a investimentos
557
392
42,4 %
Gastos Financeiros
(2 836)
(1 709)
65,9 %
Rendimentos Financeiros
241
498
-51,7 %
Resultado antes de impostos
12 211
25 022
-51,2 %
Imposto sobre o rendimento do exercício
(1 798)
(4 988)
-64,0 %
Resultado Líquido Consolidado do período
10 413
20 034
-48,0 %
Resultado Líquido Consolidado atribuível a acionistas da
empresa mãe
10 413
20 034
-48,0 %
As receitas totais do Grupo Ramada em 2023 ascenderam a 141.221 milhares de Euros, registando um decréscimo
de 27,4% face às receitas totais de 2022.
Os custos totais de 123.376 milhares de Euros reduziram 25,4% face ao ano anterior.
O EBITDA atingiu o montante de 17.845 milhares de Euros, inferior em 38,8% ao registado em 2022. A margem
EBITDA ascendeu a 12,6% apresentando um decréscimo de 2,4 pontos percentuais face ao ano anterior.
12
O EBIT, no montante de 14.248 milhares de Euros, registou um decréscimo de 44,9% face aos 25.841 milhares de
Euros de 2022.
Os Resultados financeiros no montante de 2.595 milhares de Euros negativos, registaram uma variação de 114,3%
face ao ano anterior.
O resultado líquido consolidado registado em 2023 no valor de 10.413 milhares de Euros, apresentou um
decréscimo de 48,0% face ao resultado líquido de 2022.
INDÚSTRIA
Valores em milhares de Euros
2023
2022
Var. %
Receitas totais
132 723
186 654
-28,9%
Custos totais
(121 101)
(161 114)
-24,8%
EBITDA
11 622
25 539
-54,5%
Margem EBITDA
8,8%
13,7%
        - 4,9 p. p.
EBIT
8 429
22 550
-62,6%
Margem EBIT
6,4%
12,1%
        - 5,7 p. p.
Resultados relativos a investimentos
557
392
42,4%
Resultados Financeiros
(1 165)
(763)
52,8%
Resultado antes de impostos
7 821
22 179
-64,7%
Imposto sobre o rendimento
(756)
(4 305)
-82,4%
Resultado Líquido do período
7 065
17 874
-60,5%
As receitas totais do segmento Indústria em 2023 ascenderam a 132.723 milhares de Euros, registando um
decréscimo de 28,9% face às receitas totais de 2022, em resultado da redução de preços e de atividade.
O EBITDA do segmento Indústria ascendeu a 11.622 milhares de Euros, apresentando uma variação negativa de
54,5% face aos 25.539 milhares de Euros atingidos em 2022. A margem EBITDA ascendeu a 8,8%, registando uma
redução de 4,9 pontos percentuais face a 2022.
O EBIT, no montante de 8.429 milhares de Euros, registou um decréscimo de 62,6% face aos 22.550 milhares de
Euros atingidos em 2022.
O resultado líquido do segmento Indústria em 2023, no valor de 7.065 milhares de Euros, apresentou um
decréscimo de 60,5% face ao resultado líquido de 2022.
13
IMOBILIÁRIO
Valores em milhares de Euros
2023
2022
Var. %
Receitas totais
8 497
7 826
8,6%
Custos totais
(2 275)
(4 188)
-45,7%
EBITDA
6 222
3 639
71,0%
EBIT
5 819
3 290
76,9%
Resultados Financeiros
(1 429)
(448)
219,1%
Resultado antes de impostos
4 390
2 842
54,4%
Imposto sobre o rendimento
(1 042)
(683)
52,5%
Resultado líquido do período
3 348
2 159
55,0%
Em 2023 as receitas totais do segmento Imobiliário foram de 8.497 milhares de Euros, apresentando um
crescimento de 8,6% face a 2022.
O EBITDA do segmento Imobiliário em 2023 ascendeu a 6.222 milhares de Euros, 71,0% superior ao valor registado
no ano anterior.
O EBIT ascendeu a 5.819 milhares de Euros, apresentando um crescimento de 76,9% face a 2022.
Os resultados financeiros do segmento Imobiliário foram negativos em 1.429 milhares de Euros, tendo apresentado
uma variação de 219,1% face aos 448 milhares de Euros negativos registados em 2022, em resultado do aumento
dos juros suportados devido à evolução das taxas de juro.
Em 2023 o resultado líquido do segmento Imobiliário ascendeu a 3.348 milhares de Euros e registou um
crescimento de 55,0% relativamente ao ano de 2022.
INVESTIMENTOS E ENDIVIDAMENTO
Os investimentos realizados pelo Grupo Ramada em 2023 ascenderam a, aproximadamente, 3.400 milhares de
Euros.
O endividamento nominal líquido do Grupo Ramada, em 31 de dezembro de 2023, ascendia a, aproximadamente,
30 milhões de Euros. Em 31 de dezembro de 2022, o endividamento nominal líquido foi de, aproximadamente, 26
milhões de Euros.
14
ATIVIDADE DESENVOLVIDA PELOS MEMBROS NÃO EXECUTIVOS DO
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Durante o exercício de 2023, os administradores não executivos da Sociedade desenvolveram regular e
efetivamente as funções que lhes são legalmente atribuídas e que consistem no acompanhamento e avaliação da
atividade dos membros executivos.
Em 2023, os membros não executivos do Conselho de Administração participaram ativamente e de forma regular
nas reuniões do Conselho de Administração, tendo discutido as matérias em análise e manifestado a sua posição
relativamente a diretrizes estratégicas do Grupo e a áreas de negócio específicas. Sempre que se revelou
necessário, aqueles membros mantiveram um contacto estreito e direto com os responsáveis operacionais e
financeiros do Grupo. No exercício de 2023, e no desenrolar das reuniões do Conselho de Administração, os
Administradores executivos prestaram todas as informações que foram requeridas pelos demais membros do
Conselho de Administração.
GESTÃO DE RISCO
A Gestão de Risco tem um papel vital na estrutura de gestão do Grupo. É nosso entendimento que a gestão do risco
é um potenciador da criação de valor.
Para uma descrição mais abrangente dos riscos relacionados com as atividades do Grupo, consulte o Relatório de
Governo da Sociedade, Demonstrações Financeiras Consolidadas e notas anexas, Demonstrações Financeiras
Separadas e notas anexas e Relatório de Informação Não Financeira.
PERSPETIVAS FUTURAS
Em 2023 verificou-se um contexto de quebra generalizada no mercado, marcado por descidas de preços e stocks
elevados ao longo da cadeia de distribuição.
Em face do contexto atual da economia europeia, das elevadas taxas de juro, e do ciclo negativo das commodities,
estamos a preparar-nos para um 2024 particularmente desafiante. Continuaremos focados na rentabilidade das
operações e na maximização do free cash flow.
Remetemos para as considerações divulgadas na Nota 40. Eventos Subsequentes no anexo às demonstrações
financeiras consolidadas.
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PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO
RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A., na qualidade de holding do Grupo, registou nas suas demonstrações
financeiras separadas, preparadas de acordo com os princípios de reconhecimento e mensuração das Normas
Internacionais de Relato Financeiro tal como adotadas pela União Europeia, um resultado líquido de 36.757.110
Euros, para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral a
seguinte aplicação:
Distribuição de Dividendos
14 872 046
Reservas livres
21 885 064
A distribuição de lucros do exercício ora proposta implicará o pagamento de um dividendo bruto de 0,58 Euros por
ação.
DISPOSIÇÕES LEGAIS
Ações próprias
Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 66, número 5, alínea d) do Código das Sociedades Comerciais,
informa-se que em 31 de dezembro de 2023 a Ramada Investimentos não detinha ações próprias, bem como não
adquiriu nem alienou quaisquer ações próprias durante o exercício.
Ações detidas pelos órgãos sociais
Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 447.º do Código das Sociedades Comerciais informa-se que em 31
de dezembro de 2023, os administradores da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detinham as seguintes ações:
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a)
5 300 000
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça (b)
4 845 383
Paulo Jorge dos Santos Fernandes (c)
4 009 402
Domingos José Vieira de Matos (d)
3 118 408
(a) as 5.300.000 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas pela
sociedade CADERNO AZUL, S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é administrador e
acionista dominante.
(b) as 4.845.383 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas pela
sociedade PROMENDO INVESTIMENTOS, S.A., da qual a administradora Ana Rebelo de Carvalho Menéres de
Mendonça é administradora e acionista dominante.
(c) as 4.009.402 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas pela
sociedade ACTIUM CAPITAL, S.A., da qual o administrador Paulo Jorge dos Santos Fernandes é administrador e
acionista dominante.
(d) as 3.118.408 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas pela
sociedade LIVREFLUXO, S.A., da qual o administrador Domingos José Vieira de Matos é administrador e acionista
dominante.
Em 31 de dezembro de 2023, o Revisor Oficial de Contas, os membros do Conselho Fiscal e da Mesa da
Assembleia Geral não possuíam ações representativas do capital social da Ramada Investimentos.
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Participação no Capital da Sociedade
Em 31 de dezembro de 2023 e de acordo com as notificações recebidas pela Sociedade, nos termos e para os
efeitos do disposto nos Artigos 16.º, 20.º e 29.º-R do Código de Valores Mobiliários, informa-se que as Sociedades
e/ou pessoas singulares que detêm uma participação social qualificada que ultrapasse os 5%, 10%, 15%, 20%,
25%, 33%, 50%, 66% e 90% dos direitos de voto, são como segue:
1 Thing, Investments, S.A.
N° ações detidas em
31-dez-2023
% capital social com
direito de voto
Diretamente (a)
2 565 293
10,00%
Total imputável
2 565 293
10,00%
(a) as 2.565.293 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas diretamente pela sociedade 1 Thing,
Investments, S.A. cujo conselho de administração integra o administrador Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Domingos José Vieira de Matos
N° ações detidas em
31-dez-2023
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Livrefluxo, S.A. (da qual é acionista dominante
e administrador)
3 118 408
12,16%
Total imputável
3 118 408
12,16%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
N° ações detidas em
31-dez-2023
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Actium Capital, S.A. (da qual é acionista
dominante e administrador)
4 009 402
15,64%
Total imputável
4 009 402
15,64%
Ana Rebelo Carvalho Menéres de Mendonça
N° ações detidas em
31-dez-2023
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Promendo Investimentos, S.A. (da qual é
acionista dominante e administradora)
4 845 383
18,90%
Total imputável
4 845 383
18,90%
João Manuel Matos Borges de Oliveira
N° ações detidas em
31-dez-2023
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Caderno Azul, S.A. (da qual é acionista
dominante e administrador)
5 300 000
20,67%
Total imputável
5 300 000
20,67%
A Ramada Investimentos não foi notificada de quaisquer participações acima de 25% dos direitos de voto.
Informação não Financeira
Conforme imposto pela Diretiva 2014/95/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, transposta pelo direito nacional
pelo Decreto-Lei n.º 89/2017 de 28 de julho, o Grupo deve prestar informação sobre matérias não financeiras. Tal
informação deverá ser suficiente para uma compreensão da evolução, do desempenho, da posição e do impacto
das suas atividades, referentes, no mínimo, às questões ambientais, sociais e relativas aos trabalhadores, à
igualdade entre mulheres e homens, à não discriminação, ao respeito dos direitos humanos, ao combate à
corrupção e às tentativas de suborno.
A informação não financeira, prevista no Decreto-Lei n.º 89/2017, está incluída no Relatório de Sustentabilidade
referente ao período de 2023.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não queremos concluir sem agradecer aos vários parceiros do Grupo pela confiança demonstrada na nossa
organização. Por fim, gostaríamos de expressar o nosso reconhecimento a todos os nossos colaboradores pela
dedicação e empenho.
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Capa_Anexos Gestão.png
ANEXOS AO RELATÓRIO DE GESTÃO
DECLARAÇÃO NOS TERMOS DA ALÍNEA C) DO NÚMERO 1 DO ARTIGO 29 G DO CÓDIGO DE
VALORES MOBILIÁRIOS
Os signatários individualmente declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o Relatório de Gestão, as
Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas e demais documentos de prestação de contas exigidos por
lei ou regulamento foram elaborados em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS”)
tal como adotadas pela União Europeia, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e passivo, da situação
financeira e dos resultados consolidados e individuais da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. e das empresas
incluídas no perímetro de consolidação, e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do
desempenho e da posição financeira da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. e das empresas incluídas no
perímetro de consolidação, e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE
Os membros do Conselho de Administração da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. declaram assumir a
responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não
existem omissões que sejam do seu conhecimento.
Nos termos do art.º 210.º do Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social
(aprovado pela Lei n.º 110/2009, de 16 de setembro), informamos que não existem dívidas vencidas perante o
Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.
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TRANSAÇÕES DE DIRIGENTES
Artigo 447.º do Código das Sociedades Comerciais e Artigo 19.º do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Abril
Divulgação de ações e outros títulos detidos por membros do Conselho de Administração e por Dirigentes, bem
como por pessoas com estes estreitamente relacionadas, nos termos do Artigo 29.º-R do Código dos Valores
Mobiliários, e de transações sobre os mesmos efetuados no decurso do exercício:
Membro do Conselho de Administração
N° ações detidas
em 31-dez-2022
Aquisições
Alienações
N° ações detidas
em 31-dez-2023
João Manuel Matos Borges de Oliveira (imputação via
CADERNO AZUL, S.A.)
5 300 000
—
—
5 300 000
Paulo Jorge dos Santos Fernandes (imputação via ACTIUM
CAPITAL, S.A.)
4 009 402
—
—
4 009 402
Domingos José Vieira de Matos (imputação via LIVREFLUXO,
S.A.)
3 118 408
—
—
3 118 408
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça (imputação via
PROMENDO INVESTIMENTOS, S.A.)
4 845 383
—
—
4 845 383
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira (imputação via 1
THING, INVESTMENTS, S.A.)
2 565 293
—
—
2 565 293
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GLOSSÁRIO
Custos Totais: Custo das vendas e variação da produção + Fornecimentos e serviços externos + Custos com o
pessoal + Outros gastos + Provisões e Perdas por imparidade
EBIT: EBITDA + Amortizações e depreciações
EBITDA: Resultados antes de impostos, Resultados financeiros, Amortizações e depreciações e Resultados
relativos a investimentos
Endividamento nominal líquido: Empréstimos bancários (a valores nominais) + Outros empréstimos (a valores
nominais) – Caixa e equivalentes de caixa
Investimentos: Aquisições no exercício de ativos fixos tangíveis e intangíveis relacionados com a atividade
operacional dos segmentos da Indústria e Imobiliária
Margem EBIT: EBIT / Receitas Totais
Margem EBITDA: EBITDA / Receitas Totais
Receitas Totais: Vendas e prestação de serviços + Outros rendimentos
Resultados financeiros: Rendimentos financeiros - Gastos financeiros
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CAPA_GOVSOC 3.png
GOVERNO DA SOCIEDADE
A RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A. (daqui em diante abreviadamente designada por “ RAMADA
INVESTIMENTOS” ou “ Sociedade”) apresenta, de seguida, aos seus Acionistas, clientes, fornecedores e demais
stakeholders e à sociedade em geral, o Relatório de Governo da Sociedade (“Relatório”).
O modelo de Relatório que se apresenta é o que consta do Regulamento da Comissão do Mercado de Valores
Mobiliários (CMVM) número 4/2013, e a informação dele constante cumpre todas as exigências legais aplicáveis,
nomeadamente, mas sem limitar, o artigo 29.º-H do Código dos Valores Mobiliários (CVM) e submete-se ao
cumprimento do Código de Governo das Sociedades do Instituto Português de Corporate Governance (IPCG) de
2018, revisto em 2023 (Código de Governo das Sociedades do IPCG).
Com equipas dimensionadas, às quais proporciona elevados níveis de formação e que consciencializa,
permanentemente, para que assentem a tomada das decisões em critérios de sustentabilidade, as equipas
trabalham, em uníssono, com o foco no alcance dos objetivos.
A RAMADA INVESTIMENTOS continuará a prosseguir a sua estratégia de negócio, assente numa gestão rigorosa e
transparente, para continuar a ser merecedora da confiança que, até hoje, os seus acionistas, demais stakeholders
e o mercado em geral, lhe têm dado e com a qual muito se congratula.
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GOVERNO DA SOCIEDADE
PARTE I – INFORMAÇÃO SOBRE ESTRUTURA ACIONISTA,
ORGANIZAÇÃO E GOVERNO DA SOCIEDADE
A. ESTRUTURA ACIONISTA
I. Estrutura de capital
1. Estrutura de capital
O capital social da RAMADA INVESTIMENTOS é de € 25.641.459, integralmente subscrito e realizado e está
representado por 25.641.459 ações, ordinárias, escriturais e nominativas, com o valor nominal de um Euro cada.
A distribuição do capital e respetivos direitos de voto pelos acionistas titulares de participações qualificadas
encontra-se espelhada em detalhe no ponto II.7.
A totalidade das ações representativas do capital social está admitida à negociação no mercado regulamentado
Euronext Lisbon, gerido pela Euronext Lisbon – Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A.
2. Restrições à transmissibilidade das ações e à titularidade de ações
As ações da Sociedade não têm qualquer restrição quanto à sua transmissibilidade ou titularidade, uma vez que não
existem acionistas titulares de direitos especiais. Assim, as ações da Ramada Investimentos são livremente
transmissíveis de acordo com as normas legais aplicáveis.
3. Ações próprias
A Sociedade não detém quaisquer ações próprias em carteira, por referência a 31 de dezembro de 2023.
4. Acordos significativos de que a sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem
em caso de mudança de controlo da sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição, bem
como os efeitos respetivos
Não existem acordos significativos celebrados pela RAMADA INVESTIMENTOS que incluam quaisquer cláusulas
de mudança de controlo (inclusivamente na sequência de uma oferta pública de aquisição), i.e., que entrem em
vigor, sejam alterados, determinem pagamentos, assunção de encargos ou cessem nessas circunstâncias ou em
caso de mudança da composição do órgão de administração, assim como não existem quaisquer condições
específicas que limitem o exercício de direitos de voto pelos acionistas da Sociedade, suscetíveis de interferir no
êxito de Ofertas Públicas de Aquisição.
Alguns contratos de financiamento das subsidiárias da RAMADA INVESTIMENTOS, e apenas destas, contêm as
normais cláusulas tipo de reembolso antecipado em caso de alteração de controlo acionista das mesmas.
5. Regime a que se encontre sujeita a renovação ou revogação de medidas defensivas, em particular
aquelas que prevejam a limitação do número de votos suscetíveis de detenção ou de exercício por um
único acionista de forma individual ou em concertação com outros acionistas
A RAMADA INVESTIMENTOS não adotou quaisquer medidas defensivas.
6. Acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e possam conduzir a restrições em
matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto
Desconhece-se a existência de quaisquer acordos parassociais tendo por objeto a Sociedade.
25
II. Participações Sociais e Obrigações detidas
7. Participações qualificadas
Em 31 de dezembro de 2023, nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º, 20º e 29º-R do Código de
Valores Mobiliários, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social
qualificada que ultrapasse os 5%, 10%, 15%, 20%, 25%, 33%, 50%, 66% e 90% dos direitos de voto, e de acordo
com as notificações recebidas pela Sociedade, são como segue:
1 Thing, Investments, S.A.
N° ações detidas
em 31-dez-2023
% capital social com
direito de voto
Diretamente (a)
2 565 293
10,00 %
Total imputável
2 565 293
10,00 %
(a) - as 2.565.293 ações correspondem ao total das ações da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. detidas diretamente pela sociedade 1 Thing, Investments,
S.A. cujo conselho de administração integra o administrador Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Domingos José Vieira de Matos
N° ações detidas
em 31-dez-2023
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Livrefluxo, S.A. (da qual é acionista dominante e
administrador)
3 118 408
12,16%
Total imputável
3 118 408
12,16%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
N° ações detidas
em 31-dez-2023
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Actium Capital, S.A. (da qual é acionista dominante e
administrador)
4 009 402
15,64%
Total imputável
4 009 402
15,64%
Ana Rebelo Carvalho Menéres de Mendonça
N° ações detidas
em 31-dez-2023
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Promendo Investimentos, S.A. (da qual é acionista
dominante e administradora)
4 845 383
18,90%
Total imputável
4 845 383
18,90%
João Manuel Matos Borges de Oliveira
N° ações detidas
em 31-dez-2023
% capital social com
direito de voto
Através da sociedade Caderno Azul, S.A. (da qual é acionista dominante e
administrador)
5 300 000
20,67%
Total imputável
5 300 000
20,67%
A Ramada Investimentos não foi notificada de quaisquer participações acima de 25% dos direitos de voto.
Esta matéria encontra-se igualmente tratada no Relatório Anual de Gestão.
A informação atualizada sobre participações qualificadas está acessível em http://www.ramadainvestimentos.pt/pt/
8. Número de ações e obrigações detidas por membros dos órgãos de administração e de fiscalização, nos
termos do n.º 5 do art.º 447º do Código das Sociedades Comerciais (CSC)
As ações e obrigações detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização na Sociedade e em
sociedades em relação de domínio ou de grupo com a Sociedade, diretamente ou através de pessoas relacionadas,
encontram-se divulgadas em anexo ao Relatório Anual de Gestão nos termos exigidos pelo artigo 447.º do Código
das Sociedades Comerciais (CSC) e pelo artigo 19.º do Regulamento (UE) N.º 596/2014 do Parlamento Europeu e
do Conselho de 16 de abril de 2014.
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9. Poderes do Conselho de Administração relativos a aumentos do capital
O Conselho de Administração não dispõe de quaisquer poderes especiais, tendo as competências e poderes que
lhe são conferidos pelo CSC e pelos Estatutos da Sociedade.
Note-se que o artigo 4.º dos Estatutos da Sociedade, na redação que lhe foi dada pela última Assembleia Geral
Anual da Sociedade (30 de abril de 2021), atribuiu ao Conselho de Administração a possibilidade de deliberar o
aumento do capital social, por uma ou mais vezes, até ao limite de 35 milhões de Euros, estabelecendo nessa
deliberação as condições de subscrição e as categorias de ações a emitir, de entre as existentes.
Esta disposição estatutária, nos termos da alínea b) do número 2 do artigo 456.º do CSC, vigorará pelo prazo de
cinco anos, pelo que a 30 de abril de 2026 cessará a sua vigência, data a partir da qual tal competência passará a
residir, exclusivamente, na Assembleia Geral, caso não seja deliberada a renovação daquela cláusula estatutária.
10. Relações significativas de natureza comercial entre os titulares de participações qualificadas e a
Sociedade
No ano de 2023 não foram realizados negócios ou transações comerciais significativos entre a Sociedade e os
titulares de participações qualificadas notificadas à Sociedade, exceto os que, fazendo parte da atividade normal
desta, foram realizados em condições normais de mercado para operações semelhantes. Refira-se, no entanto, que
os montantes envolvidos não são materiais.
A informação sobre os negócios entre a Sociedade e as partes relacionadas pode ser consultada na nota 34 do
Anexo às Contas Consolidadas e na nota 24 do Anexo às Contas Separadas da Sociedade referentes a transações
com partes relacionadas.
B. ÓRGÃOS SOCIAIS E COMISSÕES
I. ASSEMBLEIA GERAL
a) Composição da mesa da assembleia geral
11. Identificação e cargo dos membros da mesa da assembleia geral e respetivo mandato
A mesa da Assembleia Geral da Ramada Investimentos é constituída, em observância do disposto no artigo 11.º
dos Estatutos da Sociedade e do artigo 374.º do CSC, por um presidente e por um secretário eleitos em Assembleia
Geral pelos acionistas da Sociedade, para cada mandato correspondente a três anos, coincidente com o mandato
dos órgãos sociais.
A 31 de dezembro de 2023, a Mesa da Assembleia Geral era composta pelos seguintes membros, em exercício do
segundo mandato:
Presidente: Manuel Eugénio Pimentel Cavaleiro Brandão
Secretária: Maria Conceição Henriques Fernandes Cabaços
O mandato teve início em 2023 e terá o seu termo em 2025.
b) Exercício do direito de voto
12. Eventuais restrições em matéria de direito de voto
Na Ramada Investimentos não existem quaisquer limitações estatutárias ao exercício do direito de voto.
27
O capital social da Sociedade é integralmente representado por uma única categoria de ações, correspondendo a
cada ação um voto, não existindo, assim, limitações ao número de votos que podem ser detidos ou exercidos por
qualquer acionista.
A Sociedade não emitiu ações preferenciais sem direito a voto, nem qualquer tipo de ações com direito especial ao
voto plural.
A participação dos acionistas em Assembleia Geral depende da comprovação da qualidade de acionista por
referência à “Data do Registo” nos termos legais aplicáveis e definidos no Aviso Convocatório não estabelecendo a
Sociedade qualquer exigência adicional face às exigências impostas por lei.
Importa ainda referir que, em linha com o disposto no número 2 do artigo 23.º-C do CVM, o exercício dos direitos de
participação e votação em Assembleia Geral não é prejudicado pela transmissão das ações em momento posterior
à data de registo, nem depende do bloqueio das mesmas entre aquela data e a data da Assembleia Geral.
Os acionistas individuais e as pessoas coletivas poderão fazer-se representar por quem designarem para o efeito
mediante documento de representação escrito, dirigido ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, por carta
entregue na sede social até ao final do terceiro dia útil anterior à data da Assembleia Geral.
Um acionista pode ainda, nos termos legais aplicáveis, designar diferentes representantes em relação às ações de
que seja titular em diferentes contas de valores mobiliários, sem prejuízo do princípio da unidade de voto e da
votação em sentido diverso legalmente prevista para os acionistas a título profissional.
Os acionistas da Sociedade podem votar por correspondência em relação a todas as matérias sujeitas à apreciação
da Assembleia Geral, por declaração escrita, com a identificação do acionista, quando pessoa singular, pelo envio
de cópia certificada do respetivo cartão de cidadão, o que é solicitado em observância do número 2 do artigo 5.º da
Lei 7/2007, de 5 de fevereiro na redação que lhe foi dada pela Lei n.º 61/2021, de 19 de agosto e, quando pessoa
coletiva, pela assinatura devidamente reconhecida, nos termos legais aplicáveis.
De acordo com os Estatutos da Sociedade:
• Sem prejuízo da prova da qualidade de acionista em observância dos termos e dos prazos previstos na
lei, só serão admitidos os votos por correspondência enviados por correio registado para a sede da
Sociedade, dirigidos ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, e recebidos por este até ao final do
terceiro dia útil anterior à data da Assembleia Geral.
• A declaração de voto deverá ser assinada pelo titular das ações ou por quem, legalmente, o represente,
devendo o acionista, caso seja pessoa singular, acompanhar a declaração de voto de cópia certificada do
seu documento de identificação e, caso seja pessoa coletiva, ser a sua assinatura reconhecida na
qualidade e com poderes para o ato.
• As declarações de voto deverão (i) indicar o ponto ou pontos da ordem de trabalhos a que respeita, (ii)
indicar a proposta concreta a que se destina, com indicação do dos proponentes, bem como (iii) conter a
indicação precisa e incondicional do sentido de voto para cada proposta.
• Os votos emitidos por correspondência contam para a verificação do quórum constitutivo da Assembleia
Geral, sendo o resultado da votação por correspondência relativamente a cada ponto da ordem de
trabalhos divulgado no ponto a que disser respeito.
• Considera-se revogado o voto por correspondência emitido, no caso da presença, na Assembleia Geral,
do acionista que o emitiu ou de representante por ele designado.
• Caso as declarações de voto omitam o sentido de voto em relação a propostas apresentadas
anteriormente à data em que esses mesmos votos tenham sido emitidos, considerar-se-á que esse
acionista se abstém relativamente a essas propostas.
• Os votos exercidos por correspondência valem como votos negativos relativamente a propostas de
deliberação apresentadas posteriormente à data em que esses mesmos votos tenham sido emitidos.
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Cabe ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral verificar da conformidade das declarações de voto por
correspondência, valendo como não emitidos os votos correspondentes às declarações não aceites.
Sem prejuízo de monitorizar em permanência a adequação do seu modelo e de dar resposta imediata a qualquer
solicitação que lhe seja dirigida em sentido diverso, a RAMADA INVESTIMENTOS tem vindo a incentivar a
participação física dos seus acionistas, por si diretamente ou através de representantes, nas suas assembleias
gerais por considerar que as mesmas são o momento, por excelência, para o contacto entre os seus Acionistas com
a equipa de gestão, aproveitando a presença dos membros que integram os demais órgãos sociais, nomeadamente
o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas, bem como os membros da Comissão de Remunerações. Esta
interação tem-se revelado profícua no seio da Sociedade.
Neste sentido, a Sociedade não implementou os mecanismos necessários ao exercício do direito de voto por via
eletrónica, nem à participação dos acionistas na assembleia por meios telemáticos. Estas modalidades de voto e de
participação nunca foram solicitadas à Sociedade por qualquer Acionista, pelo que se considera que a ausência de
tais formas de votação e de participação não consubstanciam qualquer constrangimento ou restrição ao exercício do
direito de voto e de participação em Assembleia Geral.
De referir, ainda, que a Sociedade divulga, dentro dos prazos legais aplicáveis, e em todos os locais impostos por
lei, a convocatória das Assembleias Gerais, que contém informação sobre a forma de habilitação dos acionistas
para participação e exercício do direito de voto, bem como sobre procedimentos a adotar para o exercício do voto
por correspondência ou para designação de representante.
A Sociedade divulga ainda, nos termos legais aplicáveis, as propostas de deliberação, as informações preparatórias
exigidas por lei, as minutas de carta de representação e de boletins de voto para o exercício do voto por
correspondência, tudo no sentido de garantir, promover e incentivar a participação dos acionistas, por si ou por
representantes por si designados, nas Assembleias Gerais.
Neste contexto, a Sociedade está convicta de que o modelo vigente promove e incentiva, nos termos amplamente
descritos neste Relatório, a participação dos Acionistas em Assembleia Geral.
13. Percentagem máxima dos direitos de voto que podem ser exercidos por um único acionista ou por
acionistas que com aquele se encontrem em alguma das relações do n.º 1 do art.º 20.º do Código dos
Valores Mobiliários
Não existe qualquer limitação no número de votos que pode ser detido ou exercido por um único acionista ou grupo
de acionistas.
14. Deliberações acionistas que, por imposição estatutária, só podem ser tomadas com maioria qualificada
De acordo com os Estatutos da Sociedade, as deliberações sociais são tomadas por maioria dos votos emitidos,
seja qual for a percentagem do capital social representado na assembleia, exceto quando seja exigida por lei uma
diferente maioria.
Numa segunda convocatória, a Assembleia Geral pode deliberar independentemente do número de acionistas
presentes e do capital social que representem.
O quórum deliberativo da Assembleia Geral está em conformidade com o disposto no CSC.
II. ADMINISTRAÇÃO E SUPERVISÃO
a) Composição
15. Identificação do modelo de governo adotado
A RAMADA INVESTIMENTOS adota o modelo de governo que contempla um Conselho de Administração e um
Conselho Fiscal, conforme disposto na alínea a) do número 1 do artigo 278.º do CSC e de um Revisor Oficial de
29
Contas, em observância do disposto na alínea a) do número 2 do artigo 413.º do CSC, por remissão do número 3 já
mencionado artigo 278.º.
O Conselho de Administração é, assim, o órgão responsável pela gestão dos negócios da Sociedade na
prossecução do objeto social, determinando a sua orientação estratégica, sem prejuízo do acompanhamento e
avaliação da gestão pelo Conselho Fiscal, no âmbito das suas competências.
A Sociedade monitoriza em permanência a adequação do modelo adotado, o qual se tem revelado perfeitamente
adequado e base essencial à boa performance do Grupo, garantindo um adequado fluxo de informação entre os
vários órgãos da sociedade.
Em matéria de política de diversidade nos órgãos sociais, importa referir que é um tema que não é novo para o
Grupo RAMADA.
Na verdade, e tendo em consideração que a atividade desenvolvida pelas empresas do Grupo é uma atividade
industrial onde há uma predominância histórica do género masculino, a Sociedade, desde cedo, potenciou a
assunção de cargos de topo por mulheres.
Adicionalmente, a RAMADA INVESTIMENTOS publicou, durante o ano de 2023, o Plano para a Igualdade de
Género, a implementar durante o ano de 2024, e que tem como objetivo fundamental, nos termos e para os efeitos
previstos no artigo 7.º, n.º 1, da Lei n.º 62/2017, de 1 de agosto, contribuir, ainda mais, para alcançar uma efetiva
igualdade de tratamento e de oportunidades entre mulheres e homens, promovendo a eliminação da discriminação
em função do sexo e fomentando a conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional.
De igual forma, a RAMADA INVESTIMENTOS prosseguiu a sua atuação em observância estrita das imposições
legais, nomeadamente aquando da eleição de novos membros para integrarem os órgãos sociais, a propósito do
início de um novo mandato, o que aconteceu na Assembleia Geral Anual, realizada em 28 de abril de 2023.
Os membros que integram o Conselho de Administração e que se encontram em exercício de funções têm revelado
e têm já provas dadas nesse sentido, serem titulares das características individuais (nomeadamente competência,
independência, integridade, disponibilidade e experiência, como já referido) para o exercício pleno e cabal das
funções que lhes estão atribuídas de uma forma alinhada com os interesses da Sociedade e dos seus Acionistas,
desde logo pela sua senioridade e experiência.
Por outro lado, mas não menos relevante, a RAMADA INVESTIMENTOS considera que o equilíbrio de género no
seio do seu órgão de gestão, e que é anterior à entrada em vigor da Lei, demonstra que a política de diversidade
não é um tema novo no Grupo que, fiel a princípios de meritocracia, desde há largos anos que atribui cargos de topo
na sua gestão, a mulheres.
16. Regras estatutárias sobre requisitos procedimentais e materiais aplicáveis à nomeação e substituição
dos membros, consoante aplicável, do Conselho de Administração
A eleição de membros para integrarem o Conselho de Administração da Sociedade cabe aos Acionistas, por
deliberação tomada em Assembleia Geral. Os membros são eleitos para mandatos correspondentes a períodos de
três anos, podendo a sua reeleição ser deliberada por uma ou mais vezes. O Conselho de Administração é
constituído por um número par ou ímpar de membros, no mínimo de três e no máximo de doze, acionistas ou não,
eleitos em Assembleia Geral, a qual poderá desde logo, designar o respetivo Presidente.
O posicionamento de mercado que o Grupo tem vindo a conquistar e os resultados apresentados ao mercado
comprovam que a equipa de gestão da Sociedade tem realizado as suas funções com rigor e competência.
Ainda em matéria de eleição de membros para integrarem o Conselho de Administração, importa referir a regra
estatutária constante do artigo 15.º do Estatutos, nos termos da qual na Assembleia Geral eleitoral um administrador
poderá ser eleito, entre pessoas propostas em listas subscritas por grupos de acionistas desde que nenhum desses
grupos possua ações representativas de mais de vinte por cento e de menos de dez por cento do capital social.
Havendo propostas nesse sentido, a eleição será efetuada isoladamente antes da eleição dos demais
30
administradores. Cada uma das listas referidas anteriormente deverá propor pelo menos duas pessoas elegíveis por
cada um dos cargos a preencher. Nenhum acionista poderá subscrever mais do que uma das referidas listas. Se
numa eleição isolada forem apresentadas listas por mais de um grupo, a votação incide sobre o conjunto dessas
listas.
A Assembleia Geral não poderá proceder à eleição de quaisquer outros administradores enquanto não tiverem sido
eleito um administrador, em conformidade com o acima exposto, salvo se não forem apresentadas tais listas.
Faltando administrador eleito, nos termos anteriores, será chamado o respetivo suplente e, na falta deste, realizar-
se-á nova eleição, à qual serão aplicadas, com as necessárias adaptações, as regras acima descritas. No entanto, o
disposto no artigo 15.º dos Estatutos só será aplicável se, em alguma circunstância, a Sociedade vier a ser
considerada de subscrição pública, concessionária do Estado ou de entidade a ele equiparada.
17. Composição do Conselho de Administração
O Conselho de Administração, composto atualmente por seis membros, é o órgão responsável pela gestão dos
negócios da Sociedade na prossecução do objeto social, determinando a sua orientação estratégica, atuando
sempre da forma que considerar que melhor defende os interesses da Sociedade, na criação permanente de valor
para os seus acionistas e demais stakeholders.
Em 31 de dezembro de 2023 este órgão era composto pelos seguintes elementos:
• João Manuel Matos Borges de Oliveira – Presidente
• Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Vogal
• Domingos José Vieira de Matos – Vogal
• Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira – Vogal
• Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça – Vogal (não executiva)
• Laurentina da Silva Martins  – Vogal (não executiva)
Todos os membros do Conselho de Administração foram eleitos na Assembleia Geral realizada no dia 28 de abril de
2023 para o triénio que se iniciou em 2023 e que terá o seu termo em 2025.
NOME
PRIMEIRA
NOMEAÇÃO
DATA DE TERMO DO
MANDATO
João Manuel Matos Borges de Oliveira
junho de 2008
31 de dezembro de 2025
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
junho de 2008
31 de dezembro de 2025
Domingos José Vieira de Matos
junho de 2008
31 de dezembro de 2025
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
maio de 2009
31 de dezembro de 2025
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
maio de 2009
31 de dezembro de 2025
Laurentina da Silva Martins
abril de 2020
31 de dezembro de 2025
18. Distinção dos membros executivos e não executivos do Conselho de Administração e, relativamente aos
membros não executivos, identificação dos membros que podem ser considerados independentes
Em 31 de dezembro de 2023, o Conselho de Administração, composto por seis membros, incluía quatro membros
executivos: João Manuel Matos Borges de Oliveira, Paulo Jorge dos Santos Fernandes, Domingos José Vieira de
Matos e Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira e duas administradoras não executivas: Ana Rebelo de Carvalho
Menéres de Mendonça e Laurentina da Silva Martins.
O número de administradores executivos, ao longo do ano de 2023, correspondeu a 66% dos membros do
Conselho de Administração, sendo este número, quando comparado com o número total de membros que integram
o órgão, adequado e equilibrado face à natureza e dimensão da Sociedade.
31
Esta conclusão resulta, em particular, da ponderação da experiência, percurso, perfil e conhecimento dos
administradores executivos, incluindo as competências específicas de cada um dos administradores executivos,
considerando-se que este número de membros, à luz dos riscos e exigências inerentes à sua atividade, é adequado
para assegurar uma gestão eficaz, eficiente e prudente da Sociedade.
A atividade dos administradores executivos é desenvolvida em articulação com o trabalho dos demais membros que
integram o Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS (ou seja, os administradores não
executivos), os quais, também considerando o seu perfil pessoal, o percurso e a experiência profissional, são em
número suficiente, adequado e equilibrado à natureza e dimensão da Sociedade.
Na verdade, a RAMADA INVESTIMENTOS considera que dois administradores não executivos é suficiente para
garantir um acompanhamento efetivo, bem como uma verdadeira supervisão e fiscalização, à atividade
desenvolvida pelos executivos, sobretudo tendo em conta que a Sociedade desenvolveu mecanismos tendentes a
permitir aos administradores não executivos, tomadas de decisão independentes e informadas, tais como:
• Disponibilidade dos administradores executivos para o fornecimento, às administradoras não executivas,
de toda a informação adicional que esta entenda relevante ou necessária, bem como para proceder a
estudos e análises mais aprofundados em relação a todas as matérias que sejam objeto de deliberação ou
que, não o sendo, estejam em análise, de alguma forma, na Sociedade;
• Envio prévio e atempado, a todos os membros que integram o Conselho de Administração, das
convocatórias das reuniões daquele órgão, incluindo ordem de trabalhos, mesmo que provisória, da
reunião, acompanhadas da demais informação e documentação relevante;
• Disponibilização permanente dos livros da Sociedade e subsidiárias, nomeadamente, dos livros de atas,
livros de registo de ações, contratos e demais documentação de suporte às operações realizadas pela
Sociedade ou pelas subsidiárias, para examinação, bem como, disponibilização e promoção de um canal
direto de obtenção de informação junto dos administradores e responsáveis operacionais e financeiros das
várias empresas que integram o Grupo, sem que seja necessária qualquer intervenção dos
administradores executivos nesse processo.
A Sociedade tal como noutras, nesta matéria, também leva a cabo em permanência uma avaliação à adequação do
modelo vigente, tendo concluído que o mesmo se tem vindo a revelar adequado e eficiente.
O relatório de gestão da Sociedade inclui a “Atividade desenvolvida pelos membros não-executivos do Conselho de
Administração”, uma descrição da atividade desenvolvida por estes durante o exercício de 2023.
19. Qualificações profissionais dos membros do Conselho de Administração
A informação curricular dos membros que integram o Conselho de Administração é apresentada no Anexo I do
Relatório de Governo.
20. Relações familiares, profissionais ou comerciais, habituais e significativas, dos membros do Conselho
de Administração com acionistas a quem seja imputável participação qualificada superior a 2% dos
direitos de voto
Em 31 de dezembro de 2023, o Presidente do Conselho de Administração João Manuel Matos Borges de Oliveira é
administrador e acionista dominante da CADERNO AZUL, S.A., sociedade detentora de uma participação de
20,67% no capital da RAMADA INVESTIMENTOS. Adicionalmente, aquele administrador é irmão do administrador
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira que é Presidente do Conselho de Administração da sociedade 1 THING,
INVESTMENTS, S.A., sociedade detentora de uma participação de 10,004% no capital da RAMADA
INVESTIMENTOS.
O administrador Paulo Jorge dos Santos Fernandes é administrador e acionista dominante da ACTIUM CAPITAL,
S.A., sociedade detentora de uma participação de 15,64% no capital da RAMADA INVESTIMENTOS.
32
A sociedade PROMENDO INVESTIMENTOS, S.A., detentora de 18,90% do capital da RAMADA INVESTIMENTOS,
tem como administradora e acionista dominante Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça, administradora
não executiva da RAMADA INVESTIMENTOS.
O administrador Domingos José Vieira de Matos é administrador e acionista dominante da LIVREFLUXO, S.A.,
sociedade detentora de uma participação de 12,162% no capital da RAMADA INVESTIMENTOS.
Na RAMADA INVESTIMENTOS existe uma política de prevenção de situações de conflito de interesses, política
essa que se encontra consagrada no Regulamento de Transações com Partes Relacionadas e Conflitos de
Interesses, aprovado pelo Conselho de Administração no dia 31 de maio de 2023, para o novo mandato 2023-2025,
tendo obtido o respetivo parecer prévio favorável do Conselho Fiscal da Sociedade. Existe, adicionalmente, um
Código de Ética e de Conduta, que é também de aplicação transversal a todos os níveis da organização, incluindo
aos membros dos órgãos sociais.
De acordo com o Código de Ética e de Conduta, um dos valores da RAMADA INVESTIMENTOS é a integridade.
Ser íntegro implica correção total na relação com os outros e com a empresa, pressupondo lealdade e transparência
nos comportamentos. A RAMADA INVESTIMENTOS confia na integridade de todos os seus Colaboradores e, por
isso, exige a todos eles lealdade e transparência.
Deste modo, não permite que existam situações de conflito de interesses entre qualquer Colaborador ou Parceiro e
a RAMADA INVESTIMENTOS.
Existirá um conflito de interesses quando (i) o interesse particular do Colaborador ou do Parceiro interfere, ou
parece que interfere, por qualquer forma, com os interesses da empresa como um todo e/ou (ii) um Colaborador ou
um Parceiro, ou membros próximos da sua família ou amigos, recebem um benefício pessoal impróprio em
resultado da posição que esse Colaborador ou Parceiro ocupa na empresa.
Quando confrontados com uma potencial situação de conflito de interesses, os Colaboradores ou os Parceiros
deverão:
a. informar os supervisores diretos, por escrito, sobre o conflito de interesses em que estão ou poderão estar
envolvidos, antes de empreender qualquer operação ou concluir o negócio em causa;
b. abster-se de (i) intervir ou influenciar, direta ou indiretamente, a tomada de decisões que poderão afetar as
entidades com as quais possa haver conflito de interesses, e (ii) participar em reuniões em que tais decisões são
discutidas ou se avaliem informações confidenciais que afetem tal conflito.
O Colaborador ou o Parceiro deve abster-se de agir, em todos os momentos, em função das suas próprias
motivações, não dando prioridade aos seus próprios interesses ou de terceiros, sempre que tal possa pôr em causa
interesses da RAMADA INVESTIMENTOS.
33
21. Organogramas ou mapas funcionais relativos à repartição de competências entre os vários órgãos
sociais, comissões e/ou departamentos da sociedade, incluindo informação sobre delegações de
competências, em particular no que se refere à delegação da administração quotidiana da sociedade
Organigrama Ponto 20.jpg
De acordo com a estrutura atual de Governo da RAMADA INVESTIMENTOS, o Conselho de Administração é o
órgão responsável pela gestão dos negócios da Sociedade na prossecução do objeto social, determinando a sua
orientação estratégica, atuando sempre da forma que considerar que melhor defende os interesses da Sociedade,
na criação permanente de valor para os seus acionistas e demais stakeholders. O Conselho de Administração é
constituído atualmente por seis membros, eleitos em Assembleia Geral, dos quais um presidente e cinco vogais,
sendo dois deles não executivos e um independente.
O Conselho de Administração, no exercício das funções que lhe estão acometidas, estabelece uma interação
permanente com o Conselho Fiscal e com o Revisor Oficial de Contas, colaborando com o órgão de fiscalização de
forma transparente e rigorosa, em observância dos respetivos regulamentos de funcionamento e das melhores
práticas de governo societário.
Não existe limitação ao número máximo de cargos acumuláveis pelos administradores em órgãos de administração
de outras sociedades, pelo que os membros do Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS
integram, na maioria dos casos, os órgãos de administração das subsidiárias mais relevantes do Grupo,
assegurando um acompanhamento próximo e permanente das respetivas atividades.
O Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS incentiva todas as direções e áreas operacionais a
criar equipas multidisciplinares, com vista ao desenvolvimento de projetos de relevo no Grupo, multidisciplinaridade
essa que permite assegurar a identificação de questões e a análise das formas de resolução das mesmas sob as
diferentes perspetivas, garantindo-se uma visão mais transversal sobre os temas em análise. A RAMADA
INVESTIMENTOS acredita que o estabelecimento de canais de comunicação ágeis e eficazes entre as direções da
Sociedade, entre estas e as áreas operacionais e de todas estas com os conselhos de administração de cada
subsidiária e da própria Sociedade é a forma de melhor executar os projetos, identificar os riscos associados,
desenvolver os mecanismos necessários à sua mitigação, numa perspetiva verdadeiramente abrangente e
analisada sob diversos pontos de vista.
A RAMADA INVESTIMENTOS acredita que um fluxo de informação eficaz dentro da organização é a única forma
que permite assegurar um igualmente adequado fluxo de informação das equipas multidisciplinares aos órgãos
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sociais e, consequentemente, destes em relação aos acionistas, aos investidores, aos demais stakeholders,
analistas financeiros e ao mercado em geral.
Em observância desta política do Grupo e da lei, que está perfeitamente alinhada com a recomendação II.1.1. do
Código de Governo das Sociedades do IPCG, a RAMADA INVESTIMENTOS tem assegurado a divulgação, rigorosa
e tempestiva de informação ao mercado, através do Sistema de Difusão de Informação da CMVM (SDI da CMVM),
garantindo o acesso a essa informação, aos seus acionistas, demais stakeholders e ao mercado em geral, no
mesmo momento temporal e com o mesmo nível de detalhe.
Em linha com o que se acaba de expor, a RAMADA INVESTIMENTOS apresenta de seguida as Comissões e/ou
departamentos da Sociedade e respetivas competências e atribuições:
Comissão de Remunerações
O Conselho de Administração considera que, face à sua estrutura organizativa e à dimensão e complexidade da
Sociedade (conforme, em detalhe, se explicita no ponto 28 infra), a única comissão especializada que se revela
necessária é a Comissão de Remunerações.
A Comissão de Remunerações é o órgão responsável pela avaliação de desempenho e aprovação das
remunerações dos membros do Conselho de Administração e demais órgãos sociais. É a esta comissão que cabe,
em observância do disposto nos artigos 26.º-A e seguintes do Código dos Valores Mobiliários e da recomendação
VI.2.2. do Código de Governo das Sociedades do IPCG, elaborar a Declaração sobre a Política de Remuneração e
Compensação dos Órgãos Sociais bem como, através da elaboração de uma proposta de aprovação, submetê-la ao
escrutínio do órgão deliberativo por excelência para esta matéria, que é a Assembleia Geral.
Merecendo a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais a aprovação dos Acionistas em
Assembleia Geral, cabe a esta comissão pugnar pela aplicação da mesma, monitorizando a sua permanente
adequação à realidade da Sociedade.
Em termos de gestão corporativa, a RAMADA INVESTIMENTOS destaca as seguintes áreas:
Área de Corporate Finance
A área de Corporate Finance da RAMADA INVESTIMENTOS, dada a sua visão integrada e transversal a nível de
todas as sociedades do Grupo, é responsável, por um lado, pela definição de estratégias e políticas de gestão
financeira e, por outro, por assegurar o interface com os mercados de capitais, de dívida e bancários. Cabe-lhe
ainda o desenvolvimento dos mecanismos necessários à implementação das estratégias e políticas de gestão
financeira, delineadas.
Área de Planeamento e Controlo de Gestão
A área de planeamento e controlo de gestão da RAMADA INVESTIMENTOS presta apoio na implementação das
estratégias corporativas e/ou dos negócios seguidas pelo Grupo. Esta área prepara e analisa a informação de
gestão a nível de todas as sociedades do Grupo, bem como ao nível consolidado, seja mensal, trimestral, semestral
e anual, monitorizando desvios em relação ao orçamento e propondo as necessárias medidas corretivas. Assume
ainda a responsabilidade pela construção de planos de negócio, integrando as equipas de trabalho multidisciplinares
criadas para este efeito, atividades que vai desenvolvendo a par com a permanente realização de estudos técnicos
e de benchmarking dos negócios existentes, de modo a monitorizar a performance da RAMADA INVESTIMENTOS
tendo em conta a sua posição estratégica no mercado.
Área de Jurídico
A área legal da RAMADA INVESTIMENTOS presta apoio jurídico em todas as áreas de atividade do grupo,
monitorizando e garantindo, por um lado, a legalidade das atividades desenvolvidas, e assegurando, por outro, as
relações com a Euronext Lisbon, com a CMVM e com os acionistas sempre que em causa estejam matérias legais.
Esta área é igualmente responsável pelo acompanhamento da política de governo das sociedades com vista ao
35
cumprimento das melhores práticas neste domínio. Cabe-lhe ainda a responsabilidade da elaboração e/ou análise
de contratos que permitam maximizar a segurança e reduzir riscos legais e custos potenciais, a gestão dos aspetos
relativos à propriedade intelectual e industrial usados pelo grupo, tais como marcas e patentes, logótipos, domínios
e direitos de autor, exercendo ainda as funções de secretariado societário numa permanente monitorização de
conformidade jurídica, apoiando o Conselho de Administração na implementação das suas estratégias. 
Área de Compliance
A área de Compliance assume as responsabilidades previstas na legislação e na regulamentação em vigor, por
forma a assegurar que os órgãos de gestão e de direção, bem como todos os trabalhadores, conhecem as regras
legais e regulamentares aplicáveis, incluindo códigos, normativas e políticas, internas e externas, relevantes nas
diversas áreas de atividade do grupo Ramada, tendo em vista a mitigação dos riscos financeiros, económicos,
legais e reputacionais.
Área de Relações com Investidores
A área de relações com investidores da RAMADA INVESTIMENTOS estabelece a relação entre o Grupo e a
comunidade financeira, divulgando permanentemente informação relevante e atualizada sobre a atividade do
mesmo. Cabe-lhe ainda prestar apoio ao Conselho de Administração no fornecimento de informação atualizada
sobre o mercado de capitais bem como prestar apoio à gestão das relações institucionais da RAMADA
INVESTIMENTOS, estabelecendo contacto permanente com investidores institucionais, acionistas e analistas e
representando o Grupo em associações, fóruns ou eventos (nacionais ou internacionais).
A orgânica do Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS é a seguinte:
• João Manuel Matos Borges de Oliveira – Presidente
• Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Vogal
• Domingos José Vieira de Matos – Vogal
• Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira – Vogal
• Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça – Vogal (não executiva)
• Laurentina da Silva Martins  – Vogal (não executiva)
Os administradores da RAMADA INVESTIMENTOS centram a sua atividade, essencialmente, na gestão das
participações do Grupo e na definição das suas linhas estratégicas. As decisões relativas a matérias estruturantes
para a atividade do Grupo são tomadas pelo Conselho de Administração enquanto órgão colegial composto pela
totalidade dos seus membros, executivos e não executivos, no normal desempenho das suas funções.
A gestão corrente das sociedades operacionais é desempenhada pela administração de cada uma das subsidiárias,
as quais integram igualmente, por regra, alguns dos administradores da RAMADA INVESTIMENTOS, para além de
outros administradores com competências e pelouros especificamente definidos.
Importa referir, que, o exercício de cargos de administração por parte dos administradores da Sociedade nas
sociedades subsidiárias materializa-se num aprofundado conhecimento do negócio, perto das operações e das
pessoas o que leva a que as decisões tomadas ao nível da holding do grupo, a RAMADA INVESTIMENTOS, sejam
assim ainda mais conscientes e informadas.
A RAMADA INVESTIMENTOS acredita que quanto mais profundo é o conhecimento dos administradores da
Sociedade, sobre as especificidades e subtilezas do negócio, mais acertadas são as decisões em relação às linhas
estratégicas e, consequentemente, ao sucesso das decisões ao nível da administração de topo.
Deste modo, e tendo em consideração o desenvolvimento da atividade dos membros do Conselho de Administração
quer na RAMADA INVESTIMENTOS quer nas respetivas subsidiárias, o organigrama funcional pode ser
apresentado do seguinte modo:
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RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
João Borges de Oliveira
Paulo Fernandes
Domingos Matos
Pedro Borges de Oliveira
Ana Mendonça                                                                                                                         
Laurentina da Silva Martins
RAMADA AÇOS
João Borges de Oliveira
Paulo Fernandes
Domingos Matos
Pedro Borges de
Oliveira
Ana Mendonça
F. RAMADA II
IMOBILIÁRIA
João Borges de Oliveira
Paulo Fernandes
Domingos Matos
Pedro Borges de
Oliveira
Ana Mendonça
UNIVERSAL AFIR
João Borges de Oliveira
Domingos Matos
Pedro Borges de
Oliveira
SOCITREL
Carlos Faria
Joaquim Pereira
Alfredo Luís
Portocarrero
b) Funcionamento
22. Existência e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento do Conselho de
Administração
O regulamento de funcionamento do Conselho de Administração encontra-se disponível para consulta na página na
internet da Sociedade (www.ramadainvestimentos.pt) (separador “Investidores”, secção “Governo da Sociedade”).
23. Número de reuniões realizadas e grau de assiduidade de cada membro do Conselho de Administração
às reuniões realizadas
Os Estatutos da Sociedade estabelecem, no seu artigo 17.º, que o Conselho de Administração reunirá sempre que
for convocado pelo seu presidente, por iniciativa deste ou a pedido de quaisquer dois administradores e, pelo
menos, uma vez por trimestre.
O quórum necessário à realização de qualquer reunião do Conselho de Administração considera-se constituído
desde que a maioria dos seus membros esteja presente ou devidamente representada.
Durante o ano de 2023, o Conselho de Administração reuniu oito vezes, e a assiduidade correspondeu a 100%.
As reuniões do Conselho de Administração são agendadas e preparadas com antecedência, sendo disponibilizada
documentação de suporte às propostas que integram a ordem de trabalhos, com a antecedência considerada
necessária, assegurando a criação das condições ao pleno exercício das funções e à adoção de deliberações de
forma amplamente informada.
De igual modo as respetivas convocatórias e posteriormente as atas das reuniões, são colocadas à disposição do
presidente do Conselho Fiscal, num fluxo regular de informação, que potencia o exercício de uma fiscalização ativa
e permanente
24. Indicação dos órgãos da sociedade competentes para realizar a avaliação de desempenho dos
administradores executivos
Em linha com o que se refere no ponto 21 supra, a Comissão de Remunerações é o órgão responsável pela
avaliação de desempenho e aprovação das remunerações dos membros do Conselho de Administração e demais
órgãos sociais. É a esta comissão que cabe, em observância do disposto no artigo 26.º-A do Código dos Valores
Mobiliários e da recomendação VI.2.2. do Código de Governo das Sociedades do IPCG, elaborar a Declaração
sobre a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais bem como, através da elaboração de uma
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proposta de aprovação, a submetê-la ao escrutínio do órgão deliberativo por excelência para esta matéria, que é a
Assembleia Geral.
Pelo menos um membro da Comissão de Remunerações deve estar presente nas Assembleias Gerais Anuais onde
se delibera sobre a Declaração sobre Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais, de forma a
assegurar o esclarecimento de quaisquer questões que, sobre a mesma, aí se possam levantar. Na Assembleia
Geral Anual realizada em 2023, encontrava-se presente um membro daquela comissão, Pedro Pessanha. 
Merecendo a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais a aprovação dos Acionistas em
Assembleia Geral, cabe a esta comissão pugnar pela aplicação da mesma, monitorizando a sua permanente
adequação à realidade da Sociedade.
25. Critérios pré-determinados para a avaliação de desempenho dos administradores executivos
A avaliação de desempenho dos administradores executivos tem por base critérios pré-determinados, assentes em
indicadores de desempenho objetivamente fixados para cada mandato, os quais se encontram alinhados com a
estratégia de médio/longo prazo de desempenho da Sociedade e de crescimento do negócio.
A remuneração dos membros executivos do Conselho de Administração inclui uma componente variável de médio
prazo e destina-se a alinhar de forma mais vincada os interesses dos administradores executivos com os dos
acionistas, visando aumentar a consciencialização sobre a importância do respetivo desempenho para o sucesso
global da Sociedade e será calculado cobrindo o período correspondente a um mandato, tendo como base critérios
objetivos e pré-determinados, a saber: (i) retorno total para o acionista (valorização de ação mais dividendo
distribuído); (ii) somatórios dos resultados líquidos consolidados dos 5 anos (2020 a 2025); e; (iii) evolução dos
negócios da Sociedade.
O valor total da componente de médio prazo não pode ser superior a 50% da remuneração fixa auferida durante o
período dos 5 anos.
A componente variável (de curto prazo e de médio prazo) é apurada de acordo com o desempenho individual de
cada administrador executivo, tendo em conta a respetiva avaliação individual anual, de acordo com os objetivos
quantitativos (de natureza financeira e não financeira) e qualitativos previamente definidos. Os objetivos
quantitativos e qualitativos são, por natureza, de longo prazo e, portanto, têm um calendário que se pode estender
por um ou mais anos.
Os objetivos individuais quantitativos devem refletir o desempenho financeiro da Sociedade, nomeadamente o seu
crescimento e o retorno gerado para os acionistas. Os indicadores financeiros deverão ter em linha de conta os
objetivos estratégicos da Sociedade, em especial a evolução do volume de negócios e dos resultados da Sociedade
e a solidez financeira e de capital da Sociedade. Os objetivos individuais qualitativos devem refletir o atingimento
dos indicadores ambientais, sociais e de governo corporativo.
O processo de avaliação de desempenho individual de cada administrador executivo é anual, devendo ser
suportado em evidências concretas, disponibilizadas à Comissão de Remunerações RAMADA INVESTIMENTOS.
26. Disponibilidade de cada um dos membros do Conselho de Administração com indicação dos cargos
exercidos em simultâneo em outras empresas, dentro e fora do grupo, e outras atividades relevantes
exercidas pelos membros daqueles órgãos no decurso do exercício
O compromisso dos administradores da RAMADA INVESTIMENTOS com a natureza e exigência das funções que
assumiram é total. Neste sentido, a gestão de topo do Grupo é uma gestão presente, próxima das pessoas e do
negócio.
As suas atividades profissionais, a indicação de outras empresas onde desempenham funções de administração e a
indicação de outras atividades relevantes exercidas pelos mesmos, é apresentada no anexo I do Relatório de
Governo da Sociedade.
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c) Comissões no seio do órgão de administração ou supervisão e administradores delegados
27. Identificação das comissões criadas no seio do Conselho de Administração e local onde podem ser
consultados os regulamentos de funcionamento
O Conselho de Administração considera que, face à sua estrutura organizativa e à dimensão e complexidade da
Sociedade (conforme, em detalhe, se explicita no ponto 28 infra), a única comissão especializada que se revela
necessária é a Comissão de Remunerações.
A RAMADA INVESTIMENTOS tem assim formalmente constituída uma Comissão de Remunerações, eleita pela
Assembleia Geral para o mandato correspondente ao triénio que se iniciou em 2023 e que termina em 2025, e cuja
composição é a seguinte :
• João da Silva Natária – Presidente
• André Seabra Ferreira Pinto – Vogal
• Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha da Costa – Vogal
A Comissão de Remunerações dispõe de um regulamento de funcionamento válido para o mandato em curso,
aprovado em sede de reunião dessa mesma comissão, e que se encontra disponível para consulta no website da
sociedade (www.ramadainvestimentos.pt) (separador “Investidores”, secção “Governance”).
28. Composição, se aplicável, da comissão executiva e/ou identificação de administrador(es) delegado(s)
A RAMADA INVESTIMENTOS que, conforme já amplamente referido ao longo do presente Relatório, monitoriza em
permanência a adequação do modelo vigente. Nesse sentido, e dessa monitorização permanente tem resultado a
conclusão de que a sua estrutura organizativa, face à reduzida dimensão do Conselho de Administração que é
composto por seis membros, se afigura desnecessária uma designação formal de uma Comissão Executiva no seio
do Conselho de Administração.
No entanto, e tal como referido no ponto 18 do presente Relatório, dos seis membros que integram o Conselho de
Administração, 4 desempenham funções que podemos considerar de cariz executivo - mais prático ou operacional –
observando o seguinte:
• envio prévio e atempado, a todos os membros que integram o Conselho de Administração, das
convocatórias das reuniões daquele órgão, incluindo ordem de trabalhos, mesmo que provisória, da
reunião, acompanhadas da demais informação e documentação relevante;
• disponibilidade para o fornecimento, aos administradores ditos não executivos, de toda a informação
adicional que entendam relevante ou necessária, bem como para proceder a estudos e análises mais
aprofundados em relação a todas as matérias que sejam objeto de deliberação ou que, não o sendo,
estejam em análise, de alguma forma, na Sociedade, e ainda,
• disponibilização dos livros de registo da Sociedade e subsidiárias, tais como livros de atas, livros de
registo de ações, documentos de suporte às operações realizadas na Sociedade ou nas subsidiárias, para
efeitos de controlo e verificação, bem como, disponibilização e promoção de um canal direto de obtenção
de informação junto dos administradores e responsáveis operacionais e financeiros das subsidiárias do
Grupo, sem que seja necessária qualquer intervenção dos administradores ditos executivos nesse
processo.
Desta forma, considera a Sociedade, estarem garantidas as condições necessárias para que as decisões relativas a
matérias estratégicas sejam, tal como são, tomadas pelo Conselho de Administração enquanto órgão colegial
composto pela totalidade dos seus membros, executivos e não executivos, no normal desempenho das suas
funções, de forma esclarecida e informada, totalmente focada na criação de valor para os acionistas.
Não obstante, e tal como se refere supra, o Conselho de Administração tem refletido regularmente sobre a
adequação da sua estrutura organizativa, tendo vindo sempre a resultar dessas reflexões a conclusão da
conformidade de tal estrutura com as melhores práticas de governo das sociedades, o que se tem vindo a
materializar no desempenho positivo, que no Relatório & Contas resulta espelhado, da Sociedade.
39
29. Indicação das competências de cada uma das comissões criadas e síntese das atividades desenvolvidas
no exercício dessas competências
Em linha com o que se refere nos pontos 21 e 24 supra, a Comissão de Remunerações é o órgão responsável pela
avaliação de desempenho e aprovação das remunerações dos membros do Conselho de Administração e demais
órgãos sociais. É a esta comissão que cabe, em observância do disposto no artigo 26.º-A do Código dos Valores
Mobiliários e da recomendação VI.2.2. do Código de Governo das Sociedades do IPCG, elaborar a Declaração
sobre a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais bem como, através da elaboração de uma
proposta de aprovação, a submetê-la ao escrutínio do órgão deliberativo por excelência para esta matéria, que é a
Assembleia Geral.
Merecendo a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais a aprovação dos Acionistas em
Assembleia Geral, cabe a esta comissão pugnar pela aplicação da mesma, monitorizando a sua permanente
adequação à realidade da Sociedade.
Durante o ano de 2023, a Comissão de Remunerações reuniu duas vezes com um grau de assiduidade
correspondente a 100%. As atas das mencionadas reuniões encontram-se registadas no livro de atas da Comissão
de Remunerações, nos termos legais aplicáveis.
Secretário da Sociedade
O Secretário da Sociedade exerce as competências que lhe estão atribuídas por lei, nomeadamente o disposto no
artigo 446.º B do Código das Sociedades Comerciais, e que são, entre outras, as seguintes: a) Secretariar as
reuniões dos órgãos sociais; b) Lavrar as atas e assiná-las conjuntamente com os membros dos órgãos sociais
respetivos e o presidente da mesa da assembleia geral, quando desta se trate; c)  Conservar, guardar e manter em
ordem os livros e folhas de atas, as listas de presenças, o livro de registo de ações, bem como o expediente a eles
relativo; d) Proceder à expedição das convocatórias legais para as reuniões de todos os órgãos sociais; e) 
Certificar as assinaturas dos membros dos órgãos sociais apostas nos documentos da sociedade; f)  Certificar que
todas as cópias ou transcrições extraídas dos livros da sociedade ou dos documentos arquivados são verdadeiras,
completas e atuais; g)  Satisfazer, no âmbito da sua competência, as solicitações formuladas pelos acionistas no
exercício do direito à informação e prestar a informação solicitada aos membros dos órgãos sociais que exercem
funções de fiscalização sobre deliberações do conselho de administração ou da comissão executiva; h)  Certificar o
conteúdo, total ou parcial, do contrato de sociedade em vigor, bem como a identidade dos membros dos diversos
órgãos da sociedade e quais os poderes de que são titulares; i) Certificar as cópias atualizadas dos estatutos, das
deliberações dos sócios e da administração e dos lançamentos em vigor constantes dos livros sociais, bem como
assegurar que elas sejam entregues ou enviadas aos titulares de ações que as tenham requerido e que tenham
pago o respetivo custo. Cabe-lhe ainda apoiar o fluxo de informação entre o Conselho de Administração e o Órgão
de Fiscalização e assegurar o registo tempestivo das deliberações sociais junto da Conservatória do Registo
Comercial.
As funções de secretariado da Sociedade foram exercidas em pleno e de forma regular durante o exercício de 2023.
III. FISCALIZAÇÃO
a) Composição
30. Identificação do órgão de fiscalização correspondente ao modelo adotado
O Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas são, no modelo de governo adotado, os órgãos de fiscalização da
Sociedade.
40
31. Composição do Conselho Fiscal, com indicação do número estatutário mínimo e máximo de membros,
duração estatutária do mandato, número de membros efetivos, data da primeira designação, e data do
termo de mandato de cada membro
O Conselho Fiscal é designado pela Assembleia Geral, para mandatos com duração de três anos, podendo ser
reeleitos uma ou mais vezes, e é composto por três membros e um a dois suplentes, a deliberar pela Assembleia
Geral, assumindo, em pleno, as funções que lhe estão atribuídas por lei, nas quais se inclui a proposta de
designação do Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, em cumprimento do
disposto na alínea b) do número 1 do artigo 413.º do CSC, cumprindo uma atribuição que legalmente lhe está
atribuída nos termos da alínea b) do número 2 do artigo 420.º do CSC.
No triénio que se iniciou em 2023 e que termina em 2025, este órgão é composto pelos seguintes elementos:
• Carlos Manuel Portela Enes Epifânio – Presidente
• Jorge Manuel de Sousa Marrão – Vogal
• Ana Paula dos Santos Silva e Pinho – Vogal
• André Seabra Ferreira Pinto – Suplente
O Presidente do Conselho Fiscal foi eleito, pela primeira vez, em abril de 2023, para o mandato que se iniciou em
2023 e cessará em 2025. O membro Jorge Marrão foi eleito para o cargo descrito, pela primeira vez, em abril de
2023, para o triénio que se iniciou em 2023 e que cessará em 2025, encontrando-se no primeiro mandato. O
membro Ana Paula dos Santos Silva e Pinho, que foi eleita, pela primeira vez, em abril de 2020, para o triénio que
se iniciou em 2020 e que cessou em 2022, foi reeleita para o segundo mandato correspondente ao triénio que se
iniciou em 2023 e que cessará em 2025.
A Sociedade entende que o número de membros do Conselho Fiscal está totalmente alinhado com a natureza,
dimensão, riscos e atividade da Sociedade e permite garantir que as suas funções (dos membros do Conselho
Fiscal) são desempenhas de acordo com os poderes e competências que estão atribuídos.
Esta análise teve em linha de conta, igualmente, a estrutura da RAMADA INVESTIMENTOS e a articulação que
existe entre os membros deste órgão e os demais órgãos da sociedade, em especial o Revisor Oficial de Contas
(identificado no ponto 39 infra) e o Auditor Externo (identificado no ponto 42 infra).
32. Identificação dos membros do Conselho Fiscal que se considerem independentes, nos termos do art.º
414.º, n.º 5 do CSC
Como órgão colegial que é, a aferição da independência do Conselho Fiscal é feita a todos aqueles que o
compõem, aferindo-se a independência de cada um dos seus membros de acordo com a definição que é dada nos
termos do n.º 5 do artigo 414.º, sendo eventuais incompatibilidades aferidas de acordo com a definição do n.º 1 do
artigo 414.º-A, ambos do CSC.
Todos os membros que compõem o Conselho Fiscal da Sociedade cumprem assim as regras de independência
acima identificadas. Esta conformidade é declarada pelos respetivos membros em declaração que individualmente
subscrevem e entregam na Sociedade.
33. Qualificações profissionais de cada um dos membros do Conselho Fiscal e outros elementos
curriculares relevantes
Todos os membros que integram o Conselho Fiscal da RAMADA INVESTIMENTOS dispõem da formação,
competência e da experiência necessárias ao pleno exercício das funções, em linha com o disposto no número 4 do
artigo 414.º do CSC e no número 2 do artigo 3.º da Lei 148/2015, de 9 de setembro. O Presidente deste órgão está
adequadamente apoiado pelos restantes membros do Conselho Fiscal.
No Anexo I do Relatório de Governo da Sociedade são apresentadas as qualificações profissionais e as demais
atividades exercidas pelos membros do Conselho Fiscal.
41
b) Funcionamento
34. Existência e local onde podem ser consultados os regulamentos de funcionamento do Conselho Fiscal
O regulamento de funcionamento do Conselho Fiscal está disponível para consulta no site da Sociedade
(www.ramadainvestimentos.pt), separador “Investidores”, secção “Governance”.
35. Número de reuniões realizadas e grau de assiduidade às reuniões realizadas de cada membro do
Conselho Fiscal
Durante o ano de 2023, o Conselho Fiscal da Sociedade reuniu seis vezes, tendo a assiduidade correspondido a
100%. As correspondentes atas encontram-se registadas no livro de atas do Conselho Fiscal.
36. Disponibilidade de cada um dos membros do Conselho Fiscal com indicação dos cargos exercidos em
simultâneo em outras empresas, dentro e fora do grupo, e outras atividades relevantes exercidas
Os membros do Conselho Fiscal assumiram um compromisso com a Sociedade, que têm vindo a cumprir de forma
escrupulosa e que se materializa num nível de disponibilidade totalmente consentâneo com os interesses da
Sociedade. A informação relativa a outros cargos exercidos, qualificações e experiência profissional dos membros
do Conselho Fiscal encontra-se detalhada no Anexo I do Relatório de Governo da Sociedade.
c) Competências e funções
37. Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização para efeitos
de contratação de serviços adicionais ao auditor externo
É da competência do Conselho Fiscal aprovar previamente a prestação de serviços distintos dos serviços de
auditoria a contratar ao Auditor Externo.
Como ponto prévio, importa referir que o próprio Conselho de Administração, quando põe em causa a possibilidade
de contratar serviços adicionais ao Auditor Externo ou ao Revisor Oficial de Contas, assegura, antes de comunicar a
sua decisão ao Conselho Fiscal, que àqueles ou a entidades que integram a sua rede, não são contratados serviços
que, nos termos da Recomendação da Comissão Europeia n.º C (2002) 1873, de 16 de maio, possam pôr em causa
a sua independência.
Concluindo o Conselho de Administração que estão reunidas as condições para apresentar o tema ao Conselho
Fiscal, este analisa, de forma prévia e aprofundada, o âmbito de tais serviços adicionais a prestar pelo Auditor
Externo e pelo Revisor Oficial de Contas, tomando uma decisão favorável se, da análise levada a cabo resultar que:
(i) a contratação dos serviços adicionais não coloca em causa a independência do Auditor Externo; (ii) está
assegurado um equilíbrio saudável entre os normais serviços de auditoria e os serviços adicionais cuja prestação
está a ser alvo de análise e que (iii) os serviços adicionais cuja prestação se propõe não configuram serviços cuja
prestação esteva vedada nos termos do número 8 do artigo 77.º da Lei número 140/2015. Nesta sua análise o
Conselho Fiscal analisa ainda se (iv) os serviços adicionais serão prestados em cumprimentos dos níveis de
qualidade em vigor no Grupo e tendo sempre como pano de fundo o objetivo de que a prestação dos mesmos, caso
venha a ocorrer, não ponha em causa a independência que se lhe exige no exercício das funções de auditoria.
Importa referir a este propósito que a Deloitte & Associados, SROC, S.A., antes de aceitar a adjudicação dos
serviços, realiza, igualmente, um rigoroso assessment interno para aferir que os serviços que se propõe prestar não
afetem, em nenhuma circunstância, os critérios de independência que se propôs cumprir aquando da aceitação da
eleição para o exercício das funções.
A Sociedade considera assegurado, assim, um exigente grau de controlo, na verificação do não comprometimento
dos critérios de independência, aquando da decisão de contratação de serviços adicionais ao Auditor Externo.
Importa acrescentar que o Conselho Fiscal recebe ainda, anualmente, a declaração de independência do Auditor
Externo e do Revisor Oficial de Contas na qual são descritos os serviços prestados por este e por outras entidades
42
da mesma rede, respetivos honorários pagos, eventuais ameaças à sua independência e as medidas de
salvaguarda para fazer face às mesmas.
Todas as potenciais ameaças à independência do Auditor Externo, quando existam, assim como as respetivas
medidas de salvaguarda são avaliadas e discutidas, de forma aberta e transparente, entre o Conselho Fiscal e o
Auditor Externo.
38. Outras funções dos órgãos de fiscalização
A fiscalização da Sociedade compete ao Conselho Fiscal que exerce na RAMADA INVESTIMENTOS as
responsabilidades previstas no artigo 420.º do CSC e no seu Regulamento (referido no ponto 34 deste relatório e
acessível no site da Sociedade (www.ramadainvestimentos.pt), separador “Investidores”, secção “Governance”,
destacando-se as seguintes competências estatutárias e legalmente atribuídas:
a) Fiscaliza a administração da sociedade;
b) Vigia pela observância da lei e do contrato de sociedade;
c) Elabora anualmente relatório sobre a sua ação fiscalizadora e dá parecer sobre o relatório, contas e
propostas apresentados pela administração;
d) Convoca a Assembleia Geral, quando o presidente da respetiva mesa o não faça, devendo fazê-lo;
e) Fiscaliza a eficácia do sistema de gestão de riscos, do sistema de controlo interno e do sistema de
auditoria interna, se existentes;
f) Recebe as comunicações de irregularidades apresentadas por acionistas, colaboradores da sociedade ou
outros;
g) Contrata a prestação de serviços de peritos que coadjuvem um ou vários dos seus membros no exercício
das suas funções, devendo a contratação e a remuneração dos peritos ter em conta a importância dos
assuntos a eles cometidos e a situação económica da sociedade;
h) Cumpre as demais atribuições constantes da lei ou do contrato de sociedade;
i) Fiscaliza o processo de preparação e de divulgação de informação financeira;
j) Propõe à Assembleia Geral a nomeação do Revisor Oficial de Contas;
k) Fiscaliza a revisão de contas aos documentos de prestação de contas da sociedade;
l) Fiscaliza a independência do Revisor Oficial de Contas, designadamente no tocante à prestação de
serviços adicionais.
