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Earnings call · FY2026 Q2

Ambev S.A. (ABEV) Q2 2026 Earnings Call Transcript

Concluded Jul 30, 2026 Audio replay Verified speakers
Jul 30, 2026 1:19:06 6 turns
Period
FY2026 Q2
Runtime
1:19:06
Sources
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Verified speakers 1:19:06 Audio
Operator

Boa tarde e obrigado por aguardarem. Sejam bem-vindos à Conferência de Resultados do segundo trimestre de 2026 da Ambev. Hoje conosco temos o Sr. Carlos Lisboa, CEO da Ambev, e o Sr. Guilherme Fleury, CFO e Diretor de Relações com Investidores. Como lembrete, a apresentação desta conferência está disponível para download em nosso site, ri.ambev.com.br, bem como por meio do link da webcast. Gostaríamos de informar que este evento está sendo gravado e todos os participantes estarão em modo de escuta durante a apresentação da companhia. Depois que as considerações da Ambev forem concluídas, haverá uma sessão de perguntas e respostas, durante o qual pedimos gentilmente que cada analista CellSide participante faça apenas uma pergunta. Antes de prosseguir, deixe-me mencionar que declarações prospectivas são feitas sob a legislação norte-americana pertinente e são baseadas nas crenças e premissas da administração da Ambev e nas informações atualmente disponíveis para a companhia. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se relacionam a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer no futuro. Os investidores devem entender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais também podem afetar os resultados futuros da Ambev e podem fazer com que os resultados difiram materialmente daqueles expressos em tais declarações prospectivas. Gostaria também de lembrá-los que, como de costume, as variações percentuais que serão discutidas durante a conferência de hoje são orgânicas e ajustadas por natureza, e salvo indicação em contrário, as variações percentuais se referem a comparações com os resultados do segundo trimestre de 2025. Valores ajustados referem-se à medida de desempenho antes de itens não usuais, que são receitas ou despesas que não ocorrem regularmente como parte das atividades normais da Ambev. Como números ajustados são medidas não gap, a companhia divulga o LPA, lucro operacional e EBITDA em uma base totalmente reportada em seu press release. Agora vou passar a palavra ao Sr. Carlos Lisboa. Sr. Lisboa, você pode prosseguir.

Boa tarde a todos e obrigado por participarem do nosso call de resultados do segundo trimestre. Em nossos mercados, o futebol faz parte da nossa cultura e é uma das grandes paixões que une as pessoas e a cerveja tem um papel único na criação de momentos tão especiais. Quero parabenizar a todas as seleções dos nossos mercados que representaram seus países na Copa do Mundo da FIFA. Também quero reconhecer nossos times pela excelência na execução em todos os mercados da UMEV. E é em momentos como esse que a nossa companhia também se destaca. A Copa do Mundo é um dos testes de execução mais difíceis da nossa indústria. O desafio vai além de ativar uma campanha. Trata-se de transformar um torneio em uma plataforma para todo o semestre, ativar um portfólio e não apenas uma marca, e conectar consumidores e clientes em diferentes países, canais e milhões de pontos de venda, construindo um engajamento que permanece mesmo depois do apito final. Em nossos mercados, nossas marcas estiveram entre as mais associadas ao evento. Não apenas participamos da Copa do Mundo, mas também ajudamos a moldar a categoria por meio dela. Embora a Copa do Mundo tenha chegado a um fim, o nosso próprio jogo chegou apenas a um intervalo. A performance da Ambev continuou se fortalecendo no segundo trimestre, com melhora na qualidade e no perfil dos resultados em relação ao primeiro trimestre. Os volumes tiveram uma contribuição muito mais forte, crescendo 1,4% verso o ano passado, com cerveja avançando um dígito médio. A disciplina na gestão da receita e na alocação dos recursos sustentou um crescimento de 6% da receita líquida e de 9% do EBITDA ajustado, mesmo com o aumento dos investimentos em nossas marcas. Como destaque, nosso lucro por ação ajustado cresceu 24%. Olhando o filme, não apenas a foto, o primeiro semestre ofereceu uma visão mais abrangente. Os volumes totais cresceram 0,7%, com os volumes de cerveja crescendo bem acima do total. A receita líquida cresceu 7%, o EBITDA ajustado aumentou 10%, implicando alavancagem operacional de 1,3 vezes, e o lucro por ação ajustado também cresceu 10%. O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 8 bilhões, um dos maiores níveis já registrados pela Ambev em um primeiro semestre. Ao entrarmos no segundo semestre, estamos construindo um negócio com bases mais fortes e preparado para entregar um crescimento rentável, consistente e cumulativo ao longo do tempo. Por trás deste progresso, está a nossa estratégia de crescimento baseada em três pilares. Começando pelo pilar 1, liderar e expandir a categoria. Neste trimestre, avançamos nas duas dimensões. Em liderar, fortalecemos tanto o equity das marcas, quanto nossa participação de mercado em nossos cinco maiores mercados. Em expandir, os ganhos de participação e melhora das condições de indústria, sustentar o crescimento dos volumes de cerveja em mercados que representam mais de 80% dos nossos volumes. Mainstream continuou melhorando sequencialmente, com volumes apenas ligeiramente abaixo do ano passado. Seguimos liderando os segmentos de alto crescimento com um portfólio amplo e complementar. Premium permaneceu como um importante motor de crescimento, avançando quase 20%. Balance Choice cresceu mais de 60%, Cerveja Sem Álcool cresceu cerca de 20% e Cervejas Saborizadas e RTDs mantiveram o momentum. Michelob Ultra mostra como escalamos uma proposta relevante para o consumidor em diferentes mercados. A marca mais que triplicou no Brasil e na Argentina durante o trimestre, cresceu mais 50% em nossos mercados e agora está presente em quase todos eles, conectando-se com consumidores que buscam um estilo de vida mais ativo e equilibrado. Isso nos leva ao pilar 2, digitalizar e monetizar nosso ecossistema. Nosso ecossistema digital se tornou uma alavanca importante para o desenvolvimento da categoria. Em um ambiente cada vez mais dinâmico, um portfólio mais amplo gera mais complexidade. O BIS nos permite gerenciar essa complexidade com mais precisão, fortalecendo o core e, ao mesmo tempo, acelerando os novos motores de crescimento da categoria. Não se trata apenas de uma estrutura tecnológica, mas de uma plataforma que potencializa nossa execução, gera ganhos de eficiência e melhora na forma como operamos todos os dias. Lemos a demanda com mais rapidez e precisão Ajudamos os clientes a aumentar o sell-out por meio de melhores recomendações E alocamos recursos nas oportunidades de maior retorno Isso fortalece nossa performance e, ao mesmo tempo, ajuda nossos parceiros a crescer Como demonstra a melhora contínua do nosso NPS O GMV da Ambev Biz Marketplace cresceu cerca de 60%, tanto no segundo trimestre como no primeiro semestre. No primeiro semestre, a margem bruta expandiu 6,7 pontos percentuais verso o ano passado, alcançando 22%. No Brasil, o GMV do Marketplace dobrou no primeiro semestre, tendo o 3P como principal impulsionador. E no pilar 3, otimizar nosso negócio. Esse pilar cria a flexibilidade necessária para entregar as duas prioridades da nossa alocação de capital. Investir nas oportunidades que impulsionam o crescimento de longo prazo e, ao mesmo tempo, devolver de forma consistente o excesso de caixa aos acionistas. No trimestre, aumentamos o investimento em nossas marcas e expandimos a mais repetida ajustada em 80 pontos base. Essa disciplina, aliada a uma sólida geração de caixa, nos permitiu avançar no programa de recompra de ações e anunciar uma distribuição adicional de JCP neste trimestre. Juntos, os três pilares se reforçam, criando um círculo virtuoso que fortalece a companhia e promove um crescimento rentável e sustentável. Antes de passar aos nossos principais mercados, quero destacar a abrangência da nossa