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Earnings call · FY2026 Q1
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Bom dia a todos, sejam bem-vindos à teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026 da Gafisa. Esta apresentação contém projeções esperadas que estão sujeitas a riscos e incertezas. Essas projeções são baseadas em expectativas e suposições da nossa administração, levando em consideração as informações que a companhia tem acesso atualmente. As exceções relacionadas às declarações prospectivas também incluem informações sobre resultados operacionais potenciais ou supostos. As declarações e informações sobre o futuro não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e suposições, pois referem-se a eventos futuros, portanto, sujeito a circunstâncias que podem ocorrer ou não. Os resultados futuros e a criação do valor para os acionistas podem diferir significativamente daqueles expressos ou sugeridos pelas declarações da previsão. A maioria dos fatores que determinarão esses resultados e valores vão além da nossa capacidade de controle ou previsão. Passo a palavra para o CEO Luiz Fernando Ortiz.
Bom dia a todos. A Gafis inicia em 2026 mantendo foco na execução do plano estratégico, com ênfase na disciplina financeira, na melhoria da estrutura de capital, na entrega dos empreendimentos em fase final de obras e na consistência dos resultados a apropriar. No período, o Conselho de Administração aprovou um aumento de capital com volume mínimo de R$ 100 milhões e máximo de R$ 250 milhões. A operação reforça a estratégia de fortalecimento da estrutura de capital, em linha com as prioridades operacionais e financeiras. Em abril, a Gafis obteve o abitse do empreendimento Cidade Jockey, localizado em São Paulo, com VGV total de R$ 358 milhões, marco relevante no cronograma de execução dos nossos projetos. A companhia também registrou uma redução de 81% no volume de extratos, evidenciando uma melhor gestão da carteira no período. No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou margem bruta ajustada de 42%, revertendo o prejuízo bruto observado no trimestre anterior, totalizando R$ 42 milhões em lucro bruto ajustado, com receita operacional líquida de R$ 100 milhões. A eficiência operacional avançou com redução de 21% nas despesas de Enem na comparação com o quarto trimestre de 2025, refletindo medidas estruturais de controle de custos e racionalização da operação evidenciando ganhos de eficiência administrativa adicionalmente foi concluída a venda do empreendimento Sense Caraí em Niterói, no Rio de Janeiro diminuindo a exposição de caixa no curto prazo reduzindo passivos e seguindo a premissa da companhia em manter o portfólio de produtos exclusivamente no alto padrão A consistência na margem apropriar de 30% em linha com o trimestre anterior Reflete a estabilidade na gestão dos projetos do nosso portfólio E principalmente a escolha do posicionamento da companhia nos produtos de alto padrão Que tendem a serem menos impactados por oscilações na economia Na agenda ISD obtivemos avanços voltados ao aprimoramento da qualidade, consistência e governança Destacam-se a evolução da avaliação de aderência às normas internacionais de reporte e sustentabilidade e a verificação independente do inventário de emissões de gases de efeito estufa pelo segundo ano consecutivo. A Gafisa reafirma seu compromisso com a disciplina financeira, com a transparência e a criação de valor sustentável, agradecendo a confiança e comprometimento de seus acionistas, colaboradores, parceiros e demais stakeholders. Passo agora a palavra para Federico Kessler, vice-presidente da Gafisa.
Obrigado, Ortiz, e bom dia a todos. Passando para o desempenho operacional, após o encerramento do trimestre, obtivemos o Habitse do Cidade Jockey, localizado em São Paulo, totalizando um VGV de 358 milhões e com 92% das unidades vendidas. O Cidade Joc é um projeto de identidade autoral e elegância desenvolvido pelo Escritório Internacional Gensler em parceria com a Zin. Destaca-se pelas três torres com fachadas sinuosas e design marcante. Com mais de 2.500 metros de áreas de lazer, o empreendimento oferece experiência completa de bem-estar. Em 2026, seguimos avançando na conclusão dos empreendimentos em fase final de obras, mantendo a previsibilidade das entregas e disciplina de custos. No slide 7, apresentamos a evolução das vendas no período. Podemos observar nos números que registramos um VSO nos últimos 12 meses de 21%, refletindo nossa estratégia de preservar um ritmo de vendas equilibrado, com foco na sustentação de margens e na precificação adequada dos ativos. Totalizamos vendas brutas de R$ 24 milhões, resultante da disciplina na gestão do portfólio e do capital. Hoje operamos com uma base de ativos mais enxuta e com maior valor agregado. O foco segue sendo qualidade e racionalidade econômica na execução comercial, com sustentação