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Earnings call · FY2026 Q3

Bank Bradesco (BBD) Q3 2026 Earnings Call Transcript

Concluded Oct 23, 2026 Audio replay
Oct 23, 2026 1:13:09 63 turns
Period
FY2026 Q3
Runtime
1:13:09
Sources
2 artifacts

Transcript & audio

1:13:09 Audio

Olá, pessoal, bom dia a todos. Prazer estar aqui novamente conversando com vocês. Eu sou o Marcelo Noronha, estou diretamente aqui dos estúdios da Cidade de Deus, a nossa matriz do Bradesco, para divulgação dos nossos resultados do terceiro TRI de 2026, pessoal. Mas eu vou começar hoje fazendo um agradecimento especial, um agradecimento especial a todos os nossos acionistas. Nós acabamos de concluir o nosso aumento de capital de 10 bilhões de reais e vimos o seguinte, além das nossas holdings controladoras, que assumiram o compromisso de colocar até 8 bilhões de reais, a gente viu que o free float ancorou e subscreveu as ações em mais ou menos 75% de todos aqueles acionistas que estavam nesse free float. Então, muito obrigado a todos vocês. Isso é um voto de confiança na nossa organização. E eu, quando eu falo de organização, falo da administração, de diretoria, do conselho de administração e de todos os colaboradores da nossa organização Bradesco. Muito obrigado mais uma vez. E eu já começo assim dizendo, olha, por uma razão banal, a gente antecipou a divulgação de nossos resultados. Eu tenho uma viagem para o estéreo a semana que vem e não dava para desmarcar, porque tem clientes envolvidos em lugares distintos, equipes. E o resumo da história foi o seguinte, eu só voltaria dia 3 de novembro para divulgar o resultado dia 4. E como a gente tem todo um ritual de uma empresa de capital aberto para fazer a divulgação, não dava para fazer, só tinham duas opções, ou adiar ou antecipar, e a gente resolveu antecipar. Foi por isso, depois a gente segue nosso calendário aqui, pessoal. pessoal. Obrigado pela participação de todos vocês. Eu começo aqui fazendo a divulgação de nossos resultados, trazendo aquilo que vocês já viram, o nosso lucro líquido foi de R$ 7,109 bilhões, com crescimento de 14,6% ano contra ano. No nosso balanço, na nossa divulgação, estou falando com todos os investidores aqui e especialmente com o Sellside, não tem nada diferente daquilo que a gente vem mostrando para vocês. Quando eu comparo o ROE em mesmas bases, o ROE seria de 16,1%, obviamente, com um aumento de capital de 10 bilhões de reais, a gente sobe o patrimônio líquido, então ele fica aqui nesse patamar de 15,6%. E aqui estão os destaques. De uma forma geral, pessoal, o que a gente vai ver aqui é, a gente continua bem tracionado no top line, eu vou mostrar isso aqui para vocês, despesas show, bem controladas, todas as despesas operacionais, apesar de desafios que a gente tem em despesas como, por exemplo, causas cíveis dentro do nosso Brasil e a gente vem trabalhando muito nisso. A nossa carteira de crédito vem crescendo bem, obviamente a gente tem um cenário macro muito mais desafiador, depois a gente fala de indicadores aqui para vocês, mas isso mas é um cenário macro para o Bradesco, é um cenário macro para o mercado brasileiro. O grupo segurador aqui, um show novamente, ROE de 22%, mas um destaque especial para a Bradesaúde, que apresentou seus resultados e também teve um crescimento de mais de 14% em Eroveria, mas com um nível de retorno alto, um balanço realmente digno de parabéns. Eu já falei do nosso aumento de capital e agradeci a todos os nossos acionistas, Então, eu vou seguir aqui e trazer alguns elementos para vocês. Eu sempre falo, pessoal, não vai ser diferente aqui de causa e efeito. Eu já disse para vocês que gostaria de colocar o lucro líquido no último slide. Eu falei isso também no tripassado, porque a gente fala de causa e fala de efeito. Uma causa é o seguinte, são as receitas geradas por diversas linhas. E aí eu peço que vocês deem uma olhada na publicação completa. vocês vão ver lá que a gente cresceu invariavelmente em margem financeira, em receita financeira bruta. A gente cresce nos passivos, dá uma olhada lá na publicação completa, que também contribui com a margem financeira bruta. A gente cresceu receita de prestação de