performance. Tanto no segundo trimestre como no primeiro semestre, os volumes de cerveja cresceram ou permaneceram praticamente estáveis em 7 dos nossos 10 maiores mercados, enquanto a receita líquida e o EBITDA cresceram em todas as unidades de negócio. Isso mostra que nosso progresso não dependeu de um único mercado ou de uma única alavanca de crescimento. Começando por Cerveja Brasil, a continuidade do momento comercial sustentou mais um trimestre sólido. A indústria de cerveja continuou melhorando sequencialmente. De acordo com a Nielsen, o sell-out melhorou de uma queda de um dígito alto no segundo semestre de 2025 e de um dígito médio no primeiro trimestre para uma leve queda no segundo trimestre. O calendário de medição da Nielsen terminou por volta de 20 de junho, capturando apenas o início do período da Copa do Mundo. Ao estender a análise até o final do mês e considerar nossa cobertura mais ampla, estimamos que a indústria tem apresentado leve crescimento no trimestre. A Copa do Mundo gerou demanda incremental em diferentes canais e regiões, embora esse benefício tenha sido compensado por condições climáticas adversas. As temperaturas médias permaneceram abaixo do ano passado e bem abaixo de 2024. Em uma comparação de dois anos, nosso modelo para a indústria indica que o clima adverso explica integralmente a diferença de volume da indústria em relação a 2024. Ainda assim, nosso acompanhamento de consumidores mostrou melhora sequencial no equity e na participação da categoria, reforçando nossa confiança na resiliência da categoria em um ambiente dinâmico para o consumidor e para a macroeconomia. Nesse contexto, nosso negócio continuou superando a indústria. A participação de mercado cresceu, versus o ano anterior, pelo quarto trimestre consecutivo, competitivo, consolidando o momentum comercial do nosso negócio no Brasil. Estimamos que nossa participação tenha aumentado em Mainstream, Premium, Balance Choice e Beyond O equity das marcas continuou melhorando, enquanto a relatividade de preços permaneceu praticamente estável verso o ano passado. Esse trimestre também marcou um ano completo desde que retomamos a liderança em Premium, com nossa participação do segmento atingindo um recorde histórico. Premium cresceu na casa dos 20% médios E alcançou aproximadamente 25% dos nossos volumes de cerveja Essa performance reflete em nossa nova arquitetura de Premium Com cada marca ancorada em necessidades distintas dos consumidores Original para autenticidade e simplicidade Stella Artois para o luxo discreto Corona para atividades ao ar livre e uma vida mais natural e Micra Lobutra para um estilo de vida ativo e equilibrado. O anúncio recente da Spaten Pro leva essa arquitetura a um novo território, combinando as credenciais do Premium com zero álcool e 10 gramas de proteína para expandir o Balance Choices para novas ocasiões. Os volumes de Balance Choices dobraram verso o ano passado, enquanto cerveja sem álcool cresceu na casa dos 30%. Mainstream ficou praticamente estável, uma melhora significativa em relação à queda de um dígito médio no primeiro trimestre. Em conjunto, a melhora das condições da indústria e o avanço da participação de mercado sustentaram o crescimento de 5% dos volumes de cerveja. Atender esse portfólio em mais de um milhão de pontos de venda exige precisão em escala. Nosso ecossistema digital oferece essa capacidade. Por meio do BIS, melhoramos o sortimento, colocamos os SKUs adequados em cada ponto de venda e ativamos nossa plataforma da Copa em escala nacional. A distribuição de cerveja cresceu mais de 6%, com a distribuição de garrafas retornáveis avançando mais de 4% e a de premium mais de 20%. Do lado do consumidor, o GMV do Z Delivery cresceu 16% verso o ano passado, Enquanto os pedidos mais do que dobraram nos dias de jogos da seleção brasileira O Zé também nos oferece uma visão em tempo real de para onde a categoria está caminhando Premium já representa 35% dos volumes de cerveja na plataforma Enquanto Balance Choices alcançou aproximadamente 7% Quase o dobro do seu peso em Cerveja Brasil Essa combinação se traduziu em crescimento de 9% da receita líquida 13% do EBITDA e expansão de margem de 110 pontos base, enquanto continuamos investindo em nossas marcas. Brasil NAB melhorou sequencialmente, embora o trabalho ainda não esteja concluído. A recuperação está levando mais tempo do que esperávamos e os volumes caíram 4,4% no trimestre. Cerca de 30% dessa queda refletiu nossa decisão de retirar gradualmente volumes de um canal de menor retorno Ajustando por essa decisão, a performance de volume melhorou em relação ao primeiro trimestre Ao fim do primeiro semestre, também já havíamos enfrentado a base de comparação mais difícil do ano A participação de mercado avançou sequencialmente, aproximando-se dos níveis históricos ao fim do trimestre à medida que diminuíram as pressões relacionadas à relatividade de preços. Ao longo do período, continuamos investindo em nossas marcas para recuperar o momentum, mantendo a disciplina na gestão da receita e protegendo a rentabilidade. Como resultado, Brasil NAB entregou crescimento de EBITDA de dois dígitos, com expansão de margem de mais de 300 pontos base, tanto no trimestre como no primeiro semestre. Em LAS, tivemos duas realidades distintas neste trimestre. Na Bolívia, conflitos sociais temporários e bloqueios de estradas afetaram a mobilidade e a logística durante grande parte do período, levando a uma queda de dois dígitos nos volumes. Desde então, a situação se normalizou e nossas operações funcionam normalmente. A Argentina, por outro lado, foi um destaque. Nossos volumes de cerveja cresceram um dígito baixo, mesmo sobre uma base de crescimento no mesmo trimestre do ano passado. sustentados principalmente pela continuidade do momento de participação de mercado, pela melhora da indústria e pela performance da seleção nacional na Copa do Mundo. Premium cresceu um dígito alto, liderado por Stella Artois e Corona. Balance Choices atingiu uma participação de um dígito médio no mix dos nossos volumes de cerveja, apoiado pelos lançamentos de Michelob Ultra e Stella Pure Gold. Mainstream ficou praticamente estável, com que íamos fortalecendo o equity da marca e a participação no segmento. Esse é o mesmo modelo de desenvolvimento de categoria que estamos executando no Brasil. Escalar premium e desenvolver balance choices ao mesmo tempo em que continuamos fortalecendo o mainstream. Na República Dominicana, nosso negócio entregou o crescimento de volume de um dígito médio no trimestre, apesar das condições climáticas adversas em abril. O ambiente de consumo permaneceu construtivo, apoiado por um cenário macroeconômico favorável e uma relatividade de preços saudável em relação a outras bebidas alcoólicas. A cerveja continuou ganhando participação dentro das bebidas alcoólicas e nossos volumes cresceram um dígito alto no primeiro semestre. Premium cresceu mais de 40%, liderado por Corona e Michelob Ultra. Enquanto mainstream, cresceu um dígito baixo, apoiado por Presidente e The One no primeiro semestre. O equity da marca Presidente permaneceu forte, reforçando sua liderança e conexão cultural com consumidores dominicanos. Por fim, no Canadá, continuamos superando a indústria em um ambiente dinâmico. A indústria de cerveja caiu um dígito baixo, com um clima desfavorável e a demanda mais fraca dos consumidores, pressionando a performance. Ainda assim, as tendências melhoraram em relação ao primeiro trimestre, apoiadas pelas ocasiões da Copa do Mundo da FIFA. Ganhamos participação de mercado tanto em Cerveja quanto em Beyond Beer. Em Cerveja, Michelob Ultra continuou liderando o desenvolvimento de Balance Choices, enquanto Bush fortaleceu nossa performance em mainstream. Em Beyond Beer, Mike's e Cutwater permaneceram como importantes motores de crescimento. Como resultado, o Canadá entregou o crescimento de receita de um dígito baixo, acompanhado por crescimento de EBITDA entre um dígito baixo e médio, e expansão de margem, tanto no trimestre quanto no primeiro semestre. Com isso, passo agora a palavra ao Fleury para os destaques financeiros.