O Conselho Fiscal representa ainda a Sociedade junto do Auditor Externo e Revisor Oficial de Contas, competindo-
lhe, designadamente, propor o prestador destes serviços e a respetiva remuneração, zelando igualmente para que
sejam asseguradas, dentro do Grupo, as condições adequadas à prestação daqueles serviços.
O Conselho Fiscal é o primeiro destinatário dos relatórios emitidos pelo Auditor Externo e Revisor Oficial de Contas,
bem como, o interlocutor do Grupo no relacionamento com aquelas entidades, cabendo-lhe ainda pronunciar-se
sobre projetos relevantes e planos de trabalhos e sobre a adequação dos recursos afetos à execução desses
projetos
O Conselho Fiscal é, assim, responsável por elaborar anualmente relatório sobre a sua ação fiscalizadora e dar
parecer sobre o relatório e contas e propostas apresentadas pela administração, bem como por fiscalizar a eficácia
do sistema de gestão de risco e de controlo interno.
Este órgão, em articulação com o Conselho de Administração, analisa e supervisiona regularmente a elaboração e
divulgação da informação financeira, prestando todo o apoio necessário à equipa de gestão da Sociedade e
assumindo expressamente esse compromisso de que não haja acesso, por parte de terceiros, indevido e
intempestivo, à informação relevante.
Adicionalmente, o órgão de fiscalização é chamado a intervir para emitir parecer sempre que em causa esteja a
realização de transações entre administradores da RAMADA INVESTIMENTOS e a própria Sociedade ou entre a
RAMADA INVESTIMENTOS e sociedades que consigo se encontrem numa relação de domínio ou de grupo, em
que o interveniente é administrador, nos termos do artigo 397.º do CSC.
43
Esta intervenção do Conselho Fiscal será solicitada independentemente do nível de materialidade da operação em
causa.
O Auditor Externo, por sua vez, e enquanto parte do órgão de fiscalização da Sociedade, no âmbito do processo de
auditoria anual, analisa (i) o funcionamento de mecanismos de controlo interno e reporta deficiências identificadas;
(ii) verifica se os principais elementos dos sistemas de controlo interno e gestão de risco implementados na
Empresa relativamente ao processo de divulgação de informação financeira são apresentados e divulgados na
informação anual sobre o Governo das Sociedades e (iii) emite uma Certificação Legal das Contas e Relatório de
Auditoria, na qual atesta se aquele relatório divulgado sobre a estrutura e as práticas de governo societário inclui os
elementos referidos no artigo 66.º-B do CSC na sua atual redação ou, não incluindo, assegurando que essa
informação consta de relatório separado igualmente disponibilizado aos acionistas, se cumpre as disposições do
artigo 29.º-H do CVM, se obedece à estrutura do Regulamento da CMVM número 4/2013 e ainda se contempla na
informação constante do mesmo, uma declaração sobre o cumprimento do Código de Governo das Sociedades do
IPCG.
Durante o exercício de 2023, o Revisor Oficial de Contas acompanhou o desenvolvimento da atividade da
Sociedade e procedeu aos exames e verificações por si considerados necessários à revisão e certificação legal das
contas, em interação com o Conselho Fiscal, contando sempre com a colaboração plena, no sentido de célere e
expedita, do Conselho de Administração no acesso às informações solicitadas.
Em linha com o que se acaba de referir, o Revisor Oficial de Contas pronunciou-se sobre a atividade por si
desenvolvida no exercício de 2023, informação que fez constar do seu relatório anual de auditoria, o qual será
sufragado pelos Acionistas em Assembleia Geral Anual.
O órgão de fiscalização monitoriza e assegura o cumprimento por parte da RAMADA INVESTIMENTOS e das suas
subsidiárias, da legislação aplicável a cada momento de modo a poder avaliar os níveis de compliance do Grupo
nesta matéria, que tem classificado como elevados e alinhados com os interesses da Sociedade e dos seus
Acionistas.
IV. REVISOR OFICIAL DE CONTAS
39. Identificação do revisor oficial de contas e do sócio revisor oficial de contas que o representa
O Revisor Oficial de Contas da Sociedade para o mandato correspondente ao triénio que se iniciou em 2023 e
terminará em 2025 é a Deloitte & Associados, SROC, S.A., representada por António Manuel Martins Amaral.
40. Indicação do número de anos em que o revisor oficial de contas exerce funções consecutivamente junto
da sociedade e/ou grupo
A Deloitte & Associados, SROC, S.A. é responsável pela revisão oficial de contas da Sociedade e das sociedades
do Grupo desde 2021, tendo sido eleita para o primeiro mandato anual, sob proposta do Conselho Fiscal, na
Assembleia Geral de 30 de abril de 2021, para o segundo mandato anual em 29 de abril de 2022 e para o terceiro
mandato correspondente ao triénio 2023-2025 em abril de 2023.
41. Descrição de outros serviços prestados pelo ROC à sociedade
O Revisor Oficial de Contas é, simultaneamente, auditor externo da Sociedade conforme detalhados nos pontos
abaixo.
44
V. AUDITOR EXTERNO
42. Identificação do auditor externo designado para os efeitos do art.º. 8.º e do sócio revisor oficial de
contas que o representa no cumprimento dessas funções, bem como o respetivo número de registo na
CMVM
O auditor externo da Sociedade, designado para os efeitos do art.º 8.º do CVM, é a Deloitte & Associados, SROC,
S.A., registada sob o n.º 20161389 na CMVM, representada por António Manuel Martins Amaral.
43. Indicação do número de anos em que o auditor externo e o respetivo sócio revisor oficial de contas que
o representa no cumprimento dessas funções exercem funções consecutivamente junto da sociedade e/
ou do grupo
O Auditor Externo foi eleito para um primeiro mandato anual em 2021, para um segundo mandato anual em 2022 e
encontra-se a cumprir o seu terceiro mandato, correspondente ao triénio 2023-2025, tal como o sócio que o
representa.
44. Política e periodicidade da rotação do auditor externo e do respetivo sócio revisor oficial de contas que
o representa no cumprimento dessas funções
No que respeita à rotação do Auditor Externo, a Sociedade não tinha estabelecida, até à data de entrada em vigor
do novo Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, aprovado pela Lei n.º 140/2015, de 7 de Setembro,
uma política de rotação do Auditor Externo baseada num número pré-determinado de mandatos, tendo em conta,
designadamente, o facto de tal política de rotação não constituir uma prática comum ou habitual e por a Sociedade,
na monitorização permanente da adequação e justeza do modelo vigente, não ter nunca identificado situações de
perda de independência ou qualquer outras situações que pudessem aconselhar a adoção de uma política formal
que exigisse tal rotação.
A entrada em vigor do novo Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, em 1 de Janeiro de 2016, veio
consagrar um novo regime aplicável à rotação dos revisores oficiais de contas aplicável às sociedades cujas ações
se encontram admitidas à negociação em mercado regulamentado, como é o caso da Sociedade, pelo que o
Conselho Fiscal iniciou, durante o ano de 2016, um processo de seleção com vista à eleição de um novo ROC que,
cumprindo todas as exigências legais ao nível de competências técnicas e de independência, pudesse a sua eleição
ser proposta em Assembleia Geral Anual, o que veio a acontecer na Assembleia Geral Anual de 2017, onde veio a
ser eleita a Ernst & Young Audit & Associados - SROC, S.A., para exercer um primeiro mandato trienal. A Ernst &
Young Audit & Associados - SROC, S.A., veio ulteriormente a ser reeleita para um segundo mandato anual (2020),
tendo a Assembleia Geral Anual de 2021 deliberado eleger a Deloitte & Associados, SROC, S.A., para um primeiro
mandato correspondente ao ano de 2021, para um segundo mandato correspondente ao ano de 2022 e encontra-
se, atualmente, no terceiro mandato correspondente ao triénio que se iniciou em 2023 e que cessará em 2025.
Neste sentido, a Sociedade não dispõe de uma política formal, interna, que disponha sobre a rotatividade do Auditor
Externo, considerando-a desnecessária, porquanto cumpre as imposições legais, nesta matéria, em toda a sua
extensão.
45. Indicação do órgão responsável pela avaliação do auditor externo e periodicidade com que essa
avaliação é feita
O Conselho Fiscal, no exercício das suas funções, acompanha, ao longo do exercício, o desempenho das funções
do Auditor Externo, bem como efetua anualmente uma avaliação da independência do mesmo. Adicionalmente, o
Conselho Fiscal promove, sempre que necessário ou adequado em função dos desenvolvimentos da atividade da
Sociedade ou de exigências legais ou de mercado, uma reflexão sobre a adequação do Auditor Externo ao nível que
exige para o exercício das suas funções.
45
46. Identificação de trabalhos, distintos dos de auditoria, realizados pelo auditor externo, bem como
indicação dos procedimentos internos para efeitos de aprovação da contratação de tais serviços e
indicação das razões para a sua contratação
Foram prestados, durante o exercício de 2023, pelo Auditor Externo, serviços distintos de auditoria, em concreto,
foram prestados outros serviços, nomeadamente, serviços de apoio à identificação de incentivos financeiros e no
levantamento dos investimentos efetuados pelo Grupo com projetos de investigação e desenvolvimento e inovação
com reporte periódico atenta à preparação de inquéritos estatísticos de natureza obrigatória. Foram ainda prestados
serviços, de due diligence financeira e fiscal de subsidiárias, bem como serviços de apoio na implementação de
processos para cumprimento dos requisitos da legislação Carbon Border Adjustment Mechanism. Os referidos
serviços foram aprovados pelo Conselho Fiscal, o qual avaliou e concluiu que o desempenho de tais serviços não
afetava a independência do Auditor Externo, elemento esse primordial para a consideração da prestação desses
serviços. Salvaguardado esse primeiro critério, o Conselho Fiscal entendeu autorizá-los em virtude de a sua
prestação corresponder ao interesse da Sociedade, dada a experiência, especialização e qualidade do prestador
nas matérias em apreço, a reconhecida qualidade dos serviços e o conhecimento das diversas áreas da Sociedade
e do seu Grupo.
47. Indicação do montante da remuneração anual paga ao auditor e a outras pessoas singulares ou coletivas
pertencentes à mesma rede e discriminação da percentagem respeitante aos seguintes serviços:
31.12.2023
31.12.2022
Pela Sociedade
Valor dos serviços de revisão de contas anuais (€)
38 500
11,6%
36 600
11,7%
Por entidades que integram o Grupo
Valor dos serviços de revisão de contas anuais (€)
84 600
25,4%
100 500
32,0%
Valor dos serviços de garantia de fiabilidade (€)
—
—%
3 000
1,0%
Valor dos serviços de outros serviços (€)
210 000
63,0%
174 000
55,4%
Total
Valor dos serviços de revisão de contas (€)
123 100
37,0%
137 100
43,6%
Valor dos serviços de garantia de fiabilidade (€)
—
—%
3 000
1,0%
Valor dos serviços de outros serviços (€)
210 000
63,0%
174 000
55,4%
333 100
314 100
C. ORGANIZAÇÃO INTERNA
I. Estatutos
48. Regras aplicáveis à alteração dos Estatutos da sociedade
As alterações estatutárias seguem os termos legais aplicáveis, nomeadamente no CSC, os quais exigem a maioria
de dois terços dos votos emitidos para a aprovação dessa deliberação.
II. Comunicação de irregularidades
49. Meios e política de comunicação de irregularidades ocorridas na sociedade
O Conselho Fiscal é o órgão ao qual deverão ser dirigidas quaisquer comunicações de irregularidades, por parte de
qualquer Colaborador, Parceiro, Fornecedor ou qualquer outro Stakeholder em observância do disposto na alínea j)
do número 1 do artigo 420.º do CSC.
O Grupo RAMADA dispõe de um mecanismo específico para a comunicação de irregularidades que, de forma
alinhada com os desígnios da Recomendação número II.2.4. do Código de Governo das Sociedades do IPCG,
consubstanciem violações de natureza ética ou legal com impacto significativo nos domínios da contabilidade, da
46
luta contra a corrupção e do crime bancário e financeiro (Whistleblowing), que salvaguarda a confidencialidade das
informações transmitidas e da identidade do transmitente, sempre que seja solicitada.
Se ao Conselho de Administração chegar algum pedido de esclarecimento ou manifestação de preocupação
relacionado com o sistema de Whistleblowing, remetê-lo-á este órgão, de imediato, para o Conselho Fiscal.
O reporte ao Conselho Fiscal de qualquer irregularidade ou indício de irregularidade, deverá ser efetuado através de
carta em envelope fechado com a menção da sua confidencialidade, para a seguinte morada: Rua Manuel Pinto de
Azevedo, número 818, 4100-320 Porto. Só serão aceites e tratadas denúncias anónimas a título excecional.
Importa referir que, ao longo do exercício de 2023 não foram reportadas ao Conselho Fiscal da Sociedade
quaisquer comunicações de irregularidades.
Destaca-se neste contexto o facto de a Ramada ter passado a dispor também de um canal de denúncias on-line, no
seu website, para efeitos do disposto no Decreto-Lei n.º 109-E/2021 de 9 de Dezembro, ao qual poderão ser
dirigidas todas e quaisquer denúncias relacionadas com o âmbito de aplicação da referida lei, anónimas ou não. A
Sociedade assegura e garante os necessários mecanismos de encaminhamento e tratamento das referidas
denúncias, salvaguardando a estrita confidencialidade e a proteção do denunciante, nos termos legais aplicáveis.
Em 2023 não foram recebidas quaisquer denúncias para os efeitos da referida Lei.
III. Controlo interno e gestão de riscos
50. Pessoas, órgãos ou comissões responsáveis pela auditoria interna e/ou pela implementação de
sistemas de controlo interno
A gestão de risco, enquanto pedra basilar dos princípios de bom governo da sociedade, é uma área considerada
fundamental na RAMADA INVESTIMENTOS, que promove a consciencialização permanente de todos os seus
colaboradores, nos diferentes níveis da organização, inculcando-lhes tal responsabilidade em todas os processos de
tomada de decisão.
A gestão de risco é levada a cabo numa lógica de criação de valor, com uma identificação clara das situações que
constituem uma ameaça suscetível de afetar os objetivos do negócio.
A gestão ambiental, assente em critérios de sustentabilidade, e a Responsabilidade Social assumem um papel cada
vez mais determinante no seio da organização, sendo que a gestão do risco é monitorizada, também nestas áreas,
com cada vez maior acuidade.
A gestão de risco, apesar de não se consubstanciar num departamento formalmente constituído, está assegurada
no Grupo RAMADA, ao nível de cada uma das direções, que estão suficiente e aprofundadamente conscientes da
necessidade de identificação e quantificação do risco associado a todas as decisões, com critérios bem definidos
que lhes permitem ajuizar, de modo autónomo e em cada caso concreto, se o risco pode ser assumido pela direção
ou se a decisão da sua assunção, desde logo por critérios de materialidade ou de exposição do Grupo, deve ser
levada a Conselho de Administração da sociedade em causa, seja a RAMADA INVESTIMENTOS, seja qualquer
uma das suas subsidiárias. Desta forma, as equipas operacionais do Grupo atuam tendo por base critérios claros de
(i) níveis de assunção de risco e quem deverá tomar a decisão de os assumir ou não e (ii) da identificação de
formas de mitigação dos mesmos.
A gestão de riscos é, assim, assegurada por todas as direções da RAMADA INVESTIMENTOS, com base na
seguinte metodologia, que inclui várias etapas:
• Numa primeira fase são identificados e priorizados, os riscos internos e externos que podem afetar de
forma materialmente relevante a prossecução dos objetivos estratégicos do Grupo;
47
• Os responsáveis operacionais das várias direções do Grupo identificam os fatores de risco e eventos que
podem afetar as operações e atividades da RAMADA INVESTIMENTOS, assim como eventuais
processos e mecanismos de controlo;
• Adicionalmente, o impacto e a probabilidade de ocorrência de cada fator de risco são ponderados e,
consoante o nível de exposição, é avaliada a necessidade de resposta ao risco; e
• As ações de mitigação de risco são acompanhadas e o nível de exposição aos fatores críticos é
constantemente monitorizado.
Cabe ao Conselho de Administração decidir, a cada momento, qual o nível de exposição assumido pelo Grupo nas
suas diferentes atividades e, sem prejuízo da delegação de funções e responsabilidades, definir limites globais de
risco e assegurar que as políticas e procedimentos de gestão de risco são seguidos.
Na monitorização do processo de gestão de risco o Conselho de Administração, enquanto órgão responsável pela
estratégia da RAMADA INVESTIMENTOS, tem o seguinte quadro de objetivos e responsabilidades:
• Conhecer os riscos mais significativos que afetam o Grupo;
• Assegurar a existência, no interior do Grupo, de níveis apropriados de conhecimento dos riscos que
afetam as operações e forma de os gerir;
• Assegurar a divulgação da estratégia de gestão de risco a todos os níveis hierárquicos;
• Assegurar que o Grupo tem capacidade de minimizar a probabilidade de ocorrência e o impacto dos riscos
no negócio; e
• Assegurar que o processo de gestão de risco é adequado e que se mantém uma monitorização rigorosa
dos riscos com maior probabilidade de ocorrência e impacto nas operações do Grupo;
• Assegurar uma comunicação permanente com o Conselho Fiscal, dando-lhe a conhecer o nível de
exposição do risco assumido e solicitando, sempre que necessário, os pareceres deste órgão que
considerar necessários à tomada de decisões conscientes e informadas, assegurando que os riscos
identificados e as políticas definidas, são analisados sob as perspetivas multidisciplinares que norteiam a
atuação do grupo.
As subsidiárias gerem os riscos, dentro dos critérios e delegações estabelecidos.
O Conselho Fiscal acompanha, em permanência, o desempenho do grupo nesta matéria.
Com base nesta metodologia, a RAMADA INVESTIMENTOS tem vindo a concluir que tem conseguido garantir uma
maior consciência na tomada das decisões em todos os níveis da organização, atendendo à responsabilidade
inerente de cada player interno, o que contribui para que as pessoas se sintam mandatadas, verdadeiramente
envolvidas e com uma participação ativa no desempenho da Sociedade.
A RAMADA INVESTIMENTOS, como já por diversas vezes referiu ao longo deste relatório, monitoriza, em
permanência, a adequação do seu modelo também nesta matéria de gestão de risco, tendo concluído, até à data,
que o mesmo que se tem vindo a revelar totalmente adequado face à sua estrutura organizativa.
51. Explicitação das relações de dependência hierárquica e/ou funcional face a outros órgãos ou comissões
da sociedade
Cabe ao Conselho Fiscal avaliar o funcionamento dos mecanismos de gestão de risco, e é a este órgão que são
reportados os procedimentos de controlo considerados adequados à respetiva mitigação. É, assim,
responsabilidade deste órgão a supervisão das ações desencadeadas na Sociedade nestas matérias e a verificação
periódica de que os riscos efetivamente incorridos pela Sociedade são consistentes com o definido pelo Conselho
de Administração.
O Auditor Externo, no exercício das suas funções, verifica a adequação dos mecanismos e procedimentos em causa
assegurando o reporte das suas conclusões ao Conselho Fiscal.
Ao Conselho de Administração cabe a responsabilidade de monitorizar tais mecanismos e procedimentos.
48
52. Existência de outras áreas funcionais com competências no controlo de riscos
A gestão do risco é assegurada, na RAMADA INVESTIMENTOS, por todas as direções e unidades operacionais,
nos termos amplamente descritos no ponto 51 supra. A Sociedade, como já por diversas vezes referiu ao longo
deste relatório, monitoriza, em permanência, a adequação do seu modelo também nesta matéria de gestão de risco,
tendo concluído, até à data, que o mesmo se tem vindo a revelar totalmente adequado face à estrutura organizativa
da Sociedade.
53. Identificação e descrição dos principais tipos de riscos (económicos, financeiros e jurídicos) a que a
sociedade se expõe no exercício da atividade
O Conselho de Administração considera que o Grupo se encontra exposto aos riscos normais decorrentes da sua
atividade, nomeadamente ao nível das unidades operacionais. Destacam-se os seguintes fatores de risco financeiro,
que se encontram detalhados e analisados no Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas:
1. Risco de mercado:
1.1 risco de taxa de juro;
1.2 risco da variabilidade nos preços de commodities.
2. Risco de liquidez;
3. Risco de crédito;
4. Risco de taxa câmbio;
5. Risco de capital.
54. Descrição do processo de identificação, avaliação, acompanhamento, controlo e gestão de riscos
Tal como descrito no ponto 52, o Conselho de Administração é o órgão responsável pela definição das políticas
estratégicas gerais do Grupo, incluindo a política de gestão de risco, encontrando-se devidamente suportado pelas
equipas de gestão das subsidiárias, que asseguram não só a monitorização permanente, como o reporte, ao
Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS, das situações detetadas, no sentido de assegurar um
controlo permanente e efetivo de risco.
O processo de identificação e avaliação, acompanhamento, controlo e gestão de riscos na RAMADA
INVESTIMENTOS funciona do seguinte modo:
São identificados os riscos que o Grupo enfrenta no normal desempenho da sua atividade. Em relação a todos os
riscos identificados com materialidade relevante, é medido o impacto no desempenho financeiro e no valor do
Grupo. Posteriormente é feito um estudo comparativo do valor em risco com os custos dos instrumentos de
cobertura, se disponíveis e, em consequência, é monitorizada a evolução dos riscos identificados e dos
instrumentos de cobertura, o que decorre, mais ou menos, no respeito pela seguinte metodologia:
• Numa primeira fase são identificados e priorizados os riscos internos e externos que podem afetar de
forma materialmente relevante a prossecução dos objetivos estratégicos do Grupo;
• Os responsáveis operacionais das várias unidades operacionais do Grupo identificam os fatores de risco e
eventos que podem afetar as operações e atividades da RAMADA INVESTIMENTOS, assim como
eventuais processos e mecanismos de controlo;
• Adicionalmente, o impacto e a probabilidade de ocorrência de cada fator de risco são ponderados e
consoante o nível de exposição é avaliada a necessidade de resposta ao risco; e
• As ações de mitigação de risco são acompanhadas e o nível de exposição aos fatores críticos é
constantemente monitorizado.
A Sociedade tem vindo a implementar estratégias adicionais de gestão de risco que visam garantir, essencialmente,
que os sistemas e procedimentos de controlo e as políticas instituídas permitem responder às expectativas dos
órgãos de gestão, acionistas e demais stakeholders.
49
De entre essas estratégias destacam-se as seguintes:
• Os sistemas e procedimentos de controlo e as políticas instituídas estão de acordo com todas as leis e
regulamentos aplicáveis e são efetivamente aplicadas;
• A informação financeira e operacional é completa, fiável, segura e reportada periódica e atempadamente;
• Os recursos da RAMADA INVESTIMENTOS são usados de forma eficiente e racional; e
• O valor para o acionista é maximizado e a gestão operacional adota as medidas necessárias para corrigir
aspetos reportados.
Decorrido que esteja todo este processo, a decisão, nesta matéria, cabe ao Conselho de Administração, na sua
qualidade de órgão executivo, atuando nos termos que considerar que, em cada momento, melhor asseguram os
interesses da Sociedade e dos seus Acionistas.
No que respeita ao cumprimento dos objetivos ambientais e sociais delineados pela RAMADA INVESTIMENTOS,
importa referir que, em maio de 2023, foram desenvolvidas e implementadas duas políticas nesta matéria: (i) a
Política de Direitos Humanos, que tem como objetivo assegurar o respeito pelos direitos humanos e laborais por
parte de todo o Grupo Ramada, formalizando os compromissos entretanto assumidos com vista a salvaguardar a
dignidade humana, a não discriminação, a igualdade de direitos, a segurança e o bem-estar, a educação, o
desenvolvimento pessoal e profissional, bem como as liberdades de consciência, religiosa, de organização, de
associação, de opinião e de expressão, e (ii) a Política de Participação nas Comunidades, que visa promover
soluções que deem resposta aos desafios que se colocam no âmbito social, ambiental e de governo corporativo,
procurando alinhar as tomadas de decisão e a prossecução da atividade do Grupo RAMADA com os princípios de
sustentabilidade internacionalmente definidos.
A Política de Direitos Humanos e a Política de Participação nas Comunidades estão disponíveis para consulta em
www.ramadainvestimentos.pt (separador “Investidores”, secção “Governance”), devendo estas ser complementadas
com o Código de Ética e de Conduta, também disponível em em www.ramadainvestimentos.pt (separador
“Investidores”, secção “Governance”).
55. Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco implementados na sociedade
relativamente ao processo de divulgação de informação financeira
Quanto ao controlo de risco no processo de divulgação de informação financeira apenas um número muito restrito
de colaboradores da RAMADA INVESTIMENTOS está envolvido no processo de divulgação de informação
financeira.
Todos aqueles que estão envolvidos no processo de análise financeira da Sociedade são considerados como tendo
acesso a informação privilegiada, estando formalmente informados sobre o conteúdo das suas obrigações bem
como sobre as sanções decorrentes do uso indevido da referida informação.
As regras internas aplicáveis à divulgação da informação financeira visam garantir a sua tempestividade e impedir a
assimetria do mercado no seu conhecimento.
O sistema de controlo interno nas áreas da contabilidade e preparação e divulgação de informação financeira
assenta nos seguintes elementos chave:
• A utilização de princípios contabilísticos, detalhados ao longo das notas às demonstrações financeiras,
constitui uma das bases do sistema de controlo;
• Os planos, procedimentos e registos da Sociedade e suas subsidiárias permitem uma garantia razoável de
que apenas são registadas transações devidamente autorizadas e que essas transações são registadas
em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites;
• A informação financeira é analisada, de forma sistemática e regular, pela gestão das unidades
operacionais, garantindo uma monitorização permanente e o respetivo controlo orçamental;
50
• Durante o processo de preparação e revisão da informação financeira, é estabelecido previamente um
calendário de encerramento de contas e partilhado com as diferentes áreas envolvidas, e todos os
documentos são revistos em profundidade;
• Ao nível das demonstrações financeiras individuais das várias empresas do Grupo, os registos
contabilísticos e a preparação das demonstrações financeiras são assegurados pelos serviços
administrativos e contabilísticos. As demonstrações financeiras são elaboradas pelos técnicos oficiais de
contas e revistas pela direção financeira de cada subsidiária. Depois da aprovação as demonstrações
financeiras são enviadas para o Auditor Externo, que emite a sua Certificação Legal de Contas;
• As demonstrações financeiras consolidadas são preparadas com periodicidade trimestral pela equipa de
consolidação. Este processo constitui um elemento adicional de controlo da fiabilidade da informação
financeira, nomeadamente, garantindo a aplicação uniforme dos princípios contabilísticos e dos
procedimentos de corte de operações assim como a verificação dos saldos e transações entre empresas
do Grupo;
• As demonstrações financeiras consolidadas são preparadas sob a supervisão da direção financeira. Os
documentos que constituem o relatório anual são enviados para revisão e aprovação do Conselho de
Administração. Depois da aprovação, os documentos são enviados para o Auditor Externo, que emite a
sua Certificação Legal de Contas e o Relatório de Auditoria; e
• O processo de preparação da informação financeira individual e consolidada e o Relatório de Gestão é
coordenado pelo Conselho de Administração e supervisionado pelo Conselho Fiscal. Trimestralmente,
estes órgãos analisam as demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade.
No que se refere aos fatores de risco que podem afetar materialmente o reporte contabilístico e financeiro,
salientamos a utilização de estimativas contabilísticas que têm por base a melhor informação disponível à data da
preparação das demonstrações financeiras bem como o conhecimento e experiência de eventos passados e/ou
presentes. Salientamos igualmente os saldos e as transações com partes relacionadas: no Grupo RAMADA os
saldos e transações com entidades relacionadas referem-se essencialmente às atividades operacionais correntes
das empresas do Grupo, bem como à concessão e obtenção de empréstimos remunerados a taxas de mercado.
O Conselho de Administração analisa e supervisiona regularmente a elaboração e divulgação da informação
financeira, em articulação com o Conselho Fiscal, no sentido de obviar o acesso, indevido e extemporâneo, de
terceiros, à informação relevante.
IV. Apoio ao Investidor
56. Serviço responsável pelo apoio ao investidor, composição, funções, informação disponibilizada por
esses serviços e elementos para contacto
Em observância das disposições legais aplicáveis, bem como dos regulamentos da CMVM nesta matéria, a
RAMADA INVESTIMENTOS assegura, sempre em primeira mão, a divulgação os seus acionistas e ao mercado em
geral, de todas as informações relativas ao negócio das empresas do grupo que se enquadram no conceito de
informação privilegiada. Desta forma, a RAMADA INVESTIMENTOS tem vindo a assegurar, de forma permanente e
tempestiva, a divulgação de informação aos seus acionistas e ao mercado em geral, no preciso momento em que a
mesma assume a natureza de informação privilegiada.
A Sociedade dispõe de um Gabinete de Apoio ao Investidor do qual fazem parte, o Representante para as Relações
com o Mercado e o Investor Relations.
Os contactos com vista à obtenção de informações por parte de investidores poderão ser efetuados pelas seguintes
vias:
Rua Manuel Pinto de Azevedo, 818
4100-320 Porto
Telefone: 22 83 47 100
51
Através da sua página oficial na Internet (www.ramadainvestimentos.pt), a Ramada Investimentos disponibiliza
informação financeira relativamente à sua atividade individual e consolidada, bem como das suas empresas
participadas. Este website é igualmente utilizado pela empresa para divulgação de comunicados efetuados à
imprensa com indicação sobre quaisquer factos relevantes para a vida societária, os quais são sempre objeto de
divulgação prévia no Sistema de Divulgação de Informação da CMVM. Nesta página encontram-se igualmente
disponíveis os documentos de prestação de contas do Grupo para os últimos exercícios. A generalidade da
informação é disponibilizada no website da Sociedade em português e inglês.
57. Representante para as relações com o mercado
As funções de representante para as relações com o mercado são desempenhadas por Miguel Valente.
58. Informação sobre a proporção e o prazo de resposta aos pedidos de informação entrados no ano ou
pendentes de anos anteriores
Sempre que necessário, o representante das relações com o mercado assegura a prestação de toda a informação
relevante no tocante a acontecimentos marcantes, factos enquadráveis como factos relevantes, divulgação
trimestral de resultados e resposta a eventuais pedidos de esclarecimento por parte dos investidores ou público em
geral sobre informação financeira de carácter público. Todas as informações solicitadas por parte dos investidores
são analisadas e respondidas num prazo máximo de cinco dias úteis.
V. Sítio de Internet
59. Endereço(s)
A Ramada Investimentos tem disponível uma página na Internet com a informação sobre a Sociedade e o Grupo. O
60. Local onde se encontra informação sobre a firma, a qualidade de sociedade aberta, a sede e demais
elementos mencionados no artigo 171.º do Código das Sociedades Comerciais
61. Local onde se encontram os Estatutos e os regulamentos de funcionamento dos órgãos e/ou comissões
62. Local onde se disponibiliza informação sobre a identidade dos titulares dos órgãos sociais, do
representante para as relações com o mercado, do Gabinete de Apoio ao Investidor ou estrutura
equivalente, respetivas funções e meios de acesso
63. Local onde se disponibilizam os documentos de prestação de contas, que devem estar acessíveis pelo
menos durante cinco anos, bem como o calendário semestral de eventos societários, divulgado no início
de cada semestre, incluindo, entre outros, reuniões da assembleia geral, divulgação de contas anuais,
semestrais e, caso aplicável, trimestrais
64. Local onde são divulgados a convocatória para a reunião da assembleia geral e toda a informação
preparatória e subsequente com ela relacionada
52
65. Local onde se disponibiliza o acervo histórico com as deliberações tomadas nas reuniões das
assembleias gerais da sociedade, o capital social representado e os resultados das votações, com
referência aos 3 anos antecedentes
D. RELATÓRIO DE REMUNERAÇÕES
O Conselho de Administração apresenta, de seguida, um relatório claro e compreensível, que proporciona uma
visão abrangente das remunerações, incluindo todos os benefícios, independentemente da sua forma, atribuídas ou
devidas durante o último exercício a cada membro dos órgãos de administração e fiscalização, em conformidade
com a política de remuneração referida no artigo 26.º-A do Código dos Valores Mobiliários.
A informação constante do presente relatório cumpre todas as exigências legais aplicáveis, nomeadamente, mas
sem limitar, o artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários.
O tratamento, pela Sociedade, dos dados pessoais incluídos no presente relatório sobre as remunerações tem por
objetivo aumentar o seu nível de transparência quanto à remuneração dos respetivos membros dos órgãos de
administração e fiscalização, de forma a reforçar o nível de responsabilização destes últimos e a capacidade de
fiscalização dos acionistas relativamente à remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização
da Sociedade.
Este relatório de remunerações é submetido a apreciação na assembleia geral anual seguinte ao exercício a que diz
respeito e explicita de que forma a apreciação da assembleia geral anterior foi tida em conta.
Após a assembleia geral, o relatório sobre as remunerações é publicado em www.ramadainvestimentos.pt,
mantendo-se disponível durante, pelo menos, 10 anos.
I. Competência para a determinação
66. Indicação quanto à competência para a determinação da remuneração dos órgãos sociais
A Comissão de Remunerações é o órgão responsável pela aprovação das remunerações dos membros do
Conselho de Administração e restantes órgãos sociais em representação dos acionistas, de acordo com a
declaração sobre a política de remuneração aprovada pelos acionistas em Assembleia Geral.
II. Comissão de remunerações
67. Composição da comissão de remunerações, incluindo identificação das pessoas singulares ou coletivas
contratadas para lhe prestar apoio e declaração sobre a independência de cada um dos membros e
assessores
A Ramada Investimentos tem atualmente definida uma Comissão de Remunerações eleita em assembleia geral de
acionistas para integrar um mandato de três anos, com início em 2023 e termo em 2025, e cuja composição é a
seguinte:
• João da Silva Natária – Presidente
• André Seabra Ferreira Pinto – Vogal
• Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha da Costa – Vogal
Todos os membros da Comissão de Remunerações são independentes em relação aos membros do Conselho de
Administração e a qualquer outro grupo de interesses.
53
Quanto à identificação das pessoas singulares ou coletivas contratadas para prestar apoio a esta Comissão, importa
referir que cabe nas suas atribuições a autonomia de, a expensas da Sociedade e em observância de critérios de
razoabilidade no que a esta matéria diz respeito, contratar prestadores de serviços externos que, com
independência, possam levar a cabo avaliações, estudos e a elaboração de relatórios que possam coadjuvar aquela
comissão no exercício pleno e cabal das suas funções, nos termos melhor explicitados no ponto 68 infra.
Esta comissão deve apoiar-se em estudos de benchmarking em matéria política retributiva, assegurando que a
Declaração sobre a Política de Remuneração e Compensação dos Órgãos Sociais está alinhadas com as melhores
práticas em uso em empresas de igual relevo e dimensão.
Em 2023 não considerou esta comissão necessária a contratação de quaisquer pessoas ou entidades para apoiar
as suas tomadas de decisão.
68. Conhecimentos e experiência dos membros da comissão de remunerações em matéria de política de
remunerações
A experiência e as qualificações profissionais dos membros da Comissão de Remunerações estão espelhados nos
currículos disponíveis no website da Sociedade em www.ramadainvestimentos.pt, separador “Investidores”, Secção
“Assembleias Gerais/2023/Anexos: Currículos”, os quais foram disponibilizados a propósito da respetiva eleição, na
Assembleia Geral Anual de 2023 e que aí permanecem nos termos legais aplicáveis.
A RAMADA INVESTIMENTOS considera que a experiência e percurso profissionais dos membros que integram a
Comissão de Remunerações são plenamente adequados ao exercício das funções que lhe estão acometidas,
permitindo-lhes exercê-las com o rigor e com a eficácia que se exige. Sem prejuízo das qualificações dos demais
membros, faz sentido destacar o Dr. João da Silva Natária, pela elevada experiência e conhecimentos específicos
de que dispões em matéria de avaliação e de política remuneratória.
Adicionalmente, e em complemento do que já se referiu no ponto 67 supra, sempre que tal se revela necessário,
aquela comissão recorre a recursos especializados, internos ou externos, para suportar as suas deliberações.
Nessas situações, a Comissão de Remunerações decide livremente a contratação, pela RAMADA
INVESTIMENTOS, dos serviços de consultadoria considerados necessários ou convenientes, tendo o cuidado de
assegurar que os serviços são prestados com independência e que os respetivos prestadores não serão
contratados para a prestação de quaisquer outros serviços à RAMADA INVESTIMENTOS ou às suas subsidiárias,
sem autorização expressa da Comissão de Remunerações.
III. Estrutura das remunerações
69. Descrição da política de remuneração dos órgãos de administração e de fiscalização a que se refere o
artigo 26.º-A do Código dos Valores Mobiliários
Tal como estipulado no artigo 26.º-B do Código de Valores Mobiliários, é submetida anualmente à apreciação da
Assembleia Geral uma declaração sobre a política de remunerações dos órgãos de administração e fiscalização.
De acordo com a Lei n.º 50/2020, de 25 de agosto e com as Recomendações do Código de Governo das
Sociedades do Instituto Português de Corporate Governance 2018 (e revisto em 2023), a aprovação anual da
Política de Remuneração dos órgãos de Administração e de Fiscalização deixou de ser obrigatória tendo lugar
apenas no decurso do mandato se a Emitente assim o desejar ou se pretender propor à consideração dos
acionistas eventuais alterações à política em vigor.
A política de remuneração e compensação dos órgãos sociais da RAMADA INVESTIMENTOS, aprovada na
Assembleia Geral de 28 de abril de 2023, em vigor durante o triénio 2023-2025, obedece aos seguintes princípios:
54
PRINCÍPIOS DA POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DOS ÓRGÃOS SOCIAIS DA RAMADA INVESTIMENTOS
A Política de Remuneração dos Órgãos Sociais da RAMADA INVESTIMENTOS assenta no pressuposto de que a
competência, a dedicação, a disponibilidade e a performance são os elementos determinantes de um bom
desempenho, e que só com um bom desempenho é possível assegurar o necessário alinhamento com os interesses
da sociedade e dos seus acionistas.
Tendo em vista o interesse, a cultura e a estratégia de longo prazo da Sociedade, a Política de Remuneração dos
Órgãos Sociais da RAMADA INVESTIMENTOS visa, tal com estabelecido no artigo 26.º-C, n.º 1, do CVM,
“contribuir para a estratégia empresarial da sociedade, para os seus interesses de longo prazo e para a sua
sustentabilidade.”.
Em concreto, a Política de Remuneração tem por desiderato:
• Atrair e reter os melhores profissionais para as funções a desempenhar, proporcionando as necessárias
condições de estabilidade no exercício das funções;
• Premiar o desempenho, mediante uma remuneração adequada aos mecanismos de defesa dos interesses
dos Acionistas, desincentivando a assunção excessiva de riscos, ao prever mecanismos de diferimento da
remuneração variável;
• Premiar o foco na melhoria contínua, na produtividade e na criação de valor de longo prazo para os
acionistas;
• Premiar a sustentabilidade ambiental e a eficiência energética da Sociedade.
A presente Política está assente em critérios que visam a sustentabilidade da Sociedade, está alinhada com o
benchmarking comparável e, cumprindo os requisitos legais, assenta nos seguintes vetores:
1.Responsabilidade inerente às funções desempenhadas
As funções desempenhadas e as responsabilidades assumidas por cada membro são, necessariamente, tidas em
consideração na definição da remuneração. Não estão na mesma posição todos os membros entre si o que impõe
uma definição cuidadosamente casuística. Na avaliação do nível de responsabilidade deve-se considerar o tempo
de dedicação, a exigência imposta pelas áreas sob a sua supervisão e as funções desempenhadas nas
subsidiárias.
2. Situação económica da Sociedade
A definição das remunerações tem que ser compatível com a dimensão e capacidade económica da Sociedade, não
deixando de se assegurar a adequada e justa remuneração.
3. Critérios de mercado
A observância de regras de mercado, através de um exercício comparativo (“benchmark”), é essencial para retribuir
adequadamente e de forma competitiva, tendo em consideração a prática do mercado de referência (a nível
nacional e internacional), a atividade desenvolvida e os resultados obtidos.
4. Alinhamento de interesses da gestão com os objetivos estratégicos da Sociedade
A definição das remunerações deve assentar em critérios de avaliação de desempenho e de objetivos, de natureza
financeira e não financeira, alinhados com a estratégia empresarial da Sociedade e que assegurem a efetiva
sustentabilidade da Sociedade no longo prazo.
55
5. Compromisso ESG
Os objetivos associados à definição das remunerações devem estar associados ao desempenho da Sociedade em
indicadores ambientais, sociais e de governo corporativo (ESG), traduzindo o compromisso de desenvolvimento
sustentável, em especial no âmbito da sustentabilidade ambiental, da Sociedade, bem como o permanente
cumprimento dos valores e princípios éticos da Sociedade e que constituem uma pedra angular na forma como esta
se estrutura e relaciona com todos os stakeholders.
6. Condições de emprego e de remuneração dos trabalhadores
As remunerações definidas devem ter em consideração as condições de emprego e de remuneração dos
trabalhadores da Sociedade, o que é alcançado através de um exercício comparativo (“benchmark”) com o mercado
de referência (a nível nacional e internacional), tendo por referência funções equivalentes, por forma a garantir a
equidade interna e um elevado nível competitivo.
A Comissão de Remunerações da RAMADA entende que estes princípios estão de acordo com o quadro legislativo
e recomendatório em vigor, refletindo, de igual modo, aquela que é a visão da Sociedade sobre esta matéria.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
A Comissão de Remunerações da RAMADA INVESTIMENTOS, em linha com o modelo organizativo da Sociedade
e os princípios acima descritos, teve em consideração as seguintes medidas:
i. reforço da necessidade de manutenção de um processo de definição de objetivos e avaliação de
desempenho;
ii. assegurar a coerência entre os objetivos quantitativos e qualitativos;
iii. garantir que os objetivos quantitativos dos Administradores estão alinhados com os objetivos quantitativos
dos quadros mais relevantes da Sociedade;
Administradores Não Executivos
iv. a remuneração dos administradores não executivos integra apenas uma componente fixa, correspondente
a uma retribuição mensal fixa, cujo montante é determinado pela Comissão de Remunerações, revista, se
necessário, de forma periódica tendo em consideração as melhores práticas e as responsabilidades de
cada administrador não executivo; em linha com as práticas de mercado, a remuneração dos
administradores não executivos pode ser diferenciada (i) pelas especiais funções de representação da
Sociedade que a cada um poderá ser acometida; (ii) pela experiência e know-how em funções executivas
exercidas anteriormente na Sociedade, bem como (iii) pelos conhecimentos de negócio e know-how no
setor de atividade em que opera a sociedade;
v. os administradores não executivos, em função da experiência adquirida ao longo dos anos em funções
executivas e do profundo conhecimento e know-how dos negócios da Sociedade que lhes sejam
reconhecidos, podem ainda auferir uma remuneração diferenciada em resultado do valor que aportam à
sociedade nos termos referidos no parágrafo anterior.
Administradores Executivos
vi. a remuneração dos administradores executivos integra duas componentes:
a. componente fixa, correspondente a um valor pago mensalmente;
b. componente variável, que inclui um prémio variável de curto prazo e um prémio variável de médio prazo.
56
Prémio Variável de Curto Prazo
O prémio variável de curto prazo é pago anualmente e não pode ser superior à remuneração fixa anual.
Prémio Variável de Médio Prazo
A componente variável destina-se a alinhar de forma mais vincada os interesses dos administradores executivos
com os dos acionistas e será calculada cobrindo o período completo de um mandato, correspondente ao período
compreendido entre 2020 e 2025, tendo como base:
– Retorno total para o acionista (valorização de ação mais dividendo distribuído);
– Somatório dos resultados líquidos dos 5 anos (2020 a 2025);
– Evolução dos negócios do Grupo.
O valor total da componente de médio prazo não pode ser superior a 50% da remuneração fixa auferida durante o
período dos 5 anos.
Critérios de Atribuição da Remuneração Variável
i. a componente variável (de curto prazo e de médio prazo) é apurada de acordo com o desempenho
individual de cada administrador executivo, tendo em conta a respetiva avaliação individual anual, de
acordo com os objetivos quantitativos (de natureza financeira e não financeira) e qualitativos previamente
definidos;
ii. os objetivos quantitativos e qualitativos são, por natureza, de longo prazo e, portanto, têm um calendário
que se pode estender por um ou mais anos;
iii. os objetivos individuais quantitativos devem refletir o desempenho financeiro da Sociedade,
nomeadamente o seu crescimento e o retorno gerado para os acionistas. Os indicadores financeiros
deverão ter em linha de conta os objetivos estratégicos da Sociedade, em especial a evolução do volume
de negócios e dos resultados da Sociedade e a solidez financeira e de capital da Sociedade;
iv. os objetivos individuais qualitativos devem refletir o atingimento dos indicadores ambientais, sociais, de
governo corporativo e de capacidade de gestão de equipas;
v. o processo de avaliação de desempenho individual de cada administrador executivo é anual, devendo ser
suportado em evidências concretas, disponibilizadas à Comissão de Remunerações da RAMADA
INVESTIMENTOS;
vi. Para além da componente variável que possa vir a ser atribuída aos administradores executivos, não são
atribuídos aos membros do órgão de administração outros benefícios não pecuniários, para além dos
meios colocados à disposição dos mesmos para o exercício das suas funções e de um seguro de saúde e
de acidentes pessoais de acordo com as práticas de mercado.
Processo de determinação da remuneração variável:
i. É observado um processo interno de avaliação, tendo sempre por base os critérios da Política de
Remuneração;
ii. Neste processo interno de avaliação, poderão ser convocados a participar administradores não executivos
que possam aportar, pela sua experiência e know-how em determinadas áreas, contributos relevantes ao
processo de avaliação em causa;
iii. A Comissão de Remunerações analisa o processo interno de avaliação realizado, à luz da Política de
Remuneração dos Órgãos Sociais em vigor e confirma, por fim, face aos elementos disponibilizados, a
adequação e coerência geral do processo, fixando a remuneração variável.
57
Regras Especiais Aplicáveis à Remuneração dos Administradores
• a remuneração global fixa do Conselho de Administração, nela se incluindo a remuneração que as
sociedades participadas paguem aos membros que integrem o Conselho de Administração, não pode
exceder os 750.000 Euros por ano;
• A componente variável da remuneração, uma vez determinada, atribuída e paga, não é passível de ser
restituída pelo administrador executivo que a tenha recebido, mesmo em caso de cessação antecipada,
por qualquer causa, das suas funções, sem prejuízo do direito indemnizatório geral da Sociedade em caso
de danos causados pela atuação dos administradores executivos, no qual se inclui o direito de retenção
de montantes atribuídos, mas ainda não pagos, a título de componente variável da remuneração.
• Em face das diferentes áreas de negócio abrangidas pela Sociedade, julga-se adequado que o pagamento
da remuneração dos administradores executivos, na componente fixa e/ou na componente variável, possa
ser repartido entre a Sociedade e sociedades subsidiárias ou pago apenas pelas subsidiárias, cujos
órgãos de administração sejam por eles integrados, de acordo com os termos que venham a ser definidos
pela Comissão de Remunerações da RAMADA INVESTIMENTOS.
• Caso existam contratos celebrados com os membros dos órgãos de administração ou fiscalização para a
regulação contratual, os mesmos não terão uma duração superior ao mandato de exercício de funções
sem prejuízo do princípio de renovação contratual concomitantemente à renovação do mandato, e sem
períodos de pré-aviso especificamente aplicáveis.
Assim:
com base nas medidas acima elencadas, é entendimento da Comissão de Remunerações da RAMADA
INVESTIMENTOS que a remuneração dos administradores executivos (e, bem assim, dos administradores não
executivos) é adequada e, tal como estabelecido no artigo 26.º-C, n.º 1, do CVM, “contribui[r] para a estratégia
empresarial da sociedade, para os seus interesses de longo prazo e para a sua sustentabilidade.”.
CONSELHO FISCAL
A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será baseada em valores anuais fixos, em níveis considerados
adequados para funções similares.
ASSEMBLEIA GERAL
A remuneração da mesa da Assembleia Geral será exclusivamente fixa e seguirá as práticas de mercado.
REVISOR OFICIAL DE CONTAS
O Revisor Oficial de Contas terá uma remuneração fixa adequada ao exercício das suas funções e de acordo com a
prática do mercado, sob a supervisão do Conselho Fiscal.
A remuneração será estabelecida no respetivo contrato de prestação de serviços a celebrar para o efeito, sob a
supervisão do Conselho Fiscal.
REGIMES DE PENSÃO COMPLEMENTAR OU REFORMA ANTECIPADA:
Não existem, na presente data, quaisquer regimes de pensão complementar ou de reforma antecipada.
CONFLITOS DE INTERESSES:
Caberá à Comissão de Remunerações identificar e dirimir quaisquer situações de conflito de interesses que possam
estar relacionados com a Política de Remuneração e quaisquer das pessoas ou entidades por ela abrangidas.
58
Considera-se existir conflito de interesses sempre que: (i) assim o determine a lei e regulamentos aplicáveis, assim
como quando o interesse particular de um qualquer membro de um órgão social interfira, por qualquer modo, com
esta política de Remuneração e/ou quando (ii) o exercício das funções de um qualquer membro de um órgão social
possa contrariar ou impactar de forma negativa os critérios de fixação da remuneração desse membro ou dos
demais membros desse órgão social.
Qualquer situação de conflito de interesses que seja identificada pela Comissão de Remunerações e que esta não
consiga solucionar em tempo razoável atendendo às circunstâncias, deverá ser submetida à apreciação e decisão
da Assembleia Geral da Sociedade.
ÂMBITO DE APLICAÇÃO:
Esta política aplica-se não só às remunerações pagas diretamente pela RAMADA INVESTIMENTOS, mas também
a todas as remunerações que sejam pagas pelas sociedades direta ou indiretamente controladas pela RAMADA
INVESTIMENTOS, nos termos do artigo 21.º do Códigos dos Valores Mobiliários, aos membros dos Órgãos Sociais
da RAMADA INVESTIMENTOS.
APROVAÇÃO DA POLÍTICA, ALTERAÇÃO E REVISÃO:
Aprovação: A Política de Remuneração da Sociedade é elaborada pela Comissão de Remunerações e submetida à
aprovação da Assembleia Geral.
Alteração: Qualquer alteração à Política de Remuneração terá sempre de ser proposta pela Comissão de
Remunerações à Assembleia Geral da Sociedade, para aprovação. Qualquer órgão social pode solicitar à Comissão
de Remunerações uma alteração à Política de Remuneração, devendo apresentar um pedido escrito, devidamente
fundamentado. A Comissão de Remunerações apreciará a pertinência e adequação de tal pedido, devendo
apresentar uma resposta escrita, também devidamente fundamentada, sobre as conclusões da sua análise e sobre
os procedimentos a adotar.
Revisão: A Comissão de Remunerações procede a uma revisão da Política de Remuneração com base trienal, no
final de cada período de mandato social, procedendo às alterações que entender pertinentes atendendo às
melhores práticas de governance, aos objetivos que estão na base da remuneração dos membros dos órgãos
sociais da Sociedade, às recomendações das entidades com competência nesta matéria, tendo em vista a
adequação da política às melhores práticas de mercado e aos objetivos de desenvolvimento sustentável da
Sociedade.
Procedimento: As alterações e revisões à Política de Remuneração deverão sempre constar de uma proposta
elaborada pela Comissão de Remunerações e submetida à apreciação da Assembleia Geral, na qual devem estar
explicitadas as razões que presidiram a essa proposta e claramente identificadas as alterações propostas. A Política
de Remuneração alterada ou revista passará a estar em vigor no primeiro dia útil seguinte ao da sua aprovação pela
Assembleia Geral, devendo a versão consolidada da Política de Remuneração ser publicitada nos termos legais.
VIGÊNCIA DA POLÍTICA
A Política de Remuneração vigora por períodos de três anos, coincidentes com os mandatos sociais e entre em
vigor no primeiro dia útil seguinte ao da sua aprovação pela Assembleia Geral da Sociedade.
59
70. Informação sobre o modo como a remuneração é estruturada de forma a permitir o alinhamento dos
interesses dos membros do órgão de administração com os interesses de longo prazo da sociedade,
bem como sobre o modo como é baseada na avaliação do desempenho e desincentiva a assunção
excessiva de riscos
A política de remuneração dos administradores executivos visa assegurar uma contrapartida adequada e rigorosa
do desempenho e contribuição de cada administrador para o sucesso da organização, alinhando os interesses dos
administradores executivos com os dos acionistas e da Sociedade. Adicionalmente, a política de remuneração prevê
uma componente variável de médio prazo, indexada ao desempenho da Sociedade, destinada a alinhar de forma
mais vincada os interesses dos administradores executivos com os dos Acionistas e com os interesses de longo
prazo da Sociedade.
As propostas de remuneração dos administradores executivos são elaboradas tendo em conta: (i) as funções
desempenhadas na RAMADA INVESTIMENTOS e nas diferentes subsidiárias; (ii) a responsabilidade e o valor
acrescentado pelo desempenho individual; (iii) o conhecimento e a experiência acumulada no exercício da função;
(iv) a situação económica da Empresa; (v) a remuneração auferida em empresas do mesmo sector e noutras
sociedades cotadas na Euronext Lisbon.
Em relação a este último aspeto, a Comissão de Remunerações tem em consideração, nos limites da informação
acessível, todas as sociedades nacionais de dimensão equivalente, designadamente cotadas na Euronext Lisbon, e
também sociedades de outros mercados internacionais com características equivalentes às da RAMADA
INVESTIMENTOS.
Em cumprimento do disposto na alínea c) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários, a variação
anual da remuneração dos administradores, do desempenho da Sociedade e da remuneração média de
trabalhadores em termos equivalentes a tempo inteiro da Sociedade, excluindo os membros dos órgãos de
administração e de fiscalização, durante os últimos cinco exercícios, apresenta-se do seguinte modo:
60
Variações Anuais
2019 vs. 2018
2020 vs. 2019
2021 vs. 2020
2022 vs. 2021
2023 vs. 2022
Remunerações dos Administradores Executivos
João Manuel Matos
Borges de Oliveira
— %
— %
— %
— %
— %
Paulo Jorge dos
Santos Fernandes
— %
— %
— %
— %
— %
Domingos José Vieira
de Matos
— %
— %
— %
— %
— %
Pedro Miguel Matos
Borges de Oliveira
— %
— %
— %
— %
— %
Remunerações dos Administradores Não Executivos
Ana Rebelo de
Carvalho Menéres de
Mendonça
— %
— %
— %
— %
— %
Laurentina da Silva
Martins
N/A
N/A(2)
115,38%(2)
— %
— %
Desempenho da Sociedade
EBITDA
(17,37 %)
(16,73 %)
70,91 %
31,73 %
(38,84 %)
Receitas (1)
(11,13 %)
(10,19 %)
40,28 %
35,06 %
(27,39 %)
Resultado Líquido
(88,34 %)
(14,04 %)
115,90 %
32,77 %
(48,02 %)
Remuneração Média dos Trabalhadores em Termos Equivalentes a Tempo Inteiro
Trabalhadores do
Grupo
1,59 %
1,19 %
5,15 %
4,45 %
7,79 %
(1) Receitas = Vendas e Prestações de serviços + Outros rendimentos
(2) As variações apresentadas resultam do facto de não existir remuneração referente a um ano civil completo num dos anos de referência
71. Referência à existência de uma componente variável da remuneração e informação sobre eventual
impacto da avaliação de desempenho nesta componente
Na Assembleia Geral de 28 de abril de 2023 foi aprovada a política de remunerações conforme detalhado no ponto
69 supra, a qual prevê uma componente variável.
Não estão previstos mecanismos que impeçam os administradores executivos de celebrar contratos que coloquem
em causa a razão de ser da remuneração variável. Contudo, a Comissão de Remunerações tem em conta estes
fatores nos critérios de determinação da remuneração variável.
A Sociedade não celebrou quaisquer contratos com membros do Conselho de Administração que tenham por efeito
mitigar o risco inerente à variabilidade da remuneração, nem tem conhecimento de que existam contratos idênticos
celebrados com terceiros.
72. Diferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do período de
diferimento
A informação sobre o deferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do período
de diferimento encontra-se desenvolvida no ponto 69. do presente Relatório.
73. Critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em ações
Não está prevista a atribuição de remuneração variável em que haja lugar à atribuição de ações ou outro sistema de
incentivos em ações, cumprindo-se assim o disposto na alínea e) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos Valores
Mobiliários.
61
74. Critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em opções
Não está prevista a atribuição de remuneração variável em que haja lugar à atribuição de opções ou outro sistema
de incentivos em opções, cumprindo-se assim o disposto na alínea e) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos
Valores Mobiliários.
75. Principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros
benefícios não pecuniários
A Ramada Investimentos não tem qualquer sistema de prémios anuais ou outros benefícios não pecuniários para
além da remuneração variável, nos termos descritos supra.
76. Principais características dos regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os
administradores e data em que foram aprovados em assembleia geral, em termos individuais
A Ramada Investimentos não tem regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os membros
dos órgãos de administração, fiscalização e demais dirigentes.
IV. Divulgação das remunerações
77. Indicação do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada e individual, pelos membros
dos órgãos de administração da sociedade, proveniente da sociedade, incluindo remuneração fixa e
variável e, relativamente a esta, menção às diferentes componentes que lhe deram origem
Em cumprimento do disposto na alínea a) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários, explicita-se
que as remunerações auferidas pelos membros do Conselho de Administração foram integralmente pagas por
subsidiárias do Grupo onde exercem funções de administração, não existindo administradores remunerados
diretamente pela Ramada Investimentos, com exceção da Dra. Laurentina Martins, que é remunerada diretamente
pela Ramada Investimentos e que auferiu 28.000 Euros, que respeita apenas a remuneração fixa.
78. Montantes a qualquer título pagos por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo ou que se
encontrem sujeitas a um domínio comum
Em cumprimento do disposto na alínea d) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários, explicita-se
que as remunerações auferidas pelos membros do Conselho de Administração da Ramada Investimentos durante o
exercício de 2023, no exercício das suas funções, incluem apenas remunerações fixas, remuneradas
exclusivamente pela subsidiária F. Ramada II, Imobiliária, S.A. e que ascenderam a 523.500 Euros repartidas como
segue: João Borges de Oliveira – 123.000 Euros; Paulo Fernandes – 123.000 Euros; Domingos Matos – 109.000
Euros; Pedro Borges de Oliveira – 109.000 Euros; Ana Mendonça – 59.500 Euros.
79. Remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e/ou de pagamento de prémios e os motivos
por que tais prémios e ou participação nos lucros foram concedidos
Durante o exercício não foram pagas quaisquer remunerações a título de participação nos lucros ou sob a forma de
prémios.
80. Indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores executivos relativamente à cessação das suas
funções durante o exercício
Durante o exercício não foram pagos nem são devidos quaisquer montantes relativos a indemnizações a
administradores cujas funções tenham cessado.
62
81. Indicação do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada e individual, pelos membros
dos órgãos de fiscalização da sociedade
A remuneração dos membros do Conselho Fiscal é composta por um montante anual fixo baseado na situação da
Ramada Investimentos e nas práticas correntes de mercado. No exercício findo em 31 de dezembro de 2023 a
remuneração dos membros do Conselho Fiscal ascendeu a 28.620 Euros distribuída como segue: Carlos Epifânio -
8.000 Euros; Jorge Marrão - 5.540 Euros; Ana Paula Pinho – 8.310 Euros; Pedro Pessanha – 4.000 Euros; António
Pinho – 2.770 Euros.
A remuneração auferida pelo Revisor Oficial de Contas encontra-se descrita no ponto 47 atrás.
Em cumprimento do disposto na alínea c) do n.º 2 do artigo 26.º-G do Código dos Valores Mobiliários, a variação
anual da remuneração do Conselho Fiscal, do desempenho da Sociedade e da remuneração média de
trabalhadores em termos equivalentes a tempo inteiro da Sociedade, excluindo os membros dos órgãos de
administração e de fiscalização, durante os últimos cinco exercícios, apresenta-se do seguinte modo:
Variações Anuais
2019 vs. 2018
2020 vs. 2019
2021 vs. 2020
2022 vs. 2021
2023 vs. 2022
Remuneração dos Membros do Conselho Fiscal
Carlos Manuel
Portela Enes Epifânio
N/A
N/A
N/A
N/A
N/A(2)
Jorge Manuel de
Sousa Marrão
N/A
N/A
N/A
N/A
N/A(2)
Ana Paula dos Santos
Silva e Pinho
N/A
N/A(2)
50,00%(2)
— %
— %
Pedro Nuno
Fernandes de Sá
Pessanha da Costa
— %
— %
— %
— %
(67%)(2)
António Luís Isidro de
Pinho
— %
— %
— %
— %
(67%)(2)
Guilherme Paulo
Aires da Mota
Correia Monteiro
— %
(66,67%)(2)
(100%)(2)
N/A
N/A
Desempenho da Sociedade
EBITDA
(17,37 %)
(16,73 %)
70,91 %
31,73 %
(38,84 %)
Receitas (1)
(11,13 %)
(10,19 %)
40,28 %
35,06 %
(27,39 %)
Resultado Líquido
(88,34 %)
(14,04 %)
115,90 %
32,77 %
(48,02 %)
Remuneração Média dos Trabalhadores em Termos Equivalentes a Tempo Inteiro
Trabalhadores do
Grupo
1,59%
1,19%
5,15%
4,45 %
7,79 %
(1) Receitas = Vendas e Prestações de serviços + Outros rendimentos
(2)  As variações apresentadas resultam do facto de não existir remuneração referente a um ano civil completo num dos anos de referência
82. Indicação da remuneração no ano de referência do presidente da mesa da assembleia geral
A remuneração do presidente da mesa da assembleia geral relativa ao exercício findo em 31 de dezembro de 2023
ascendeu a 3.500,00 Euros e a remuneração da secretária da mesa ascendeu a 1.500,00 Euros.
63
V. Acordos com implicações remuneratórias
83. Limitações contratuais previstas para a compensação a pagar por destituição sem justa causa de
administrador e sua relação com a componente variável da remuneração
A política de remunerações mantém o princípio de não contemplar a atribuição de compensações aos
administradores, ou membros dos demais órgãos sociais, associadas à cessação de funções antecipada ou no
termo do respetivo mandato, sem prejuízo do cumprimento pela Sociedade das disposições legais em vigor nesta
matéria.
84. Referência à existência e descrição, com indicação dos montantes envolvidos, de acordos entre a
sociedade e os titulares do órgão de administração e dirigentes, na aceção do n.º 1 do artigo 29.º-R do
Código dos Valores Mobiliários, que prevejam indemnizações em caso de demissão, despedimento sem
justa causa ou cessação da relação de trabalho na sequência de uma mudança de controlo da sociedade
Não existem acordos entre a Sociedade e os titulares do órgão de administração ou outros dirigentes da RAMADA
INVESTIMENTOS, na aceção do n.º 1 do artigo 29.º-R do Código dos Valores Mobiliários, que prevejam
indemnizações em caso de pedido de demissão, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de trabalho
na sequência de uma mudança de controlo da Sociedade. Não se encontram igualmente previstos acordos com os
administradores no sentido de assegurar qualquer compensação em caso de não recondução no mandato.
VI. Planos de atribuição de ações ou opções sobre ações (‘stock options’)
85. Identificação do plano e dos respetivos destinatários
A RAMADA INVESTIMENTOS não possui qualquer plano de atribuição de ações ou de opções sobre ações aos
membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores, cumprindo-se assim o disposto na alínea e) do n.º 2 do
artigo 26.º-G do Código de Valores Mobiliários.
86. Caracterização do plano
A RAMADA INVESTIMENTOS não possui qualquer plano de atribuição de ações ou de opções sobre ações de
aquisição de ações.
87. Direitos de opção atribuídos para a aquisição de ações (‘stock options’) de que sejam beneficiários os
trabalhadores e colaboradores da empresa
Não existem quaisquer direitos de opção atribuídos para a aquisição de ações de que sejam beneficiários os
trabalhadores e colaboradores da Sociedade, cumprindo-se assim o disposto na alínea e) do n.º 2 do artigo 26.º-G
do Código de Valores Mobiliários.
88. Mecanismos de controlo previstos num eventual sistema de participação dos trabalhadores no capital na
medida em que os direitos de voto não sejam exercidos diretamente por estes
Não aplicável conforme exposto acima.
64
E. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
I. Mecanismos e procedimentos de controlo
89. Mecanismos implementados pela sociedade para efeitos de controlo de transações com partes
relacionadas
As transações com partes relacionadas, quando existem, e quando assumem uma relevância material, cumprem
todas as exigências legais, nomeadamente, a obtenção prévia de parecer favorável do órgão de fiscalização da
Sociedade.
O órgão de fiscalização da Sociedade tem acesso aos termos da potencial operação a realizar, com um nível
rigoroso de detalhe, podendo ainda solicitar todos os esclarecimentos e informações adicionais que considere
adequados ou necessários.
O seu parecer é, naturalmente, vinculativo.
Por outro lado, a Sociedade pauta a sua atuação, em todos os domínios e em especial neste, por critérios de rigor e
transparência.
A Sociedade aprovou, por deliberação do Conselho de Administração do dia de 31 de maio de 2023, após parecer
prévio do Conselho Fiscal do dia 22 de maio de 2023, o Regulamento sobre Transações com Partes Relacionadas e
Conflitos de Interesse, e que se encontra disponível no sítio da Sociedade (www.ramadainvestimentos.pt),
separador “Investidores”, secção “Governance”.
Importa ainda referir que a Sociedade presta, pelo menos trimestralmente, ao Conselho Fiscal todas as informações
que este solicite, nunca tendo estado em causa a realização de qualquer transação que pudesse pôr em causa o
rigor e a transparência que pauta a atuação da Sociedade, sem que tivesse sido observado o procedimento de
solicitação de parecer prévio ao Conselho Fiscal.
90. Indicação das transações que foram sujeitas a controlo no ano de referência
Não foram realizados quaisquer negócios ou operações significativas entre a Sociedade e os membros dos seus
órgãos sociais (de administração e de fiscalização), titulares de participações qualificadas ou sociedades em relação
de domínio ou grupo, exceto os que, fazendo parte da atividade corrente, foram realizados em condições normais
de mercado para operações do mesmo género.
Não houve negócios ou transações com membros do Conselho Fiscal.
As transações com sociedades em relação de domínio ou de grupo não são materiais, foram efetuadas em
condições normais de mercado e fazem parte da atividade corrente da Sociedade, pelo que não são alvo de
divulgação separada.
91. Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de fiscalização para efeitos
da avaliação prévia dos negócios a realizar entre a sociedade e titulares de participação qualificada ou
entidades que com eles estejam em qualquer relação
As transações com administradores da RAMADA INVESTIMENTOS ou com sociedades que estejam em relação de
grupo ou domínio com aquela em que o interveniente é administrador, independentemente do montante, estão
sujeitas à autorização prévia do Conselho de Administração com parecer favorável do órgão de fiscalização, nos
termos do artigo 397º do Código das Sociedades Comerciais.
As transações com partes relacionadas, quando existem, e quando assumem uma relevância material, cumprem
todas as exigências legais, nomeadamente, a obtenção prévia de parecer favorável do órgão de fiscalização da
Sociedade.
65
Em 2023 não foi necessário o Conselho Fiscal emitir qualquer parecer dado que não ocorreram transações
passíveis de serem sujeitas à apreciação daquele órgão.
II. Elementos relativos aos negócios
92. Indicação do local dos documentos de prestação de contas onde está disponível informação sobre os
negócios com partes relacionadas
A informação sobre os negócios com partes relacionadas pode ser consultada na Nota 34 do Anexo às Contas
Consolidadas e na Nota 24 do Anexo às Contas Separadas da Sociedade.
66
PARTE II - AVALIAÇÃO DO GOVERNO SOCIETÁRIO
1. Identificação do Código de governo das sociedades adotado
O presente relatório de governo da sociedade apresenta a descrição da estrutura de governo societário vigente na
RAMADA INVESTIMENTOS, apresentando ainda as políticas e as práticas cuja adoção, na vigência de tal modelo,
se revelam necessárias e adequadas para garantir uma governação alinhada com as melhores práticas nesta
matéria.
A avaliação apresentada cumpre as exigências legais do artigo 29.º-H do CVM bem como divulga, à luz do princípio
comply or explain, o grau de observância das Recomendações do IPCG integradas no Código de Governo das
Sociedades do IPCG, uma vez ser este o Código de Governo da Sociedade adotado pela Sociedade.
São igualmente cumpridos os deveres de informação exigidos pela Lei n.º 50/2020, de 25 de agosto, assim como
pelo artigo 447.º do CSC e pelo Regulamento da CMVM n.º 1/2023, de 26 de abril de 2023, e pelo Regulamento
(UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Abril.
Todas as disposições legais mencionadas no presente Relatório e as Recomendações constantes do Código de
Governo das Sociedades do IPCG, poderão ser consultadas em www.cmvm.pt e https://cgov.pt/images/
ficheiros/2023/cgs-revisao-de-2023-ebook.pdf, respetivamente.
Este Relatório deve ser lido como parte integrante do Relatório Anual de Gestão e Demonstrações Financeiras
Separadas e consolidadas relativas ao exercício social de 2023, bem como com o Relatório de Sustentabilidade que
dá cumprimento ao disposto no artigo 66.º-B do CSC, na redação que lhe foi dada pelo Decreto-Lei 89/2017, de 28
de julho.
2. Análise de cumprimento do Código de Governo das Sociedades adotado
A RAMADA INVESTIMENTOS tem vindo a incentivar e a promover todas as ações tendentes à adoção das
melhores práticas de Corporate Governance, pautando a sua política por elevados padrões éticos de
responsabilidade social, ambiental e com decisões cada vez mais assentes em critérios de sustentabilidade.
A gestão integrada e eficaz do Grupo é um desígnio do Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS
que, estimulando a transparência no relacionamento com os investidores e com o mercado, tem pautado o seu
desempenho pela busca permanente da criação de valor, na promoção dos legítimos interesses dos acionistas, dos
colaboradores da Sociedade e demais Stakeholders.
Para efeitos de cumprimento do disposto na alínea m) do n.º 1 do artigo 29.º-H do CVM, elencam-se, de seguida as
Recomendações constantes do Código de Governo das Sociedades do IPCG a cujo cumprimento a Sociedade se
propôs.
67
RECOMENDAÇÕES
CUMPRIMENTO
OBSERVAÇÕES
PRINCÍPIOS GERAIS
A. O governo das sociedades promove e potencia a prossecução dos respetivos interesses de longo prazo,
desempenho e desenvolvimento sustentado, e é estruturado de modo a permitir a ponderação dos interesses dos
acionistas e restantes investidores, trabalhadores, clientes, credores, fornecedores e demais partes interessadas,
contribuindo para o reforço da confiança na qualidade, transparência e padrões éticos de atuação da administração e
fiscalização, bem como para o desenvolvimento sustentável da comunidade em que as sociedades se inserem e para
o desenvolvimento do mercado de capitais
B. O Código é de adesão voluntária e a sua observância assenta num princípio de comply or explain aplicável a
todas as recomendações
Capítulo I — RELAÇÃO DA SOCIEDADE COM ACIONISTAS, PARTES INTERESSADAS
E A COMUNIDADE EM GERAL
Princípios:
I.A. Na sua organização, no seu funcionamento e na definição da sua estratégia, as sociedades contribuem para a
prossecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos no quadro da Organização das Nações
Unidas, em termos que sejam ajustados à natureza da sua atividade e à respetiva dimensão.
I.B. A sociedade, periodicamente, identifica, mede e procura prevenir os efeitos negativos relacionados com o
impacto ambiental e social decorrente do exercício da sua atividade, em termos ajustados à respetiva natureza e à
dimensão da sociedade.
I.C. Nos seus processos de decisão, o órgão de administração pondera os interesses dos acionistas e restantes
investidores, trabalhadores, fornecedores e outras partes interessadas na atividade da sociedade.
Recomendações:
I.1.(1) A sociedade explicita em que termos a sua
estratégia procura assegurar o cumprimento dos
seus objetivos de longo prazo
Adotada
Parte 1, pontos 21, 50 e 54
I.1.(2) e quais os principais contributos daí
resultantes para a comunidade em geral.
Adotada
Parte 1, pontos 21, 50 e 54
I.2.(1) A sociedade identifica as principais políticas e
as principais medidas adotadas no que respeita ao
cumprimento dos seus objetivos ambientais
Adotada
Parte 1, ponto 54
I.2.(2) e no que respeita ao cumprimento dos seus
objetivos sociais.
Adotada
Parte 1, ponto 54
Capítulo II — COMPOSIÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS DA SOCIEDADE
II.1. Informação
Principio:
II.1.A. As sociedades e, em particular, os seus administradores tratam de forma equitativa os acionistas e restantes
investidores, assegurando designadamente mecanismos e procedimentos para o adequado tratamento e divulgação
da informação.
Recomendação:
II.1.1. A sociedade institui mecanismos que
assegurem, de forma adequada e rigorosa, a
atempada circulação ou divulgação da informação
necessária aos seus órgãos, ao secretário da
sociedade, aos acionistas, aos investidores, aos
analistas financeiros, às demais partes interessadas
e ao mercado em geral.
Adotada
Parte 1, pontos 21, 29, 38, 56 a 65
II.2. Diversidade na composição e funcionamento dos órgãos da sociedade
68
Princípios:
II.2.A. As sociedades são dotadas de estruturas decisórias adequadas e transparentes, assegurando a máxima
eficácia do funcionamento dos seus órgãos e comissões*.
II.2.B. As sociedades asseguram a diversidade na composição dos respetivos órgãos de administração e fiscalização
e a adoção de critérios de mérito individual nos respetivos processos de designação, os quais são da exclusiva
competência dos acionistas.
II.2.C. As sociedades asseguram que o funcionamento dos seus órgãos e comissões é devidamente registado,
designadamente em atas, que permitam conhecer não só o sentido das decisões tomadas, mas também os seus
fundamentos e as opiniões expressas pelos seus membros.
Recomendações:
II.2.1. As sociedades estabelecem, previamente e
em abstrato, critérios e requisitos relativos ao perfil
de membros dos órgãos da sociedade adequados à
função a desempenhar, considerando,
designadamente, atributos individuais (como
competência, independência, integridade,
disponibilidade e experiência), e requisitos de
diversidade (com particular atenção à igualdade
entre homens e mulheres), que possam contribuir
para a melhoria do desempenho do órgão e para o
equilíbrio na respetiva composição.
Adotada
Parte 1, pontos 15, 16, 17, 19, 26, 31,
33 e 36
II.2.2.(1) O órgão de administração dispõe de
regulamentos — nomeadamente sobre o exercício
das respetivas atribuições, presidência,
periodicidade de reuniões, funcionamento e quadro
de deveres dos seus membros — divulgados na
íntegra no sítio da Internet da sociedade.
Adotada
Parte 1, pontos 22 e 61
II.2.2.(2) Idem em relação ao órgão de fiscalização.
Adotada
Parte 1, pontos 34 e 61
II.2.2.(3) Idem em relação às comissões internas.