serviço, que eu vou trazer aqui, e todas essas ligadas, inclusive também o grupo segurador, tem uma questão de baseline, mas quando você olha prêmios, nós temos um crescimento significativo também. Então, nossa carteira de crédito atingiu 1 trilhão, 150 bilhões, com crescimento de 11,1% ano contra ano, e no TRI, 1,1%. Bom, a primeira conclusão, e a gente tira causa e efeito, é nós continuamos tracionados, mas tracionados aonde? Onde a gente tem apetite a risco, está certo? Se a gente olhar o Sistema Financeiro Nacional, que tem dados publicados pelo Banco Central até agosto, o Sistema Financeiro Nacional cresceu 9,2%. Então, se eu tirar o Bradesco, que tem uma participação significativa no Sistema Financeiro Nacional, o mercado está crescendo menos ainda. No TRI, ele vinha apontando agosto, acho que agosto e julho, para um crescimento da ordem de 0,5%, que é menor do que isso aqui também. Agora, notem, menor crescimento na pessoa física, 7,4%, e maior crescimento na pessoa jurídica, especialmente grandes empresas, cresceu 14,8%. E eu vou dar mais alguns elementos aqui para vocês, tá? A nossa carteira de crédito expandida. Bom, esse slide aqui, eu trago uma constatação sobre a nossa NIM. A nossa NIM está explicada aqui. Se vocês forem na publicação do terceiro TRI de 2025, vocês vão ver esse mesmo slide, mas com uma diferença colossal. A gente olhava para grandes empresas, olha aqui, era um decréscimo de 3,5 e no segundo tri ela também caía. Aqui a gente tinha 341 bilhões de carteira. Grandes empresas cresceram nesse ano, nesse período, mais de 50 bilhões. Então, o que é que explica a NIM? A pessoa física tinha um crescimento maior, olha lá, era 13,8. E a própria micro, pequena e média empresa, com 24,8, vem crescendo muito. Então, a distribuição ponderada do nosso portfólio era diferente. Então, se eu pegar as grandes empresas aqui dentro e tirar, se eu fizer qualquer conta, não precisa nem usar HP. Se eu tirar 50 bi daqui, você já chega em um aninho maior. Mas eu vou dizer para você, crescimento zero nas grandes empresas, se ela estivesse nem decrescendo negativamente, mas zero de crescimento, a nossa NIM não seria 9, seria 9,3. Então, essa é a explicação. Isso aqui é média ponderada das margens geradas pelo portfólio. Agora, outro dado. Vejam como a gente tem tração, que eu falo para vocês. Agora, onde é que a gente tem apetite a risco? Vamos olhar para a pessoa física. No crédito consignado, a gente continua crescendo, 7,7. No ótimo consignado privado, a gente acelerou depois de alguns outros competidores aqui, que vem crescendo bem, o mercado vem crescendo bem, mas crescemos 102% em Eroveria, 13,3% no último TRI. Aí eu depois vou trazer um elemento de inadimplência aqui de crédito consignado privado para a gente dar uma debatida. Mas nota é o seguinte, a gente vem crescendo no público muito bem e no INSS a gente cresce menos. Aliás, a gente decresceu. Sabe por quê? Por uma razão básica. O mercado continuou operando com BPC e nós paramos de operar BPC desde 2024. Só que estamos voltando a crescer também no INSS. Veículos com a nossa nova plataforma tecnológica, com experiência completamente diferente para os clientes. O novo circuito operacional e comercial, olha o que acontece. A gente cresce quase 27% e quase 6% tri contra tri. Ou seja, a gente está acelerado no top line, onde a gente tem apetite a risco. Imobiliário idem. E se a gente olhar para o imobiliário na PJ, a gente está crescendo ali 15,2%. No cartão de crédito, esse tipo de portfólio aqui é um portfólio mais estressado. Ele é um produto de muito relacionamento, a gente cresce mais na alta renda, mas ele é um produto que a gente tem um apetite a risco controlado. CP, Clean, não temos esse apetite a risco, estamos decrescendo a carteira, como vocês veem. idem para o crédito rural pessoa física, aqui é um efeito ainda de baseline lá atrás, mas olha, o decréscimo de 2,2%, diferentemente do banco de atacado, em que a gente tem empresas com bons ratings, em boas culturas, e a gente está crescendo bem ali também com garantias. Então, o negócio aqui na PJ, onde a gente tem mais apetite a risco, ela cresce de uma forma geral 14,1%, e presta atenção aqui, aqui