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Earnings call · FY2026 Q1
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Transcrição da teleconferência Resultados do 1T26 Vibra Energia (VBBR3) 7 de maio de 2026 Operadora: Bom dia, senhoras e senhores. Sejam bem-vindos à videoconferência da Vibra para a discussão dos resultados referentes ao 1T26. Esta videoconferência está sendo gravada e o replay poderá ser acessado no site da Companhia, ri.vibraenergia.com.br. A apresentação também está disponível para download. Informamos que todos os participantes estarão apenas assistindo à videoconferência durante a apresentação e, em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas quando mais instruções serão fornecidas. A tradução está disponível clicando no botão Interpretation. Após clicar, selecione o idioma de sua preferência. Para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, o áudio original em português pode ser silenciado clicando em Mute Original Audio na parte inferior da plataforma. Antes de prosseguir, aproveito para reforçar que as declarações prospectivas têm como base as crenças e suposições da administração da Vibra e as informações atuais disponíveis para a Companhia. Essas declarações podem envolver riscos e incertezas, tendo em vista que dizem respeito a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores, analistas e jornalistas devem levar em conta que eventos relacionados ao ambiente macroeconômico, ao segmento e a outros fatores podem fazer com que os resultados sejam materialmente diferentes daqueles expressados nas respectivas declarações prospectivas. Estão presentes nesta videoconferência o Sr. Ernesto Pousada, CEO, e o Sr. Maurício Teixeira, CFO, além da presença de alguns executivos da Companhia. Gostaria agora de passar a palavra ao Sr. Ernesto Pousada, que dará início à apresentação. Por favor, Sr. Ernesto Pousada, pode prosseguir. Ernesto Pousada: Bom dia a todos, bom dia a todas, é um prazer estar com vocês nesse call de resultados do 1T26. Mais um trimestre que demonstra a consistência da nossa estratégia de longo prazo, com excelentes resultados neste trimestre, em que nós tivemos um foco bastante grande em continuar a construção da nossa jornada Vibra de longo prazo, com foco em geração de caixa, tivemos uma geração de caixa bastante forte neste trimestre, um engajamento bastante grande com a nossa rede, um número recorde da expansão da rede embandeirada. Então, um trimestre realmente de nós construirmos o nosso futuro, continuarmos a nossa jornada de construção do nosso futuro. Obviamente, ele foi marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio, teve impactos relevantes nos preços derivados, e nesse momento a Vibra soube trabalhar bastante bem essa volatilidade, amortecer essa volatilidade ao longo do trimestre. O Brasil obviamente é importador líquido de combustíveis e o diesel está exposto a essa volatilidade internacional. A Vibra ampliou importações, contribuindo de uma maneira estruturante para o abastecimento nacional. Tínhamos, no final do trimestre, um cenário de possível escassez. Conseguimos ampliar as nossas importações e assegurar o fornecimento e disponibilidade de produto para 1 Pública
os nossos clientes. Graças a uma estratégia bastante sólida na área dos suprimentos nós temos um mix estratégico que resultou em custos competitivos frente a outros agentes. Seguimos na nossa luta pela equidade no mercado de distribuição. Então, novos avanços contra a irregularidade. A monofasia da Nafta em janeiro de 26, o Devedor Contumaz em março, continuaram fortalecendo o nosso setor. E já em consequência desse avanço contra a irregularidade e também pela disponibilidade de produto e o alto engajamento das nossas equipes com a nossa rede, nós percebemos que tem cada vez mais uma maior procura pela nossa rede dos consumidores finais e uma expansão significativa do embandeiramento. No ano passado tivemos 404 novos postos e agora somente no 1T mais 155 novos postos. E também avançamos na nossa estratégia do B2B e conseguimos no 1T uma formalização de novos contratos em cerca de 50 novos contratos. Como eu disse na abertura, geração de caixa estruturante para nós, conseguimos com isso reduzir a nossa alavancagem para 2x dívida líquida/EBITDA, e conseguimos também reduzir a nossa dívida líquida, mesmo em um trimestre em que tivermos pagamento de JCP. É a consolidação da Vibra como um pure-play do setor de distribuição de combustíveis. Nosso foco em combustíveis, foco no core business, demonstrando mais uma vez a nossa capacidade de gerar caixa e nos prepararmos cada vez mais, deixando a Vibra uma empresa ainda mais forte e robusta para o futuro. Eu passo agora para o Maurício para ele cobrir um pouquinho mais dos números. Maurício Teixeira: Obrigado, Ernesto. Bom dia a todos e obrigado pela presença. Passando aqui para os principais números do resultado do 1T, nós vemos uma EBITDA ajustada de R$ 3,2 bilhões, que resulta em uma margem EBITDA de R$ 350/m3. E como nós comentamos no release, no material completo, nós tivemos um ganho extraordinário de crédito de IPI em cima de fabricação de lubrificantes de R$ 800 milhões, que abatendo esse efeito, nós vemos uma margem EBITDA recorrente de R$ 258/m3, um patamar bem superior ao que nós vínhamos praticando abaixo de R$ 200. Então, realmente, nós tivemos uma disciplina muito grande aqui na gestão de margem e abastecimento, resultando nesse número recorrente de R$258/m3. O volume foi de 8,7 milhões m3, market share de 23,6% e, como o Ernesto comentou, um recorde, um novo patamar de embandeiramento de novos postos de 155 novos postos embandeirados no 1T. O fluxo de caixa operacional de R$ 1,9 bilhões, quer dizer, excluindo do EBITDA os R$ 800 milhões, de créditos que nós vamos compensar no futuro, que não são caixa dentro do próprio exercício, nós tivemos uma alta conversão aqui do EBITDA para caixa, o que nos ajudou nessa redução da alavancagem para 2x dívida líquida/EBITDA, que era o objetivo que nós estávamos almejando para o final do ano e conseguimos antecipar já para o 1T do ano. E isso foi reconhecido pelo mercado, nosso trabalho e nosso resultado, com um retorno para os acionistas, um TSR de 108% nos últimos 12 meses. Passando um pouquinho aqui sobre as verticais, nós vemos Vibra consolidado R$ 3,2 bilhões, sendo R$ 3,1 bilhões praticamente na Vibra Controladora, que é o business de distribuição, que cresce 69% do EBITDA. Comerc R$ 147 milhões de EBITDA, que é uma queda em relação ao 1T do ano passado, frente a todos os desafios que nós sabemos do setor de renováveis e curtailment que o setor todo está sofrendo.