Adotada
Parte 1, pontos 27, 29 e 61
II.2.2.(4) Devem ser elaboradas atas das reuniões
do órgão de administração.
Adotada
Parte 1, pontos 22 e 61
II.2.2.(5) Idem em relação ao órgão de fiscalização.
Adotada
Parte 1, pontos 34 e 61
II.2.2.(6) Idem em relação às comissões internas.
Adotada
Parte 1, pontos 27, 29 e 61
II.2.3.(1) A composição dos órgãos de
administração, de fiscalização e das suas
comissões internas são divulgados através do sítio
da Internet da sociedade.
Adotada
Parte 1, pontos 17, 27 e 31
II.2.3.(2) O número de reuniões em cada ano dos
órgãos de administração, de fiscalização e das suas
comissões internas são divulgados através do sítio
da Internet da sociedade.
Adotada
Parte 1, pontos 23, 29 e 35
II.2.4.(1) As sociedades adotam uma política de
comunicação de irregularidades (whistleblowing)
que explicite as principais regras e procedimentos a
serem seguidos perante cada comunicação.
Adotada
Parte 1, pontos 38 e 49
II.2.4.(2) e um canal de denúncia interno que inclua
o acesso também por não trabalhadores, nos
termos previstos na lei aplicável.
Adotada
Parte 1, ponto 49
II.2.5.(1) As sociedades dispõem de comissão
especializada em matéria de governo societário.
Não adotada
Parte 1, pontos 27 e 28
II.2.5.(2) Ide m em matéria de remunerações
Adotada
Parte 1, pontos 21, 29 e 67
II.2.5.(3) Ide m em matéria de nomeações de
membros dos órgãos da sociedade
Não adotada
Parte 1, pontos 27 e 28
II.2.5.(4) Ide m em matéria de avaliação de
desempenho
Adotada
Parte 1, pontos 21, 24 e 29
69
II.3. Relação entre órgãos da sociedade
Princípio:
II.3.A. Os órgãos sociais criam as condições para que, na medida das suas responsabilidades, atuem de forma
harmoniosa, articulada e com a informação adequada ao exercício das respetivas funções.
Recomendações:
II.3.1. Os estatutos ou outras vias equivalentes
adotadas pela sociedade estabelecem mecanismos
para garantir que, dentro dos limites da legislação
aplicável, seja permanentemente assegurado aos
membros dos órgãos de administração e de
fiscalização o acesso a toda a informação
necessária para a avaliação do desempenho, da
situação e das perspetivas de desenvolvimento da
sociedade, incluindo, designadamente, as atas, a
documentação de suporte às decisões tomadas, as
convocatórias e o arquivo das reuniões do órgão de
administração executivo, sem prejuízo do acesso a
quaisquer outros documentos ou pessoas a quem
possam ser solicitados esclarecimentos.
Adotada
Parte 1, pontos 18, 28, 38, 59 a 65
II.3.2. Cada órgão e comissão da sociedade
assegura, de forma atempada e adequada, o fluxo
interorgânico da informação necessária ao exercício
das competências legais e estatutárias de cada um
dos restantes órgãos e comissões.
Adotada
Parte 1, pontos 18, 23, 28 e 38
II.4. Conflitos de Interesses
Princípio:
II.4.A. Deve ser prevenida a existência de conflitos de interesses, atuais ou potenciais, entre os membros de órgãos
ou comissões e a sociedade, garantindo-se que o membro em conflito não interfere no processo de decisão.
Recomendações:
II.4.1. Por regulamento interno ou via equivalente,
os membros dos órgãos de administração e de
fiscalização e das comissões internas ficam
vinculados a informar o respetivo órgão ou
comissão sempre que existam factos que possam
constituir ou dar causa a um conflito entre os seus
interesses e o interesse da sociedade.
Adotada
Parte 1, ponto 20
II.4.2. A sociedade adota procedimentos que
garantam que o membro em conflito não interfere
no processo de decisão, sem prejuízo do dever de
prestação de informações e esclarecimentos que o
órgão, a comissão ou os respetivos membros lhe
solicitem.
Adotada
Parte 1, ponto 20
II.5. Transações com partes relacionadas
Princípio:
II.5.A. As transações com partes relacionadas devem ser justificadas pelo interesse da sociedade e realizadas em
condições de mercado, sujeitando-se a princípios de transparência e a adequada fiscalização.
Recomendação:
II.5.1. O órgão de administração divulga, no
relatório de governo ou por outra via publicamente
disponível, o procedimento interno de verificação
das transações com partes relacionadas.
Adotada
Parte 1, ponto 89
Capítulo III — ACIONISTAS E ASSEMBLEIA GERAL
Principios:
III.A. O adequado envolvimento dos acionistas no governo das sociedades constitui um fator positivo de
funcionamento eficiente da sociedade e realização do fim social.
70
III.B. A sociedade promove a participação pessoal dos acionistas nas reuniões da Assembleia Geral, enquanto
espaço de reflexão sobre a sociedade e de comunicação dos acionistas com os órgãos e comissões da sociedade.
III.C. A sociedade implementa meios adequados para a participação e o voto não presenciais dos acionistas na
assembleia, incluindo a possibilidade de envio antecipado de questões, pedidos de esclarecimento ou informação
sobre as matérias a deliberar e respetivas propostas.
Recomendações:
III.1.(1) A sociedade não deve fixar um número
excessivamente elevado de ações necessárias para
conferir direito a um voto,
Adotada
Parte 1, ponto 12
III.1.(2) e informa no relatório de governo sobre a
sua opção sempre que a cada ação não
corresponda um voto.
Adotada
Parte 1, ponto 12
III.2. A sociedade que tenha emitido ações com
direito especial ao voto plural identifica, no relatório
de governo, as matérias que, por previsão dos
estatutos da sociedade, estão excluídas do âmbito
do voto plural.
Não aplicável
Parte 1, ponto 12
III.3. A sociedade não deve adotar mecanismos que
dificultem a tomada de deliberações pelos seus
acionistas, designadamente fixando um quórum
deliberativo superior ao previsto por lei.
Adotada
Parte 1, ponto 14
III.4. A sociedade implementa os meios adequados
para a participação não presencial dos acionistas
na Assembleia Geral, em termos proporcionais à
sua dimensão.
Parcialmente Adotada
Parte 1, ponto 12 (clarificação sobre
recomendação parcialmente adotada
infra)
III.5. A sociedade implementa igualmente os meios
adequados para o exercício não presencial do
direito de voto, incluindo por correspondência e por
via eletrónica.
Parcialmente Adotada
Parte 1, ponto 12 (clarificação sobre
recomendação parcialmente adotada
infra)
III.6. Os estatutos da sociedade que prevejam a
limitação do número de votos que podem ser
detidos ou exercidos por um único acionista, de
forma individual ou em concertação com outros
acionistas, devem prever igualmente que, pelo
menos de cinco em cinco anos, seja sujeita a
deliberação pela assembleia geral a alteração ou a
manutenção dessa disposição estatutária — sem
requisitos de quórum agravado relativamente ao
legal — e que, nessa deliberação, se contam todos
os votos emitidos sem que aquela limitação
funcione.
Não aplicável
Clarificação sobre recomendação não
aplicável infra
III.7. Não devem ser adotadas medidas que
determinem pagamentos ou a assunção de
encargos pela sociedade em caso de transição de
controlo ou de mudança da composição do órgão
de administração e que se afigurem suscetíveis de
prejudicar o interesse económico na transmissão
das ações e a livre apreciação pelos acionistas do
desempenho dos administradores.
Adotada
Parte 1, pontos 4 e 84
Capítulo IV — ADMINISTRAÇÃO
IV.1. Órgão de Administração e Administradores Executivos
Princípios:
IV.1.A. A gestão corrente da sociedade compete a administradores executivos com as qualificações, competências e
experiência adequadas à função, prosseguindo os objetivos da sociedade e visando contribuir para o seu
desenvolvimento sustentável
IV.1.B. A determinação do número de administradores executivos deve ter em conta a dimensão da sociedade, a
complexidade e dispersão geográfica da sua atividade e os custos, tendo em vista a desejável agilidade de
funcionamento da administração executiva
Recomendações:
71
IV.1.1.(1) O órgão de administração assegura que a
sociedade atua de forma consentânea com o seu
objeto e não delega poderes, designadamente, no
que respeita a: i) definição da estratégia e das
principais políticas da sociedade
Adotada
Parte 1, pontos 21 e 28
IV.1.1.(2) ii) organização e coordenação da
estrutura empresarial
Adotada
Parte 1, pontos 21 e 28
IV.1.1.(3) iii) matérias que devam ser consideradas
estratégicas em virtude do seu montante, risco ou
características especiais
Adotada
Parte 1, pontos 21 e 28
IV.1.2. O órgão de administração aprova, através
de regulamento ou mediante via equivalente, o
regime de atuação dos administradores executivos
aplicável ao exercício por estes de funções
executivas em entidades fora do grupo
Não aplicável
Clarificação sobre recomendação não
aplicável infra
IV.2. Órgão de Administração e Administradores Não Executivos
Princípios:
IV.2.A. Para a plena realização do fim social, os administradores não executivos exercem, de modo efetivo e
criterioso, uma função de vigilância geral e de desafio à gestão executiva, devendo tal atuação ser complementada
por comissões em áreas centrais do governo da sociedade
IV.2.B. O número e as qualificações dos administradores não executivos devem ser adequados a proporcionar à
sociedade uma equilibrada e apropriada diversidade de competências, conhecimentos e experiências profissionais
Recomendações:
IV.2.1. Sem prejuízo das funções legais do
presidente do conselho de administração, se este
não for independente, os administradores
independentes – ou, não existindo estes em
número suficiente, os administradores não
executivos – designam entre si um coordenador
para, nomeadamente, (i) atuar, sempre que
necessário, como interlocutor com o presidente do
conselho de administração e com os demais
administradores, (ii) zelar por que disponham do
conjunto de condições e meios necessários ao
desempenho das suas funções, e (iii) coordená-los
na avaliação do desempenho pelo órgão de
administração prevista na recomendação VI.1.1.;
em alternativa, pode a sociedade fixar outro
mecanismo equivalente que assegure aquela
coordenação
Não aplicável
Clarificação sobre recomendação não
aplicável infra
IV.2.2. O número de membros não executivos do
órgão de administração deve ser adequado à
dimensão da sociedade e à complexidade dos
riscos inerentes à sua atividade, mas suficiente
para assegurar com eficiência as funções que lhes
estão cometidas, devendo constar do relatório de
governo a formulação deste juízo de adequação
Adotada
Parte 1, ponto 18
IV.2.3. O número de administradores não
executivos é superior ao de administradores
executivo
Não Adotada
Clarificação sobre recomendação não
adotada infra
72
IV.2.4. O número de administradores não
executivos que cumpram os requisitos de
independência deve ser plural e não pode ser
inferior a um terço do número total de
administradores não executivos. Para efeitos desta
recomendação, considera-se independente a
pessoa que não esteja associada a qualquer grupo
de interesses específicos na sociedade, nem se
encontre em alguma circunstância suscetível de
afetar a sua isenção de análise ou de decisão,
nomeadamente em virtude de:
i.Ter exercido durante mais de doze anos,
de forma contínua ou intercalada, funções em
qualquer órgão da sociedade, sendo este prazo
contado independentemente de coincidir, ou não,
com o termo do mandato;
ii.Ter sido colaborador da sociedade ou de
sociedade que com ela se encontre em relação de
domínio ou de grupo nos últimos três anos;
iii.Ter, nos últimos três anos, prestado
serviços ou estabelecido relação comercial
significativa com a sociedade ou com sociedade
que com esta se encontre em relação de domínio
ou de grupo, seja de forma direta ou enquanto
sócio, administrador, gerente ou dirigente de
pessoa coletiva;
iv.Ser beneficiário de remuneração paga
pela sociedade ou por sociedade que com ela se
encontre em relação de domínio ou de grupo para
além da remuneração decorrente do exercício das
funções de administrador;
v.Viver em união de facto ou ser cônjuge,
parente ou afim na linha reta e até ao 3.º grau,
inclusive, na linha colateral, de administradores da
sociedade, de administradores de pessoa coletiva
titular de participação qualificada na sociedade ou
de pessoas singulares titulares direta ou
indiretamente de participação qualificada;
vi.Ser titular de participação qualificada ou
representante de um acionista titular de
participações qualificadas.
Não Adotada
Clarificação sobre recomendação não
adotada infra
IV.2.5. O disposto no parágrafo (i) da
recomendação anterior não obsta à qualificação de
um novo administrador como independente se,
entre o termo das suas funções em qualquer órgão
da sociedade e a sua nova designação, tiverem,
entretanto, decorrido pelo menos três anos (cooling-
off period)
Não aplicável
Clarificação sobre recomendação não
aplicável infra
73
Capítulo V — Fiscalização
Princípios:
V.A. O órgão de fiscalização desenvolve atividades permanentes de supervisão da administração da sociedade,
incluindo, numa perspetiva também preventiva, o acompanhamento da atividade da sociedade e, em particular, as
decisões de fundamental importância para esta e para a plena realização do fim social
V.B. A composição do órgão de fiscalização proporciona à sociedade uma equilibrada e adequada diversidade de
competências, conhecimentos e experiências profissionais
Recomendações:
V.1.(1) Com respeito pelas competências que lhe
são conferidas por lei, o órgão de fiscalização toma
conhecimento das linhas estratégicas, previamente
à sua aprovação final pelo órgão de administração.
Adotada
Parte 1, pontos 15 e 38
V.1.(2) Com respeito pelas competências que lhe
são conferidas por lei, o órgão de fiscalização avalia
e pronuncia-se sobre a política de risco,
previamente à sua aprovação final pelo órgão de
administração
Adotada
Parte 1, pontos 15 e 38
V.2.(1) O número de membros do órgão de
fiscalização deve ser adequado à dimensão da
sociedade e à complexidade dos riscos inerentes à
sua atividade, mas suficiente para assegurar com
eficiência as funções que lhes estão cometidas,
devendo constar do relatório de governo a
formulação deste juízo de adequação.
Adotada
Parte 1, ponto 31
V.2.(2) Idem em relação ao número de membros da
comissão para as matérias financeiras
Adotada
Parte 1, pontos 27 e 67
Capítulo VI · AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, REMUNERAÇÕES E NOMEAÇÕES
VI.1. Avaliação anual de desempenho
Princípio:
VI.1.A. A sociedade promove a avaliação do desempenho do órgão executivo e dos seus membros individualmente e
ainda do desempenho global do órgão de administração e das comissões especializadas constituídas no seu seio.
Recomendações:
VI.1.1.(1) O órgão de administração – ou comissão
com competências na matéria, composta por
maioria de membros não executivos – avalia
anualmente o seu desempenho, tendo em conta o
cumprimento do plano estratégico da sociedade e
do orçamento, a gestão de riscos, o seu
funcionamento interno e o contributo de cada
membro para o efeito, assim como o
relacionamento entre órgãos e comissões da
sociedade.
Adotada
Clarificação sobre recomendação
adotada infra
VI.1.1.(2) Ide m em relação ao desempenho da
comissão executiva / dos administradores
executivos
Adotada
Clarificação sobre recomendação
adotada infra
VI.1.1.(3) Ide m em relação ao desempenho das
comissões da sociedade
Adotada
Clarificação sobre recomendação
adotada infra
VI.2. Remunerações
Princípios:
VI.2.A. A política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização deve permitir à
sociedade atrair, a um custo economicamente justificável pela sua situação, profissionais qualificados, induzir o
alinhamento de interesses com os dos acionistas — tomando em consideração a riqueza efetivamente criada pela
sociedade, a situação económica e a do mercado — e constituir um fator de desenvolvimento de uma cultura de
profissionalização, de sustentabilidade, de promoção do mérito e de transparência na sociedade
74
VI.2.B. Tendo em consideração que o cargo de administrador é, por natureza, um cargo remunerado, os
administradores recebem uma remuneração
i) que retribua adequadamente a responsabilidade assumida, a disponibilidade e a competência colocadas ao serviço
da sociedade
ii) que garanta uma atuação alinhada com os interesses de longo prazo dos acionistas e promova a atuação
sustentável da sociedade;
iii) que premeie o desempenho
Recomendações:
VI.2.1. A sociedade constitui uma comissão de
remunerações, cuja composição assegure a sua
independência em face da administração, podendo
tratar-se da comissão de remunerações designada
nos termos do artigo 399.º do Código das
Sociedades Comerciais.
Adotada
Parte 1, pontos 66, 67 e 68
VI.2.2. A fixação das remunerações dos membros
dos órgãos de administração e de fiscalização e
das comissões da sociedade compete à comissão
de remunerações ou à assembleia geral, sob
proposta daquela comissão
Adotada
Parte 1, pontos 66, 67 e 68
VI.2.3. A sociedade divulga no relatório de governo,
ou no relatório de remunerações, a cessação de
funções dos membros de órgãos ou comissões da
sociedade, indicando os montantes de todos os
encargos da sociedade relacionados com a
cessação de funções, a qualquer título, no exercício
em causa.
Adotada
Parte 1, ponto 80
VI.2.4. A fim de prestar informações ou
esclarecimentos aos acionistas, o presidente ou
outro membro da comissão de remunerações deve
estar presente na assembleia geral anual e em
quaisquer outras se a respetiva ordem de trabalhos
incluir assunto conexo com a remuneração dos
membros dos órgãos e comissões da sociedade, ou
se tal presença tiver sido requerida por acionistas.
Adotada
Parte 1, ponto 24
VI.2.5. Dentro das limitações orçamentais da
sociedade, a comissão de remunerações pode
decidir livremente a contratação, pela sociedade,
dos serviços de consultoria necessários ou
convenientes para o exercício das suas funções.
Adotada
Parte 1, ponto 67
VI.2.6. A comissão de remunerações assegura que
aqueles serviços são prestados com independência
Adotada
Parte 1, pontos 67 e 68
VI.2.7. Os prestadores desses serviços não serão
contratados, pela própria sociedade ou por outras
que com ela se encontrem em relação de domínio
ou de grupo, para a prestação à sociedade de
quaisquer outros serviços relacionados com as
competências da comissão de remunerações, sem
que haja autorização expressa da comissão
Adotada
Parte 1, pontos 67 e 68
VI.2.8. Tendo em vista o alinhamento de interesses
entre a sociedade e os administradores executivos,
uma parte da remuneração destes tem natureza
variável que reflita o desempenho sustentado da
sociedade e não estimule a assunção de riscos
excessivos
Adotada
Parte 1, pontos 67 a 76
VI.2.9. Uma parte significativa da componente
variável é parcialmente diferida no tempo, por um
período não inferior a três anos, associando-a, em
termos definidos na política de remunerações da
sociedade, à confirmação da sustentabilidade do
desempenho
Não Adotada
Clarificação sobre recomendação não
adotada infra
75
VI.2.10. Quando a remuneração variável
compreender opções ou outros instrumentos direta
ou indiretamente dependentes do valor das ações,
o início do período de exercício é diferido por um
prazo não inferior a três anos
Não Aplicável
Clarificação sobre recomendação não
aplicável infra
VI.2.11. A remuneração dos administradores não
executivos não inclui nenhuma componente cujo
valor dependa do desempenho da sociedade ou do
seu valor
Adotada
Clarificação sobre recomendação
adotada infra
VI.3. Nomeações
Princípio:
VI.3.A. Independentemente do modo de designação, os conhecimentos, a experiência, o percurso profissional e a
disponibilidade dos membros dos órgãos da sociedade e dos quadros dirigentes** devem ser os adequados à função
a desempenhar.
Recomendações:
VI.3.1. A sociedade promove, nos termos que
considere adequados, mas de forma suscetível de
demonstração, que as propostas para eleição dos
membros dos órgãos da sociedade sejam
acompanhadas de fundamentação a respeito da
adequação de cada um dos candidatos à função a
desempenhar
Adotada
Parte 1. pontos 16, 19, 22, 29, 31 e 33
VI.3.2. A comissão de nomeações de membros de
órgãos sociais inclui uma maioria de
administradores independentes
Não aplicável
Parte 1, pontos 27 e 28 (Clarificação
sobre recomendação não aplicável
infra)
VI.3.3. A não ser que a dimensão da sociedade o
não justifique, a função de acompanhamento e
apoio às designações de quadros dirigentes é
atribuída a uma comissão de nomeações
Não aplicável
Parte 1, pontos 27 e 28 (Clarificação
sobre recomendação não aplicável
infra)
VI.3.4. A comissão de nomeações de quadros
dirigentes disponibiliza os seus termos de referência
e promove, na medida das suas competências, a
adoção de processos de seleção transparentes que
incluam mecanismos efetivos de identificação de
potenciais candidatos, e que sejam propostos para
seleção os que apresentem maior mérito, melhor se
adequem às exigências da função e promovam,
dentro da organização, uma diversidade adequada
incluindo quanto à igualdade entre homens e
mulheres
Não aplicável
Parte 1, pontos 27 e 28 (Clarificação
sobre recomendação não aplicável
infra)
Capítulo VI — Controlo Interno
Princípio:
VII.A. Tendo por base a estratégia de médio e longo prazo, a sociedade institui um sistema de controlo interno,
compreendendo as funções de gestão e controlo de risco, compliance e auditoria interna, que permita antecipar e
minimizar os riscos inerentes à atividade desenvolvida.
Recomendações:
VII.1.(1) O órgão de administração debate e aprova
o plano estratégico
Adotada
Parte 1, ponto 21
VII.1.(2) O órgão de administração debate e aprova
a política de risco da sociedade, a qual inclui a
fixação de limites em matéria de assunção de riscos
Adotada
Parte 1, pontos 21, 50 a 54
VII.2. A sociedade dispõe de uma comissão
especializada ou de um comité composto por
especialistas em matéria de risco que reporta
regularmente ao órgão de administração
Não Adotada
Parte 1, pontos 50, 51 e 52
76
VII.3. O órgão de fiscalização organiza-se
internamente, implementando mecanismos e
procedimentos de controlo periódico, com vista a
garantir que os riscos efetivamente incorridos pela
sociedade são consistentes com os objetivos
fixados pelo órgão de administração
Adotada
Parte 1, ponto 51
VII.4. O sistema de controlo interno,
compreendendo as funções de gestão de riscos,
compliance e auditoria interna, é estruturado em
termos adequados à dimensão da sociedade e à
complexidade dos riscos inerentes à sua atividade,
devendo o órgão de fiscalização avaliá-lo e, no
âmbito da sua competência de fiscalização da
eficácia deste sistema, propor os ajustamentos que
se mostrem necessários
Adotada
Parte 1, pontos 38, 50 a 54
VII.5. A sociedade estabelece procedimentos de
fiscalização, avaliação periódica e de ajustamento
do sistema de controlo interno, incluindo uma
avaliação anual do grau de cumprimento interno e
do desempenho desse sistema, bem como da
perspetiva de alteração do quadro de risco
anteriormente definido
Adotada
Parte 1, pontos 38, 50 a 54
VII.6.(1) Tendo por base a sua política de risco, a
sociedade institui uma função de gestão de riscos,
identificando (i) os principais riscos a que se
encontra sujeita no desenvolvimento da sua
atividade
Adotada
Parte 1, ponto 53
VII.6.(2) (ii) a probabilidade de ocorrência dos
mesmos e o respetivo impacto
Adotada
Parte 1, pontos 50, 53 e 54
VII.6.(3) (iii) os instrumentos e medidas a adotar
tendo em vista a respetiva mitigação
Adotada
Parte 1, pontos 50 e 54
VII.6.(4) (iv) os procedimentos de monitorização,
visando o seu acompanhamento
Adotada
Parte 1, pontos 50 e 54
VII.7. A sociedade institui processos para coligir e
processar dados relacionados com a
sustentabilidade ambiental e social, para alertar o
órgão de administração acerca dos riscos em que a
sociedade esteja a incorrer e propor estratégias
para a sua mitigação
Adotada
Parte 1, pontos 50, 53 e 54
VII.8. A sociedade informa sobre o modo como as
alterações climáticas são consideradas na
organização e sobre a forma como pondera, nos
processos de decisão, a análise do risco climático
Adotada
Parte 1, pontos 50, 53 e 54
VII.9. A sociedade informa, no relatório de governo,
sobre os termos em que mecanismos de
inteligência artificial hajam sido utilizados como
instrumento de tomada de decisões pelos órgãos
sociais
Não aplicável
Clarificação sobre recomendação não
aplicável infra
VII.10. O órgão de fiscalização pronuncia-se sobre
os planos de trabalho e os recursos afetos aos
serviços do sistema de controlo interno, incluindo às
funções de gestão de riscos, compliance e auditoria
interna, podendo propor os ajustamentos que se
mostrem necessários
Adotada
Parte 1, pontos 37, 38 e 50
77
VII.11. O órgão de fiscalização é destinatário dos
relatórios realizados pelos serviços de controlo
interno, incluindo as funções de gestão de riscos,
complianc e e auditoria interna, pelo menos quando
estejam em causa matérias relacionadas com a
prestação de contas, a identificação ou a resolução
de conflitos de interesses e a deteção de potenciais
irregularidades
Adotada
Parte 1, pontos 37, 38, 49 e 50
Capítulo VIII — INFORMAÇÃO E REVISÃO LEGAL DE CONTAS
VIII.1 Informação
Princípios:
VIII.1.A. O órgão de fiscalização, com independência e de forma diligente, assegura que o órgão de administração
cumpre as suas responsabilidades na escolha de políticas e adoção de critérios contabilísticos apropriados e no
estabelecimento de sistemas adequados para o reporte financeiro e de sustentabilidade, e para o controlo interno,
incluindo a gestão de riscos, a compliance e a auditoria interna
VIII.1.B. O órgão de fiscalização promove uma adequada articulação entre os trabalhos da auditoria interna e da
revisão legal de contas
Recomendação:
VIII.1.1. O regulamento do órgão de fiscalização
impõe que este fiscalize a adequação do processo
de preparação e de divulgação de informação pelo
órgão de administração, incluindo a adequação das
políticas contabilísticas, das estimativas, dos
julgamentos, das divulgações relevantes e sua
aplicação consistente entre exercícios, de forma
devidamente documentada e comunicada
Adotada
Parte 1, pontos 34 e 38
VIII.2 Revisão Legal de Contas e Fiscalização
Princípio:
VIII.2.A. Cabe ao órgão de fiscalização estabelecer e monitorizar procedimentos formais, claros e transparentes
sobre o relacionamento da sociedade com o revisor oficial de contas e a fiscalização do cumprimento por este das
regras de independência que a lei e as normas profissionais lhe impõem.
Recomendações
VIII.2.1. Através de regulamento, o órgão de
fiscalização define, nos termos do regime legal
aplicável, os procedimentos de fiscalização
destinados a assegurar a independência do revisor
oficial de contas
Adotada
Parte 1, pontos 34, 37, 38, 42 a 47
VIII.2.2.(1) O órgão de fiscalização é o principal
interlocutor do revisor oficial de contas na
sociedade e o primeiro destinatário dos respetivos
relatórios
Adotada
Parte 1, pontos 37 e 38
VIII.2.2.(2) competindo-lhe, designadamente, propor
a respetiva remuneração e zelar para que sejam
asseguradas, dentro da empresa, as condições
adequadas à prestação dos serviços
Adotada
Parte 1, pontos 37 e 38
VIII.2.3. O órgão de fiscalização avalia anualmente
o trabalho realizado pelo revisor oficial de contas, a
sua independência e adequação para o exercício
das funções e propõe ao órgão competente a sua
destituição ou a resolução do contrato de prestação
dos seus serviços sempre que se verifique justa
causa para o efeito
Adotada
Parte 1, pontos 37, 38 e 45
• Recomendação III.4. A sociedade implementa os meios adequados para a participação não
presencial dos acionistas na Assembleia Geral, em termos proporcionais à sua dimensão
Como referido no ponto 12 da Parte 1 do presente Relatório, a Sociedade implementou os meios necessários para
assegurar o direito de voto por correspondência.
78
No que se refere ao voto por via eletrónica, a Sociedade não desencadeou os mecanismos necessários à sua
implementação (i) porque essa modalidade nunca lhe foi solicitada por qualquer acionista e (ii) por considerar que
tal circunstância não consubstancia qualquer constrangimento ou restrição ao exercício do direito de voto por parte
dos acionistas, exercício esse que a Sociedade promove e incentiva.
A RAMADA INVESTIMENTOS tem vindo a incentivar a participação física dos seus acionistas, por si diretamente ou
através de representantes, nas suas Assembleias Gerais por considerar que as mesmas são o momento, por
excelência, para o contacto entre os seus Acionistas com a equipa de gestão, aproveitando a presença dos
membros que integram os demais órgãos sociais, nomeadamente o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas,
bem como os membros da Comissão de Remunerações. Esta iteração tem-se revelado profícua no seio da
Sociedade.
• Recomendação III.5. A sociedade implementa igualmente os meios adequados para o exercício
não presencial do direito de voto, incluindo por correspondência e por via eletrónica
Como referido no ponto 12 da Parte 1 do presente Relatório, a Sociedade implementou os meios necessários para
assegurar o direito de voto por correspondência.
No que se refere à possibilidade de realização da Assembleia Geral por meios telemáticos, a Sociedade não
desencadeou os mecanismos necessários à sua implementação porque (i) essa modalidade nunca lhe foi solicitada
por qualquer acionista, (ii) os custos de implementação dos meios telemáticos são elevados e (iii) tal circunstância
não consubstancia qualquer constrangimento ou restrição ao exercício do direito de voto por parte dos acionistas,
exercício esse que a Sociedade promove e incentiva.
Remetendo e reforçando para o que se acabou de referir no ponto anterior, a RAMADA INVESTIMENTOS tem
vindo a incentivar a participação física dos seus acionistas, por si diretamente ou através de representantes, nas
suas assembleias gerais por considerar que as mesmas são o momento, por excelência, para o contacto entre os
seus Acionistas com a equipa de gestão, aproveitando a presença dos membros que integram os demais órgãos
sociais, nomeadamente o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas, bem como os membros da Comissão de
Remunerações. Esta iteração tem-se revelado profícua no seio da Sociedade.
Desta forma, entende-se que estão já assegurados todos os meios necessários e adequados a assegurar a
participação na Assembleia Geral.
• Recomendação III.6. Os estatutos da sociedade que prevejam a limitação do número de votos que
podem ser detidos ou exercidos por um único acionista, de forma individual ou em concertação
com outros acionistas, devem prever igualmente que, pelo menos de cinco em cinco anos, seja
sujeita a deliberação pela assembleia geral a alteração ou a manutenção dessa disposição
estatutária — sem requisitos de quórum agravado relativamente ao legal — e que, nessa
deliberação, se contam todos os votos emitidos sem que aquela limitação funcione
Os Estatutos da Sociedade não preveem qualquer limitação ao número de votos que podem ser detidos ou
exercidos por um único acionista, de forma individual ou em concertação com outros acionistas.
• Recomendação IV.1.2. O órgão de administração aprova, através de regulamento ou mediante via
equivalente, o regime de atuação dos administradores executivos aplicável ao exercício por estes
de funções executivas em entidades fora do grupo
A RAMADA INVESTIMENTOS, considerando a sua estrutura organizativa, e a reduzida dimensão do Conselho de
Administração que é composto por seis membros, entende desnecessária uma designação formal de uma
Comissão Executiva no seio do Conselho de Administração.
No entanto, e tal como referido no ponto 28 do presente Relatório, dos 6 membros que integram o Conselho de
Administração, 4 desempenham funções de cariz executivo - mais prático ou operacional –, pelo que se considera
que estão garantidas as condições necessárias para que as decisões relativas a matérias estratégicas sejam, tal
como são, tomadas pelo Conselho de Administração enquanto órgão colegial composto pela totalidade dos seus
79
membros, executivos e não executivos, no normal desempenho das suas funções, de forma esclarecida e
informada, totalmente focada na criação de valor para os acionistas.
• Recomendação IV.2.1. Sem prejuízo das funções legais do presidente do conselho de
administração, se este não for independente, os administradores independentes — ou, não
existindo estes em número suficiente, os administradores não executivos — designam entre si
um coordenador para, nomeadamente, (i) atuar, sempre que necessário, como interlocutor com o
presidente do conselho de administração e com os demais administradores, (ii) zelar por que
disponham do conjunto de condições e meios necessários ao desempenho das suas funções, e
(iii) coordená-los na avaliação do desempenho pelo órgão de administração prevista na
recomendação VI.1.1.; em alternativa, pode a sociedade fixar outro mecanismo equivalente que
assegure aquela coordenação
Atendendo à dimensão e à estrutura da Sociedade, tendo sobretudo em conta a concentração da respetiva estrutura
de capital e o número total de administradores que integram o Conselho, que é de apenas 6, e tendo ainda em
conta a performance de atuação do atual presidente do Conselho que se tem revelado perfeitamente adequada e
alinhada com os interesses da Sociedade e dos seus acionistas, a RAMADA INVESTIMENTOS considera que a
designação de um Lead Independent Director apenas para efeitos de cumprimento de um critério meramente formal
não acrescentaria valor relevante.
• Recomendação IV.2.3 O número de administradores não executivos é superior ao de
administradores executivos
Tomando em consideração o perfil pessoal, o percurso e a experiência profissional dos membros que integram o
Conselho de Administração da RAMADA INVESTIMENTOS, considera-se que o número de administradores não
executivos, em relação ao número total de membros que integram o órgão, se revela adequado e equilibrado face à
natureza e dimensão da Sociedade. Neste sentido, a RAMADA INVESTIMENTOS considera que dois
administradores não executivos é adequado e suficiente para garantir um acompanhamento efetivo, bem como uma
verdadeira supervisão e fiscalização, à atividade desenvolvida pelos executivos, sobretudo tendo em conta que a
Sociedade desenvolveu mecanismos tendentes a permitir aos administradores não executivos, tomadas de decisão
independentes e informadas conforme melhor detalhado no ponto 18 do presente Relatório.
• Recomendação IV.2.4. O número de administradores não executivos que cumpram os requisitos de
independência deve ser plural e não pode ser inferior a um terço do número total de
administradores não executivos. Para efeitos desta recomendação, considera-se independente a
pessoa que não esteja associada a qualquer grupo de interesses específicos na sociedade, nem se
encontre em alguma circunstância suscetível de afetar a sua isenção de análise ou de decisão,
nomeadamente em virtude de:
i.  Ter exercido durante mais de doze anos, de forma contínua ou intercalada, funções em qualquer
órgão da sociedade, sendo este prazo contado independentemente de coincidir, ou não, com o
termo do mandato;
ii.  Ter sido colaborador da sociedade ou de sociedade que com ela se encontre em relação de
domínio ou de grupo nos últimos três anos;
iii.  Ter, nos últimos três anos, prestado serviços ou estabelecido relação comercial significativa
com a sociedade ou com sociedade que com esta se encontre em relação de domínio ou de grupo,
seja de forma direta ou enquanto sócio, administrador, gerente ou dirigente de pessoa coletiva;
iv. Ser beneficiário de remuneração paga pela sociedade ou por sociedade que com ela se encontre
em relação de domínio ou de grupo para além da remuneração decorrente do exercício das funções
de administrador;
v.  Viver em união de facto ou ser cônjuge, parente ou afim na linha reta e até ao 3.º grau, inclusive,
na linha colateral, de administradores da sociedade, de administradores de pessoa coletiva titular
80
de participação qualificada na sociedade ou de pessoas singulares titulares direta ou indiretamente
de participação qualificada;
vi.  Ser titular de participação qualificada ou representante de um acionista titular de participações
qualificadas.
A sociedade não dispõe de um terço de administradores independentes, mas considera que a sua estrutura de
gestão está alinhada com as melhores práticas na medida em que tem estabelecidos mecanismos tendentes a
permitir aos administradores não executivos, tomadas de decisão independentes e informadas, tais como:
• Envio prévio e atempado, a todos os membros que integram o Conselho de Administração, das
convocatórias das reuniões daquele órgão, incluindo ordem de trabalhos, mesmo que provisória, da
reunião, acompanhadas da demais informação e documentação relevante;
• Disponibilidade dos administradores executivos para o fornecimento, aos administradores não executivos,
de toda a informação adicional que entendam relevante ou necessária, bem como para proceder a
estudos e análises mais aprofundados em relação a todas as matérias que sejam objeto de deliberação ou
que, não o sendo, estejam em análise, de alguma forma, na Sociedade;
• Disponibilização dos livros de atas, registos, documentos e restantes antecedentes de operações
realizadas na Sociedade ou nas subsidiárias, para examinação, bem como, disponibilização e promoção
de um canal direto de obtenção de informação junto dos administradores e responsáveis operacionais e
financeiros das várias empresas que integram o Grupo, sem que seja necessária qualquer intervenção dos
administradores executivos nesse processo.
A Sociedade ponderou e refletiu sobre este circunstancialismo considerando, por um lado, o modelo societário
adotado e, por outro, a composição e o modo de funcionamento dos seus órgãos sociais como um todo,
(nomeadamente o Conselho de Administração enquanto órgão colegial, o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de
Contas, com a independência que lhes é inerente) tendo concluído que a eventual designação, por razões
meramente formais, de administradores independentes, não traria valias significativas para o desempenho da
Sociedade, ou para um (eventual) melhor funcionamento do modelo adotado, considerando que quer aquele, quer
este, que se têm vindo a revelar positivos, pertinentes, adequados e eficientes.
Acrescente-se que o relatório de gestão inclui a “Atividade desenvolvida pelos membros não-executivos do
Conselho de Administração”, uma descrição da atividade desenvolvida pelos administradores não executivos
durante o exercício de 2023.
• Recomendação IV.2.5. O disposto no parágrafo (i) da recomendação anterior não obsta à
qualificação de um novo administrador como independente se, entre o termo das suas funções
em qualquer órgão da sociedade e a sua nova designação, tiverem, entretanto, decorrido pelo
menos três anos (cooling-off period)
A Sociedade não tem nenhum administrador na circunstância descrita.
• Recomendação VI.1.1. O órgão de administração — ou comissão com competências na matéria,
composta por maioria de membros não executivos — avalia anualmente o seu desempenho, bem
como o desempenho da comissão executiva, dos administradores executivos e das comissões
da sociedade, tendo em conta o cumprimento do plano estratégico da sociedade e do orçamento,
a gestão de riscos, o seu funcionamento interno e o contributo de cada membro para o efeito,
assim como o relacionamento entre órgãos e comissões da sociedade
A avaliação do desempenho do Conselho de Administração é submetida à apreciação da Assembleia Geral nos
termos da lei, tendo por referência o cumprimento do plano estratégico e orçamento da Sociedade, a sua gestão de
riscos, funcionamento interno e as suas relações com os demais órgãos da Sociedade. O Conselho de
Administração não elege um momento para, formalmente, proceder de forma documentada a essa autoavaliação,
mas essa autoavaliação é feita regularmente, num órgão que reúne, pelo menos 1 vez por trimestre, e que leva a
81
cabo um acompanhamento tão próximo e regular da atividade da sociedade, que traduz a justeza e adequação da
atuação do órgão.
Adicionalmente, e como previsto no CSC (artigo 376.º), a Assembleia Geral procede anualmente à apreciação geral
da administração da Sociedade.
• Recomendação VI.2.9. Uma parte significativa da componente variável é parcialmente diferida no
tempo, por um período não inferior a três anos, associando-a, em termos definidos na política de
remunerações da sociedade, à confirmação da sustentabilidade do desempenho.
A Comissão de Remunerações da Sociedade não definiu uma remuneração variável cujo pagamento tenha sido
diferido.
• Recomendação VI.2.10. Quando a remuneração variável compreender opções ou outros
instrumentos direta ou indiretamente dependentes do valor das ações, o início do período de
exercício é diferido por um prazo não inferior a três anos.
A componente variável da retribuição da Sociedade não contempla a atribuição de opções ou outros instrumentos
direta ou indiretamente dependentes do valor das ações.
• Recomendação VI.2.11. A remuneração dos administradores não executivos não inclui nenhuma
componente cujo valor dependa do desempenho da sociedade ou do seu valor
A política de remuneração aprovada pela Assembleia Geral sob proposta da Comissão de Remunerações
estabelece que a remuneração individual de qualquer administrador não executivo tem carácter exclusivamente fixo.
• Recomendação VI.3.2. A comissão de nomeações de membros de órgãos sociais inclui uma
maioria de administradores independentes
A Sociedade não dispõe de uma comissão de nomeações, pelas razões elencadas nos pontos 27, 29 e 67 da Parte
I deste Relatório.
• Recomendação VI.3.3. A não ser que a dimensão da sociedade o não justifique, a função de
acompanhamento e apoio às designações de quadros dirigentes é atribuída a uma comissão de
nomeações
A Sociedade não dispõe de uma comissão de nomeações, pelas razões elencadas nos pontos 27, 29 e 67 da Parte
I deste Relatório.
• Recomendação VI.3.4. A comissão de nomeações de quadros dirigentes disponibiliza os seus
termos de referência e promove, na medida das suas competências, a adoção de processos de
seleção transparentes que incluam mecanismos efetivos de identificação de potenciais
candidatos, e que sejam propostos para seleção os que apresentem maior mérito, melhor se
adequem às exigências da função e promovam, dentro da organização, uma diversidade
adequada incluindo quanto à igualdade entre homens e mulheres
A Sociedade não dispõe de uma comissão de nomeações, pelas razões elencadas nos pontos 27, 29 e 67 da Parte
I deste Relatório.
• Recomendação VII.9. A sociedade informa, no relatório de governo, sobre os termos em que
mecanismos de inteligência artificial hajam sido utilizados como instrumento de tomada de
decisões pelos órgãos sociais.
A Sociedade não implementou mecanismos de inteligência artificial para a tomada de decisões, tendo em conta que
(i) a criação destes mecanismos nunca lhe foi solicitada por qualquer órgão social, (ii) os custos de implementação
82
destes mecanismos são elevados e (iii) a não utilização da inteligência artificial para a tomada de decisões não
origina qualquer restrição ao exercício dos mandatos pelos membros dos órgãos sociais.
3. Outras informações
Em linha com o que vem sendo dito, a RAMADA INVESTIMENTOS gostaria de fazer notar que o número das
recomendações adotadas e constantes do Código de Governo das Sociedades do IPCG é muito significativo, o que
se materializa numa gestão diligente e cautelosa, absolutamente focada na criação de valor para a Sociedade e,
consequentemente, para os acionistas.
83
ANEXO I
QUALIFICAÇÕES PROFISSIONAIS
1. Conselho de Administração
Qualificações, experiência e cargos exercidos noutras sociedades pelos membros do Conselho de
Administração:
João Manuel Matos Borges de Oliveira
É licenciado em Engenharia Química pela Universidade do Porto, tendo concluído o MBA do INSEAD.
É um dos fundadores da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, atual holding do grupo Ramada, grupo que foi
adquirido na década de 90, do qual é acionista e administrador executivo (Chairman e CEO) desde então. A
atividade da Ramada Investimentos inclui, dentro da área industrial, que é a sua área core de atividade, os aços, a
maquinação e fabricação de estruturas para moldes e a trefilaria. Desenvolve ainda uma forte atividade na área de
Imobiliário, vocacionada para a gestão de ativos imobiliários, em especial, florestais e na atividade de gestão de
investimentos financeiros.
É também um dos fundadores da COFINA, grupo do qual é acionista e administrador, tendo estado diretamente
envolvido, na construção e gestão do grupo desde a sua criação, que é uma referência no setor dos media em
Portugal. 
É igualmente um dos fundadores da ALTRI, que resultou de um processo de cisão da Cofina, sendo também
acionista e administrador (co-Vice-Presidente), assumindo funções executivas na construção do grupo desde a sua
fundação, grupo que registou um crescimento assinalável através da concretização de grandes e complexas
operações de M&A. As suas unidades industriais são hoje benchmark mundial de tecnologia e inovação e operam
no setor da produção de fibras celulósicas e no setor de energias renováveis de base florestal, nomeadamente a
cogeração industrial através de licor negro e biomassa.
Mais recentemente, e também enquanto um dos fundadores, promoveu o Initial Public Offering (IPO) da subsidiária
da ALTRI, GreenVolt, através de uma operação extraordinariamente bem-sucedida e com contornos singulares no
mercado de capitais português. É também acionista e administrador. Este grupo dedica-se à produção de energias
renováveis a partir de biomassa, sol, vento e descentralizado.
Para além das Empresas onde exerce atualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
84
1982/1983
Adjunto do Diretor de Produção da Cortal
1984/1985
Diretor de Produção da Cortal
1987/1989
Diretor de Marketing da Cortal
1989/1994
Diretor Geral da Cortal
1989/1995
Vice-presidente do Conselho de Administração da Cortal
1989/1994
Administrador da Seldex
1996/2000
Administrador não executivo da Atlantis, S.A.
1997/2000
Administrador não executivo da Vista Alegre, S.A.
1998/1999
Administrador da Efacec Capital, S.G.P.S., S.A.
2008/2015
Presidente do Conselho Fiscal da Porto Business School
2008/2011
Administrador não executivo da Zon Multimédia, S.G.P.S., S.A.
2011/2013
Membro do ISCTE-IUL CFO Advisory Forum
Desde 2019
Membro da Comissão de Remunerações da Fundação de Serralves
Desde 2023
Membro do Conselho Geral da Porto Business School
Em 31 de dezembro de 2023, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
– Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
– Caderno Azul, S.A. (a)
– Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
– Cofihold, S.A. (a)
– Elege Valor, Lda. (a)
– F. Ramada II Imobiliária, S.A.
– Greenvolt - Energias Renováveis, S.A. (a)
– Indaz, S.A. (a)
– Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
– Ramada Aços, S.A.
– Universal – Afir, S.A.
a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
85
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
Paulo Fernandes é empresário e investidor; tem participado ativamente numa intensa atividade de fusões e
aquisições, bem como na criação de projetos empresariais em diversas áreas e setores.
O seu envolvimento abrange a indústria, como a indústria transformadora, os media, as energias renováveis, a
silvicultura, o imobiliário e o setor da saúde.
Ao longo da sua carreira, iniciada em 1982, desempenhou funções de gestão e liderança, assumindo um papel
central em várias empresas públicas portuguesas de renome, entre as quais a Altri, Cofina, Ramada e Greenvolt.
É licenciado em Engenharia Eletrónica pela Universidade do Porto e possui um MBA pela Nova School of Business
and Economics.
Em 31 de dezembro de 2023, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
– Actium Capital, S.A. (a)
– Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
– Articulado – Actividades Imobiliárias, S.A. (a)
– Cofihold, S.A. (a)
– Cofina, S.G.P.S, S.A. (a)
– Elege Valor, Lda. (a)
– Expressão Livre, SGPS, S.A. (a)
– Expressão Livre II, SGPS, S.A. (a)
– F. Ramada II Imobiliária, S.A.
– Greenvolt - Energias Renováveis, S.A. (a)
– MediaLivre, S.A. (a)
– Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
– Ramada Aços, S.A.
– Santos Fernandes & Vieira Matos, Lda. (a)
Em 31 de dezembro de 2023, as outras empresas onde desempenha funções de fiscalização são:
– Fisio Share - Gestão De Clínicas, S.A. (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
86
Domingos José Vieira de Matos
É licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tendo iniciado atividades de
gestão em 1978.
É um dos fundadores da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, atual holding do grupo Ramada, grupo que foi
adquirido na década de 90, do qual é acionista e administrador desde então. A atividade da Ramada Investimentos
e Indústria inclui, dentro da área industrial, que é a sua área core de atividade, os aços, a maquinação e fabricação
de estruturas para moldes e a trefilaria. Desenvolve ainda uma forte atividade na área de Imobiliário, vocacionada
para a gestão de ativos imobiliários, em especial, florestais e na atividade de gestão de investimentos financeiros.
É também um dos fundadores da COFINA, grupo do qual é acionista e administrador, tendo estado diretamente
envolvido na construção e gestão do grupo desde a sua fundação, que é uma referência no setor dos media em
Portugal. 
É igualmente um dos fundadores da ALTRI, que resultou de um processo de cisão da Cofina, sendo também
acionista e administrador, e tendo participando na construção do grupo desde a sua fundação, grupo que registou
um crescimento assinalável através da concretização de grandes e complexas operações de M&A. As suas
unidades industriais são hoje benchmark mundial de tecnologia e inovação e operam no setor da produção de fibras
celulósicas e no setor de energias renováveis de base florestal, nomeadamente a cogeração industrial através de
licor negro e biomassa.
Mais recentemente, e também enquanto um dos fundadores, promoveu o Initial Public Offering (IPO) da subsidiária
da ALTRI, GreenVolt, através de uma operação extraordinariamente bem-sucedida e com contornos singulares no
mercado de capitais português. É também acionista e administrador. Este grupo dedica-se à produção de energias
renováveis a partir de biomassa, sol, vento e descentralizado.
Para além das Empresas onde exerce atualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1978/1994
Administrador da Cortal, S.A.
1983
Sócio-Fundador da Promede – Produtos Médicos, S.A.
1998/2000
Administrador da Electro Cerâmica, S.A.
Em 31 de dezembro de 2023, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
– Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
– Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
– Cofihold, S.A. (a)
– Elege Valor, Lda. (a)
– Expressão Livre, SGPS, S.A. (a)
– Expressão Livre II, SGPS, S.A. (a)
– F. Ramada II Imobiliária, S.A.
– Greenvolt - Energias Renováveis, S.A. (a)
– Livrefluxo, S.A. (a)
– MediaLivre, S.A. (a)
– Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
– Ramada Aços, S.A.
– Santos Fernandes & Vieira Matos, Lda. (a)
– Sociedade Imobiliária Porto Seguro – Investimentos Imobiliários, S.A. (a)
– Universal - Afir, S.A.
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
87
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
É licenciada em Economia pela Universidade Católica Portuguesa em Lisboa.
É acionista e administradora da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, atual holding do grupo Ramada, grupo
que foi adquirido na década de 90. A atividade da Ramada Investimentos e Indústria inclui, dentro da área industrial,
que é a sua área core de atividade, os aços, a maquinação e fabricação de estruturas para moldes e a trefilaria.
Desenvolve ainda uma forte atividade na área de Imobiliário, vocacionada para a gestão de ativos imobiliários, em
especial, florestais e na atividade de gestão de investimentos financeiros.
É também acionista e administradora da COFINA, grupo que é uma referência no setor dos media em Portugal.
É igualmente acionista e administradora da ALTRI, que resultou de um processo de cisão da Cofina, grupo que
registou um crescimento assinalável através da concretização de grandes e complexas operações de M&A. As suas
unidades industriais são hoje benchmark mundial de tecnologia e inovação e operam no setor da produção de fibras
celulósicas e no setor de energias renováveis de base florestal, nomeadamente a cogeração industrial através de
licor negro e biomassa.
Mais recentemente, e enquanto uma das fundadoras, promoveu o Initial Public Offering (IPO) da subsidiária da
ALTRI, GreenVolt, através de uma operação extraordinariamente bem-sucedida e com contornos singulares no
mercado de capitais português. É também acionista e administradora. Este grupo dedica-se à produção de energias
renováveis a partir de biomassa, sol, vento e descentralizado.
Para além das empresas onde exerce atualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1995
Jornalista na área de economia do jornal Semanário Económico
1996
Departamento Comercial do Citibank
1996
Administradora da Promendo, S.A.
2009
Administradora da Promendo, S.G.P.S., S.A.
Em 31 de dezembro de 2023, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
– Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
– Cofihold, S.A. (a)
– Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
– F. Ramada II Imobiliária, S.A.
– Greenvolt - Energias Renováveis, S.A. (a)
– Promendo Investimentos, S.A. (a)
– Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
– Ramada Aços, S.A.
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
88
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
É licenciado em Gestão Financeira pelo Instituto Superior de Administração e Gestão do Porto. Em 2000 concluiu o
Executive MBA no Instituto Empresarial Portuense em parceria com a ESADE-Business School de Barcelona,
atualmente Católica Porto Business School. Em 2009 fez o Curso de Avaliação de Empresas na EGE- Escola de
Gestão Empresarial.
É acionista e administrador da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, atual holding do grupo Ramada, grupo
que foi adquirido na década de 90. A atividade da Ramada Investimentos e Indústria inclui, dentro da área industrial,
que é a sua área core de atividade, os aços, a maquinação e fabricação de estruturas para moldes e a trefilaria.
Desenvolve ainda uma forte atividade na área de Imobiliário, vocacionada para a gestão de ativos imobiliários, em
especial, florestais e na atividade de gestão de investimentos financeiros.
É também acionista e administrador da COFINA, grupo que é uma referência no setor dos media em Portugal. 
É igualmente acionista e administrador da ALTRI, que resultou de um processo de cisão da Cofina, grupo que
registou um crescimento assinalável através da concretização de grandes e complexas operações de M&A. As suas
unidades industriais são hoje benchmark mundial de tecnologia e inovação e operam no setor da produção de fibras
celulósicas e no setor de energias renováveis de base florestal, nomeadamente a cogeração industrial através de
licor negro e biomassa.
Mais recentemente, e enquanto um dos fundadores, promoveu o Initial Public Offering (IPO) da subsidiária da
ALTRI, GreenVolt, através de uma operação extraordinariamente bem-sucedida e com contornos singulares no
mercado de capitais português. É também acionista e administrador. Este grupo dedica-se à produção de energias
renováveis a partir de biomassa, sol, vento e descentralizado.
Para além das empresas onde exerce atualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1986/2000
Assessor de gerência de FERÁGUEDA, Lda.
1992
Gerente da Bemel, Lda.
1997/1999
Assistente de Direção da GALAN, Lda.
1999/2000
Adjunto de Direção do Departamento de Serras e Ferramentas da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
2000
Diretor do Departamento de Serras e Ferramentas de F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
2006
Administrador da Universal Afir, Aços Especiais e Ferramentas, S.A.
2009
Administrador da COFINA, S.G.P.S., S.A.
2014
Administrador da Altri, S.G.P.S., S.A.
Em 31 de dezembro de 2023, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
– Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
– Cofihold, S.A. (a)
– Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
– F. Ramada II Imobiliária, S.A.
– Greenvolt - Energias Renováveis, S.A. (a)
– Préstimo – Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
– Ramada Aços, S.A.
– Universal - Afir, S.A.
– Valor Autêntico, S.A. (a)
– Título Singular, S.A. (a)
– 1 Thing, Investments, S.A. (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
89
Laurentina da Silva Martins
Com formação em Finanças e Administração no Instituto Superior do Porto. Foi nomeada administradora da
Sociedade em abril de 2020.
A sua experiência profissional inclui:
1965/1990
Adjunta da Direção Financeira da Companhia de Celulose do Caima, S.A.
1990/2011
Diretora Financeira da Companhia de Celulose do Caima, S.A.
2001/2012
Administradora da Cofina Media, S.G.P.S., S.A.
2001/2011
Administradora da Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A.
2004/2012
Administradora da Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A.
2005/2011
Administradora da Silvicaima – Sociedade Silvícola do Caima, S.A. (atual Altri Florestal, S.A.)
2006/2020
Administradora da EDP – Produção Bioeléctrica, S.A./ Biolétrica da Foz
Em 31 de dezembro de 2023, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
– Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
– Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
90
2. Conselho Fiscal
Qualificações, experiência e cargos exercidos noutras sociedades pelos membros do Conselho Fiscal:
Carlos Manuel Portela Enes Epifânio
Habilitações:
1976-1981
Licenciatura em Economia pela FEP, prémio Eng. António de Almeida para o
aluno melhor classificado em 1980-1981
1981-1982
Frequência parcial do Mestrado em Economia da Universidade Nova de Lisboa
1993
Curso Geral de Gestão Universidade do Porto ISEE (atual Porto Business
School)
1996
The Inter-Alpha Banking Programme INSEAD
2022
Programa Avançado para Administradores não Executivos IPCG – Instituto
Português de Corporate Governance
Experiência profissional:
1981-1982
Assistente Estagiário na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa
1982-1983
Assistente Estagiário na Faculdade de Economia Porto
1985-1988
Técnico do Banco de Fomento Nacional
1986-1990
Assistente convidado da Faculdade de Economia do Porto
1988-1990
Subdiretor do Departamento de Operações Norte do Banco Espírito Santo
1990-1993
Diretor da Sucursal Norte do Deutsche Bank
1993-2014
Diretor Adjunto, Diretor e Diretor Coordenador do Banco Espírito Santo
1994-2004
Docente do Instituto Superior de Gestão Bancária
2004-2007
Presidente do Conselho Fiscal da PME Capital – Sociedade Portuguesa de Capital
de Risco
2005-2015
Administrador Executivo da Norgarante – Sociedade Portuguesa de Garantia
Mútua, SA
2014-2018
Diretor Coordenador do Novo Banco, S.A.
2016-2019
Administrador não Executivo do Banco Best – Banco Eletrónico Serviço Total SA
Outros cargos em exercício
Presidente do Conselho Fiscal da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Administrador não Executivo e Vogal da Comissão de Auditoria do Banco Português de Fomento, S.A. (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
91
Jorge Manuel de Sousa Marrão
Habilitações:
Licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Economia
(atual ISEG).
Experiência profissional:     
• Presidente da Comissão Executiva da Associação Cívica – Missão Crescimento, desde fevereiro de 2019
– Em processo de extinção;
• Administrador Não Executivo da APIS Companhia, S.A., de dezembro 2006 a abril de 2023;
• Presidente da Comissão Executiva da Associação Cívica – Projeto Farol, de março de 2013 a maio 2022;
• Sócio responsável pela área de Marketing, Communications, Business Development & Knowledge
Management da Deloitte Consultores, S.A. (maio 2012 – maio 2022);
• Sócio responsável pela área de Fusões de Aquisições no setor de Real Estate & Tourism da Deloitte
Corporate Finance, S.A (maio 2012 – maio 2022);
• Administrador da APIS Alimentar, S.A. (fevereiro de 2008 a março 2023).
Outros cargos em exercício:
Presidente do Conselho Fiscal da Altri, SGPS, S.A. (a)
Vogal do Conselho Fiscal da Cofina, SGPS, S.A. (a)
Presidente do Conselho Fiscal da Fidelidade Seguros, S.A. (a)
Presidente do Conselho Fiscal da Longrun, S.A. (a)
Presidente da Associação Cívica – Movimento Europa e Liberdade (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo
Ramada Investimentos e Indústria, S.A.
92
Ana Paula dos Santos Silva e Pinho
Habilitações:
Licenciatura em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto
Revisor Oficial de Contas (ROC n.º 1.374)
Pós-graduação em Finanças e Fiscalidade – Porto Business School
Pós-graduação em Direito Fiscal – Faculdade de Direito da Universidade do Porto
Experiência profissional:
Entre setembro de 2001 e
setembro de 2010
Auditora na Deloitte & Associados, SROC, S.A. (inicialmente como membro do
staff e posteriormente, como Manager)
Entre outubro de 2010 e outubro
de 2019
Manager no Corporate Centre do Grupo Altri com responsabilidades ao nível do
reporte de informação financeira, consolidação de contas e fiscalidade
Entre novembro de 2019 e
fevereiro de 2023
Head of accounting do centro de serviços partilhados da MC Sonae
Desde fevereiro de 2023
Senior Head of financial accounting & controllership na Farfetch
Outros cargos em exercício:
                Vogal do Conselho Fiscal da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
                Vogal do Conselho Fiscal da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
93
André Seabra Ferreira Pinto
Habilitações:
Licenciatura em Economia na Universidade Portucalense
Revisor Oficial de Contas (ROC n.º 1.243)
MBA Executivo - Escola de Gestão do Porto – University of Porto Business School
Experiência profissional:
Entre setembro de 1999 e maio de 2008, colaborador do departamento de Auditoria da
Deloitte & Associados, SROC, S.A. (inicialmente como membro do staff e desde
setembro de 2004 como Manager)
Entre junho de 2008 e dezembro de 2010, Senior Manager do departamento de
Corporate Finance - Transaction Services da Deloitte Consultores
Entre janeiro de 2011 e março de 2013, diretor financeiro das empresas do Grupo
WireCoWorldGroup em Portugal (a)
Entre Abril de 2013 e Fevereiro de 2022, administrador (CFO) do Grupo Mecwide
Desde Março de 2022, passou a assumir a função de CEO do Grupo Mecwide (a)
Administrador da MWIDE, SGPS, S.A., bem como das restantes empresas integrantes
do Grupo Mecwide (a)
Outros cargos em exercício:
Vogal da Comissão de Remunerações da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal da Comissão de Remunerações da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Suplente do Conselho Fiscal da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Suplente do Conselho Fiscal da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, SA.
94
3. Comissão de Remuneração
Qualificações, experiência e cargos exercidos noutras sociedades pelos membros da Comissão de
Remunerações:
João da Silva Natária
Habilitações:
Licenciatura em Direito pela Universidade de Lisboa
Experiência profissional:
1979
Diretor-Geral da Filial de Luanda/Viana da F. Ramada, por nomeação
conjunta da Administração e do Ministério da Indústria de Angola
1983
Diretor do Departamento de Poliéster e Botões da F. Ramada, Aços e
Indústrias, S.A.
1984/2000
Diretor de Recursos Humanos da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
1993/1995
Administrador da Universal – Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
2000/2018
Advogado em nome individual especializado em Direito do Trabalho e
Direito da Família
Reformado
Outros cargos em exercício:
Presidente do Conselho Fiscal da Celbi, S.A. (a)
Presidente da Comissão de Remunerações da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Comissão de Remunerações da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
95
Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha Da Costa
Habilitações:
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1981
Formação complementar em gestão e análise económico financeira de empresas na
Universidade
Católica Portuguesa - Escola de Direito do Porto em 1982 e 1983
Experiência profissional:
Inscrito na Ordem dos Advogados desde 1983
Presidente do conselho geral e de supervisão de sociedade aberta desde 1996 até 2010
Presidente do Conselho Fiscal do Banco Português de Investimento S.A. desde 2016 e
da BPI Private Equity – Sociedade de Capital de Risco, S.A. desde 2018 até agosto de
2019, data em que ambas as sociedades se extinguiram por fusão no Banco BPI, S.A.
Presidente da mesa da assembleia-geral de diversas sociedades cotadas e não cotadas
em bolsa
Exercício contínuo da advocacia desde 1983, com especial dedicação ao direito
comercial e das sociedades, fusões e aquisições, investimento estrangeiro e contratos
internacionais
Co-autor do capítulo sobre Portugal no "Handbuch der Europäischen Aktien-
Gesellschaft” – Societas Europaea – de Jannot / Frodermann, publicado por C.F. Müller
Verlag
Outros cargos em exercício:
Vogal do Conselho Fiscal da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal da Comissão de Remunerações da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal da Comissão de Remunerações da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da SOGRAPE, S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da SOGRAPE Vinhos, S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da SOGRAPE Distribuição S.A. (a)
Presidente da Comissão de Remunerações da SOGRAPE S.G.P.S., S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da Adriano Ramos Pinto, S.A. (a)
Presidente da Mesa da AG da Aquitex – Acabamentos Químicos Têxteis, S.A. (a)
Sócio da Abreu Advogados – Sociedade de Advogados, SP, RL. (a)
Cônsul honorário da Bélgica no Porto (a)
Cavaleiro da Ordem da Coroa por nomeação de Sua Majestade o Rei dos Belgas (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
96
André Seabra Ferreira Pinto
Habilitações:
Licenciatura em Economia na Universidade Portucalense
Revisor Oficial de Contas (ROC n.º 1.243)
MBA Executivo - Escola de Gestão do Porto – University of Porto Business School
Experiência profissional:
Entre setembro de 1999 e maio de 2008, colaborador do departamento de Auditoria da
Deloitte & Associados, SROC, S.A. (inicialmente como membro do staff e desde
setembro de 2004 como Manager)
Entre junho de 2008 e dezembro de 2010, Senior Manager do departamento de
Corporate Finance - Transaction Services da Deloitte Consultores
Entre janeiro de 2011 e março de 2013, diretor financeiro das empresas do Grupo
WireCoWorldGroup em Portugal (a)
Entre Abril de 2013 e Fevereiro de 2022, administrador (CFO) do Grupo Mecwide
Desde Março de 2022, passou a assumir a função de CEO do Grupo Mecwide (a)
Administrador da MWIDE, SGPS, S.A., bem como das restantes empresas integrantes
do Grupo Mecwide (a)
Outros cargos em exercício:
Vogal da Comissão de Remunerações da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Vogal da Comissão de Remunerações da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
Suplente do Conselho Fiscal da Altri, S.G.P.S., S.A. (a)
Suplente do Conselho Fiscal da Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
(a) – sociedades que, em 31 de dezembro de 2023, não podem ser consideradas como fazendo parte do Grupo Ramada
Investimentos e Indústria, S.A.
97
Capa Sust.png
ÍNDICE
A RAMADA EM 2023 ..............................................................................................................................
Mensagem do Presidente do Conselho de Administração ..........................................................................
SOBRE A RAMADA ................................................................................................................................
História .............................................................................................................................................
Áreas de negócio ...............................................................................................................................
Missão, visão e valores ......................................................................................................................
Missão .........................................................................................................................................
Visão ...........................................................................................................................................
Valores ........................................................................................................................................
Gestão do risco .................................................................................................................................
Materialidade .....................................................................................................................................
Os nossos stakeholders .....................................................................................................................
Modelo de envolvimento ................................................................................................................
Fornecedores ...............................................................................................................................
Clientes ........................................................................................................................................
Compromissos e iniciativas ............................................................................................................
Investigação, desenvolvimento e inovação ...........................................................................................
Desempenho económico ....................................................................................................................
Responsabilidade do produto ..............................................................................................................
AMBIENTAL ..........................................................................................................................................
Alterações Climáticas .........................................................................................................................
Emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) .............................................................................
Eficiência do Consumo ..................................................................................................................
Utilização dos Recursos e Economia Circular .......................................................................................
Gestão de Resíduos .....................................................................................................................
Taxonomia Europeia ..........................................................................................................................
SOCIAL .................................................................................................................................................
Capital Humano .................................................................................................................................
Igualdade de Oportunidades e Diversidade .....................................................................................
Formação e Desenvolvimento ........................................................................................................
Bem-estar, Saúde e Segurança .....................................................................................................
Benefícios, Compensações e Iniciativas .........................................................................................
Desenvolvimento e Apoio às Comunidades .........................................................................................
GOVERNANCE ......................................................................................................................................
Conduta Empresarial .........................................................................................................................
Governação e Ética .......................................................................................................................
SOBRE O RELATÓRIO ..........................................................................................................................
Âmbito, Período e Estrutura de Reporte ...............................................................................................
INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR ..........................................................................................................
TABELA GRI ..........................................................................................................................................
TABELA DL 89/2017 ...............................................................................................................................
99
A RAMADA EM 2023
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INDICADORES
ECONÓMICOS
141.220.756 €
Receitas totais
-27% do que em 2022
17.844.536 €
EBITDA
-39% do que em 2022
10.413.341 €
Resultado líquido
-48% do que em 2022
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INDICADORES
AMBIENTAIS
64.869 ton
Aço Consumido
-24% do que em 2022
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INDICADORES
SOCIAIS
71%
Resíduos enviados para
valorização/reciclagem
72% em 2022
484
Colaboradores
-1 colaborador do que em 2022
'+ 4% Mulheres
em 2023
100
Mensagem do Presidente do Conselho de Administração
O contexto social que nos envolve é tremendamente exigente - guerras atrozes, emergência
climática, escalada de conflitos sociais. Estes problemas exigem respostas efetivas, céleres e
quase sempre difíceis. Dar essas respostas não cabe apenas aos agentes políticos. Cabe
também aos agentes económicos e sociais. Todos são chamados a repensar e redesenhar o
funcionamento das sociedades modernas.
No Grupo Ramada temos consciência do nosso papel enquanto agente económico e social.
Preocupamo-nos com o bem estar das nossas pessoas, das suas famílias, da comunidade que
nos envolve e da sociedade em geral.
Seguimos firmes no cumprimento do nosso compromisso com a sustentabilidade, com a boa e
prudente utilização dos recursos, e com a tomada de decisões fundamentadas no respeito pelo
ambiente e pelos direitos humanos.
O Grupo Ramada quer continuar a ser agente da mudança para, com isso, dar o seu máximo
contributo para construção de uma sociedade melhor e mais sustentável.
João Borges de Oliveira
Presidente do Conselho de Administração
101
SOBRE A RAMADA
História
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A. (adiante designada por "Grupo Ramada", "Grupo",
"Ramada"), constituída em 2008 no âmbito de um projeto de reorganização societária, assume
a posição de holding de um grupo empresarial que iniciou a sua atividade no setor das serras e
das ferramentas há mais de 85 anos.
Atualmente, o Grupo dispõe de uma posição de relevo no comércio a retalho de aço,
comercializando milhares de toneladas de aço para 21 países e focando-se na diversificação
do portefólio de negócios, no desenvolvimento de soluções inovadoras e na conceção de
respostas únicas aos desafios de um mercado, cada vez mais, competitivo.
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Em maio de 2023, o Grupo Ramada, empenhado em reforçar o seu posicionamento e
consolidar o seu negócio, adquiriu uma nova empresa, a Blau Stahl. Esta aquisição veio dotar
a atividade dos aços especiais de uma maior capacidade de resposta na área do Corte e
Maquinação de Aço, bem como numa forte competência no fabrico de estruturas customizadas
e montadas.
O Grupo dispõe, ainda, de uma rede comercial com logística instalada em vários pontos do
país, que permite efetuar uma distribuição de produtos e serviços com uma maior
rentabilização de custos e tempo.
102
Apresenta-se, abaixo, a estrutura das participações do Grupo Ramada, tendo por referência a
data de 31 de dezembro de 2023:
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Áreas de Negócio
Do aço à gestão de ativos florestais, passando pela trefilaria, o Grupo Ramada foi ganhando
dimensão e, atualmente, distinguem-se dois segmentos de negócio:
SEGMENTO INDÚSTRIA
SEGMENTO IMOBILIÁRIO
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103
O Grupo Ramada está presente de norte a sul de Portugal:
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Segmento Indústria
O segmento Indústria, que constitui o core do Grupo Ramada, inclui a atividade dos aços e da
trefilaria e, também, a atividade relacionada com a gestão de investimentos financeiros
relativos a participações em que o Grupo é minoritário. É constituído pelas empresas  Ramada
Investimentos e Indústria, Ramada Aços, Universal Afir, Planfuro Global, Socitrel e Blau Stahl.
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AÇOS
A atividade desenvolve-se,
principalmente, ao nível do setor
aços para moldes, bem como no
setor de construção de
máquinas e seus componentes e
produção de ferramentas, com
uma sólida posição de destaque
no mercado nacional.
104
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Ramada Aços, S.A.
Uma sociedade com mais de oito décadas de
história que começou por produzir e distribuir
ferramentas para madeira, mas que, em pouco
tempo, iniciou a distribuição de aços especiais e
a produção de aços estirados e laminados,
disponibilizando, desde então, uma vasta
panóplia de produtos, serviços e aplicações.
A Ramada Aços é líder de mercado e
reconhecida pelo seu elevado know-how,
prestígio e credibilidade nas suas áreas de
atividade.
Universal Afir, S.A.
Desenvolve a sua atividade há mais de quarenta
anos, fornecendo aços rápidos, aços para
ferramentas, aços para moldes e materiais
especiais, assim como uma série de serviços
conexos. Possui um forte prestígio no mercado
em que atua, sendo também uma referência de
know-how e qualidade.
Ovar | Braga | Águeda | Marinha Grande |
Lisboa
Porto e Marinha Grande
image (6).png
image.png
Planfuro Global, S.A.
Adquirida em 2016 e especializada na prestação
de serviços à indústria de moldes, concentra a
sua atividade na maquinação e no fabrico de
estruturas para moldes.
Desenvolve atividade a partir da unidade de
Vieira de Leiria, destacando-se como empresa
líder no setor.
Blau Stahl, Unipessoal, Lda.
Adquirida em 2023, atua em duas áreas de
atividade: Aços Especiais de qualidade superior
e Serviços de Maquinagem de estruturas para a
indústria de moldes e Aços Inoxidáveis, Ligas de
Níquel e Titânio.
Vieira de Leiria
Estarreja
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TREFILARIA
A atividade da Trefilaria assenta
no fabrico e na comercialização
de arames de aço para
aplicação nas mais diversas
áreas de atividade,
designadamente, indústria,
agricultura e construção civil.
105
image.png
Socitrel – Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A.
Adquirida em 2017, dedica-se ao fabrico e comercialização de arames de aço para
aplicação na indústria, agricultura e construção civil, sendo a única empresa a produzir
arame zincado em Portugal e uma das mais modernas da Europa.
É uma sociedade de cariz eminentemente exportador, que desenvolve atividade a partir
da sua fábrica em São Romão do Coronado, na Trofa, há mais de cinquenta anos.
S. Romão do Coronado
Segmento Imobiliário
O segmento Imobiliário é vocacionado para a gestão de ativos imobiliários, com destaque
para ativos florestais arrendados à indústria de produção de pasta de papel, e é desenvolvido
pela empresa F. Ramada II - Imobiliária, S.A..
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ATIVOS FLORESTAIS
Área que concentra a atividade
imobiliária do Grupo,
maioritariamente através da
aquisição e arrendamento de
ativos florestais.
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F. Ramada II – Imobiliária, S.A.
Constituída em 2004 para concentrar a atividade imobiliária do
Grupo, maioritariamente através da aquisição e arrendamento de
ativos florestais, é proprietária de terrenos florestais atualmente
arrendados à indústria de produção de pasta de papel.
Ovar
106
Objetivos Estratégicos
Comprometido com a sustentabilidade de longo prazo, o Grupo Ramada estabeleceu Objetivos
Estratégicos que refletem o seu compromisso com a melhoria contínua nos negócios, bem
como com a melhoria das suas práticas ambientais, sociais e de governance. Esta abordagem
holística pretende criar um impacto positivo e mitigar os impactos negativos sobre a sociedade
e o ambiente.
Desenvolvimentos em 2023
Manter a liderança de mercado com
crescimento de quota.
O mercado esteve em queda de volume e preço, provocando
uma redução nas vendas do Grupo. No entanto, a sua
posição de liderança não sofreu alterações significativas, uma
vez que a quebra foi generalizada em todo o setor.
Melhorar o serviço ao cliente,
reduzindo o prazo de entrega.
Aposta em processos de inovação e melhoria contínua para
reduzir os Service-Level Agreements.
Os processos Kaizen e os projetos de produção e logística,
como a Dreamstation e as entregas completas, continuaram a
contribuir para o cumprimento dos prazos de entrega.
Aumentar o volume de negócios de
exportação.
A exportação aumentou face a 2022, com a conquista e o
crescimento em novos mercados.
Manter o investimento na
modernização e digitalização da
organização.
Implementação de novos projetos e aposta nos já existentes,
numa ótica de melhoria contínua. Desenvolvimento das
plataformas Portal Cliente, Portal Interno e ERP (SAP) e de
ferramentas como o PowerBi.
Continuar a desenvolver a
diversificação do negócio dos aços.
Diversificação e aumento da capacidade instalada, o que
permitiu uma maior cobertura do mercado e capacidade de
resposta.
Continuar a desenvolver uma
cultura Lean, apoiada no Sistema
de Gestão da Qualidade, do
Ambiente e da Segurança e na
filosofia Kaizen.
Aposta na certificação das empresas do Grupo em Qualidade,
Ambiente e Segurança.
Manutenção e melhorias da metodologia Kaizen.
Apostar na formação e no bem-
estar dos nossos colaboradores,
promovendo o aumento do
desempenho e dos níveis de
retenção.
Aumento do número de horas de formação em diversas áreas
com o objetivo de promover o desenvolvimento e crescimento
das pessoas dentro do Grupo.
Reduzir o consumo energético.
Diminuição do consumo energético em 13%.
Diminuir a sinistralidade laboral.
Projeto Comportamentos Seguros
Diminuição do número de acidentes de trabalho.
Os objetivos estratégicos são de médio/longo prazo, pelo que não incorporam variações conjunturais do mercado.