Obrigado, Lisboa. Boa tarde a todos. Ao encerrarmos o primeiro semestre do ano, Nosso desempenho financeiro reflete a mentalidade que tem nos guiado ao longo dos últimos trimestres. Criar valor por meio de uma alocação disciplinada de recursos, focando naquilo que controlamos. No primeiro semestre de 2026, entregamos 9,6% de crescimento debida ajustado, com expansão de margem em todas as nossas unidades de negócio, além de 10,1% de crescimento do lucro líquido ajustado. O EBITDA reportado cresceu 2,5%, enquanto o lucro líquido reportado aumentou 11,6% no período. Sob a perspectiva de geração de caixa, nosso desempenho no primeiro semestre nos permitiu continuar e executar nossas prioridades de alocação de capital, de investir no crescimento orgânico do nosso negócio e, ao mesmo tempo, retornar o excesso de caixa aos acionistas ao longo do tempo. Esse desempenho no primeiro semestre foi sustentado por mais um trimestre de execução consistente da nossa estratégia de crescimento. Agora, eu vou destacar os principais pontos do segundo trimestre. Começando pelo desempenho operacional, o EBITDA ajustado cresceu 8,9% no período, alcançando R$ 6,4 bilhões, com expansão de margem de 80 pontos base. Esse resultado reflete decisões disciplinadas em custos, despesas e gestão de receita, que nos permitiram expandir a margem bruta e a margem de EBITDA, ao mesmo tempo em que aumentamos os investimentos em nossas marcas durante a Copa do Mundo da FIFA. O CPV por hectolitro consolidado, excluindo depreciação, amortização e marketplace, aumentou 2,2% no período, sustentado pela continuidade das iniciativas de produtividade e ganhos de eficiência operacional em toda a nossa operação. Vale destacar que no primeiro semestre do ano, o CPV por hectolitro de cerveja Brasil, excluindo depreciação, amortização e marketplace, aumentou 9,7%, enquanto o nosso guidance para o ano permanece inalterado entre 4,5% e 7,5%. O SG&A consolidado, excluindo depreciação e amortização, cresceu 10,7% no trimestre, principalmente em função do aumento das despesas de vendas e marketing, refletindo parte das ativações das nossas marcas durante a Copa do Mundo da FIFA. Como mencionamos a teleconferência de resultados do primeiro trimestre, essas despesas tendem a acompanhar o calendário dos nossos mega-eventos, e isso se refletiu no segundo trimestre. As despesas de distribuição também aumentaram no período, principalmente em função do desempenho de volumes, além de despesas não recorrentes na LAS, relacionadas a iniciativas de reestruturação na Argentina. Em conjunto, esses resultados ilustram como pensamos sobre a alocação de recursos. Nossa iniciativa de PMO de custos, iniciada no ano passado, é baseada em uma mentalidade de melhoria contínua, combinada com escolhas orientadas a gerar crescimento do retorno sobre capital investido, liberando recursos para reinvestirmos em nossas prioridades estratégicas e seguirmos perseguindo nossa ambição de expandir a margem consolidada ao longo do tempo. Sobre as despesas administrativas, é importante lembrar que o efeito dos menores volumes em 2025 impactou nossas provisões de bônus no segundo semestre do ano passado, criando uma base de comparação potencialmente mais desafiadora daqui para frente. Agora, passando para as linhas abaixo do EBITDA, as despesas financeiras líquidas totalizaram R$ 486 milhões no trimestre, uma redução de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Explicado principalmente por dois fatores positivos não caixa relacionados à linha de instrumentos não derivativos Primeiro, na Bolívia, após a desvalorização de aproximadamente 40% da moeda local no fim de junho Registramos um efeito positivo decorrente da conversão dos saldos mantidos em moeda forte na empresa Essas reservas foram constituídas para assegurar a liquidez necessária ao cumprimento de obrigações em moeda estrangeira incluindo pagamentos a determinados fornecedores e remessas de dividendos. Segundo, um efeito positivo que veio de outros mercados, onde as moedas locais permaneceram mais estáveis durante o trimestre, resultando em menores perdas de conversão sobre saldos monetários em comparação ao ano passado. Sobre a desvalorização cambial na Bolívia, é importante destacar que nossa demonstração de resultados consolidada reflete as taxas médias mensais de câmbio, conforme exigido pelas normas contábeis aplicáveis. Como consequência, espera-se que essa desvalorização da moeda local gere gradualmente um impacto negativo de conversão sobre nossos resultados financeiros e operacionais daqui para frente. Passando para o imposto de renda, nossa alíquota efetiva consolidada no trimestre foi de 19,9%, comparada a 18,4% no segundo trimestre de 2025, refletindo principalmente o efeito do mix de países sobre um maior lucro antes dos impostos, parcialmente compensado pelos efeitos recorrentes de atributos relacionados ao imposto de renda. Nos primeiros seis meses do ano, nossa alíquota efetiva foi de 20,6%, praticamente em linha com os 20,3% registrados no primeiro semestre de 2025. Como resultado, tanto o lucro líquido ajustado quanto o lucro líquido reportado alcançaram aproximadamente R$ 3,5 bilhões, crescendo 23,3% e 24,5%, respectivamente, em relação ao ano anterior. O lucro por ação ajustado e o lucro por ação reportado atingiram R$ 0,22, representando um crescimento de 24,2% e 25,4%, respectivamente, na comparação anual. Agora, passando para a geração de caixa, vamos além do trimestre e olhar para o desempenho no primeiro semestre O fluxo de caixa das atividades operacionais totalizou R$ 7,9 bilhões Um aumento de R$ 3,6 bilhões, representando uma melhora superior a 80% em relação ao mesmo período do ano passado Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo maior EBITDA e pela melhor dinâmica de capital de giro Com contas a pagar, refletindo nossa performance de volumes O fluxo de caixa consumido em atividades de investimento totalizou R$ 3,3 bilhões, R$ 1,5 bilhão acima do registrado no primeiro semestre de 2025, refletindo principalmente a desconsolidação de ativos anteriormente classificados como caixa restrito na CAC, conforme divulgado em nossas demonstrações financeiras do primeiro trimestre. Esse efeito foi parcialmente compensado por menores investimentos em CAPEX. É importante destacar que seguimos investindo de forma disciplinada em nossas operações, equilibrando modernização de cervejarias, expansão de capacidade de produção e inovação, ampliação da base de ativos comerciais e infraestrutura tecnológica, sempre com foco na criação de valor de longo prazo. O fluxo de caixa consumido em atividades de financiamento totalizou 5,7 bilhões de reais, 7,1 bilhões de reais abaixo do ano anterior, refletindo principalmente o pagamento de 6,7 bilhões de reais referentes aos dividendos de 2024 realizado no início de 2025. Esse desempenho de geração de caixa sustentou nossa agenda de retorno aos acionistas, demonstrado em 2026 por meio dos seguintes eventos. Primeiro, execução de aproximadamente 95% do nosso programa de recompra de 208 milhões de ações, anunciado em outubro do ano passado, representando um desembolso de aproximadamente R$ 3,2 bilhões até julho. Segundo, anúncio dos pagamentos de R$ 4,2 bilhões dos JCP referentes a 2025, antes dos efeitos de imposto de renda retido na fonte, que serão integralmente pagos até 6 de outubro. Terceiro, declarações de JCP referentes a 2026, feitas até o momento nesse ano, que somam 1,8 bilhão de reais antes dos efeitos de imposto de renda retido na fonte e serão pagas até dezembro. Em conjunto, esses eventos representaram 5,9 bilhões de reais retornados aos nossos acionistas em base caixa antes dos efeitos de imposto de renda retido na fonte, conforme anunciado até a data desse relatório. Com isso, devolvo a palavra a você, Lisboa.