de margens e na adequada precificação dos ativos. Para entender como essas vendas se compõem, vale olhar o perfil das vendas do trimestre, no gráfico à direita. No acumulado do ano, 60% das vendas brutas são de alto padrão e 57% são de empreendimentos concluídos. Ao mesmo tempo que a venda de unidades prontas contribui para a liquidez no período, o mix reforça o foco da companhia em ativos de maior valor agregado, alinhado à estratégia de qualificação do portfólio. Quando visualizamos este mix e essa disciplina comercial, o reflexo aparece também na qualidade de vendas, especialmente nos distratos, como vamos ver no slide 8. Tivemos uma redução relevante. No primeiro trimestre de 26, os distratos somaram 7 milhões versus 34 milhões no primeiro trimestre de 25, o que representa 81% de redução. Esse movimento reflete a melhora na qualidade das vendas realizadas, bem como a atuação ativa da companhia na reversão das intenções de distratos com maior aderência entre o produto e o perfil dos clientes. Isso é um ponto importante para a estabilidade operacional a longo prazo. Passando para o slide 9. O terceiro pilar dessa leitura, junto com vendas e destratos, é o estoque, que mostra a execução dessa estratégia. No gráfico à esquerda, podemos observar que o estoque totalizou 1,1 bilhão, sendo que 77% dos empreendimentos em andamento e 23% concluídos. A redução percentual do estoque das unidades concluídas na companhia ao longo do trimestre beneficia a liquidez e a absorção de estoque. O estoque segue majoritariamente concentrado em produtos de alto padrão, em linha com a estratégia atual da companhia. No gráfico à direita podemos observar que 72% do perfil de estoque é referente ao alto padrão. Então, a mensagem integrada desses três blocos é venda com disciplina, mix que sustenta a liquidez sem perder valor agregado e distratos em patamar significativamente menor. Esse conjunto reforça a consistência da estratégia de portfólio e a conversão de vendas em resultado. Indo para o slide 10, hoje temos aproximadamente 2,1 bilhões em VGV em obras em andamento, com projetos localizados em regiões estratégicas de São Paulo e Rio de Janeiro. Esses empreendimentos refletem nosso foco em qualidade, arquitetura e aderência ao público-alvo Passando agora para o desempenho financeiro, no slide 12, apresentamos os números do período No gráfico à esquerda, a companhia representa receita operacional líquida de 100 milhões O lucro bruto ajustado totalizou 42 milhões no trimestre com margem bruta ajustada de 42% revertendo o prejuízo bruto observado no trimestre anterior. O custo financeiro apresentou redução de 47% em relação ao 4-3 de 2025, contribuindo positivamente para a evolução do resultado e reforçando a disciplina financeira adotada. Encerramos o trimestre com resultado apropriar de R$ 93 milhões e margem apropriar de 30%, mantendo-se em patamar consistente e alinhado ao histórico recente. O volume de receitas e resultados a apropriar reforça a qualidade do resultado futuro a ser reconhecido. No slide seguinte, as despesas gerais administrativas totalizaram R$ 17 milhões, representando uma redução de 21% frente ao quarto trimestre de 2025. Esse resultado reflete a continuidade das iniciativas de controle e racionalização de gastos com maior eficiência administrativa. No slide 14, encerramos o trimestre com dívida líquida de R$ 1,3 bilhão e dívida total de R$ 1,6 bilhão, mantendo relativa estabilidade na comparação trimestral. Seguimos focados na gestão da liquidez e no alinhamento do perfil da dívida à geração de caixa dos empreendimentos. Até dezembro, a companhia espera concluir empreendimentos atualmente em fase final de obras, que somam um VGV de aproximadamente R$ 1,7 bilhão, mantendo a estabilidade na comparação trimestral As entregas previstas ao longo de 26 totalizam um VGV de R$ 1,7 bilhão em empreendimentos finais de obra Como efeito dos repasses esperados desses projetos, estima-se uma redução de 48% da dívida total da companhia Adicionalmente, o aumento de capital em curso, combinado com outras iniciativas de amortização, reforça a expectativa de evolução favorável na estrutura de capital da companhia Por fim, passando para o capítulo ESG, seguimos avançando na qualidade e consistência das informações ESG reportadas ao mercado Concluímos a verificação independente do inventário de emissões pelo segundo ano consecutivo e avançamos na aderência às normas internacionais do reporte IRFS S1 e S2, reforçando nossa governança e gestão de riscos. Com isso, encerramos a apresentação e passamos agora à sessão de perguntas e respostas.
Muito obrigado.
Obrigada, Frederico Kessler. Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Você pode enviar a sua pergunta por escrito, clicando no ícone do Q&A, localizado na parte inferior da tela. Solicitamos que aguardem enquanto coletamos as perguntas.
Obrigada. A primeira pergunta é do Guilherme.