107
Missão, Visão e Valores
Para o Grupo Ramada, definir uma missão de atuação, alicerçada numa visão ambiciosa e em
valores de referência é essencial para alcançar o seu propósito organizacional.
Missão
Ser líder de mercado nos produtos e serviços que disponibilizamos. Exceder as expectativas
dos nossos clientes, sendo a referência de mercado em qualidade e competitividade das
nossas soluções. Fortalecer o negócio dos clientes, maximizando os nossos resultados e
estabelecendo relações duradouras e responsáveis com os nossos parceiros.
Visão
Manter a liderança no mercado, apoiada nos nossos valores e alcançando, cada vez mais, uma
posição consolidada com serviços melhorados e mais diversificados disponibilizados ao
mercado.
Valores
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108
Gestão do Risco
Consciente da importância de um eficiente controlo dos riscos, nomeadamente para a
resiliência do negócio, a criação de valor, a reputação e o posicionamento no mercado, o
Grupo Ramada assume como prioritária a adoção de uma visão holística à gestão do risco.
Esta abordagem permite identificar, avaliar e controlar impactos que possam impedir o
cumprimento dos seus objetivos estratégicos, reconhecer possíveis ameaças, definir planos de
mitigação, tomar decisões informadas e potencializar oportunidades.
Complementarmente, o setor de atividade do Grupo apresenta riscos e desafios próprios, que
podem influenciar as operações e o nível de desempenho, dos quais se destacam:
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Regulação
Aumento da regulação
ambiental, nomeadamente
no que se refere à redução
de emissões, consumo de
energia e produção de
resíduos.
Cadeia de Fornecimento
Volatilidade das cadeias de
fornecimento e da matéria-
prima com um impacto
significativo na produção.
Custo da Energia
Setor com elevado
consumo de energia, sendo
particularmente afetado
pelos custos, e respetiva
oscilação, associados a
este recurso.
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Saúde e Segurança
A natureza intrinsecamente
perigosa das operações, o
uso de maquinaria pesada
e as altas temperaturas
apresentam riscos
significativos de acidentes e
impactos na saúde dos
trabalhadores.
Gestão de Resíduos
Elevada produção de
resíduos, que, não
encontrando reutilização na
operação, deverão ser
aproveitados na forma de
subprodutos e matéria-
prima de outras indústrias.
Inovação
Necessidade constante de
inovar, como forma de
reduzir custos, melhorar o
uso de recursos e aumentar
a eficiência dos processos.
Necessidade de aplicação
transversal na cadeia de
valor.
109
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Neste contexto, o Grupo Ramada implementou uma metodologia de gestão do risco
compreendida em quatro fases, permitindo agir de forma rápida e eficaz na mitigação dos
riscos.
Ao nível do modelo de governance da gestão do risco, é da responsabilidade do Conselho de
Administração, enquanto órgão de supervisão da estratégia do Grupo, a monitorização deste
processo. Neste sentido, estabelece o grau de exposição ao risco para cada atividade,
cumprindo com as políticas e os procedimentos próprios da gestão do risco, bem como as
seguintes obrigações:
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Conhecer os riscos mais
significativos para o Grupo.
Assegurar a existência interna
de níveis apropriados de
conhecimento dos riscos e da
forma de os gerir.
Assegurar a divulgação da
estratégia de gestão do risco
a todos os níveis hierárquicos.
110
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Assegurar que o Grupo é
capaz de minimizar a
probabilidade de ocorrência e
o impacto dos riscos no seu
negócio.
Assegurar que o processo de
gestão do risco é adequado e
que existe uma monitorização
rigorosa dos riscos com maior
probabilidade de ocorrência e
impacto nas operações.
Assegurar uma comunicação
permanente com o Conselho
Fiscal, dando-lhe a conhecer
o nível de exposição do risco
assumido e solicitando
pareceres, sempre que
necessário, para uma tomada
de decisão consciente e
informada, garantindo que os
riscos identificados e as
políticas definidas são
analisados sob perspetivas
multidisciplinares que
orientem a atuação do Grupo.
Neste âmbito são avaliados os riscos de crédito, liquidez e capital, os riscos ambientais e
sociais e os riscos de mercado, designadamente os relativos à taxa de juro e à oscilação nos
preços das commodities.
O Grupo Ramada promove, junto dos colaboradores, a importância de participar ativamente na
gestão do risco e, neste contexto, a Segurança da Informação é um elemento fundamental. O
Grupo conta, nesta matéria, com quatro políticas que visam reforçar os procedimentos internos:
Política de backups
A política formal de backup e restauro de dados com procedimentos de suporte ajuda a garantir a
segurança e a proteção dos sistemas de TI e todos os ativos de suporte.
Política de Gestão de Passwords
A política aborda: criação de novos utilizadores, complexidade das passwords dos utilizadores,
alteração de palavras-passe, tentativas de login falhadas, revisão de direitos de acesso de
utilizadores em intervalos regulares e exceções.
Políticas de Controlo de Acessos
O controlo de acessos visa respeitar os seguintes princípios da segurança de informação:
1 - O acesso a informações será controlado e orientado pelos requisitos de negócio. O acesso será
concedido ou alterado para os utilizadores de acordo com a sua função, apenas até um nível que
lhes permita cumprir as suas funções;
2 - Um procedimento formal de registo e cancelamento será mantido para acesso a todos os
sistemas e serviços de informação. Tal inclui métodos de autenticação obrigatórios com base na
confidencialidade das informações acedidas, o que incluirá a consideração de vários fatores,
conforme apropriado;
3 - Controlos específicos serão implementados para utilizadores com acessos privilegiados, de
modo a reduzir o risco de uso negligente ou deliberado dos sistemas. A segregação de funções
será implementada, sempre que possível.
111
Política de Continuidade de Negócio e Gestão de Incidentes
Descreve os processos de gestão e ciclo de vida dos incidentes de segurança, bem como os
responsáveis e stakeholders do ciclo de vida. A política descreve, ainda, o tipo de tratamento do
incidente, de acordo com a sua categorização, e determina os princípios e procedimentos da
Gestão de Incidentes, Gestão de Incidentes de Segurança e Planos de Recuperação e Disaster
Recovery.
Materialidade
A Matriz de Materialidade do Grupo Ramada resulta do cruzamento entre um conjunto de
temas previamente identificados através de análise de benchmarking a vários peers e
documentação de referência para o setor e a importância atribuída aos temas por parte do
Grupo, permitindo, assim, a identificação dos temas que deverão ser endereçados de forma
prioritária:
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112
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
O Grupo Ramada está empenhado em contribuir para o cumprimento da Agenda 2030 da
ONU, que define as prioridades para um desenvolvimento sustentável global até 2030 nas
esferas social, ambiental e económica, enquanto promove a paz, a justiça e as instituições
eficazes e procura mobilizar esforços em torno dos seus 17 objetivos e 169 metas.
Para o efeito, o Grupo Ramada identifica 7 ODS prioritários, procurando contribuir para cada
um deles.
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ODS 5 - Alcançar a igualdade de género e empoderar todas as
mulheres e raparigas.
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ODS 6 - Garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água
potável e do saneamento para todos.
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ODS 7 - Garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e
modernas para todos.
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ODS 8 - Promover o crescimento económico inclusivo e sustentável,
o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todos.
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ODS 9 - Construir infraestruturas resilientes, promover a
industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
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ODS 12 - Garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis.
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ODS 13 - Adotar medidas urgentes para combater as alterações
climáticas e os seus impactos.
113
TEMAS
MATERIAIS
ODS PRIORITÁRIOS
Ética
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O Grupo Ramada assume esforços
para garantir a igualdade de género e
de oportunidades, a não discriminação
e a participação igualitária nos
processos de tomada de decisão.
Do mesmo modo, garante o
cumprimento dos direitos humanos e
promove o emprego digno, seguro,
produtivo e assente nos princípios da
igualdade.
Trabalhadores
Igualdade de
Oportunidades
e Diversidade
Direitos
Humanos
Compliance
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O Grupo Ramada promove a
segurança, a saúde e o bem-estar dos
seus colaboradores, ao mesmo tempo
que se foca no desenvolvimento e no
crescimento económico, na melhoria da
eficiência e numa maior produtividade,
sempre em conformidade com as
certificações obtidas e a legislação em
vigor.
Bem-Estar,
Saúde e
Segurança
Gestão do
Risco
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A sustentabilidade económica, o
aumento da eficiência e da
produtividade, a garantia de segurança
no trabalho e a identificação e
mitigação dos impactos negativos,
nomeadamente ambientais, estão
dependentes de uma correta gestão do
risco, tema ao qual o Grupo Ramada
atribui uma elevada importância,
desenvolvendo esforços e
metodologias para auxiliar o processo.
Cadeia de
Abastecimento
Responsável
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O Grupo está empenhado na melhoria
dos seus processos de produção e
aquisição, nomeadamente ao nível de
avaliação de fornecedores, aquisição
de aço certificado e consumo crescente
de aço proveniente de reciclagem de
sucata de aço.
Redução de
Emissões
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O Grupo Ramada está focado na
produção e no aumento do consumo de
energia renovável, na melhoria da sua
eficiência energética e da utilização
sustentável de recursos, de modo a
melhorar o seu desempenho ambiental.
Energia,
Consumo e
Soluções
Renováveis
Resíduos
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A gestão de resíduos é entendida pelo
Grupo Ramada como essencial à
redução dos impactos ambientais
decorrentes da sua atividade,
apostando na reciclagem e na
valorização dos resíduos.
114
Água
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A preocupação do Grupo Ramada com
a melhoria da eficiência na utilização
da água e na gestão dos efluentes
traduz-se num esforço crescente de
monitorização interna.
Formação
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O Grupo Ramada tem desenvolvido
mecanismos e metodologias para
incrementar a formação e potenciar o
desenvolvimento dos seus
colaboradores, a par de uma crescente
sensibilização para as questões
relacionadas com o ambiente, a saúde
e a segurança no trabalho.
Inovação
Tecnológica
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O Grupo Ramada tem apostado
continuamente na investigação e no
desenvolvimento, através de vários
projetos e iniciativas, contribuindo para
a sua atual posição de destaque no
setor industrial. 
Sociedade
O Grupo Ramada está empenhado em contribuir para uma sociedade mais forte
e resiliente, potenciando o seu envolvimento com as comunidades locais e
melhorando continuamente a sua performance ao nível social e ambiental, em
alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
115
Os nossos Stakeholders
Modelo de Envolvimento
Consolidar o modelo de envolvimento com os seus stakeholders tem sido uma prioridade
contínua para o Grupo Ramada, que reconhece a importância da escuta e da partilha ativas
para responder às necessidades e expectativas das suas partes interessadas, mas também
para identificar riscos e oportunidades, promover uma cultura de inovação, fortalecer a
reputação e consolidar a sua presença no mercado, garantindo uma diferenciação competitiva.
O Grupo assume, por isso, o envolvimento com os seus stakeholders e o estabelecimento de
relações de proximidade, confiança e parceria como um dos fatores de sucesso para as suas
atividades. Nesse sentido, identificou os stakeholders internos e externos mais relevantes,
mapeando as diferentes ações de envolvimento, e implementou um conjunto de canais de
comunicação transversais a todos os grupos de stakeholders, nomeadamente: websites, redes
sociais, email, newsletter, inquéritos, comunicados, reuniões e gabinete de apoio ao investidor.
Paralelamente, desenvolveu e promoveu canais, metodologias e frequência de comunicação
adaptados às características e especificidades de cada grupo, de modo a potenciar o seu
alcance.
Grupo de stakeholder
Formas de envolvimento
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Acionistas
Assembleias gerais
Websites das empresas do Grupo Ramada
Publicações nos websites da CMVM e da Euronext
Representante para as relações com o mercado
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Clientes
Academia Ramada
Participação em feiras
Portal Externo do Cliente
Website e Newsletter Ramada
Redes Sociais
Gestão de reclamações e sugestões
Inquérito de satisfação
Visitas técnicas e comerciais
Aconselhamento técnico pelos gestores de produto
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Colaboradores
Intranet
Portal interno
Email
Comunicados e placards
Reuniões
Inquérito de auscultação e satisfação
Ações de formação
Iniciativas e eventos internos
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Comunidade Local
Donativos e patrocínios
Participação em projetos e eventos
Campanhas de comunicação
Política de Participação nas Comunidades
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Entidades Oficiais
Inspeções
Visitas de Entidades Competentes
Comunicações obrigatórias
116
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Fornecedores
Portal do Fornecedor com documentação acessível
Processos de produção e aquisição
Avaliação do desempenho dos fornecedores
Plataforma SAP
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Organizações Não
Governamentais
Participação em projetos e parcerias
Patrocínios
Campanhas de comunicação e sensibilização
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Outras Comunidades
Grupos de trabalho
Iniciativas pontuais
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Universidades, Escolas,
Centros de Conhecimento e
Inovação
Participação em projetos e grupos de trabalho
Protocolos de ensino
Visitas de estudo
Participação em conferências e eventos
Fornecedores
Os últimos dois anos têm ficado marcados pelo cenário de guerra na Ucrânia, que originou
escassez de matéria-prima e dificuldades acrescidas nas cadeias de fornecimento. Por este
motivo, em 2023, o Grupo Ramada foi confrontado com um aumento na procura de matérias-
primas e atrasos nas cadeias de fornecimento, que, à semelhança do transporte, se tornou
mais onerosa com consequências inevitáveis para as empresas e para o mercado. A
reestruturação da indústria automóvel, da qual o Grupo depende fortemente, é disso um claro
exemplo. A atual conjuntura incitou, assim, o Grupo Ramada a estar, ainda mais, alerta e
consciente das dificuldades, com foco na procura de novos clientes, novos mercados e novos
setores como forma de fortalecer o negócio. Se, por um lado, o investimento na exportação
para mercados com maior índice de crescimento que o nacional pode ser a solução para
ultrapassar essas dificuldades, por outro é fundamental continuar a apostar na inovação e no
desenvolvimento tecnológico, aliado ao know-how existente, de modo a tornar o Grupo, ainda
mais, competitivo.
Neste contexto, o Grupo Ramada procurou por diversificar as suas fontes de abastecimento,
recorrendo para isso a fornecedores oriundos de vários países.
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117
Em 2023, 68% das compras do Grupo Ramada ocorreram no mercado externo, sendo que
46% dessas compras tiveram lugar na Europa.
O aumento das compras em Portugal significou menores distâncias percorridas com
importantes vantagens ambientais, designadamente através da diminuição de emissões de
gases com efeito de estufa e outros poluentes. Ao nível social, as compras em território
nacional também contribuíram para apoiar a economia e as comunidades locais, promovendo o
desenvolvimento das mesmas.
Um fator potenciador de estabilidade, no âmbito do processo comercial, é a capacidade do
Grupo Ramada manter uma relação de longa data com os seus principais parceiros comerciais,
assente na promoção da transparência e da igualdade de oportunidades.
O Grupo tem, ainda, implementado vários sistemas de gestão de acordo com as normas ISO - 
9001:2015, 14001:2015 e 45001:2018 -  pelo que o conhecimento do desempenho dos seus
fornecedores, ao nível da qualidade, do ambiente (designadamente produtos químicos, água e
efluentes, energia, resíduos, emissões e ruído) e da segurança no trabalho, aferindo serviços,
sinistralidade e controlo operacional é de extrema importância.
A metodologia do Grupo para avaliar e gerir os riscos na cadeia de fornecimento engloba as
seguintes fases: Pré-Qualificação, Qualificação e Avaliação. O processo de aquisição de
produtos inclui a avaliação de padrões de qualidade, prazos de entrega e índices de
responsabilidade social e ambiental. Os fornecedores de produtos adquiridos para
transformação e/ou comercialização são avaliados anualmente, de acordo com a análise da
conjugação de quatros indicadores:
• IQ – Índice de Qualidade dos Fornecimentos;
• IPA – Índice de Prazo de Fornecimentos;
• IX – Índice de Flexibilidade do Fornecedor;
• IQAS – Índice do Sistema de Gestão da Qualidade, do Ambiente, da Segurança e da
Saúde no Trabalho (QAS).
Desta conjugação resulta a classificação traduzida pelo Índice do Fornecedor (IF).
O Grupo procura, ainda, saber o tipo de matéria-prima utilizada para compreender qual o
impacto ambiental da produção, permitindo-lhe, se necessário e sem comprometer o negócio,
optar por uma solução mais sustentável. Também é solicitado aos fornecedores os certificados
de certificação, de forma a acompanhar e garantir a validade dos mesmos e verificar possíveis
renovações.
O Grupo Ramada tem como objetivo incluir mais requisitos de sustentabilidade no processo de
gestão de fornecedores, assim como, mecanismos de medição de impactos sociais,
energéticos e de transporte no processo de avaliação de desempenho desses fornecedores, de
modo a implementar as melhores práticas de responsabilidade social e ambiental na sua
cadeia de valor.
118
Em 2023, 25 fornecedores obtiveram classificação A, 52 fornecedores obtiveram classificação
B e nenhum fornecedor obteve classificação C ou D.
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A – Apto - Sem Limitações, B – Apto – Aceitável com acompanhamento interno, C
– Insuficiente – Aceite sob reserva, D – Excluído – Procura Fornecedor Alternativo
O aço é certificado e provém maioritariamente do espaço europeu, sendo que a certificação
pode ser solicitada aos fornecedores quando surgem incertezas relativamente à salvaguarda
de adequadas condições de respeito pelos direitos humanos ou laborais e, também, para
questões do foro ambiental. Adicionalmente, o facto de o aço consumido resultar
principalmente da reciclagem de sucata de aço, atenua algumas preocupações relacionadas
com a cadeia de fornecimento. Desta forma, não existem tantos riscos sociais e ambientais
ligados à compra desta matéria-prima.
Clientes
Os clientes são os maiores aliados do Grupo Ramada, pelo que as suas necessidades são
uma prioridade, às quais procura dar resposta através de soluções, cada vez mais, completas
e competitivas.
Com clientes em 21 países, o Grupo Ramada concentrou as vendas de 2023 maioritariamente
no mercado interno (72,9%), valor superior ao de 2022 (68,2%).
América do Norte
Estados Unidos da América
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Europa
Alemanha
Espanha
Bélgica
França
Grécia
Países Baixos
Irlanda
Itália
Reino Unido
Roménia
Suécia
Turquia
América do Sul
Brasil
Chile
Uruguai
Ásia
Emirados Árabes Unidos
Hong Kong
África
Angola
Moçambique
Marrocos
119
Ao nível do mercado externo, Espanha e EUA ocupam uma posição de destaque, seguindo-se
França, Alemanha e Brasil.
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Os Moldes mantêm, à semelhança de 2022, o protagonismo no segmento de atividade dos
clientes (25,3%).
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120
Academia Ramada
Atento às necessidades e expectativas dos seus clientes, o Grupo Ramada está, cada vez
mais, focado na disponibilização de produtos e serviços de excelência, designadamente
através de iniciativas como a Academia Ramada, que visa partilhar com os clientes informação
técnica sobre produtos e processos, de modo que possam fazer compras mais informadas e de
acordo com as suas necessidades.
Nesse sentido, em 2023, a Ramada Aços organizou sessões sobre Aços Ferramenta,
Metalomecânica e Tratamentos Térmicos, contando com mais de 90 participações em 6
sessões:
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A Academia Ramada 2024 já se encontra em fase de preparação e irá abordar os temas de
Aços - Trabalho a Frio, Moldes de Plástico e Trabalho a Quente, Metalomecânica e
Tratamentos Térmicos.
Representação Internacional
A presença e participação em feiras e certames é, para o Grupo Ramada, uma oportunidade de
networking e acompanhamento das tendências e dos desafios, atuais e futuros, do negócio.
121
Ramada Aços e Planfuro na Moulding
Expo
Universal Afir na Plastimagen México
A Ramada Aços e a Planfuro marcaram
presença na edição de 2023 da feira
internacional Moulding Expo, na
Alemanha. A Moulding Expo reúne a
indústria de ferramentas, matrizes e
moldes e os seus fornecedores
Em novembro de 2023, a Universal Afir marcou
presença na Plastimagen México, o maior
evento da indústria de transformação de
plástico da América Latina. A empresa teve a
oportunidade de expor as suas soluções,
estabelecer novos contactos na indústria e
conhecer tendências de mercado.
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Compromissos e Iniciativas
O Grupo Ramada coopera com várias entidades empresariais e setoriais, de modo a potenciar
continuamente o seu desenvolvimento técnico nos mercados em que atua.
Ramada Aços
Socitrel
• Associação Industrial do Distrito de Aveiro
• Associação Pool-Net-Portuguese Tooling
Network
• Associação Empresarial de Braga
• SPM - Sociedade Portuguesa de
Materiais
• Cefamol - Associação Nacional da
Indústria de Moldes
• CODIPOR - Associação Portuguesa de
Identificação e Codificação de Produtos
• AIMMAP - Associação dos Industriais
Metalúrgicos Metalomecânicos e Afins de
Portugal
• ATP - Associação dos Trefiladores de
Portugal
• AEP - Associação Empresarial de
Portugal
• APGEI - Associação Portuguesa de
Gestão e Engenharia Industrial
• APQ - Associação Portuguesa para a
Qualidade
• AIMMAP - Associação dos Industriais
Metalúrgicos Metalomecânicos e Afins de
Portugal
• ESIS/ATA – European Stress Information
Service / Asociación de Trefiladores del
Acero
Ramada Investimentos e Indústria
• APGEI - Associação Portuguesa de Gestão e Engenharia Industrial
122
Investigação, Desenvolvimento e Inovação
Perante as novas exigências dos consumidores e de um mercado mais competitivo, o Grupo
Ramada desempenha um papel fundamental na oferta de serviços e produtos de qualidade, o
que só é possível através da aceleração de processos, do investimento na inovação e no
desenvolvimento tecnológico e na apresentação de soluções que permitem às empresas dar
resposta aos desafios de um mercado global. O Grupo Ramada aposta fortemente nesta área,
motivo pelo qual assume, atualmente, uma posição de referência no seu setor de atividade.
Em 2023, o Grupo continuou a investir na adoção e construção de soluções técnicas e
processuais mais eficientes, no desenvolvimento de uma cultura Lean apoiada no Sistema de
Gestão Integrado da Qualidade, do Ambiente e da Segurança e na aplicação da filosofia
Kaizen, dando continuidade aos objetivos estratégicos do Grupo Ramada em matéria de I&D,
com vista à inovação e à digitalização.
Principais projetos - Inovação
Armazém Automático
Em fevereiro de 2023, a capacidade do Armazém
Automático foi reforçada em 20%, através da
aquisição de mais paletes-plataforma. O aumento da
capacidade permitiu passar de 550 paletes, que
equivale a um peso máximo de 1650 toneladas, para
660 paletes, que permite uma capacidade de 1980
toneladas. A aposta no reforço do Armazém
Automático, permite a libertação de espaço no chão da
fábrica e uma melhor organização e disponibilidade
dos lotes para corte, permitindo poupanças de
operações e logística.
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Armazém de Aços | Célula 1D
O projeto de Associação Automática de lotes na Célula 1D no Armazém de Aços em Ovar
engloba as operações de corte dos varões e barras. Com a associação automática de lotes, o
processo de escolha da peça mais indicada para cortar passa a ser definido pelo sistema.
Desta forma, a recolha de peças é mais rápida e é feito o aproveitamento otimizado dos lotes
de matéria-prima. Para além disso, há um maior controlo do inventário, um aumento de
produtividade e uma menor taxa de desperdício, tornando o serviço ao cliente mais eficaz.
123
Reforço da capacidade de corte e manuseamento
No mês de dezembro a equipa da Direção Industrial
transferiu o serrote FRIGGI e o virador MORELLO que
se encontravam nas instalações da Blau Stahl e que
agora passam a estar no polo industrial de Ovar.
O virador MORELLO, com capacidade para manusear
peças até 25 toneladas, permitiu duplicar a capacidade
instalada no setor de Maquinagem convencional,
substituindo o virador de 12 toneladas. Esta troca
permite capacitar outras áreas do Armazém Aços e
contribuir para operações de viragem de peças mais
rápidas e seguras.
A transferência do serrote FRIGGI de corte vertical
permitiu reforçar a capacidade instalada para peças
até 7 toneladas. A revisão e instalação do
equipamento foram concluídas, sendo que o seu
arranque está planeado para janeiro de 2024.
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Serrotes: atualização dos procedimentos de limpeza
No âmbito da melhoria contínua e com vista a facilitar a manutenção dos equipamentos,
procedeu-se à limpeza dos serrotes no Armazém de Aços em Ovar.
Nova máquina para movimentação de inteiros
A área de Logística investiu num novo “Cleco”, uma
máquina de movimentação de inteiros. Além da
movimentação de material inteiro na Célula 1 para
abastecer os serrotes, o novo ‘Cleco’ tem também
capacidade para carregar camiões.
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Laboratório de Qualidade | Novo Durómetro
A Direção de Qualidade, Ambiente e Segurança
investiu recentemente num novo equipamento de
medição de durezas totalmente automatizado para
testes de Vickers ou Brinell, melhorando assim a
capacidade de análise e controlo de Qualidade
assegurada. Este equipamento melhora a capacidade
de medição com cargas de 10gr até 30Kg e possui 3
lentes diferentes (de 2,5x, 10x e 50x), sendo que o
equipamento anterior só permitia medições até 10Kg.
Adicionalmente, este equipamento possui uma grande
variedade de opções de software, características e
acessórios que permitem melhorar a fiabilidade dos
resultados e reduzir o tempo de medição.
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124
Peak Load Management (PLM)
O PLM instalado monitoriza a potência consumida no polo industrial a cada minuto e se a
potência total do polo industrial se aproximar da potência contratada é gerada, de forma
automática, uma informação aos fornos de tratamento térmico para redução da potência
consumida. Desta forma, é necessário garantir que a potência máxima contratada não exceda
os 15 minutos seguidos. No entanto, nem todos os fornos podem reduzir a sua potência
consumida pois podem estar numa fase de tratamento térmico em que reduzir a potência faria
com que a qualidade do mesmo fosse colocada em causa. Dessa forma, alterou-se a
programação dos fornos de forma que, em cada ciclo de tratamento térmico, fosse possível
definir fases prioritárias e outras não prioritárias, a nível de consumo de potência elétrica.
Sinalização do parque de matérias-primas estirados
Com o objetivo de facilitar a consulta de localização
das matérias-primas dos Estirados, a equipa da
Direção Industrial criou um sistema de sinalização
físico e digital para estes materiais. Apesar dos
colaboradores que lidam com estes materiais no seu
dia-a-dia conhecerem a localização e disposição dos
parques de matérias-primas, a falta de sinalização
dificultava a consulta da localização do material à
restante organização. O material passou a ter um
sistema de localização associado que permite a
qualquer pessoa encontrar as matérias-primas
necessárias.
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Melhoria da gestão de resíduos das granalhadoras
As máquinas de decapagem metálica dos estirados
(chamadas granalhadoras) possuem uma saída de
resíduos metálicos em pó. Em 2023, os bidões
metálicos de recolha do resíduo em pó foram
substituídos por Big Bags adaptados às necessidades
da operação, melhorando o processo de gestão de
resíduos. Esta solução permitiu:
• diminuir substancialmente a suspensão de
partículas, levando à melhoria da qualidade do
ar;
• eliminar a tarefa de preparação dos bidões e
os custos associados aos mesmos;
• maior segurança no processo de gestão de
resíduos;
• melhoria transversal, que afeta também as
áreas de Logística (com menores tempos de
carga) e a área Comercial (eliminando o
contacto comercial para requisição de bidões).
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125
Principais projetos - Cultura Comercial
Projeto SPINE
Um projeto que pretende desenvolver uma cultura de vendas baseada na criação de
benefícios para os clientes. O objetivo passa pelo entendimento das caraterísticas e
vantagens do Grupo por parte dos clientes como valor acrescentado para as suas
organizações. Com este objetivo, iniciou-se o processo de formação na metodologia, com
foco no ciclo de compra do cliente e nas diferentes etapas da uma abordagem de venda
SPINE; nas necessidades do cliente (demonstração da capacidade de resposta); e na
perceção de valor do cliente relativamente à solução que a empresa sugere, o compromisso
e o desempenho.
1ª fase
• Sessão de formação direcionada para diretores e equipa interna que irá acompanhar
o projeto internamente.
Etapas do Projeto Concluídas
• Formação de Treinadores - Formação de keyplayers e treinadores através de
entidade externa. A equipa de gestão comercial e marketing será, também, formada
para evoluir para treinadores.
• Formação da equipa - Através de entidade externa, mas com o acompanhamento
dos treinadores internos, realizaram-se sessões de formação a toda a equipa
comercial externa e interna.
• Acompanhamento no terreno - O treino será regular para se alcançar uma cultura de
sucesso. Todos os elementos da equipa comercial serão acompanhados pelos
diversos treinadores internos em ambiente real.
• Conteúdo: Conceitos e formação direcionados para o nosso produto: aço.
Principais projetos - Exportação
Exportação
O projeto de exportação é estruturante e
fundamental para o futuro da organização e
irá significar um aumento da performance e
da qualidade do serviço, um maior
desenvolvimento de expedição embalada e
de transportes internacionais, a par do
desenvolvimento de equipa de agentes
(França, Marrocos e Alemanha).
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126
Kaizen
A adoção da filosofia Kaizen no Grupo Ramada surgiu da procura de uma metodologia de trabalho
eficiente e de melhoria contínua, conjugada com o Sistema de Gestão QASST. A metodologia Kaizen,
implementada em três ciclos, permite identificar o que correu bem, os vários constrangimentos, pontos
a melhorar e próximos passos a seguir. Através da sua utilização, o Grupo Ramada pretende reduzir
erros e o ciclo de aprovisionamento, aumentar a produtividade das equipas, diminuir a burocratização
dos processos, controlar o stock de ferramentas, calcular o custo energético, fazer uma análise
preditiva dos consumos, entre outros.
Em 2023
• A criação de uma ferramenta de planeamento da produção, a otimização do processo de
picking e expedição e a implementação de um processo de compras de excelência foram
algumas das iniciativas de melhoria aplicadas às operações.
• As equipas implementaram melhorias nos processos que unem a metodologia KAIZEN e
ferramentas de analítica avançada. Foi feito um upgrade ao software de controlo dos fornos e
a forma de aquisição de dados de máquina.
• Análise do layout da fábrica, de forma a tornar a movimentação de cargas e pessoas mais
eficiente, com remoção de equipamento obsoletos;
• Fim da produção de cabos de serrotes devido a questões ambientais e de segurança e falta
de interesse do mercado;
• Realização de testes de maquinação no equipamento AMADA na Marinha Grande, de forma a
reduzir lead time e custos na produção de lâminas;
• Subcontratação do serviço de balancé na produção de martelos por questões de segurança;
• Substituição dos diversos quadros elétricos parciais e análise das necessidades de
equipamentos e respetivas alterações, tendo em conta o DL50:2005;
• Quantificação de diversos KPI e a aplicação da metodologia 5S em praticamente todos os
postos de trabalho;
• Qualificação de processo especiais de soldadura;
• Integração da área na NP EN ISO 9001:2015 na próxima auditoria em novembro.
O projeto Kaizen permite, assim, melhorar o serviço ao cliente e elevar o standard de mercado,
impactando vendas e resultados.
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127
Estudos e parcerias
Estudos
Tratamentos Térmicos
A Direção de Tratamentos Térmicos está continuamente a apostar em projetos de investigação &
desenvolvimento, fomentando o crescimento económico e organizacional através da inovação.
Foram concluídos 5 projetos de I&D que abrangem os temas seguintes:
• Nitruração em baixa pressão sem camada branca, para posterior comparação com
nitruração por plasma;
• Estudo do arrefecimento em diferentes tipos de óleo após tratamento de cementação dos
aços G15, RMC16 e RMC20, com o objetivo de servir como suporte da escolha de óleo
de têmpera para a nova linha de cementação;
• Influência dos vários tipos de tratamento térmico nas propriedades do aço C265 com
diferentes especificações;
• Aprovação automática de ciclo de têmpera em PowerBI, para diversos tamanhos de
carga e tipos de aço, o que deverá levar a uma maior eficiência na aprovação dos
Tratamentos Térmicos;
• O projeto HighLight, a decorrer desde início de 2021, incide na investigação de uma nova
aplicação de processo aditivo para a criação de novos sistemas de arrefecimento, bem
como na criação de um novo aço ferramenta com nova composição química e
compatível com polimento de ultra alto brilho.
Em 2023, a Direção de Tratamentos Térmicos recebeu as duas maiores peças de que há
registo para realização do serviço de Nitruração ALLNIT®.
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128
Projeto HIGHLIGHT
O projeto com soluções para moldes de injeção com ultra brilho foi apresentado em setembro, no
Centro Empresarial da Marinha Grande no evento ‘Reflexão sobre moldes e tecnologias aditivas:
desafios e limites’. No evento, houve partilha de aprendizagens e dificuldades num espaço
aberto ao debate e aos contributos do público. Iniciado em 2021, o Highlight é um projeto
liderado pela empresa ITJ em parceria com a Ramada Aços, o CENTIMFE e a Universidade de
Coimbra. A investigação industrial permitiu o estudo da seleção do aço em pó e do
desenvolvimento de um novo material que garanta propriedades de polimento e dureza
superiores àquilo que o mercado tem para oferecer hoje. Foi, ainda, explorada uma nova
aplicação de processos aditivos para criar sistemas de arrefecimento, com maior eficácia de
escoamento do calor resultante de um novo design dos canais de refrigeração por circulação de
fluido.
Parcerias
Transformador de fornos de vácuo
Este projeto, em parceria com a escola
profissional de Aveiro, além de um projeto
inovador de desenvolvimento entre a indústria
e os alunos de secundário, tem como
principais objetivos:
• conhecer em pormenor o conceito, o
método de produção bem como os
materiais utilizados no fabrico deste
tipo de transformadores;
• Comparar com o estado da arte do
mercado nesta gama de
equipamentos;
• Medir a eficiência do transformador;
• Avaliar as ações necessárias para
aumentar a eficiência do
transformador, como por exemplo
alteração dos materiais utilizados,
otimização do isolamento, etc.
• Reduzir o consumo energético dos
fornos de vácuo das instalações dos
tratamentos térmicos.
FutureForMe: Ramada Aços integra consórcio
com escola profissional de Aveiro
A Ramada Aços, em conjunto com outras
empresas da região, formou um consórcio em
parceria com a Escola Profissional de Aveiro
(EPA). O FutureForMe foi criado com o objetivo
de dar acesso a formação prática aos alunos da
escola nas áreas de metalurgia, metalomecânica,
automação, eletrónica e eletricidade. Esta é uma
forma de contribuir ativamente para a educação
de qualidade dos jovens da comunidade. A
formação teve uma componente teórica e
componente prática no departamento de
Manutenção, nas áreas de Tratamento Térmicos
e Industrial da Ramada Aços.
Upgrade do sistema de gestão dos fornos a vácuo
A equipa de Tratamentos Térmicos, com o apoio da Direção de Sistemas de Informação e da
empresa parceira BMI, desenvolveu, em 2023, um projeto para a atualização do sistema de
gestão dos fornos a vácuo. Este upgrade permitiu a melhoria da segurança informática e a
recolha de dados dos equipamentos em tempo real, que poderão ser monitorizados através do
projeto Kaizen, com vista a uma maior eficiência e redução dos custos de operação.
129
DIGITALIZAÇÃO
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Portal do Cliente | Interno - Em 2023, o Grupo
manteve a aposta na melhoraria do serviço do
Portal do Cliente e no Portal Interno, de modo
a incrementar a performance, designadamente
com a criação do módulo de Qualidade/
Reclamações;
Produção Online - O Grupo preservou o foco
na abertura e fecho de operações, na melhoria
da informação disponível e na capacidade de
gestão da produção sem recurso a papel;
Logística Interna Digital - Foi criada
visibilidade das movimentações, apostando
em zero erros nas entregas, no aumento da
produtividade e na disponibilização de
informação no Portal Interno.
AUTOMAÇÃO
Projeto que leva de forma automática as
peças até aos serrotes, para isso estudou-
se a forma de fazer picking das peças nas
Stations do STOPA retirando e colocando
de e para paletes. Essas paletes circularam
pelo chão da fábrica por porta-paletes
AGVs. As operações de transporte dos
serrotes para os parques de expedição
aproveitam a mesma tecnologia AGV.
image.png
130
Desempenho Económico
O desempenho económico do Grupo resume a sua capacidade de criação de valor. O Grupo
Ramada continua a apostar na inovação, na expansão do leque dos seus produtos e serviços,
na amplificação das unidades industriais e conquista de quota de mercado, diversificando o seu
portefólio de negócios e assumindo uma posição de liderança.
O Grupo Ramada identifica como fatores-chave para o seu sucesso, crescimento sólido e
sustentado o seu modelo de gestão e o forte relacionamento com os clientes, fornecedores e
outros parceiros importantes.
Valor económico direto gerado e distribuído
2023
2022
Valor económico direto gerado (€)
141 220 756
194 479 939
Receitas (1)
141 220 756
194 479 939
Valor económico distribuído (€)
151 091 144
180 164 479
Custos operacionais (2)
109 165 711
148 605 649
Salários e Benefícios dos Colaboradores (3)
14 715 577
15 018 304
Pagamentos a Investidores (4)
21 025 996
15 384 875
Pagamentos/(Recebimentos) ao Estado (5)
6 155 054
1 128 863
Donativos e outros investimentos na comunidade (6)
28 806
26 788
Valor económico acumulado (€)
-9 870 388
14 315 460
(1) Vendas + Prestações de serviços + Outros rendimentos (excluindo transações intra-grupo) (2) Custo das vendas + Fornecimento
de serviços externos + Outros gastos (excluindo transações intra-grupo) (3) Custos com o pessoal (excluindo transações intra-grupo)
(4) Dividendos distribuídos pela Ramada Investimentos (5) Pagamentos/(Recebimentos) de Imposto sobre o Rendimento Coletivo (6)
Donativos
131
Responsabilidade do Produto
A certificação é, cada vez mais, um mecanismo de orientação e demonstração do empenho
das organizações na melhoria contínua perante colaboradores/as, clientes, fornecedores e
comunidade. Nesse sentido, o Grupo Ramada tem apostado continuamente na obtenção de
certificações que demonstram o seu empenho e know how nas áreas de qualidade, ambiente,
segurança e saúde ocupacional, dedicando-se à excelência e diferenciação dos seus produtos
e serviços e investindo permanentemente na otimização do seu desempenho,
Ramada Aços
ISO 9001:2015 – Certificação em
Qualidade
ISO 14001:2015 – Certificação em
Ambiente
1.ª certificação em 1998
1ª certificação em fevereiro de 2020 –
renovação em 2023
ISO 45001:2018 - Certificação em
Segurança e Saúde no Trabalho
1ª certificação em fevereiro de 2022 –
renovação em 2025
Universal Afir e Planfuro
ISO 9001:2015 – Certificação em
Qualidade
ISO 14001:2015 – Certificação em
Ambiente
Universal Afir – 1.ª certificação em 2016
Planfuro – 1.ª certificação em 2022
1ª certificação em fevereiro de 2023
ISO 45001:2018 - Certificação em
Segurança e Saúde no Trabalho
Planfuro – 1.ª certificação em fevereiro de
2024
Universal Afir - Auditoria prevista para
setembro de 2024 e certificação prevista para
fevereiro de 2025
Socitrel
NP EN ISO 9001:2015
1ª certificação em 1995
NP EN ISO 14001:2015
1ª certificação em 2010
ISO 45001:2018
1ª certificação em 2012
BS EN ISO 9001:2015
1ª certificação em 2012
Fio de Aço para Pré-esforço
CERTIF - 1ª certificação em 1990
AENOR - 1ª certificação em 2013
CARES - 1ª certificação em 2012
ASQPE - 1ª certificação em 2012
Cordão de Aço para Pré-esforço
CERTIF - 1ª certificação em 2009
AENOR - 1ª certificação em 2011
CARES - 1ª certificação em 2012
ASQPE - 1ª certificação em 2012
NORDCERT - 1ª certificação em
2012
A Blau Stahl, adquirida pelo Grupo Ramada em maio de 2023, encontra-se em fase de
preparação para as certificações de Qualidade (ISO 9001:2015), Ambiente (ISO 14001:2015) e
Segurança e Saúde no Trabalho (ISO 45001:2018) com auditorias previstas para 2024 e
certificações em 2025.
132
AMBIENTAL
O Ambiente é um dos nove valores reconhecidos pelo Grupo Ramada, o que demonstra que o
Grupo está consciente dos impactos das suas operações, bem como qual o caminho a
percorrer para potenciar o seu contributo para o desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, o
Grupo tem apostado na melhoria continua do seu desempenho ambiental, procurando reduzir
os impactos negativos diretamente ligados às suas operações e atividades. Para tal,
estabeleceu cinco compromissos:
• Melhorar o desempenho ambiental;
• Mitigar os potenciais efeitos adversos das condições ambientais;
• Potenciar projetos com benefícios financeiros e operacionais que resultem na
implementação de alternativas e melhorias ambientais;
• Proteger o ambiente através da prevenção dos impactos ambientais negativos;
• Controlar ou influenciar o modo como os produtos e serviços do Grupo são projetados,
fabricados, distribuídos, consumidos e descartados, utilizando uma perspetiva de ciclo
de vida.
Este aspeto é igualmente comprovado pelos temas materiais apurados, uma vez que foram
identificados cinco tópicos de cariz ambiental, nomeadamente Redução das Emissões,
Energia, Consumo de Soluções Renováveis, Resíduos e Água.
De salientar que as empresas Ramada Aços, Socitrel, Planfuro Global e Universal Afir estão
certificadas pela ISO 14001, sendo que a Ramada Aços viu a sua certificação renovada em
2023 e, pela primeira vez, a Planfuro Global e Universal Afir receberam a certificação
ambiental. Após parecer favorável dado pela APCER, as empresam passaram a estar
certificadas pela ISO 14001, certificação que garante uma correta aplicação de um sistema de
gestão ambiental e permite uma gestão eficaz dos impactos das atividades, reduzindo os
negativos. Adicionalmente, a Blau Stahl pretende obter a certificação em 2025.
Riscos e Oportunidades
A gestão dos riscos e das oportunidades ambientais é de elevada importância para o Grupo
Ramada, principalmente em termos de conformidade legal, eficiência operacional, redução dos
impactos ambientais negativos e desenvolvimento de novas soluções fruto das oportunidades
identificadas. Além disso, por uma questão de responsabilidade social, o Grupo tem vindo a
reforçar o compromisso de melhorar o seu desempenho ambiental, sendo este apenas possível
através da identificação e mapeamento de riscos e oportunidades ambientais.
Uma boa capacidade de gestão dos riscos ambientais permite identificar oportunidades de
melhoria, potenciando o desenvolvimento de novos processos, mais sustentáveis e eficazes. É
neste contexto que o Grupo identifica os principais riscos ambientais através da Matriz de
Identificação de Aspetos Ambientais, das diversas Avaliações de Impactes Ambientais e da
análise SWOT global da área.
133
Na tabela abaixo encontram-se identificados os principais riscos e oportunidades relacionados
com o ambiente.
RISCOS
Situações legais em regularização
Mudança de pessoas
Ausência de dados que permitam uma distribuição com rigor dos consumos de água pelos
utilizadores no complexo industrial em Ovar
Acompanhamento distante das filiais: Universal Afir, Planfuro Global e Blau Stahl
OPORTUNIDADES
Oferta de soluções de valorização do mercado para os resíduos gerados no Grupo
Desmaterialização dos procedimentos de classificação de resíduos e redução da taxa
associada
Comunidade variada de fornecedores
Investimento em tecnologia como, por exemplo, parques solares e fornos de cementação, que
permitem contribuir para a redução da pegada de carbono
Certificação ambiental para a Blau Stahl
Alterações climáticas
Emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE)
O Grupo Ramada está consciente dos impactos que o setor industrial tem nas alterações
climáticas e, nesse sentido, tem vindo a apostar em soluções mais sustentáveis como, por
exemplo, energias renováveis, aumento da eficiência de processos, implementação e
promoção de práticas mais sustentáveis ao longo da cadeia de fornecimento e, ainda, a
introdução de aços com produção totalmente verde no mercado. Este esforço levado a cabo
pelo Grupo prende-se com a necessidade de cumprir com o estabelecido no Acordo de Paris e
reforçado pelo Pacto de Glasgow – manter o aumento da temperatura média mundial bem
abaixo dos 2ºC e envidar esforços para limitar o aumento do aquecimento global a 1,5ºC.
O Grupo Ramada procura minimizar as emissões de GEE e reduzir os seus impactos através
de medidas de controlo como, por exemplo, monitorização periódica de todas as fontes fixas de
emissão, sistemas de filtragem das chaminés, manutenção preventiva em todos os
equipamentos associados às fontes fixas, manutenção preventiva anual e realização de
verificações aos gases fluorados com efeito de estufa (GFEE) e ozone depleting substances
(ODS) em todos os equipamentos fixos de refrigeração, ar condicionado e bombas de calor.
Como referido no Relatório de Sustentabilidade de 2022, o Grupo realiza a cada cinco anos a
monitorização das chaminés na Ramada Aços, estando a próxima prevista para 2025. O
objetivo desta monitorização é perceber se os valores limite de emissão são ultrapassados,
sendo que na última monitorização, em 2020, não se verificou qualquer registo nesse sentido.
134
Em 2023, a Socitrel verificou um aumento de 5% das emissões de âmbito 1 - emissões
resultantes de fontes detidas ou controladas pela organização, registando 2 326 tCO2e. No
entanto, as emissões de âmbito 2, as emissões provenientes da produção de eletricidade,
vapor ou calor/frio comprados pela organização, diminuíram 20%, passando de 2 548 tCO2e
para 2 040 tCO2e.
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Importa salientar a instalação de duas centrais fotovoltaicas de produção de autoconsumo,
uma na Planfuro Global, em Vieira de Leiria, e outra no polo industrial da Marinha Grande,
onde se encontram as filiais da Ramada Aços e da Universal Afir. A instalação permitiu evitar
cerca de 266 tCO2 em Vieira de Leira e 41 tCO2 na Marinha Grande, demonstrando a aposta do
Grupo em tornar-se autossustentável do ponto de vista energético, e passar a depender
exclusivamente da energia que produz, reduzindo assim as suas emissões.
É neste sentido que o Grupo pretende acompanhar a evolução da tecnologia solar e investigar
a possibilidade de alargar as instalações solares já existentes, aumentando a sua capacidade
de produção. Paralelamente, é equacionada a aposta em baterias para acumulação do
excedente para o consumo noturno e carregamento de viaturas elétricas ou híbridas dos
colaboradores.
Eficiência do Consumo
Matérias-primas
Em 2023 verificou-se uma redução de 24% no total de materiais consumidos, registando um
consumo total de 66 mil toneladas. Não obstante, em trajetória contrária, o zinco e o HCI
aumentaram cada um em 8% face ao ano anterior, passando a contabilizar 376 e 919
toneladas, respetivamente. Por sua vez, o consumo de aço diminuiu cerca de 24%, fixando-se
em 64 mil toneladas, justificado pela diminuição da atividade do Grupo, no entanto, manteve a
expressão face ao total verificado no ano passado, representando 98% das matérias-primas
processadas no âmbito das atividades e operações realizadas pelo Grupo Ramada.
Importa ainda salientar que 65% do aço consumido é proveniente de reciclagem de sucata,
suportando a tendência verificada no ano passado em que a dependência de produção por
minério de ferro (alto forno) se encontra a diminuir, enquanto é cada vez mais utilizada a
135
produção a partir da sucata (forno elétrico), permitindo uma produção mais limpa e económica,
enquanto se dá uma solução à sucata existente no mercado e se aposta na racionalização de
energia.
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Energia
Como referido no subcapítulo “Emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE)”, o Grupo
concluiu em 2023 a instalação de duas Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC) com
uma potência solar instalada conjunta de 0,5 MWp (adicional à UPAC com capacidade de
1MWp, cuja instalação foi iniciada no decurso de 2022). Procedeu-se à instalação de 756
painéis em Vieira de Leiria (Planfuro), 112 na Marinha Grande (Ramada Aços), que permitiu
uma produção anual de 652 MWh. Na Socitrel instalou-se, adicionalmente aos 3 MWp de
atividade de produção, 1 MWp. A redução da atividade generalizada, a par de uma gestão mais
eficiente, contribuiu para a redução do consumo de eletricidade, em cerca 13%, passando o
consumo de 26 GWh para 22,6 GWh. Relativamente à energia térmica, proveniente do
consumo de gás natural, verificou-se um aumento de 7%, passando de 1.055 m3 para 1.125
136
m3. Em termos de intensidade energética, verificou-se 0,6 GJ/faturação (M€), o que demonstra
os esforços realizados por todo o Grupo em procurar soluções mais sustentáveis. 
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Água
O consumo de água no Grupo Ramada é predominantemente feito através de água
proveniente de furos/outras fontes, sendo apenas 28% referente a água proveniente de rede
pública. Nesse sentido, a gestão deste recurso natural é de elevada importância para todas as
empresas do Grupo, sendo necessário cumprir com as condições gerais e específicas
previstas na Autorização de Utilização de Recursos Hídricos e na Licença de Exploração
emitidas pelas entidades competentes.
Fruto de uma gestão responsável e pela diminuição da atividade do Grupo, em 2023, o
consumo total de água diminuiu 16%, passando de 74 mil m3 para 62 mil m3. Este decréscimo
deve-se ao facto da água proveniente de furos ter diminuído cerca de 21%, passando a
representar um consumo de 45 mil m3. No entanto, a água proveniente da rede pública
aumentou 4% face a 2022, registando um consumo de 17,6 mil m3. No que diz respeito à água
capturada, esta serve para uso exclusivo industrial e é utilizada para banhos químicos e torres
de refrigeração, sendo parte perdida por evaporação e a restante tratada nas instalações do
Grupo (ETARI) e, posteriormente, enviada para descarga em linha de água, onde existe um
título de autorização associado.
No Grupo Ramada existem oito captações subterrâneas, mais uma face ao ano anterior, onde
é feita a extração da água para o processo industrial. Em relação aos efluentes industriais da
Socitrel, 50% dos efluentes são tratados em ETARI própria. Por sua vez, os efluentes, após
tratamento, são monitorizados através da realização de um controlo sistemático e periódico dos
pontos de rejeição de águas residuais.
Adicionalmente, o Grupo Ramada tem vindo a implementar diversas medidas que permitem
melhorar a gestão da água, tais como otimização de sistemas de refrigeração, substituição de
torres de refrigeração, reutilização de água da ETARI para banhos de lavagem de decapagem
química e, ainda, realização de ações de sensibilização para os desperdícios de água,
principalmente em zonas sociais.
137
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Utilização dos Recursos e Economia Circular
Gestão de Resíduos
A gestão eficiente dos resíduos gerados pelas atividades do Grupo é um aspeto fulcral para o
desenvolvimento de soluções de valorização do mercado dos resíduos, permitindo que esses
materiais possam ser aproveitados como subprodutos e/ou como matéria-prima de outra
indústria. Nesse sentido, o Grupo privilegia e aposta na reutilização, bem como na reciclagem,
em detrimento do envio para aterro ou destino final, no entanto, caso seja necessário
encaminhar resíduos para aterro ou destino final, estes resíduos são monitorizados anualmente
e encaminhados para um operador licenciado.
Em 2023, o total de resíduos produzido, fruto do processo produtivo do Grupo, foi de 8.484
toneladas, uma redução de 4%, comparativamente às 8.823 toneladas produzidas em 2022,
sendo que 97% correspondem a resíduos não perigosos, que passaram a contabilizar 8.205
toneladas, um decréscimo de 2%. Ainda assim, a maior descida verificou-se nos resíduos
perigosos, tendo sido registada uma redução de 41%, passando de 477 toneladas para 280
toneladas e, por esse motivo, correspondem a apenas 3% do total de resíduos produzidos.
Importa, ainda, salientar que dos resíduos não perigosos produzidos, 72% 1 correspondem a
aparas e limalhas de aço.
Em relação aos resíduos enviados para valorização/reciclagem ou destino final, para além dos
resíduos gerados por consequência do processo produzido, são também enviados, por
exemplo, resíduos provenientes da conservação e reparação de equipamentos, sendo que das
10.111 toneladas de resíduos totais, 71% 2 é enviado para valorização/reciclagem e 29% para
destino final.
138
1 A fórmula de cálculo do apuramento da percentagem de aparas e limalhas de aço foi alterada em 2023.
2 A fórmula de cálculo do apuramento da percentagem de resíduos enviados para valorização/reciclagem foi alterada
em 2023.
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Paralelamente, o Grupo Ramada está consciente que uma gestão eficaz dos resíduos começa
pela sensibilização dos colaboradores, na implementação de melhorias na separação de
resíduos e na correta utilização do absorvente de derrames, que se encontra disponível em
todos os setores e instalações do Grupo. Neste âmbito, o Grupo desenvolveu três iniciativas:
• Formação interna de Separação e Resíduos e Modo de Atuação em caso de incidente
ambiental;
• Formação inicial de ambiente;
• Simulacros ambientais e Auditorias operacionais mensais.
Taxonomia Europeia
1. Enquadramento à Taxonomia Ambiental Europeia
A Taxonomia Ambiental da União Europeia foi implementada em 2020 como parte do plano da
UE para alcançar a neutralidade carbónica até 2050 e cumprir com o Pacto Ecológico Europeu.
O Regulamento (UE) 2020/852 do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de junho de 2020
relativo ao estabelecimento de um regime para a promoção do investimento sustentável e que
altera o Regulamento (UE) 2019/2088 estabelece os critérios para determinar se uma atividade
económica é qualificada como sustentável do ponto de vista ambiental, com vista a estabelecer
em que grau um investimento é verde. O regulamento aplica-se ao Grupo Ramada, enquanto
empresa sujeita à obrigação de publicar uma demonstração não financeira nos termos da
Diretiva 2013/34/UE do Parlamento Europeu e do Conselho e do Decreto-Lei n.º 89/2017.
Para uma atividade estar alinhada com a Taxonomia e ser considerada ambientalmente
sustentável, deve cumprir com os seguintes critérios:
1. Ser elegível: deve constar na lista de atividades presente no Ato Delegado Clima
(Regulamento Delegado (UE) 2021/2139), no Ato Delegado Complementar
(Regulamento delegado (UE) 2022/1214) relativo a certas atividades no setor
energético ou no Ato Delegado Ambiental (Regulamento Delegado (UE) 2023/2486);
2. Contribuir para pelo menos um dos seis objetivos ambientais: mitigação das alterações
climáticas; adaptação às alterações climáticas; proteção da água e dos recursos
hídricos; transição para uma economia circular; prevenção e o controlo da poluição;
proteção e restauro da biodiversidade e dos ecossistemas;
3. Não pode prejudicar significativamente nenhum dos objetivos para os quais não
contribui; e
4. Cumprir com as salvaguardas mínimas sociais.
139
A lista de atividades que podem contribuir para os objetivos da mitigação e da adaptação foi a
primeira a ser publicada no Ato Delegado Clima e Ato Delegado Complementar. Em 2023 foi
publicado o Ato Delegado Ambiental que descreve as atividades que podem contribuir para os
restantes objetivos. Foram também introduzidas novas atividades no Ato Delegado Clima
(através do Regulamento Delegado (UE) 2023/2485). Sobre as novas atividades introduzidas
em 2023 as empresas apenas precisam de analisar a elegibilidade, o alinhamento será
necessário no próximo ano.
No relato de Taxonomia de 2023, o Grupo Ramada realiza a análise de elegibilidade para todos
os objetivos ambientais e a análise de alinhamento apenas para com os objetivos da mitigação
e da adaptação. Nesta secção descrevemos a aplicação do regulamento da taxonomia no
Grupo Ramada de acordo com o Ato Delegado Artigo 8 (Regulamento delegado (UE)
2021/2178).
2. Análise de elegibilidade
A atividade principal do Grupo Ramada, aços especiais e trefilaria, não está incluída na lista de
atividades da taxonomia. Por este motivo, apenas aparecem discriminadas como elegíveis
(tabela abaixo) as atividades de apoio às operações e não necessariamente as atividades
principais exercidas pelo Grupo Ramada.
Atividade
Descrição
5.1. Construção, ampliação e
exploração de sistemas de
captação, tratamento e
abastecimento de água
Em 2023 o Grupo realizou investimentos e tem custos operacionais
aplicáveis a esta atividade (e.g. furos captação de água,
manutenção de torres de refrigeração).
5.2. Renovação de sistemas de
captação, tratamento e
abastecimento de água
Em 2023 o Grupo realizou investimentos e tem custos operacionais
aplicáveis a esta atividade (e.g. circuito de abastecimento de água
ao processo produtivo).
5.4. Renovação de sistemas de
recolha e de tratamento de águas
residuais
Em 2023 o Grupo realizou investimentos e tem custos operacionais
aplicáveis a esta atividade (e.g. melhoria da ETARI).
6.5 - Transportes em motociclos,
veículos ligeiros de passageiros e
veículos comerciais ligeiros
Em 2023 o Grupo realizou investimentos na frota móvel por
aquisição e por contratos de locação.
7.6 - Instalação, manutenção e
reparação de tecnologias de
energia de fontes renováveis
Em 2023 o Grupo realizou investimentos para a produção de
energia renovável fotovoltaica (Unidades de Produção para
Autoconsumo - UPAC).
O Grupo Ramada considera que as atividades acima descritas são aplicáveis ao Ato Delegado
Clima (Anexo I – Mitigação). Foram analisados o Ato Delegado Complementar (relativo a certas
atividades de gás fóssil e energia nuclear) e o Ato Delegado Ambiental (sobre os restantes
objetivos ambientais) e considera-se que não têm aplicação nas atividades do Grupo Ramada
em 2023.
3. Análise de Alinhamento
a. Contribuição Substancial e Não prejudicar significativamente
A aplicação do Ato Delegado Clima implica a verificação de critérios técnicos que permitem
avaliar se a atividade elegível contribui substancialmente para um objetivo ambiental e não
prejudica significativamente nenhum dos restantes objetivos ambientais. O Grupo Ramada
analisou os critérios técnicos referentes a todas as atividades identificadas como elegíveis e
concluiu que, nesta fase, ainda não reúne as condições e dados necessários para demonstrar
140
conformidade com a totalidade dos critérios técnicos. Desta forma classifica as suas atividades
como não alinhadas. Em 2024 e nos próximos anos, o Grupo Ramada irá monitorizar esta
matéria no sentido de rever o relato de taxonomia e o alinhamento das suas atividades para
com o regulamento.
b. Salvaguardas Mínimas
O Artigo 18º da Taxonomia estabelece que as empresas devem cumprir com as Diretrizes da
OCDE para as Empresas Multinacionais e os Princípios Orientadores das Nações Unidas
sobre Empresas e Direitos Humanos para cumprirem com as Salvaguardas Mínimas. Para
ajudar na resposta aos requisitos necessários, a Plataforma de Finanças Sustentáveis da
Comissão Europeia publicou, em outubro de 2022, o Relatório Final sobre Salvaguardas
Mínimas. Nesse documento, são indicadas quatro áreas cruciais que as empresas devem
abordar para assegurar a conformidade com as Salvaguardas Mínimas: Direitos Humanos,
Corrupção, Tributação e Concorrência Justa. A Comissão Europeia, na Comunicação sobre a
interpretação das Salvaguardas Mínimas de junho de 2023, destaca este relatório como um
exemplo de boa prática.
Direitos Humanos
A Política de Direitos Humanos (DH) do Grupo Ramada incorpora os princípios de direitos
humanos e laborais estabelecidos no Código de Ética e de Conduta e no Plano para a
Igualdade de Género. A Política transpõe as regras de direitos humanos e laborais divulgadas
por entidades comunitárias e internacionais, nomeadamente o United Nations Global Compact,
os Princípios Orientadores da Organização das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos
Humanos, o Guia da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)
sobre o Dever de Diligência para uma Conduta Responsável das Empresas, e a Diretiva do
Parlamento Europeu e do Conselho relativa ao Dever de Diligência das Empresas e à
Responsabilidade Empresarial.
A Política tem como objetivo assegurar o respeito pelos direitos humanos e laborais por parte
de todo o Grupo Ramada, formalizando os compromissos entretanto assumidos com vista a
salvaguardar a dignidade humana, a não discriminação, a igualdade de direitos, a segurança e
o bem-estar, a educação, o desenvolvimento pessoal e profissional, bem como as liberdades
de consciência, religiosa, de organização, de associação, de opinião e de expressão. Esta
Política aplica-se a todos os colaboradores e órgãos sociais do Grupo Ramada. Destina-se,
ainda, a todas as empresas que se relacionem económica, institucional ou socialmente com o
Grupo Ramada, a quem é requerida a adesão a esta Política, na medida em que seja aplicável.
Corrupção, Tributação e Concorrência Justa
O Código de Conduta de Prevenção de Corrupção e Infrações Conexas e o Código de Ética e
de Conduta do Grupo Ramada estipulam os princípios, valores e regras de atuação dos
Colaboradores e de todos os que representem ou se relacionem com as empresas do Grupo.
O Código de Conduta de Prevenção de Corrupção e Infrações Conexas engloba as regras
nacionais e internacionais aplicáveis em matéria de concorrência, garantindo que é sã e leal.
Por seu lado, a Política de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais  e
Financiamento do Terrorismo estabelece as regras para prevenir e mitigar o branqueamento de
capitais e financiamento do terrorismo, aplicando-se aos órgãos de gestão, colaboradores e
prestadores de serviços do Grupo Ramada. No que respeita à tributação, o Conselho Fiscal,
em coordenação com o Conselho Administração, é responsável por garantir o cumprimento de
todos os requisitos legais e regulamentares em vigor.
No decorrer de 2023, não se registaram quaisquer reportes nos temas acima mencionados. O
Grupo Ramada tem disponível, no seu website, um Canal de Reporte de Denúncias disponível
a todas as pessoas, singulares ou coletivas que desejem reclamar, denunciar, esclarecer ou
expor qualquer situação. Por sua vez, as áreas de sustentabilidade e de recursos humanos
141
implementam e monitorizam periodicamente a Política de DH e temas relacionados com esta.
O Grupo Ramada compromete-se, assim, ao cumprimento dos Direitos Humanos e de toda a
legislação aplicável nestes temas.
Divulgação de KPIs
O Ato Delegado do Artigo 8º define três KPIs que as empresas devem apresentar: o Volume de
Negócios, as despesas de Capital (Capex) e as Despesas Operacionais (Opex). O Grupo
Ramada faz a divulgação destes indicadores através das três tabelas abaixo.
a. Tabela de Volume de Negócios
Exercício
financeiro
2023
2023
Critérios de contributo substancial
Critérios NPS (“não prejudicar
significativamente”) (h)
Atividades
económicas
(1)
Cód
igo
(a)
(2)
Volum
e de
negóci
os (3)
Prop
orçã
o do
volu
me
de
negó
cios,
ano
N (4)
Mitig
ação
das
alter
açõe
s
clim
ática
s (5)
Adap
taçã
o às
alter
açõe
s
clim
ática
s (6)
Águ
a (7)
Pol
uiçã
o (8)
Eco
nom
ia
circ
ular
(9)
Bio
dive
rsid
ade
(10)
Mitig
ação
das
alter
açõe
s
clim
ática
s
(11)
Adap
taçã
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açõe
s
clim
ática
s
(12)
Águ
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(13)
Pol
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o
(14)
Eco
nom
ia
circ
ular
(15)
Bio
dive
rsid
ade
(16)
Salv
agu
arda
s
míni
mas
(17)
Proporçã
o do
volume
de
negócios
alinhado
pela
taxonomi
a (A.1) ou
elegível
para
taxonomi
a (A.2),
ano 2022
(18)
Cate
goria
—
ativi
dade
capa
citan
te
(19)
Cate
goria
—
ativi
dade
de
trans
ição
(20)
Texto
Moeda
%
S; N;
N/EL
(b) e
(c
S; N;
N/EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S/N
S/N
S/N
S/N
S/N
S/N
S/N
%
C
T
A. ATIVIDADES ELEGÍVEIS PARA TAXONOMIA
A.1. Atividades sustentáveis do ponto de vista ambiental (alinhadas pela taxonomia)
Volume de
negócios das
atividades
sustentáveis do
ponto de vista
ambiental
(alinhadas pela
taxonomia) (A.1)
- €
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
S
S
S
S
S
S
S
0%
Das quais,
capacitantes
- €
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
S
S
S
S
S
S
S
0%
C
Das quais, de
transição
- €
0%
0%
S
S
S
S
S
S
S
0%
T
142
A.2. Atividades elegíveis para taxonomia mas não sustentáveis do ponto de vista ambiental (atividades não alinhadas pela taxonomia) (g)
Volume de
negócios das
atividades elegíveis
para taxonomia
mas não
sustentáveis do
ponto de vista
ambiental
(atividades não
alinhadas pela
taxonomia) (A.2)
- €
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
A. Volume de
negócios das
atividades elegíveis
para taxonomia
(A.1+A.2)
- €
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
B. ATIVIDADES NÃO ELEGÍVEIS PARA TAXONOMIA
Volume de negócios
das atividades não
elegíveis para
taxonomia (B)
140.23
8.275
€
100
%
Total (A + B)
140.23
8.275
€
100
%
A proporção do volume de negócios é calculada como a parte do volume de negócios líquido
anual resultante de produtos ou serviços associados a atividades económicas alinhadas com a
taxonomia (numerador) dividida pelo volume de negócios líquido (denominador), na aceção do
artigo 2.º, ponto 5, da Diretiva 2013/34/UE. O volume de negócios líquido inclui os rendimentos
reconhecidos nos termos da Norma Internacional de Contabilidade (IAS) 1, parágrafo 82,
alínea a), tal como adotada pelo Regulamento (CE) n.º 1126/2008 da Comissão. Em 2023, o
denominador da proporção do volume de negócios corresponde ao total das vendas e
prestações de serviços conforme a rubrica apresentada nas demonstrações consolidadas dos
resultados por naturezas. Informação sobre as vendas e prestações de serviços é incluída na
Nota 36 das demonstrações financeiras consolidadas e notas anexas, sendo a respetiva
política contabilística detalhada na Nota 2.17. O numerador corresponde ao montante do
denominador resultante de atividades económicas alinhadas com a taxonomia. Como referido
na secção 2 acima, a atividade principal do Grupo Ramada não se encontra na atual lista de
atividades elegíveis para a taxonomia e desta forma não foi considerado qualquer volume de
negócios na elegibilidade do Grupo Ramada em 2023.
b. Tabela de Capex
Exercício
financeiro
2023
2023
Critérios de contributo substancial
Critérios NPS (“não prejudicar
significativamente”) (h)
Atividades
económicas
(1)
Cód
igo
(a)
(2)
Capex
(3)
Prop
orçã
o do
Cape
x,
ano
N (4)
Mitig
ação
das
alter
açõe
s
clim
ática
s (5)
Adap
taçã
o às
alter
açõe
s
clim
ática
s (6)
Águ
a (7)
Pol
uiçã
o (8)
Eco
nom
ia
circ
ular
(9)
Bio
dive
rsid
ade
(10)
Mitig
ação
das
alter
açõe
s
clim
ática
s
(11)
Adap
taçã
o às
alter
açõe
s
clim
ática
s
(12)
Águ
a
(13)
Pol
uiçã
o
(14)
Eco
nom
ia
circ
ular
(15)
Bio
dive
rsid
ade
(16)
Salv
agu
arda
s
míni
mas
(17)
Proporçã
o do
Capex
alinhado
pela
taxonomi
a (A.1) ou
elegível
para
taxonomi
a (A.2),
ano 2022
(18)
Cate
goria
—
ativi
dade
capa
citan
te
(19)
Cate
goria
—
ativi
dade
de
trans
ição
(20)
Texto
Moeda
%
S; N;
N/EL
(b) e
(c
S; N;
N/EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S/N
S/N
S/N
S/N
S/N
S/N
S/N
%
C
T
143
A. ATIVIDADES ELEGÍVEIS PARA TAXONOMIA
A.1. Atividades sustentáveis do ponto de vista ambiental (alinhadas pela taxonomia)
Capex das
atividades
sustentáveis do
ponto de vista
ambiental
(alinhadas pela
taxonomia) (A.1)
- €
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
S
S
S
S
S
S
S
0%
Das quais,
capacitantes
- €
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
S
S
S
S
S
S
S
0%
C
Das quais, de
transição
- €
0%
0%
S
S
S
S
S
S
S
0%
T
A.2. Atividades elegíveis para taxonomia mas não sustentáveis do ponto de vista ambiental (atividades não alinhadas pela taxonomia) (g)
Construção,
ampliação e
exploração de
sistemas de
captação,
tratamento e
abastecimento
de água
MA
C
5.1
10.62
5 €
0%
EL
N/EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
0%
Renovação de
sistemas de
captação,
tratamento e
abastecimento
de água
MA
C
5.2
4.545
€
0%
EL
N/EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
0%
Renovação de
sistemas de
recolha e de
tratamento de
águas
residuais
MA
C
5.4
20.12
8 €
0%
EL
N/EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
0%
Transportes
em
motociclos,
veículos
ligeiros de
passageiros e
veículos
comerciais
ligeiros
MA
C
6.5
194.1
20 €
3 %
EL
N/EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
6 %
Construção de
edifícios
novos
MA
C
7.1
- €
0%
EL
N/EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
14 %
Instalação,
manutenção e
reparação de
tecnologias de
energia de
fontes
renováveis
MA
C
7.6
761.3
09 €
12 %
EL
N/EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
8 %
Aquisição e
propriedade
de edifícios
MA
C
7.7
- €
0%
EL
N/EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
23 %
Capex das
atividades elegíveis
para taxonomia
mas não
sustentáveis do
ponto de vista
ambiental
(atividades não
alinhadas pela
taxonomia) (A.2)
990.72
7 €
16 %
16 %
0
0
0
0
0
51 %
A. Capex das
atividades elegíveis
para taxonomia
(A.1+A.2)
990.72
7 €
16 %
16 %
0
0
0
0
0
51 %
144
B. ATIVIDADES NÃO ELEGÍVEIS PARA TAXONOMIA
Capex das
atividades não
elegíveis para
taxonomia (B)
5.347.
911 €
84 %
Total (A + B)
6.338.
638 €
100 %
A proporção de despesas de capital é definida como o Capex alinhado com a taxonomia
(numerador) dividido pelo Capex total (denominador). Nos termos do Ato Delegado do Artigo 8.º
da Taxonomia, o Capex total consiste no valor das adições aos ativos tangíveis e intangíveis
durante o ano, incluindo de concentrações de atividades empresariais, antes de considerar a
depreciação, amortização e quaisquer remensurações, nomeadamente as resultantes de
reavaliações e imparidades, e excluindo variações do justo valor. São incluídas as adições de
ativos fixos tangíveis (IAS 16), ativos fixos intangíveis (IAS 38), ativos sob direito de uso (IFRS
16), propriedades de investimento (IAS 40) e ativos biológicos (IAS 41). Não são incluídas
adições de goodwill.
O numerador corresponde à parte das despesas de capital incluída no denominador que:
a. esteja relacionada com ativos ou processos associados a atividades
económicas elegíveis e alinhadas pela taxonomia;
b. seja parte de um plano para expandir as atividades económicas elegíveis e
alinhadas pela taxonomia ou para permitir que as atividades económicas
elegíveis para a taxonomia se tornem alinhadas pela taxonomia; ou
c. esteja relacionada com a aquisição da produção de atividades económicas
elegíveis e alinhadas pela taxonomia e com medidas individuais que capacitem
a transformação das atividades em causa em atividades hipocarbónicas ou que
permitam reduções das emissões de gases com efeito de estufa, desde que
essas medidas sejam aplicadas e estejam operacionais no prazo de 18 meses.
Em 2023, o denominador do KPI de Capex consiste no total anual de aumentos aos ativos fixos
tangíveis, ativos intangíveis, ativos sob direito de uso e propriedades de investimento, incluindo
concentrações de atividades empresariais. O denominador pode ser reconciliado com o total
dos aumentos e variações de perímetro (sempre que aplicável) apresentados nas Notas 11, 13,
12 e 10, respetivamente, das demonstrações financeiras consolidadas e notas anexas, sendo
as respetivas políticas contabilísticas detalhadas nas Notas 2.5, 2.4, 2.6 e 2.19,
respetivamente. Em 2023, o numerador corresponde à parte do denominador associado às
atividades económicas alinhadas com a taxonomia, incluindo as atividades destinadas ao
consumo interno do Grupo Ramada, e ainda à aquisição da produção de atividades
económicas alinhadas pela taxonomia.
145
c. Tabela de Opex
Exercício
financeiro
2023
2023
Critérios de contributo substancial
Critérios NPS (“não prejudicar
significativamente”) (h)
Atividades
económicas
(1)
Cód
igo
(a)
(2)
Opex
(3)
Prop
orçã
o do
Opex
, ano
N (4)
Mitig
ação
das
alter
açõe
s
clim
ática
s (5)
Adap
taçã
o às
alter
açõe
s
clim
ática
s (6)
Águ
a (7)
Pol
uiçã
o (8)
Eco
nom
ia
circ
ular
(9)
Bio
dive
rsid
ade
(10)
Mitig
ação
das
alter
açõe
s
clim
ática
s
(11)
Adap
taçã
o às
alter
açõe
s
clim
ática
s
(12)
Águ
a
(13)
Pol
uiçã
o
(14)
Eco
nom
ia
circ
ular
(15)
Bio
dive
rsid
ade
(16)
Salv
agu
arda
s
míni
mas
(17)
Proporçã
o do
Opex
alinhado
pela
taxonomi
a (A.1) ou
elegível
para
taxonomi
a (A.2),
ano 2022
(18)
Cate
goria
—
ativi
dade
capa
citan
te
(19)
Cate
goria
—
ativi
dade
de
trans
ição
(20)
Texto
Moeda
%
S; N;
N/EL
(b) e
(c
S; N;
N/EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S;
N;
N/
EL
(b) e
(c
S/N
S/N
S/N
S/N
S/N
S/N
S/N
%
C
T
A. ATIVIDADES ELEGÍVEIS PARA TAXONOMIA
A.1. Atividades sustentáveis do ponto de vista ambiental (alinhadas pela taxonomia)
Opex das
atividades
sustentáveis do
ponto de vista
ambiental
(alinhadas pela
taxonomia) (A.1)
- €
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
S
S
S
S
S
S
S
0%
Das quais,
capacitantes
- €
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
S
S
S
S
S
S
S
0%
C
Das quais, de
transição
- €
0%
0%
S
S
S
S
S
S
S
0%
T
A.2. Atividades elegíveis para taxonomia mas não sustentáveis do ponto de vista ambiental (atividades não alinhadas pela taxonomia) (g)
Construção,
ampliação e
exploração de
sistemas de
captação,
tratamento e
abastecimento
de água
MA
C
5.1
29.33
4 €
1 %
EL
N/EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
0%
Renovação de
sistemas de
captação,
tratamento e
abastecimento
de água
MA
C
5.2
9.441
€
0%
EL
N/EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
0%
Renovação de
sistemas de
recolha e de
tratamento de
águas
residuais
MA
C
5.4
7.404
€
0%
EL
N/EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
N/
EL
0%
Opex das
atividades elegíveis
para taxonomia
mas não
sustentáveis do
ponto de vista
ambiental
(atividades não
alinhadas pela
taxonomia) (A.2)
46.17
9 €
2 %
2 %
0
0
0
0
0
0%
A. Opex das
atividades elegíveis
para taxonomia
(A.1+A.2)
46.17
9 €
2 %
2 %
0
0
0
0
0
0%
146
B. ATIVIDADES NÃO ELEGÍVEIS PARA TAXONOMIA
Opex das atividades
não elegíveis para
taxonomia (B)
2.429.
704 €
98 %
Total (A + B)
2.475.