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Fluxo de caixa operacional de R$ 1,9 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhões vindo da Vibra, e Comerc R$ 189 milhões, praticamente estável em relação ao ano passado, apesar da queda do EBITDA, nós conseguimos fazer uma gestão bem ativa aqui na questão de caixa e manter a geração de caixa da Comerc, apesar da queda do EBITDA, e lucro líquido de R$ 1,5 bilhões, vindo R$ 1,57 bilhões da Vibra, e Comerc R$ 80 milhões de prejuízo, que é um prejuízo menor que foi o 1T do ano passado. Entrando agora na série histórica, nós vemos a série histórica de volume ano a ano, e o crescimento de 4% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, chegando a 8,7 milhões de m3. A despesa ajustada teve um crescimento para R$105/ m3, e aqui, destrinchando um pouco esse número, se olharmos as rubricas que tem aqui dentro, o G&A está estável com uma pequena queda em relação ao ano passado, a despesa de vendas estável também. O que nós tivemos aqui de diferente, que fez esse crescimento, foi basicamente, quando nós consolidamos a nossa trading, a nossa trading teve uma marcação de perda no hedge porque nós estávamos comprando na molécula que subiu e o hedge vendido nós temos essa perda, que de acordo com o trading accounting da nossa trading, isso é reconhecido como despesa operacional. Então, nós temos esse impacto aqui que foi muito específico por causa do momento da subida do preço do petróleo, do diesel. Então, nós acabamos tendo esse efeito aqui na despesa ajustada. Mas se nós olharmos o que nós temos de administrativo e vendas, está estável em relação ao ano passado e em relação a dois anos atrás. Então, não teve crescimento nessas duas rubricas. Foi basicamente a questão da trading. Quando nós olhamos a margem EBITDA ajustada, nós vemos o sequenciamento aqui ano a ano, o crescimento consistente de margem que nós vimos capturando e chegando agora no 1T com os R$ 350/m3 que nós reportamos. Olhando aqui cada business agora, olhando o varejo, a nossa rede, nós temos um EBITDA de R$ 1,729 bilhões, que é um crescimento de 74% em relação ao 1T do ano passado. O volume cresce 6%. Tem uma queda aqui em relação ao trimestre exterior que é sazonal que nós já esperávamos, mas em relação ao ano passado nós crescemos volumes. O market share na rede embandeirada é de lado, e o market share é na bandeira branca crescendo um pouco, quase 1 p.p., por conta de todos os movimentos que já estão acontecendo no setor de migração de volumes para as redes embandeiradas e também pelo crescimento da nossa rede, como nós mostramos esse recorde neste trimestre. Também nós temos aqui os 155 novos postos, que é um recorde. O volume médio por posto também aumentou 11%, Então, nós vemos uma migração de volume também para os postos existentes porque nós conseguimos fornecer e manter o fornecimento para quem está fidelizado conosco. BR Mania teve um crescimento de 7% em novas lojas, com o crescimento do GMV de 9% e ganho de 2 p.p.de market share. Aditivados cresce 1 p.p. para 22,3% de mix. Lucro Bruto nesse aditivados cresce 60% e a venda de Podium aumentou 43%. Inclusive eu, desde que entrei na Vibra, só abasteço com Podium. B2B, nós vemos aqui o ganho do IPI, que foi todo concentrado no B2B, chegando a R$ 1,4 bilhões de EBITDA ajustado, porque lubrificantes nós consolidamos aqui no B2B. Volume de lado, cresce 1%, e sazonalmente é natural ter essa queda em relação ao trimestre passado. Diesel em linha com o ano anterior. A aviação cresce, nós vimos uma demanda e nós também tivemos contratos novos com outras Companhias aéreas crescendo 11%.
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No market share de consumidor no B2B nós vemos aqui uma estabilidade de 29,9% para 29,8%, e no TRR nós vemos um leve crescimento aqui, mas nós olharmos a ponta de março, nós chegamos a 19% de market share em TRR com a disponibilidade de produto, e nós também fazendo esse papel de suprir o mercado num momento de mais desafio de supplier, não só no Brasil como no mundo. Passando agora para a lubrificantes, nós vemos o crescimento de 7% no volume, uma pequena queda no market share de 2 p.p. Realmente, nós vimos um crescimento do insumo, o óleo bruto teve crescimento no custo, mais do que duplicou. Então, nós seguramos um pouco, fez uma cota de venda para o 1T para poder ter produto para atender os nossos distribuidores e atender o mercado como um todo. Então, no mês de março foi um mês um pouco mais lento que os demais meses, mas em abril nós retomamos o volume aqui, o nosso share. Lembrando que foi o maior volume registrado no 1T na história. Em renováveis, como eu comentei, teve essa queda de EBITDA na Comerc, de 28%. No @Stake nós chegamos em R$192 milhões, e o fluxo de caixa operacional estável. Como nós estamos num cenário de curtailment em torno de 20%, isso aí o mercado todo sabe, nós temos acompanhado, principalmente no solar, e nós temos feito a nossa parte aqui com uma gestão de despesas e crescimento na eficiência da nossa geração. Então, nós conseguimos compensar, de certa forma, o curtailment e manter a geração de caixa. Olhando agora na alocação de capital, pensando no nosso ativo, onde é que nós estamos botando o dinheiro, nosso CAPEX foi de R$ 328 milhões, sendo que foi R$ 50 milhões em renováveis, em Comerc, porque nós temos trabalhado mais no CAPEX de manutenção. Diferente do ano anterior, que nós tivemos muito investimento ainda em crescimento, em geração, nós temos mais manutenção aqui no 1T e não vai ser um patamar menor mesmo esse ano. Bonificação a clientes R$ 103 milhões, nós vemos que foi um patamar inferior se nós pegarmos o run rate do ano passado, mas nós estamos embandeirando mais postos porque nós