é FGI, FGO, 31% de crescimento, a gente cresce sem parar, 24, 25, 26, pessoal. E aqui tem muito mais garantia, é um ativo colateralizado. Agora, ele tem outros efeitos que eu comento um pouco mais adiante. Então, seguindo ainda, para a gente mostrar exatamente esse apetite a risco, como eu venho comentando, olha aqui, capital de giro sem garantia, para a micro, pequena e média empresa. Cai ano contra ano, cai no TRI. E se a gente comparar setembro com dezembro de 25%, a gente cai 11,4%. Com garantia, com FGI, FGO, 31,5%, como eu falei para vocês. Isso aqui é gestão de capital, de portfólio e escolha que a gente está fazendo. Idem para o rural, pessoa física e micro, pequena e média empresa, que, olhando em dezembro, caímos quase 6%, no entanto, para grandes empresas. Olha o crescimento, acima de 40%. Crédito pessoal clean, acabei de comentar, não preciso repetir aqui para vocês. Cartão de crédito, idem, a gente cresce efetivamente mais na renda mais alta. Agora, o consignado privado, como eu falei, 102%, 13,3%. Olha o público, que a gente tem uma carteira enorme, quase 60 bi aqui, 11,1% de crescimento. Veículo, eu comentei também, 27%. E o crédito imobiliário combinado pessoa física com pessoa jurídica, 8% e 2,9%. Outro capítulo aqui interessante para a gente olhar e comparar o nosso portfólio. Rural pessoa física. Em dezembro de 25, o nosso over 90 era 3,9. Fechamos agosto para a gente se comparar com o sistema financeiro nacional, com 3,1. O mercado saiu de 6,6 para 9,7. Consignado privado, Bradesco, dezembro de 25, 4,9. Em agosto, para se comparar novamente com o sistema financeiro nacional, 5,4. Agora, o mercado, 5,5 para 10,6. INSS, Bradesco, 1,7, 1,8 em agosto, o mercado 1,9 e 2,2. E quando a gente pega o consignado global, privado, INSS e público, olha a gente lá. A gente saiu em dezembro de 27 de 2,7 para 2,8 e o mercado saltou de 2,8 para 3,8. Mas eu trago outro elemento para vocês. É só pegar a sequência de divulgação do Banco Central. O Banco Central divulgou uma série de janeiro até agosto. E se vocês observarem, a gente vai ver lá que o último mês o nível de inadimplência cresceu novamente, cresceu para 5%. Então, se o Bradesco tem um nível de inadimplência menor, significa que tem gente, e não são todos, obviamente, no mercado que tem inadimplência maior do que a gente. Por isso que eu falo que a gente tem uma carteira controlada, mas a gente não está fora do macro. O macro pesa em todas as organizações. Ganhamos o market share no sistema financeiro nacional, quando a gente olha até agosto, 1%. E com destaque para os direcionados, que aqui a gente salienta FGI, FGO com 20% contra 12,9% do mercado. e deixamos pelo caminho linhas clean de recursos livres que a gente tem um apetite a risco muito menor do que o mercado. Como vocês estão vendo, a gente mostrou esse slide também no tripassado e a gente administra isso aqui dessa maneira, FGI e FGO. O período de honra é longo, mas a gente olha o stop loss. A gente tem cenário de estresse, de perda esperada e o cenário atual da gente. Então, a gente está com isso aqui controlado. Agora, qual é o efeito, que não só sou eu que tenho falado, outros bancos têm falado isso aqui também. A gente tem um efeito, como o período de honra é longo, o que é que acontece? Enquanto a gente cresce, estamos crescendo 31%, ano contra ano, aquelas empresas que deixaram de pagar quando saíram da carência, elas influenciam o nosso over 90. Essa carteira já é uma das cinco maiores carteiras do nosso portfólio inteiro, levando em consideração pessoa física, pessoa jurídica. Então, é uma das maiores carteiras. Então, ela influencia cada vez mais o nosso over 90. A gente vai ver isso um pouco mais adiante. Agora, ela vai para o nível 2, ela influencia o nível 3 numa proporção maior, cada vez maior. E aí, o que acontece? A perda esperada dela é menor do que um crédito clean, um crédito pessoal clean, por exemplo. É completamente diferente. E se a gente não entender essa dinâmica, a gente não entende o que acontece com o portfólio. Então vejam, o nosso over 90, lá em setembro de 25, era 4,1, ele foi para 4,6. Quando eu olho para o TRI, ele era 4,3 e foi para 4,6. De onde