883 €
100 %
A proporção de despesas operacionais é definida como o Opex alinhado com a taxonomia
(numerador) dividido pelo Opex total (denominador). Nos termos do Ato Delegado do Artigo 8.º
da Taxonomia, o Opex total consiste nos custos diretos não capitalizados durante o ano
relacionados com a investigação e desenvolvimento, as medidas de renovação de edifícios, as
locações de curto prazo, a conservação e a reparação, e outras despesas diretas relacionadas
com a manutenção diária dos ativos fixos tangíveis necessárias para assegurar o seu
funcionamento.
O numerador corresponde à parte das despesas operacionais incluída no denominador que:
a. esteja relacionada com ativos ou processos associados a atividades
económicas alinhadas pela taxonomia, incluindo necessidades de formação e
outras necessidades de adaptação dos recursos humanos;
b. seja parte de um plano para expandir as atividades económicas alinhadas pela
taxonomia ou para permitir que as atividades económicas elegíveis para a
taxonomia se tornem alinhadas pela taxonomia; ou
c. esteja relacionada com a aquisição da produção de atividades económicas
alinhadas pela taxonomia e com medidas individuais que capacitem a
transformação das atividades em causa em atividades hipocarbónicas ou que
permitam reduções das emissões de gases com efeito de estufa, desde que
essas medidas sejam aplicadas e estejam operacionais no prazo de 18 meses.
Em 2023, o denominador do KPI de Opex inclui 1.990.313 Euros de gastos de conservação e
reparação e 485.570 Euros de gastos com rendas e alugueres, reconhecidos conforme as
políticas contabilísticas detalhadas nas Nota 2.5 e 2.6, das demonstrações financeiras
consolidadas e notas anexas. Os montantes acima estão incluídos nas demonstrações
consolidadas dos resultados por naturezas na rubrica “Fornecimentos e serviços
externos” (Nota 29 das demonstrações financeiras consolidadas e notas anexas). Não são
incluídos montantes da rubrica “Gastos com o pessoal”, uma vez que não incorporam gastos
de naturezas que cumpram a definição de Opex total da taxonomia.
O total de Opex, conforme apresentado na tabela acima, não é considerado material ao modelo
de negócio do Grupo Ramada uma vez que representa apenas 2,0% do total dos seus gastos
operacionais em 2023, decorrente de o facto de o Grupo não incorrer em gastos significativos
de pesquisa e desenvolvimento no âmbito da IAS 38, nem serem materiais os gastos de
manutenção e reparação de ativos e de locações de curto prazo.
147
d. Atividades relacionadas com a energia nuclear e o gás fóssil (Modelo 1)
O Grupo considera que não realiza, financia ou tem exposições relacionadas com a energia
nuclear e com o gás fóssil apresentadas no modelo 1 abaixo.
image.png
4. Próximos passos na aplicação da Taxonomia
Durante o ano de 2024, o Grupo Ramada continuará a desenvolver ações para responder
adequadamente aos requisitos do regulamento da taxonomia e aplicação dos critérios de
alinhamento do Ato Delegado Clima e do Ato Delegado Ambiental. O Grupo Ramada irá
igualmente acompanhar as atualizações da Taxonomia e possíveis extensões a outras
atividades económicas e implementação de orientações da Comissão Europeia que possam ter
um impacto significativo na classificação de elegibilidade e alinhamento do Grupo Ramada.
148
SOCIAL
Capital Humano
Para o Grupo Ramada, os colaboradores são o seu principal ativo e um fator essencial para a
continuidade do sucesso do negócio e das operações no mercado em que atua. Como tal,
procura proporcionar aos seus 484 colaboradores um ambiente de trabalho inclusivo, seguro,
promotor de capacitação e desenvolvimento pessoal, envolto numa cultura de proximidade e
valorização.
image.png
No final de 2023, as mulheres constituíam cerca de 15% dos colaboradores do Grupo Ramada,
mais 4% do que em 2022. Entre a totalidade dos colaboradores, 54% tem menos de 44 anos e
19% possui uma formação académica superior.
Dado o nível de escolaridade
predominante (ensino secundário), o
Grupo Ramada apoia a educação dos
colaboradores e das suas famílias
atribuindo, anualmente, subsídios de
estudo, diversas bolsas e prémios de
mérito e excelência, promovendo o seu
desenvolvimento contínuo.
image.png
125 colaboradores e 251 filhos de
colaboradores beneficiaram de
bolsas de estudo e/ou mérito
O Conselho de Administração da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. é composto por 6
elementos, todos de idade superior a 50 anos
image.png
149
image.png
image.png
Igualdade de Oportunidades e Diversidade
Para garantir a manutenção de um local de trabalho digno e justo, o Grupo Ramada promove
ativamente a dignidade e o bem-estar físico e mental dos seus colaboradores, o respeito pelos
direitos humanos, a inclusão e a diversidade, assegurando a igualdade de oportunidades para
todos. Para o Grupo, estes são valores indubitáveis e intransmissíveis, de importância capital,
pelo que assume o compromisso de adotar práticas, processos e procedimentos que repudiam
a discriminação e quaisquer tratamentos diferenciados em função de ascendência, idade, sexo,
orientação sexual, identidade de género, estado civil, situação familiar, situação económica,
instrução, origem ou condição social, património genético, capacidade de trabalho reduzida,
deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica ou raça, território de origem, língua,
religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical.
O respeito pela dignidade humana e o cumprimento estrito de toda a legislação aplicável nesta
matéria são, de resto, princípios basilares para o Grupo Ramada com a área de recursos
humanos a garantir o cumprimento dos direitos humanos e restantes requisitos legais, a par
das Convenções da Organização Internacional do Trabalho.
150
No domínio da diversidade, o Conselho de Administração do Grupo Ramada atua em dois
eixos de relevo:
Recursos Humanos
Para que:
a. As políticas de progressão na carreira, avaliação de
desempenho e revisões salariais sejam definidas com base
nas preocupações de promoção da diversidade;
b. Nos processos de recrutamento, procurem promover essa
diversidade, apresentando sempre listas de potenciais
trabalhadores a recrutar suficientemente representativas de
ambos os géneros.
Áreas Operacionais
Para que:
a. As equipas multidisciplinares formadas no âmbito dos mais
variados projetos sejam constituídas sempre com base na
preocupação de uma representatividade equilibrada.
Espelhando a importância que o Grupo Ramada atribui ao princípio da Igualdade, todos os
anos é preparado e apresentado o Plano para a Igualdade de Género, com vista a contribuir
para a promoção de equipas mais dinâmicas, produtivas e equilibradas. Não obstante, o Grupo
continua a trabalhar para reduzir o seu gap de género, sendo que em 2023 observou-se um
aumento de 4% de mulheres, face a 2022.
image.png
image.png
151
image.png
image.png
Formação e Desenvolvimento
O Grupo Ramada reconhece os seus colaboradores como um elemento-chave e, por isso,
investe na atração e retenção do talento, no desenvolvimento de competências e aptidões,
capacitando as suas pessoas para dar resposta aos desafios atuais e futuros.
O Grupo opera, de resto, num setor em que a experiência e o conhecimento técnico são
fundamentais, pelo que o potencial de cada colaborador deve ser plenamente realizado. Como
tal, investe na formação contínua, tema material para o Grupo, e na avaliação do desempenho
dos seus colaboradores. A formação possui, portanto, um papel essencial e estratégico para o
desenvolvimento e crescimento não só das pessoas, mas do próprio negócio. Em 2023,
resultado desse investimento, foram asseguradas mais de 23.518 horas de formação em
diversas áreas, destacando-se a ação em Contexto de Posto de Trabalho que representou,
aproximadamente, 52% do total.
O ligeiro aumento no número de horas de formação (23.231 horas em 2022 e 23.518 horas em
2023) é justificado pela redução da atividade económica da empresa e pelo menor número de
contratações, dado que parte significativa do total de horas de formação é feita em contexto de
aprendizagem inicial e através da realização de formações internas de duração mais curta.
152
Em 2023, o Grupo Ramada promoveu ações de formação em diversas áreas:
image.png
O Grupo Ramada, através do Plano de Formação Anual, implementa mecanismos específicos
para o desenvolvimento de formações, ao longo do ano. O Plano é adequado e definido
segundo o levantamento das necessidades formativas dos colaboradores para as diferentes
áreas do negócio e é apoiado por um software de gestão de formação.
image.png
153
image.png
Para o Grupo Ramada, a realização de estágios é uma forma de contribuir para a formação
dos mais jovens, partilhar conhecimento e descobrir novos talentos. Em 2023, foram acolhidos
e formados pelas equipas do Grupo dois estagiários.
Em 2023, o Grupo Ramada lançou uma nova plataforma informática - Cosmos - para otimizar o
processo de Avaliação de Desempenho Anual, tornando mais eficiente e sistematizado o
armazenamento e a consulta dos dados. Para o/a colaborador/a a nova plataforma reveste-se
de particular importância, dado que a informação passa a estar permanentemente disponível.
Cada pessoa tem a sua própria conta, à qual pode aceder a qualquer momento, tornando o
processo muito mais ágil e próximo.
O Grupo Ramada implementa, ainda, um Plano de Desenvolvimento Pessoal para os
colaboradores cujo desempenho se verificou abaixo do esperado, visando a melhoria da sua
produtividade e a qualidade do seu trabalho. O Plano de Desenvolvimento Pessoal serve,
também, para alavancar competências de talentos dentro da organização, através do
financiamento de formação de longa duração, nomeadamente licenciaturas, bacharelatos,
MBAs, outros. Desta forma, a organização procura fomentar o crescimento e o
desenvolvimento dos seus colaboradores, salientando a sua importância dentro do Grupo
Ramada e no mercado de trabalho através de: maior polivalência, confiança e conhecimento;
evolução positiva na qualidade e quantidade do trabalho; e melhoria da organização,
planeamento diário e trabalho em equipa. O Plano é, ainda, facultativo para todos os
colaboradores que se proponham, ou sejam propostos pelos seus line managers, a melhorar
áreas específicas de conhecimento ou para avançar na sua escolaridade ou educação
superior.
96 %
dos colaboradores abrangidos pela avaliação de
desempenho em 2023
image.png
154
Bem-Estar, Saúde e Segurança
O Grupo Ramada atua num setor de atividade onde a preocupação com o bem-estar, a saúde
e a segurança dos seus colaboradores é acrescida, motivo pelo qual este tema é considerado
material para a organização. O Grupo desenvolve várias iniciativas e ações com vista a manter
condições de trabalho seguras para todos e a aumentar a consciencialização face à saúde e à
segurança no trabalho.
image.png
Para a melhoria das condições de segurança,
foi feita a substituição de quadros elétricos no
âmbito do Decreto-Lei n.º 50/2005, a
remodelação da cobertura das naves e a
mudança da iluminação na Planfuro Global.
Com o objetivo de promover o bem-estar e o
fácil acesso dos colaboradores a cuidados de
saúde, a Planfuro Global realizou obras para
a criação de um espaço para consultório
médico.
image.png
Decorrente da auditoria de novembro 2022, o
parecer incluiu também a renovação da
certificação de Ambiente e Segurança da
Ramada Aços.
As equipas continuam a trabalhar na
certificação de segurança ISO 45001:2018,
garantindo o cumprimento do Decreto-lei n.º
50/2005. Ao longo do último trimestre a
estantaria presente na Direção Industrial foi
certificada, tal como diversas lingas e ainda a
máquina GOODA, recentemente adquirida
para o setor de Maquinagem.
Realização de simulacros periódicos de
Ambiente nas unidades da Planfuro Global,
Universal Afir e Ramada Aços em Braga,
Marinha Grande e Ovar, com o objetivo de
verificar procedimentos e testar meios
humanos e materiais. Estes simulacros
incidiram essencialmente sobre contenção
em caso de derrame e são fundamentais para
garantir uma melhor resposta e preparação
das equipas.
155
image.png
Com o objetivo de sensibilizar de forma prática e dinâmica para procedimentos de segurança
e comportamentos seguros, o Grupo celebrou o Dia Nacional da Segurança e Saúde no
Trabalho com um conjunto de provas que trabalharam temas como a Movimentação
Mecânica de Cargas, Caixa de Primeiros Socorros, Segurança na Condução de Empilhador,
Organização do Local de Trabalho e Equipamentos de Proteção Individual.
Em 2023, a Ramada Aços integrou exercícios laborais de prevenção de lesões músculo-
esqueléticas nos Diálogos de Segurança, uma iniciativa que reúne as equipas numa
conversa de 5 minutos sobre a temática da Segurança.
O Grupo Ramada assinalou, no último trimestre de 2023, a Quinzena da Saúde e da
Segurança, uma iniciativa que tem como objetivo promover a saúde, o bem-estar e a
segurança dos colaboradores e combater os riscos psicossociais através de diferentes
atividades. Nesse âmbito, o desafio ‘Estamos em forma’ incentivou os colaboradores a
praticar exercício físico de forma regular, a adotar hábitos de alimentação saudável com a
realização de um Mercado de Frutas e Legumes e distribuição de fruta ou snacks saudáveis.
Foi, também, no decorrer da Quinzena da Saúde e da Segurança que a Ramada Aços
revelou a sua nova mascote: o Steelo, que irá servir como 'porta-voz’ para os temas da
segurança, ambiente e, também, qualidade.
Na Socitrel, para além das formações em Segurança no Trabalho e dos serviços de medicina
disponibilizados, são efetuadas avaliações nas áreas de ergonomia, contaminantes químicos,
ruído e luminância.
Em 2023 foi, mais uma vez, atingido o objetivo de zero fatalidades como consequência de
acidentes de trabalho. O número de acidentes diminuiu 24% face a 2022, sendo que na
Ramada Aços, em Ovar, ocorreram 3 acidentes de trabalho de consequência grave, com
comunicação à ACT, no 2.º semestre de 2023.
image.png
156
2022
2023
Taxa de frequência de acidentes1
45,27
65,97
Taxa de gravidade dos acidentes2
1,33
1,48
Índice de acidentes de trabalho3
117,46
84,49
1 Calculada tendo em conta o número de acidentes de trabalho com baixa e o número de horas trabalhadas
2 Calculada tendo em conta o número de dias perdidos e o número de horas trabalhadas
3 Calculado tendo em conta o número de acidentes de trabalho pelo número de horas trabalhadas
Verifica-se uma redução do índice de acidentes de trabalho de 2022 para 2023 pela redução de
acidentes por horas trabalhadas, justificada pelo aumento da cultura de segurança através da
formação/sensibilização dos colaboradores em matéria de segurança.
Benefícios, Compensações e Iniciativas
O Grupo Ramada tem consciência da importância do capital humano para a concretização de
uma estratégia de sucesso sustentado e, por isso mesmo, compromete-se com a oferta de um
ambiente de trabalho saudável, seguro e motivador. Como tal, ao longo de 2023, foram
oferecidos benefícios e compensações e realizadas iniciativas que promoveram o bem-estar, a
saúde e a segurança de todos os colaboradores.
Cartão Presente
Seguro de Saúde
“O Meu Dia Ramada”
De forma a expressar votos
de boas festas e de contribuir
para as celebrações da época
natalícia, o Grupo distribuiu
cartões presente aos
colaboradores, entregando
também um cartão para os
filhos até aos 10 anos de
idade.
O seguro de saúde dos
colaboradores das empresas
Planfuro Global, Ramada
Aços e Universal Afir foi alvo
de atualização: o preço do
seguro que inclui os cônjuges
e os descendentes foi
alterado; procedeu-se ao
prolongamento do seguro
para descendentes com mais
de 25 anos; fez-se um ajuste
no copagamento das
consultas de urgência; deixou
de haver um limite para o
número de consultas de
Psiquiatria; e foi dado acesso
a preços convencionados em
estomatologia.
Os vídeos da iniciativa ‘O Meu
Dia Ramada’ continuaram, em
2023, a dar a conhecer o dia-
a-dia das diferentes
profissões e funções do
Grupo Ramada a partir da
perspetiva de quem as vive.
Ao mesmo tempo, estes são
também partilhados
externamente como forma de
promover o Grupo enquanto
entidade empregadora.
157
Concurso de Fotografia
Newsletter + Ramada
TimeWeb
Com o objetivo de tornar os
dias dos colaboradores mais
alegres, incentivando, ao
mesmo tempo, a criatividade,
a partilha e o
companheirismo, realizou-se,
em 2023, mais uma edição do
Concurso de Fotografia de
Natal, desta vez com o tema
“Como passar um Natal
Seguro no Grupo Ramada?”.
As imagens natalícias cheias
de criatividade e sentido de
humor foram a votos e saíram
3 equipas vencedoras, que
receberam como prémio um
Cabaz de Natal com produtos
alimentares.
O Grupo Ramada conta com
newsletters trimestrais que
promovem uma partilha
regular e consistente de
projetos, iniciativas,
estratégias e boas práticas.
Foram lançados vídeos
explicativos sobre o
TimeWeb, uma plataforma de
gestão da assiduidade dos
colaboradores. Os vídeos
curtos explicam, passo-a-
passo, como funciona o
TimeWeb, sendo que os
colaboradores podem aceder
à plataforma a qualquer
momento e poupar tempo nos
seus processos de recursos
humanos.
O TimeWeb está, também, a
ser implementado na Planfuro
Global.
image.png
Ao longo do ano de 2023, o Grupo adotou uma série de iniciativas:
image.png
158
Desenvolvimento e Apoio às Comunidades
No decorrer de 2023, o Grupo Ramada continuou a prestar apoio à comunidade, através da
atribuição de donativos, monetários e em género, a 46 entidades e iniciativas de cariz social,
que prestam serviço à sociedade nas áreas de:
Clubes Desportivos
UNICEF
Liga Portuguesa Contra o Cancro
Fundação Serralves
Ensino Superior
Instituições de Solidariedade Social
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Em dezembro de 2023, a Planfuro Global fez um donativo aos Bombeiros Voluntários de Vieira
de Leiria para a aquisição de um Emergency Plug, um equipamento de segurança utilizado na
área de Salvamento e Desencarceramento.
image.png
159
GOVERNANCE
Conduta Empresarial
O Grupo Ramada adota um conjunto de princípios e valores éticos que potenciam o sucesso
do seu negócio, consolidando a relação de confiança e proximidade com as suas partes
interessadas.
Governação e Ética
O modelo de governance aplicado pela holding do Grupo Ramada - Ramada Investimentos e
Indústria, S.A. - encontra-se em conformidade com a dimensão e as exigências da Sociedade,
promovendo uma comunicação ativa entre os órgãos sociais e uma gestão integrada baseada
na ética e na transparência, que envolve equipas multidisciplinares no seio das várias direções
e áreas operacionais. O Grupo assegura, assim, uma maior eficiência de processos, focada no
desenvolvimento do negócio e das suas pessoas, na identificação de riscos e oportunidades,
na conceção de novas estratégias e na criação de valor para as suas partes interessadas.
A estrutura de governance do Grupo é composta por quatro órgãos sociais, contando, também,
com uma Comissão de Remunerações.
image.png
O Conselho de Administração é o órgão responsável pela definição e execução do modelo
de gestão e pela tomada de decisões estratégicas e operacionais, contando com um
Presidente que exerce, também, as funções de CEO. Este órgão está em constante articulação
com as restantes equipas de gestão, definindo os mecanismos de controlo e identificando os
riscos e as medidas de mitigação do processo de gestão de impactos, garantindo, em
simultâneo, o bem-estar dos colaboradores. Cabe, ainda, ao Conselho de Administração a
definição e adoção de códigos e políticas que dão cumprimento às exigências legais,
consolidando a sua prestação em matéria de compliance legal e regulatória.
O Conselho de Administração do Grupo Ramada integra 6 membros, 4 executivos e 2 não
executivos, eleitos pelos acionistas em Assembleia Geral, existindo um membro independente.
O mandato dos membros do Conselho de Administração tem a duração de três anos, sendo
renovável por uma ou mais vezes. Todos os membros possuem um elevado nível de
160
senioridade, experiência e conhecimento, a quem compete praticar todos os atos de gestão,
tendo por fim o interesse da Sociedade, dos acionistas e dos trabalhadores, a par das
restantes partes interessadas, contribuindo para a estabilidade e o sucesso do negócio do
Grupo Ramada.
Com o intuito de monitorizar o impacto das suas atividades, o Grupo Ramada adota uma
conduta sustentável ao nível ambiental, social e económico/de governance. Cabe, assim, ao
Conselho de Administração assegurar o cumprimento contínuo dos objetivos ESG do Grupo
Ramada e validar o relato anual de sustentabilidade.
A definição das suas remunerações assenta em critérios de avaliação de desempenho e de
objetivos, de natureza financeira e não financeira, nomeadamente ambientais, sociais e de
governance, alinhados com a estratégia empresarial do Grupo, o seu compromisso com o
desenvolvimento sustentável e o cumprimento dos valores e princípios éticos que o norteiam.
A remuneração dos membros executivos do Conselho de Administração conta com uma
componente variável para o alinhamento dos seus interesses com os dos acionistas com base
em critérios objetivos e pré-definidos, assentes em indicadores de desempenho para cada
mandato, alinhados com a estratégia de desempenho e o crescimento do negócio.
Comissão de Remunerações
Eleita pelos acionistas em Assembleia Geral;
Responsável pela avaliação de desempenho e
conceção das políticas de remuneração dos órgãos
sociais, em conformidade com os requisitos legais
impostos pelo Código dos Valores Mobiliários e
alinhada com as políticas dos peers do Grupo e as
melhores práticas de mercado;
Responsável pela aplicação das políticas de
remuneração, monitorizando a sua contínua
adequação à realidade da Sociedade.
image.png
A elaboração da Declaração sobre a Política de Remuneração e Compensação dos
Órgãos Sociais é submetida a aprovação da Assembleia Geral, que conta com a participação
de um dos membros da Comissão de Remunerações sempre que a Política integra a Ordem
de Trabalhos.
Cultura Ética, Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Corrupção e ao Suborno
O Grupo Ramada reconhece a ética como um pilar que sustenta todas as suas relações,
internas e externas. Por esse motivo, o Conselho de Administração implementou o Código de
Ética e de Conduta, em conformidade com a Declaração Universal dos Direitos Humanos das
Nações Unidas, onde estabelece os princípios e as regras comuns, como a integridade, a ética,
a transparência e a honestidade na tomada de decisão, a cooperação e o profissionalismo nas
relações, o estrito cumprimento da lei e dos regulamentos externos e internos, a lealdade, o
161
rigor e a boa-fé na condução do negócio, a confidencialidade no tratamento da informação e o
tratamento diligente e moderado de todos os instrumentos de trabalho e bens do Grupo, a
todos os seus colaboradores e representantes do Grupo.
O Código de Ética e de Conduta, aplicável transversalmente a todos os níveis da
organização, regula o relacionamento do Grupo Ramada com os seus stakeholders.
i. Todos os Colaboradores do Grupo Ramada devem orientar a sua conduta pelos seguintes
princípios:
• Estrito cumprimento da lei, dos regulamentos, das recomendações e das disposições
estatutárias, bem como das regras internas, das políticas e das linhas de orientação
do Grupo Ramada;
• Integridade, ética, transparência e honestidade na tomada das decisões;
• Cooperação e profissionalismo nas relações com os Parceiros e com as
comunidades locais em que cada empresa do Grupo Ramada se insere;
• Condução dos negócios dentro de um quadro de lealdade, rigor e boa-fé no
cumprimento dos objetivos do Grupo Ramada;
• Elevada consciência da necessidade de tratamento confidencial de toda a
informação que se produz ou à qual se tem acesso no exercício das funções;
• Tratamento diligente e parcimonioso de todos os instrumentos de trabalho ou bens
das empresas do Grupo Ramada, zelando pela sua proteção e pelo seu bom estado
de conservação abstendo-se de qualquer utilização em benefício próprio.
ii. Regras de Comportamento e Relações do Grupo com os stakeholders:
image.png
Relações com
Colaboradores
image.png
Relações com Autoridades,
Instituições e Comunidades
Locais
• Direitos Humanos: O Grupo Ramada
rejeita a discriminação e quaisquer
tratamentos diferenciados em função
de raça, género, origem étnica ou
social, orientação sexual, política,
associação sindical ou convicção
religiosa;
• Presentes, Suborno e Corrupção: O
Grupo Ramada exige uma atuação
aberta e transparente, livre de
corrupção e suborno, por parte de
colaboradores e parceiros;
• Conflitos de Interesses: O Grupo
Ramada impossibilita a intervenção em
processos de tomada de decisão nas
quais exista um interesse económico
ou pessoal.
Todos os colaboradores do Grupo Ramada
devem adotar um comportamento íntegro,
honesto e transparente e cumprir as normas
aplicáveis, nacionais e internacionais, para o
combate à corrupção.
• Promoção da concorrência leal,
enquanto impulsionadora de
desenvolvimento e inovação;
• Promoção do desenvolvimento
socioeconómico das comunidades em
que opera;
• Cooperação com as Autoridades
Públicas, Instituições e Comunidades
Locais.
162
image.png
Relações com Acionistas
image.png
Relações com Parceiros
• Criar valor, promovendo a excelência
no desempenho profissional, a boa
gestão de recursos, a responsabilidade
social e o desenvolvimento sustentável.
• Cumprir as obrigações contratuais
assumidas, através de boas práticas
comerciais e deontológicas.
100 %
Colaboradores recebem o Código de Ética e de
Conduta no momento da contratação
0
Denúncias relativas a assédio no trabalho
O Grupo Ramada dispõe de um mecanismo específico para a comunicação de irregularidades
que consubstanciem violações de natureza ética ou legal com impacto significativo nos
domínios da contabilidade, da luta contra a corrupção e do crime bancário e financeiro
(Whistleblowing). Se ao Conselho de Administração chegar algum pedido de esclarecimento ou
manifestação de preocupação relacionado com o sistema de Whistleblowing, remetê-lo-á, de
imediato, para o Conselho Fiscal.
0
Denúncias relativas a irregularidades relacionadas com o
instituído no Código de Ética e de Conduta
O Grupo Ramada conta, também, com uma série de outras políticas que considera essenciais 3:
Política de Direitos
Humanos
Política de Participação
nas Comunidades
Política de Prevenção e
Combate ao
Branqueamento de
Capitais e Financiamento
do Terrorismo
Plano para a Igualdade de
Género
Código de Conduta de
Prevenção da Corrupção e
Infrações Conexas
Regulamento de
Transações com Partes
Relacionadas e Conflitos
de Interesses
O Código de Conduta de Prevenção de Corrupção e Infrações Conexas define um
conjunto de princípios e regras de atuação para todos os colaboradores do Grupo Ramada,
independentemente do cargo, e para todos os que representem ou se relacionem com o Grupo
tendo sempre em consideração as normas penais referentes à corrupção e infrações conexas
e os riscos de exposição a esta tipologia de crimes.
163
3 Os documentos mencionados estão disponíveis publicamente, podendo ser consultados no website da Ramada
Investimentos
O Grupo conta, também, com o Programa de Cumprimento Normativo, em conformidade
com o RGPC – Regime Geral de Prevenção da Corrupção, que visa prevenir, detetar e
sancionar atos de corrupção e infrações conexas, sendo submetido a avaliações para analisar
a sua eficácia e garantir melhorias. O Conselho de Administração do Grupo Ramada nomeou
um Responsável pelo Cumprimento Normativo (RCN), em conformidade com o RGPC, que tem
como objetivo assegurar e controlar a execução do Programa de Cumprimento Normativo,
exercendo as suas funções de forma independente, permanente e autónoma. Este programa
inclui:
Código de Ética e de
Conduta
Deve ser lido em conjunto com o Código de Conduta de Prevenção de
Corrupção e Infrações Conexas.
Plano de Prevenção
de Riscos de
Corrupção e
Infrações Conexas
(PPR)
Abrange toda a organização e atividades, incluindo áreas de
administração, direção, operacionais ou de suporte. Integra:
• A identificação, análise e classificação dos riscos e das
situações que possam expor o Grupo a atos de corrupção e
infrações conexas, tendo em conta a realidade do setor e as
áreas geográficas em que a organização atua;
• Medidas preventivas e corretivas para reduzir a probabilidade
de ocorrência e o impacto dos riscos e das situações
identificadas.
Programa de
Formação
Programas de formação interna para todos os colaboradores, de
modo a que conheçam e compreendam as políticas e os
procedimentos de prevenção da corrupção e infrações conexas
implementados.
Canal de Denúncias
Interno
Assegura a receção, processamento e tratamento de queixas, em
articulação com o órgão de fiscalização, de acordo com as
disposições legais e regulamentares em vigor e com os princípios e
regras presentes no Código de Ética.
Código de Prevenção de Corrupção e Infrações Conexas
image.png
O incumprimento do Código de Conduta de Prevenção de Corrupção e
Infrações Conexas pode constituir um ilícito disciplinar e/ou uma
violação contratual.
As consequências decorrentes podem englobar alterações de
procedimentos, necessidades de formação, resoluções de contratos e
sanções disciplinares, sendo sempre adequadas e proporcionais à
gravidade da infração cometida e à culpabilidade do infrator, ou
responsabilidade civil e/ou criminal de cada colaborador, perante as
empresas do Grupo Ramada ou terceiros.
Por cada infração é elaborado um relatório que integra as regras
violadas, a sanção aplicada e as medidas adotadas ou a adotar. O
Código de Conduta é revisto a cada três anos ou sempre que sejam
necessárias alterações nas atribuições ou na estrutura orgânica ou
societária do Grupo, que justifiquem a sua revisão. Até ao momento
não são conhecidas situações de corrupção e suborno nas empresas
do Grupo.
164
Os Direitos Humanos são garantias jurídicas para o verdadeiro respeito da dignidade humana e
são inerentes a todos, sem qualquer exceção. Como tal, o Grupo Ramada implementa a
Política de Direitos Humanos (DH), através da qual assegura o respeito pelos direitos
humanos e laborais, nomeadamente:
▪ a não discriminação;
▪ a dignidade humana;
▪ a igualdade de direitos;
▪ a segurança e o bem-estar;
▪ a educação;
▪ o desenvolvimento pessoal e profissional;
▪ a liberdade de consciência, organização, associação, opinião, expressão e religiosa.
A Política de DH está em conformidade com o Código de Ética e de Conduta e com o Plano
para a Igualdade de Género definidos pelo Grupo, disponíveis no website da holding, e
transpõe as regras divulgadas pelas entidades comunitárias e internacionais, nomeadamente o
United Nations Global Compact, os Princípios Orientadores da Organização das Nações
Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, o Guia da Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre o Dever de Diligência para uma Conduta
Responsável das Empresas e a Diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa ao
Dever de Diligência das Empresas e à Responsabilidade Empresarial. A Política de DH é
revista periodicamente, com base na informação divulgada nos relatórios anuais, sendo
assegurada a comunicação das alterações, e aplica-se a todos os colaboradores e às restantes
entidades com as quais se relacionem económica, institucional ou socialmente.
Neste âmbito, o Grupo Ramada possui um Canal de Reporte de Denúncias, acessível a todos
publicamente, facilitando a exposição de situações potencialmente negativas nesta matéria. A
Política de DH está disponível no website da holding e é, ainda, comunicada diretamente aos
colaboradores via email. As equipas das áreas de sustentabilidade e recursos humanos são
responsáveis pela implementação e monitorização da Política e pela promoção dos direitos
humanos e laborais.
O Grupo Ramada conta com o seu Plano para a Igualdade de Género, revisto anualmente,
para consubstanciar os seus esforços em matéria de igualdade de tratamento e oportunidades
entre homens e mulheres. O Plano atua em 5 dimensões:
Igualdade no acesso ao emprego
Objetivo
Garantir a observância dos princípios da igualdade e não discriminação nos
processos e procedimentos de seleção e recrutamento.
Medidas
Continuar a assegurar que os processos de recrutamento apresentam sempre
listas de potenciais colaboradores, suficientemente representativas de ambos os
sexos.
Fomentar e promover o equilíbrio entre equipas, em especial em áreas onde
tradicionalmente predomina um dos sexos.
Manter os princípios da igualdade e não discriminação no âmbito do plano de
formação.
Igualdade nas condições de trabalho
Objetivo
Garantir que todas as trabalhadoras e trabalhadores desempenham a sua
atividade em iguais condições e que a avaliação e progressão respeitam
integralmente os princípios da igualdade e não discriminação.
165
Medidas
Continuar a assegurar que as políticas de progressão na carreira e avaliação de
desempenho são definidas tendo por base preocupações de promoção da
diversidade para as mesmas funções.
Continuar a assegurar que a progressão não depende de critérios relacionados
com a disponibilidade dos colaboradores ou com as suas responsabilidades
familiares.
Reforçar a igualdade de género no âmbito dos planos de desenvolvimento de
competências de gestão e liderança.
Igualdade remuneratória
Objetivo
Garantir uma política de gestão de remunerações baseada no mérito e nos
princípios da igualdade e não discriminação.
Medidas
Continuar a assegurar que as regras em matéria de igualdade e não
discriminação são observadas na definição dos conteúdos funcionais.
Continuar a assegurar a igualdade e não discriminação na atribuição de
benefícios, os quais devem estar associados a critérios objetivos.
Proteção da Parentalidade
Objetivo
Garantir a proteção da parentalidade e o respeito integral pelos princípios da
igualdade e não discriminação em sede de parentalidade.
Medidas
Promover o gozo dos direitos relacionados com a parentalidade nas diferentes
dimensões.
Continuar a assegurar a igualdade e não discriminação na atribuição de
benefícios relacionados com a parentalidade, os quais devem estar associados a
critérios objetivos.
Continuar a assegurar a divulgação de informação sobre legislação relativa à
proteção da parentalidade.
Conciliação entre a atividade profissional e a vida familiar e pessoal
Objetivo
Garantir a promoção de formas de conciliação da atividade profissional com a
vida familiar e pessoal.
Medidas
Incentivar a participação nas iniciativas escolares dos filhos dos colaboradores.
Possibilitar, sempre que necessário e se revelar possível e compatível com a
atividade desempenhada, o trabalho a partir de casa.
Utilizar linguagem e imagem não discriminatórias e inclusivas em função do sexo
na promoção e divulgação das políticas e práticas em matéria de conciliação
entre a vida profissional, familiar e pessoal.
Para o Grupo Ramada a responsabilidade social passa pelo impacto positivo nas comunidades
locais em alinhamento com o crescimento sustentável do seu negócio. Como tal, desenvolveu
a Política de Participação nas Comunidades, disponível publicamente e aplicável a todos os
colaboradores do Grupo e às restantes entidades com as quais se relaciona a nível económico,
institucional e social, que promove o desenvolvimento de serviços de saúde e bem-estar, o
empreendedorismo e outras iniciativas culturais, educacionais e sociais.
O Grupo Ramada possui ferramentas que facilitam o reconhecimento e a gestão das
necessidades e interesses das comunidades locais e também a identificação de
oportunidades de investimento a longo prazo para o desenvolvimento sustentável,
socialmente inclusivo e ambientalmente responsável.
166
O Regulamento sobre Transações com Partes Interessadas e Conflitos de Interesses, em
vigor, estabelece as regras relativas a transações com partes interessadas em que seja parte a
Ramada Investimentos e Indústria, S.A., ou outra sociedade por si controlada, sendo aplicável,
sem prejuízo das obrigações legais e regulamentares da Ramada Investimentos e seus
dirigentes, nomeadamente no que diz respeito à divulgação de informação privilegiada. Cabe
aos dirigentes do Grupo assegurar que as transações são previamente submetidas às
deliberações previstas no Regulamento e comunicar à Sociedade a existência de conflitos de
interesse que possam afetar a sua independência na tomada da decisão. A cada seis meses, o
Conselho Fiscal é informado sobre as deliberações referentes a transações com partes
relacionadas em que não tenha participado.
0
Situações de conflitos de interesse
A cultura da Ramada assenta, também, nos princípios de transparência, responsabilidade e
integridade assegurados pela Política de Prevenção e Combate ao Branqueamento de
Capitais e Financiamento do Terrorismo. Neste domínio, o Grupo define as diretrizes quanto
ao conhecimento da identidade dos seus clientes, fornecedores e parceiros, por parte dos seus
colaboradores e órgãos sociais. A Política inclui normas e valores éticos comuns a todos os
membros dos órgãos de gestão e supervisão, colaboradores e prestadores de serviços do
Grupo. De notar que o cumprimento da política não prejudica a sujeição das sociedades
participadas pela Ramada à legislação local aplicável, pelo que devem ser adotados os
modelos de risco adequados às realidades legais, comerciais e operacionais.
image.png
Como é que o Grupo monitoriza e
identifica possíveis situações de
risco?
• Dispõe de canais de denúncia para a receção,
tratamento e registo das comunicações de
irregularidades associadas com a Política;
• Implementa um Modelo de Gestão de Risco
que rastreia os dados de identificação de
potenciais clientes, fornecedores, parceiros e,
quando aplicável, dos seus acionistas,
representantes legais e beneficiários efetivos.
Antes de iniciar a relação de negócios, o Modelo aplica uma abordagem preventiva baseada em três
procedimentos, monitorizando, posteriormente, eventuais riscos futuros:
image.png
Paralelamente, as sociedades do Grupo devem adotar uma postura colaborativa e transparente
na partilha de informação, possibilitando o controlo eficiente do branqueamento de capitais e
financiamento do terrorismo. Com base nos resultados dos procedimentos de gestão, o Grupo
avalia a possibilidade de manutenção ou cessação das relações de negócio em causa.
No âmbito da implementação de todas estas políticas do Grupo Ramada, os colaboradores têm
ao seu dispor um canal aberto de comunicação com a área de Recursos Humanos para
esclarecimento de dúvidas, aconselhamento e auxílio na aplicação das políticas em vigor.
O Grupo Ramada promove, ainda, um acompanhamento permanente do Conselho de
Administração à gestão de topo, de forma a garantir o registo contínuo de situações que exijam
respostas imediatas, designadamente preocupações críticas, sendo que, em 2023, não se
verificou nada de relevante neste âmbito.
167
SOBRE O RELATÓRIO
Âmbito, Período e Estrutura de Reporte
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A. publica anualmente o seu Relatório de
Sustentabilidade, sendo o presente Relatório referente ao período entre 1 de janeiro de 2023 e
31 de dezembro de 2023.
O Relatório apresenta informação consolidada da Ramada Investimentos e Indústria, S.A.
(Ramada Aços, S.A. | Universal Afir, S.A. | Planfuro Global, S.A. | F. Ramada II – Imobiliária,
S.A. | Socitrel – Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A. | Blau Stahl).
Importa salientar que ao reporte de informação financeira do Grupo Ramada acrescem, ainda,
as seguintes empresas: Socitrel Espana, S.A., Expeliarmus - Consultoria, Unipessoal, Lda.,
Socitrel Solar, Unipessoal, Lda., Ramada Solar, Unipessoal, Lda. e FisioShare - Gestão de
Clínicas, S.A..
Global Reporting Initiative (GRI)
O presente Relatório foi preparado em conformidade com as Normas da Global Reporting
Initiative, na sua versão de 2021. Para mais informações, consultar a Tabela GRI.
Adicionalmente, sempre que possível e relevante foi apresentada informação relativa aos anos
anteriores, fornecendo uma visão comparativa e de evolução do desempenho em matéria de
sustentabilidade.
Informação não financeira
Conforme estipulado pela Diretiva 2014/95/UE do Parlamento Europeu e do Conselho,
transposta para o ordenamento jurídico interno pelo Decreto-Lei n.º 89/2017 de 28 de julho, o
Grupo deve prestar informação sobre matérias não financeiras. Tal informação deverá ser
suficiente para uma compreensão da evolução, do desempenho, da posição e do impacto das
suas atividades, referentes, no mínimo, às questões ambientais, sociais e relativas aos
colaboradores, à igualdade entre mulheres e homens, à não discriminação, ao respeito dos
direitos humanos, ao combate à corrupção e às tentativas de suborno.
A informação não financeira prevista no Decreto-Lei n.º 89/2017 referente ao período de 2023
está incluída no presente relatório, sendo que se encontra incluída no anexo Tabela de
Correspondência com os requisitos definidos neste diploma (vide Tabela DL 89/2017).
Regulamento de Taxonomia da UE
Este relatório é, ainda, preparado de acordo com os requisitos legais vertidos no Regulamento
de Taxonomia da UE, nomeadamente a divulgação dos Indicadores Chave de Desempenho
específicos sobre a elegibilidade e alinhamento das atividades ambientais (vide subcapítulo
Verificação Externa
O presente Relatório não é sujeito a verificação por parte de entidade externa. 
Contactos
Para qualquer questão, esclarecimento ou dúvida acerca do presente Relatório ou com a
atuação da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. em matéria de sustentabilidade poderá
contactar através do e-mail [email protected].
168
INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR
GRI 2-7 Informação dos colaboradores
Informação dos Colaboradores
2023
Homens
Mulheres
Total
Colaboradores com contrato por tempo
indeterminado
379
61
440
Colaboradores com contrato a termo
33
11
44
Período Integral (full-time)
411
70
481
Período Parcial (part-time)
1
2
3
GRI 2-8 Trabalhadores que não são colaboradores
Trabalhadores que não são colaboradores
2023
Homens
Mulheres
Total
Número total de trabalhadores que não são
colaboradores
25
6
31
GRI 2-16 Comunicação de preocupações críticas ao mais alto órgão de governance
Comunicação de preocupações críticas ao mais alto órgão de governance
2023
Número de preocupações críticas registadas
0
GRI 2-21 Rácio de Remuneração Total Anual 4
Rácio da remuneração total anual
2023
Rácio de remuneração total anual do indivíduo mais bem pago da organização e
remuneração total anual média dos colaboradores (excluindo o mais bem pago)
Grupo Ramada
7
Rácio entre o aumento percentual na remuneração total anual do indivíduo mais
bem pago da organização e o aumento percentual médio na remuneração total
anual de todos os colaboradores (excluindo o mais bem pago)
Socitrel
-3
169
4 Para o indicador "Rácio de remuneração total anual do indivíduo mais bem pago da organização e remuneração total anual média dos
colaboradores (excluindo o mais bem pago)" as empresas incluídas no cálculo são: Ramada Aços, S.A.; Planfuro Global, S.A.; Universal
Afir, S.A.; F. Ramada II – Imobiliária, S.A.; Socitrel – Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A. e Blau Stahl, Unipessoal, Lda.
Para o indicador "Rácio entre o aumento percentual na remuneração total anual do indivíduo mais bem pago da organização e o
aumento percentual médio na remuneração total anual de todos os colaboradores (excluindo o mais bem pago)" a única empresa a
reportar este valor, em 2023, é a Socitrel.
GRI 2-27 Conformidade com leis e regulamentos
Conformidade com leis e regulamentos
2023
Número total de casos significativos de não conformidade com leis e
regulamentos
0
Valor total de multas para casos de não conformidade significativos
0
GRI 2-30 Negociação coletiva
Negociação Coletiva
2023
Homens
Mulheres
Total
Colaboradores abrangidos
por acordos de negociação
coletiva
92,0 %
92,0 %
92,0 %
Colaboradores sindicalizados
2022
2023
Homens
Mulheres
Total
Homens
Mulheres
Total
Percentagem de
colaboradores
sindicalizados
11,1 %
2,9 %
9,9 %
8,5 %
2,8 %
7,6 %
GRI 401-1 Novas contratações e rotatividade
Novas Contratações e Rotatividade
2022
2023
Homens
Mulheres
Total
Homens
Mulheres
Total
N.º de admissões e saídas
Colaboradores
admitidos
44
12
56
36
13
49
até 30 anos
21
7
28
7
4
11
30-50 anos
18
5
23
24
7
31
mais de 50 anos
5
1
6
5
2
7
Colaboradores que
saíram
45
3
48
67
17
84
até 30 anos
21
1
22
22
3
25
30-50 anos
16
1
17
29
13
42
mais de 50 anos
8
1
9
16
1
17
% de admissões e saídas
Colaboradores
admitidos
11 %
17 %
12 %
9 %
18 %
10 %
até 30 anos
5 %
10 %
6 %
2 %
6 %
2 %
30-50 anos
4 %
7 %
5 %
6 %
10 %
6 %
mais de 50 anos
1 %
1 %
1 %
1 %
3 %
1 %
Colaboradores que
saíram
11 %
4 %
10 %
16 %
24 %
17 %
até 30 anos
5 %
1 %
5 %
5 %
4 %
5 %
30-50 anos
4 %
1 %
4 %
7 %
18 %
9 %
mais de 50 anos
2 %
1 %
2 %
4 %
1 %
4 %
170
GRI 403-9 Acidentes de trabalho
Saúde e Segurança no Trabalho
2022
2023
Óbitos
0
0
Número de acidentes de trabalho
96
73
Número de acidentes de trabalho de consequência grave
exceto óbitos
1
3
Índice de óbitos resultantes de acidente de trabalho
0
0
Índice de acidentes de trabalho
117,5
84,0
Índice de acidentes de trabalho com consequência grave
(exceto óbitos)
1,2
3,5
Número de horas trabalhadas
817.294
863.996
GRI 404-1 Número Médio de horas de formação por colaborador
Número Médio de Horas de Formação por Colaborador
2022
2023
Homens
Mulheres
Total
Homens
Mulheres
Total
Média de horas de
formação durante o
período de reporte
48,4
44,9
47,9
47,0
56,0
49,0
Número Médio de Horas de Formação por Colaborador por Área de Formação
2023
Homens
Mulheres
Total
Média de horas de formação na área técnica
12
11
12
Média de horas de formação na área da
qualidade
1
2
1
Média de horas de formação na área de
segurança, saúde e ambiente
4
4
4
Média de horas de formação na área das
tecnologias de informação
1
2
1
Média de horas de formação em línguas
estrangeiras
1
6
2
Média de horas de formação na área de
desenvolvimento pessoal e profissional
1
3
1
Média de horas de formação em contexto de
posto de trabalho
26
23
25
Média de horas de formação em enquadramento
na organização
1
6
2
171
GRI 405-1 Diversidade nos Órgãos Sociais e dos colaboradores
Diversidade nos Órgãos de Sociais e dos colaboradores
Homens
Mulheres
Total
Administração Grupo Ramada
(Holding Ramada Investimentos e Indústria,
S.A.)
até 30 anos
— %
— %
— %
30-50 anos
— %
— %
— %
mais de 50 anos
67,0 %
33,0 %
100,0 %
Colaboradores
até 30 anos
10,12%
2,48%
12,60%
30-50 anos
49,59%
9,71%
59,30%
mais de 50 anos
25,41%
2,69%
28,10%
172
TABELA GRI
Declaração de utilização
Ramada Investimentos e Indústria, S.A. relatou em
conformidade com os GRI Standards para o período entre 1 de
janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2023.
GRI 1 utilizado
GRI 1: Fundamentos 2021
Norma setorial aplicável
N/A
GRI 2 - Conteúdos Gerais
GRI
Divulgações
Localização
Omissão
Requisitos
omitidos
Motivo
Explicação
GRI 2:
Conteúdos
Gerais
PERFIL ORGANIZACIONAL
2-1 Detalhes da
Organização
Ramada Investimentos e
Indústria, S.A.
Sede: Rua Manuel Pinto de
Azevedo, n.º 818, 4100-320
Porto
Sobre a Ramada
Sobre o Relatório
-
-
-
2-2 Entidades incluídas no
relatório de sustentabilidade
da organização
Sobre o Relatório
-
-
-
2-3 Período de relato,
frequência e contactos
Sobre o Relatório
-
-
-
2-4 Reformulação das
informações
As reformulações de
informação são
apresentadas e identificadas
ao longo do presente
Relatório
-
-
-
2-5 Verificação externa
Sobre o Relatório
-
-
-
ATIVIDADES E TRABALHADORES
2-6 Atividades, cadeia de
valor e outras relações de
negócios
Sobre a Ramada > História
Sobre a Ramada > Áreas de
Negócio
-
-
-
2-7 Colaboradores
Social > Capital Humano
Informação Complementar
-
-
-
2-8 Trabalhadores que não
são colaboradores
Informação Complementar
-
-
-
173
GRI 2:
Conteúdos
Gerais
GOVERNAÇÃO
2-9 Estrutura de governance
e sua composição
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-10 Nomeação e seleção
para o mais alto órgão de
governance
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-11 Presidente do mais alto
órgão de governance
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-12 Papel desempenhado
pelo mais alto órgão de
governance na supervisão
da gestão dos impactos
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-13 Delegação de
responsabilidade pela
gestão de impactos
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-14 Papel desempenhado
pelo mais alto órgão de
governance no relato de
sustentabilidade
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-15 Conflitos de interesse
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-16 Comunicação de
preocupações críticas
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
Informação Complementar
-
-
-
2-17 Conhecimento coletivo
do mais alto órgão de
governance
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-18 Avaliação de
desempenho do mais alto
órgão de governance
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-19 Políticas de
remuneração
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-20 Processo para
determinação da
remuneração
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-21 Rácio da remuneração
total anual
Informação Complementar
-
-
-
174
GRI 2:
Conteúdos
Gerais
ESTRATÉGIA, POLÍTICAS E PRÁTICAS
2-22 Declaração sobre
estratégia de
desenvolvimento sustentável
A Ramada em 2023 >
Mensagem do Presidente do
Conselho de Administração
-
-
-
2-23 Políticas
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-24 Incorporação de
Políticas
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-25 Processos para
remediar impactos negativos
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-26 Mecanismos para
aconselhamento e
apresentação de
preocupações
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
2-27 Conformidade com leis
e regulamentos
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
Informação Complementar
-
-
-
ABORDAGEM AO ENVOLVIMENTO DE STAKEHOLDERS
2-28 Participação em
associações
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade >
Compromissos e Iniciativas
-
-
-
2-29 Abordagem de
envolvimento de partes
interessadas
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade > Os
Nossos Stakeholders:
Modelo de Envolvimento
-
-
-
2-30 Acordos de negociação
coletiva
Informação Complementar
-
-
-
GRI 3 - Temas Materiais
GRI
Divulgações
Localização
Omissão
Requisitos
omitidos
Motivo
Explicação
GRI 3: Temas
Materiais
3-1 Processo de definição de
temas materiais
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade >
Materialidade
-
-
-
3-2 Lista de temas materiais
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade >
Materialidade
-
-
-
ÉTICA
3-3 Gestão dos temas
materiais
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
Denúncias relativas a
irregularidades, face ao
estabelecido no Código de
Ética e de Conduta
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
GESTÃO DO RISCO
3-3 Gestão dos temas
materiais
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade > Gestão
do Risco
-
-
-
175
GRI 3: Temas
Materiais
COMPLIANCE
3-3 Gestão dos temas
materiais
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
CADEIA DE ABASTECIMENTO RESPONSÁVEL
3-3 Gestão dos temas
materiais
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade >
Fornecedores
-
-
-
204-1 Proporção de gastos
com fornecedores locais
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade >
Fornecedores
-
-
-
308-1 Novos fornecedores
selecionados com base em
critérios ambientais
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade >
Fornecedores
-
-
-
414-1
Novos Fornecedores
selecionados com base em
critérios sociais
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade >
Fornecedores
-
-
-
REDUÇÃO DE EMISSÕES
3-3 Gestão dos temas
materiais
Ambiental > Alterações
Climáticas > Emissões GEE
-
-
-
305-1 Emissões diretas
(Âmbito 1) de gases com
efeito estufa (GEE)
Ambiental > Alterações
Climáticas > Emissões GEE
-
-
-
305-2 Emissões indiretas
(Âmbito 2) de gases com
efeito estufa (GEE)
provenientes da aquisição
de energia
Ambiental > Alterações
Climáticas > Emissões GEE
-
-
-
ENERGIA, CONSUMO E SOLUÇÕES RENOVÁVEIS
3-3 Gestão dos temas
materiais
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
302-1 Consumo de energia
dentro da organização
Ambiental >Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
302-3 Intensidade energética
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
RESÍDUOS
3-3 Gestão dos temas
materiais
Ambiental > Utilização dos
Recursos e Economia
Circular > Gestão de
Resíduos
-
-
-
306-1 Geração de resíduos
e impactos significativos
relacionados com resíduos
Ambiental > Utilização dos
Recursos e Economia
Circular > Gestão de
Resíduos
-
-
-
306-2 Gestão de impactos
significativos relacionados
com resíduos
Ambiental > Utilização dos
Recursos e Economia
Circular > Gestão de
Resíduos
-
-
-
306-3 Resíduos gerados
Ambiental > Utilização dos
Recursos e Economia
Circular> Gestão de
Resíduos
-
-
-
176
GRI 3: Temas
Materiais
ÁGUA
3-3 Gestão dos temas
materiais
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
303-1 Interações com a
água como recurso
partilhado
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
303-2 Gestão de impactos
relacionados com os
efluentes
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
303-3 Captação da água
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
TRABALHADORES
3-3 Gestão dos temas
materiais
Social > Capital Humano
-
-
-
401-1 Novas contratações e
rotatividade de trabalhadores
Social > Capital Humano
Informação Complementar
BEM-ESTAR, SAÚDE E SEGURANÇA
3-3 Gestão dos temas
materiais
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
403-1 Sistema de gestão de
saúde e segurança do
trabalho
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-2 Identificação de
perigosidade, avaliação de
riscos
e investigação de incidentes
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-3 Serviços de saúde do
trabalho
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-4 Participação dos
trabalhadores, consulta e
comunicação aos
trabalhadores referentes a
saúde e segurança do
trabalho
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-5 Capacitação de
trabalhadores em saúde e
segurança do trabalho
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-6 Promoção da saúde
do trabalhador
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-7 Prevenção e
mitigação de impactos de
saúde e segurança
do trabalho diretamente
vinculados com relações de
negócios
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-9 Acidentes de trabalho
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
Informação Complementar
-
-
-
177
GRI 3: Temas
Materiais
IGUALDADE DE OPORTUNIDADES E DIVERSIDADE
3-3 Gestão dos temas
materiais
Social > Capital Humano >
Igualdade de Oportunidades
e Diversidade
-
-
-
405-1 Diversidade em
órgãos de governance e
colaboradores
Social > Capital Humano >
Igualdade de Oportunidades
e Diversidade
Informação Complementar
-
-
-
FORMAÇÃO
3-3 Gestão dos temas
materiais
Social > Capital Humano >
Formação e
Desenvolvimento
404-1 Média de horas de
capacitação por ano, por
empregado
Social > Capital Humano >
Formação e
Desenvolvimento
Informação Complementar
-
-
-
404-3 Percentagem de
colaboradores que recebem
avaliações regulares
de desempenho e de
desenvolvimento de carreira
Social > Capital Humano >
Formação e
Desenvolvimento
-
-
-
DIREITOS HUMANOS
3-3 Gestão dos temas
materiais
Governance > Conduta
Empresarial > Governação e
Ética
-
-
-
SOCIEDADE
3-3 Gestão dos temas
materiais
Social > Desenvolvimento e
Apoio às Comunidades
-
-
-
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
3-3 Gestão dos temas
materiais
Sobre a Ramada >
Investigação,
Desenvolvimento e Inovação
-
-
-
GRI 200 - Divulgações Económicas
GRI
Divulgações
Localização
Omissão
Requisitos
omitidos
Motivo
Explicação
GRI 200:
Indicadores
Económicos
DESEMPENHO ECONÓMICO
201-1 Valor económico
direto gerado e distribuído
Sobre a Ramada >
Desempenho Económico
-
-
-
PRÁTICAS DE COMPRA
204-1 Proporção de gastos
com fornecedores locais
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade >
Fornecedores
-
-
-
178
GRI 300 - Divulgações Ambientais
GRI
Divulgações
Localização
Omissão
Requisitos
omitidos
Motivo
Explicação
GRI 300:
Indicadores
Ambientais
MATERIAIS
301-2 Matérias-primas ou
materiais reciclados
utilizados
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
ENERGIA
302-1 Consumo de energia
dentro da organização
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
302-3 Intensidade energética
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
ÁGUA E EFLUENTES
303-1 Interações com a
água como recurso
partilhado
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
303-2 Gestão de impactos
relacionados com os
efluentes
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
303-3 Captação da água
Ambiental > Alterações
Climáticas > Eficiência do
Consumo
-
-
-
EMISSÕES
305-1 Emissões diretas
(Âmbito 1) de gases com
efeito estufa (GEE)
Ambiental > Alterações
Climáticas > Emissões GEE
-
-
-
305-2 Emissões indiretas
(Âmbito 2) de gases com
efeito estufa (GEE)
provenientes da aquisição
de energia
Ambiental > Alterações
Climáticas > Emissões GEE
-
-
-
RESÍDUOS
306-1 Geração de resíduos
e impactos significativos
relacionados com resíduos
Ambiental > Utilização dos
Recursos e Economia
Circular > Gestão de
Resíduos
-
-
-
306-2 Gestão de impactos
significativos relacionados
com resíduos
Ambiental > Utilização dos
Recursos e Economia
Circular > Gestão de
Resíduos
-
-
-
306-3 Resíduos gerados
Ambiental > Utilização dos
Recursos e Economia
Circular > Gestão de
Resíduos
-
-
-
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DE FORNECEDORES
308-1 Novos fornecedores
selecionados com base em
critérios ambientais
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade >
Fornecedores
-
-
-
179
GRI 400 - Divulgações Sociais
GRI
Divulgações
Localização
Omissão
Requisitos
omitidos
Motivo
Explicação
GRI 400:
Indicadores
Sociais
EMPREGO
401-1 Novas contratações e
rotatividade de trabalhadores
Social > Capital Humano
Informação Complementar
-
-
-
SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL
403-1 Sistema de gestão de
saúde e segurança do
trabalho
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-2 Identificação de
perigosidade, avaliação de
riscos
e investigação de incidentes
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-3 Serviços de saúde do
trabalho
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-4 Participação dos
trabalhadores, consulta e
comunicação aos
trabalhadores referentes a
saúde e segurança do
trabalho
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-5 Capacitação de
trabalhadores em saúde e
segurança do trabalho
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, saúde e
segurança
-
-
-
403-6 Promoção da saúde
do trabalhador
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-7 Prevenção e
mitigação de impactos de
saúde e segurança
do trabalho diretamente
vinculados com relações de
negócios
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
-
-
-
403-9 Acidentes de trabalho
Social > Capital Humano >
Bem-Estar, Saúde e
Segurança
Informação Complementar
-
-
-
FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO
404-1 Média de horas de
capacitação por ano, por
empregado
Social > Capital Humano >
Formação e
Desenvolvimento
Informação Complementar
-
-
-
404-3 Percentagem de
colaboradores que recebem
avaliações regulares
de desempenho e de
desenvolvimento de carreira
Social > Capital Humano >
Formação e
Desenvolvimento
-
-
-
DIVERSIDADE E IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
405-1 Diversidade em
órgãos de governance e
colaboradores
Social > Capital Humano >
Igualdade de Oportunidades
e Diversidade
Informação Complementar
-
-
-
AVALIAÇÃO SOCIAL DE FORNECEDORES
414-1
Novos Fornecedores
selecionados com base em
critérios sociais
Sobre a Ramada >
Abordagem à
Sustentabilidade >
Fornecedores
-
-
-
180
TABELA DL 89/2017
Requisito
Resposta
MODELO EMPRESARIAL
DL 89/2017 - Art°3° (Remetido para o N°2 do Art°508°- G do CSC) - Diretiva 2014/95/UE- Art. 19a (1)(a)
Modelo empresarial da empresa
Sobre a Ramada > História > Áreas de Negócio
DIVERSIDADE NOS ORGÃOS DO GOVERNO
DL 89/2017 - Art°4° (Remetido para o Art° 245.°- N.° 1 r) e N.°2 do CVM) - Diretiva 2014/95/UE - Art. 20 (1)(g)
Política de diversidade aplicada pela
sociedade relativamente aos seus órgãos
de administração e de fiscalização
Social > Capital Humano > Igualdade de Oportunidades e Diversidade
Governance > Conduta Empresarial > Governação e Ética
QUESTÕES AMBIENTAIS
DL 89/2017 - N°2 do Art°3° (Remetido para o N°2 do Art°508° do CSC) - Diretiva 2014/95/UE - Art. 19a (1) (a-e)
Políticas específicas relacionadas com
questões ambientais
Ambiental
Resultados da aplicação das políticas
Ambiental
Principais riscos associados e a forma
como esses riscos são geridos
Ambiental
Indicadores-chave de desempenho
A Ramada em 2023
Ambiental
QUESTÕES SOCIAIS E RELATIVAS AOS TRABALHADORES
DL 89/2017 - N°2 do Art°3° (Remetido para o N°2 do Art°508° do CSC) - Diretiva 2014/95/UE - Art. 19a (1) (a-e)
Políticas específicas relacionadas com
questões sociais e relativas aos
trabalhadores
Social > Capital Humano
Resultados da aplicação das políticas
Social > Capital Humano
Principais riscos associados e a forma
como esses riscos são geridos
Social > Capital Humano
Indicadores-chave de desempenho
A Ramada em 2023
Social > Capital Humano
Informação Complementar
IGUALDADE ENTRE MULHERES E HOMENS E NÃO DISCRIMINAÇÃO
N°2 do Art°3° do DL 89/2017 (Remetido para o N°2 do Art°508° do CSC) - Diretiva 2014/95/UE - Art. 19a (1)(a-e)
Políticas específicas relacionadas com
questões de igualdade entre mulheres e
homens e não discriminação
Social > Capital Humano > Igualdade de Oportunidades e Diversidade
Governance > Conduta Empresarial > Governação e Ética
Resultados da aplicação das políticas
Social > Capital Humano
Principais riscos associados e a forma
como esses riscos são geridos
Social > Capital Humano
Indicadores-chave de desempenho
A Ramada em 2023
Social > Capital Humano
Informação Complementar
RESPEITO DOS DIREITOS HUMANOS
N°2 do Art°3° do DL 89/2017 (Remetido para o N°2 do Art°508° do CSC) - Diretiva 2014/95/UE - Art. 19a (1)(a-e)
Políticas específicas relacionadas com o
respeito dos Direitos Humanos
Governance > Conduta Empresarial > Governação e Ética
Resultados da aplicação das políticas
Governance > Conduta Empresarial > Governação e Ética
Principais riscos associados e a forma
como esses riscos são geridos
Governance > Conduta Empresarial > Governação e Ética
181
COMBATE À CORRUPÇÃO E TENTATIVAS DE SUBORNO
Nº2 do Artº3º do DL 89/2017 (Remetido para o n. º2 do Artº508º do CSC) - Diretiva 2014/95/UE - Art. 19a (1)(a-e)
Políticas específicas relacionadas com o
combate à corrupção e tentativas de
suborno
Governance > Conduta Empresarial > Governação e Ética
Resultados da aplicação das
políticas
Governance > Conduta Empresarial > Governação e Ética
Principais riscos associados e a forma
como esses riscos são geridos
Governance > Conduta Empresarial > Governação e Ética
182
CAPA_DFCNA.png
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 31 DE DEZEMBRO DE 2022
(Montantes expressos em Euros)
ATIVO
Notas
31 12 2023
31 12 2022
ATIVOS NÃO CORRENTES:
Propriedades de investimento
10
88 725 246
88 818 380
Ativos fixos tangíveis
11
25 342 887
23 725 084
Ativos intangíveis
13
18 199
11 333
Ativos sob direito de uso
12
1 215 493
669 613
Goodwill
8
11 257
—
Investimentos em associadas
6
5 788 779
5 231 294
Outros investimentos
7
—
—
Outros ativos financeiros
28 815
29 410
Outros ativos não correntes
14
—
1 250 324
Ativos por impostos diferidos
15
1 716 774
2 090 652
Total de ativos não correntes
122 847 450
121 826 090
ATIVOS CORRENTES:
Inventários
16
24 305 290
35 186 240
Clientes
17
36 225 831
49 385 336
Outras dívidas de terceiros
19
2 912 551
4 238 452
Imposto sobre o rendimento
18
2 946 721
—
Outros ativos correntes
130 844
39 308
Caixa e equivalentes de caixa
20
16 162 326
28 545 215
Total de ativos correntes
82 683 563
117 394 551
Total do ativo
205 531 013
239 220 641
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
Notas
31 12 2023
31 12 2022
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social
25 641 459
25 641 459
Reserva legal
7 193 058
7 193 058
Outras reservas
80 537 220
81 252 383
Resultado líquido consolidado do período
10 413 341
20 033 547
Total do capital próprio atribuível aos acionistas da Empresa-Mãe
21
123 785 078
134 120 447
Interesses que não controlam
22
—
—
Total do capital próprio
123 785 078
134 120 447
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos bancários
23
19 500 000
25 487 401
Outros empréstimos
23
357 224
612 651
Passivo da Locação
12
849 575
414 409
Provisões
27
2 185 467
2 160 000
Passivos por impostos diferidos
15
912 916
914 355
Total de passivos não correntes
23 805 182
29 588 816
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos bancários
23
5 987 401
6 000 000
Outros empréstimos
23
20 358 932
21 997 988
Passivo da Locação
12
371 614
255 205
Fornecedores
24
23 364 025
34 292 135
Outras dívidas a terceiros
25
3 214 353
5 530 780
Imposto sobre o rendimento
18
—
2 358 292
Outros passivos correntes
26
4 644 428
5 076 978
Total de passivos correntes
57 940 753
75 511 378
Total de passivos
81 745 935
105 100 194
Total do passivo e capital próprio
205 531 013
239 220 641
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
184
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022
(Montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2023
31.12.2022
Vendas e prestações de serviços
36
140 238 275
193 690 105
Outros rendimentos
28
982 481
789 834
Custo das vendas e variação da produção
16
(91 227 450)
(117 887 275)
Fornecimentos e serviços externos
29
(16 369 462)
(27 581 185)
Gastos com pessoal
30
(14 715 577)
(15 018 304)
Amortizações e depreciações
31
(3 596 250)
(3 337 335)
Provisões e perdas por imparidade
27
505 068
(1 677 931)
Outros gastos
32
(1 568 799)
(3 137 189)
Resultados relativos a investimentos
6
557 485
391 505
Gastos financeiros
33
(2 835 510)
(1 708 878)
Rendimentos financeiros
33
240 749
498 276
Resultado antes de impostos
12 211 010
25 021 623
Impostos sobre o rendimento
15
(1 797 669)
(4 988 076)
Resultado líquido consolidado do período
10 413 341
20 033 547
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da empresa-mãe
10 413 341
20 033 547
Interesses que não controlam
—
—
Resultados por ação:
Básico
35
0,41
0,78
Diluído
35
0,41
0,78
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
185
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RENDIMENTO INTEGRAL
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022
(Montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2023
31.12.2022
Resultado líquido consolidado do período
10 413 341
20 033 547
Outro rendimento integral:
Itens que não serão reclassificados para o resultado líquido:
Variações nos fundos de pensões - valor bruto
14
(74 714)
(55 851)
Variações nos fundos de pensões - imposto diferido
—
—
Itens que futuramente podem ser reclassificados para a demonstração de resultados:
Outros
—
—
Outro rendimento integral do período
(74 714)
(55 851)
Total do rendimento integral consolidado do período
10 338 627
19 977 696
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da empresa-mãe
10 338 627
19 977 696
Interesses que não controlam
—
—
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Conselho de AdministraçãoO Conselho de Administração
186
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 e 2022
(Montantes expressos em Euros)
Atribuível aos Acionistas da Empresa-Mãe
Notas
Capital social
Reserva legal
Outras reservas
Resultado líquido
do
exercício
Total
Interesses que
não
controlam
Total do Capital
Próprio
Saldo em 1 de janeiro de 2022
25 641 459
7 193 058
81 604 458
15 088 651
129 527 626
—
129 527 626
Total do rendimento integral consolidado
do exercício
—
—
(55 851)
20 033 547
19 977 696
—
19 977 696
Aplicação do resultado líquido
consolidado de 2021:
Transferência para reserva legal e
outras reservas
—
—
15 088 651
(15 088 651)
—
—
—
Dividendos distribuídos
—
—
(15 384 875)
—
(15 384 875)
—
(15 384 875)
Outros
—
—
—
—
—
—
—
Saldo em 31 de dezembro de 2022
21
25 641 459
7 193 058
81 252 383
20 033 547
134 120 447
—
134 120 447
Saldo em 1 de janeiro de 2023
25 641 459
7 193 058
81 252 383
20 033 547
134 120 447
—
134 120 447
Total do rendimento integral consolidado
do exercício
—
—
(74 714)
10 413 341
10 338 627
—
10 338 627
Aplicação do resultado líquido
consolidado de 2022:
Transferência para reserva legal e
outras reservas
—
—
20 033 547
(20 033 547)
—
—
—
Dividendos distribuídos
—
—
(21 025 996)
—
(21 025 996)
—
(21 025 996)
Outros
—
—
352 000
—
352 000
—
352 000
Saldo em 31 de dezembro de 2023
21
25 641 459
7 193 058
80 537 220
10 413 341
123 785 078
—
123 785 078
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista certificadoO Conselho de Administração
187
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022
(Montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2023
31.12.2022
Atividades operacionais:
Recebimentos de clientes
180 008 832
215 687 565
Pagamentos a fornecedores
(118 956 312)
(178 835 951)
Pagamentos ao pessoal
(9 464 083)
(8 309 130)
Recebimento / Pagamento de imposto sobre o rendimento
(6 155 054)
(1 128 863)
Outros recebimentos / pagamentos
(19 017 411)
26 415 972
(27 236 299)
177 322
Fluxos gerados pelas atividades operacionais (1)
26 415 972
177 322
Atividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Ativos fixos tangíveis
658 245
85 381
Propriedades de investimento
10
93 134
10 500
Investimentos financeiros
6
—
—
Subsídios ao investimento
—
—
Outros ativos
14
833 413
Juros e proveitos similares
256 235
1 841 027
7 513
103 394
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros
7
—
(781 812)
Investimentos em subsidiárias líquido de caixa e
equivalentes adquiridos
5
(2 231 760)
—
Ativos intangíveis
—
—
Ativos fixos tangíveis
(7 645 645)
(4 347 366)
Propriedades de investimento
10
—
(141 750)
Empréstimos Concedidos
—
(9 877 405)
—
(5 270 928)
Fluxos gerados pelas atividades de investimento (2)
(8 036 378)
(5 167 534)
Atividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Outras operações de financiamento
—
Empréstimos obtidos
198 262 659
198 262 659
179 589 085
179 589 085
Pagamentos respeitantes a:
Juros e custos similares
(1 490 062)
(724 856)
Dividendos
38
(21 025 996)
(15 384 875)
Passivo da Locação
12
(391 205)
(309 993)
Empréstimos obtidos
(207 478 823)
(230 386 086)
(187 934 512)
(204 354 236)
Fluxos gerados pelas atividades de financiamento (3)
(32 123 427)
(24 765 151)
Caixa e seus equivalentes no início do exercício
20
24 802 654
54 558 017
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3)
(13 743 833)
(29 755 363)
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício
20
11 058 821
24 802 654
O Anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
188
1. NOTA INTRODUTÓRIA
A RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A. (“Ramada Investimentos”, "Grupo Ramada" ou “Grupo”, sem
alterações face ao período de reporte anterior) é uma sociedade anónima constituída em 1 de junho de 2008, em
Portugal, com sede na Rua Manuel Pinto de Azevedo, 818, no Porto, em Portugal e tem como atividade principal a
gestão de participações sociais, sendo as suas ações cotadas na Euronext Lisbon, desde 2008.
A Ramada Investimentos é a empresa-mãe do grupo de empresas indicado na Nota 6 (Grupo Ramada) que no seu
conjunto, exploram dois segmentos de negócio distintos: i) Segmento Indústria, que inclui as atividades Aços
especiais e Trefilaria, assim como a atividade relacionada com a gestão de investimentos financeiros relativos a
participações em que o Grupo é minoritário; e ii) Segmento Imobiliário, vocacionado para a gestão de ativos
imobiliários.
As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Ramada são apresentadas em Euros, em valores
arredondados à unidade, sendo esta a divisa utilizada pelo Grupo nas suas operações e, como tal, considerada a
moeda funcional.
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão no dia
11 de abril de 2024. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da Assembleia Geral de Acionistas,
sendo expectativa do Grupo e do Conselho de Administração que as mesmas serão aprovadas sem alterações
significativas.
2. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS MATERIAIS
As políticas contabilísticas materiais adotadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas anexas
encontram-se descritas abaixo. Estas políticas foram aplicadas de forma consistente nos períodos comparativos.
Adicionalmente, não ocorreram alterações significativas nas principais estimativas utilizadas pelo Grupo na
preparação das demonstrações financeiras consolidadas.
2.1. Bases de apresentação
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de
Relato Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia (“IFRS-UE”) em vigor para o exercício económico iniciado
a 1 de janeiro de 2023. Estas correspondem às Normas Internacionais de Relato Financeiro, emitidas pelo
International Accounting Standards Board (“IASB”) e interpretações emitidas pelo IFRS Interpretations Committee
(“IFRS - IC”) ou pelo anterior Standing Interpretations Committee (“SIC”), que tenham sido adotadas pela União
Europeia à data de publicação de contas.
O Conselho de Administração procedeu à avaliação da capacidade da Empresa, suas subsidiárias e associadas
operarem em continuidade, tendo por base toda a informação relevante, factos e circunstâncias, de natureza
financeira, comercial ou outra, incluindo acontecimentos subsequentes à data de referência das demonstrações
financeiras, disponível sobre o futuro. Em resultado da avaliação efetuada, o Conselho de Administração concluiu
que dispõe de recursos adequados para manter as atividades, não havendo intenção de cessar as atividades no
curto prazo, pelo que considerou adequado o uso do pressuposto da continuidade das operações na preparação
das demonstrações financeiras.
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas a partir dos livros e registos contabilísticos da
empresa, suas subsidiárias e associadas, ajustados no processo de consolidação, no pressuposto da continuidade
das operações. Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas o Grupo tomou por base o custo
histórico.
189
A preparação das demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as IFRS-UE requer o uso de
estimativas, pressupostos e julgamentos críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adotar
pelo Grupo, com impacto significativo no valor contabilístico dos ativos e passivos, assim como nos rendimentos e
gastos do período. Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e ações correntes e futuras, os resultados
atuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que envolvem um maior grau de julgamento ou
complexidade, ou áreas em que os pressupostos e as estimativas sejam significativos são apresentadas na Nota 3.
Adicionalmente, para efeitos de relato financeiro, a mensuração a justo valor é hierarquizada em três níveis (Nível 1,
2 e 3), os quais têm em consideração, nomeadamente, se os dados utilizados são observáveis em mercado ativo e
a significância dos mesmos ao nível da valorização dos ativos / passivos ou na divulgação destes.
O justo valor é a quantia pela qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras e
dispostas a isso, numa transação em que não exista relacionamento entre elas, independentemente de esse preço
poder ser diretamente observável ou estimado utilizando outras técnicas de valorização. Ao estimar o justo valor de
um ativo ou passivo, o Grupo considera as características que os participantes do mercado também teriam em
consideração quando valorizassem o ativo ou passivo na data de mensuração.
Os ativos que são mensurados a justo valor, após o reconhecimento inicial, são agrupados em três níveis de acordo
com a possibilidade de observar no mercado o seu justo valor:
Nível 1: o justo valor é determinado com base em preços de mercado ativo para idênticos ativos / passivos;
Nível 2: o justo valor é determinado com base em técnicas de avaliação. Os principais inputs dos modelos de
avaliação são observáveis no mercado; e
Nível 3: o justo valor é determinado com base em modelos de avaliação, cujos principais inputs não são observáveis
no mercado.
(i) Adoção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas
Até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, foram aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia as
seguintes normas contabilísticas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória ao exercício
iniciado em 1 de janeiro de 2023:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
IFRS 17 – Contratos de Seguros
(incluindo emendas à IFRS 17)
1-jan-23
A IFRS 17 substitui a IFRS 4 e aplica-se a todos os
contratos de seguro (i.e., vida, não vida, seguros
diretos e resseguros), independentemente do tipo
de entidades que os emite, bem como a algumas
garantias e a alguns instrumentos financeiros com
características de participação discricionária. Em
termos gerais, a IFRS 17 fornece um modelo
contabilístico para os contratos de seguro de maior
utilidade e mais consistente para os emitentes.