Obrigado, Fleury. Para encerrar, gostaria de deixar três mensagens. Primeiro, nossa performance no primeiro semestre reforçou nossa convicção na categoria. A cerveja é uma categoria grande, rentável e que cresce na maioria dos nossos mercados, com fundamentos saudáveis. Sua relevância cultural e versatilidade nos permite atender a uma ampla gama de consumidores, necessidades e ocasiões, dando à categoria um espaço relevante para crescer. Segundo, como capitão da categoria, nosso papel é reduzir a distância entre o potencial da cerveja e o consumo efetivo. Temos o que é necessário para fazer isso. Uma fórmula de crescimento comprovada, estruturada em torno da nossa estratégia de três pilares e sendo implementada em nossos mercados por meio de modelos replicáveis. E terceiro, o ciclo virtuoso está em movimento e ganhando o momentum. Encerramos o primeiro semestre com crescimento positivo de volumes, crescimento de receita líquida de um dígito alto, crescimento de EBITDA ajustado em quase dois dígitos, com expansão de imagem e crescimento de lucro por ação ajustado de dois dígitos. Um sólido fluxo de caixa operacional sustentou a continuidade dos retornos aos acionistas. A consistência dessa performance nos dá confiança para dar continuidade a esse progresso no segundo semestre. Antes de terminar, quero agradecer aos nossos times e parceiros de negócios em todos os nossos mercados, pelo senso de dono, resiliência e comprometimento, e por continuarem sonhando grande para criar um futuro com mais razões para brindar. Muito obrigado por estarem conosco hoje. Com isso, devolvo a palavra ao operador.

Operator

Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Para fazer uma pergunta, pedimos aos analistas CellSide que cliquem no botão de levantar a mão na parte inferior da tela. Para remover uma pergunta da fila ou após sua pergunta ter sido feita, clique no botão de abaixar a mão. Reforçamos nosso pedido para que cada participante faça apenas uma única pergunta, por gentileza.

Speaker 0

A nossa primeira pergunta vem de Nadine Sarwat, do Bernstein. A senhora pode abrir o microfone, por favor. Olá, pessoal. Obrigado por me atenderem. Eu gostaria de falar um pouquinho do Brasil NAB e do menos 4,4% de crescimento. Obrigado por confirmar que essa queda veio da desatualização do canal. Então, isso continuará a ser um vento contra, dizendo assim, nos próximos trimestres. Vocês poderiam também compartilhar como é que esse mercado vai mudar para a gente poder ter uma ideia melhor desse subdesempenho. Como é que vocês imaginam que esse segmento vai se comportar no segundo semestre do ano, por favor? Oi, Nadine, é o Lisboa respondendo. Obrigado pela pergunta. Você já mencionou aí, né, esse descondicionamento aí do canal. Em primeiro lugar, um comentário. O NAB, o setor de NAB, no primeiro semestre, não conseguiu ser alavancado porque a recuperação demorou mais do que esperado. Por quê? Estávamos focados na correção do curso comercial. melhor dizendo desempenho de volume de participação no mercado mexer nisso sem comprometer a saúde dos resultados das nossas unidades de negócio, e eu fico satisfeito em dizer que nós fechamos o segundo TRI de maneira muito alinhada com as nossas expectativas, demorou mais mas chegamos perto agora estamos perto, porque de novo repetimos corrigimos a questão do preço sem comprometer o nosso desempenho, o volume de hectolitros. Número dois, a participação de mercado está em linha com os níveis históricos da empresa, chegou nisso no final do trimestre. E número três, como consequência, nós vimos os nossos volumes também melhorando nesse mesmo período. Então, quando a gente olha para frente, é sempre bom ter em mente que no ano passado Tivemos dois anos diferentes dentro do mesmo ano, o que significa que a gente acabou de completar o ciclo da pior base de incorporação para nós, tanto em termos de participação como de volume. Ou seja, indo para frente agora, vamos ter um contexto muito mais favorável para navegar com a recuperação também desse equilíbrio que acabei de mencionar. E em termos de desempenho, eu não vou falar de nenhuma guia, de um guia naturalmente para o futuro, mas só com o baixo do que eu acabei de dizer para você, podemos esperar sim uma situação muito melhor para nós na área do NAB no segundo semestre deste ano. Nadine L. Fleury, só para complementar o Lisboa, você também perguntou sobre o ajuste de 30% que vai continuar ao longo do ano. Bom, com relação a isso, permita-me fazer dois comentários. Isso é parte da alocação de recursos que temos feito aqui em Lisboa, pensando em rentabilidade, canais, etc. E isso tem a ver com uma rede de fast-food muito específica da qual nós saímos. Com isso, isso vai continuar repercutindo ao longo do ano. Ok, muito obrigado. Nós agradecemos. A nossa próxima pergunta vem de Tiago Duarte, do BTG. O seu microfone está aberto, por favor. Olá, obrigado, Lisboa, Fiori, colegas. A minha pergunta tem a ver com a Cerveja Brasil, tentando entender um pouquinho melhor os números, considerando a Copa do Mundo. Vocês mencionaram o impacto adicional que a Copa do Mundo teve no marketing, nas vendas, ativação de marcas, etc. Se vocês pudessem também extrapolar um pouquinho dessa análise e incluir a primeira linha para Brasil Beer. Tanto em termos de contribuição de volume e também dizer se o evento pode ter tido um impacto na receita de preço ou receita vinda do hectolitro. Essa é a minha pergunta, obrigado. Oi, Tiago, bom falar com você de novo. Eu vou responder a sua pergunta começando numa análise mais ampla do evento em si, a Copa do Mundo da FIFA. é sempre importante enfatizar que esteve muito em linha com as nossas expectativas é uma plataforma de seis meses de ativação para nós, incluindo canais, o portfólio inteiro, regiões, países uma coisa muito abrangente muito diferente de uma campanha voltada a uma única marca o impacto amplo ficou muito em linha com aquilo que a gente esperava não só no Brasil, mas em outras as geografias, Brasil, Argentina, Panamá, Paraguai, Canadá, ou seja, quase todas as geografias trouxeram resultados muito interessantes, não só em termos de volume, mas também em termos de equity de marca para o portfólio, especificamente com relação ao Brasil, nós estimavam em termos de impacto cerca de 0,5% a 1% de crescimento para o trimestre, muito em linha também com o que nós anunciamos no call de primeiro trio. E foi interessante para a gente ver que nós conseguimos ativar, eu vou usar o Brasil como exemplo, não só para as marcas Core, mas também para todos os segmentos da nossa carteira, desde o core até o premium, com a introdução e aceleração da Michelob e também com o portfólio de Balanced Choices e mesmo com a área de Beyond Beer. Ativamos a Flying Fish, por exemplo. Foi muito interessante para a gente conseguir administrar também esse portfólio durante o torneio, durante a Copa. Em termos de desempenho geral, o volume no trimestre, A gente tinha estimado que a indústria estava ligeiramente positiva, como eu tinha mencionado. Além disso, tivemos um grande ganho de participação que explica esse desempenho de volume da empresa. E quando a gente analisa receita líquida por hectolitro, É sempre bom ter em mente que o primeiro TRI vem de uma combinação de um bom legado do ano anterior, além disso, a implementação inicial do nosso