veio? Especialmente de FGI e FGO. Mas a perda esperada aqui é menor, porque a gente tem uma garantia muito boa, está certo? Então, metade do crescimento vem daqui. Mas essa dinâmica não foi só nesse tri, foi para trás também. E ela vai influenciando os nossos números. O Banco John Deere, que tem essa sazonalidade nesse período de maio para cá, também quase 10 bips. Então, esses dois portfólios explicam de per si a variação do nosso over 90. Agora, vamos olhar mais algumas coisas. Quando eu olho para a micro, pequena e média empresa Veja que ela vem para 4.9 Que é o efeito exatamente disso aqui Do FGI, do FGO Que influenciam nessa curva principal aqui E a gente vai tendo as honras Mas aí, o que acontece O efeito do estágio 1, 2 e 3? A gente leva Tem write-off, obviamente aqui Mas você não tem write-off Praticamente de carteira De FGI Você tem de outras carteiras, são piores Então, quando a gente tira, por exemplo, o Banco João Dia, a gente está flat. Mas a gente tem efeito aqui também no estágio 3 do FGI e do FGO também, pessoal. Então, essa dinâmica aqui, se a gente não entender, a gente não sabe o que está acontecendo com o portfólio. Agora, mais um detalhe para vocês, que é o seguinte. Esse índice aqui é do portfólio do Bradesco. Em agosto, o índice do Sistema Financeiro Nacional foi de 5%. Então, se a gente olhar para um ano, ou dezembro para cá, a gente cresce, nesse over 90, 0,5. E eu estou mostrando para vocês aonde a gente cresce principalmente. Agora, quando você olha para o sistema financeiro nacional de janeiro a setembro, ele cresce 0,8. Significa o seguinte, se a gente tirar o Bradesco, que pondera de forma significativa no sistema financeiro nacional, a gente vai encontrar que o sistema financeiro nacional tem inadimplência maior do que 5%, está certo? Então, a gente puxa a inadimplência do sistema financeiro nacional para baixo. Nossa cobertura de garantias aqui, que eu tenho trazido já há muito tempo para vocês, olha a pessoa física, em 72% também. E essa carteira aqui é reestruturada, absolutamente controlada. Agora, quando a gente olha para o nível de cobertura do estágio 3, pessoal, Com o FGI e FGO, que eles tomaram uma parte mais significativa, aí você vê um nível de queda da cobertura. Quando a gente separa esse portfólio, nossa cobertura aqui é de 105%. Então, a gente às vezes fica se debatendo sem entender a dinâmica de portfólio. Agora, nossas receitas, de onde vem todas as linhas de receita, como eu comentei no início, de ativo, de passivo, prestação de serviços, nossas ligadas, grupo segurador, ela ponderada 8,4%. Mas notem que a nossa margem financeira total cresceu 14,2% em tri, que significa dizer, nossa atração continua forte, a gente cresce onde a gente quer, Por favor, abram a publicação completa e olhem o passivo, olhem os passivos. Os crescimentos que a gente teve também cresceram 4%. Então, a gente cresce em tudo. Receita de prestação de serviço, olha a dinâmica do trimestre. Aqui a gente tem uma dinâmica interessante de se ver, quando eu abri um pouco mais para frente o outro slide, que é, em operações de crédito, a gente diferiu, está certo? pela 4966, por isso que o TRI ele vai crescer mais e vai continuar crescendo, eu tenho uma expectativa de bom crescimento aqui, de bom crescimento aqui no quarto TRI e o nosso grupo segurador também, aqui tem um efeito de baseline, mas se a gente pegar os prêmios do grupo segurador vocês vão ver também crescimento aí passando adiante olha só, a nossa margem financeira bruta o efeito da NIN que eu comentei com você aqui cresce 10,1 mas o efeito da NIN é aqui se a gente pegar a carteira do banco de atacar de zerar, isso aqui seria 9,3. Se ele tivesse na mesma situação do terceiro trimestre de 25, a gente estaria com 9,3, 9,4 aqui. Agora, é óbvio que a margem financeira líquida, que eu sempre falo, bate no botonline, ela está quase flat aqui, mas ela vem de quê? Do custo de crédito que subiu, de fato. Agora, olhem, a nossa margem líquida total ainda cresce em 5,7% com esse crescimento da margem bruta e a margem com mercado com quase um bilhão de reais aqui. E vejam, eu venho falando isso para vocês há muito tempo também, que a nossa tesouraria, ela