Contrastando com os requisitos da IFRS 4, que são
baseadas em políticas contabilísticas locais
adotadas anteriormente, a IFRS 17 fornece um
modelo integral para contratos de seguro, cobrindo
todos os aspetos contabilísticos relevantes.
190
Alterações à IFRS 17 – Contratos de
seguro – Aplicação inicial da IFRS 17
e IFRS 9 – Informação comparativa
1-jan-23
Esta alteração à IFRS 17 refere-se à apresentação
de informação comparativa de ativos financeiros na
aplicação inicial da IFRS 17.
A emenda adiciona uma opção de transição que
permite que uma entidade aplique um ‘overlay’ na
classificação de um ativo financeiro no(s)
período(s) comparativo(s) apresentado(s) na
aplicação inicial da IFRS 17. O ‘overlay’ permite
que todos os ativos financeiros, incluindo aqueles
mantidos em relação a atividades não relacionadas
a contratos dentro do âmbito da IFRS 17 ser
classificado, instrumento a instrumento, no(s)
período(s) comparativo(s) de forma alinhada com a
forma como a entidade espera que esses ativos
sejam classificados na aplicação inicial da IFRS 9.
Alterações à IAS 1 - Apresentação das
demonstrações financeiras e IFRS
Practice Statement 2 – Divulgação de
políticas contabilísticas
1-jan-23
Estas alterações pretendem auxiliar uma entidade
na divulgação das políticas contabilísticas
‘materiais’, anteriormente designadas por políticas
'significativas’. No entanto devido à inexistência
deste conceito nas normas IFRS, foi decidido
substituir pelo conceito “materialidade”, um
conceito já conhecido pelos utilizadores das
demonstrações financeiras.
Ao avaliar a materialidade das políticas
contabilísticas, a entidade deve considerar não só a
dimensão das transações como também outros
eventos ou condições e a natureza dos mesmos.
Alterações à IAS 8 – Políticas
contabilísticas, alterações nas
estimativas contabilísticas e erros -
Definição de estimativas
contabilísticas
1-jan-23
A alteração vem esclarecer qual a distinção entre
alteração de estimativa contabilística, alteração de
política contabilística e a correção de erros.
Adicionalmente, esclarece de que forma uma
entidade usa as técnicas de mensuração e inputs
para desenvolver estimativas contabilísticas.
191
Alterações à IAS 12 – Impostos sobre
o rendimento - Impostos diferidos
relacionados com ativos e passivos
decorrentes a uma transação única
1-jan-23
A IAS 12 passa a exigir que uma entidade
reconheça imposto diferido quando o seu
reconhecimento inicial dê origem a montantes
iguais de diferenças temporárias tributáveis e
diferenças temporárias dedutíveis.
Contudo, trata-se de uma questão de julgamento
profissional se tais deduções são atribuíveis ao
passivo que está reconhecido nas demonstrações
financeiras ou ao ativo relacionado. Este facto é
particularmente importante na determinação da
existência de diferenças temporárias no
reconhecimento inicial do ativo ou do passivo, na
medida em que a exceção de reconhecimento
inicial não é aplicável às transações que originaram
diferenças temporárias tributáveis e dedutíveis
iguais.
Entre as transações aplicáveis encontram-se o
registo de (i) ativos sob direito de uso e passivos de
locação; (ii) provisões para desmantelamento,
restauro ou passivos semelhantes, e os
correspondentes montantes reconhecidos como
parte do custo do ativo relacionado, quando na
data do reconhecimento inicial não relevem para
efeitos fiscais.
Esta alteração é de aplicação retrospetiva.
Alterações à IAS 12 – Reforma Fiscal
Internacional – Regras-Modelo do
Segundo Pilar
Imediatamente e       
1-jan-231
Estas alterações surgem no âmbito da
implementação das regras do Global Anti-Base
Erosion (“Globe”) da OCDE, as quais poderão
implicar impactos significativos no apuramento de
impostos diferidos que à data de emissão destas
alterações são difíceis de estimar.
Estas alterações introduzem uma exceção
temporária à contabilização de impostos diferidos
decorrentes da aplicação das regras-modelo do
segundo pilar da OCDE, e adicionalmente institui
novos requisitos de divulgações específicos para
as entidades afetadas.
1 As empresas devem aplicar a exceção imediatamente, mas os requisitos de divulgação são exigidos para os períodos anuais com início em ou após 1 de janeiro de
2023.
Não foram produzidos efeitos significativos nas demonstrações financeiras consolidadas do Grupo no exercício findo
em 31 de dezembro de 2023, decorrente da adoção das normas, interpretações, emendas e revisões acima
referidas.
(ii) Normas, interpretações, emendas e revisões que irão entrar em vigor em exercícios futuros
As seguintes normas contabilísticas e interpretações, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros,
foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras consolidadas, aprovadas (“endorsed”) pela União
Europeia:
192
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
Alterações à IAS 1 – Apresentação
das demonstrações financeiras –
Classificação de passivos correntes e
não correntes
1-jan-24
Esta alteração pretende clarificar a classificação
dos passivos como saldos correntes ou não
correntes em função dos direitos que uma entidade
tem de diferir o seu pagamento, no final de cada
período de relato.
A classificação dos passivos não é afetada pelas
expectativas da entidade (a avaliação deverá
determinar se um direito existe, mas não deverá
considerar se a entidade irá ou não exercer tal
direito), ou por eventos ocorridos após a data de
relato, como seja o incumprimento de um
“covenant”.
No entanto, se o direito de adiar a liquidação por
pelo menos doze meses estiver sujeito ao
cumprimento de determinadas condições após a
data de balanço, esses critérios não afetam o
direito de diferir a liquidação cuja finalidade seja de
classificar um passivo como corrente ou não
corrente.
Esta alteração inclui ainda uma nova definição de
“liquidação” de um passivo e é de aplicação
retrospetiva.
Alterações à IFRS 16 – Locações -
Passivos de locação em transações
de venda e relocação
1-jan-24
Esta alteração à IFRS 16 introduz orientações
relativamente à mensuração subsequente de
passivos de locação, relacionados com transações
de venda e relocação (“sale & leaseback”) que
qualificam como “venda” de acordo com os
princípios da IFRS 15, com maior impacto quando
alguns ou todos os pagamentos de locação são
pagamentos de locação variáveis que não
dependem de um índice ou de uma taxa.
Ao mensurar subsequentemente os passivos de
locação, os vendedores-locatários deverão
determinar os “pagamentos de locação” e
“pagamentos de locação revistos” de maneira que
estes não venham a reconhecer ganhos/(perdas)
relativamente ao direito de uso que retêm.
Esta alteração é de aplicação retrospetiva.
Estas emendas apesar de aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia, não foram adotadas pelo Grupo em 2023,
em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não se estima que da futura adoção das referidas emendas
decorram impactos significativos para as demonstrações financeiras consolidadas.
193
(iii) Normas e interpretações novas, emendadas ou revistas não adotadas pela União Europeia
As seguintes normas contabilísticas e interpretações foram emitidas pelo IASB e não se encontravam ainda
aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
Alterações a IAS 7 e IFRS 7 -
Divulgações: Acordos de
financiamento de fornecedores
1-jan-24
Estas alterações à IAS 7 Demonstração de Fluxos
de Caixa e à IFRS 7 Instrumentos Financeiros:
Divulgações, visam esclarecer as características de
um acordo de financiamento de fornecedores e
introduzem requisitos de divulgação adicionais
quando tais acordos existam.
Os requisitos de divulgação destinam-se a auxiliar
os utilizadores das demonstrações financeiras a
compreender os efeitos dos acordos de
financiamento do fornecedor quanto aos passivos,
fluxos de caixa e exposição ao risco de liquidez da
entidade.
As alterações entram em vigor no período com
início em ou após 1 de janeiro de 2024. A adoção
antecipada é permitida, contudo deverá ser
divulgada.
Alterações à IAS 21 – Os efeitos das
alterações nas Taxas de Câmbio:
Falta de permutabilidade
1-jan-25
Esta alteração visa clarificar a forma de avaliar a
permutabilidade de uma moeda, e como deve ser
determinada a taxa de câmbio quando esta não é
permutável por um longo período.
A alteração especifica que uma moeda deverá ser
considerada permutável quando uma entidade é
capaz de obter a outra moeda dentro de um
período que permita uma gestão administrativa
normal, e através de um mecanismo de troca ou de
mercado em que uma operação de troca crie
direitos obrigações passíveis de execução.
Se uma moeda não puder ser trocada por outra
moeda, uma entidade deverá estimar a taxa de
câmbio na data de mensuração da transação. O
objetivo será determinar a taxa de câmbio que seria
aplicável, na data de mensuração, para uma
transação similar entre participantes de mercado.
As alterações referem ainda que uma entidade
pode utilizar uma taxa de câmbio observável sem
proceder a qualquer ajustamento.
As alterações entram em vigor no período com
início em ou após 1 de janeiro de 2025. A adoção
antecipada é permitida, contudo deverá ser
divulgada os requisitos de transição aplicados.
Estas normas não foram ainda adotadas (“endorsed”) pela União Europeia e, como tal, não foram aplicadas pelo
Grupo no exercício findo em 31 de dezembro de 2023.
194
Relativamente a estas normas e interpretações, emitidas pelo IASB, mas ainda não aprovadas (“endorsed”) pela
União Europeia, não se estima que da futura adoção das mesmas decorram impactos significativos para as
demonstrações financeiras anexas.
2.2. Bases de Consolidação
Os princípios de consolidação adotados pelo Grupo Ramada na preparação das suas demonstrações financeiras
consolidadas são os seguintes:
a) Investimentos financeiros em subsidiárias
As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo Ramada detenha, direta ou indiretamente controlo,
são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O Grupo detém
controlo das participadas nas situações em que cumulativamente preenche as seguintes condições: i) tem poder
sobre a participada; ii) está exposta a, ou tem direito sobre resultados variáveis por via do seu relacionamento com a
participada; e iii) tem capacidade de utilizar o seu poder sobre a participada para afetar o montante dos seus
resultados.
Geralmente, presume-se que existe controlo quando o Grupo detém a maioria dos direitos de voto. Para suportar
esta presunção e nos casos em que o Grupo não detém a maioria dos direitos de voto da investida, todos os factos
e circunstâncias relevantes são tidos em conta nas avaliações sobre a existência de poder e controlo, tais como: (a)
Acordos contratuais com outros detentores de direitos de voto; (b) Direitos provenientes de outros acordos
contratuais; e(c) Os direitos de voto existentes e potenciais.
O controlo é reavaliado pelo Grupo sempre que se verifiquem factos e circunstâncias que indiquem a ocorrência de
alterações em uma ou mais das condições de controlo referidas acima.
Sempre que necessário, são efetuados ajustamentos às demonstrações financeiras das subsidiárias para adequar
as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. Os saldos e transações e fluxos de caixa entre entidades do
Grupo, bem como os ganhos não realizados em transações entre empresas do Grupo são eliminados. Perdas não
realizadas são também eliminadas exceto se a transação revelar evidência de imparidade de um bem transferido.
O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas são
apresentados separadamente na demonstração da posição financeira consolidada e na demonstração dos
resultados consolidada nas rubricas “Interesses que não controlam”.
O rendimento integral total é atribuído aos proprietários da empresa-mãe e dos interesses que não controlam,
mesmo que isso resulte num saldo deficitário ao nível dos interesses que não controlam.
Os resultados das subsidiárias adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações dos
resultados desde a data de tomada de controlo ou até à data da cedência de controlo.
b) Investimentos financeiros em empresas associadas
Os investimentos financeiros em empresas associadas (entendendo o Grupo como tal, as empresas onde exerce
uma influência significativa, mas em que não detém o controlo ou o controlo conjunto das mesmas através da
participação nas decisões financeiras e operacionais da Empresa, geralmente investimentos representando entre
20% a 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial.
De acordo com o método da equivalência patrimonial, os investimentos financeiros em empresas associadas são
inicialmente contabilizados pelo custo de aquisição. As participações financeiras são posteriormente ajustadas
anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das associadas por contrapartida de
ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente, os dividendos destas empresas são registados como uma
diminuição do valor do investimento, e a parte proporcional nas variações dos capitais próprios é registada como
uma variação do capital próprio do Grupo.
195
Após a aplicação do método da equivalência patrimonial, o Grupo avalia a existência de indícios de imparidade.
Caso existam, o Grupo calcula o valor recuperável do investimento e reconhece uma perda por imparidade se este
for inferior ao valor contabilístico do investimento, na linha “Resultados relativos a investimentos” da demonstração
de resultados. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores deixam de existir são objeto
de reversão.
Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se
encontra registado, o investimento é reportado por valor nulo, exceto quando o Grupo tenha assumido
compromissos para com a associada, registando nesses casos uma provisão para fazer face a essas obrigações.
Os ganhos não realizados em transações com empresas associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse
do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são
similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o ativo transferido esteja em
situação de imparidade.
As políticas contabilísticas de associadas são alteradas sempre que necessário, de forma a garantir consistência
com as políticas adotadas pelo Grupo.
2.3. Concentrações de atividades empresariais e Goodwill
As diferenças entre o preço de aquisição dos investimentos financeiros em empresas subsidiárias, acrescido do
valor dos interesses que não controlam, e o montante atribuído ao justo valor dos ativos e passivos identificáveis
dessas empresas à data da sua aquisição, quando positivas são registadas na rubrica “Goodwill” e quando
negativas, após uma reavaliação do seu apuramento, são registadas diretamente na demonstração dos resultados.
As diferenças entre o preço de aquisição dos investimentos financeiros em empresas associadas e o montante
atribuído ao justo valor dos ativos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, quando
positivas, são mantidas na rubrica “Investimentos em empresas associadas” e, quando negativas, após uma
reavaliação do seu apuramento, são registadas diretamente na demonstração dos resultados, na rubrica
“Resultados relativos a investimentos”.
As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em subsidiárias sedeadas no estrangeiro e o justo valor
dos ativos e passivos identificáveis dessas subsidiárias à data da sua aquisição, são registadas na moeda de
reporte dessas subsidiárias, sendo convertidas para a moeda de reporte do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor
na data da demonstração da posição financeira. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na
rubrica “Reserva de conversão cambial” incluída na rubrica “Outras reservas”.
O Grupo Ramada, numa base de transação a transação (para cada concentração de atividades empresariais), opta
por mensurar qualquer interesse sem controlo na empresa adquirida ou pelo justo valor ou pela parte proporcional
dos interesses sem controlo nos ativos líquidos identificáveis da adquirida. Até 1 de janeiro de 2010, os "interesses
que não controlam" eram valorizados exclusivamente de acordo com a proporção do justo valor dos ativos e
passivos adquiridos.
O valor dos pagamentos contingentes futuros é reconhecido como passivo no momento da concentração
empresarial de acordo com o seu justo valor, sendo que qualquer alteração ao valor reconhecido inicialmente é
registada em contrapartida do valor de “Goodwill”, mas apenas se ocorrer dentro do período de mensuração (12
meses após a data de aquisição) e se estiver relacionada com factos e circunstâncias que existiam à data de
aquisição, caso contrário deverá ser registada por contrapartida da demonstração dos resultados, a menos que esse
pagamento contingente esteja classificado como capital próprio, sendo que neste caso não deve ser remensurado e,
apenas aquando da sua liquidação, será reconhecido o impacto em capital próprio.
Transações de compra ou venda de interesses em entidades já controladas, sem que tal resulte em perda de
controlo são tratadas como transações entre detentores de capital afetando apenas as rubricas de capital próprio
sem que exista impacto na rubrica “Goodwill” ou na demonstração dos resultados.
196
Quando a combinação de negócios é efetuada em fases, o justo valor na data de aquisição anterior dos interesses
detidos é remensurado para o justo valor na data em que o controlo é obtido, por contrapartida de resultados do
período em que o controlo é atingido, afetando a determinação do Goodwill ou de alocação do preço de compra.
No momento em que uma transação de venda gerar uma perda de controlo, deverão ser desreconhecidos os ativos
e passivos dessa entidade, e qualquer interesse retido na entidade alienada deverá ser remensurado ao justo valor,
e a eventual perda ou ganho apurada com a alienação é registada na demonstração dos resultados.
O Grupo testa anualmente a existência de imparidade do Goodwill. Os valores recuperáveis das unidades geradoras
de fluxos de caixa são determinados com base no cálculo dos valores de uso. Estes cálculos exigem o uso de
pressupostos que são efetuados com base em estimativas de circunstâncias futuras cuja ocorrência poderá vir a ser
diferente da estimada. As perdas por imparidade do Goodwill não podem ser revertidas.
2.4. Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por
imparidade acumuladas. Os ativos intangíveis só são reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios
económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.
As despesas de desenvolvimento para as quais o Grupo demonstre capacidade para completar o seu
desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente às quais seja provável que o ativo criado
venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não
cumpram estes critérios são registadas como custo no período em que são incorridas.
Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na
demonstração dos resultados quando incorridos, exceto na situação em que estes custos estejam diretamente
associados a projetos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo.
Nestas situações estes custos são capitalizados como ativos intangíveis.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em
conformidade com o período de vida útil estimado para cada bem (genericamente 3 a 5 anos).
2.5. Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis adquiridos até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para as Normas Internacionais de
Relato Financeiro tal como adotada pela União Europeia) e transferidos como consequência da cisão (Nota
Introdutória) encontram-se registados ao seu “deemed cost”, o qual corresponde ao custo de aquisição, ou ao custo
de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data,
deduzido das depreciações acumuladas e das perdas por imparidade acumuladas.
Os ativos fixos tangíveis adquiridos após aquela data encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das
correspondentes depreciações e das perdas por imparidade acumuladas.
As depreciações são calculadas, após a data em que os bens estejam disponíveis para serem utilizados, pelo
método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.
197
As taxas de depreciação utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:
Tipo
Anos
Edifícios e outras construções
10 a 50
Equipamento básico
2 a 15
Equipamento de transporte
2 a 10
Ferramentas e utensílios
4 a 14
Equipamento administrativo
2 a 10
Outros ativos fixos
3 a 10
As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos ativos nem resultem em benfeitorias ou
melhorias significativas nos elementos dos ativos fixos tangíveis são registadas como custo do exercício em que são
incorridas.
Os ativos tangíveis em curso representam imobilizado ainda em fase de construção, encontrando-se registados ao
custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Estes ativos são depreciados a partir do momento
em que os ativos subjacentes estejam concluídos ou prontos para utilização.
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate de ativos fixos tangíveis são determinadas como a
diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na
demonstração dos resultados.
2.6. Locações
O Grupo avalia, no início de cada acordo, se o acordo é, ou contém, uma locação. Isto é, se transmite o direito de
uso de um ativo ou ativos específicos por um determinado período de tempo em troca de uma contrapartida.
Grupo como locatário
O Grupo aplica o mesmo método de reconhecimento e mensuração a todas as locações, exceto para as locações
de curto prazo e locações associadas a ativos de baixo valor. O Grupo reconhece um passivo relativo aos
pagamentos da locação e um ativo identificado como direito de uso do ativo subjacente.
(i) Ativos sob direito de uso
À data de início da locação (isto é, data a partir da qual o ativo está disponível para uso), o Grupo reconhece um
ativo relativo ao direito de uso. Os “Ativos sob direito de uso” são mensurados ao custo, deduzido das depreciações
e perdas por imparidade acumuladas, ajustado pela remensuração do passivo da locação. O custo compreende o
valor inicial da responsabilidade de locação ajustado por quaisquer pagamentos de locação feitos em ou antes da
data de início, além de quaisquer custos diretos iniciais incorridos, assim como uma estimativa dos custos de
desmantelamento e remoção do ativo subjacente (caso aplicável), deduzido de qualquer incentivo concedido (caso
aplicável).
O ativo sob direito de uso é depreciado utilizando o método de depreciação linear, com base no prazo da locação.
Se a propriedade do ativo se transmitir para o Grupo no final do prazo da locação, ou o custo incluir uma opção de
compra, as depreciações são calculadas rendo em conta a vida útil estimada do ativo.
Os Ativos sob direito de uso são ainda sujeitos a perdas por imparidade.
(ii) Passivos da locação
À data de início da locação, o Grupo reconhece um passivo mensurado ao valor presente dos pagamentos de
rendas a efetuar ao longo do acordo. Os pagamentos de locação incluídos na mensuração do passivo de locação
incluem os pagamentos fixos, deduzidos de quaisquer incentivos já recebidos (caso aplicável) e pagamentos
198
variáveis associados a um índice ou taxa. Os pagamentos incluem ainda, caso aplicável, o preço de exercício de
uma opção de compra, que será exercida pelo Grupo com uma certeza razoável, e pagamentos de penalizações por
terminar o contrato, se os termos da locação refletirem a opção de exercício do Grupo.
O passivo da locação é mensurado pelo custo amortizado, utilizando o método do juro efetivo, sendo remensurado
quando se verificam alterações nos pagamentos futuros derivados de uma alteração da taxa ou índice, bem como
das possíveis modificações dos contratos de locação.
Pagamentos variáveis que não estejam associados a quaisquer índices ou taxas são reconhecidos como gasto do
exercício, no exercício em que ocorre o evento ou condição que leva ao pagamento.
Para o cálculo do valor presente dos pagamentos futuros da locação, o Grupo usa a sua taxa de juro incremental à
data de início da locação, uma vez que a taxa de juro implícita ao contrato não é prontamente determinável. Após
essa data, o montante do passivo da locação é aumentado por acréscimo de juros e reduzido por pagamentos de
rendas efetuados. Adicionalmente, o valor é remensurado se ocorrer alguma alteração nos termos do acordo, no
valor das rendas (e.g., alterações dos pagamentos futuros causadas por uma alteração de um índice ou taxa
utilizados para determinar esses pagamentos) ou uma alteração da avaliação de uma opção de compra associada
ao ativo subjacente.
(iii) Locações de curto prazo e locações de baixo valor
O Grupo aplica a isenção de reconhecimento às suas locações de curto prazo de ativos (i.e., locações com prazos
de 12 meses ou inferiores e não contêm uma opção de compra). O Grupo aplica igualmente a isenção de
reconhecimento a locações de ativos considerados de baixo valor. Os pagamentos de rendas de locações de curto
prazo e de baixo valor são reconhecidos como gasto do exercício, ao longo do período da locação.
Grupo como locador
Em contraste com a contabilização de locações para locatários, a IFRS 16 mantém substancialmente os princípios
de registo de locações para locadores anteriormente previstos na IAS 17. Pelo que os locadores continuarão a
classificar as locações entre operacionais ou financeiras, sendo que a IFRS 16 não implica alterações substanciais
para tais entidades face ao definido na IAS 17.
2.7. Subsídios governamentais ou de outras entidades públicas
Os subsídios atribuídos no âmbito de programas de formação profissional ou subsídios à exploração, são registados
na rubrica “Outros rendimentos” da demonstração consolidada dos resultados do exercício em que estes programas
são realizados, independentemente da data do seu recebimento, quando estão cumpridas todas as condições
necessárias para o seu recebimento.
Os subsídios atribuídos a fundo perdido para financiamento de ativos fixos tangíveis são registados na
demonstração da posição financeira como “Outros passivos correntes” e “Outros passivos não correntes”
relativamente às parcelas de curto prazo e de médio e longo prazo respetivamente, e reconhecidos na
demonstração dos resultados proporcionalmente às amortizações dos ativos fixos tangíveis subsidiados.
2.8. Imparidade dos ativos não correntes, exceto Goodwill
É efetuada uma análise de imparidade dos ativos do Grupo sempre que seja identificado um evento ou alteração
nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperável.
Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida
uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica “Provisões e perdas por
imparidade”.
A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o
montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras,
199
deduzido dos custos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa
futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do ativo e da sua alienação no final da sua vida
útil. A quantia recuperável é estimada para cada ativo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a
unidade geradora de fluxos de caixa à qual o ativo pertence.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada quando se conclui que as
perdas por imparidade reconhecidas anteriormente já não existem ou diminuíram. Esta análise é efetuada sempre
que existam indícios que a perda por imparidade anteriormente reconhecida tenha revertido. A reversão das perdas
por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica “Provisões e perdas por imparidade”. Esta
reversão da perda por imparidade é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de
amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado em exercícios anteriores.
2.9. Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são usualmente reconhecidos como custo na
demonstração dos resultados do exercício de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Nos casos em que são contratados empréstimos com o fim específico de financiar ativos, os juros correspondentes
são capitalizados, fazendo parte do custo do ativo. A capitalização destes encargos inicia-se após o início da
preparação das atividades de construção, e cessa quando o ativo se encontra pronto para utilização ou caso o
projeto seja suspenso.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022 não existiram encargos financeiros com empréstimos obtidos capitalizados.
2.10. Inventários
As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao custo médio ponderado,
deduzido do valor dos descontos de quantidade concedidos pelos fornecedores, o qual é inferior ao respetivo valor
de mercado.
Os produtos acabados e semiacabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso são valorizados ao
custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e
que é inferior ao valor de mercado.
As empresas do Grupo procederam ao registo das correspondentes perdas por imparidade para reduzir, quando
aplicável, os inventários ao seu valor realizável líquido ou ao preço de mercado.
2.11. Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo (i) tenha uma obrigação presente (legal ou
construtiva) resultante de um evento passado, (ii) seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma
saída de recursos e (iii) o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na
data de cada demonstração da posição financeira e ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa a essa data.
As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista um plano formal e
detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.
2.12. Ativos e passivos financeiros
Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos na demonstração consolidada da posição financeira do Grupo
quando este se torna parte das disposições contratuais do instrumento.
Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados pelo seu justo valor. Os custos de transação
diretamente atribuíveis à aquisição ou à emissão dos ativos e passivos financeiros (que não sejam ativos ou
passivos financeiros mensurados pelo justo valor através da demonstração dos resultados) são adicionados ou
deduzidos ao justo valor do ativo ou passivo financeiro, conforme o caso, no reconhecimento inicial.
200
Os custos de transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos ou passivos financeiros reconhecidos pelo
justo valor através da demonstração dos resultados são reconhecidos imediatamente na demonstração consolidada
dos resultados.
a. Ativos financeiros
Ativos financeiros
Todas as compras e vendas de ativos financeiros são reconhecidas à data da assinatura dos respetivos contratos
de compra e venda, independentemente da data da sua liquidação financeira. Todos os ativos financeiros
reconhecidos são mensurados subsequentemente ao custo amortizado ou, ao seu justo valor, dependendo do
modelo de negócio adotado pelo Grupo e das características dos seus fluxos de caixa contratuais.
No momento inicial, os ativos são classificados e subsequentemente mensurados ao custo amortizado, ao justo
valor através do outro rendimento integral e ao justo valor através dos resultados.
A classificação inicial dos ativos financeiros depende das caraterísticas contratuais dos fluxos de caixa e do modelo
de negócio que o Grupo adota para os gerir. Com exceção das contas a receber de clientes que não contêm uma
componente financeira significativa e para as quais o Grupo adota o expediente prático, o Grupo mensura no
momento inicial um ativo financeiro ao seu justo valor adicionado, no caso de um ativo não classificado como de
justo valor através dos resultados, dos custos de transação.
As contas a receber de clientes que não contêm uma componente financeira significativa e para as quais o Grupo
adota o expediente prático são mensuradas ao preço da transação determinado de acordo com a IFRS 15.
De forma a ser possível que um ativo financeiro seja classificado e mensurado ao custo amortizado ou ao justo valor
através do outro rendimento integral, ele deve proporcionar fluxos de caixa que representem apenas reembolsos de
capital e pagamentos de juros (“solely payments of principal and interest (SPPI)”) sobre o capital em dívida. Esta
avaliação, conhecida como o teste dos “fluxos de caixa apenas de reembolsos de capital e pagamentos de juros”, é
realizada para cada instrumento financeiro.
O modelo de negócio estabelecido para a gestão dos ativos financeiros diz respeito ao modo como o Grupo gere os
ativos financeiros com vista a obter os fluxos de caixa. O modelo de negócio pode ser concebido para obter os
fluxos de caixa contratuais, para alienar os ativos financeiros ou ambos.
Classificação de ativos financeiros
(i) Ativos financeiros ao custo amortizado (instrumentos de dívida e contas a receber)
Os instrumentos de dívida de rendimento fixo e as contas a receber que cumpram as seguintes condições são
mensurados subsequentemente pelo custo amortizado:
• o ativo financeiro é detido tendo em conta um modelo de negócio cujo objetivo é mantê-lo de forma a
receber os seus fluxos de caixa contratuais; e
• os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas específicas, a fluxos de caixa que são
apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida.
O método da taxa de juro efetiva é um método de calcular o custo amortizado de um instrumento financeiro e de
alocar o respetivo juro durante o período da sua vigência.
Para os ativos financeiros que não sejam adquiridos ou originados com imparidade (ou seja, ativos com imparidade
no reconhecimento inicial), a taxa de juro efetiva é a taxa que desconta exatamente os fluxos de caixa futuros
estimados (incluindo fees e comissões pagas ou recebidas que fazem parte integrante da taxa de juro efetiva,
custos de transação e outros prémios ou descontos) durante a vida esperada do instrumento na sua quantia
escriturada bruta na data do seu reconhecimento inicial.
201
O custo amortizado de um ativo financeiro é o montante pelo qual o mesmo é mensurado no reconhecimento inicial
deduzido dos reembolsos de capital, mais a amortização acumulada, utilizando o método da taxa de juro efetiva, de
qualquer diferença entre esse montante inicial e o montante do seu reembolso, ajustado por eventuais perdas por
imparidade.
A receita associada aos juros é reconhecida na demonstração consolidada dos resultados na rubrica "Rendimentos
financeiros”, através do método da taxa de juro efetiva, para os ativos financeiros registados subsequentemente
pelo custo amortizado ou ao justo valor através da demonstração dos resultados. A receita de juros é calculada
aplicando-se a taxa de juro efetiva à quantia escriturada bruta do ativo financeiro.
Os ativos financeiros ao custo amortizado são mensurados subsequentemente através do método do juro efetivo e
são sujeitos a imparidade. Os ganhos e perdas são registados nos resultados quando o ativo é desreconhecido,
modificado ou esteja em imparidade.
(ii) Ativos financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral (instrumentos de dívida)
Os instrumentos de dívida e as contas a receber que cumpram as seguintes condições são mensurados
subsequentemente a justo valor através de outro rendimento integral:
• o ativo financeiro é detido tendo em conta um modelo de negócio cujo objetivo prevê quer o recebimento
dos seus fluxos de caixa contratuais, quer a sua alienação; e
• os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas específicas, a fluxos de caixa que são
apenas pagamentos de capital e juros sobre o valor do capital em dívida.
No caso dos instrumentos de dívida mensurados ao justo valor através do outro rendimento integral, os juros
obtidos, as diferenças de câmbio e as perdas e reversões de imparidade são registadas nos resultados e calculadas
do mesmo modo dos ativos financeiros mensurados ao custo amortizado. As alterações de justo valor
remanescentes são registadas no outro rendimento integral.
No momento do desreconhecimento, as alterações no justo valor acumuladas no outro rendimento integral são
transferidas (recicladas) para os resultados.
(iii) Ativos financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral (instrumentos de capital)
No reconhecimento inicial, o Grupo pode efetuar uma escolha irrevogável (instrumento financeiro a instrumento
financeiro) de designar determinados investimentos em instrumentos de capital próprio (ações) a justo valor através
do outro rendimento integral quando eles satisfazem a definição de capital prevista na IAS 32 Instrumentos
financeiros: Apresentação e não são detidos para negociação. A classificação é determinada instrumento a
instrumento.
A designação a justo valor através de outro rendimento integral não é permitida se o investimento for mantido para
efeitos de negociação ou se resultar de uma contraprestação contingente reconhecida no âmbito de uma
concentração de atividades empresariais.
Um instrumento de capital é mantido para negociação se:
• ele for adquirido principalmente com o propósito de alienação no curto prazo;
• no reconhecimento inicial, fizer parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados que o
Grupo administra em conjunto e em que existe evidência de um padrão real recente de obtenção de
lucros a curto prazo; ou
• se for um instrumento financeiro derivado (exceto se se encontrar afeto a uma operação de cobertura).
Os investimentos em instrumentos de capital próprio reconhecidos ao justo valor através de outro rendimento
integral são mensurados inicialmente pelo seu justo valor acrescido dos custos de transação. Posteriormente, são
mensurados ao seu justo valor com os ganhos e perdas decorrentes da sua variação reconhecidos no outro
rendimento integral. No momento da sua alienação, o ganho ou a perda acumulado gerado com estes instrumentos
202
financeiros não é reclassificado para a demonstração consolidada dos resultados, mas sim transferido somente para
a rubrica de “Resultados transitados”.
Os dividendos associados a investimentos em instrumentos de capital próprio reconhecidos ao justo valor através
de outro rendimento integral são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados no momento em que
são atribuídos / deliberados, a menos que os mesmos representem claramente uma recuperação de parte do custo
do investimento. Os dividendos são registados na demonstração consolidada dos resultados na rubrica
"Rendimentos financeiros”.
Na primeira aplicação da IFRS 9, o Grupo designou os investimentos em instrumentos de capital próprio que não
eram mantidos para negociação como valorizados ao justo valor através de resultados (ver parágrafo seguinte).
(iv) Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados
Os ativos financeiros que não cumpram os critérios para serem mensurados pelo custo amortizado ou ao justo valor
através de outro rendimento integral são mensurados ao justo valor através da demonstração dos resultados. Estes
ativos incluem ativos financeiros detidos para negociação, ativos financeiros designados no momento de
reconhecimento inicial como mensurados ao justo valor através dos resultados, ou os ativos financeiros que
obrigatoriamente têm de ser mensuradas ao justo valor.
Os ativos financeiros registados ao justo valor através da demonstração dos resultados são mensurados pelo justo
valor apurado no final de cada período de relato, sendo os respetivos ganhos ou perdas reconhecidos na
demonstração consolidada dos resultados, exceto se fizerem parte de uma relação de cobertura.
Desreconhecimento de ativos financeiros
Um ativo financeiro (ou, quando aplicável, uma parte do ativo financeiro ou parte de um grupo de ativos financeiros
ativos) é desreconhecido (ou seja, removido da Demonstração da Posição Financeira) quando:
• Os direitos contratuais a receber fluxos de caixa resultantes do ativo financeiro expiram; ou
• O Grupo transferiu os seus direitos contratuais a receber fluxos de caixa resultantes do ativo financeiro
ou assumiu uma obrigação de pagar os fluxos de caixa recebidos na sua totalidade num curto prazo no
âmbito de um acordo no qual o Grupo i) não tem qualquer obrigação de pagar quantias aos destinatários
finais a menos que receba quantias equivalentes resultantes do ativo original; ii) está proibido pelos
termos do contrato de transferência de vender ou penhorar o ativo original que não seja como garantia
aos destinatários finais pela obrigação de lhes pagar fluxos de caixa; e  iii) o Grupo tem uma obrigação
de remeter qualquer fluxo de caixa que receba em nome dos destinatários finais sem atrasos
significativos;  e
• O Grupo transferiu substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo, ou o Grupo não transferiu
nem reteve substancialmente todos os ativos e benefícios do ativo, mas transferiu o controlo sobre o
ativo.
Quando o Grupo transfere os seus direitos de receber fluxos de caixa de um ativo ou é parte de um acordo que
pode possibilitar o desreconhecimento, avalia se, e em que extensão, foram retidos os riscos e benefícios
associados à titularidade do ativo.
Quando não foram transferidos nem retidos substancialmente todos os riscos e benefícios decorrentes da
propriedade de um ativo, nem transferido o controlo do ativo, o Grupo continua a reconhecer o ativo transferido na
medida do seu envolvimento continuado. Nesse caso, o Grupo também reconhece o passivo correspondente. O
ativo transferido e o passivo correspondente são mensurados numa base que reflete os direitos e obrigações que o
Grupo reteve.
Se o envolvimento continuado do Grupo assumir a forma de garantia prestada sobre o ativo transferido, a medida do
envolvimento continuado é a menor entre o valor contabilístico original do ativo e a quantia máxima da retribuição
recebida que o Grupo pode vir a pagar.
203
Consequentemente, os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas e as contas a receber
cedidas em factoring à data de cada demonstração da posição financeira, com exceção das operações de “factoring
sem recurso” (e para as quais seja inequívoco que são transferidos os riscos e benefícios inerentes a estas contas a
receber) são reconhecidas nas demonstrações financeiras do Grupo até ao momento do seu recebimento.
Imparidade de ativos financeiros
A partir de janeiro de 2018, o Grupo passou a avaliar de forma prospetiva as perdas de imparidade esperadas, de
acordo com a IFRS 9. O Grupo reconhece perdas de imparidade esperadas para instrumentos de dívida
mensurados ao custo amortizado ou ao justo valor através de outro rendimento integral, bem como para contas a
receber de clientes e de outras dívidas de terceiros. A quantia de perdas esperadas de imparidade para os ativos
financeiros acima referidos é atualizada a cada data de relato de forma a refletir as alterações no risco de crédito
ocorridas desde o reconhecimento inicial dos respetivos ativos financeiros.
De acordo com a abordagem simplificada prevista, o Grupo reconhece as perdas por imparidade esperadas para a
vida económica das contas a receber de clientes e outras dívidas de terceiros (“lifetime”). As perdas esperadas
sobre estes ativos financeiros são estimadas utilizando uma matriz de imparidade baseada na experiência histórica
de perdas por imparidade do Grupo, afetada por fatores prospetivos específicos relacionados com o risco de crédito
esperado dos devedores, pela evolução das condições económicas gerais e por uma avaliação das circunstâncias
atuais e perspetivadas à data de reporte financeiro. O Grupo considera 180 dias após a data de vencimento como
“default”.
O modelo utilizado para apuramento das imparidades de contas a receber consiste em:
• Estratificação dos clientes por tipo de rédito associado Nacional (Moldes/Outros) e Estrangeiro;
• Estruturação por antiguidade, ou seja, número de dias corridos desde a data de vencimento da faturação
à estratificação acima, considerando os seguintes intervalos: < 0 dias, 0 a 30 dias, 30 a 90 dias, 90 a
180 dias, Não Cobrado até 180 dias;
• Análise do histórico de incobráveis e “default” para as subpopulações identificadas;
• Segregação dos saldos em aberto tendo em consideração a existência de seguro de crédito;
• Para os saldos não cobertos por seguro de crédito apuramento da taxa histórica de incobráveis
considerando a faturação dos últimos três anos;
• Ajustar as taxas obtidas acima com uma componente forward looking com base em projeções futuras
que refletem a expectativa do Grupo para a evolução do mercado em que os clientes do Grupo se
inserem, nomeadamente no setor automóvel ou com este relacionado ou localizado na cadeia de valor a
montante deste;
• Aplicar as taxas apuradas ao saldo de clientes em aberto na data de relato.
É entendimento do Grupo Ramada que a segregação entre terceiros atendendo à sua nacionalidade e tipologia de
atividade comercial é a que melhor permite segmentar os terceiros de acordo com o seu risco de crédito, e definir
um portfólio homogéneo de contas a receber para a determinação da imparidade por perdas de crédito.
Adicionalmente é entendimento do Grupo, de que a utilização da faturação dos últimos três anos é a que melhor
reflete a experiência no que se refere a perdas de crédito históricas.
Além disso, o Grupo mantém e reconhece imparidades em base casuística, com base em saldos específicos e
eventos passados específicos, tendo em conta a informação histórica das contrapartes, o seu perfil de risco e outros
dados observáveis de forma a aferir se existe indicadores objetivos de imparidade para esses ativos financeiros.
Em certos casos, o Grupo pode também considerar que um ativo financeiro está em incumprimento quando exista
informação interna e externa que indique que é improvável que o Grupo venha a receber a totalidade do crédito sem
que tenha de acionar as garantias que possua.
Para todas as outras situações e naturezas de saldos a receber, o Grupo aplica a abordagem geral do modelo de
imparidade, avaliando a cada data de relato se existiu um aumento significativo do risco de crédito desde a data do
reconhecimento inicial do ativo. Se não tiver existido um aumento do risco de crédito, o Grupo calcula uma
imparidade correspondente à quantia equivalente às perdas esperadas num prazo de 12 meses. Se tiver existido
204
um aumento do risco de crédito, o Grupo calcula uma imparidade correspondente à quantia equivalente às perdas
esperadas para todos os fluxos de caixa contratuais até à maturidade do ativo. A avaliação do risco de crédito é
efetuada de acordo com os critérios divulgados nas políticas de gestão de risco crédito.
b. Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio
Classificação como passivo financeiro ou como instrumento de capital próprio
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados como passivo ou como capital próprio
de acordo com a substância contratual da transação.
Capital próprio
São considerados pelo Grupo instrumentos de capital próprio aqueles em que o suporte contratual da transação
evidencie que o Grupo detém um interesse residual num conjunto de ativos após dedução de um conjunto de
passivos.
Os instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo são reconhecidos pelo montante recebido, líquido dos
custos diretamente atribuíveis à sua emissão.
A recompra de instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo (ações próprias) é contabilizada pelo seu custo
de aquisição como uma dedução ao capital próprio. Os ganhos ou perdas inerentes à alienação de ações próprias
são registados na rubrica “Outras reservas”.
Passivos financeiros
Após o reconhecimento inicial, todos os passivos financeiros são mensurados subsequentemente pelo custo
amortizado ou ao justo valor através da demonstração dos resultados.
Os passivos financeiros são registados ao justo valor através da demonstração dos resultados quando:
• o passivo financeiro resultar de uma contraprestação contingente decorrente de uma concentração de
atividades empresariais;
• quando o passivo for detido para negociação; ou
• quando o passivo for designado para ser registado a justo valor através da demonstração dos
resultados.
Um passivo financeiro é classificado como detido para negociação se:
• for adquirido principalmente com o propósito de alienação no curto prazo; ou
• no reconhecimento inicial, fizer parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados que o
Grupo administra em conjunto e em que existe evidência de um padrão real recente de obtenção de
lucros a curto prazo; ou
• se for um instrumento financeiro derivado (exceto se se encontrar afeto a uma operação de cobertura).
Os passivos financeiros registados ao justo valor através da demonstração consolidada dos resultados são
mensurados pelo seu justo valor com os respetivos ganhos ou perdas decorrentes da sua variação reconhecidos na
demonstração consolidada dos resultados, exceto se estiverem afetos a operações de cobertura.
Passivos financeiros mensurados subsequentemente ao custo amortizado
Os passivos financeiros que não são designados para registo ao justo valor através da demonstração dos
resultados são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa de juro
efetiva.
O método da taxa de juro efetiva é um método de calcular o custo amortizado de um passivo financeiro e de alocar
o respetivo juro durante o período da sua vigência.
A taxa de juro efetiva é a taxa que desconta exatamente os fluxos de caixa futuros estimados (incluindo fees e
comissões pagas ou recebidas que fazem parte integrante da taxa de juro efetiva, custos de transação e outros
205
prémios ou descontos) durante a vida esperada do passivo financeiro na sua quantia escriturada na data do seu
reconhecimento inicial.
Tipologias de passivos financeiros
Os empréstimos sob a forma de emissões de papel comercial são classificados como passivos não correntes
quando têm garantia de colocação por um período superior a um ano e é intenção do Conselho de Administração do
Grupo utilizar essa fonte de financiamento igualmente por um período superior a um ano.
Após o reconhecimento inicial, os empréstimos são subsequentemente mensurados ao custo amortizado através da
utilização do método do juro efetivo. Ganhos e perdas são registados na demonstração dos resultados quando os
passivos são desreconhecidos e através da amortização decorrente do método do juro efetivo. O custo amortizado é
calculado tendo em conta qualquer desconto ou prémio na aquisição e os honorários e outros custos que sejam
parte integral da taxa de juro efetiva. O efeito do juro efetivo é registado nos gastos financeiros na demonstração
dos resultados.
Os outros passivos financeiros referem-se, essencialmente, a passivos da locação, as quais são inicialmente
registadas pelo seu justo valor. Estes passivos financeiros são, subsequentemente ao seu reconhecimento inicial,
mensurados pelo custo amortizado, através do método da taxa de juro efetiva.
Desreconhecimento de passivos financeiros
O Grupo desreconhece passivos financeiros quando, e somente quando, as obrigações do Grupo são liquidadas,
canceladas ou expiraram.
A diferença entre a quantia escriturada do passivo financeiro desreconhecido e a contraprestação paga ou a pagar é
reconhecida na demonstração consolidada dos resultados.
Quando o Grupo troca com um determinado credor um instrumento de dívida por outro com termos
substancialmente diferentes, essa troca é contabilizada como uma extinção do passivo financeiro original e o
reconhecimento de um novo passivo financeiro.
De igual forma, o Grupo contabiliza as modificações substanciais nos termos de uma responsabilidade existente, ou
em parte dela, como uma extinção do passivo financeiro original e o reconhecimento de um novo passivo financeiro.
Caso a modificação não seja substancial, a diferença entre: (i) a quantia escriturada do passivo antes da
modificação; e (ii) o valor presente dos fluxos de caixa futuros após a modificação é reconhecida na demonstração
consolidada dos resultados como um ganho ou perda da modificação.
c. Instrumentos financeiros derivados e contabilidade de cobertura.
Quando entende relevante, o Grupo utiliza instrumentos financeiros derivados, tais como contratos forward de taxas
de câmbio e swaps de taxas de juros para cobrir os seus riscos de câmbio e de juro, respetivamente.
Tais instrumentos financeiros derivados são inicialmente registados ao justo valor na data em que o derivado é
contratado e são subsequentemente mensurados ao justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos
são reconhecidas em capitais próprios na rubrica “Reservas de cobertura”, sendo transferidas para resultados no
mesmo período em que o instrumento objeto de cobertura afeta resultados.
Os derivados são apresentados no ativo quando o seu justo valor é positivo e no passivo quando o seu justo valor é
negativo.
Em termos de contabilidade de cobertura, as coberturas são classificadas como:
• Cobertura de justo valor quando a finalidade é cobrir a exposição a alterações de justo valor de um ativo
ou passivo registado ou de um compromisso do Grupo não registado.
• Cobertura de fluxos de caixa quando a finalidade é cobrir a exposição à variabilidade dos fluxos de caixa
decorrente de um risco específico associado à totalidade ou a uma componente de um ativo ou passivo
206
registado ou a uma transação prevista de ocorrência altamente provável ou o risco de câmbio associado
a um compromisso do Grupo não registado.
No início da relação de cobertura, o Grupo formalmente designa e documenta a relação de cobertura para a qual
pretende aplicar a contabilidade de cobertura bem como a finalidade de gestão e estratégia dessa cobertura.
A documentação inclui a identificação do instrumento de cobertura, o item ou transação coberta, a natureza do risco
a ser coberto e o modo como o Grupo avalia se a relação de cobertura cumpre com os requisitos de contabilidade
de cobertura (incluindo a sua análise das fontes de ineficácia da cobertura e a forma como determina a taxa de
cobertura). O relacionamento de cobertura é qualificável para contabilidade de cobertura se satisfaz todos os
seguintes requisitos de eficácia da cobertura:
(i) Existe uma relação económica entre o item coberto e o instrumento de cobertura;
(ii) O efeito do risco de crédito não domina as alterações de valor que resultam dessa relação económica; e
(iii) O rácio de cobertura do relacionamento de cobertura é o mesmo que o que resulta da quantidade do item
coberto que uma entidade cobre efetivamente e da quantidade do instrumento de cobertura que a
entidade utiliza efetivamente para cobrir essa quantidade do item coberto.
Os relacionamentos de cobertura que satisfaçam os critérios de elegibilidade acima, são contabilizados, como
segue:
Cobertura de justo valor
A alteração no justo valor do instrumento de cobertura é registada na demonstração dos resultados. A alteração no
justo valor do item coberto atribuível ao risco coberto é registada como parte do valor contabilístico do item coberto
e também é registada na demonstração dos resultados.
Para cobertura de justo valor de itens mensurados ao custo amortizado, qualquer ajustamento ao valor contabilístico
é amortizado na demostração dos resultados pelo período remanescente da cobertura usando o método do juro
efetivo. A amortização através do método do juro efetivo inicia-se quando existe o ajustamento e nunca mais tarde
do momento no qual o item coberto deixa de ser ajustado pelas alterações no justo valor atribuíveis ao risco que
está sendo coberto.
Se o item coberto é desreconhecido, o justo valor por amortizar é registado imediatamente na demonstração dos
resultados.
Quando um compromisso não registado é designado como item coberto, as alterações acumuladas subsequentes
no justo valor do compromisso do Grupo atribuíveis ao risco coberto são reconhecidas como um ativo ou passivo e
o correspondente ganho ou perda registado na demonstração dos resultados.
Cobertura de fluxos de caixa
A parcela eficaz do ganho ou perda no instrumento de cobertura é reconhecida no Outro rendimento integral na
reserva de cobertura de fluxos de caixa, enquanto que a parcela ineficaz é reconhecida imediatamente na
demonstração dos resultados. A reserva de cobertura de fluxos de caixa é ajustada para o menor dos valores entre
o ganho ou perda acumulada no instrumento de cobertura e a alteração acumulada no justo valor do item coberto.
O Grupo usa contratos de forward de taxas de câmbio para cobrir a exposição ao risco cambial em transações
esperadas e compromissos assumidos. A parcela ineficaz relacionada com os contratos de taxas de câmbio é
reconhecida na demonstração de resultados.
O Grupo designa apenas o elemento à vista dos contratos forward como instrumento de cobertura. O elemento
forward é reconhecido no Outro rendimento integral e acumulado numa componente separada de capital próprio.
As quantias acumuladas no Outro rendimento integral são contabilizadas em função da natureza da relação de
cobertura respetiva. Se a relação de cobertura subsequentemente se traduz no registo de um item não financeiro, a
quantia acumulada é removida da componente separada de capital próprio e incluída no custo inicial ou valor
contabilístico do ativo ou passivo coberto. Tal não é um ajustamento de reclassificação e não deve ser registado no
Outro rendimento integral do período. Isto também é aplicável quando uma transação esperada coberta de um ativo
207
não financeiro ou de um passivo não financeiro se converte num compromisso do Grupo sujeito a contabilidade de
cobertura.
Para quaisquer outras coberturas de fluxos de Caixa, a quantia acumulada no Outro rendimento integral é
reclassificada para a demonstração dos resultados como um ajustamento de reclassificação no mesmo período ou
períodos durante os quais os fluxos de caixa cobertos afetam a demonstração dos resultados
Se a contabilidade de cobertura de fluxos de caixa for interrompida, a quantia acumulada no Outro rendimento
integral deve permanecer se se esperar que os fluxos de Caixa futuros cobertos ainda ocorram. Caso contrário, a
quantia acumulada é reclassificada imediatamente para a demonstração dos resultados como um ajustamento de
reclassificação. Após a interrupção, assim que os fluxos de caixa coberto ocorram, qualquer quantia acumulada
remanescente no Outro rendimento integral deve ser contabilizada de acordo com a natureza da transação
subjacente como descrito acima.
O Grupo está exposto ao risco de taxa de câmbio nas transações relativas à compra de matérias-primas e à venda
de produtos acabados em mercados internacionais em moeda diferente do Euro.
Sempre que o Conselho de Administração considere necessário, para reduzir a volatilidade dos seus resultados à
variabilidade das taxas de câmbio, a exposição é controlada através de um programa de compra de divisas a prazo
(forwards) ou de outros instrumentos derivados de taxa de câmbio. O Conselho de Administração entende que
eventuais alterações da taxa de câmbio não teriam tido um efeito significativo sobre as demonstrações financeiras
com referência a 31 de dezembro de 2023.
Durante o exercício de 2023 e 2022 não foram contratados instrumentos financeiros derivados de cobertura de risco
de taxa de juro, nem de taxa de câmbio.
Compensação de instrumentos financeiros
Ativos financeiros e passivos financeiros são compensados e o respetivo valor líquido é apresentado na
demonstração da posição financeira consolidada se existir um direito presente de cumprimento obrigatório para
compensar as quantias reconhecidas e existe a intenção de ou liquidar numa base líquida, ou realizar o ativo e
liquidar simultaneamente o passivo.
As dívidas a fornecedores ou a outros terceiros são registadas pelo seu valor nominal e não ao custo amortizado
dado que o efeito do desconto é considerado imaterial.
O Grupo contrata operações de confirming com instituições financeiras, as quais são enquadráveis como reverse
factoring agreements. O Grupo não utiliza estes contratos como forma de gerir as suas necessidades de liquidez já
que o pagamento das faturas se mantém na data do vencimento das mesmas; nesta data, o Grupo paga às
instituições financeiras os valores adiantados.
Consequentemente, e tendo em consideração que estes contratos não originam gasto financeiro líquido para o
Grupo, os montantes das faturas adiantadas aos fornecedores que aderem a estes contratos são mantidos no
passivo na rubrica “Fornecedores”. O passivo apenas é desreconhecido quando as obrigações subjacentes se
extinguem pelo pagamento, são canceladas ou expiram.
2.13. Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” correspondem aos valores de caixa, depósitos
bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser
imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor.
Ao nível da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” compreende também os
descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente “Outros empréstimos”.
208
2.14. Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método direto.
A demonstração dos fluxos de caixa encontra-se classificada em atividades operacionais (que englobam os
recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos a pessoal e outros relacionados com a atividade
operacional), de financiamento (que incluem, designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a
empréstimos obtidos, passivos da locação e pagamento de dividendos) e de investimento (que incluem,
nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos em empresas participadas e recebimentos e pagamentos
decorrentes da compra e da venda de ativos fixos tangíveis).
2.15. Ativos e passivos contingentes
Os ativos contingentes são possíveis ativos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente
será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo do
Grupo.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo mas unicamente objeto de
divulgação quando é provável a existência de um benefício económico futuro.
Os passivos contingentes são definidos pelo Grupo como (i) obrigações possíveis que surjam de acontecimentos
passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo do Grupo ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos
passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um exfluxo de recursos que incorpore
benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser
mensurada com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo, sendo os mesmos objeto
de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja
remota, caso este em que não são sequer objeto de divulgação.
2.16. Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas
na consolidação e considera a tributação diferida.
O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na
consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor.
A generalidade das subsidiárias incluídas no perímetro de consolidação do Grupo Ramada pelo método integral
sedeadas em Portugal são tributadas segundo o regime especial de tributação de grupos de sociedades, de acordo
com o art.º 69º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas.
O montante de impostos sobre o rendimento apurado (corrente e diferido) reconhecido nas demonstrações
financeiras consolidadas reflete o entendimento do Grupo sobre o tratamento fiscal apropriado às transações em
concreto, sendo reconhecidos passivos relativos a impostos sobre rendimentos ou outro tipo de impostos, refletindo
deste modo a interpretação do Grupo do regime tributário aplicável. Nas situações em que tais interpretações
venham a ser questionadas pelas Autoridades Fiscais, no âmbito das suas competências, pelo facto da sua
interpretação ser distinta da do Grupo, tal situação é objeto de reanálise.
Sempre que a perda de um eventual litígio (ou litígio efetivo) não seja provável, o Grupo trata a situação como um
passivo contingente, não reconhecendo qualquer valor de imposto. Nas situações, em que a perda é provável é
reconhecida uma provisão, ou caso tenha sido efetuado o pagamento, é reconhecido o gasto associado.
Nas situações em que tenham sido efetuados pagamentos relativos a imposto sobre o rendimento ao abrigo de
regimes especiais de regularização de dívidas fiscais, e em que se mantenha em aberto a defesa do Grupo e que a
209
perda não seja considerada provável, tais pagamentos são reconhecidos como um ativo, por corresponderem a
montantes que serão expectavelmente reembolsados ao Grupo ou que poderão ser utilizados para efetuar o
pagamento do imposto que venha a ser determinado devido.
O Conselho de Administração do Grupo entende que eventuais correções resultantes de revisões/inspeções por
parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações
financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2023 e 2022.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade da demonstração da posição
financeira e refletem as diferenças temporárias entre o montante dos ativos e passivos para efeitos de reporte
contabilístico e os respetivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos diferidos ativos e passivos são
calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou substancialmente em vigor à data
expectável da reversão das diferenças temporárias.
A mensuração dos ativos e passivos por impostos diferidos:
– É efetuada de acordo com as taxas que se espera que sejam de aplicar no período em que o ativo for realizado
ou o passivo liquidado, com base nas taxas fiscais aprovadas à data da demonstração da posição financeira; e
– Reflete as consequências fiscais decorrentes da forma como o Grupo espera, à data da demonstração da
posição financeira, recuperar ou liquidar a quantia escriturada dos seus ativos e passivos.
Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros
fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis
que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é
efetuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a
sua utilização futura.
Não são reconhecidos impostos diferidos relativos às diferenças temporárias associadas aos investimentos em
associadas por se considerar que se encontram satisfeitas, simultaneamente, as seguintes condições:
– O Grupo é capaz de controlar a tempestividade da reversão da diferença temporária; e
– É provável que a diferença temporária não se reverterá no futuro previsível.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, exceto se resultarem de valores
registados diretamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma
rubrica.
2.17. Rédito de contratos com clientes
O rédito é mensurado de acordo com a retribuição especificada nos contratos estabelecidos com os clientes. A IFRS
15 estabelece que uma entidade reconheça o rédito para refletir a transferência de bens e serviços contratados
pelos clientes, no montante que corresponda à retribuição que a entidade espera ter direito a receber como
contrapartida da entrega desses bens ou serviços.
No âmbito da tipificação dos canais de rédito do Grupo e consequente identificação de obrigações de desempenho,
foi identificada a venda de aço e similares, em que a obrigação de desempenho identificada se traduz em fornecer
os bens encomendados pelo cliente. Deste modo, o Grupo reconhece o rédito de contratos com clientes quando
transfere o controlo sobre um determinado bem ou serviço para o cliente. A transferência de controlo ocorre na
mesma medida de que os riscos associados são transferidos, de acordo com as condições contratuais
estabelecidas. A transferência de controlo dos bens ocorre quando os bens são entregues nas instalações do
cliente.
Para a obrigação de desempenho identificada o Grupo na medida em que tem a capacidade de dirigir o uso do ativo
e obter substancialmente todos os benefícios económicos associados ao mesmo, que controla efetivamente o ativo/
serviço até à data da transferência, motivo pelo qual atua como principal.
210
Venda de produtos de aço e similares
O Grupo reconhece o rédito de acordo com a IFRS 15, com base no modelo de 5 passos abaixo:
1. identificação do contrato com um cliente;
2. identificação das obrigações de desempenho;
3. determinação do preço da transação;
4. alocação do preço da transação a obrigações de desempenho; e
5. reconhecimento do rédito quando ou à medida que a entidade satisfaz uma obrigação de performance.
Descontos de quantidade
O Grupo proporciona pontualmente descontos retrospetivos de volumes a alguns clientes quando uma determinada
quantidade de compras em determinado período excede um determinado limite previsto no contrato. Os descontos
são registados a crédito da respetiva conta a receber do cliente. Para estimar a retribuição variável associada ao
valor esperado de descontos de quantidade a concede, o Grupo baseia-se em dados históricos relativos a cada
cliente.
(ii) Componente financeira significativa
Fazendo uso do expediente prático previsto na IFRS 15, o Grupo não ajusta o valor da retribuição pelo efeito
financeiro quando tem a expetativa, no momento inicial, que o período entre a transferência do bem ou serviço para
o cliente e o momento em que o cliente paga o bem ou o serviço é menor do que um ano. O mesmo acontece
quando o Grupo recebe adiantamentos de curto-prazo dos seus clientes – neste caso, também o valor da retribuição
não é ajustado pelo efeito financeiro. No caso em que o Grupo recebe adiantamento de longo prazo dos seus
clientes, o preço da transação desses contratos é descontado usando uma taxa que reflita o que aconteceria na
transação autónoma de financiamento entre o Grupo e os seus clientes no momento inicial do contrato, de modo a
levar em consideração a componente financeira significativa.
Contas a receber de clientes
Uma conta a receber representa o direito incondicional (ou seja, apenas depende da passagem de tempo até que a
retribuição seja devida) do Grupo em receber a retribuição.
Ativos de contratos com clientes
Um ativo de contrato com clientes é um direito a receber uma retribuição em troca de bens ou serviços transferidos
para o cliente. Se o Grupo entrega os bens ou presta os serviços a um cliente antes do cliente pagar a retribuição ou
antes da retribuição ser devida, o ativo contratual corresponde ao valor da retribuição que é condicional.
Passivos de contratos com clientes
Um passivo de contratos com clientes é a obrigação de transferir bens ou serviços para os quais o Grupo recebeu
(ou tem direito a receber) uma retribuição de um cliente. Se o cliente paga a retribuição antes que o Grupo transfira
os bens ou serviços, um passivo contratual é registado quando o pagamento é efetuado ou quando é devido
(dependendo do que aconteça primeiro). Os passivos contratuais são reconhecidos como rédito quando o Grupo
executa as suas obrigações de desempenho contratuais.
No âmbito da IFRS 15 estão incluídos como rubricas da demonstração consolidada da posição financeira a rubrica
de clientes, não existindo para além desta rubrica ativos nem passivos relacionados com contratos com clientes.
2.18. Especialização dos exercícios
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo
qual estas são reconhecidas à medida que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou
pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são
211
registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas “Outros ativos correntes”, “Outros
passivos correntes”, “Outros ativos não correntes” e “Outros passivos não correntes”.
2.19. Propriedades de investimento
As propriedades de investimento, correspondentes a ativos detidos com a finalidade de obtenção de rendas ou
apreciação de capital, são mensuradas ao seu valor de custo, incluindo custos de transação.
As propriedades de investimento detidas pelo Grupo são detidas com o objetivo da obtenção de rendas, não sendo
detidos para fins administrativos ou para venda no decurso da atividade corrente do Grupo.
As propriedades arrendadas localizam-se em terrenos rústicos na sua maioria deslocados de aglomerados
populacionais destinados à plantação de eucalipto (exploração florestal).
Sempre que o Grupo detém propriedades em que uma parte são detidas para obter rendas e outra parte detidas
para uso na produção de bens ou serviços, as mesmas são contabilizadas de forma separada, caso possam ser
vendidas separadamente. Caso não possam ser vendidas separadamente a propriedade só será considerada como
propriedade de investimento apenas se uma parte insignificante for detida para utilização de produção de bens ou
serviços.
2.20. Ativos detidos para venda e operações em descontinuação
Incluem-se nesta categoria os ativos ou grupo de ativos cujo respetivo valor seja realizável através de uma
transação de venda ou, conjuntamente, como um grupo numa transação única, e os passivos diretamente
associados a estes ativos que sejam transferidos na mesma transação. Os ativos e passivos nesta situação são
mensurados ao mais baixo valor entre o respetivo valor contabilístico e o justo valor deduzido dos custos de vender.
Para que esta situação se verifique é necessário que a venda seja muito provável (sendo expectável que se
concretize num prazo inferior a 12 meses), e que o ativo esteja disponível para venda imediata nas atuais
condições, para além de que o Grupo se tenha comprometido com a sua venda.
A amortização dos ativos nestas condições cessa a partir do momento em que são classificados como detidos para
venda e são apresentados como correntes em linhas próprias do ativo, passivo e capital próprio. Uma unidade
operacional descontinuada é um componente (unidades operacionais e fluxos de caixa que podem ser claramente
distinguidos, operacionalmente e para finalidades de relato financeiro, do resto da entidade) de uma entidade que ou
foi alienada ou está classificada como detida para venda, e:
(i) representa uma importante linha de negócios ou área geográfica de operações separada;
(ii) é parte integrante de um único plano coordenado para alienar uma importante linha de negócios ou área
geográfica de operações separada; ou
(iii) é uma subsidiária adquirida exclusivamente com vista à revenda.
Os resultados das unidades operacionais descontinuadas são apresentados como uma quantia única na
demonstração dos resultados, compreendendo os lucros ou prejuízos após os impostos das unidades operacionais
descontinuadas, adicionados dos ganhos ou perdas após os impostos reconhecidos na mensuração pelo justo valor
menos os custos de vender ou na alienação de ativos ou de grupo(s) para alienação que constituam a unidade
operacional descontinuada.
Os saldos e transações entre operações continuadas e operações descontinuadas são eliminados na extensão que
representem as operações que deixarão de ser levadas a cabo pelo Grupo.
Não existem ativos nestas condições em 31 de dezembro de 2023 e 2022.
212
2.21. Saldos e transações expressos em moeda estrangeira
Todos os ativos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros, utilizando as taxas de
câmbio oficiais vigentes à data da demonstração da posição financeira.
As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor
na data das transações e as vigentes na data das cobranças, dos pagamentos ou à data da demonstração da
posição financeira são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada dos resultados do
exercício, exceto as relativas a valores não monetários cuja variação de justo valor seja registada diretamente em
capital próprio.
2.22. Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data da demonstração da posição financeira que proporcionem provas ou informações
adicionais sobre condições que existiam à data da demonstração da posição financeira (“adjusting events”) são
refletidos nas demonstrações financeiras do Grupo. Os eventos após a data da demonstração da posição financeira
que sejam indicativos de condições que surgiram após a data da demonstração da posição financeira (“non
adjusting events”), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.
2.23. Informação por segmentos
Em cada exercício, são identificados os segmentos relatáveis aplicáveis ao Grupo mais adequados tendo em
consideração as atividades desenvolvidas. Segmento operacional é um grupo de ativos e operações do Grupo cuja
informação financeira é utilizada no processo de decisão desenvolvido pela gestão do Grupo.
Os segmentos operacionais são apresentados nestas demonstrações financeiras consolidadas da mesma forma
que são apresentados internamente na análise da evolução da atividade do Grupo.
As políticas contabilísticas do relato por segmentos são as utilizadas consistentemente no Grupo. Todas as vendas
e prestações de serviços intersegmentais são apresentados a preços de mercado e todas as vendas e prestações
de serviços intersegmentais são eliminadas na consolidação.
A informação relativa aos segmentos identificados é apresentada na Nota 36.
2.24. Benefícios a Empregados
Plano para pensão de reforma
A subsidiária Socitrel assumiu compromissos de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de
complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez. Para cobrir essas responsabilidades existem os
correspondentes fundos de pensões autónomos, cujos encargos anuais, determinados de acordo com cálculos
atuariais são registados como custos ou proveitos do exercício, em conformidade com a IAS 19 – “Benefícios dos
empregados”.
Planos de benefícios definidos
O passivo reconhecido na demonstração consolidada da posição financeira relativamente a plano de benefícios
definidos é o valor presente da obrigação do benefício definido à data de balanço. A obrigação do plano de
benefícios definidos é calculada anualmente por atuários independentes, utilizando o método do crédito a unidade
projetada. O valor presente da obrigação do benefício definido é determinado pelo desconto das saídas de caixa
futuras, utilizando a taxa de juro de obrigações de elevada qualidade denominadas na mesma moeda em que os
benefícios serão pagos e com termos de maturidade que se aproximam dos da responsabilidade assumida.
Todos os ganhos e perdas atuariais resultantes de ajustamentos em função da experiência e alterações nas
premissas atuariais são reconhecidos diretamente no capital próprio e apresentados em outro rendimento integral
no exercício em que ocorrem, não sendo reclassificados nos resultados subsequentemente.
213
Os custos financeiros líquidos e os rendimentos decorrentes dos ativos do plano são reconhecidos nos resultados.
Os custos financeiros são calculados aplicando a taxa de desconto ao passivo de benefício definido ou ativo. O
Grupo reconhece os custos de serviços correntes, passados, os ganhos e perdas nos corte e ou liquidações, bem
como os custos financeiros líquidos na rubrica de “Gastos com Pessoal”.
Os custos de serviços passados são imediatamente reconhecidos em resultados, exceto se as alterações no plano
de pensões são condicionadas pela permanência dos empregados em serviço por um determinado período de
tempo (o período que qualifica para o benefício). Neste caso, os custos de serviços passados são amortizados
numa base de linha reta ao longo do período em causa.
Os ganhos e perdas gerados por um corte ou uma liquidação de um plano de pensões de benefícios definidos são
reconhecidos nos resultados do exercício em que o corte ou a liquidação ocorre. Um corte ocorre quando se verifica
uma redução material no número de empregados ou o plano é alterado para que os benefícios definidos sejam
reduzidos, com efeito material, originando assim uma redução nas responsabilidades com o plano.
No entanto historicamente no caso da subsidiária Socitrel, a situação patrimonial dos fundos de pensões autónomos
é superior às responsabilidades por serviços passados. Desta forma, o Grupo Ramada registava um ativo nas suas
demonstrações financeiras consolidadas na medida em que o diferencial corresponda a menores necessidades de
dotações para os fundos de pensões no futuro. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023, ocorreu a
extinção do Fundo de Pensões Socitrel, após ter sido obtida a devida autorização da ASF - Autoridade de
Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (Nota 14).
Planos de contribuição definida
Os planos de contribuição definida são planos de pensões para os quais se efetua contribuições definidas a
entidades independentes (fundos) e relativamente aos quais não tem obrigação legal ou construtiva de pagar
qualquer contribuição adicional no momento em que os empregados usufruam dos referidos benefícios.
As contribuições consistem numa percentagem da remuneração auferida pelos colaboradores incluídos no plano, a
qual se encontra definida no Regulamento do mesmo e que varia apenas em função da antiguidade e função dos
seus beneficiários. As contribuições para planos de contribuição definida são contabilizadas como custo no período
em que são devidas.
2.25. Alterações de políticas contabilísticas e correção de erros
A respeito das novas normas, interpretações, emendas e revisões às IFRS ver Nota 2.1.
Não ocorreram durante o exercício alterações voluntárias de políticas contabilísticas, não tendo igualmente sido
reconhecidos erros materiais relativos a exercícios anteriores.
3. JULGAMENTOS E ESTIMATIVAS
Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, em conformidade com o normativo contabilístico em
vigor (Nota 2.1), o Conselho de Administração do Grupo adotou certos pressupostos e estimativas que afetam os
ativos e passivos, bem como os rendimentos e gastos incorridos relativos aos períodos reportados. Todas as
estimativas e assunções efetuadas pelo Conselho de Administração foram efetuadas com base no seu melhor
conhecimento existente, à data de aprovação das demonstrações financeiras, dos eventos e transações em curso.
Os principais juízos de valor e estimativas mais significativas efetuadas utilizadas na preparação nas demonstrações
financeiras consolidadas incluem:
a) Determinação de perdas de imparidade em contas a receber
As perdas de imparidade em contas a receber são apuradas conforme indicado na Nota 2.12. Deste
modo, a determinação da imparidade através da análise individual corresponde ao julgamento do Grupo
214
quanto à situação económica e financeira dos seus clientes e à sua estimativa sobre o valor atribuído a
eventuais garantias existentes, com o consequente impacto nos fluxos de caixa futuros esperados. Por
outro lado, as perdas de imparidade esperadas no crédito concedido são apuradas tendo em conta um
conjunto de informação histórica e de pressupostos, os quais poderão vir a não ser representativos da
incobrabilidade futura dos devedores do Grupo.
b) Valorização das propriedades de investimento
Embora a política contabilística seguida pelo Grupo na valorização das propriedades de investimento
seja o seu custo, para efeitos de divulgação do valor de mercado destes ativos e aferição de eventuais
perdas por imparidade, o cálculo do seu valor de mercado inclui julgamentos e estimativas relevantes,
nomeadamente previsão de rendas futuras e taxas de desconto (yields).
As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das
demonstrações financeiras consolidadas e com base no melhor conhecimento e na experiência de eventos
passados e/ou correntes. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo
previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações a essas estimativas, que ocorram
posteriormente à data das demonstrações financeiras consolidadas, serão corrigidas na demonstração dos
resultados de forma prospetiva, conforme disposto pelo IAS 8 – Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas
Contabilísticas e Erros.
4. GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO
O Grupo Ramada encontra-se exposto essencialmente ao: (i) risco de mercado; (ii) risco de liquidez; (iii) risco de
crédito; e (iv) risco de capital. O principal objetivo do Conselho de Administração ao nível da gestão de risco é o de
reduzir estes riscos a um nível considerado aceitável para o desenvolvimento das atividades do Grupo. As linhas
orientadoras da política de gestão de risco são definidas pelo Conselho de Administração da Ramada, o qual
determina quais os limites de risco aceitáveis. A concretização operacional da política de gestão de risco é levada a
cabo pela Administração e pela Direção de cada uma das empresas participadas.
i. Risco de mercado
Revestem-se de particular importância no âmbito da gestão de risco de mercado o risco de taxa de juro e o risco da
variabilidade nos preços de commodities.
O Grupo, quando entende necessário, utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos de mercado a que
está exposto como forma de garantir a sua cobertura, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objetivo
de negociação ou especulação.
a) Risco de taxa de juro
O risco de taxa de juro é essencialmente resultante do endividamento do Grupo indexado a taxas variáveis (na sua
maioria indexada à Euribor), que pode expor o custo da dívida a um risco de volatilidade.
O Conselho de Administração do Grupo Ramada aprova os termos e condições dos financiamentos considerados
materiais para o Grupo, analisando para tal a estrutura da dívida, os riscos inerentes e as diferentes opções
existentes no mercado, nomeadamente quanto ao tipo de taxa de juro (fixo/variável).
A análise de sensibilidade abaixo foi calculada com base na exposição à taxa de juro existente à data das
demonstrações financeiras consolidadas. Para esta análise foi tido como pressuposto base que a estrutura de
financiamento (ativos e passivos remunerados) se mantém estável ao longo do ano e semelhante à apresentada em
31 de dezembro de 2023 e 2022.
215
Deste modo, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a sensibilidade do Grupo a alterações no
indexante da taxa de juro de um incremento / redução em 100 pontos base, medida como a variação nos resultados
financeiros, pode ser analisada com segue:
31.12.2023
31.12.2022
Juros suportados (Nota 33)
2 633 416
1 164 455
Variação positiva de 100 pontos base na taxa de juro aplicada à
totalidade do endividamento
307 000
254 000
Variação negativa de 100 pontos base na taxa de juro aplicada à
totalidade do endividamento
307 000
254 000
b) Risco de variabilidade nos preços de commodities
Desenvolvendo a sua atividade num setor que transaciona commodities (aço), o Grupo encontra-se particularmente
exposto a variações de preço, com os correspondentes impactos nos seus resultados. Deste modo, sempre que
considerado necessário para atenuar a volatilidade dos seus resultados, o Grupo poderá procurar efetuar uma
cobertura da sua exposição à variabilidade dos preços através da contratação de instrumentos financeiros
derivados.
Por outro lado, embora o Grupo se encontre efetivamente exposto a este risco no âmbito da aquisição de matérias-
primas, tal impacto é refletido no preço final praticado junto dos clientes, motivo pelo qual uma análise de
sensibilidade não se apresentaria como relevante.
ii. Risco de crédito
A exposição do Grupo ao risco de crédito está maioritariamente associada às contas a receber decorrentes da sua
atividade comercial. O risco de crédito refere-se ao risco da contraparte incumprir com as suas obrigações
contratuais, tal resultando numa perda para o Grupo.
A avaliação do risco de crédito é efetuada numa base regular, tendo em consideração as condições correntes de
conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada um dos clientes, sendo adotados procedimentos
corretivos sempre que tal se julgue conveniente.
O Grupo não possui risco de crédito significativo concentrado em nenhum cliente ou grupo de clientes em particular
ou com características semelhantes, na medida em que as contas a receber estão repartidas por um elevado
número de clientes, diferentes áreas de negócio e áreas geográficas.
Dado o montante de crédito concedido a clientes, o Grupo Ramada procura efetuar uma gestão eficiente do seu
volume, estabelecendo um conjunto de regras que permita, por um lado, minimizar o risco de imparidade e, por
outro, manter ativa e saudável uma base de clientes que garanta o fluxo de vendas, presente e futuro.