temos priorizado o modelo de bonificação postecipada, então, aqui no CAPEX entra só o que é antecipado, que nós pagamos upfront para embandeirar um posto novo. Então, nós temos crescido mais postos, gastando menos dinheiro na frente. Então, bastante eficiência aqui do embandeiramento, foi R$ 103 milhões, e a distribuição, toda a infraestrutura, a manutenção das nossas bases, R$ 175 milhões. Com isso, a alocação de capital e a margem mais alta que nós vimos, nós chegamos no ROIC de 18,6%, uma trajetória crescente ao longo do tempo, e é reflexo dessa estrutura de capital e de alocação de capital eficiente que nós estamos fazendo. Passando agora para o lado do passivo, nós vemos aqui a dívida líquida caindo para R$ 18,6 bilhões. Quando nós olhamos o indicador de dívida líquida/EBITDA, nós chegamos a esse pico de 2,9 x no 2T do ano passado e vemos essa queda apesar do desafio do setor. A molécula está mais cara, Então, o custo de prestar o serviço e a distribuição está mais caro mesmo, porque nós deveríamos estar com mais capital empregado mas nós fomos muito ativos, em vendo esse cenário de molécula mais cara, de custo de importação maior, que se reflete se nós olharmos rubrica a rubrica do balanço, um contas a receber mais alto e num estoque mais alto, nós conseguimos na parte de compras que é muito alinhada com a área de supply, de trading, nós conseguimos comprar as moléculas a um preço adequado e com um prazo que ficou no contas a pagar, reduzindo a necessidade de capital de giro. Então, nós conseguimos ser eficientes na margem sem comprometer capital de giro. Isso se refletiu aqui na redução do endividamento, mesmo nesse cenário mais complexo de mercado.
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O nosso prazo médio de 4,3 anos e um spread em relação ao CDI de 0,66%. Isso aqui é o corte do fechamento do trimestre. E aqui abaixo nós temos duas operações que nós fizemos que mostram um pouco essa gestão também do passivo. Da mesma forma que nos preocupamos muito em alocar capital num ativo de forma eficiente, no passivo também nós estamos com um plano de liability management, de captar dinheiro de forma mais barata e mais longa para pré-pagar dívidas mais caras que estão prestes a vencer. Então, nós fizemos uma captação aqui de R$ 1,5 bilhões no nível da Vibra Controladora a um custo de CDI - 0,40% ao ano, quer dizer, abaixo de CDI, uma debênture incentivada, com prazo de 10 anos, que foi a operação mais longa e de menor custo da história da Vibra. E com esse recurso nós pagamos a dívida mais cara que nós tínhamos, pagamos ontem, Então, já é no 2T que vai aparecer isso, R$ 1,4 bilhões a um custo CDI + 2,2% na Comerc, que venceria no ano que vem. Então, nós estamos também fazendo essa gestão, esse é o primeiro passo de uma gestão ativa aqui do passivo, do liability da empresa, que vai ser feito ao longo do ano para baratear o custo reduzido encargos de juros, além, claro, da redução nominal do valor patamar da dívida. Então, falei do ativo, falei do passivo e agora falando do equity, do nosso dinheiro dos acionistas, nós pagamos R$ 300 milhões de JCP, mesmo assim nós conseguimos reduzir a alavancagem no 1T e declarou novos R$ 393 milhões de JCP no 1T deste ano. A nossa ação deu um retorno de 108% nos últimos 12 meses, com o nosso zelo e preocupação de entregar um melhor retorno para o acionista. E aí eu passo a palavra aqui para o Ernesto, antes de entrar no Q&A. Ernesto Pousada: Obrigado, Maurício. Então, para finalizar e abrirmos para o Q&A, eu acho que nós estamos aqui na Vibra olhando o longo prazo e liderando uma grande transformação cultural e operacional na Companhia. Isso se reflete mais uma vez no 1T26. Demonstra a consistência, o nosso modelo de gestão cada vez mais, demonstrando que em diferentes momentos de mercado nós seguimos evoluindo os nossos resultados. Sempre focados em crescimento de market share e rentabilidade. Ambos são críticos e a Companhia vem nos últimos trimestres já demonstrando sua capacidade de crescer com melhoria de market. Somos uma ação bastante líquida, temos aí um retorno total de 108% nos últimos 12 meses, e temos hoje uma base acionária de referência. Vamos continuar olhando para novas soluções e produtos, a inovação vai seguir sendo fundamental na construção do nosso sucesso, e vamos sempre buscar a nossa diferenciação pela nossa gente e pelo cuidado muito responsável por tudo que fazemos. Então, com isso eu concluo a apresentação, e agora nós partimos para perguntas e respostas. Sessão de Perguntas e Respostas Vicente Falanga, Bradesco BBI:
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Bom dia, Ernesto, Maurício, obrigado por pegar minhas perguntas. A minha primeira, acho que o que tem ficado claro aqui pra nós nesse período de guerra foi como essas empresas robustas de distribuição e, obviamente, aqui inclui-se a Vibra, tiveram um papel fundamental para manter o mercado brasileiro abastecido. E acho que é super importante dizer que há preços super competitivos. Assim, quando nós olhamos o preço médio do combustível na bomba, do embandeirado versus bandeira branca na ANP, o prêmio do embandeirado, sim, ele caiu de forma vertiginosa, o que nos faz pensar que talvez vocês tenham um vento de cauda relevante para continuar ganhando share e também, obviamente, ajudado por toda a agenda de informalidade. Eu queria saber se vocês concordam e como vocês estão vendo o market share na ponta, ou qualquer outro dado que vocês puderem dividir conosco que corrobore isso, seria interessante. Segunda pergunta sobre o mercado de etanol, eu queria saber a leitura de vocês até agora da mesa de trading de etanol que vocês montaram recentemente, se vocês já estão enxergando frutos, talvez se revertendo