Pós-aumento de capital, qual deve ser o perfil de endividamento da companhia?
Guilherme, aqui é o Luiz Ortiz falando. Obrigado pela pergunta. Bom, a gente, de fato, tem uma perspectiva de redução da nossa alavancagem, igualmente o capital está em curso, então a gente tem uma boa perspectiva aqui de redução da alavancagem. Lembrando que a nossa alavancagem está muito ligada aos projetos, então, na medida em que a gente vai fazendo as entregas dos empreendimentos, os repassos estão acontecendo, então a gente deve ter uma redução muito boa esse ano em função dessas repassos que estão em andamento. No segundo trimestre aqui, a gente já tem um volume de repasse bastante efetivo, bastante grande. Então, o nosso perfil de dívida está muito relacionado a projetos. Então, à medida que o aumento de capital traz uma redução, mais a contribuição com os projetos, a gente tende a ter uma alavancagem bastante reduzida nos próximos trimestres, mirando que esse é talvez o principal foco da companhia, chegar até o final do ano com a entrega de todos esses empreendimentos que estão aqui no portfólio do ano, fazendo uma redução bastante expressiva na nossa vantagem para a companhia estar preparada para o crescimento de 2027.
A próxima pergunta é de Felipe Martins. O patamar de margens aumentou em relação aos trimestres anteriores? Qual a expectativa para os próximos trimestres?
Felipe, obrigado pela pergunta. Bom, a nossa visão de futuro é bastante retratada na margem apropriada. Como a gente comentou um pouco aqui no call, A margem apropriada se manteve consistente nos últimos trimestres, no patamar de 30%. Então, a gente mira muito esse patamar de 30% mais e a gente vem conseguindo isso fruto de uma estratégia que já é antiga, da Gafisa ter esse mix de produtos no alto padrão. De fato, esse mix traz muito essa possibilidade. A gente tem um empreendimento de referência que é o Alara Oscar Freire, que está em fase de construção, que tem uma boa velocidade de vendas, então todo o trimestre tem um POC bom, trazendo aqui contribuições para a nossa margem apropriada e dessa forma a gente acredita que sim, a companhia, esse é o rumo da companhia, conseguir com esse patamar de margem no melhor desenho possível que a gente imagina para a companhia.
A próxima pergunta é de Matheus Almeida. A pressão de custos em função da guerra pode causar aumento dos custos para a Gafisa?
Matheus, obrigado pela pergunta. Olha, a nossa safra de produtos agora em fase de entrega, naturalmente, a curva de suprimentos, de insumos e de fornecedores, ela já está negociada. Então, ela já está, de certa forma, travada e blindada para o aumento de custo nesse momento, nessa safra de projetos que nós estamos fazendo a entrega. Então, já para o empreendimento mais adiante que nós temos, considerando que é um empreendimento de alto padrão, a gente consegue ainda se proteger bastante de qualquer eventualidade de custos além do ENCC, muito em função, como eu já comentei anteriormente, da escolha da companhia em atuar nessa segmentação de alto padrão, que é um segmento em que você consegue, na medida do possível, repassar algum custo extra na ponta da venda e muitas vezes é possível, então isso realmente retrata bastante a nossa escolha que consideramos bastante assertiva de estar em segmentação de alto padrão para enfrentar muitas vezes questões pontuais como a gente está enfrentando agora a todo o setor, essa possível pressão de custos insumos ligados ao petróleo que a gente tem que monitorar todo o trimestre A próxima pergunta é de Pedro Almeida A redução de DNA apresentada no trimestre é consistente?
A companhia espera maiores reduções ainda no ano?
Olha, obrigado pela pergunta sim, a redução é parte do nosso plano estratégico então nós temos já conseguido em todos os últimos trimestres realizar reduções alguns um pouco mais contundentes do que outros mas tudo isso faz parte de um plano e essa redução é racionalizada e o que a gente tem feito aqui não é apenas uma redução que é importante no custo mas a reorganização da companhia a cada redução então a gente tem feito um trabalho bastante grande de reorganização de departamentos buscando sobretudo uma eficiência operacional porque de fato esse equilíbrio entre redução e reorganização é fundamental para a empresa ficar mais equilibrada vis-à-vis do que a gente tem de desafios que a gente tem nas entregas desse ano, na preparação da companhia para os próximos lançamentos e focada nesse projeto de alto padrão para toda a companhia que a gente tem, requalificação no time, que a gente tem sem uma preocupação muito grande nesse segmento de alto padrão, mas sim a racionalização de custos, ela é decisiva e importante e pode esperar que nos próximos trimestres a gente vai continuar da mesma forma buscando essas reduções.
Encerramos agora as perguntas e respostas.
Agradecemos a participação de todos. Obrigada.