O risco de crédito é limitado pela gestão da concentração de riscos e uma rigorosa seleção de contrapartes bem
como pela contratação de seguros de crédito junto de instituições especializadas e que cobrem uma parte do crédito
concedido em resultado da atividade desenvolvida pelo Grupo. A definição e aprovação dos valores de “plafond” por
cliente, tem em consideração os seguros de créditos existentes.
Quando o seguro de crédito é insuficiente para as necessidades de crédito a conceder ao cliente, é analisado o seu
historial de pagamentos (caso de clientes existentes) bem como os indicadores financeiros (clientes novos e
existentes). No decorrer da relação comercial com o cliente são aperfeiçoados os valores de plafond bem como a
atribuição de uma notação interna.
216
iii. Risco de liquidez
O principal objetivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que o Grupo tem disponível, a todo o
momento, os recursos financeiros necessários para fazer face às suas responsabilidades e prosseguir as
estratégias delineadas honrando todos os compromissos assumidos com terceiros, quando se tornam devidos,
através de uma adequada gestão da maturidade dos financiamentos.
O Grupo define como política ativa de gestão do risco de liquidez: (i) a manutenção de um nível suficiente de
recursos livres e imediatamente disponíveis para fazer face aos pagamentos correntes e no seu vencimento, (ii)
limitar a probabilidade de incumprimento no reembolso de toda as suas aplicações e empréstimos, negociando a
amplitude das cláusulas contratuais e (iii) minimizar o custo de oportunidade de detenção de liquidez excedentária
no curto prazo. O Grupo procura ainda compatibilizar os prazos de vencimento de ativos e passivos, através de uma
gestão agilizada das suas maturidades. Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os ativos financeiros detidos pelo
Grupo referem-se, essencialmente, a contas a receber de clientes e a caixa e depósitos bancários, nomeadamente,
depósitos à ordem imediatamente mobilizáveis. Adicionalmente, o Grupo dispõe de linhas de crédito não utilizadas
de acordo com o descrito na Nota 23.
É mantida pelo Grupo uma reserva de liquidez sob a forma de linhas de crédito com os seus bancos de
relacionamento, de forma a assegurar a capacidade para cumprir com os seus compromissos, sem ter que se
refinanciar em condições desfavoráveis. A 31 de dezembro de 2023, o montante de empréstimos consolidados com
vencimento em 2024 é de 26 milhões de Euros e em 31 de dezembro de 2023 o Grupo tinha linhas de crédito
consolidadas contratadas e não utilizadas no valor de, aproximadamente, 44 milhões de Euros.
Face ao anteriormente exposto, o Grupo espera satisfazer todas as suas necessidades de tesouraria com o recurso
aos fluxos da atividade operacional e das aplicações financeiras, bem como, se necessário, recorrendo a linhas de
crédito disponíveis existentes.
iv. Risco de capital
A estrutura de capital do Grupo Ramada, determinada pela proporção entre o capital próprio e a dívida líquida, é
gerida de forma a assegurar a continuidade e o desenvolvimento das suas atividades operacionais, maximizar o
retorno dos acionistas e otimizar os custos de financiamento.
O Grupo monitoriza periodicamente a sua estrutura de capital, identificando riscos, oportunidades e as necessárias
medidas de ajustamento com vista à concretização dos objetivos acima referidos.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o Grupo Ramada apresenta um rácio de total do capital próprio / dívida líquida,
bastante conservador.
(sendo que a dívida líquida corresponde à soma algébrica das seguintes rubricas da demonstração consolidada da
posição financeira: outros empréstimos; empréstimos bancários; passivo da locação e (-) Caixa e equivalentes de
caixa).
5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023, foi adquirida a totalidade do capital social e direitos de voto
da empresa Blau Stahl, Unipessoal, Lda., com sede em Estarreja, passando o Grupo Ramada a deter a mesma a
100%, através da subsidiária Planfuro Global, S.A.. A Blau Stahl, Unipessoal, Lda. foi incluída no Grupo Ramada
pelo método de consolidação integral.
A aquisição concretizou-se no dia 31 de maio de 2023, pelo que a 31 de dezembro de 2023, foi considerada a
demonstração da posição financeira desta empresa, com impacto de sete meses na demonstração consolidada
condensada dos resultados.
217
Desta forma, os efeitos desta aquisição nas demonstrações financeiras consolidadas condensadas são detalhados
como segue:
À data de aquisição
Valores em Euros
Valores
contabilísticos
Ajustamentos
de justo valor
Ativos
líquidos
(justo valor)
Ativos líquidos adquiridos
Ativos fixos tangíveis (Nota 11)
1 045 445
154 555
1 200 000
Ativos sob direito de uso (Nota 12)
378 135
—
378 135
Ativos por impostos diferidos (Nota 15)
218 484
276 869
495 354
Clientes
1 177 092
—
1 177 092
Inventários (Nota 16)
1 063 844
(589 864)
473 980
Outros ativos correntes
18 146
—
18 146
Caixa e equivalentes de caixa
364 689
—
364 689
Outros ativos
66 394
—
66 394
Passivo da locação (Nota 12)
(378 135)
—
(378 135)
Passivos por impostos diferidos (Nota 15)
—
(34 775)
(34 775)
Provisões (Nota 27)
(499 500)
—
(499 500)
Fornecedores
(80 640)
—
(80 640)
Outros passivos
(472 686)
—
(472 686)
Total de ativos líquidos adquiridos
2 901 268
(193 215)
2 708 054
Interesses que não controlam
—
Custo de aquisição:
Pagamento das Ações
(2 596 449)
Montante por liquidar
(122 862)
Goodwill (Nota 8)
11 257
Fluxo de caixa líquido decorrente da aquisição
Pagamentos efetuados
(2 596 449)
Caixa e equivalentes de caixa adquiridos
364 689
(2 231 760)
A sua atividade foca-se no Corte e Maquinação de Aço, bem como numa forte competência no fabrico de estruturas
customizadas e montadas. Esta aquisição vem dotar a atividade dos Aços especiais de maior capacidade de
resposta nestas áreas de atuação.
Os ativos fixos tangíveis adquiridos dizem respeito essencialmente às instalações industriais e armazéns,
localizados na Moita. Em relação aos ativos sob direito de uso adquiridos, estes dizem respeito ao contrato de
locação das instalações e armazéns, localizados em Estarreja, que corresponde ao local onde se encontra a sede
da empresa.
O saldo de Clientes adquirido está relacionado com montantes a receber dos clientes decorrentes da normal
atividade operacional da empresa.
No decorrer do exercício findo em 31 de dezembro de 2023, o Grupo registou o processo de alocação do preço de
aquisição da Blau Stahl de forma preliminar, tendo sido alocado a Goodwill a diferença entre o preço pago e o justo
valor dos ativos adquiridos e dos passivos e passivos contingentes assumidos. A alocação do preço de compra irá
ser realizada até conclusão do período de doze meses a contar desde a data de aquisição, conforme permitido pela
IFRS 3.
218
6. EMPRESAS SUBSIDIÁRIAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO,
INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS E OUTROS INVESTIMENTOS
6.1. Empresas subsidiárias incluídas na consolidação
As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, respetivas sedes, proporção do capital detido e
atividade desenvolvida em 31 de dezembro de 2023 e 2022 são as seguintes:
Percentagem efetiva de
participação
Denominação social
Sede
31.12.2023
31.12.2022
Atividade
Empresa mãe:
Ramada Investimentos e Indústria
S.A.
Porto
Prestação de serviços de consultoria de
gestão e gestão de participações
financeiras
Grupo Ramada
Ramada Aços, S.A.
Ovar
100%
100%
Comercialização de aço
Planfuro Global, S.A.
Leiria
100%
100%
Fabrico de molde metálicos
Universal Afir, S.A.
Ovar
100%
100%
Comercialização de aço
F. Ramada II, Imobiliária, S.A.
Ovar
100%
100%
Imobiliária
Socitrel - Sociedade Industrial de
Trefilaria, S.A.
Trofa
100%
100%
Fabrico e comercialização de arames de
aço
Socitrel Espana, S.A.
Espanha
100%
100%
Fabrico e comercialização de arames de
aço
Expeliarmus - Consultoria,
Unipessoal, Lda.
Trofa
100%
100%
Sociedade gestora de participações sociais
Socitrel Solar, Unipessoal, Lda.
Trofa
100%
100%
Gestão de instalações de produção e venda
de energia elétrica
Ramada Solar, Unipessoal, Lda.
Ovar
100%
100%
Gestão de instalações de produção e venda
de energia elétrica
Blau Stahl, Unipessoal, Lda. (a)
Estarreja
100%
—
Comercialização de aço
(a) Sociedade adquirida no segundo trimestre de 2023 (Nota 5).
Estas subsidiárias foram incluídas na consolidação do Grupo Ramada pelo método de consolidação integral,
conforme indicado na Nota 2.2.
219
6.2. Investimentos em associadas
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o detalhe e movimento dos “Investimentos em associadas” é como segue:
31 de dezembro de 2023
Empresa
% Detenção
Saldo inicial
Transferências
Aumentos
Diminuições
Saldo final
Fisio Share – Gestão de Clínicas,
S.A
39,71%
5 231 294
—
557 485
—
5 788 779
5 231 294
—
557 485
—
5 788 779
31 de dezembro de 2022
Empresa
% Detenção
Saldo inicial
Transferências
Aumentos
Diminuições
Saldo final
Fisio Share – Gestão de Clínicas,
S.A
39,71%
4 839 788
—
391 505
—
5 231 294
4 839 788
—
391 505
—
5 231 294
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o aumento respeita à aplicação do método de equivalência patrimonial da
participação do Grupo na sociedade Fisio Share Gestão de Clínicas, S.A.. Esta participada tem como atividade a
prestação de serviços técnicos e de consultoria nas áreas da gestão e administração da saúde.
A informação financeira das contas consolidadas da empresa associada em 31 de dezembro de 2023 e 2022, de
acordo com as suas demonstrações financeiras disponíveis à mencionada data, pode ser resumida da seguinte
forma:
31 de dezembro de 2023
(valores provisórios e não auditados)
31 de dezembro de 2022
(valores provisórios e não auditados)
Empresas associada
Total do Capital
Próprio
Resultado
Líquido do
Exercício
Total do Capital
Próprio
Resultado
Líquido do
Exercício
Fisio Share - Gestão de Clínicas, S.A.
14 516 011
1 403 890
13 112 121
985 910
220
7. OUTROS INVESTIMENTOS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o valor dos “Outros investimentos” e correspondentes perdas por imparidade
podem ser detalhados como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Valor bruto
Saldo inicial
5 749 445
4 967 633
Aumentos
—
781 812
Saldo Final
5 749 445
5 749 445
Perdas por imparidade acumuladas (Nota 27)
Saldo inicial
(5 749 445)
(4 967 633)
Aumentos
—
(781 812)
Saldo Final
(5 749 445)
(5 749 445)
Valor líquido
—
—
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o Grupo tinha um investimento na sociedade CEV, S.A. de 22,52%. Esta
participada tem como atividade o desenvolvimento e respetiva proteção intelectual, produção e comercialização de
fungicidas orgânicos para a agricultura. Esta participada não é cotada e o Grupo não detém influência significativa,
sobre a referida participação atendendo, nomeadamente, a que:
• Não tem representação na Comissão Executiva da Participada;
• Não tem poder para participar na definição de políticas operacionais e financeiras;
• Não apresenta transações materiais com a Participada;
• Não contribui para a Participada com informação técnica.
Face ao acima, é entendimento do Grupo que, não tendo deste modo influência nos órgãos de governo daquela
sociedade, entendeu relevar a referida participação como outro investimento e não como associada.
A aferição da existência ou não de indícios de imparidade nos investimentos em outros investimentos tem em
consideração entre outros, os indicadores financeiros das Empresas, os seus resultados operacionais e a sua
rentabilidade para o acionista, nomeadamente tendo em conta a capacidade de distribuição de dividendos.
7.1. Pagamentos e recebimentos relativos a investimentos financeiros
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os pagamentos referentes a investimentos financeiros detalham-se como
segue:
31.12.2023
31.12.2022
Outros investimentos - CEV
—
781 812
—
781 812
8. GOODWILL
Em 31 de dezembro de 2023, o Goodwill encontra-se na sua totalidade associado à aquisição em 2023 da empresa
Blau Stahl, Unipessoal, Lda. (Nota 5).
221
9. CLASSES DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Os instrumentos financeiros, classificados de acordo com as políticas descritas na Nota 2.12, foram classificados
como segue:
9.1. Ativos financeiros
31 de Dezembro de 2023
Ativos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Ativos correntes
Clientes
36 225 831
36 225 831
Outras dívidas de terceiros
311 549
311 549
Outros ativos correntes
130 844
130 844
Caixa e equivalentes de caixa
16 162 326
16 162 326
52 830 550
52 830 550
52 830 550
52 830 550
31 de Dezembro de 2022
Ativos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Ativos correntes
Clientes
49 385 336
49 385 336
Outras dívidas de terceiros
1 084 027
1 084 027
Outros ativos correntes
39 308
39 308
Caixa e equivalentes de caixa
28 545 215
28 545 215
79 053 886
79 053 886
79 053 886
79 053 886
222
9.2. Passivos financeiros
31 de Dezembro de 2023
Passivos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários
19 500 000
19 500 000
Outros empréstimos
357 224
357 224
Passivo da Locação
849 575
849 575
20 706 799
20 706 799
Passivos correntes
Empréstimos bancários
5 987 401
5 987 401
Outros empréstimos
20 358 932
20 358 932
Passivo da Locação
371 614
371 614
Fornecedores
23 364 025
23 364 025
Outras dívidas a terceiros
794 925
794 925
Outros passivos correntes
4 474 355
4 474 355
55 351 252
55 351 252
76 058 051
76 058 051
31 de Dezembro de 2022
Passivos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários
25 487 401
25 487 401
Outros empréstimos
612 651
612 651
Passivo da Locação
414 409
414 409
26 514 461
26 514 461
Passivos correntes
Empréstimos bancários
6 000 000
6 000 000
Outros empréstimos
21 997 988
21 997 988
Passivo da Locação
255 205
255 205
Fornecedores
34 292 135
34 292 135
Outras dívidas a terceiros
2 935 016
2 935 016
Outros passivos correntes
4 860 307
4 860 307
70 340 651
70 340 651
96 855 112
96 855 112
Os passivos financeiros registados ao custo amortizado, apresentam um valor próximo do seu justo valor.
223
10. PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO
O movimento ocorrido nesta rubrica nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 é como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Saldo inicial bruto
89 918 380
89 787 130
Aquisições
—
141 750
Alienações
(93 134)
(10 500)
Saldo final bruto
89 825 246
89 918 380
Perdas por Imparidade (Nota 27)
(1 100 000)
(1 100 000)
Saldo final
88 725 246
88 818 380
Os terrenos encontram-se arrendados, tendo, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023, gerado
receitas, a título de rendas, no montante de, aproximadamente, 7.600.000 Euros (aproximadamente, 6.800.000
Euros em 31 de dezembro de 2022).
As propriedades de investimento detidas pelo Grupo Ramada correspondem essencialmente a terrenos arrendados
em regime de locação, através de contratos celebrados em 2007 e 2008 com uma duração média de vinte anos
(com a possibilidade de se estenderem por um período adicional de  quatro a seis anos, consoante os contratos, no
caso de necessidade por parte da arrendatária deste período para realizar o número de cortes definidos em
condições usuais), encontrando-se a ser utilizado o método do custo como método de valorização.
Os recebimentos mínimos futuros relativos a locações de terrenos florestais ascendem a, aproximadamente, 7,6
milhões de Euros em cada um dos próximos cinco anos. Após esse período e até ao final dos contratos os
recebimentos mínimos futuros totalizam, aproximadamente 39 milhões de Euros. As rendas previstas em cada
contrato de arrendamento são atualizadas no final de cada período de dois anos, contados a partir do início do ano
civil imediatamente subsequente ao da assinatura do presente contrato, tendo por base o índice de preços no
consumidor.
Parte destes terrenos no montante de, aproximadamente, 74 milhões de Euros, estão dados como garantia real dos
empréstimos bancários do Grupo (Nota 23).
Em 31 de dezembro de 2023, o Grupo recorreu à consulta de perito avaliador externo independente no sentido de
suportar o Conselho de Administração na determinação do justo valor dos terrenos registados como propriedades
de investimento para efeitos de divulgação sobre esta matéria e, ainda, para aferir quanto à existência de eventuais
indícios de imparidade.
Os estudos de valor preparados pelo perito avaliador, tiveram como objetivo a identificação de referenciais de
mercado para o valor de renda anual por hectare e yields (taxas de desconto) de mercado. Desta forma, o perito
avaliador, atendendo à dispersão geográfica e características específicas dos terrenos bem como os referenciais de
informação disponíveis no mercado, assumiu como pressuposto para a determinação do valor da renda anual por
hectare utilizando três métodos distintos:
- Análise de Mercado – com base nos preços de terrenos semelhantes transacionados ou anunciados;
- Análise de Rendimento Fundiário – com base na estimativa de produtividade por região do país para a
plantação de eucaliptos;
- Análise de Contratos de Arrendamento – com base nos valores renda anual por hectare registados nas
suas bases de dados de contratos.
Com base na informação obtida junto do perito avaliador o Grupo determinou o justo valor das propriedades de
investimento com base numa perpetuidade do valor de renda dos contratos de arrendamento atualmente em vigor
descontados com uma yield de 5,25% (yield de mercado para terrenos com ativos biológicos), atendendo a que as
224
rendas atualmente em vigor não divergem significativamente das rendas de mercado e é expectável a contínua
renovação destes contratos por parte do atual locatário ou outros operadores do setor de atividade do mesmo, uma
vez que se tratam de ativos imobiliários com uma oferta limitada atendendo à legislação em vigor sobre a cultura do
eucalipto.
De acordo com a análise preparada pelo Grupo, tendo por base a informação obtida do perito externo e as
perspetivas de uso dos terrenos por parte do Conselho de Administração foi determinado um "justo valor" global das
propriedades de investimento florestais de, aproximadamente, 142 milhões de Euros (135 milhões de Euros em 31
de dezembro de 2022).
Atendendo ao método de valorização adotado pelo Grupo para as Propriedades de investimento (método do custo),
foi ainda efetuada uma comparação do justo valor com o valor líquido contabilístico por terreno, não tendo sido
identificados indícios de imparidade para além do terreno para o qual se encontra registada uma imparidade de,
aproximadamente, 1,1 milhões de Euros.
11. ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o movimento ocorrido no valor dos ativos fixos
tangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
2023
Ativo Bruto
Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Ferramentas
e utensílios
Equipamento
administrativo
Outros
ativos
tangíveis
Ativos
tangíveis em
curso
Totais
Saldo inicial
6 165 131
22 345 841
51 507 442
3 636 903
1 658 828
4 579 221
805 449
1 816 999
92 515 814
Variações de
perímetro (Nota 5)
116 313
483 687
590 486
2 104
—
6 640
770
—
1 200 000
Aumentos
—
35 112
660 002
109 017
54 076
71 115
—
3 285 711
4 215 033
Alienações
(116 313)
(842 795)
(247 766)
(335 795)
(884)
(80 867)
(592)
—
(1 625 012)
Transferências e
Abates
79 875
(79 875)
671 091
15 840
—
—
—
(686 931)
—
Saldo final
6 245 006
21 941 970
53 181 255
3 428 069
1 712 020
4 576 109
805 627
4 415 779
96 305 835
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Ferramentas
e utensílios
Equipamento
administrativo
Outros
ativos
tangíveis
Ativos
tangíveis em
curso
Totais
Saldo inicial
—
16 832 102
42 574 963
3 069 290
1 534 289
4 413 295
208 694
158 097
68 790 730
Aumentos
—
453 708
2 371 357
215 088
31 115
55 922
98 201
—
3 225 391
Alienações
—
(387 401)
(247 766)
(335 663)
(884)
(80 867)
(592)
—
(1 053 173)
Transferências e
Abates
—
—
—
—
—
—
—
—
—
Saldo final
—
16 898 409
44 698 554
2 948 715
1 564 520
4 388 350
306 303
158 097
70 962 948
6 245 006
5 043 561
8 482 701
479 354
147 500
187 759
499 324
4 257 682
25 342 887
225
2022
Ativo Bruto
Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Ferramentas
e utensílios
Equipamento
administrativo
Outros
ativos
tangíveis
Ativos
tangíveis em
curso
Totais
Saldo inicial
5 845 631
21 067 841
49 580 828
3 997 871
1 649 148
5 188 663
265 449
696 583
88 292 014
Aumentos
319 500
1 278 000
33 146
156 231
—
68 990
—
4 448 591
6 304 458
Alienações
—
—
(836 391)
(565 835)
—
(678 432)
—
—
(2 080 658)
Transferências e
Abates
—
—
2 729 859
48 636
9 680
—
540 000
(3 328 175)
—
Saldo final
6 165 131
22 345 841
51 507 442
3 636 903
1 658 828
4 579 221
805 449
1 816 999
92 515 814
Depreciações e perdas por imparidade acumuladas
Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico
Equipamento
de transporte
Ferramentas
e utensílios
Equipamento
administrativo
Outros
ativos
tangíveis
Ativos
tangíveis em
curso
Totais
Saldo inicial
—
16 461 250
41 074 001
3 428 659
1 502 287
5 033 187
110 604
158 097
67 768 085
Aumentos
—
370 852
2 332 629
194 960
32 002
58 540
98 090
—
3 087 073
Alienações
—
—
(831 667)
(554 329)
—
(678 432)
—
—
(2 064 428)
Transferências e
Abates
—
—
—
—
—
—
—
—
—
Saldo final
—
16 832 102
42 574 963
3 069 290
1 534 289
4 413 295
208 694
158 097
68 790 730
6 165 131
5 513 739
8 932 479
567 613
124 539
165 926
596 755
1 658 902
23 725 084
Os aumentos do exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022 referem-se essencialmente à aquisição de
equipamentos fabris que visam a expansão e aumento de capacidade transformadora e produtiva do Grupo,
nomeadamente ao nível do tratamento de aço, bem como à aquisição de equipamento para produção de energia
destinada a autoconsumo.
A rubrica “Ativos tangíveis em curso” em 31 de dezembro de 2023 refere-se, essencialmente, à instalação da nova
linha de fornos para os Tratamentos Térmicos.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022 não existiam ativos fixos tangíveis dados como garantia de empréstimos
contraídos, nem se encontravam capitalizados encargos financeiros.
226
12. ATIVOS SOB DIREITO DE USO
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o movimento ocorrido no valor dos ativos sob direito
de uso, bem como nas respetivas amortizações, foi o seguinte:
2023
Ativo Bruto
Edifícios e outras
construções
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial
—
2 150 902
2 150 902
Variações de perímetro (Nota 5)
378 135
—
378 135
Aumentos
—
526 671
526 671
Reduções
—
—
—
Saldo final
378 135
2 677 573
3 055 708
Amortizações acumuladas
Edifícios e outras
construções
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial
—
1 481 289
1 481 289
Aumentos
29 088
329 838
358 926
Reduções
—
—
—
Saldo final
29 088
1 811 127
1 840 215
349 047
866 446
1 215 493
2022
Ativo Bruto
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial
1 726 013
1 726 013
Aumentos
470 368
470 368
Reclassificações
—
—
Reduções
(45 479)
(45 479)
Saldo final
2 150 902
2 150 902
Amortizações acumuladas
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial
1 236 692
1 236 692
Aumentos
244 597
244 597
Reclassificações
—
—
Reduções
—
—
Saldo final
1 481 289
1 481 289
669 613
669 613
A rubrica “Equipamentos de transporte” respeita a contratos de locação de viaturas por prazos entre 4 a 5 anos.
227
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022 o movimento ocorrido no valor dos passivos da
locação, foi o seguinte:
31.12.2023
31.12.2022
Saldo inicial a 1 de janeiro
669 613
489 321
Variações de perímetro (Nota 5)
378 135
—
Aumentos
526 671
470 368
Acréscimos de juros
37 975
19 917
Pagamentos
(391 205)
(309 993)
Saldo final a 31 de dezembro
1 221 189
669 613
Corrente
371 614
255 205
Não corrente
849 575
414 409
Adicionalmente, foram reconhecidos em 2023 e 2022 os seguintes montantes de gastos relativos a ativos por direito
de uso:
31.12.2023
31.12.2022
Depreciação de ativos sob direito de uso
358 926
244 597
Gastos com juros relacionados com passivos de locação
37 975
19 917
Total do montante reconhecido em resultados
396 901
264 514
O prazo de reembolso dos passivos da locação em 31 de dezembro de 2023 e 2022 é como segue:
31.12.2023
2024
2025
2026
2027
>2027
Total
Passivo da Locação
371 614
288 436
225 644
157 960
177 535
1 221 189
371 614
288 436
225 644
157 960
177 535
1 221 189
31.12.2022
2023
2024
2025
2026
>2026
Total
Passivo da Locação
255 205
188 860
132 397
81 673
11 479
669 614
255 205
188 860
132 397
81 673
11 479
669 614
228
13. ATIVOS INTANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o movimento ocorrido no valor dos ativos
intangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
2023
Ativo Bruto
Software
Total
Saldo inicial
529 558
529 558
Aumentos
18 799
18 799
Alienações e Abates
(277 422)
(277 422)
Saldo final
270 935
270 935
Amortizações e perdas por imparidade
acumuladas
Software
Total
Saldo inicial
518 225
518 225
Aumentos
11 933
11 933
Alienações e Abates
(277 422)
(277 422)
Saldo final
252 736
252 736
18 199
18 199
2022
Ativo Bruto
Software
Total
Saldo inicial
512 559
512 559
Aumentos
16 999
16 999
Alienações e Abates
—
—
Saldo final
529 558
529 558
Amortizações e perdas por imparidade
acumuladas
Software
Total
Saldo inicial
512 559
512 559
Aumentos
5 666
5 666
Alienações e Abates
—
—
Saldo final
518 225
518 225
11 333
11 333
229
14. OUTROS ATIVOS NÃO CORRENTES
Em 31 de dezembro de 2022, a rubrica “Outros ativos não correntes”, correspondia ao regime de complementos de
pensões - Planos de Pensões na subsidiária Socitrel com as seguintes características:
(i) São elegíveis todos os trabalhadores do quadro efetivo da Socitrel que, à data da reforma, tenham pelo menos
10 e 5 anos de serviço contínuo para o benefício de reforma por velhice (na idade estabelecida no Regime
Geral da Segurança Social) e invalidez, respetivamente;
(ii) O tempo de serviço pensionável é o número de anos completos de serviço na Empresa à data da reforma,
com o máximo de 20 anos e o salário pensionável é o salário base ilíquido mensal;
(iii) A pensão é calculada com base na seguinte fórmula: P=1%xNxSP (P=pensão mensal de reforma, N=tempo
de serviço pensionável, SP=salário pensionável mensal para a Empresa), sendo que P será no máximo a
diferença entre o salário base líquido mensal e a pensão mensal da Segurança Social. Esta pensão é paga 14
vezes no ano.
Para fazer face às responsabilidades originadas por este regime de benefícios definidos, a Empresa Socitrel
constituiu em anos anteriores o denominado “Fundo de Pensões Socitrel”.
A partir de 1 de janeiro de 2018, com a aprovação da ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de
Pensões, a Socitrel alterou o seu sistema de pensões passado de sistema de benefícios definidos para um plano de
contribuição definida. Deste modo o Plano de Pensões Socitrel tem duas componentes:
(i) Componente de Benefício Definido – Aplicável aos beneficiários reformados e pensionistas em 31 de
dezembro de 2017 e que tem as mesmas condições do Plano de Pensões que existia até essa data; e
(ii) Componente de Contribuição Definida –Aplicável a todos os colaboradores efetivos da Socitrel, incluindo
órgãos de gestão e outros cargos dirigentes, em 31 de dezembro de 2017 e os admitidos posteriormente e
cujas principais características são:
a. Contribuição inicial da Socitrel que corresponde ao montante das responsabilidades por serviços
passados calculada com efeitos a 31 de dezembro de 2017 (519.984 Euros) afeto a cada
colaborador de acordo com o cálculo atuarial da Sociedade Gestora do Fundo de Pensões, ao qual
a SOCITREL é alheia;
b. Contribuição anual da Socitrel a qual será efetuada tendo em conta o salário base de cada
colaborador efetivo ao serviço da Socitrel e em função da performance da Socitrel;
c. Contribuição individual de cada colaborador que corresponde ao montante que cada colaborador
pode contribuir para o plano de pensões se assim o entender fazer.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 ocorreu a extinção do Fundo de Pensões Socitrel após ter
sido obtida a aprovação da ASF - Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundo de Pensões, resultando tal
extinção: (i) na eliminação da componente de Benefício Definido, na medida em que aos seus beneficiários foi dada
a opção da transferência do valor individual para outro fundo de pensões sob a forma de adesão individual ou pela
celebração de um contrato de seguro de rendas vitalícias, eliminando assim, em qualquer dos casos, qualquer
responsabilidade futura para a Socitrel; e (ii) na manutenção do plano de pensões na componente de Contribuição
Definida, mas sem o mesmo esteja suportado no Fundo de Pensões Socitrel.
230
O movimento registado durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022 da diferença entre o valor do
Fundo de Pensões e o valor atual das Responsabilidades por Serviços Passados foi como segue:
   
31.12.2023
31.12.2022
Excesso de cobertura - Saldo inicial
1 250 324
1 399 771
Valores reconhecidos na demonstração de resultados:
Rendimento dos juros
46 072
8 772
Ganho de rendimento/Custo dos juros
(7 187)
(1 633)
Montante alocado aos participantes da componente de
contribuição definida
(279 564)
—
(240 679)
7 139
Valores reconhecidos diretamente em rendimento integral:
Variações atuariais
(74 714)
(55 851)
Contribuição atribuída durante o exercício
(101 518)
(100 735)
Excesso de cobertura recebido
(833 413)
—
Excesso de cobertura - Saldo final
—
1 250 324
No exercício findo em 31 de dezembro de 2023, o excesso de cobertura recebido corresponde ao montante que foi
transferido em resultado da extinção do Fundo de Pensões.
15. IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS
De acordo com a legislação em vigor em Portugal, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por
parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto
quando tenham ocorrido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso
inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são
alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da generalidade das empresas do Grupo Ramada dos
anos de 2020 a 2023 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão.
A Ramada encabeça o grupo de empresas sediadas em Portugal (Grupo Ramada), que são tributadas de acordo
com o Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (“RETGS”).
15.1. Impostos diferidos
O movimento ocorrido nos ativos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de dezembro de
2023 e 2022 foi como segue:
2023
2022
Ativos por
impostos diferidos
Passivos por
impostos diferidos
Ativos por
impostos diferidos
Passivos por
impostos diferidos
Saldo em 1 de Janeiro
2 090 652
914 355
3 740 880
915 794
Variação perímetro (Nota 5)
495 354
34 775
—
—
Efeito na demonstração dos resultados
(869 232)
(36 214)
(1 650 228)
(1 439)
Saldo em 31 de Dezembro
1 716 774
912 916
2 090 652
914 355
231
O detalhe dos impostos diferidos de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue:
2023
2022
Ativos por
impostos diferidos
Passivos por
impostos diferidos
Ativos por
impostos diferidos
Passivos por
impostos diferidos
Provisões e perdas por imparidade de
ativos não aceites fiscalmente
1 288 503
—
1 613 807
—
Prejuízos Fiscais Reportáveis
80 850
—
—
—
Regime Fiscal Apoio Investimento
—
—
—
—
Reavaliação Extraordinária de Ativos Fixos
199 010
—
299 034
—
Amortizações não aceites como custo fiscal
4 632
—
6 071
Benefícios fiscais
—
—
29 400
—
Ajustamentos de justo valor em
concentrações atividades empresariais
148 411
908 284
148 411
908 284
1 716 774
912 916
2 090 652
914 355
A rubrica de “Reavaliação Extraordinária de Ativos Fixos” corresponde ao impacto contabilístico associado ao
reconhecimento do ativo por imposto diferido decorrente da adoção do regime de reavaliação de ativos fixos
publicado pelo Decreto-Lei nº 66/2017, de 3 de novembro.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a Socitrel tinha prejuízos fiscais reportáveis no montante de,
aproximadamente, 19,4 milhões de Euros, os quais foram gerados em 2015. Em resultado de inspeções levadas a
cabo pela Autoridade Tributária aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2015, a Autoridade Tributária
não considerou como custo fiscalmente dedutível o montante de, aproximadamente, 19.410.000 Euros relativo a
encargos suportados no exercício findo em 31 de dezembro de 2015 com a desconsideração da dívida do anterior
acionista da Socitrel no âmbito dos acordos incluídos no Processo Especial de Revitalização da Socitrel. Por
discordar da decisão da Autoridade Tributária, a Socitrel deduziu Impugnação Judicial, estando o processo a
decorrer os seus trâmites legais.
É de referir que os prejuízos fiscais acima mencionados não foram até à presente data utilizados, nem deram
origem ao reconhecimento de ativos por impostos diferidos, pelo que não existirá qualquer impacto em resultado de
uma eventual decisão desfavorável. No caso de uma decisão favorável seriam reconhecidos ativos por impostos
diferidos relativos aos prejuízos fiscais, na medida em que os mesmos forem recuperáveis com base no plano de
negócios da Empresa.
15.2. Impostos correntes
Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados durante os exercícios findos em 31
de dezembro de 2023 e 2022 são detalhados como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Imposto sobre o rendimento do exercício:
Estimativa de imposto
964 651
3 339 286
Imposto diferido
833 018
1 648 789
1 797 669
4 988 075
232
A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício, é como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Resultado antes de impostos
12 211 010
25 021 623
Taxa de imposto
21%
21%
2 564 312
5 254 541
Derrama municipal
95 839
350 694
Derrama estadual
98 200
501 703
Tributação autónoma
113 832
131 827
Benefícios Fiscais
(1 244 256)
(1 410 065)
Outros
169 742
159 376
Imposto sobre o rendimento
1 797 669
4 988 076
16. INVENTÁRIOS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o montante registado na rubrica “Inventários” pode ser detalhado como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Mercadorias
375 002
339 940
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
22 341 168
33 808 522
Produtos acabados e intermédios
3 400 376
3 910 649
Produtos e trabalhos em curso
1 033 207
983 357
27 149 753
39 042 468
Ajustamentos em inventários
(2 844 463)
(3 856 228)
24 305 290
35 186 240
Os montantes registados em ajustamentos em inventários em 31 de dezembro de 2023 e 2022 correspondem à
melhor estimativa do Conselho de Administração para reduzir o valor destes ao seu valor realizável líquido ou ao
preço de mercado.
O custo das vendas e variação da produção dos exercícios findos em 31 de dezembro 2023 e 2022 foi apurado
como segue:
31 de Dezembro de 2023
Matérias primas,
subsidiárias,
mercadorias e outros
inventários
Produtos acabados e
intermédios e trabalhos
em curso
Total
Saldo inicial
34 148 462
4 894 006
39 042 468
Variações de perímetro (Nota 5)
473 980
—
473 980
Compras e regularizações
79 573 695
298 825
79 872 520
Ajustamentos em inventários
(846 389)
(165 376)
(1 011 765)
Existências finais
(22 716 170)
(4 433 583)
(27 149 753)
Custo das vendas e variação da produção
90 633 578
593 872
91 227 450
233
31 de Dezembro de 2022
Matérias primas,
subsidiárias,
mercadorias e outros
inventários
Produtos acabados e
intermédios e trabalhos
em curso
Total
Saldo inicial
27 772 194
4 591 425
32 363 619
Compras e regularizações
123 738 297
32 341
123 770 638
Ajustamentos em inventários
771 610
23 876
795 486
Existências finais
(34 148 462)
(4 894 006)
(39 042 468)
Custo das vendas e variação da produção
118 133 639
(246 364)
117 887 275
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, foram reclassificadas para a rubrica "Custo das vendas e variação da
produção" os ajustamentos em inventários que se encontravam até 2022 apresentados na rubrica "Provisões e
perdas por imparidade", no montante de 1.011.767 Euros (reversão) e 795.486 Euros (constituição), respetivamente.
17. CLIENTES
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica tinha a seguinte composição:
31.12.2023
31.12.2022
Clientes - Valor Bruto
43 372 414
57 365 685
Perdas por Imparidade (Nota 27)
(7 146 583)
(7 980 349)
Saldo final
36 225 831
49 385 336
A antiguidade dos saldos a receber de clientes, pode ser analisada como segue:
31 de dezembro de 2023
Valor Bruto
Valor Líquido
Indústria
Imobiliária
Total
Indústria
Imobiliária
Total
Não vencido
24 532 194
7 338 688
31 870 882
23 648 001
7 338 688
30 986 689
Vencido
0 - 180 dias
5 815 419
—
5 815 419
5 215 431
—
5 215 431
+ 180 dias
5 686 113
—
5 686 113
23 711
—
23 711
36 033 726
7 338 688
43 372 414
28 887 143
7 338 688
36 225 831
31 de dezembro de 2022
Valor Bruto
Valor Líquido
Indústria
Imobiliária
Total
Indústria
Imobiliária
Total
Não vencido
33 733 376
6 891 562
40 624 938
32 554 442
6 891 562
39 446 004
Vencido
0 - 180 dias
12 110 050
—
12 110 050
9 920 626
—
9 920 626
+ 180 dias
4 630 699
—
4 630 699
18 705
—
18 705
50 474 125
6 891 562
57 365 687
42 493 773
6 891 562
49 385 336
234
A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível essencialmente às contas a receber da sua atividade
operacional. Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira consolidada encontram-se líquidos
das perdas por imparidade acumuladas que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a IFRS 9.
Da totalidade dos saldos brutos de clientes referentes a 31 de dezembro de 2023 e 2022, expurgando os saldos
com entidades relacionadas, o valor que não está abrangido por um seguro de crédito, garantias bancárias ou
créditos documentários é de, aproximadamente, 50%.
O Grupo não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos (em média 90 dias)
estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que estiverem definidos contratualmente, e
de acordo com a lei em vigor aplicável a cada situação, o que tenderá a ocorrer só em situações extremas. Por
questões de prudência, os juros debitados são diferidos, apenas sendo reconhecidos na demonstração dos
resultados na data em que os mesmos são cobrados.
18. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, estas rubricas do ativo e do passivo tinham a seguinte composição:
31.12.2023
31.12.2022
Saldos devedores
Imposto sobre o rendimento
2 946 721
—
Total imposto sobre o rendimento
2 946 721
—
Imposto sobre o Valor Acrescentado
925 331
53 269
Total outros impostos (Nota 19)
925 331
53 269
Saldos credores
Imposto sobre o rendimento
—
2 358 292
Total imposto sobre o rendimento
—
2 358 292
Imposto sobre o Valor Acrescentado
1 951 205
1 926 117
Contribuições para a Segurança Social
240 640
287 397
Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares
227 279
381 946
Outros Impostos
304
304
Total outros impostos (Nota 25)
2 419 428
2 595 764
19. OUTRAS DÍVIDAS DE TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o detalhe da rubrica “Outras dívidas de terceiros” incluída na demonstração da
posição financeira consolidada era como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Adiantamentos a fornecedores
1 675 671
3 101 157
Contas a receber de Estado e outros entes públicos (Nota 18)
925 331
53 269
Outros devedores correntes
311 549
1 084 026
2 912 551
4 238 452
Perdas por Imparidade
—
—
2 912 551
4 238 452
235
Em 31 de dezembro de 2022, a rubrica “Outros devedores correntes” diz respeito, essencialmente, aos acréscimos
de rendimentos associados a IVA liquidado relativo a mercadoria que se encontrava na alfândega no final do ano
que será integralmente deduzido nas declarações periódicas subsequentes, fruto do aumento de stock e
encomendas do Grupo face ao período comparativo.
Em 31 de dezembro de 2023, a variação na rubrica "Adiantamento a fornecedores" é explicada essencialmente pela
normalização do enquadramento macroeconómico face ao último semestre do exercício findo em 31 de dezembro
de 2022. Em 31 de dezembro de 2022, com o efeito da procura, foram efetuados adiantamentos a fornecedores por
forma a garantir o pleno abastecimento/fornecimento de stock às componentes operacionais do Grupo.
20. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o detalhe da rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” incluída na demonstração
da posição financeira consolidada era como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Caixa
14 368
39 604
Depósitos bancários
16 147 958
28 505 611
Caixa e equivalentes de caixa na demonstração da posição financeira
16 162 326
28 545 215
Descobertos bancários (Nota 23)
(5 103 505)
(3 742 561)
Caixa e equivalentes de caixa na demonstração dos fluxos de caixa
11 058 821
24 802 654
21. CAPITAL SOCIAL E RESERVAS
21.1. Capital social
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o capital da Ramada, totalmente subscrito e realizado, estava representado
por 25.641.459 ações nominativas de valor nominal unitário de 1 Euro.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022 não existiam pessoas coletivas com uma participação no capital subscrito de,
pelo menos, 25%.
21.2. Reservas
(I) Reserva legal
A legislação comercial Portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem que ser destinado
ao reforço da “Reserva legal” até que esta represente pelo menos 20% do capital social.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, as demonstrações financeiras do Grupo apresentavam o montante de
7.193.058 Euros relativo a reserva legal, a qual não pode ser objeto de distribuição aos acionistas a não ser em
caso de liquidação do Grupo, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras
reservas, ou incorporada em capital.
236
(II) Outras reservas
A 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica de outras reservas e resultados transitados detalha-se como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Reservas de variações atuariais
—
(257 458)
Reserva DL 66/2016
1 047 315
1 047 315
Resultados transitados
79 489 905
80 462 526
80 537 220
81 252 383
Em 31 de dezembro de 2023, o saldo acumulado na rubrica "Reservas variações atuariais" em resultado da
extinção do Fundo de Pensões foi transferido para a rubrica "Resultados transitados" (Nota 14).
Nos termos da legislação portuguesa, o montante de reservas distribuíveis é determinado com base nas
Demonstrações Financeiras Separadas da Ramada Investimentos e Indústria, S.A., apresentadas de acordo com as
Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia, sendo que, em 31 de
dezembro de 2023, o montante de reservas distribuíveis ascende a, aproximadamente, 84 milhões de Euros.
22. INTERESSES QUE NÃO CONTROLAM
A 31 de dezembro de 2023 e 2022, não existem saldos nem movimentos associados à rubrica "Interesses que não
controlam".
23. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS E OUTROS EMPRÉSTIMOS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o detalhe das rubricas “Empréstimos bancários” e “Outros empréstimos” é
como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Corrente
Não corrente
Corrente
Não corrente
Empréstimos bancários
5 987 401
19 500 000
6 000 000
25 487 401
Empréstimos bancários
5 987 401
19 500 000
6 000 000
25 487 401
Papel comercial
15 000 000
—
13 000 000
—
Contas caucionadas
—
—
5 000 000
—
Descobertos bancários (Nota 20)
5 103 505
—
3 742 561
—
Subsídios investimento (Nota 28)
255 427
357 224
255 427
612 651
Outros empréstimos
20 358 932
357 224
21 997 988
612 651
26 346 333
19 857 224
27 997 988
26 100 052
.É do entendimento do Conselho de Administração que o valor contabilístico dos empréstimos não difere
significativamente do seu justo valor.
237
O valor nominal dos empréstimos bancários registados no passivo tem o seguinte plano de reembolso:
31.12.2023
31.12.2022
Ano de
Reembolso
Montante
Juros
Estimados 1
Ano de
Reembolso
Montante
Juros
Estimados 1
Corrente
Corrente
2024
26 346 333
1 317 317
2023
27 997 988
979 930
Não Corrente
Não Corrente
2025
5 857 224
789 308
2024
6 242 830
863 750
2026
5 500 000
500 280
2025
5 857 222
638 750
2027
3 500 000
253 000
2026
5 500 000
413 750
2028
5 000 000
175 000
2027
3 500 000
215 000
2029
—
—
2028
5 000 000
100 000
19 857 224
1 717 588
26 100 052
2 231 250
46 203 557
3 034 905
54 098 040
3 211 180
1 Juros estimados de acordo com as condições contratuais definidas, assumindo as condições de mercado
verificadas no exercício de 2023 e 2022, respetivamente.
As linhas de financiamento utilizadas pelo Grupo e os correspondentes montantes máximos autorizados, eram como
segue:
31 de Dezembro 2023
31 de Dezembro 2022
Maturidade
Montante
contratado
Montante
Utilizado
Montante
contratado
Montante
Utilizado
Contas correntes caucionadas
18 000 000
—
18 000 000
5 000 000
Descobertos bancários autorizados
16 000 000
5 103 505
16 000 000
3 742 561
Programas de papel comercial
06/2023
—
—
4 000 000
4 000 000
07/2023
—
—
4 000 000
2 000 000
12/2023
—
—
22 500 000
7 000 000
06/2024
4 000 000
4 000 000
—
—
07/2024
4 000 000
4 000 000
—
—
12/2024
22 500 000
7 000 000
—
—
30 500 000
15 000 000
30 500 000
13 000 000
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022, estes empréstimos venceram juros a taxas normais
de mercado em função da natureza e prazo do crédito obtido.
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o Grupo não entrou em incumprimento em
qualquer empréstimo obtido. Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2023 não existem “covenants” associados aos
empréstimos contratados.
Factoring
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022 não existem contratos de factoring em vigor.
238
24. FORNECEDORES
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica podia ser apresentada, tendo em consideração a sua maturidade,
como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Indústria
Imobiliária
Total
Indústria
Imobiliária
Total
0 a 90 dias
21 908 037
1 455 988
23 364 025
30 316 955
3 975 180
34 292 135
21 908 037
1 455 988
23 364 025
30 316 955
3 975 180
34 292 135
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica inclui saldos a pagar a fornecedores decorrentes da atividade
operacional do Grupo Ramada. O Conselho de Administração entende que o justo valor destes saldos não difere
significativamente do valor contabilístico e que o efeito da atualização destes montantes não é material.
Em 31 de dezembro de 2023, a rubrica “Fornecedores” inclui igualmente o montante de 12.561.929 Euros relativo
ao saldo de fornecedores cedido em operações de confirming (20.396.429 Euros em 31 de dezembro de 2022).
25. OUTRAS DÍVIDAS A TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Outras dívidas a terceiros” podia ser detalhada como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Passivo corrente
Fornecedores de imobilizado
506 702
2 766 300
Contas a pagar por investimentos financeiros
17 500
17 500
Contas a pagar ao Estado e outros entes públicos (Nota 18)
2 419 428
2 595 764
Outros credores
270 723
151 216
3 214 353
5 530 780
Em 31 de dezembro de 2022 o montante na rubrica “Fornecedores de imobilizado” estava relacionado,
essencialmente, com a conta a pagar ao anterior inquilino das instalações onde opera a componente do Grupo
Planfuro Global, S.A. pela aquisição das mesmas no último trimestre de 2022 e que ascende a, aproximadamente,
1.100.000 Euros.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os passivos incluídos na rubrica “Fornecedores de imobilizado” são exigíveis
em menos de 3 meses.
26. OUTROS PASSIVOS CORRENTES
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Outros passivos correntes” podia ser detalhada como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Acréscimos de custos:
Remunerações a liquidar, prémios e outros encargos para com colaboradores
2 553 395
3 008 676
Outros acréscimos de custos
1 920 960
1 851 631
Proveitos diferidos
170 073
216 671
4 644 428
5 076 978
239
27. MOVIMENTO DAS PROVISÕES E PERDAS POR IMPARIDADE
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os movimentos verificados nas provisões e perdas por imparidade pode ser
detalhado como segue:
2023
Provisões
Perdas por
imparidade em
contas a
receber
Perdas por
imparidade em
investimentos
Perdas por
imparidade em
propriedades de
investimentos
Total
(Nota 17)
(Nota 7)
(Nota 10)
Saldo inicial
2 160 000
7 980 349
5 749 445
1 100 000
16 989 794
Variações de
perímetro (Nota 5)
499 500
—
—
—
499 500
Constituições
—
—
—
—
—
Reversões
(36 311)
(468 757)
—
—
(505 068)
Utilizações
(437 722)
(365 008)
—
—
(802 730)
Saldo final
2 185 467
7 146 583
5 749 445
1 100 000
16 181 496
2022
Provisões
Perdas por
imparidade em
contas a
receber
Perdas por
imparidade em
investimentos
Perdas por
imparidade em
propriedades de
investimentos
Total
(Nota 17)
(Nota 7)
(Nota 10)
Saldo inicial
2 160 000
7 084 325
4 967 633
1 100 000
15 311 958
Constituições
—
896 119
781 812
—
1 677 931
Reversões
—
—
—
—
—
Utilizações
—
(94)
—
—
(94)
Saldo final
2 160 000
7 980 349
5 749 445
1 100 000
16 989 795
A rubrica “Provisões”, em 31 de dezembro de 2023 e 2022, inclui a melhor estimativa do Conselho de Administração
para fazer face a potenciais perdas a incorrer com contingências associadas a processos de importação efetuadas
em exercícios anteriores (660.000 Euros) e para fazer a outros riscos e contingências que o Conselho de
Administração entende como serem prováveis (1.525.467 Euros em 31 de dezembro de 2023 e 1.500.000 Euros em
31 de dezembro de 2022).
É entendimento do Conselho de Administração, baseado nos seus assessores legais e fiscais, que a 31 de
dezembro de 2023 não existem ativos ou passivos materiais associados a contingências fiscais prováveis ou
possíveis que devessem ser alvo de reconhecimento ou divulgação nas demonstrações financeiras em 31 de
dezembro de 2023, para além dos que suportam os montantes registados.
240
28. OUTROS RENDIMENTOS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Outros rendimentos” podia ser detalhada como segue
31.12.2023
31.12.2022
Proveitos Suplementares
157 262
282 711
Recuperação de encargos debitados a clientes
—
145 704
Ganhos obtidos na alienação e abate de ativos fixos
239 154
137 794
Subsídios à exploração
18 149
10 963
Descontos de pronto pagamento obtidos
10 069
9 969
Outros rendimentos
557 847
202 693
982 481
789 834
29. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
A repartição dos fornecimentos e serviços externos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 é a
seguinte:
31.12.2023
31.12.2022
Subcontratos e trabalhos especializados
2 822 662
3 894 386
Conservação e reparação
1 990 313
3 506 292
Ferramentas e utensílios de desgaste rápido
650 708
989 327
Eletricidade
1 631 573
5 596 737
Combustíveis e outros fluidos
1 208 001
1 892 317
Deslocações e estadas
428 789
558 307
Transportes de mercadorias
4 311 613
6 845 303
Rendas e alugueres
485 570
458 252
Seguros
681 537
835 115
Outros serviços diversos
2 158 696
3 005 149
16 369 462
27 581 185
Em 31 de dezembro de 2023 e de 2022, os encargos registados na rubrica “Subcontratos e trabalhos
especializados” dizem essencialmente respeito à contratação de serviços de tratamentos térmicos e maquinação.
Em 31 de dezembro de 2023, a variação nas rubricas "Conservação e reparação", "Ferramentas e utensílios de
desgaste rápido", "Eletricidade" e "Transportes de mercadorias", é, sobretudo, explicada pela redução da atividade
do Grupo, e pela redução dos preços, que tinham aumentado substancialmente em 2022, em resultado da guerra na
Ucrânia e de outros fatores de mercado.
241
30. GASTOS COM PESSOAL
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Gastos com pessoal” podia ser detalhada como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Remunerações
10 045 576
10 040 800
Encargos sobre remunerações
2 344 911
2 350 564
Encargos suportados com seguros
278 382
215 521
Custo de ação social
289 700
256 018
Outros gastos com pessoal
1 757 008
2 155 401
14 715 577
15 018 304
NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o número médio de pessoal ao serviço do Grupo
Ramada foi de 498 e 492, respetivamente.
31. AMORTIZAÇÕES E DEPRECIAÇÕES
A rubrica da demonstração dos resultados “Amortizações e depreciações” relativa a exercícios findos em 31 de
dezembro de 2023 e 2022 é composta como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Ativos fixos tangíveis (Nota 11)
3 225 391
3 087 072
Ativo sob direito de uso (Nota 12)
358 926
244 597
Ativos intangíveis (Nota 13)
11 933
5 666
3 596 250
3 337 335
32. OUTROS GASTOS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Outros gastos” podia ser detalhada como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Impostos e taxas
318 197
272 055
Outras despesas e comissões bancárias
100 950
138 229
Donativos e quotizações
39 869
31 424
Descontos de pronto pagamento concedidos
21 281
28 120
Outros gastos
1 088 502
2 667 361
1 568 799
3 137 189
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, os encargos registados na rubrica “Outros gastos” incluem o reconhecimento
de uma indemnização pelo término antecipado de um contrato de arrendamento de terrenos florestais, no montante
de, aproximadamente, 1 milhão de Euros e 2,6 milhões de Euros, respetivamente.
242
33. RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 podem ser detalhados como
segue:
31.12.2023
31.12.2022
Gastos Financeiros:
Juros suportados
2 633 416
1 164 455
Outros gastos e perdas financeiros
202 094
544 423
2 835 510
1 708 878
Rendimentos Financeiros:
Juros obtidos
113 873
866
Outros rendimentos e ganhos financeiros
126 876
497 410
240 749
498 276
Os juros suportados registados nas demonstrações financeiras dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e
2022 resultam na sua totalidade de empréstimos obtidos.
Os juros obtidos registados nas demonstrações financeiras dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e
2022 resultam essencialmente de juros de aplicações financeiras efetuadas durante o exercício.
34. PARTES RELACIONADAS
34.1. Saldos e transações com partes relacionadas
As participadas do Grupo têm relações entre si que se qualificam como transações com partes relacionadas. Todas
estas transações são efetuadas a preços de mercado.
Nos procedimentos de consolidação as transações entre empresas incluídas na consolidação pelo método integral
(Nota 6) são eliminadas, uma vez que as demonstrações financeiras consolidadas apresentam informação da
detentora e das suas subsidiárias como se de uma única empresa se tratasse.
Por referência a 31 de dezembro de 2023, e em resultado de uma revisão da definição de partes relacionadas, foi
revisto o critério de divulgação. Até esta data, para além do referido na IAS 24, a interpretação estava também
alinhada com a definição de relações especiais tal como definido no Código do Imposto sobre o Rendimento das
Pessoas Coletivas. A partir desta data, foi revista a definição para estar integralmente alinhada com o previsto pela
norma contabilística internacional IAS 24.
34.2. Remunerações do Conselho de Administração
As compensações atribuídas aos gestores chave, que, dado o modelo de governação do Grupo, correspondem aos
membros do Conselho de Administração da Ramada, durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e
2022 ascenderam a 551.500 Euros, e referem-se unicamente a remunerações fixas. As remunerações do exercício
de 2023 e 2022 foram integralmente pagas pelo Grupo.
Nos termos do artigo 3º da Lei nº 28/2009 de 19 de junho informa-se que as remunerações auferidas pelos
membros do Conselho de Administração podem ser repartidas como segue: João Borges de Oliveira – 123.000
Euros; Paulo Fernandes – 123.000 Euros; Domingos Matos – 109.000 Euros; Pedro Borges de Oliveira – 109.000
Euros; Ana Mendonça – 59.500 Euros; Laurentina Martins - 28.000 Euros.
243
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, não existem: (i) planos ou sistemas de incentivos relacionados com a
atribuição de ações aos membros do Conselho de Administração; (ii) regimes complementares de pensões ou de
reforma antecipada para os administradores; (iii) indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores
relativamente à cessão de funções durante o exercício; ou (iv) benefícios não pecuniários considerados como
remuneração.
Não existem a 31 de dezembro de 2023 e 2022 saldos pendentes ou compromissos, sendo que a caução exigível
aos administradores por força do artigo 396.º do Código das Sociedades Comerciais é da responsabilidade de cada
administrador não sendo um encargo do Grupo.
A Ramada Investimentos e Indústria, S.A. não possui qualquer plano de atribuição de ações ou de opções de
aquisição de ações aos membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores.
35. RESULTADOS POR AÇÃO
Os resultados por ação do exercício foram calculados em função dos seguintes montantes:
31.12.2023
31.12.2022
Resultado para efeito do cálculo do resultado líquido por ação básico e diluído
10 413 341
20 033 547
Número médio ponderado de ações para efeito de cálculo do resultado líquido por
ação
25 641 459
25 641 459
Resultado por ação
Básico
0,41
0,78
Diluído
0,41
0,78
Não se verifica no Grupo qualquer situação que possa representar uma redução dos resultados por ação com
origem em opções, warrants, obrigações convertíveis ou outros direitos associados a ações ordinárias.
36. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS
De acordo com a origem e natureza dos rendimentos gerados pelo Grupo, foram definidos como segmentos
principais os seguintes:
■ Indústria – agrega as atividades de comercialização de aços e a atividade relacionada com a gestão de
investimentos financeiros relativos a participações em que o Grupo é minoritário;
■ Imobiliária – inclui os ativos e a atividade relacionados com a atividade imobiliária do Grupo.
Estes segmentos foram identificados tendo em consideração as unidades que desenvolvem atividade onde se
podem identificar separadamente as receitas e as despesas em relação às quais é produzida informação financeira
separadamente, os seus resultados operacionais são revistos pela gestão e sendo sobre estes que esta toma
decisões.
244
31 de Dezembro de 2023
Indústria
Imobiliária
Anulações
intragrupo
Total
Total do ativo
110 232 273
106 037 894
(10 739 154)
205 531 013
Total do passivo
37 885 546
54 599 543
(10 739 154)
81 745 935
Investimentos realizados no período (a)
3 431 316
—
—
3 431 316
Vendas e prestações de serviços e outros rendimentos de
operações com clientes externos
132 723 369
8 497 387
—
141 220 756
Vendas e prestações de serviços e outros rendimentos de
operações com outros segmentos
570 000
1 434 656
(2 004 656)
—
EBITDA (b)
11 622 455
6 222 081
17 844 536
Amortizações e depreciações
(3 193 436)
(402 814)
(3 596 250)
EBIT (c)
8 429 019
5 819 267
—
14 248 286
Rendimentos financeiros
681 801
749
(441 800)
240 750
Gastos financeiros
(1 847 095)
(1 430 216)
441 800
(2 835 511)
Resultados relativos a investimentos
557 485
—
—
557 485
Resultado antes de impostos
7 821 210
4 389 800
—
12 211 010
Impostos sobre o rendimento
(755 781)
(1 041 888)
—
(1 797 669)
Resultado líquido consolidado do período
7 065 429
3 347 912
—
10 413 341
31 de Dezembro de 2022
Indústria
Imobiliária
Anulações
intragrupo
Total
Total do ativo
144 143 221
105 550 569
(10 473 149)
239 220 641
Total do passivo
57 791 449
57 781 894
(10 473 149)
105 100 194
Investimentos realizados no período (a)
4 723 957
1 739 250
—
6 463 207
Vendas e prestações de serviços e outros rendimentos de
operações com clientes externos
186 653 725
7 826 214
—
194 479 939
Vendas e prestações de serviços e outros rendimentos de
operações com outros segmentos
470 000
1 234 809
(1 704 809)
—
EBITDA (b)
25 539 411
3 638 644
—
29 178 055
Amortizações e depreciações
(2 989 086)
(348 249)
—
(3 337 335)
EBIT (c)
22 550 325
3 290 395
—
25 840 720
Rendimentos financeiros
645 348
644
(147 716)
498 276
Gastos financeiros
(1 407 979)
(448 615)
147 716
(1 708 878)
Resultados relativos a investimentos
391 505
—
—
391 505
Resultado antes de impostos
22 179 199
2 842 424
—
25 021 623
Impostos sobre o rendimento
(4 305 031)
(683 045)
—
(4 988 076)
Resultado líquido consolidado do período
17 874 168
2 159 379
—
20 033 547
(a) Aquisições no exercício de ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis e propriedade de investimento.
(b) EBITDA = Resultado antes de impostos das operações continuadas + Gastos financeiros – Rendimentos financeiros + Amortizações e depreciações
(c) EBIT = EBITDA + Amortizações e depreciações
O passivo atribuído ao segmento Imobiliária prende-se com a dívida que foi contraída especificamente no âmbito da
aquisição das propriedades de investimento, as quais foram inclusive dadas como garantia, encontrando-se o
referido financiamento a ser liquidado progressivamente de acordo com os planos de liquidação estabelecidos.
245
Relativamente ao segmento geográfico, a repartição das vendas e prestações de serviços do Grupo, por mercado, é
como segue:
31 de dezembro de 2023
31 de dezembro de 2022
Mercado
Interno
Mercado
Externo
Total
Mercado
Interno
Mercado
Externo
Total
Vendas e Prestações de
Serviços
94 832 075
37 048 596
131 880 671
123 873 216
62 026 673
185 899 889
Rendas
8 357 604
—
8 357 604
7 790 216
—
7 790 216
103 189 679
37 048 596
140 238 275
131 663 432
62 026 673
193 690 105
As Vendas e Prestações de Serviços que estão no âmbito da IFRS 15, dizem respeito a:
■ Comercialização de peças de aço e/ou ligas, de ferramentas de corte e de ferramentas industriais;
■ Prestação de serviços em peças de aço e/ou ligas, de ferramentas de corte e de ferramentas industriais;
■ Fabrico e comercialização de arames de aço.
37. PASSIVOS CONTINGENTES E GARANTIAS PRESTADAS
As empresas do Grupo Ramada tinham assumido responsabilidades por garantias bancárias prestadas no montante
de 92.401 Euros em 31 de dezembro de 2023 e 2022.
Adicionalmente, nas garantias reais há que destacar 74 milhões de Euros respeitantes aos terrenos florestais.
Processos judiciais
Tendo conhecimento do desfecho do processo iniciado em 2002 que envolveu empresas europeias do sector do
aço sobre eventuais práticas concertadas nesse mercado, algumas empresas alemãs iniciaram um processo em
que também é demandada a subsidiária Socitrel e contra as outras empresas condenadas no processo de 2002 por
alegadamente terem incorrido em danos e prejuízos pelas eventuais práticas concertadas no mercado do aço. O
processo está, desde 2017, suspenso e, caso tal se revele necessário, a Socitrel apresentará a sua defesa. É
convicção do Conselho de Administração que, pelo facto de nunca ter fornecido quaisquer materiais estas empresas
alemãs, do desfecho deste processo, caso prossiga, não resultarão responsabilidades materialmente relevantes
para o Grupo.
Adicionalmente, no âmbito dos acordos celebrados com o antigo acionista da Socitrel incluídos do Processo
Especial de Revitalização da Empresa, qualquer decisão transitada em julgado relativa a processos sobre factos
anteriores à data de alteração acionista, cujos valores objeto de condenação não estejam provisionados nas contas
da Socitrel serão imputáveis ao seu anterior acionista.
246
38. APLICAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO
No que diz respeito ao exercício de 2022, o Conselho de Administração propôs, no seu relatório anual, que o
resultado líquido individual da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. no montante de 24.329.205 Euros tivesse a
seguinte aplicação:
Distribuição de Dividendos
21 025 996
Reservas livres
3 303 209
A distribuição de lucros do exercício ora proposta implicou o pagamento de um dividendo bruto de 0,82 Euros por
ação).
No que diz respeito ao exercício de 2023, o Conselho de Administração propõe, no seu relatório anual, que o
resultado líquido individual da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. no montante de 36.757.110 Euros tenha a
seguinte aplicação:
Distribuição de Dividendos
14 872 046
Reservas livres
21 885 064
A distribuição de lucros do exercício ora proposta implicará o pagamento de um dividendo bruto de 0,58 Euros por
ação.
39. HONORÁRIOS DO REVISOR OFICIAL DE CONTAS
O total de honorários suportados pelo Grupo Ramada relativamente a serviços prestados pelas empresas do
universo Deloitte & Associados, SROC, S.A.  em 2023 e 2022 ascenderam a 333.100 Euros e 314.100 Euros,
respetivamente, e referem-se a serviços de auditoria e revisão legal das contas, que incluem, em 2023 e 2022, o
montante de 210.000 Euros e 177.000 Euros, respetivamente, relativos a serviços de garantia de fiabilidade e outros
serviços.
40. EVENTOS SUBSEQUENTES
De 31 de dezembro de 2023 até à data de emissão este relatório, não ocorreram factos relevantes que possam vir a
afetar materialmente a posição financeira e os resultados futuros do Grupo Ramada e do conjunto das empresas
subsidiárias e associadas incluídas na consolidação.
247
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
João Manuel Matos Borges de Oliveira – Presidente
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
Domingos José Vieira de Matos
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
Laurentina da Silva Martins
248
249
Porta Molde_CAPA DFSNA.png
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022
(Montantes expressos em Euros)
ATIVO
Notas
31.12.2023
31.12.2022
ATIVOS NÃO CORRENTES:
Ativos fixos tangíveis
24 649
36 974
Ativos sob direito de uso
7
6 954
110 454
Investimentos em subsidiárias e associadas
8
109 790 553
109 790 553
Outros investimentos
9
—
—
Total de ativos não correntes
109 822 156
109 937 981
ATIVOS CORRENTES:
Clientes
10
—
438 401
Imposto sobre o rendimento
11
2 992 255
—
Outras dívidas de terceiros
12
10 885 605
13 205 301
Outros ativos correntes
24
250 000
43 651
Caixa e equivalentes de caixa
13
112 668
11 300 154
Total de ativos correntes
14 240 528
24 987 507
Total do ativo
124 062 684
134 925 488
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
Notas
31.12.2023
31.12.2022
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social
25 641 459
25 641 459
Reserva legal
5 128 292
5 128 292
Outras reservas
47 329 720
44 026 511
Resultado líquido do exercício
36 757 110
24 329 205
Total do capital próprio
14
114 856 581
99 125 467
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos bancários
15
4 000 000
6 000 000
Passivo da locação
7
2 311
6 522
4 002 311
6 006 522
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos bancários
15
2 000 000
2 000 000
Outros empréstimos
15
3 089 364
—
Passivo da locação
7
4 642
103 932
Fornecedores
16
—
141 705
Outras dívidas a terceiros
17
88 971
25 066 935
Imposto sobre o rendimento
11
—
2 358 292
Outros passivos correntes
18
20 815
122 635
Total de passivos correntes
5 203 792
29 793 499
Total de passivos
9 206 103
35 800 021
Total do passivo e capital próprio
124 062 684
134 925 488
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras separadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
250
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022
(Montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2023
31.12.2022
Prestações de serviços
19
350 000
2 404 114
Resultados relativos a investimentos
20
37 000 000
27 050 000
Outros rendimentos
26 405
58 751
Fornecimentos e serviços externos
21
(515 141)
(973 228)
Gastos com pessoal
22
(84 070)
(1 056 541)
Amortizações e depreciações
(17 567)
(110 460)
Provisões e perdas por imparidade
23
—
(2 781 812)
Outros gastos
(63 492)
(81 311)
Gastos financeiros
(355 746)
(175 146)
Rendimentos financeiros
425 344
49 555
Resultado antes de impostos
36 765 733
24 383 922
Impostos sobre o rendimento
25
(8 623)
(54 717)
Resultado líquido do exercício
36 757 110
24 329 205
Resultados por ação:
Básico
26
1,43
0,95
Diluído
26
1,43
0,95
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras separadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
251
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DO RENDIMENTO INTEGRAL
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022
(Montantes expressos em Euros)
31.12.2023
31.12.2022
Resultado líquido do exercício
36 757 110
24 329 205
Outro rendimento integral:
Itens que não serão reclassificados para o resultado líquido
—
—
Itens que futuramente podem ser reclassificados para o resultado líquido
—
—
Total do rendimento integral do exercício
36 757 110
24 329 205
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras separadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
252
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A
DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022
(Montantes expressos em Euros)
Notas
Capital social
Ações
próprias
Reserva legal
Outras
reservas e
resultados
transitados
Dividendos
antecipados
Resultado
líquido do
exercício
Total do
Capital
Próprio
Saldo em 1 de janeiro de 2022
25 641 459
—
5 128 292
49 243 626
—
10 167 760
90 181 137
Total do rendimento integral do exercício
—
—
—
—
—
24 329 205
24 329 205
Aplicação do resultado líquido de 2021:
Transferência para reserva legal e outras
reservas
14
—
—
—
10 167 760
—
(10 167 760)
—
Dividendos distribuídos
14
—
—
—
(15 384 875)
—
—
(15 384 875)
Saldo em 31 de dezembro de 2022
25 641 459
—
5 128 292
44 026 511
—
24 329 205
99 125 467
Saldo em 1 de janeiro de 2023
25 641 459
—
5 128 292
44 026 511
—
24 329 205
99 125 467
Total do rendimento integral do exercício
—
—
—
—
—
36 757 110
36 757 110
Aplicação do resultado líquido de 2022:
Transferência para reserva legal e outras
reservas
14
—
—
—
24 329 205
—
(24 329 205)
—
Dividendos distribuídos
14
—
—
—
(21 025 996)
—
—
(21 025 996)
Saldo em 31 de dezembro de 2023
25 641 459
—
5 128 292
47 329 719
—
36 757 110
114 856 581
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras separadas.
O Contabilista Certificado O Conselho de Administração
253
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023 E 2022
(Montantes expressos em Euros)
Notas
31.12.2023
31.12.2022
Atividades operacionais:
Recebimentos de clientes
1 060 313
3 110 165
Pagamentos a fornecedores
(824 368)
(1 399 560)
Pagamentos ao pessoal
(94 838)
141 107
(516 034)
1 194 571
Recebimento / Pagamento de imposto sobre o
rendimento
(2 979 924)
(194 680)
Outros recebimentos / pagamentos
(415 124)
(3 395 048)
(1 386 058)
(1 580 738)
Fluxos gerados pelas atividades operacionais
(1)
(3 253 941)
(386 167)
Atividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Ativos fixos tangíveis
—
65 559
Investimentos financeiros
8
—
6 296 418
Juros e proveitos similares
61 599
7 513
Empréstimos concedidos
12
9 000 000
—
Dividendos
20
37 000 000
46 061 599
27 050 000
33 419 490
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros
8 e 9
(24 785 000)
(31 280 035)
Empréstimos concedidos
12
(9 000 000)
(9 000 000)
Ativos fixos tangíveis
—
(60 637)
Ativos intangíveis
—
(33 785 000)
—
(40 340 672)
Fluxos gerados pelas atividades de
investimento (2)
12 276 599
(6 921 182)
Atividades de financiamento:
Pagamentos respeitantes a:
Juros e custos similares
(267 701)
(172 411)
Dividendos
14
(21 025 996)
(15 384 875)
Passivo da Locação
(5 811)
(53 741)
Financiamentos obtidos
(2 000 000)
(23 299 508)
(2 000 000)
(17 611 027)
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
15
—
—
Realizações de capital e de outros instrumentos de
capital próprio
—
—
—
—
Fluxos gerados pelas atividades de
financiamento (3)
(23 299 508)
(17 611 027)
Caixa e seus equivalentes no início do exercício
13
11 300 154
36 218 530
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3)
(14 276 850)
(24 918 376)
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício
13
(2 976 696)
11 300 154
As notas anexas fazem parte integrante das demonstrações financeiras separadas.
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
254
1. NOTA INTRODUTÓRIA
A RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A. (“Ramada Investimentos” ou “Empresa”) é uma sociedade
anónima constituída em 1 de junho de 2008, com sede na Rua Manuel Pinto de Azevedo, 818, no Porto e tem como
atividade principal a gestão de participações sociais, sendo as suas ações cotadas na Euronext Lisbon.
A Ramada Investimentos é a empresa-mãe do Grupo de empresas indicado na Nota 8 que, no seu conjunto,
exploram dois segmentos de negócio distintos: i) Segmento Indústria, que inclui as atividades Aços especiais e
Trefilaria, assim como a atividade relacionada com a gestão de investimentos financeiros relativos a participações
em que a Empresa é minoritária; e ii) Segmento Imobiliário, vocacionado para a gestão de ativos imobiliários.
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão no dia
11 de abril de 2024. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da Assembleia Geral de Acionistas,
sendo expectativa da Empresa e do Conselho de Administração que as mesmas serão aprovadas sem alterações
significativas.
2. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS MATERIAIS
As políticas contabilísticas materiais adotadas na preparação das demonstrações financeiras anexas encontram-se
descritas abaixo. Estas políticas foram aplicadas de forma consistente nos períodos comparativos.
Adicionalmente, não ocorreram alterações significativas nas principais estimativas utilizadas pela Empresa na
preparação das demonstrações financeiras.
2.1. Bases de apresentação
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato
Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia (“IFRS-UE”) em vigor para o exercício económico iniciado a 1 de
janeiro de 2023. Estas correspondem às Normas Internacionais de Relato Financeiro, emitidas pelo International
Accounting Standards Board (“IASB”) e interpretações emitidas pelo IFRS Interpretations Committee (“IFRS - IC”) ou
pelo anterior Standing Interpretations Committee (“SIC”), que tenham sido adotadas pela União Europeia à data de
publicação de contas.
O Conselho de Administração procedeu à avaliação da capacidade da Empresa operar em continuidade, tendo por
base toda a informação relevante, factos e circunstâncias, de natureza financeira, comercial ou outra, incluindo
acontecimentos subsequentes à data de referência das demonstrações financeiras, disponível sobre o futuro. Em
resultado da avaliação efetuada, o Conselho de Administração concluiu que dispõe de recursos adequados para
manter as atividades, não havendo intenção de cessar as atividades no curto prazo, pelo que considerou adequado
o uso do pressuposto da continuidade das operações na preparação das demonstrações financeiras.
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa no
pressuposto da continuidade das operações. As demonstrações financeiras anexas foram preparadas com base no
custo histórico.
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com as IFRS-UE requer o uso de estimativas,
pressupostos e julgamentos críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adotar pela
Empresa, com impacto significativo no valor contabilístico dos ativos e passivos, assim como nos rendimentos e
gastos do período. Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de
Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e ações correntes e futuras, os resultados
atuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que envolvem um maior grau de julgamento ou
complexidade, ou áreas em que os pressupostos e as estimativas sejam significativos são apresentadas na Nota 3.
255
Adicionalmente, para efeitos de relato financeiro, a mensuração a justo valor é hierarquizada em três níveis (Nível 1,
2 e 3), os quais têm em consideração, nomeadamente, se os dados utilizados são observáveis em mercado ativo e
a significância dos mesmos ao nível da valorização dos ativos / passivos ou na divulgação destes.
O justo valor é a quantia pela qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras e
dispostas a isso, numa transação em que não exista relacionamento entre elas, independentemente de esse preço
poder ser diretamente observável ou estimado utilizando outras técnicas de valorização. Ao estimar o justo valor de
um ativo ou passivo, a Empresa considera as características que os participantes do mercado também teriam em
consideração quando valorizassem o ativo ou passivo na data de mensuração.
Os ativos que são mensurados a justo valor, após o reconhecimento inicial, são agrupados em três níveis de acordo
com a possibilidade de observar no mercado o seu justo valor:
Nível 1: o justo valor é determinado com base em preços de mercado ativo para idênticos ativos / passivos;
Nível 2: o justo valor é determinado com base em técnicas de avaliação. Os principais inputs dos modelos de
avaliação são observáveis no mercado; e
Nível 3: o justo valor é determinado com base em modelos de avaliação, cujos principais inputs não são observáveis
no mercado.
(i) Adoção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas
Até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, foram aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia as
seguintes normas contabilísticas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória ao exercício
iniciado em 1 de janeiro de 2023:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
IFRS 17 – Contratos de Seguros
(incluindo emendas à IFRS 17)
1-jan-23
A IFRS 17 substitui a IFRS 4 e aplica-se a todos os
contratos de seguro (i.e., vida, não vida, seguros
diretos e resseguros), independentemente do tipo
de entidades que os emite, bem como a algumas
garantias e a alguns instrumentos financeiros com
características de participação discricionária. Em
termos gerais, a IFRS 17 fornece um modelo
contabilístico para os contratos de seguro de maior
utilidade e mais consistente para os emitentes.