em margens maiores aí no business de etanol e como que o acionista de referência tem se envolvido para discutir o dia a dia das operações de etanol. Obrigado. Ernesto Pousada: Falanga, obrigado pelas perguntas. Falando primeiro de market share, o que nós vemos é que nós vamos continuar uma trajetória consistente de crescimento. Eu sempre falo, nós não estamos aqui para dar grandes saltos em um momento, nem para um lado, nem para o outro. Então, nós vamos continuar uma trajetória, nós estamos bastante confiantes em trimestre após trimestre, até o final do ano, em realmente nos posicionarmos como uma empresa que entrega um crescimento de margem através de mais eficiência, melhores processos, e também um crescimento. Então, nós estamos determinados, e de novo, bastante positivos que nós vamos seguir o nosso crescimento de market share, sempre sem e não estamos buscando grandes saltos de market share. Mas a nossa jornada continua e ao longo dos próximos anos nós vamos ter, tenho certeza, uma evolução significativa do nosso market share com um crescimento relevante e uma contínua evolução também das nossas margens. E isso é em qualquer momento de mercado. Hoje, obviamente, nós temos um cenário de guerra, mas também já tivemos cenários mais difíceis e nós vamos manter sempre esse equilíbrio entre margem e market share, trazendo um bom resultado para cada trimestre. Então, estamos positivos com o crescimento de market share nos próximos trimestres. Sobre o mercado de etanol, o que nós estamos vendo realmente hoje é a Vibra retomando a flexibilidade de... nós encerramos em 31 de março a nossa JV com Copersucar, na Evolua. A Evolua segue como uma empresa Copersucar, e nós retomando a flexibilidade, ainda é cedo para dizer, mas nós acreditamos que estamos de fato já ganhando momento para podermos ser cada vez mais competitivos. Nós já temos sido nos últimos meses líderes no mercado de etanol no Brasil e queremos expandir essa liderança, e com uma consequente melhora da margem do etanol. Então, de fato, nós vemos que já começa a nos dar essa flexibilidade que nós estávamos buscando e isso vai naturalmente se traduzir em melhores resultados e melhores margens
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para a Companhia, em especial com acesso maior ao etanol de milho. Então, acho que isso vai, sem dúvida alguma, nos dar mais flexibilidade e nós já começamos a ver isso, é cedo ainda para nós vermos nos resultados, lembrando que isso começou em abril. Com respeito à sua pergunta do acionista de referência, o que nós temos, obviamente, totalmente controlado pela nossa política de partes relacionadas, é sempre buscando oportunidades que sejam interessantes para a Vibra, que sejam oportunidades que nos dão uma vantagem competitiva, que trazem valor para todos os nossos acionistas. Nós vamos sempre ter isso no âmbito operacional. No âmbito do Conselho ou simplesmente uma representação como conselheiro. Então, acho que é importante separar esses papéis aqui que nós temos. Então, temos sim um trabalho com a Inpasa de buscar oportunidades que sejam interessantes para eles e sejam interessantes para a Vibra. Desde que sejam interessantes para a Vibra, nós vamos estar buscando essas oportunidades e avançando com eles. Vicente Falanga: Super claro. Obrigado, Ernesto. Leonardo Marcondes, Bank of America: Bom dia, pessoal. Obrigado Ernesto e Maurício, por pegarem minhas perguntas. Eu tenho duas aqui do meu lado. A primeira é sobre o volume. Acho que, além das margens, nós temos visto uma tendência de ganho de volume bem forte da Vibra. Vocês tiveram uma adição grande de número de postos nesse trimestre e também a formalização de 50 novos contratos no segmento de B2B. Então, se puderem dar um pouco mais de cor também nesses novos contratos de B2B, como que nós devemos pensar nesses volumes contratados. E aí também, ainda em volume, vocês já estavam fazendo um bom trabalho pré-guerra, mas queria entender um pouco de vocês, como vocês têm visto esse mercado de embandeiramento e também de contratos no B2B nesse cenário pós-guerra. E aí, outro ponto que chamou a nossa atenção também nesse resultado foi essa gestão ativa de working capital que vocês fizeram. Geralmente, eu gosto de perguntar muito sobre working capital, mas nesse trimestre especificamente, acho que o normal seria ter um consumo grande de working capital, dado toda a volatilidade do mercado, dado o aumento do preço dos combustíveis. Então, eu queria saber se vocês poderiam dar um pouco mais de cor também nas medidas e estratégias que vocês realizaram neste trimestre para conseguir entregar esses números aí de capital de giro. São essas duas minhas perguntas. Obrigado. Ernesto Pousada: Obrigado, Leonardo. Eu vou responder à primeira, que foi ao redor de volume, B2B e préguerra, pós-guerra, e depois eu passo para o Maurício, ele fala do working capital. Então, com respeito ao ganho de volume, como eu respondi anteriormente, nós estamos bastante confiantes na continuidade do nosso crescimento, um crescimento contínuo, sem grandes saltos, mas continuamente crescendo, crescendo volumes, crescendo market share 7 Pública