calendário para o ano e também a combinação dos três componentes. acabaram trazendo um desempenho muito sólido em receita por hectolitro. A gente esperava uma certa diluição desse legado ao longo do segundo trí, do ano passado para cá, mas mantivemos a disciplina. Como consequência, entregamos no semestre como um todo receita por hectolitro 6% acima, Ou seja, muito acima da inflação, com uma boa combinação de contribuição de todo o mix do portfólio. Eu sempre gosto de enfatizar também, Tiago, a missão dessa estratégia de receita líquida. De um lado, proteger a rentabilidade e, do outro lado, proteger também a acessibilidade para os nossos consumidores que se interessam por aquela categoria. E é o tipo de estratégia exatamente que nós vamos manter seguindo para o restante do ano. Obrigado. Só um esclarecimento, por favor, Lisboa. Você falou agora que já estava esperando algum tipo de diluição da receita líquida por hectolitro no segundo TRI. Então, eu estou concluindo que é por conta da Copa do Mundo, é isso? Não, é por conta do que veio do ano passado, esse legado que está se diluindo do primeiro para o segundo também. E quando se compara com 25, tenho em mente que no segundo tri do ano passado, foi quando nós demos o pontapé inicial na nossa agenda de receita líquida para o ano. Por isso que vimos também um impacto temporário no market share, e nós acabamos recuperando no terceiro tri. É por isso que esperávamos a diminuição, não por causa da Copa do Mundo. Claro, você está olhando de maneira ano a ano. Ok, agora ficou caro. Muito obrigado. Nós nos agradecemos. A próxima pergunta vem de Carlos Laboi, do HSBC. O senhor pode prosseguir, por favor. Olá, olá a todos. Lisboa, eu sempre volto numa mesma pergunta que eu já fiz em outros trimestres. Mas parece que seus indicadores de market share, de força de marca para a Brahma e para a Skoll, nas regiões respectivas, estão se movendo na direção correta. Vocês estão reduzindo essas lacunas. Vocês poderiam nos atualizar com isso? Essa é a primeira pergunta. A segunda pergunta que tem a ver com essa é os seus esforços na área premium de inovação, tem acumulado algum tipo de benefício para a qualidade da imagem das suas marcas de mainstream? Ou melhor dizendo, como é que você sabe que aquilo que você faz com a Corona, com a Micheloba Ultra, que a gente acabou de ver, e como é que a imagem dessas marcas, vamos dizer assim, reflete nas outras categorias de mainstream, se é que isso acontece? Olá, boy. É um prazer falar com você. É um ângulo bastante interessante que você traz para a nossa discussão. Eu sou muito apaixonado por esse assunto. Um grande sonho que nós temos aqui na Ambev, em Laboia, é exatamente reimaginar a categoria cerveja. O que essa categoria de cerveja pode vir a ser? E ao fazer esse exercício, no fim, a gente percebe que a nossa missão, o nosso papel é, de certa forma, unificar essa imagem da categoria como um todo e refletir isso no portfólio como um todo. A arquitetura total sob isso, que nós estamos construindo, tem esse objetivo subjacente. Quando você fala das marcas premium, claro que as marcas premium, de fato, ajuda a melhorar a imagem da categoria cerveja como um todo. E quando isso acontece, claro que vai haver um efeito halo, uma repercussão, em todos os outros segmentos. E sempre que eu faço com o core, a mesma coisa, a gente, de certa forma, desafia o status quo. Também no core, a gente vê esse efeito de repercussão. E é aí que mora a beleza da estratégia. Tudo que a gente tem sonhado com o balance choices, claro, traz novos atributos para a categoria cerveja que faz com que o consumidor enxergue a nossa categoria de maneira diferente, de maneira melhor, mais positiva, mais forte e é assim que a gente perpetua a relevância da categoria cerveja não só no Brasil, mas em todas as geografias e a gente prepara a categoria para chegar no futuro com os atributos corretos é de fato uma pergunta muito interessante isso também tem muito a ver com o primeiro pilar da nossa estratégia que conecta a liderança com o crescimento a gente quer assumir esse papel ser o capitão, o líder da categoria com relação à escola eu já mencionei isso a você e a vocês E em outros momentos, um dos principais desafios que nós temos é desenvolver novas subcategorias sem comprometer o core. A gente quer acrescentar, quer adicionar, quer somar, manter o fundamento sólido, saudável e construir em cima desse alicerce. Assim, vamos trazer mais consumidores para a categoria e criar mais ocasiões para se consumir a cerveja e evitar canibalização. E é por isso que é importante manter o core bastante saudável, vigoroso. Quando eu falo do desempenho do core, em termos de volume, o volume se manteve estável no trimestre, que foi uma melhoria em relação ao trimestre anterior. O desempenho é uma consequência das nossas três marcas, o que tem um desempenho muito interessante entre si. Entre as três, a Skoll, depois de vários trimestres, ficou estável em Equity. Entregou o primeiro trimestre agora com melhoria no Equity, o que é um grande sinal, um sinal inicial, mas muito positivo assim mesmo. dentro do segmento mainstream todas as marcas ganharam participação incluindo a Skoll e o Zé e o Zé é o nosso pé no futuro é o que vai acontecer no Brasil amanhã está no Zé a Skoll foi a marca que cresceu mais rápido do core o que é muito interessante de ver introduzimos a Skoll 00 é uma extensão da marca mãe E essa extensão atingiu 20% do mês com cerveja zero álcool. E, conjuntamente, o que eu gosto desse desempenho do mainstream é algo que a gente raramente discute, porque a gente sempre coloca ênfase no consumidor que passa do core para o prêmio. Mas desde 2019 até hoje, o segmento de valor no Brasil reduziu muito do ponto de vista da indústria. E essa queda no volume foi capturada pelo Core. Outro muito ponto interessante para levar em conta aqui, quando a gente avança, e o outro motivo é que é importante ter mais de uma marca core fazendo parte desse jogo. O Brasil é muito diferente em termos regionais e como consequência o desempenho das marcas também varia demais em diferentes regiões pelo país todo. E complementar o nosso portfólio é algo que nos dá uma grande vantagem competitiva. Obrigado pela pergunta. Obrigado pela resposta. A nossa próxima pergunta vem de Lucas Ferreira, do JP Morgan. O senhor pode prosseguir. Oi, pessoal. Uma pergunta ainda com relação à receita líquida por hectolitro, olhar para essa linha agora no segundo semestre do ano. Lisboa mencionou alguns fatores que explicam o desempenho forte no primeiro semestre. Quando a gente olha para o segundo semestre, especialmente comparando o ano a ano, eu posso dizer que o Delta ano a ano vai ser maior no portfólio mainstream. Se eu não estou errado, é onde vocês tiveram um pouco mais de problema, né? Ano passado, mainstream, esse ano, vocês já mencionaram. Parece que vocês reassumiram um bom caminho aí, em termos de equity de marca no mainstream. Então, como é que isso vai avançar? Esse delta vai aumentar no mainstream? Isso talvez traga os preços médicos para baixo? Posso concluir isso? Ou algum tipo de ação de precificação esperada para o segundo semestre? Ainda buscando um cenário de inflação maior no segundo semestre? Essa é a minha pergunta. Oi, Lucas. Obrigado pela pergunta. Eu vou esclarecer uma coisa. A principal questão que