vem operando e opera o tempo todo de maneira recorrente. Às vezes a gente, ah, foi uma operação? Não, não. Eu tenho a mesa de clientes, está certo? Mas onde é que ela zera as posições? No trade. Então você tem uma dinâmica muito forte aqui. A gente criou outras verticais lá, por exemplo, com uma mesa de energia, e a gente tem naturalmente o ELM aqui. Então, pessoal, eu tenho uma expectativa positiva. Agora, tem pressão no custo de crédito? Tem, pelo macro, em carteiras específicas que eu falei. CP, alguma coisa em cartão de crédito, aí o crédito rural, aquele para pessoa física, e FGI, FGO, que tem cura. Você não vai perder mais na frente, mas ele tem a sua dinâmica própria. Quando a gente olha a receita de prestação de serviço que eu chamei a atenção desse crescimento, vamos começar por aqui. A gente já sabe que conta corrente e cobrança são detratores de crescimento, não cresce mais. Agora, quando a gente olha custódia, corretagem e o nosso IB, o nosso Investment Banking, olha o nível de crescimento. Eu coloquei até esse índice aqui de nove meses, mas 23,8, 12,8. Olha o crescimento do TRI. Agora, passando para esse lado, o que a gente tem aqui? Nossa BRAM, especialmente, uma BRAM intível, com crescimento expressivo no trimestre, ganhando market share de AOM. Vou falar de renda de cartão. Nosso consórcio, que é resiliente, é a maior empresa de consórcio do Brasil, com esse nível de crescimento trimestral, que vai continuar crescendo no último TRI. Agora, renda de cartão. Isso aqui é super interessante da gente ver a resiliência que a gente tem nesse portfólio. Porque esse portfólio não é composto somente pelo lado de emissor. A gente tem um complexo de payments. Olha o crescimento TRI, 7,5%. E o melhor TRI é o quarto TRI, não é esse TRI aqui, o terceiro TRI que a gente está vendo. Novamente, o grupo segurador. ROE, resiliente, 22% de ROE. Esse nível de crescimento aqui, do lucro líquido, também. Olha agora as receitas de prêmio. Crescimento em todos esses períodos, é aquilo que eu falo. Tem tração? Tem. Distribuição interna nos canais do banco, nos segmentos de clientes. Distribuição externa também. E especialmente a Brad Saúde foi um destaque, como eu comentei no início, o resultado das operações de seguro também, mostrando o destaque aqui, que é o resultado operacional, é mais relevante do que o resultado financeiro e com um nível de provisão técnica de quase 480 bi crescendo 10% ano contra ano. E se a gente olhar lá na publicação completa, um combined ratio muito bom, equilibrado também do nosso grupo segurador. E, passando adiante, nossas despesas operacionais, né, pessoal? Alguns colegas do Celside sempre perguntam, ah, quando é que vocês vão reduzir despesas? A gente não para de investir, continuamos investindo o tempo inteiro. E, mesmo assim, tivemos esse nível de crescimento. Ieroveria, olha o crescimento do TRI, sabendo que a gente teve o acordo coletivo que está aí se mostrando efeito. Se vocês entrarem lá na publicação completa também, linha por linha, vocês vão encontrar várias linhas. Despesas administrativas, transportes, elas decrescem. É negativo o crescimento nos períodos, ano contra ano. Agora, despesa de processamento cresce, porque a gente tem mais atividade, está certo? Então, pessoal, a gente está fazendo tudo o que deve ser feito para seguir o nosso caminho, o caminho da nossa estratégia com o nosso transformation e o nosso run the bank. O nosso IEO vem respondendo também e a gente continua fazendo aquela revisão do footprint que eu sempre falo para vocês aqui. Nosso capital principal atingiu 12,1%, o nível 1, 13,7%, com aumento de capital aqui a gente está muito bem para continuar investindo, fora de discussão. Eu agradeço a confiança dos acionistas mais uma vez, aqueles JCPs que a gente paga. Eu estou no meu penúltimo slide para terminar aqui a minha apresentação. Então, só salientando algumas coisas, eu vou fazer um balanço do nosso Transformation lá em fevereiro, quando a gente deve estar divulgando o balanço do quarto TRI. Mas mostrando aqui, em tecnologia, o ganho de produtividade com o uso de GNI, aquela nossa ferramenta, a Bridge. Eu falei que no TRI passaram, acho que eram 500 