de maneira estruturada ano após ano, trimestre após trimestre. Então, nós vamos estruturar isso. E o que nós estamos vendo é pré-guerra, você já tinha um cenário em que o combate às irregularidades estavam trazendo o consumidor final mais aos nossos postos, porque ele ganha mais confiança no posto Petrobras e fica com um pouco mais de suspeita em relação a outros postos, e nós vemos também os nossos revendedores, a revenda buscando mais embandeirar. Então, nós estamos num cenário já positivo e, obviamente, durante a guerra, com a nossa capacidade, a capacidade da Vibra de atendimento, com as importações que nós fizemos adicionais, uma capacidade ampliada de atendimento, a nossa rede, isso fez, obviamente, com que a nossa proposta de valor ficasse mais presente ainda. Então, o que nós estamos vendo, isso obviamente terá um vento de cauda nos próximos trimestres ainda, para que nós possamos continuar alavancando. Como eu disse na abertura, fizemos um recorde de embandeiramento no ano passado e acreditamos que vamos, quem sabe, bater um novo recorde esse ano no embandeiramento de postos. Primeiro trimestre muito bom com 155, e nós vemos um vento de cauda, o nosso pipeline de embandeiramento segue bastante cheio. A nossa estratégia no B2B é também, já desde o ano passado, mas se acelerou nesse 1T, é nós podermos fidelizar mais clientes. Fidelizar significa não só volume, mas você conseguir também uma estabilidade nas margens que nós operamos. Então, essa é a estratégia do B2B, que nós possamos ter mais contratos que nos deem maior segurança de fornecimento e sair um pouco mais do spot desse dia a dia. Vou passar para o Maurício sobre o working capital. Maurício Teixeira: Obrigado Leonardo, pela pergunta. Realmente o cenário natural seria de um aumento de consumo de capital de giro. E nós já vínhamos num programa que nós começamos a implementar há dois meses de nos aprofundarmos cada vez mais em todas as linhas do balanço. Então, isso é um programa estruturante que vai ocorrer de forma recorrente na Vibra, e nós demos um dono, cruzado com o financeiro do negócio, para cada linha de balanço da empresa, que se especializou e entende todos os movimentos daquela linha de balanço, para nós tentarmos otimizar ao máximo o capital empregado. E nesse mesmo momento veio a guerra, e nós nos antecipamos e vimos antes que realmente isso ia ensejar um aumento do capital empregado da Companhia, que é natural, por um preço da molécula maior. E aí nós tomamos ações mais táticas, nos ensinou a ter uma disciplina mais forte no contas a receber dos nossos clientes, para não deixar muito prazo. Também na compra do trading de navios importados também, de nós termos prazos mais adequados, sem comprometer o preço que nós estávamos comprando, e isso tudo foi tático ali dentro do trimestre para poder offsetar esse impacto já vislumbrado de aumento de capital de giro. Leonardo Marcondes: Está bem claro, pessoal. Obrigado. 8 Pública
Regis Cardoso, XP: Bom dia, Ernesto, Maurício, parabéns pelo resultado, bom falar com vocês. Primeira pergunta aqui, podem dar um panorama e atualização sobre o abastecimento do mercado, importação, subvenção, enfim, o que vocês acharem pertinente comentar? E segunda pergunta aqui também se puderem dar uma atualização sobre as novas medidas agora do trimestre de devedor contumaz, monofasia da nafta, enfim, os avanços no etanol, como é que nós medimos, de alguma forma, no resultado da Vibra, os efeitos dessas evoluções? Se me permite um follow-up rápido, só queria entender se a volta da consolidação dos volumes de etanol, com o fim da Evolua, já tem um impacto na margem do 1T agora, e se é mesmo naquela ordem de grandeza que nós esperávamos aqui na casa de R$ 4/m3. Obrigado. Ernesto Pousada: Obrigado, Régis, pelas perguntas. Vou começar pela tua terceira. Evolua, o impacto é a partir do 2T, não tem impacto ainda no 1T, porque encerrou no dia 31 de março. E aí tem, obviamente, já R$ 5/m3 que nós tínhamos no nosso resultado por equivalência, isso vai ser incorporado na margem, mas acreditamos que devemos ter algo melhor que isso no futuro, dado que nós vamos ter mais flexibilidade e vamos trabalhar melhor as aquisições, inclusive do etanol de milho. Então, sobre a Evolua é isso. Abastecimento do mercado, do ponto de vista Vibra, nós seguimos no nosso ritmo de importações mais ou menos equilibrado, que já vínhamos desde o final do 1T, e o nosso papel aqui é garantir o abastecimento da nossa rede de postos, dos nossos clientes, e isso nós estamos assegurando e nós vamos ter disponibilidade de produto para continuar atendendo naturalmente. Então, nós não vemos, do ponto de vista, claro, Vibra, falando por Vibra, nenhuma questão de desabastecimento. Nossos clientes vão ter os produtos que eles precisam para continuar com as suas operações. Com respeito a devedor contumaz e nafta, são, no caso da nafta, monofasia da nafta, dos impostos da nafta, e no caso devedor contumaz, a regulamentação pela Receita Federal. Em especial o devedor contumaz, nós devemos ver efeitos ao longo do ano. A Receita Federal iniciou operações ligadas ao devedor contumaz no mercado de cigarros e nós devemos ver um avanço para o mercado de combustíveis, esperamos ao longo do 2T ou do segundo semestre. Mas, certamente, isso vai ser mais um capítulo positivo no sentido de melhorar esse ambiente institucional do país, para que todos possam jogar dentro das quatro linhas, e certamente isso terá também um impacto positivo nos nossos resultados. Por isso, seguimos otimistas, não é só uma questão do 1T com guerra, nós já vínhamos numa jornada de melhoria dos nossos resultados, seja na margem, seja no volume, e vamos continuar isso e limpar - isso é bastante relevante - o impacto do avanço institucional contra as irregularidades. Regis Cardoso: Perfeito. Obrigado. Gustavo Cunha, BTG Pactual: 9 Pública