Contrastando com os requisitos da IFRS 4, que são
baseadas em políticas contabilísticas locais
adotadas anteriormente, a IFRS 17 fornece um
modelo integral para contratos de seguro, cobrindo
todos os aspetos contabilísticos relevantes.
256
Alterações à IFRS 17 – Contratos de
seguro – Aplicação inicial da IFRS 17
e IFRS 9 – Informação comparativa
1-jan-23
Esta alteração à IFRS 17 refere-se à apresentação
de informação comparativa de ativos financeiros na
aplicação inicial da IFRS 17.
A emenda adiciona uma opção de transição que
permite que uma entidade aplique um ‘overlay’ na
classificação de um ativo financeiro no(s)
período(s) comparativo(s) apresentado(s) na
aplicação inicial da IFRS 17. O ‘overlay’ permite
que todos os ativos financeiros, incluindo aqueles
mantidos em relação a atividades não relacionadas
a contratos dentro do âmbito da IFRS 17 ser
classificado, instrumento a instrumento, no(s)
período(s) comparativo(s) de forma alinhada com a
forma como a entidade espera que esses ativos
sejam classificados na aplicação inicial da IFRS 9.
Alterações à IAS 1 – Apresentação
das demonstrações financeiras e IFRS
Practice Statement 2 – Divulgação de
políticas contabilísticas
1-jan-23
Estas alterações pretendem auxiliar uma entidade
na divulgação das políticas contabilísticas
‘materiais’, anteriormente designadas por políticas
'significativas’. No entanto devido à inexistência
deste conceito nas normas IFRS, foi decidido
substituir pelo conceito “materialidade”, um
conceito já conhecido pelos utilizadores das
demonstrações financeiras.
Ao avaliar a materialidade das políticas
contabilísticas, a entidade deve considerar não só a
dimensão das transações como também outros
eventos ou condições e a natureza dos mesmos.
Alterações à IAS 8 – Políticas
contabilísticas, alterações nas
estimativas contabilísticas e erros –
Definição de estimativas
contabilísticas
1-jan-23
A alteração vem esclarecer qual a distinção entre
alteração de estimativa contabilística, alteração de
política contabilística e a correção de erros.
Adicionalmente, esclarece de que forma uma
entidade usa as técnicas de mensuração e inputs
para desenvolver estimativas contabilísticas.
257
Alterações à IAS 12 – Impostos sobre
o rendimento – Impostos diferidos
relacionados com ativos e passivos
decorrentes a uma transação única
1-jan-23
A IAS 12 passa a exigir que uma entidade
reconheça imposto diferido quando o seu
reconhecimento inicial dê origem a montantes
iguais de diferenças temporárias tributáveis e
diferenças temporárias dedutíveis.
Contudo, trata-se de uma questão de julgamento
profissional se tais deduções são atribuíveis ao
passivo que está reconhecido nas demonstrações
financeiras ou ao ativo relacionado. Este facto é
particularmente importante na determinação da
existência de diferenças temporárias no
reconhecimento inicial do ativo ou do passivo, na
medida em que a exceção de reconhecimento
inicial não é aplicável às transações que originaram
diferenças temporárias tributáveis e dedutíveis
iguais.
Entre as transações aplicáveis encontram-se o
registo de (i) ativos sob direito de uso e passivos de
locação; (ii) provisões para desmantelamento,
restauro ou passivos semelhantes, e os
correspondentes montantes reconhecidos como
parte do custo do ativo relacionado, quando na
data do reconhecimento inicial não relevem para
efeitos fiscais.
Esta alteração é de aplicação retrospetiva.
Alterações à IAS 12 – Reforma Fiscal
Internacional – Regras-Modelo do
Segundo Pilar
Imediatamente e       
1-jan-231
Estas alterações surgem no âmbito da
implementação das regras do Global Anti-Base
Erosion (“Globe”) da OCDE, as quais poderão
implicar impactos significativos no apuramento de
impostos diferidos que à data de emissão destas
alterações são difíceis de estimar.
Estas alterações introduzem uma exceção
temporária à contabilização de impostos diferidos
decorrentes da aplicação das regras-modelo do
segundo pilar da OCDE, e adicionalmente institui
novos requisitos de divulgações específicos para
as entidades afetadas.
1 As empresas devem aplicar a exceção imediatamente, mas os requisitos de divulgação são exigidos para os períodos anuais com início em ou após 1 de janeiro de
2023.
Não foram produzidos efeitos significativos nas demonstrações financeiras da Empresa no exercício findo em 31 de
dezembro de 2023, decorrente da adoção das normas, interpretações, emendas e revisões acima referidas.
258
(ii) Normas, interpretações, emendas e revisões que irão entrar em vigor em exercícios futuros
As seguintes normas contabilísticas e interpretações, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros,
foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
Alterações à IAS 1 – Apresentação
das demonstrações financeiras –
Classificação de passivos correntes e
não correntes
1-jan-24
Esta alteração pretende clarificar a classificação
dos passivos como saldos correntes ou não
correntes em função dos direitos que uma entidade
tem de diferir o seu pagamento, no final de cada
período de relato.
A classificação dos passivos não é afetada pelas
expectativas da entidade (a avaliação deverá
determinar se um direito existe, mas não deverá
considerar se a entidade irá ou não exercer tal
direito), ou por eventos ocorridos após a data de
relato, como seja o incumprimento de um
“covenant”.
No entanto, se o direito de adiar a liquidação por
pelo menos doze meses estiver sujeito ao
cumprimento de determinadas condições após a
data de balanço, esses critérios não afetam o
direito de diferir a liquidação cuja finalidade seja de
classificar um passivo como corrente ou não
corrente.
Esta alteração inclui ainda uma nova definição de
“liquidação” de um passivo e é de aplicação
retrospetiva.
Alterações à IFRS 16 – Locações –
Passivos de locação em transações
de venda e relocação
1-jan-24
Esta alteração à IFRS 16 introduz orientações
relativamente à mensuração subsequente de
passivos de locação, relacionados com transações
de venda e relocação (“sale & leaseback”) que
qualificam como “venda” de acordo com os
princípios da IFRS 15, com maior impacto quando
alguns ou todos os pagamentos de locação são
pagamentos de locação variáveis que não
dependem de um índice ou de uma taxa.
Ao mensurar subsequentemente os passivos de
locação, os vendedores-locatários deverão
determinar os “pagamentos de locação” e
“pagamentos de locação revistos” de maneira que
estes não venham a reconhecer ganhos/(perdas)
relativamente ao direito de uso que retêm.
Esta alteração é de aplicação retrospetiva.
Estas emendas apesar de aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia, não foram adotadas pela Empresa em
2023, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não se estima que da futura adoção das referidas
emendas decorram impactos significativos para as demonstrações financeiras.
259
(iii) Normas e interpretações novas, emendadas ou revistas não adotadas pela União Europeia
As seguintes normas contabilísticas e interpretações foram emitidas pelo IASB e não se encontravam ainda
aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia:
Norma / Interpretação
Aplicável na União
Europeia nos
exercícios iniciados
em ou após
Alterações a IAS 7 e IFRS 7 -
Divulgações: Acordos de
financiamento de fornecedores
1-jan-24
Estas alterações à IAS 7 Demonstração de Fluxos
de Caixa e à IFRS 7 Instrumentos Financeiros:
Divulgações, visam esclarecer as características de
um acordo de financiamento de fornecedores e
introduzem requisitos de divulgação adicionais
quando tais acordos existam.
Os requisitos de divulgação destinam-se a auxiliar
os utilizadores das demonstrações financeiras a
compreender os efeitos dos acordos de
financiamento do fornecedor quanto aos passivos,
fluxos de caixa e exposição ao risco de liquidez da
entidade.
As alterações entram em vigor no período com
início em ou após 1 de janeiro de 2024. A adoção
antecipada é permitida, contudo deverá ser
divulgada.
Alterações à IAS 21 – Os efeitos das
alterações nas Taxas de Câmbio:
Falta de permutabilidade
1-jan-25
Esta alteração visa clarificar a forma de avaliar a
permutabilidade de uma moeda, e como deve ser
determinada a taxa de câmbio quando esta não é
permutável por um longo período.
A alteração especifica que uma moeda deverá ser
considerada permutável quando uma entidade é
capaz de obter a outra moeda dentro de um
período que permita uma gestão administrativa
normal, e através de um mecanismo de troca ou de
mercado em que uma operação de troca crie
direitos obrigações passíveis de execução.
Se uma moeda não puder ser trocada por outra
moeda, uma entidade deverá estimar a taxa de
câmbio na data de mensuração da transação. O
objetivo será determinar a taxa de câmbio que seria
aplicável, na data de mensuração, para uma
transação similar entre participantes de mercado.
As alterações referem ainda que uma entidade
pode utilizar uma taxa de câmbio observável sem
proceder a qualquer ajustamento.
As alterações entram em vigor no período com
início em ou após 1 de janeiro de 2025. A adoção
antecipada é permitida, contudo deverá ser
divulgada os requisitos de transição aplicados.
Estas normas não foram ainda adotadas (“endorsed”) pela União Europeia e, como tal, não foram aplicadas pela
Empresa no exercício findo em 31 de dezembro de 2023.
260
Relativamente a estas normas e interpretações, emitidas pelo IASB, mas ainda não aprovadas (“endorsed”) pela
União Europeia, não se estima que da futura adoção das mesmas decorram impactos significativos para as
demonstrações financeiras anexas.
2.2. Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por
imparidade acumuladas. Os ativos intangíveis só são reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios
económicos futuros para a Empresa, sejam controláveis pela Empresa e se possa medir razoavelmente o seu valor.
As despesas de desenvolvimento para as quais a Empresa demonstre capacidade para completar o seu
desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente às quais seja provável que o ativo criado
venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não
cumpram estes critérios são registadas como custo no período em que são incorridas.
Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na
demonstração dos resultados quando incorridos, exceto na situação em que estes custos estejam diretamente
associados a projetos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para a Empresa.
Nestas situações estes custos são capitalizados como ativos intangíveis.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em
conformidade com o período de vida útil estimado para cada bem (genericamente 3 a 5 anos).
2.3. Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis encontram-se registados ao seu custo de aquisição, deduzido das amortizações
acumuladas e das perdas por imparidade acumuladas.
As amortizações são calculadas, após os bens estarem em condições de serem utilizados, pelo método das quotas
constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.
As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:
Tipo
Anos
Equipamento de transporte
2 a 10
Equipamento administrativo
2 a 10
As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos ativos nem resultem em benfeitorias ou
melhorias significativas nos elementos dos ativos fixos tangíveis são registadas como custo do exercício em que são
incorridas.
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate dos ativos fixos tangíveis são determinadas como a
diferença entre preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na
demonstração dos resultados nas rubricas “Outros proveitos” ou” Outros custos”.
2.4. Locações
A Empresa avalia, no início de cada acordo, se o acordo é, ou contém, uma locação. Isto é, se transmite o direito de
uso de um ativo ou ativos específicos por um determinado período de tempo em troca de uma contrapartida.
Empresa como locatário
A Empresa aplica o mesmo método de reconhecimento e mensuração a todas as locações, exceto para as locações
de curto prazo e locações associadas a ativos de baixo valor. A Empresa reconhece um passivo relativo aos
pagamentos da locação e um ativo identificado como direito de uso do ativo subjacente.
261
(i) Ativos sob direito de uso
À data de início da locação (isto é, data a partir da qual o ativo está disponível para uso), a Empresa reconhece um
ativo relativo ao direito de uso. Os “Ativos sob direito de uso” são mensurados ao custo, deduzido das depreciações
e perdas por imparidade acumuladas, ajustado pela remensuração do passivo da locação. O custo compreende o
valor inicial da responsabilidade de locação ajustado por quaisquer pagamentos de locação feitos em ou antes da
data de início, além de quaisquer custos diretos iniciais incorridos, assim como uma estimativa dos custos de
desmantelamento e remoção do ativo subjacente (caso aplicável), deduzido de qualquer incentivo concedido (caso
aplicável).
O ativo sob direito de uso é depreciado utilizando o método de depreciação linear, com base no prazo da locação.
Se a propriedade do ativo se transmitir para a Empresa no final do prazo da locação, ou o custo incluir uma opção
de compra, as depreciações são calculadas rendo em conta a vida útil estimada do ativo.
(ii) Passivos da locação
À data de início da locação, a Empresa reconhece um passivo mensurado ao valor presente dos pagamentos de
rendas a efetuar ao longo do acordo. Os pagamentos de locação incluídos na mensuração do passivo de locação
incluem os pagamentos fixos, deduzidos de quaisquer incentivos já recebidos (caso aplicável) e pagamentos
variáveis associados a um índice ou taxa. Os pagamentos incluem ainda, caso aplicável, o preço de exercício de
uma opção de compra, que será exercida pela Empresa com uma certeza razoável, e pagamentos de penalizações
por terminar o contrato, se os termos da locação refletirem a opção de exercício da Empresa.
O passivo da locação é mensurado pelo custo amortizado, utilizando o método do juro efetivo, sendo remensurado
quando se verificam alterações nos pagamentos futuros derivados de uma alteração da taxa ou índice, bem como
das possíveis modificações dos contratos de locação.
Pagamentos variáveis que não estejam associados a quaisquer índices ou taxas são reconhecidos como gasto do
exercício, no exercício em que ocorre o evento ou condição que leva ao pagamento.
Para o cálculo do valor presente dos pagamentos futuros da locação, a Empresa usa a sua taxa de juro incremental
à data de início da locação, uma vez que a taxa de juro implícita ao contrato não é prontamente determinável. Após
essa data, o montante do passivo da locação é aumentado por acréscimo de juros e reduzido por pagamentos de
rendas efetuados. Adicionalmente, o valor é remensurado se ocorrer alguma alteração nos termos do acordo, no
valor das rendas (e.g., alterações dos pagamentos futuros causadas por uma alteração de um índice ou taxa
utilizados para determinar esses pagamentos) ou uma alteração da avaliação de uma opção de compra associada
ao ativo subjacente.
(iii) Locações de curto prazo e locações de baixo valor
A Empresa aplica a isenção de reconhecimento às suas locações de curto prazo de ativos (i.e., locações com
prazos de 12 meses ou inferiores e não contêm uma opção de compra). A Empresa aplica igualmente a isenção de
reconhecimento a locações de ativos considerados de baixo valor. Os pagamentos de rendas de locações de curto
prazo e de baixo valor são reconhecidos como gasto do exercício, ao longo do período da locação.
2.5. Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são usualmente reconhecidos como custo na
demonstração dos resultados do exercício de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Nos casos em que são contratados empréstimos com o fim específico de financiar ativos, os juros correspondentes
são capitalizados, fazendo parte do custo do ativo. A capitalização destes encargos inicia-se após o início da
preparação das atividades de construção, e cessa quando o ativo se encontra pronto para utilização ou caso o
projeto seja suspenso.
262
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022 não existiram encargos financeiros com empréstimos obtidos capitalizados.
2.6. Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, a Empresa (i) tenha uma obrigação presente (legal ou
construtiva) resultante de um evento passado, (ii) seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma
saída de recursos e (iii) o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na
data de cada demonstração da posição financeira e ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa a essa data.
Quando uma provisão é apurada tendo em consideração os fluxos de caixa necessários para liquidar tal obrigação,
a mesma é registada pelo valor atual dos mesmos.
2.7. Investimentos em subsidiárias e associadas
Os investimentos em partes de capital de empresas subsidiárias e associadas são mensurados de acordo com o
estabelecido na “IAS 27 – Demonstrações Financeiras Separadas”, ao custo de aquisição deduzido de eventuais
perdas por imparidade.
A Ramada realiza testes de imparidade aos investimentos financeiros em subsidiárias e associadas quando existem
indícios de que o ativo possa estar em imparidade, sendo registado como custo na demonstração dos resultados as
perdas de imparidade que se demonstrem existir.
A análise de imparidade é efetuada com base na avaliação das participações financeiras, por recurso ao método
“discounted cash-flow”, tendo como base as projeções financeiras de cash-flow a cinco anos de cada, incluindo o
ano de perpetuidade a partir do quinto ano, deduzido do justo valor dos passivos das entidades.
É entendimento do Conselho de Administração, que a metodologia acima descrita conduz a resultados fiáveis sobre
a existência de eventual imparidade dos investimentos em análise, uma vez que consideram a melhor informação
disponível à data da preparação das demonstrações financeiras.
Os dividendos recebidos destes investimentos são registados como ganhos relativos a investimentos, quando
atribuídos. Os dividendos são registados na demonstração dos resultados na rubrica "Resultados relativos a
investimentos”.
2.8. Ativos e passivos financeiros
a. Ativos financeiros
Reconhecimento inicial e mensuração
No momento inicial, os ativos são classificados e subsequentemente mensurados ao custo amortizado, ao justo
valor através do outro rendimento integral e ao justo valor através dos resultados.
A classificação inicial dos ativos financeiros depende das caraterísticas contratuais dos fluxos de caxa e do modelo
de negócio que a Empresa adota para os gerir. Com exceção das contas a receber de clientes que não contêm uma
componente financeira significativa e para as quais a Empresa adota o expediente prático, a Empresa mensura no
momento inicial um ativo financeiro ao seu justo valor adicionado, no caso de um ativo não classificado como de
justo valor através dos resultados, dos custos de transação.
As contas a receber de clientes que não contêm uma componente financeira significativa e para as quais a Empresa
adota o expediente prático são mensuradas ao preço da transação determinado de acordo com a IFRS 15.
De forma a ser possível que um ativo financeiro seja classificado e mensurado ao custo amortizado ou ao justo valor
através do outro rendimento integral, ele deve proporcionar fluxos de caixa que representem apenas reembolsos de
capital e pagamentos de juros (“solely payments of principal and interest (SPPI)” sobre o capital em dívida. Esta
263
avaliação, conhecida como o teste dos “fluxos de caixa apenas de reembolsos de capital e pagamentos de juros”, é
realizada para cada instrumento financeiro.
O modelo de negócio estabelecido para a gestão dos ativos financeiros diz respeito ao modo como a Empresa gere
os ativos financeiros com vista a obter os fluxos de caixa. O modelo de negócio pode ser concebido para obter os
fluxos de caixa contratuais, para alienar os ativos financeiros ou ambos.
Mensuração subsequente
Para a sua mensuração subsequente, os ativos financeiros são classificados em quatro categorias: i) ativos
financeiros ao custo amortizado (instrumentos de dívida); ii) ativos financeiros ao justo valor através do outro
rendimento integral, com reciclagem dos ganhos e perdas acumulados (instrumentos de dívida); iii) ativos
financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral, sem reciclagem dos ganhos e perdas acumulados no
momento do seu desreconhecimento (instrumentos de capital); e iv) ativos financeiros ao justo valor através dos
resultados.
i) Ativos financeiros ao custo amortizado (instrumentos de dívida)
A Empresa mensura os ativos financeiros ao custo amortizado se ambas as seguintes condições se encontrarem
satisfeitas:
• O ativo financeiro é detido no âmbito de um modelo de negócio cujo objetivo consiste em deter o
ativo financeiro para obter os fluxos de caixa previstos contratualmente; e
• Os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas definidas, a fluxos de caixa que
correspondem apenas a reembolsos de capital e pagamentos de juros sobre o capital em dívida.
Os ativos financeiros ao custo amortizado são mensurados subsequentemente através do método do juro efetivo e
são sujeitos a imparidade. Os ganhos e perdas são registados nos resultados quando o ativo é desreconhecido,
modificado ou esteja em imparidade. Os ativos financeiros que a Empresa mensura ao custo amortizado incluem as
contas a receber de clientes e de outros devedores e empréstimos a partes relacionadas (Nota 6.1)
ii) Ativos financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral (instrumentos de
dívida)
A Empresa mensura os instrumentos de dívida ao justo valor através do outro rendimento integral se ambas as
seguintes condições se encontrarem satisfeitas:
• O ativo financeiro é detido no âmbito de um modelo de negócio cujo objetivo consiste em deter o
ativo financeiro para obter os fluxos de caixa previstos contratualmente e os fluxos de caixa
decorrentes da sua venda; e
• Os termos contratuais do ativo financeiro dão origem, em datas definidas, a fluxos de caixa que
correspondem apenas a reembolsos de capital e pagamentos de juros sobre o capital em dívida.
No caso dos instrumentos de dívida mensurados ao justo valor através do outro rendimento integral, os juros
obtidos, as diferenças de câmbio e as perdas e reversões de imparidade são registadas nos resultados e calculadas
do mesmo modo dos ativos financeiros mensurados ao custo amortizado. As alterações de justo valor
remanescentes são registadas no outro rendimento integral. No momento do desreconhecimento, as alterações no
justo valor acumuladas no outro rendimento integral são transferidas (recicladas) para os resultados.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a Empresa não detinha ativos financeiros classificados nesta rubrica.
iii) Ativos financeiros ao justo valor através do outro rendimento integral (instrumentos de
capital)
Aquando do reconhecimento inicial, a Empresa pode optar por classificar de forma irrevogável os instrumentos de
capital detidos como instrumentos de capital designados ao justo valor através do outro rendimento integral quando
eles satisfazem a definição de capital prevista na IAS 32 Instrumentos financeiros: Apresentação e não são detidos
para negociação. A classificação é determinada, instrumento a instrumento.
Ganhos e perdas nestes ativos financeiros nunca são recicladas para os resultados. Os dividendos são registados
como ganho financeiro nos resultados quando o direito a receber o pagamento do dividendo estiver estabelecido,
264
exceto quando a Empresa beneficia desses dividendos como recuperação de parte do custo do ativo financeiro e,
nesse caso, os dividendos são registados no outro rendimento integral. Os instrumentos de capital detidos como
instrumentos de capital designados ao justo valor através do outro rendimento integral não são sujeitos a avaliação
de imparidade.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a Empresa não detinha ativos financeiros classificados nesta rubrica.
iv) Ativos financeiros ao justo valor através da demonstração dos resultados.
Os ativos financeiros ao justo valor através dos resultados incluem ativos financeiros detidos para negociação,
ativos financeiros designados no momento de reconhecimento inicial como mensurados ao justo valor através dos
resultados, ou os ativos financeiros que obrigatoriamente têm de ser mensuradas ao justo valor. Os ativos
financeiros são classificados como detidos para negociação se foram adquiridos com a finalidade de ser vendido ou
recomprado num prazo muito curto. Derivados, incluindo derivados embutidos separados, são também classificados
como detidos para negociação exceto se foram designados como instrumentos de cobertura eficazes.
Os ativos financeiros com fluxos de caixa que não correspondem apenas a reembolsos de capital e pagamentos de
juros sobre o capital em dívida são mensurados ao justo valor independentemente do modelo de negócio
subjacente. Não obstante o critério para a classificação dos instrumentos de dívida ao custo amortizado ou ao justo
valor através do outro rendimento integral descrito acima, os instrumentos de dívida podem ser designados ao justo
valor através dos resultados no momento do reconhecimento inicial se isso eliminar, ou reduzir significativamente
uma incoerência na mensuração ou no reconhecimento. Ativos financeiros ao justo valor através da demonstração
dos resultados são apresentados na Demonstração da Posição Financeira ao justo valor com as alterações líquidas
no justo valor apresentadas nos resultados.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a Empresa não detinha ativos financeiros classificados nesta rubrica.
Desreconhecimento
Um ativo financeiro (ou, quando aplicável, uma parte do ativo financeiro ou parte de um grupo de ativos financeiros
ativos) é desreconhecido (ou seja, removido da Demonstração da Posição Financeira) quando:
• Os direitos contratuais a receber fluxos de caixa resultantes do ativo financeiro expiram; ou
• A Empresa transferiu os seus direitos contratuais a receber fluxos de caixa resultantes do ativo
financeiro ou assumiu uma obrigação de pagar os fluxos de caixa recebidos na sua totalidade num
curto prazo no âmbito de um acordo no qual a Empresa i) não tem qualquer obrigação de pagar
quantias aos destinatários finais a menos que receba quantias equivalentes resultantes do ativo
original; ii) está proibido pelos termos do contrato de transferência de vender ou penhorar o ativo
original que não seja como garantia aos destinatários finais pela obrigação de lhes pagar fluxos de
caixa; e  iii) a Empresa tem uma obrigação de remeter qualquer fluxo de caixa que receba em nome
dos destinatários finais sem atrasos significativos; e
• A Empresa transferiu substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo, ou a Empresa não
transferiu nem reteve substancialmente todos os ativos e benefícios do ativo mas transferiu o
controlo sobre o ativo.
Quando a Empresa transfere os seus direitos de receber fluxos de caixa de um ativo ou é parte de um acordo que
pode possibilitar o desreconhecimento, avalia se, e em que extensão, foram retidos os riscos e benefícios
associados à titularidade do ativo. Quando não foram transferidos nem retidos substancialmente todos os riscos e
benefícios decorrentes da propriedade de um ativo, nem transferido o controlo do ativo, a Empresa continua a
reconhecer o ativo transferido na medida do seu envolvimento continuado. Nesse caso, a Empresa também
reconhece o passivo correspondente, O ativo transferido e o passivo correspondente são mensurados numa base
que reflete os direitos e obrigações que A Empresa reteve.
Se o envolvimento continuado da Empresa assumir a forma de garantia prestada sobre o ativo transferido, a medida
do envolvimento continuado é a menor entre o valor contabilístico original do ativo e a quantia máxima da retribuição
recebida que a Empresa pode vir a pagar.
265
Imparidade de ativos financeiros
A partir de 1 de janeiro de 2018, a Empresa avalia, numa base prospetiva, as perdas de crédito esperadas
associadas aos seus ativos financeiros mensurados ao custo amortizados e ao justo valor por outro rendimento
integral, de acordo com a IFRS 9. A metodologia de imparidade aplicada tem em consideração o perfil de risco de
crédito dos devedores, sendo aplicadas diferentes abordagens consoante a natureza dos mesmos.
No que respeita aos saldos a receber nas rubricas “Clientes” e “Outras dívidas de terceiros”, a Empresa aplica a
abordagem simplificada permitida pela IFRS 9, de acordo com a qual as perdas de crédito estimadas são
reconhecidas desde o reconhecimento inicial dos saldos a receber e por todo o período até à sua maturidade,
considerando uma matriz de taxas de incumprimentos históricas para a maturidade dos saldos a receber, ajustada
por estimativas prospetivas. Assim, a Empresa não monitoriza alterações no risco de crédito, mas ao invés
reconhece uma perda por imparidade baseada na perda de crédito esperada ao longo da duração do ativo, a cada
data de relato. A Empresa estabeleceu uma matriz de imparidade baseada nos créditos que foram perdidos no
passado, ajustada por fatores prospetivos específicos dos devedores e do ambiente económico.
A Empresa considera que um ativo financeiro está em incumprimento quando está vencido a mais de 90 dias.
Porém, em certos casos, a Empresa pode também considerar que um ativo financeiro está em incumprimento
quando exista informação interna e externa que indique que é improvável que a Empresa venha a receber a
totalidade do crédito sem que tenha de acionar as garantias que possua.
A 31 de dezembro de 2023 e 2022, as rubricas acima mencionadas tratavam-se essencialmente de contas a
receber de entidades do Grupo Ramada (Nota 24).
b. Passivos financeiros
Reconhecimento inicial e mensuração
Os passivos financeiros são classificados, no momento de reconhecimento inicial, como passivos financeiros ao
justo valor através dos resultados, empréstimos, contas a pagar, ou derivados designados como instrumento de
cobertura numa relação de cobertura eficaz.
Todos os passivos financeiros são reconhecidos inicialmente ao justo valor e, no caso dos empréstimos e das
contas a pagar, líquido dos custos de transação diretamente atribuíveis.
Os passivos financeiros da Empresa, incluem contas a pagar a fornecedores, outras dívidas a terceiros e
empréstimos incluindo descobertos bancários.
Mensuração subsequente
Passivos financeiros ao custo amortizado
Após o reconhecimento inicial, os empréstimos são subsequentemente mensurados ao custo amortizado através da
utilização do método do juro efetivo. Ganhos e perdas são registados na demonstração dos resultados quando os
passivos são desreconhecidos e através da amortização decorrente do método do juro efetivo.
O custo amortizado é calculado tendo em conta qualquer desconto ou prémio na aquisição e os honorários e outros
custos que sejam parte integral da taxa de juro efetiva. O efeito do juro efetivo é registado nos gastos financeiros na
demonstração dos resultados. Esta categoria geralmente é aplicável às contas a pagar a fornecedores, outras
dívidas a terceiros, e aos empréstimos incluindo empréstimos bancários e descobertos bancários.
Os empréstimos sob a forma de papel comercial são classificados como passivos não correntes quando têm
garantia de colocação por um prazo superior a um ano e é intenção do Conselho de Administração de utilizar este
instrumento de financiamento por um prazo superior a um ano. A Empresa em 31 de dezembro de 2023 e 2022 não
apresentava valores de empréstimos sob a forma de papel comercial.
266
Desreconhecimento
Um passivo financeiro é desreconhecido quando a obrigação subjacente é satisfeita ou cancelada, ou expira.
Quando um passivo financeiro existente é substituído por outro da mesma contraparte e com termos
substancialmente diferentes, ou os termos de um passivo financeiro são substancialmente modificados, a troca ou
modificação são tratadas como um desreconhecimento do passivo financeiro original e o reconhecimento de um
novo passivo. A diferença entre os respetivos valores contabilísticos é reconhecida na demonstração dos
resultados.
c. Compensação de instrumentos financeiros
Ativos financeiros e passivos financeiros são compensados e o respetivo valor líquido é apresentado na
demonstração da posição financeira se existir um direito presente de cumprimento obrigatório para compensar as
quantias reconhecidas e existe a intenção de ou liquidar numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar
simultaneamente o passivo.
d. Instrumentos financeiros derivados
Quando entende relevante a Empresa utiliza instrumentos financeiros derivados, tais como contratos forward de
taxas de câmbio, swaps de taxas de juros e contratos forward sobre matérias-primas, para cobrir os seus riscos de
câmbio, de juro, e de preços de matérias-primas, respetivamente. Tais instrumentos financeiros derivados são
inicialmente registados ao justo valor na data em que o derivado é contratado e são subsequentemente mensurados
ao justo valor. Os derivados são apresentados no ativo quando o seu justo valor é positivo e no passivo quando o
seu justo valor é negativo.
Em termos de contabilidade de cobertura, as coberturas são classificadas como:
• Cobertura de justo valor quando a finalidade é cobrir a exposição a alterações de justo valor de um ativo ou
passivo registado ou de um compromisso da Empresa não registado.
• Cobertura de fluxos de caixa quando a finalidade é cobrir a exposição à variabilidade dos fluxos de caixa
decorrente de um risco específico associado à totalidade ou a uma componente de um ativo ou passivo registado
ou a uma transação prevista de ocorrência altamente provável ou o risco de câmbio associado a um compromisso
da Empresa não registado
• Cobertura de um investimento líquido numa unidade operacional estrangeira (risco de taxa de câmbio).
No início da relação de cobertura, a Empresa formalmente designa e documenta a relação de cobertura para a qual
pretende aplicar a contabilidade de cobertura bem como a finalidade de gestão e estratégia dessa cobertura.
A documentação inclui a identificação do instrumento de cobertura, o item ou transação coberta, a natureza do risco
a ser coberto e o modo como a Empresa avalia se a relação de cobertura cumpre com os requisitos de
contabilidade de cobertura (incluindo a sua análise das fontes de ineficácia da cobertura e a forma como determina
a taxa de cobertura). O relacionamento de cobertura é qualificável para contabilidade de cobertura se satisfaz todos
os seguintes requisitos de eficácia da cobertura:
i) Existe uma relação económica entre o item coberto e o instrumento de cobertura;
ii) O efeito do risco de crédito não domina as alterações de valor que resultam dessa relação económica; e
iii) O rácio de cobertura do relacionamento de cobertura é o mesmo que o que resulta da quantidade do
item coberto que uma entidade cobre efetivamente e da quantidade do instrumento de cobertura que a
entidade utiliza efetivamente para cobrir essa quantidade do item coberto.
Durante o exercício de 2023 e 2022 não foram contratados instrumentos financeiros derivados de cobertura de risco
de taxa de juro, nem de taxa de câmbio.
(I) Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância
contratual da transação. São considerados instrumentos de capital próprio os que evidenciam um interesse residual
267
nos ativos da Empresa após dedução dos passivos, sendo registados pelo valor recebido, líquido dos custos
suportados com a sua emissão.
(II) Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” correspondem aos valores de caixa, depósitos
bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser
imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor.
Ao nível da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” compreende também os
descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente “Empréstimos bancários”.
2.9. Ativos e passivos contingentes
Os ativos contingentes são possíveis ativos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente
será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo da
Empresa.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa mas unicamente objeto
de divulgação quando é provável a existência de um benefício económico futuro.
Os passivos contingentes são definidos pela Empresa como (i) obrigações possíveis que surjam de acontecimentos
passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos
futuros incertos não totalmente sob o controlo da Empresa ou (ii) obrigações presentes que surjam de
acontecimentos passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um exfluxo de recursos que
incorpore benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser
mensurada com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa, sendo os mesmos
objeto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros
seja remota, caso este em que não são sequer objeto de divulgação.
2.10. Imposto sobre o rendimento
A Ramada Investimentos encontra-se abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades –
“RETGS” (sociedade dominante), sendo que cada uma das sociedades abrangidas por este regime regista o
imposto sobre o rendimento nas suas contas individuais por contrapartida da rubrica de empresas da Empresa. Nos
casos em que as subsidiárias contribuem com prejuízos, é registado nas contas individuais o montante de imposto
correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por
este regime.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade do balanço e refletem as diferenças
temporárias entre o montante dos ativos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respetivos montantes
para efeitos de tributação. Os impostos diferidos ativos e passivos são calculados e anualmente avaliados utilizando
as taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das diferenças
temporárias.
Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros
fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis
que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é
efetuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a
sua utilização futura.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, exceto se resultarem de valores
registados diretamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma
rubrica.
268
2.11. Rédito de contratos com clientes
A Ramada reconhece o rédito de acordo com a IFRS 15, que estabelece que uma entidade reconheça o rédito para
refletir a transferência de bens e serviços contratados pelos clientes, no montante que corresponda à consideração
que a entidade espera ter direito a receber como contrapartida da entrega desses bens ou serviços, com base no
modelo de 5 passos abaixo:
1) identificação do contrato com um cliente;
2) identificação das obrigações;
3) determinação do preço da transação;
4) alocação do preço da transação a obrigações de performance; e
5) reconhecimento do rédito quando ou à medida que a entidade satisfaz uma obrigação de performance.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o rédito da Ramada refere-se a serviços corporativos prestados às restantes
empresas do Grupo Ramada.
O rédito é reconhecido líquido de bonificações, descontos e impostos (exemplo: descontos comerciais), e refere-se
à consideração recebida ou a receber dos serviços vendidos em linha com a tipologia de negócio identificada. O
rédito é reconhecido pelo montante da obrigação de performance satisfeita. Relativamente, ao preço da transação
este é uma componente fixa.
A Empresa considera os factos e circunstâncias quando analisa os termos de cada contrato com clientes, aplicando
os requisitos que determinam o reconhecimento e mensuração do rédito de forma harmonizada, quando se tratem
de contratos com características e em circunstâncias semelhantes.
2.12. Especialização dos exercícios
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo
qual estas são reconhecidas na medida em que são geradas, independentemente do momento em que são
recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas
geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas “Outros ativos correntes” e
“Outros passivos correntes”.
2.13. Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data da demonstração da posição financeira que proporcionem provas ou informações
adicionais sobre condições que existiam à data da demonstração da posição financeira (“adjusting events”) são
refletidos nas demonstrações financeiras da Empresa. Os eventos após a data da demonstração da posição
financeira que sejam indicativos de condições que surgiram após a data da demonstração da posição financeira
(“non adjusting events”), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.
2.14. Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método direto.
A demonstração dos fluxos de caixa encontra-se classificada em atividades operacionais (que englobam os
recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos a pessoal e outros relacionados com a atividade
operacional), de financiamento (que incluem, designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a
empréstimos obtidos, contratos de locação financeira e pagamento de dividendos) e de investimento (que incluem,
nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos em empresas participadas e recebimentos e pagamentos
decorrentes da compra e da venda de ativos fixos tangíveis).
269
3. JULGAMENTOS E ESTIMATIVAS
Na preparação das demonstrações financeiras, em conformidade com o normativo contabilístico em vigor (Nota
2.1), o Conselho de Administração da Empresa adotou certos pressupostos e estimativas que afetam os ativos e
passivos, bem como os rendimentos e gastos incorridos relativos aos períodos reportados. Todas as estimativas e
assunções efetuadas pelo Conselho de Administração foram efetuadas com base no seu melhor conhecimento
existente, à data de aprovação das demonstrações financeiras, dos eventos e transações em curso.
Os principais juízos de valor e estimativas mais significativas efetuadas na preparação nas demonstrações
financeiras corresponde ao registo de provisões e perdas por imparidade.
As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das
demonstrações financeiras consolidadas e com base no melhor conhecimento e na experiência de eventos
passados e/ou correntes. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo
previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações a essas estimativas, que ocorram
posteriormente à data das demonstrações financeiras consolidadas, serão corrigidas na demonstração dos
resultados de forma prospetiva, conforme disposto pelo IAS 8 – Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas
Contabilísticas e Erros.
4. GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO
A Ramada Investimentos encontra-se exposta essencialmente ao (i) risco de mercado, (ii) risco de crédito e (iii) risco
de liquidez. O principal objetivo da gestão de risco do Conselho de Administração é o de reduzir estes riscos até um
nível considerado aceitável para o desenvolvimento das atividades da Empresa.
As linhas orientadoras da política de gestão de risco são definidas pelo Conselho de Administração da Ramada
Investimentos, o qual determina quais os limites de risco aceitáveis. Os principais riscos aos quais a Empresa
Ramada Investimentos se encontra exposta são os seguintes:
i) Risco de mercado
Reveste-se de particular importância no âmbito da gestão de risco de mercado o risco de taxa de juro.
a) Risco de taxa de juro
O risco de taxa de juro é essencialmente resultante do endividamento da Empresa indexado a taxas variáveis (na
sua maioria indexada à Euribor), que pode expor o custo da dívida a um risco de volatilidade.
O Conselho de Administração da Empresa aprova os termos e condições dos financiamentos considerados
materiais para a Empresa, analisando para tal a estrutura da dívida, os riscos inerentes e as diferentes opções
existentes no mercado, nomeadamente quanto ao tipo de taxa de juro (fixo/variável).
Análise de sensibilidade a variações de taxa de juro
Tendo em consideração o nível de financiamento e gastos financeiros da Empresa em 31 de dezembro de 2023
durante o exercício findo naquela data, a exposição à taxa de juro existente à data da demonstração da posição
financeira é pouco significativa.
b) Risco de crédito
O risco de crédito é definido como a probabilidade de ocorrer um prejuízo financeiro resultante do incumprimento de
obrigações contratuais de pagamento das contrapartes.
A Empresa é uma sociedade gestora de participações sociais, não tendo qualquer atividade comercial para além
das atividades normais de um gestor de portfólio de participações e de prestação de serviços às suas subsidiárias e
270
associadas. Como tal numa base regular, a Empresa só está exposta ao risco de crédito decorrente de instrumentos
financeiros (aplicações e depósitos em bancos e outras instituições financeiras ou resultantes da contratação de
instrumentos financeiros derivados celebrados no decurso normal das suas operações de cobertura), ou de
empréstimos concedidos a subsidiárias.
Considera-se que os saldos de empréstimos concedidos têm risco de crédito baixo, pelo que, consequentemente,
as imparidades para perdas de crédito reconhecidas durante o período ficaram limitadas às perdas de crédito
estimadas a 12 meses. Estes ativos financeiros são considerados como tendo “risco de crédito baixo” quando têm
risco de incobrabilidade reduzido e o devedor tem uma elevada capacidade para cumprir com as suas
responsabilidades contratuais de fluxos de caixa no curto prazo.
Para reduzir a probabilidade de incumprimento das obrigações contratuais de pagamento de uma contraparte, a
Empresa cumpre os seguintes princípios:
– Só executa operações (investimentos de curto prazo e derivados) com contrapartes que tenham sido selecionadas
de acordo com o prestígio e reconhecimento nacional e internacional, as respetivas notações de rating e tenham
em consideração a natureza, maturidade e dimensão das operações;
– Não devem ser contratados instrumentos financeiros que não tenham sido previamente autorizados. A definição
de instrumentos elegíveis quer para a aplicação de excesso de disponibilidades quer para derivados foi efetuada
com base numa abordagem conservadora;
– Adicionalmente, em relação aos excedentes de tesouraria: i) esses são preferencialmente utilizados, sempre que
possível onde for mais eficiente, seja no reembolso da dívida existente, ou então investidos de preferência em
bancos de relacionamento reduzindo assim a exposição em termos líquidos a essas Instituições e ii) só podem ser
aplicados em instrumentos previamente autorizados.
Tendo em conta as políticas acima, o Conselho de Administração da Empresa não antevê a possibilidade de
ocorrência de qualquer incumprimento material de obrigações contratuais de pagamento das suas contrapartes
externas.
No caso dos empréstimos a subsidiárias, não existe nenhuma política de gestão risco de crédito específica, uma vez
que a concessão de empréstimos a subsidiárias faz parte da atividade normal da Empresa.
c) Risco de liquidez
O objetivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que a Empresa tem capacidade para liquidar ou
cumprir as suas responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas, cumprindo todos os compromissos
assumidos com terceiros no prazo estipulado.
A Empresa define como política ativa (i) manter um nível suficiente de recursos livres e imediatamente disponíveis
para fazer face aos pagamentos correntes e no seu vencimento, (ii) limitar a probabilidade de incumprimento no
reembolso de todas as suas aplicações e empréstimos negociando a amplitude das cláusulas contratuais e (iii)
minimizar o custo de oportunidade de detenção de liquidez excedentária no curto prazo.
A Empresa procura ainda compatibilizar os prazos de vencimento de ativos e passivos, através de uma gestão
agilizada das suas maturidades.
5. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E CORREÇÃO DE ERROS
A respeito das novas normas, interpretações, emendas e revisões às IFRS ver Nota 2.1.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023, não ocorreram alterações voluntárias de políticas
contabilísticas não tendo igualmente sido corrigidos erros materiais relativos a exercícios anteriores.
271
6. CLASSES DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Os instrumentos financeiros, classificados de acordo com as políticas descritas na Nota 2.7 foram classificados
como segue:
6.1. Ativos financeiros
31 de dezembro de 2023
Nota
Ativos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Ativos correntes
Clientes
10
—
—
Outras dívidas de terceiros
12
10 815 391
10 815 391
Caixa e equivalentes de caixa
13
112 668
112 668
10 928 059
10 928 059
31 de dezembro de 2022
Nota
Ativos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Ativos correntes
Clientes
10
438 401
438 401
Outras dívidas de terceiros
12
13 205 301
13 205 301
Caixa e equivalentes de caixa
13
11 300 154
11 300 154
24 943 856
24 943 856
6.2. Passivos financeiros
31 de dezembro de 2023
Nota
Passivos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários
15
4 000 000
4 000 000
Passivo da locação
7
2 311
2 311
4 002 311
4 002 311
Passivos correntes
Empréstimos bancários
15
2 000 000
2 000 000
Outros empréstimos
15
3 089 364
3 089 364
Passivo da locação
7
4 642
4 642
Fornecedores
16
—
—
Outras dívidas a terceiros
17
87 111
87 111
Outros passivos correntes
18
20 815
20 815
5 201 932
5 201 932
9 204 243
9 204 243
272
31 de dezembro de 2022
Nota
Passivos financeiros
registados ao custo
amortizado
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários
15
6 000 000
6 000 000
Passivo da locação
7
6 522
6 522
6 006 522
6 006 522
Passivos correntes
Empréstimos bancários
15
2 000 000
2 000 000
Passivo da locação
7
103 932
103 932
Fornecedores
16
141 705
141 705
Outras dívidas a terceiros
17
24 848 735
24 848 735
Outros passivos correntes
18
122 635
122 635
27 217 007
27 217 007
33 223 529
33 223 529
7. ATIVOS SOB DIREITO DE USO
Durante o exercício findo em 31 de dezemb ro de 2023 e 2022 o movimento ocorrido no valor dos ativos sob direito
de uso, bem como nas respetivas amortizações, foi o seguinte:
2023
Ativo bruto
Edifícios e outras
construções
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
36 380
271 058
307 438
Aumentos
—
—
—
Reduções
—
(98 258)
(98 258)
Saldo final
36 380
172 800
209 180
Amortizações acumuladas
Edifícios e outras
construções
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
36 380
160 604
196 984
Aumentos
—
5 242
5 242
Reduções
—
—
—
Saldo final
36 380
165 846
202 226
—
6 954
6 954
273
2022
Ativo bruto
Edifícios e outras
construções
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
81 859
242 913
324 772
Aumentos
—
28 145
28 145
Reduções
(45 479)
—
(45 479)
Saldo final
36 380
271 058
307 438
Amortizações acumuladas
Edifícios e outras
construções
Equipamento de
transporte
Total
Saldo inicial a 1 de janeiro
27 285
115 885
143 170
Aumentos
9 095
44 719
53 814
Reduções
—
—
—
Saldo final
36 380
160 604
196 984
—
110 454
110 454
A rubrica “Edifícios e outras construções” respeita essencialmente a contratos de locação de ativos relacionados
com um dos imóveis onde a Empresa desenvolve a sua atividade. Adicionalmente, com referência a 31 de
dezembro de 2022, o contrato de arrendamento do imóvel foi transferido para a subsidiária, Ramada Aços, S.A..
A rubrica “Equipamentos de transporte” respeita a contratos de locação de viaturas por prazos entre 4 a 5 anos.
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 o movimento ocorrido no valor dos passivos da
locação, foi o seguinte:
31.12.2023
31.12.2022
Saldo inicial a 1 de janeiro
110 454
183 250
Aumentos
—
28 145
Acréscimos de juros
569
3 668
Diminuições e abates
(98 259)
(50 868)
Pagamentos
(5 811)
(53 741)
Saldo final a 31 de dezembro
6 953
110 454
Corrente
4 642
103 932
Não corrente
2 311
6 522
Adicionalmente, foram reconhecidos em 2023 e 2022 os seguintes montantes de gastos relativos a ativos por direito
de uso:
31.12.2023
31.12.2022
Depreciação de ativos sob direito de uso
5 242
53 814
Gastos com juros relacionados com passivos de locação
569
3 668
Total do montante reconhecido na demonstração de resultados
5 811
57 482
274
O prazo de reembolso dos Passivos da Locação nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 é como
segue:
31/12/2023
2024
2025
2026
2027
>2027
Total
Passivo da Locação
4 642
2 311
—
—
—
6 953
4 642
2 311
—
—
—
6 953
31/12/2022
2023
2024
2025
2026
>2026
Total
Passivo da Locação
103 932
4 642
1 880
—
—
110 454
103 932
4 642
1 880
—
—
110 454
8. INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS E ASSOCIADAS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o detalhe e movimento dos “Investimentos em subsidiárias e associadas” é
como segue:
31 de dezembro de 2023
Empresa
%
Detenção
Saldo inicial
Perdas por
imparidade
(Nota 23)
Aumentos
Diminuições
Saldo final
Ramada Aços, S.A.
100 %
38 000 750
—
—
—
38 000 750
Expeliarmus - Consultoria,
Unipessoal, Lda.
100 %
302 998
—
—
—
302 998
F. Ramada II, Imobiliária, S.A.
100 %
48 000 000
—
—
—
48 000 000
Socitrel - Sociedade Industrial de
Trefilaria, S.A.
100 %
18 986 805
—
—
—
18 986 805
Fisio Share - Gestão de Clínicas, S.A
39,71 %
4 500 000
—
—
—
4 500 000
109 790 553
—
—
—
109 790 553
31 de dezembro de 2022
Empresa
%
Detenção
Saldo inicial
Perdas por
imparidade
(Nota 23)
Aumentos
Diminuições
Saldo final
Ramada Aços, S.A.
100 %
38 000 750
—
—
—
38 000 750
Expeliarmus - Consultoria,
Unipessoal, Lda.
100 %
2 302 998
(2 000 000)
—
—
302 998
F. Ramada II, Imobiliária, S.A.
100 %
—
—
48 000 000
—
48 000 000
Socitrel - Sociedade Industrial de
Trefilaria, S.A.
100 %
25 283 223
—
—
(6 296 418)
18 986 805
Fisio Share - Gestão de Clínicas, S.A
39,71 %
4 500 000
—
—
—
4 500 000
70 086 971
(2 000 000)
48 000 000
(6 296 418)
109 790 553
Em 31 de dezembro de 2022, no âmbito de uma reorganização da estrutura de participações, a Empresa adquiriu
100% da participação na F. Ramada II, Imobiliária, S.A. à Ramada Aços, S.A. e Universal Afir, S.A., pelo montante
de total de 48.000.000 Euros.
Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2022 a diminuição respeita ao reembolso de prestações acessórias por
parte da Socitrel - Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A., no montante de 6.296.418 Euros e ao reconhecimento de
uma perda por imparidade, no montante de 2.000.000 Euros, relativamente ao investimento detido na Expeliarmus -
Consultoria, Unipessoal, Lda., após a distribuição de dividendos efetuada por esta empresa (Nota 23).
275
A informação financeira das empresas subsidiárias em 31 de dezembro de 2023, de acordo com as suas
demonstrações financeiras à mencionada data, pode ser resumida da seguinte forma:
31 de dezembro de 2023
Empresas subsidiárias
Total do Ativo
Total do Capital
Próprio
Resultado
Líquido do
Exercício
Ramada Aços, S.A.
60 392 449
44 317 733
11 540 285
Planfuro Global, S.A.
4 274 384
3 413 359
169 135
Universal Afir, S.A.
10 423 051
9 111 220
1 882 539
F. Ramada II, Imobiliária, S.A.
106 037 894
51 439 080
3 670 406
Socitrel - Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A.
27 245 020
10 727 500
2 591 274
Socitrel España, S.A.
25 540
25 539
(1 164)
Expeliarmus - Consultoria, Unipessoal, Lda.
1 809 427
309 426
55 647
Socitrel Solar, Unipessoal, Lda.
1 759 549
1 591 031
23 412
Ramada Solar, Unipessoal, Lda.
4 620
4 585
(251)
Blau Stahl, Unipessoal, Lda.
4 368 626
2 576 291
(1 024 264)
Nesta data, a Empresa apresenta demonstrações financeiras consolidadas, sendo que as empresas incluídas na
consolidação pelo método integral, respetivas sedes, proporção do capital detido e atividade desenvolvida estão
definidas na nota “6.1. Empresas subsidiárias incluídas na consolidação” do anexo às demonstrações financeiras
consolidadas.
Como referido na nota 2.7., sempre que eventos ou alterações nas condições envolventes indiciem que o valor pelo
qual os investimentos financeiros se encontram registados nas demonstrações financeiras não seja recuperável, a
Empresa realiza testes de imparidade. Para esta análise são preparadas projeções financeiras das subsidiárias são
preparadas com base em pressupostos de evolução da atividade da subsidiária (e respetivas unidades geradoras
de caixa), que o Conselho de Administração entende serem coerentes com o histórico e com a tendência dos
mercados, sendo razoáveis e prudentes e que refletem a sua visão.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2022, em resultado das análises de imparidade efetuadas, com
base nas metodologias e pressupostos acima referidos, o Grupo Ramada reconheceu perda por imparidade, no
montante de 2.000.000 Euros, relativamente ao investimento detido na Expeliarmus - Consultoria, Unipessoal, Lda.
(Nota 23).
No exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022 foram adicionalmente identificados indícios de imparidade
relacionados com o investimento financeiro na Socitrel - Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A., tendo sido efetuado
o respetivo teste de imparidade. A análise, que foi efetuada por recurso ao método “discounted cash-flow” e tendo
como base as projeções financeiras de cash-flow e pressupostos de mercado, levou a concluir pela inexistência de
imparidade a registar.
276
No exercício de 2023, o método e os pressupostos utilizados na análise de imparidade acima referida, os quais no
entendimento do Conselho de Administração são os que mais se adequam à conjuntura atual são os seguintes:
31.12.2023
Método utilizado
Cash flows
descontados
Base utilizada
Business Plan
Período de projeção explícito
5 anos
Custo médio ponderado do capital
7,23 %
Crescimento na perpetuidade
1,00 %
Em 31 de dezembro de 2023, em resultado das análises de imparidade efetuadas, com base nas metodologias e
pressupostos acima referidos, não foram reconhecidas perdas por imparidade adicionais. É convicção do Conselho
de Administração que o efeito de eventuais desvios que possam ocorrer nos principais pressupostos em que
assenta o valor recuperável da participação financeira, não implicará, em todos os aspetos materialmente
relevantes, reconhecimento de imparidades adicionais de participações financeiras.
Adicionalmente, e adotando pressupostos mais conservadores, uma variação de 1% na WACC em uso, bem como,
assumindo uma taxa de crescimento nula na perpetuidade não daria origem a uma insuficiência de imparidade
sobre as referidas participações financeiras.
É convicção do Conselho de Administração que o efeito de eventuais desvios que possam ocorrer nos principais
pressupostos em que assenta o valor recuperável das participações financeiras, não implicará, em todos os aspetos
materialmente relevantes, reconhecimento de imparidades adicionais de participações financeiras.
8.1. Pagamentos de investimentos em subsidiárias e associadas
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022 a Empresa efetuou pagamentos relativos a
investimentos em subsidiárias e associadas que se detalham como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Pagamento aquisição F. Ramada Imobiliária
24 785 000
23 215 000
Pagamento aquisição Socitrel
—
7 283 223
24 785 000
30 498 223
277
9. Outros investimentos
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022 o valor de “Outros Investimentos” e correspondentes perdas por imparidade
podem ser detalhados como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Valor bruto
Saldo inicial
5 749 445
5 749 445
Aumentos
—
—
Saldo Final
5 749 445
5 749 445
Perdas por imparidade acumuladas
Saldo inicial
(5 749 445)
(5 749 445)
Aumentos (Nota 23)
—
—
Saldo Final
(5 749 445)
(5 749 445)
Valor líquido
—
—
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022 a Empresa tinha um investimento na sociedade CEV, S.A. de 22,52%. Esta
participada tem como atividade o desenvolvimento e respetiva proteção intelectual, produção e comercialização de
fungicidas orgânicos para a agricultura. Esta participada não é cotada e a Empresa não detém influência
significativa, sobre a referida participação atendendo, nomeadamente, a que:
• Não tem representação na Comissão Executiva da Participada;
• Não tem poder para participar na definição de políticas operacionais e financeiras;
• Não apresenta transações materiais com a Participada;
• Não contribui para a Participada com informação técnica.
Face ao acima, é entendimento da Empresa que, não tendo deste modo influência nos órgãos de governo da
sociedade, entendeu relevar a referida participação como outro investimento e não como associada.
A aferição da existência ou não de indícios de imparidade nos investimentos em outros investimentos tem em
consideração entre outros, os indicadores financeiros das Empresas, os seus resultados operacionais e a sua
rentabilidade para o acionista, nomeadamente tendo em conta a capacidade de distribuição de dividendos.
9.1. Pagamentos de outros investimentos
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022 a Empresa efetuou pagamentos relativos a outros
investimentos que se detalham como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Suprimentos concedidos CEV
—
781 812
—
781 812
10. CLIENTES
Em 31 de dezembro de 2022, o montante registado na rubrica de clientes corresponde essencialmente a montantes
faturados relativos a fees de gestão (Nota 24).
À data da demonstração da posição financeira, não existem contas a receber vencidas e não foram registadas
quaisquer perdas por imparidade, dado não existirem indicações que os clientes não cumpram as suas obrigações.
278
11. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica tinha a seguinte composição:
31.12.2023
31.12.2022
Saldos devedores:
Imposto sobre o rendimento
2 992 255
—
Total imposto sobre o rendimento
2 992 255
—
Imposto sobre o Valor Acrescentado
70 214
—
Total outros impostos (Nota 12)
70 214
—
Saldos credores:
Imposto sobre o rendimento
—
2 358 292
Total imposto sobre o rendimento
—
2 358 292
Imposto sobre o Valor Acrescentado
—
118 031
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares
676
51 170
Contribuições para a Segurança Social
1 184
48 999
Total outros impostos (Nota 17)
1 860
218 200
12. OUTRAS DÍVIDAS DE TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, esta rubrica tinha a seguinte composição:
31.12.2023
31.12.2022
Corrente:
Contas a receber de empresas do Grupo (Nota 24)
10 804 932
13 197 996
Contas a receber do Estado e outros entes públicos (Nota 11)
70 214
—
Contas a receber da alienação de investimentos financeiros
—
—
Outros
10 459
7 305
10 885 605
13 205 301
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Contas a receber de empresas do Grupo” inclui montantes a receber
de subsidiárias relativos a imposto do exercício apurado individualmente pelas empresas tributadas de acordo com
o “RETGS” – Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades, bem como um empréstimo de carência de
tesouraria concedido pela Empresa à F. Ramada II, Imobiliária, S.A., no montante de 9.000.000 Euros.
279
13. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o detalhe da rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” incluída na demonstração
da posição financeira era como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis
112 668
11 300 154
Caixa e equivalentes de caixa na demonstração da posição financeira
112 668
11 300 154
Descobertos bancários (Nota 15)
(3 089 364)
—
Caixa e equivalentes de caixa na demonstração dos fluxos de caixa
(2 976 696)
11 300 154
14. CAPITAL SOCIAL E RESERVAS
14.1. Capital social
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o capital da Empresa encontra-se totalmente subscrito e realizado e era
representado por 25.641.459 ações nominativas de valor nominal unitário de 1 Euro.
14.2. Reservas
Reserva legal
A legislação comercial Portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem que ser destinado
ao reforço da “reserva legal” até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é
distribuível, a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de
esgotadas todas as outras reservas, e para incorporação no capital.
Em 2023 e 2022 a Empresa não transferiu nenhum montante para esta rubrica uma vez que esta já representava
20% do capital social.
Outras reservas
Em Assembleia Geral realizada a 28 de abril de 2023 foi deliberada por unanimidade a distribuição de dividendos
ilíquidos de 0,82 Euros por ação, totalizando o montante de 21.025.996 Euros.
Em Assembleia Geral realizada a 29 de abril de 2022 foi deliberada por unanimidade a distribuição de dividendos
ilíquidos de 0,60 Euros por ação, totalizando o montante de 15.384.875 Euros.
280
15. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS E OUTROS EMPRÉSTIMOS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, o detalhe das rubricas “Empréstimos bancários” e "Outros empréstimos" é
como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Corrente
Não corrente
Corrente
Não corrente
Empréstimos bancários
2 000 000
4 000 000
2 000 000
6 000 000
Empréstimos bancários
2 000 000
4 000 000
2 000 000
6 000 000
Descobertos bancários (Nota 13)
3 089 364
—
—
—
Outros empréstimos
3 089 364
—
—
—
5 089 364
4 000 000
2 000 000
6 000 000
É do entendimento do Conselho de Administração que o valor contabilístico dos empréstimos não difere
significativamente do seu justo valor, determinado com base na metodologia dos fluxos de caixa descontados.
O valor nominal dos empréstimos bancários e outros empréstimos registados no passivo tem o seguinte plano de
reembolso:
2023
2022
Ano de
Reembolso
Montante
Juros
Estimados 1
Ano de
Reembolso
Montante
Juros
Estimados 1
Corrente
Corrente
2024
5 089 364
445 804
2023
2 000 000
253 750
Não Corrente
Não Corrente
2025
2 000 000
180 308
2024
2 000 000
183 750
2026
2 000 000
69 280
2025
2 000 000
113 750
2027
—
—
2026
2 000 000
43 750
2028
—
—
2027
—
—
4 000 000
249 588
6 000 000
341 250
9 089 364
695 392
8 000 000
595 000
1 Juros estimados de acordo com as condições contratuais definidas, assumindo as condições de mercado
verificadas no exercício de 2023 e 2022.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 e 2022 este empréstimo venceu juros a taxas normais de
mercado em função da natureza e prazo do crédito obtido.
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 o Grupo não entrou em incumprimento em
qualquer empréstimo obtido.
281
16. FORNECEDORES
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Fornecedores” tinha a seguinte composição:
31.12.2023
31.12.2022
Fornecedores – conta corrente
—
136 386
Fornecedores – empresas subsidiárias (Nota 24)
—
5 139
Fornecedores – faturas receção e conferência
—
180
—
141 705
Em 31 de dezembro de 2022, a rubrica de fornecedores apresentava valores a liquidar num prazo não superior a 90
dias, resultantes de aquisições decorrentes da atividade normal da Empresa.
17. OUTRAS DÍVIDAS A TERCEIROS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Outros credores” tinha a seguinte composição:
31.12.2023
31.12.2022
Contas a pagar empresas do Grupo (Nota 24)
69 611
24 822 783
Contas a pagar por investimentos financeiros
17 500
17 500
Contas a pagar ao Estado e outros entes públicos (Nota 11)
1 860
218 200
Outras dívidas
—
8 452
88 971
25 066 935
Em 31 de dezembro de 2022 a rúbrica "Contas a pagar empresas do Grupo" inclui conta a pagar referente à dívida
ainda não liquidada relacionada com a aquisição à Ramada Aços, S.A. e Universal Afir, S.A. da participação da F.
Ramada II, Imobiliária, S.A. ocorrida no exercício de 2022 (Nota 8 e 24).
18. OUTROS PASSIVOS CORRENTES
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Outros passivos correntes” tinha a seguinte composição:
31.12.2023
31.12.2022
Remunerações a liquidar e prémios
11 427
117 572
Outros
9 388
5 063
20 815
122 635
19. PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS
O montante relativo a prestações de serviços corresponde, essencialmente, a valores faturados por serviços
administrativo-financeiros prestados a empresas em Portugal (Nota 24).
20. RESULTADOS RELATIVOS A INVESTIMENTOS
Em 31 de dezembro de 2023, a rubrica “Resultados relativos a investimentos” inclui os dividendos atribuídos pelas
participadas Ramada Aços, S.A. e Socitrel - Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A., no montante de 35.000.000
Euros e 2.000.000 Euros, respetivamente (Nota 24).
282
21. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Fornecimentos e serviços externos” tinha a seguinte composição:
31.12.2023
31.12.2022
Trabalhos especializados
472 200
659 806
Combustíveis
7 517
56 007
Deslocações e estadas
4 063
55 154
Limpeza, Higiene e Conforto
468
36 650
Seguros
21 666
34 352
Conservação e reparação
1 485
31 863
Honorários
196
18 537
Rendas e alugueres
—
4 891
Outros serviços diversos
7 546
75 968
515 141
973 228
22. GASTOS COM PESSOAL
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022, a rubrica “Custos com pessoal” tinha a seguinte composição:
31.12.2023
31.12.2022
Remunerações
70 762
767 265
Encargos sobre remunerações
12 481
176 228
Encargos suportados com seguros
525
4 994
Outros gastos com pessoal
302
108 054
84 070
1 056 541
Em 31 de dezembro de 2023, no seguimento de uma reorganização interna, os colaboradores da Empresa foram
transferidos para subsidiárias do Grupo Ramada. À data de 31 de dezembro de 2022 o número de colaboradores ao
serviço da Ramada Investimentos e Indústria, S.A. era de 23.
283
23. PROVISÕES E PERDAS POR IMPARIDADE ACUMULADAS
O movimento verificado nas provisões e perdas por imparidade nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e
2022 pode ser detalhado como segue:
2023
Perdas por
imparidade em
investimentos
Total
(Notas 8 e 9)
Saldo inicial
7 749 445
7 749 445
Constituições
—
—
Reversões
—
—
Saldo final
7 749 445
7 749 445
2022
Perdas por
imparidade em
investimentos
Total
(Notas 8 e 9)
Saldo inicial
4 967 633
4 967 633
Constituições
2 781 812
2 781 812
Reversões
—
—
Saldo final
7 749 445
7 749 445
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2022, em resultado das análises de imparidade efetuadas o Grupo
Ramada reconheceu perda por imparidade, no montante de 2.000.000 Euros, relativamente ao investimento detido
na Expeliarmus - Consultoria, Unipessoal, Lda. (Nota 8).
É entendimento do Conselho de Administração, baseado nos seus assessores legais e fiscais, que a 31 de
dezembro de 2023 não existem ativos ou passivos materiais associados a contingências fiscais prováveis ou
possíveis que não estejam a ser alvo de reconhecimento ou divulgação nas demonstrações financeiras em 31 de
dezembro de 2023.
284
24. ENTIDADES RELACIONADAS
Os saldos com entidades relacionadas podem ser detalhados como segue:
31 de dezembro de 2023
Contas a receber
Contas a pagar
Empresa do Grupo
Clientes
(Nota 10)
Outros ativos
correntes
Outras dívidas de
terceiros
(Nota 12)
Fornecedores
(Nota 16)
Outras dívidas a
terceiros
(Nota 17)
Empresas subsidiárias
—
250 000
10 804 932
—
69 611
31 de dezembro de 2022
Contas a receber
Contas a pagar
Empresa do Grupo
Clientes
(Nota 10)
Outros ativos
correntes
Outras dívidas de
terceiros
(Nota 12)
Fornecedores
(Nota 16)
Outras dívidas a
terceiros
(Nota 17)
Empresas subsidiárias
438 401
39 973
13 197 976
5 139
24 822 783
As transações ocorridas nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 podem ser apresentadas como
segue:
2023
Empresa do Grupo
Prestações de
serviços
(Nota 19)
Fornecimentos
e Serviços
Externos
Rendimentos
financeiros
Resultados
relativos a
investimentos
(Notas 8 e 20)
Empresas subsidiárias
Ramada Aços, S.A.
60 000
64 955
—
35 000 000
Universal Afir, S.A.
20 000
—
—
—
F.Ramada II Imobiliária, S.A.
270 000
—
380 802
—
Socitrel - Soc. Ind.Tref., S.A.
—
—
—
2 000 000
Expeliarmus Cons., Unip. Lda.
—
—
—
—
350 000
64 955
380 802
37 000 000
2022
Empresa do Grupo
Prestações de
serviços
(Nota 19)
Fornecimentos
e Serviços
Externos
Rendimentos
financeiros
Resultados
relativos a
investimentos
(Notas 8 e 20)
Empresas subsidiárias
Ramada Aços, S.A.
1 410 000
68 986
—
16 350 000
Universal Afir, S.A.
470 000
16 610
—
—
F.Ramada II Imobiliária, S.A.
470 000
9 688
39 973
—
Socitrel - Soc. Ind.Tref., S.A.
48 000
—
—
5 000 000
Expeliarmus Cons., Unip. Lda.
—
—
—
5 700 000
2 398 000
95 284
39 973
27 050 000
285
Remuneração do Conselho de Administração
As compensações atribuídas aos gestores chave da Empresa, atribuídos pela sociedade e por outras subsidiárias
do Grupo Ramada, que, dado o modelo de governação do Grupo, correspondem aos membros do Conselho de
Administração, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 ascenderam a 551.500 Euros e referem-se
unicamente a remunerações fixas.
25. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
De acordo com a legislação em vigor em Portugal, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por
parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto
quando tenham ocorrido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso
inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são
alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2020 a 2023 poderão vir
ainda a ser sujeitas a revisão.
O Conselho de Administração da Empresa entende que eventuais correções resultantes de revisões/inspeções por
parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2023 e 2022.
A Ramada Investimentos encabeça um grupo de empresas (Grupo Ramada Investimentos) que são tributadas de
acordo com o Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (“RETGS”).
A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício, é como segue:
31.12.2023
31.12.2022
Resultado antes de impostos
36 765 733
24 383 922
Taxa de imposto
21%
21%
7 720 804
5 120 624
Derrama
—
1 788
Tributação autónoma
8 623
27 902
Provisões não tributadas
—
164 181
Eliminação da dupla tributação económica dos dividendos recebidos
(7 770 000)
(5 260 500)
Outros efeitos
49 196
722
Imposto sobre o rendimento
8 623
54 717
26. RESULTADOS POR AÇÃO
Os resultados por ação foram calculados em função dos seguintes montantes:
31.12.2023
31.12.2022
Resultado para efeito do cálculo do resultado líquido por ação básico e diluído
36 757 110
24 329 205
Número médio ponderado de ações para efeito de cálculo do resultado líquido por ação
25 641 459
25 641 459
Resultado por ação
Básico
1,43
0,95
Diluído
1,43
0,95
286
27. EVENTOS SUBSEQUENTES
De 31 de dezembro de 2023 até à data de emissão deste relatório, não ocorreram outros factos relevantes que
possam vir a afetar materialmente a posição financeira e os resultados futuros da Empresa.
287
O Contabilista CertificadoO Conselho de Administração
João Manuel Matos Borges de Oliveira – Presidente
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
Domingos José Vieira de Matos
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça
Laurentina da Silva Martins
288
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289
image.png
290
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291
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292
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295
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296
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297
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298
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299
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300
RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL
Aos Acionistas da
RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
Em conformidade com a legislação em vigor e em cumprimento do mandato que nos foi
confiado, submetemos à vossa apreciação o Relatório e Parecer do Conselho Fiscal sobre a
análise que este órgão faz do Relatório de Gestão e restantes documentos de prestação de
contas separadas e consolidadas da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A.
(“Sociedade”), relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2023, cuja preparação é da
responsabilidade do Conselho de Administração.
1. Relatório sobre a atividade desenvolvida
Ao longo do exercício de 2023, o Conselho Fiscal acompanhou regularmente a evolução da
atividade da Sociedade e das suas participadas. Analisou com o necessário detalhe a atividade
do Conselho de Administração, incluindo a evolução dos negócios, a qualidade do processo de
preparação e divulgação da informação financeira, as políticas contabilísticas e os critérios de
mensuração, e acompanhou a regularidade dos registos contabilísticos, o cumprimento do
normativo legal e estatutário em vigor e a eficácia e integridade dos sistemas de gestão de
riscos e de controlo interno.
Ao longo do ano de 2023, o Conselho Fiscal reuniu seis vezes. As reuniões do Conselho Fiscal
realizaram-se de forma presencial e telemática, com agendas previamente definidas e com
informação antecipadamente circulada. Sempre que se considerou necessário, o Conselho
Fiscal contou com a presença de membros do Conselho de Administração da Sociedade ou de
subsidiárias, de diretores ou outros quadros da Sociedade, de modo a obter todas as
informações necessárias para debates esclarecidos e decisões informadas.
O Conselho Fiscal desenvolveu a sua atividade estabelecendo iterações permanentes com os
demais órgãos sociais e direções da Sociedade, em observância das normas legais e
recomendatórias aplicáveis. O Conselho Fiscal não recebeu, por parte do Revisor Oficial de
Contas, qualquer reporte relativo a irregularidades ou dificuldades no exercício das respetivas
funções. Em particular, no âmbito das suas competências, o Conselho Fiscal obteve do
Conselho de Administração as informações necessárias ao exercício da respetiva atividade de
fiscalização e procedeu às iterações necessárias de forma a poder exercer, de forma cabal, as
competências que lhe estão atribuídas legalmente.
Em observância do art.º 29.º- S, n.º 1, do Código dos Valores Mobiliários, na sua atual redação,
o Conselho Fiscal emitiu, no dia 22 de maio de 2023 parecer prévio vinculativo e favorável
sobre a política interna em matéria de transações com partes relacionadas e conflito de
interesses, que veio posteriormente, assente nesse parecer prévio favorável, a ser aprovada
pelo Conselho de Administração em reunião realizada a 31 de maio de 2023 e que se encontra
em vigor na sociedade
No decurso do exercício, as transações com partes relacionadas ou acionistas qualificados
enquadraram-se na atividade corrente da Sociedade, foram realizadas em condições de
mercado, cumprindo os requisitos legais e regulamentares aplicáveis.
No exercício das suas competências, o Conselho Fiscal reuniu regularmente com os
representantes da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas (SROC), no sentido de
acompanhar os trabalhos de auditoria efetuados e tomar conhecimento das respetivas
conclusões, para além de avaliar a sua independência. Nesta sede o Conselho Fiscal analisou
ainda as propostas que lhe foram apresentadas para prestação de serviços distintos de
auditoria por aquela SROC tendo-as aprovado, desde logo porque (i) diziam respeito a serviços
permitidos, (ii) não afetaram, a nenhum título, a independência da respetiva SROC e (iii)
cumpriram os demais requisitos legais.
301
No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal examinou o Relatório de Gestão, o Relatório
de Sustentabilidade (que integra o Relatório de Informação Não Financeira), o Relatório de
Governo da Sociedade (que integra o Relatório de Remunerações) e os demais documentos de
prestação de contas separadas e consolidadas, designadamente as Demonstrações
Separadas e Consolidadas da Posição Financeira, dos Resultados, do Rendimento Integral,
das Alterações no Capital Próprio e dos Fluxos de Caixa para o exercício findo em 31 de
dezembro de 2023 e os correspondentes anexos, preparados pelo Conselho de Administração,
considerando que a informação divulgada satisfaz as normas legais em vigor, é apropriada
para a compreensão da posição financeira e dos resultados da Sociedade e do universo da
consolidação e procedeu ainda à apreciação da respetiva Certificação Legal das Contas e do
Relatório de Auditoria, emitidos pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, documentos
esses que foram emitidos com uma opinião não modificada e que mereceram o seu acordo.
O Conselho Fiscal mais apreciou o Relatório do Governo da Sociedade e o Relatório de
Informação Não Financeira (incluído no Relatório de Sustentabilidade), nos termos e para os
efeitos do n.º 5 do art.º 420º do Código das Sociedades Comerciais, tendo confirmado que os
mesmos contêm os elementos referidos no art.º 29º‐H do Código dos Valores Mobiliários.
Em reunião realizada a 11 de abril de 2024 o Conselho de Administração da Sociedade
aprovou o relatório e as contas do exercício e os demais documentos que o integram.
O Conselho Fiscal teve, ao longo do exercício, acesso a toda a informação que se afigurou
necessária ou meramente útil ao exercício da sua ação fiscalizadora.
O Conselho Fiscal analisou ainda o Relatório Adicional ao Órgão de Fiscalização e demais
documentação emitido pelo representante da Deloitte & Associados, SROC S.A., Revisor
Oficial de Contas e Auditor Externo da Sociedade.
2. Declaração de responsabilidade
De acordo com o disposto na alínea c) do número do artigo 29º- G do Código dos Valores
Mobiliários os membros do Conselho Fiscal, declaram que, tanto quanto é do seu
conhecimento e convicção, os documentos de prestação de contas separadas e consolidadas
atrás referidos foram preparados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis,
dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos
resultados da RAMADA INVESTIMENTOS E INDÚSTRIA, S.A. e do Grupo por ela liderado, e
que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da
posição do Grupo, contendo uma adequada descrição dos principais riscos e incertezas com
que se defronta.
3. Parecer
Em face do exposto, o Conselho Fiscal é de opinião que estão reunidas as condições para que
a Assembleia Geral aprove:
a) O Relatório de Gestão;
b) O Relatório de Sustentabilidade;
c) O Relatório de Governo da Sociedade;
d) As Demonstrações Financeiras Separadas e Consolidadas e os correspondentes
anexos, relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2023;
e) A proposta de aplicação dos resultados apresentada pelo Conselho de Administração.
O Conselho Fiscal expressa ao Conselho de Administração e às diversas direções e equipas
da Sociedade e das empresas participadas agradecimento e apreço por toda a colaboração
prestada.
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Porto, 11 de abril de 2024
O Conselho Fiscal
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Carlos Manuel Portela Enes Epifânio
Presidente do Conselho Fiscal
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Jorge Manuel de Sousa Marrão
Vogal do Conselho Fiscal
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Ana Paula dos Santos Silva e Pinho
Vogal do Conselho Fiscal
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