tivemos no ano passado, no segundo semestre, não foi o desempenho do mainstream, mas mais o impacto na indústria quando comparado a 24. Tenha em mente que em 24 havia um fenômeno climático que impactou o Brasil, o El Ninho, e criou uma distorção nas temperaturas médias ao longo do ano. Não foi uma coincidência, mas uma consequência disso, 2024, teve o pico da indústria no Brasil, em termos de volume. E quando nós tivemos essa mudança climática, principalmente no segundo semestre de 2025, foi aí que essa lacuna de desempenho emergiu. E o segmento mainstream, por razões óbvias, já falamos muito sobre isso em outros momentos, por conta da relevância e ocasiões específicas, para tudo isso, há uma grande relação entre isso, uma correlação com o desempenho da indústria. E isso é que explica o desempenho do mainstream no nosso portfólio no segundo semestre do ano passado. Tudo que a gente mencionou, eu mesmo, o Fleury, com relação ao segundo TRI e primeiro semestre, tem que ser complementado por essa informação. Porque a gente acabou de finalizar o ciclo de pior base comparativa que nós já tivemos. Comparação com a 25, em termos de volume. Agora estamos iniciando um novo ciclo, um novo cenário. E com base nas informações que temos em mãos, com relação a diferentes previsões climatológicas, diferentes institutos meteorológicos, não há nenhuma indicação de que haja temperaturas mais adversas no futuro, quando se compara com 25. Esse é um ponto importante a levar em conta. Além disso, não temos mais aquela flutuação de preço de ação. Mantivemos, temos mantido o nosso nível de ação desde o ano passado, de maneira muito estável, até com certa melhoria, devo dizer. Então, o desempenho do nível da ação é baseado num desempenho bom em todos os segmentos. E essa deve ser, eu diria, a referência para a gente falar do futuro. E é por isso que estamos tão confiantes com relação ao nosso portfólio agora e mais para frente. Temos hoje, de longe, o mais completo portfólio que a empresa já teve. E isso faz uma enorme diferença quando a gente combina isso com a capacidade que a empresa tem, inclusive digital, e desenvolvemos ao longo dos últimos anos. Então, é o que eu tenho para dizer com relação à sua pergunta. Obrigado. Eu te agradeço, Luiz Boa. A próxima pergunta vem de Ben Toller, do Barclays. O senhor pode prosseguir. Bom dia. Obrigado por me atenderem. Eu queria falar um pouquinho mais do volume Implicações da Copa do Mundo, vocês já explicaram agora nos comentários as questões relativas ao segundo semestre do ano passado que afetaram o volume, etc, etc quando a gente olha para o segundo semestre em termos de cerveja Brasil volumes, ritmo eu queria tentar entender o que a gente pode esperar é um comp relativamente simples, mas a copa já passou o que podemos esperar em termos de volume para o segundo semestre e talvez o ano que vem, o El Ninho deve voltar, que tipo de obstáculo isso pode oferecer. Obrigado, Ben. Olha, eu não posso te dar um guidance de volume da indústria, mas o que eu posso dizer é o seguinte, em comparações com 25, estamos finalizando o ciclo, como eu falei, um período em que a indústria declinou em dígito médio comparado a 24 para um semestre em que a indústria declinou em dígito alto quando comparado com 24. Acho que essa é a primeira parte da resposta. Essas alavancas que historicamente impactam de forma positiva a indústria tiveram o mesmo papel no primeiro semestre e devem desempenhar um papel semelhante no segundo semestre. Especificamente, crescimento de população, nível de emprego e renda agregada. Por outro lado, nós enxergamos algo que pode ser algo preocupante, níveis de dívidas das famílias continuam no nível alto, O que é um ponto de atenção para nós. Por outro lado, é justamente quando a gente enxerga a nossa resiliência ou da categoria. No fim das contas, cerveja, para os brasileiros, é um entretenimento muito acessível. E isso é muito importante para nós. Sobretudo em um cenário como esse. O clima. O clima é algo capcioso, difícil de prever. Eu não sou meteorologista, mas como eu falei, as previsões atuais não indicam grandes variações adversas de temperatura para o ano que vem. Com relação ao ninho, que você citou, o que eu fiz, Ben, foi o seguinte, eu não estava aqui em 1924. Aqui, eu e a equipe, nós revisitamos todas as consequências pelas quais o país passou naquele ano, 1924. E há vários aprendizados muito interessantes. A prioridade tem que ser com relação ao nosso pessoal. A nossa experiência em 2024 reenforçou a importância de proteger o pessoal e dar apoio a parceiros, comunidades que provavelmente estarão expostas a grandes mudanças de temperatura com diferentes impactos. E é muito importante para nós estarmos prontos para sermos partes da solução e proteger também, naturalmente, as nossas operações. Segundo aprendizado, o potencial impacto nos custos. Condições extremas de clima afetam commodities, agricultura, preços de logística e custos de insumos. e estamos trabalhando muito, proximamente, com produtores agrícolas, fornecedores, para podermos juntos enfrentar esse cenário. Do lado da demanda, 24 ilustrou que temperaturas mais altas podem, sim, influenciar a demanda, e é o que eu mencionei agora mesmo. Porém, esses efeitos são imprevisíveis, como eu falei, não sou meteorologista e não posso colocar todas as fichas aí. O que a gente pode fazer é controlar aquilo que é controlável e nos prepararmos para enfrentar uma série diferente de cenários climáticos. E daí, se possível, continuar a construir um negócio ainda mais resiliente lá na frente. Muito obrigado. Ben, só mais um comentário. Se a gente falar para além do trimestre, estamos muito confiantes com relação ao que a indústria pode fazer. Se olhar para alavancas externas, para o Brasil e para outros mercados emergentes, crescimento de população, aumento da renda per capita, isso vai ser positivo para nós no futuro. Ainda o consumo per capita aumentando, enfim. Também do nosso lado, o que a gente pode controlar é o seguinte, A gente acredita que a cerveja é muito conectada com situações de socialização, tem que aumentar fronteiras para esses eventos, para essas ocasiões. A gente tem muita confiança no perfil demográfico relacionado a isso. Isso a gente pode sim controlar quando a gente pensa em expandir o portfólio e as marcas. Ok, muito obrigado. Concluímos assim a sessão de perguntas e respostas. Quero agora passar a palavra de volta ao Sr. Carlos Lisboa para os seus comentários finais. Por favor, Sr. Lisboa, a palavra está com o senhor. Antes de terminar, eu queria compartilhar com vocês uma reflexão pessoal. Esse aqui é o meu sexto trimestre, e o ambiente nunca foi estável, nunca foi o mesmo. Eu acho que grandes empresas são definidas pelo que elas fazem, entregam e reagem em períodos de mudança. Geralmente afiam as capacidades e encaram, transformam desafios em oportunidades Eu me sinto privilegiado para liderar Ambev, para liderar Ambrev E trabalhar com pessoas cujos talentos e senso de dono facilitam as coisas Como sempre tem muita coisa a ser feita, mas a Ambev hoje é mais forte do que quando eu iniciei a jornada como CEO Estamos iniciando o segundo semestre confiantes na nossa estratégia, energizados por esse embalo em que estamos e prontos para capturar as oportunidades que se apresentarem e determinados a construir uma