Boa tarde, pessoal. A minha pergunta aqui é mais a respeito do CAPEX, que nesse trimestre foi um pouco menor do que o normal. Nós queríamos entender se esse CAPEX está relacionado com o formato de embandeiramento postecipado contra antecipado e como nós deveríamos esperar esse CAPEX para frente. Muito obrigado. Maurício Teixeira: Gustavo, obrigado pela pergunta. Realmente tem a ver com isso. Nós estabelecemos uma política que é uma premissa, padrão de embandeiramento, em que privilegia o pagamento postecipado em relação ao antecipado, que é um modelo diferente do que vinha sendo feito até no mercado e pela própria Vibra. Então, nós temos colocado menos CAPEX na largada e tem mais alinhamento com o crescimento de volume do posto ao longo do tempo, dando a bonificação ao longo do consumo da volumetria. Então, isso aí é uma tendência, é um novo padrão que já consumiu menos CAPEX no 1T e deve seguir assim o ano todo nesse patamar. Gustavo Cunha: Perfeito, obrigado. Gabriel Barra, Citi: Ernesto e Maurício, obrigada por pegar minhas perguntas. Acho que o primeiro ponto, tentando fazer um resumo aqui da discussão sobre distribuição de combustível, acho que talvez a grande pergunta aqui seja a sustentabilidade dessa margem para a frente. E aí como o próprio Ernesto falou, e nós temos visto isso já de algum tempo, todo esse debate sobre formalidade e os avanços que tiveram nessa pauta foram super importantes para o setor, acho que corroboram boa parte aqui dessa melhora de margem, sustentam essa melhora de margem, mas tem um efeito aqui, vamos dizer, quase que um one-off da questão da guerra. E a questão do suprimento, o mercado mais short, isso acaba trazendo mais complexidade para o negócio, usa mais de working capital, mas também uma margem um pouco maior. Então, acho que o ponto que eu queria abordar com vocês e tentar entender um pouco melhor é, eu sei que é difícil isso, mas se pudessem reparar um pouco aqui do que que é um efeito mais recorrente na margem pra frente, e o que que talvez seja um efeito aqui não recorrente de todo o cenário que nós estamos vendo num contexto mais perturbado, mais bagunçado do mercado, que acaba, de certa forma, beneficiando um pouco aqui essa questão da margem. Não sei se estou errado nesse ponto, mas se puderem até me corrigir, seria interessante ouvir um pouco de vocês sobre essa questão da sustentabilidade da margem. O segundo ponto é sobre a alocação de capital. Acho que um outro ponto que nós falávamos muito sobre a Vibra é a questão da desalavancagem, o cenário de juros mais alto. Após a Comerc, a Companhia veio com uma alavancagem um pouco mais alta do que o management e o board gostariam de ter naquele momento. E a Companhia tem desalavancado bem rápido, até por esse resultado importante e forte agora no 1T e dos últimos trimestres também. Então, o ponto para mim é, olhando agora essa alavancagem mais perto de 2x vezes, abaixo dos 2,5 x mais ou menos, que nós falávamos como target para a Companhia, como que eles deveriam pensar em alocação de capital? Vocês olham para esse EBITDA, e de novo volto no primeiro ponto sobre a sustentabilidade desse EBITDA, vocês olham como se fosse o EBITDA realmente recorrente da Companhia, nós deveríamos pensar nesse EBITDA vindo mais forte trimestre a trimestre, e a desalavancagem acontecendo naturalmente para o resultado mais forte, ou a redução da dívida ainda é um foco muito grande para a Companhia? Digo isso até pensando em
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dividendo, se já teria um momento aqui, talvez, de poder acelerar um pouco mais o pagamento de dividendo, retornar mais esse dinheiro para o investidor, como vocês estão pensando agora em relação à alocação de capital? São os dois pontos, obrigado. Ernesto Pousada: Gabriel, eu começo primeiro, o Maurício pode falar um pouco da segunda. Sobre a sustentabilidade da margem, obviamente é muito difícil, é uma complexidade extrema conseguir separar os fatores que impactam uma margem em qualquer trimestre, seja nesse agora ou em outros trimestres. O que eu gosto de olhar é muito mais o last 12 months. Então, se você olhar os últimos 12 meses, eu acho que isso amortiza um pouquinho os movimentos ups and downs. O que nós sabemos é que nós estamos indo direcionalmente para cada vez termos margens melhores no mercado regular, e não é só isso, nós falamos às vezes pouco, mas o uso nosso cada vez mais de eficiência, usando inteligência artificial nos nossos processos internos para que nós possamos continuar evoluindo e tirar custos, sermos mais eficiente no nosso processo, isso também vai contribuindo, nós falamos aqui de diversas coisas, entre elas aqui acabamos de falar da aquisição do etanol, que vai trazer ganhos competitivos. Então, tem muito processo interno nosso melhorando, uma combinação do mercado irregular que se vai. Obviamente esse cenário de guerra em algum momento se estabiliza, mas a nossa jornada é crescente de margem. Eu acho que você olhar os últimos 12 meses sempre te dá uma proxy razoavelmente OK do que nós podemos esperar do futuro. Então, eu acho que é difícil nós conseguirmos separar um fator do outro dessa volatilidade toda nesse momento. Maurício Teixeira: Gabriel, sobre alocação de capital e desalavancagem, mais do que um indicador de dívida líquida/EBITDA, nós queremos reduzir a dívida nominal. Então, nós temos aí a dívida líquida e nós queremos continuar reduzindo a dívida líquida num país com juros de 14%, 15%, sabese lá quando esses juros vão cair. Nós queremos ter um patamar de dívida menor para poder liberar mais dinheiro para o acionista e poder decidir o que nós queremos fazer seja nessa colocação de capital, seja mais CAPEX, seja algo inorgânico, seja mais dividendo ou recompra de ações. Isso nós vamos ter opcionalidade quando nós tivermos com o patamar de dívida mais baixo. Então, esse é o que nós vamos acompanhando. Lembrando que nós já temos declarado a pagar R$ 800 milhões de JCP em novembro desse ano e R$ 393 milhões que nós declaramos esse ano, no ano que vem. Então, nós já temos um compromisso declarado, que é um passivo nosso, com os acionistas e que nós temos que ter caixa e balanço para isso. O que nós temos, nós vamos continuar desalavancando mais ainda. Então, nós vamos estar sempre avaliando oportunidades aqui ao longo do tempo, mas a diretriz continua sendo desalavancar a Companhia. Gabriel Barra: Tá ótimo Ernesto e Maurício. Obrigado. 11 Pública