cases de uso, são mais de mil agora. E a gente falou que em base 100, olhando para 2023, a nossa capacidade de entrega em tecnologia cresceu para 300 em 2025, ou seja, três vezes. E aqui a gente está apontando para quatro vezes. Isso não é eu cresço a quantidade de profissionais aqui, não, pessoal. Isso é produtividade na veia. Com tudo isso que a gente vem fazendo, para aumentar em todos os detalhes para vocês, olhando aqui para o lado da experiência dos clientes, a nossa BIA, 10 anos, está certo que a gente trabalha com inteligência artificial, e obviamente a base dela tecnológica hoje é GNI, conversacional, ela faz transações, olha o nível de interações da nossa BIA, Ela está dentro da plataforma Meu Bradesco e vocês vão ver que a gente vai estar trazendo novidades nesse trimestre sobre a nossa plataforma Meu Bradesco, sobre a nossa BIA e dando uma experiência cada vez melhor para as pessoas físicas, usuárias e clientes do banco e também para as empresas. E aqui, para terminar esse slide, algumas entregas importantes. O Principal, que é uma iniciativa bem importante para a gente no posicionamento da alta renda. Ele vem fazendo um trabalho com muito sucesso. A gente tem ganho share of wallet naquelas safras que já foram migradas. A gente fechou setembro com 93 escritórios, mais de 500 mil clientes. e vamos entregar os mais de 120 escritórios com mais de 800 mil clientes em dezembro de 26. Então, a gente entrega a iniciativa do Transformation. Ele vira um run the bank, não é que não tenha novidade lá, ele vai evoluir, mas o fato é que a gente termina essa iniciativa, imagine a quantidade de investimentos que a gente vem fazendo em equipe, treinamento, abertura de escritório, posicionamento e assim sucessivamente. O nosso Prime fechou setembro já com 4,6 milhões de clientes. É aqui que a gente vai ver também um upside nos relacionamentos, na mudança do modelo de gestão dentro do nosso Prime e o nosso varejo digital. Idem, chegamos aos nossos 45 milhões de clientes, que a gente também falou no início do ano. Então, na divulgação do próximo TRI, eu vou trazer um balanço completo para vocês. Eu termino a minha apresentação aqui dizendo que a gente tem um lucro líquido resiliente, a gente vai continuar crescendo, crescendo passivo, crescendo receita de prestação de serviço e crescendo nossa carteira de crédito, onde a gente tem apetite a risco, independentemente do cenário macro. E a gente só consegue fazer isso porque a gente tem tração comercial, pessoal, capacidade de fazer. Despesas operacionais dispensam outros comentários, como eu disse aqui. A gente vem ganhando eficiência. Obviamente, a gente sempre vai ter o desafio de baseline, mas o fato é que as coisas estão acontecendo. A gente segue acelerando a nossa transformação, estamos com capital reforçado, mas eu quero salientar isso. O nosso transformation está indo a todo vapor. Vejam todas essas entregas que a gente tem feito. Não é brincadeira colocar 45 milhões no varejo digital e a gente está lá concluindo a entrega do nosso principal, que a gente vai fazer três anos, nem vai fazer três anos da divulgação do nosso plano, que é fevereiro, quando eu for divulgar o TRI, é que a gente vai estar com três anos que a gente fez a divulgação e depois partiu para a execução. Pessoal, obrigado mais uma vez pela paciência, por estar aqui com a gente. Eu agora me junto aos meus colegas aqui, o André Carvalho, nosso diretor de RI, e Cassiano Scarpelli, o CFO e CTO, né? Eles vão responder as perguntas agora, né? Tá certo? Já falei muito, né? Obrigado aqui, pessoal. Então, André, é com você.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Obrigado, Marcelo. Obrigado, Cassiano. Lembrando a todos, bom dia a todos. Lembrando a todos que o Carlos Marinelli, CEO da Brad Saúde, e o Ney Dias, CEO da Brad Segue, estão aqui participando conosco de forma remota. Para vocês enviarem perguntas, e perguntas, vocês podem me enviar por português e inglês, mandando para o e-mail investidores.bradesco.com.br ou vocês podem enviar por WhatsApp 11974438238 ou apontando sua câmera para o QR Code que tem na sua tela. A primeira pergunta, ela vem do Daniel Vaz, do Safra. Daniel, bom dia.