empresa ainda melhor no futuro. Muito obrigado por participarem hoje no nosso call. Concluímos assim a apresentação de hoje. Os senhores podem desconectar os aparelhos. Tenham todos um bom dia. Muito obrigado. Vou enfatizar também, Tiago, a missão dessa estratégia de receita líquida. De um lado, proteger a rentabilidade e, do outro lado, proteger também a acessibilidade para os nossos consumidores que se interessam por aquela categoria. E é o tipo de estratégia exatamente que nós vamos manter seguindo para o restante do ano. Obrigado. Só um esclarecimento, por favor, Lisboa. Você falou agora que já estava esperando algum tipo de diluição da receita líquida por hectolitro no segundo TRI, então eu estou concluindo que é por conta da Copa do Mundo, é isso? Não, é por conta do que veio do ano passado, esse legado que está se diluindo do primeiro para o segundo também, quando se compara com o 25. Tenho em mente que no segundo TRI do ano passado, foi quando nós demos o pontapé inicial na nossa agenda de receita líquida para o ano. Por isso que vimos também um impacto temporário no market share e nós acabamos recuperando no terceiro tri. É por isso que esperávamos a diminuição, não por causa da Copa do Mundo. Claro, você está olhando de maneira ano a ano. Ok, agora ficou caro. Muito obrigado. Nós nos agradecemos. A próxima pergunta vem de Carlos Laboia. Oi, do HSBC. O senhor pode prosseguir, por favor. Olá, olá a todos. Lisboa, eu sempre volto numa mesma pergunta que eu já fiz em outros trimestres. Parece que seus indicadores de market share, de força de marca para a Brahma e para a Skol, nas regiões respectivas, estão se movendo na direção correta. Vocês estão reduzindo essas lacunas. Vocês poderiam nos atualizar com isso? Essa é a primeira pergunta. A segunda pergunta que tem a ver com essa é os seus esforços na área premium de inovação têm acumulado algum tipo de benefício para a qualidade da imagem das suas marcas de mainstream? Ou melhor dizendo, como é que você sabe que aquilo que você faz com a Corona, com a Micheloba Ultra, que a gente acabou de ver, e como é que a imagem dessas marcas, vamos dizer assim, reflete nas outras categorias de mainstream, se é que isso acontece. Laboy, prazer falar com você. É um ângulo bastante interessante que você traz para a nossa discussão. Eu sou muito apaixonado por esse assunto, um grande sonho que nós temos aqui na Ambev, em Laboia, é exatamente reimaginar a categoria cerveja. O que essa categoria de cerveja pode vir a ser? E ao fazer esse exercício, no fim, a gente percebe que a nossa missão, o nosso papel, é, de certa forma, unificar essa imagem da categoria como um todo e refletir isso no portfólio como um todo. A arquitetura total sob isso que nós estamos construindo tem esse objetivo subjacente. Quando você fala das marcas premium, claro que as marcas premium, de fato, ajudam a melhorar a imagem da categoria cerveja como um todo. E quando isso acontece, claro que vai haver um efeito halo, uma repercussão, em todos os outros segmentos. E sempre que eu faço com o core, a mesma coisa, a gente, de certa forma, desafia o status quo. Também no core, a gente vê esse efeito de repercussão. E é aí que mora a beleza da estratégia. Tudo que a gente tem sonhado com o balance choices, claro, traz novos atributos para a categoria cerveja, que faz com que o consumidor enxergue a nossa categoria de maneira diferente, de maneira melhor, mais positiva, mais forte. E é assim que a gente perpetua a relevância da categoria cerveja, não só no Brasil, mas em todas as geografias. E a gente prepara a categoria para chegar no futuro com os atributos corretos. é de fato uma pergunta muito interessante isso também tem muito a ver com o primeiro pilar da nossa estratégia que conecta a liderança com o crescimento a gente quer assumir esse papel ser o capitão, o líder da categoria com relação à escola eu já mencionei isso a você e a vocês E em outros momentos, um dos principais desafios que nós temos é desenvolver novas subcategorias sem comprometer o core. A gente quer acrescentar, quer adicionar, quer somar, manter o fundamento sólido, saudável e construir em cima desse alicerce. Assim, vamos trazer mais consumidores para a categoria e criar mais ocasiões para se consumir a cerveja e evitar canibalização. E é por isso que é importante manter o core bastante saudável, vigoroso. Quando eu falo do desempenho do core, em termos de volume, o volume se manteve estável no trimestre, que foi uma melhoria em relação ao trimestre anterior. O desempenho é uma consequência das nossas três marcas, o que tem um desempenho muito interessante entre si. Entre as três, a Skoll, depois de vários trimestres, ficou estável em equity. Entregou o primeiro trimestre agora com melhoria no equity, o que é um grande sinal, um sinal inicial, mas muito positivo assim mesmo. dentro do segmento mainstream todas as marcas ganharam participação incluindo a Skoll e o Zé e o Zé é o nosso pé no futuro é o que vai acontecer no Brasil amanhã está no Zé a Skoll foi a marca que cresceu mais rápido do core o que é muito interessante de ver introduzimos a Skoll 00 uma extensão da marca mãe E essa extensão atingiu 20% do mês com cerveja zero álcool. E conjuntamente, o que eu gosto desse desempenho do mainstream é algo que a gente raramente discute, porque a gente sempre coloca ênfase no consumidor que passa do core para o prêmio. Mas desde 2019 até hoje, o segmento de valor no Brasil reduziu muito do ponto de vista da indústria. E essa queda no volume foi capturada pelo core. Outro muito ponto interessante para levar em conta aqui, quando a gente avança, e um outro motivo, que é importante ter mais de uma marca core fazendo parte desse jogo. O Brasil é muito diferente em termos regionais e, como consequência, o desempenho das marcas também varia demais em diferentes regiões pelo país todo. E complementar o nosso portfólio é algo que nos dá uma grande vantagem competitiva. Obrigado pela pergunta. Obrigado pela resposta. A nossa próxima pergunta vem de Lucas Ferreira, do JP Morgan. O senhor pode prosseguir. Oi, pessoal. Uma pergunta ainda com relação à receita líquida por hectolitro, olhar para essa linha agora no segundo semestre do ano. Lisboa mencionou alguns fatores que explicam o desempenho forte no primeiro semestre. Quando a gente olha para o segundo semestre, especialmente comparando o ano a ano, eu posso dizer que o Delta ano a ano vai ser maior no portfólio mainstream. Se eu não estou errado, é onde vocês tiveram um pouco mais de problema, ano passado, mainstream. Esse ano, vocês já mencionaram, parece que vocês reassumiram um bom caminho aí, em termos de equity de marca no mainstream. Então, como é que isso vai avançar? Esse delta vai aumentar no mainstream? Isso talvez traga os preços médios para baixo? Posso concluir isso? Ou algum tipo de ação de precificação esperada para o segundo semestre? Ainda buscando um cenário de inflação maior no segundo semestre? Essa é a minha pergunta. Oi, Lucas. Obrigado pela pergunta. Eu vou esclarecer uma coisa. A principal questão que tivemos no ano passado, no segundo semestre, não foi o desempenho do mainstream, mas mais o impacto na indústria quando comparado a 24. Tenha em mente que em 24 havia um fenômeno climático que impactou o Brasil, o El Ninho, e criou uma distorção nas temperaturas médias