Bruno Amorim, Goldman Sachs: Bom dia a todos, obrigado pelo espaço para pergunta. Acho que vários pontos relevantes já foram abordados. Eu queria só fazer um follow-up nessa questão dos efeitos mais duradouros do contexto que nós estamos vivendo agora. Dez anos atrás a Petrobras cobrava um preço que era muito acima da paridade e isso abriu espaço para importadores, e esses importadores acabaram ficando no mercado de forma mais perene mesmo depois da convergência de preços com preços internacionais. A pergunta é mais no sentido contrário agora, assim, dependendo do tempo em que a janela de importação estiver desfavorável, vocês acham que tem players que podem eventualmente sair do mercado? O que vocês estão vendo na ponta? Ou não? Ou o que vocês veem hoje são importadores mais estruturados que talvez percam competitividade no curto prazo, mas vão voltar se não 100% para quase 100% das atividades que eles tinham antes de iniciar o conflito. Então, é mais ouvir de vocês aí que estão na ponta, enxergando o mercado obviamente com muito mais visibilidade do que nós, o que dá para dizer sobre a dinâmica competitiva e eventualmente os efeitos mais duradouros para essa dinâmica competitiva dado o contexto de conflito no Oriente Médio. Obrigado. Ernesto Pousada: Bruno, obrigado pela sua pergunta. Na verdade, enfim, o que nós vemos, de novo, é um mercado estruturalmente se tornando mais… diversos desses, não todos obviamente, mas diversos desses, sejam importadores ou distribuidores, estavam atuando de maneira com algum tipo de irregularidade, algum tipo de vantagem competitiva que nós não tínhamos. E esse é o nosso foco, em corrigir isso. Porque a partir dessa correção, nós entendemos que o modelo de negócio que nós temos é extremamente competitivo para qualquer um dos cenários, seja um cenário de importação aberta ou importação fechada. Porque nós temos bastante segurança que o modelo que a Vibra tem hoje entre fornecimento nacional, fornecimento importado, capacidade de distribuição logística, a nossa dimensão, o nosso acesso à molécula no exterior, importada, esse é um modelo realmente bastante competitivo. A partir do momento que todos estejam jogando dentro das quatro linhas, que é o esforço que nós temos feito e temos avançado, nós temos um modelo que, na nossa visão, vai levar naturalmente a Vibra a um crescimento com expansão de margem. Então, esse é o nosso trabalho, em cada vez mais aperfeiçoar esse modelo para que nós sejamos competitivos para aqueles atuando dentro das quatro linhas, e aí naturalmente o mercado será o mercado. Se estiver aberto ou fechado a importação, nós estaremos aptos a sermos aí o player mais competitivo. Bruno Amorim: Tá certo. Obrigado, Ernesto. Bom dia.
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Monique Grecco, Itaú BBA: Oi, Ernesto, Maurício, bom dia. Obrigada pela oportunidade de fazer perguntas. Vou fazer duas aqui também. A primeira, queria ouvir um pouco de vocês sobre efeito estoque. Nós não falamos sobre isso ainda e imagino que com a subida de preços rápida ali no ambiente de conflito, tenha tido algum efeito de estoque no tri. Então, queria ouvir de vocês um pouquinho sobre esse efeito nesse tri, no 1T e também no trimestre corrente, porque nós aqui durante o mês de abril já vimos uma queda nos preços, nos custos de importação, o que deveria gerar algum efeito de estoque na outra direção, Então, queria ouvir um pouquinho tanto no 1T quanto no trimestre corrente. E a segunda pergunta é sobre a dinâmica de importação. O Maurício fez um comentário interessante sobre a Vibra ter conseguido prazos mais longos na importação no 1T, e isso ajudou positivamente, foi um dos sintomas positivos da gestão do giro. Como está essa dinâmica agora no trimestre corrente, abril e maio? Como vocês encontraram essas condições no mercado, prazo, condição de pagamento, ações feitas em abril e agora em maio? Obrigada. Ernesto Pousada: Obrigado, Monique. Eu falo a primeira e depois passo para o Maurício aí na segunda. O efeito estoque no 1T foi bastante baixo, na verdade, por isso que nós não comentamos muito, foi cerca de R$2/m3. Obviamente, nós temos o impacto do importado, mas ele é sobre uma parcela menor do nosso volume total, e nós tivemos também no etanol (falha de áudio – 0:45:22) na direção contrária. Então, o impacto foi bastante baixo no 1T, e no 2T também não estamos tendo um impacto relevante. Entre ups and downs de um lado e outro, nós estamos vendo um impacto ainda relativamente baixo de efeito estoque. Por ora, realmente esse não tem sido um grande evento nos nossos resultados. Maurício Teixeira: Passando aqui para a parte de importação, o nosso time de trading está bem ativo, o mundo todo está procurando diesel para comprar e nós temos as condições de contorno aqui, nós somos muito rígidos no compliance das cargas nós compramos. Nós sabemos que tem cargas que são sancionadas, navios sancionados e nós é muito zeloso nisso e, by the book, só compramos o que podemos e a isso, é claro que limita um pouco o mercado, mas nós temos conseguido achar cargas que estão dentro das quatro linhas aqui do compliance e que nós conseguimos negociar prazos de pagamento mais longos. E agora as compras também que nós estamos fazendo em abril e planejando para maio também estão dentro desse escopo. Cargas que nós conseguimos prazo e que também são fontes confiáveis de diesel. Então, eu não vejo mudança, nós conseguimos continuar nesse patamar de giro. Monique Grecco: Legal, obrigada.