ao longo do ano. Não foi uma coincidência, mas uma consequência disso, em 2024, teve o pico da indústria no Brasil, em termos de volume. E quando nós tivemos essa mudança climática, principalmente no segundo semestre de 2025, foi aí que essa lacuna de desempenho emergiu. E o segmento mainstream, por razões óbvias, já falamos muito sobre isso em outros momentos, por conta da relevância e ocasiões específicas, para tudo isso há uma grande relação entre isso, uma correlação com o desempenho da indústria. E isso é que explica o desempenho do mainstream no nosso portfólio no segundo semestre do ano passado. Tudo que a gente mencionou, eu mesmo, o Fleury, com relação ao segundo TRI e primeiro semestre, tem que ser complementado por essa informação. Porque a gente acabou de finalizar o ciclo de pior base comparativa que nós já tivemos. Comparação com a 25, em termos de volume. Agora estamos iniciando um novo ciclo, um novo cenário. E com base nas informações que temos em mãos, com relação a diferentes previsões climatológicas, diferentes institutos meteorológicos, não há nenhuma indicação de que haja temperaturas mais adversas no futuro, quando se compara com 25. Esse é um ponto importante a levar em conta. Além disso, não temos mais aquela flutuação de preço de ação. Mantivemos, temos mantido o nosso nível de ação desde o ano passado, de maneira muito estável, até com certa melhoria, devo dizer. Então, o desempenho do nível da ação é baseado num desempenho bom em todos os segmentos. E essa deve ser, eu diria, a referência para a gente falar do futuro. E é por isso que estamos tão confiantes com relação ao nosso portfólio agora e mais para frente. Temos hoje, de longe, o mais completo portfólio que a empresa já teve. E isso faz uma enorme diferença quando a gente combina isso com a capacidade que a empresa tem, inclusive digital, que desenvolvemos ao longo dos últimos anos. Então, é o que eu tenho para dizer com relação à sua pergunta. Obrigado. Eu te agradeço, Lisboa. A próxima pergunta vem de Ben Toller, do Barclays. O senhor pode prosseguir. Bom dia. Obrigado por me atenderem. Eu queria falar um pouquinho mais do volume Implicações da Copa do Mundo, vocês já explicaram agora nos comentários as questões relativas ao segundo semestre do ano passado que afetaram o volume, etc, etc quando a gente olha para o segundo semestre em termos de cerveja Brasil volumes, ritmo eu queria tentar entender o que a gente pode esperar é um comp relativamente simples, mas a copa já passou O que podemos esperar em termos de volume para o segundo semestre e talvez o ano que vem, o Elminho deve voltar, que tipo de obstáculo isso pode oferecer. Obrigado, Ben. Olha, eu não posso te dar um guidance de volume da indústria, mas o que eu posso dizer é o seguinte, em comparações com 25, estamos finalizando o ciclo, como eu falei, um período em que a indústria declinou em dígito médio comparado a 24 para um semestre em que a indústria declinou em dígito alto quando comparado com 24. Acho que essa é a primeira parte da resposta. Essas alavancas que historicamente impactam de forma positiva a indústria tiveram o mesmo papel no primeiro semestre e devem desempenhar um papel semelhante no segundo semestre. Especificamente, crescimento de população, nível de emprego e renda agregada. Por outro lado, nós enxergamos algo que pode ser algo preocupante, níveis de dívidas das famílias continuam no nível alto, O que é um ponto de atenção para nós. Por outro lado, é justamente quando a gente enxerga a nossa resiliência ou da categoria. No fim das contas, cerveja, para os brasileiros, é um entretenimento muito acessível. E isso é muito importante para nós. Sobretudo num cenário como esse. O clima. O clima é algo capcioso, difícil de prever, eu não sou meteorologista, mas como eu falei, as previsões atuais não indicam grandes variações adversas de temperatura para o ano que vem. Com relação ao ninho que você citou, o que eu fiz, Ben, foi o seguinte, eu não estava aqui em 1924. Aqui, eu e a equipe, nós revisitamos todas as consequências pelas quais o país passou naquele ano, 1924. E há vários aprendizados muito interessantes. A prioridade tem que ser com relação ao nosso pessoal. A nossa experiência em 2024 reenforçou a importância de proteger o pessoal e dar apoio a parceiros, comunidades, que provavelmente estarão expostas a grandes mudanças de temperatura com diferentes impactos. E é muito importante para nós estarmos prontos para sermos partes da solução e proteger também, naturalmente, as nossas operações. Segundo aprendizado, o potencial impacto nos custos. Condições extremas de clima afetam commodities, agricultura, preços de logística e custos de insumos. Estamos trabalhando muito, proximamente, com produtores agrícolas, fornecedores, para podermos juntos enfrentar esse cenário. Do lado da demanda, 24 ilustrou que temperaturas mais altas podem, sim, influenciar a demanda. E é o que eu mencionei agora mesmo. Porém, esses efeitos são imprevisíveis, como eu falei, não sou meteorologista e não posso colocar todas as fichas aí. O que a gente pode fazer é controlar aquilo que é controlável e nos prepararmos para enfrentar uma série diferente de cenários climáticos. E daí, se possível, continuar a construir um negócio ainda mais resiliente lá na frente. Muito obrigado. Ben, só mais um comentário. Se a gente falar para além do trimestre Estamos muito confiantes Com relação ao que a indústria pode fazer Se olhar para alavancas externas Para o Brasil e para outros mercados emergentes Crescimento de população Aumento da renda per capita Isso vai ser positivo para nós no futuro Ainda o consumo per capita aumentando Enfim, também do nosso lado O que a gente pode controlar É o seguinte A gente acredita que a cerveja é muito conectada com situações de socialização, tem que aumentar fronteiras para esses eventos, para essas ocasiões. A gente tem muita confiança no perfil demográfico relacionado a isso. Isso a gente pode, sim, controlar quando a gente pensa em expandir o portfólio e as marcas. Ok, muito obrigado. Concluímos assim a sessão de perguntas e respostas. Eu quero agora passar a palavra de volta ao Sr. Carlos Lisboa para os seus comentários finais. Por favor, Sr. Lisboa, a palavra está com o senhor. Antes de terminar, eu queria compartilhar com vocês uma reflexão pessoal. Esse aqui é o meu sexto trimestre, né? E o ambiente nunca foi estável, nunca foi o mesmo. Eu acho que grandes empresas são definidas pelo que elas fazem, entregam e reagem em períodos assim de mudança. Geralmente afiam as capacidades e encaram, transformam desafios em oportunidades Eu me sinto privilegiado para liderar a Ambev, por liderar a Ambev E trabalhar com pessoas cujos talentos e senso de dono facilitam as coisas Como sempre, tem muita coisa a ser feita, mas a Ambev hoje é mais forte do que quando eu iniciei a jornada como CEO Estamos iniciando o segundo semestre confiantes na nossa estratégia, energizados por esse embalo em que estamos e prontos para capturar as oportunidades que se apresentarem e determinados a construir uma empresa ainda melhor no futuro. Muito obrigado por participarem hoje no nosso call. Concluímos assim a apresentação de hoje. Os senhores podem desconectar os aparelhos. Tenham todos um bom dia. Muito obrigado.

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