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Bruno Montanari, Morgan Stanley: Bom dia, obrigado, por pegar a minha pergunta. Queria fazer só um follow up sobre a discussão da margem. Entendo, Ernesto, que faz bastante sentido olhar os últimos 12 meses, mas a volatilidade tem sido muito grande, e pensando alguns trimestres ou alguns anos atrás nós falávamos de um novo patamar de margem, era na casa, se não me falha a memória, R$140, R$150/m3. Isso obviamente não é mais o caso. Depois o setor passou a começar a conversar sobre buscar o 200 e você entrega um trimestre muito próximo de 270, 280. Então, queria entender se esse 200 que o setor buscava já seria um nível um pouco mais normal, pensando em margens comerciais, sem os impactos one-off da atual situação do mercado por conta do ambiente de guerra. Essa é a primeira pergunta. E a segunda pergunta é se vocês conseguirem comentar um pouco sobre subvenção, se é algo que moveu o ponteiro para vocês, como que tem sido a experiência com o programa, seria bastante interessante. Muito obrigado. Ernesto Pousada: Bruno, obrigado pela sua pergunta. Sobre a margem, eu gosto de falar muito do que nós executamos. Esse é um trimestre que obviamente tem vários efeitos atípicos e que levaram a essa margem que vocês viram aí de cerca de R$ 260/m3, mas que ele tem alguns efeitos atípicos. O que nós continuamos buscando é consolidar essa margem e acreditamos que é muito factível nós chegarmos a uma margem de R$ 200/m3 de maneira estável. Então, sigo falando disso, mas eu acho que nós temos que, aqui na Vibra é sobre execução, sobre entrega, e nós vamos conseguir mostrar nos próximos trimestres essa nossa capacidade de entregar esses R$ 200/m3. Com respeito à sua segunda pergunta, a Vibra se habilitou ao programa de subvenção, nós estamos prontos para executar, e temos conversado, ainda não teve impacto nenhum no 1T, estamos conversando com os agentes governamentais, com o governo, para encontrar o caminho que nós possamos começar a utilizar da subvenção de uma maneira que seja boa para o governo e boa para a Vibra também. Mas nós já estamos habilitados, o que demonstra nosso interesse em vir a executar. Estamos ainda em conversas de encontrar o melhor caminho e modelo para podermos executar. Bruno Montanari: Muito obrigado. Tasso Vasconcelos, UBS: Bom dia, Ernesto, Maurício. Tenho duas aqui do meu lado também. Acho que nós já discutimos bastante aqui questão de margens, eventualmente da recorrência, esses efeitos mais de curto prazo. Eu queria voltar nesse ponto, mas talvez com uma ótica um pouco diferente. Nós discutimos bastante essas questões, vamos colocar assim, mais macro, sejam domésticas e agora essas questões do conflito, que obviamente a Vibra tem capturado um ganho aqui pela rede criada há anos, pela expertise, pela escala. Só que quando nós olhamos uma visão talvez um pouco mais micro, Ernesto, onde que vocês 14 Pública
veem, olhando da porta pra dentro, olhando dentro de casa, onde que vocês ainda veem mais gargalos de desempenho para a Vibra poder capturar? Onde que acreditam que estejam abaixo do patamar, gostariam de estar em termos de performance, olhando talvez um pouco mais no operacional? E uma segunda pergunta é se puderem comentar um pouquinho também como é que estão as conversas sobre Comerc. Vocês até comentaram que estavam procurando eventualmente uma solução mais definitiva, eventualmente trazer algum parceiro, enfim, se puderem trazer alguns updates para nós também, se tiver alguns avanços na conversa, ou se esse cenário atual que nós estamos vendo de curtailment, um cenário mais desafiador, se tem travado um pouco também, nos ajuda aqui. Obrigado. Ernesto Pousada: Obrigado pela pergunta. Vou começar pela segunda, sobre Comerc. Na verdade, o nosso foco é realmente em operar bem a Comerc, fazer o que está sob o nosso controle. Nós não temos controle sobre o curtailment. Temos trabalhado muito também institucionalmente, o setor hoje passa por um problema no seu sistema de formação de preço. Hoje é um sistema de formação de preço muito avesso ao risco, e isso não contribui, inclusive leva a preços mais caros para o consumidor, para as indústrias, e nós entendemos que há um modelo que poderia privilegiar um pouco dessa aversão ao risco, fazendo com que os preços caíssem, e isso obviamente equilibraria mais um pouco hoje que nós vemos essa disparidade entre preço durante o dia e preço no horário de pico. Então, temos trabalhado com o governo para encontrar os caminhos para tentar ter um impacto no setor, e o nosso foco é em trabalhar a Comerc, fazer a Comerc. A Comerc hoje o setor de energia renovável é uma das empresas com o melhor balanço do setor. E nós queremos cada vez mais maximizar o resultado da Comerc, dada a circunstância que todo o setor hoje vem passando. No caso das outras eficiências, a outra busca de resultado, eu queria destacar o que eu já venho falando aqui. Eu acho que tem duas oportunidades que nós vamos capturar ao longo dos próximos trimestres. Uma que é uma contínua evolução da nossa logística, ainda temos oportunidade, sim, de melhorar o nosso custo logístico, a nossa capacidade de entrega. Estamos no início de um processo de implantação de inteligência artificial para gerenciar melhor e ser mais eficiente em toda a nossa cadeia logística, e algo que nós também vimos falando bastante é essa flexibilidade na aquisição do etanol. Isso vai nos dar mais capacidade de venda de etanol, vai fazer com que nós consigamos crescer os volumes de etanol e melhorar as nossas margens, adquirindo mais flexibilidade a partir do momento que nós saímos da JV com a Copersucar lá na Evolua. Então, acho que essas duas frentes te dão um pouquinho de outras oportunidades aí que nós seguimos trabalhando intensamente. Em momentos de guerra falamos pouco, mas a Companhia segue muito focada no seu modelo operacional. Tasso Vasconcelos: Está claro, Ernesto. Operador:
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A sessão de perguntas e respostas está encerrada. Gostaríamos de passar a palavra ao CEO, Sr. Ernesto Pousada, para que faça as considerações finais da Companhia. Ernesto Pousada: Eu queria agradecer a todos, foi mais um trimestre que demonstra a consistência da Vibra na entrega de resultados. São vários trimestres consecutivos de evolução de resultado, e assim vamos seguir, estamos muito focados no binômio de evoluir a nossa margem e entregar crescimento. Então, essa é a nossa jornada, passando momentos de volatilidade que também temos um foco muito grande e assim vamos continuar, que é assegurar que os nossos clientes tenham abastecimento de produto e disponibilidade de combustível, seja nos postos ou nas suas operações. Muito obrigado a todos. Operador: A videoconferência da Vibra está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham um bom dia.
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