Daniel Vaz Analyst — Safra

Bom dia, André. Bom dia, Noronha, Cassiano. Primeiro parabéns pelos resultados avanço na agenda de eficiência. E acho que você explicou bem, eu quero fazer uma pergunta de NIM e talvez Costa Vizc. Você explicou bem o efeito da carteira de grandes empresas que pesou um pouquinho na sua NIM, enquanto a PF desacelerou e deixou de compensar. E eu me pergunto se isso não pode ser uma tendência repetida nos próximos bons trimestres. Você tem uma carteira de duration mais longa no large corporate, claro que você pode tirar e distribuir esse TVM eventualmente se você precisar, mas não vejo um apetite grande para crescer nas linhas de varejo que são mais curtas, com yield alto, que são mais arriscadas, você tem uma percepção de baixa renda, média renda sendo um pouquinho mais desafiador, então a pergunta que fica é assim, se você tiver de fato uma NIM bruta que continua caindo nesse efeito mix a partir de quando que o seu cost of risk poderia começar a ceder para compensar esse efeito da NIM bruta E aí você entregar uma linha ajustada a risco melhor.

Obrigado. Daniel, obrigado. Prazer estar com você aqui. A resposta é a seguinte. Por incrível que pareça, no passado você tinha, de fato, carteiras longas no banco de atacado. Carteira hoje, no banco de atacado, a gente está fazendo negócios 60 dias. Essa carteira gira em uma velocidade. E a carteira longa de duration diferente está hoje muito mais do varejo, com consignado, o próprio crédito imobiliário, o FGI, o FGO, que também é longo. Então, é diferente a dinâmica. Aí eu digo para você o seguinte, a gente vai continuar, eu falei aqui, crescendo a nossa margem financeira bruta, cara, e vem de diversas linhas. Não tem nenhuma preocupação com isso, vamos continuar crescendo. Se o banco de atacado, ele mexer na NIN, mas me trouxer uma margem financeira bruta muito maior, então é melhor você ter uma margem financeira, uma NIN de 9,3 e perder receita aqui, ou fazer mais receita bruta com uma NIN de 8,9, 8,8. Depende do momento, tá? Então, eu só mostrei o efeito para vocês, porque lá no segundo TRI do ano passado, terceiro tri, o Banco de Atacado estava com um crescimento negativo. A gente pode chegar no quatro tri, liquidar essas carteiras curtas e não refazer, né? E aí, o que é que acontece? Você tem um efeito nos meses subsequentes, tá? Dois meses seguintes, você vai ter efeito na NIM. A NIM pode voltar a subir, tá certo? E a gente ter um mix um pouquinho distinto aqui. Mas o importante é, o top line que compõe o resultado do banco, todo ele está crescendo, Daniel, todo. O custo de crédito que você perguntou aqui é fato, mas não é privilégio do Bradesco, é do mercado. Eu mostrei para vocês o índice de over 90, pega lá o Banco Central, agosto, é 5%. Eu mostrei já setembro do Bradesco com 4,6% e disse para você que grande parte disso vem do FGI e FGO. Então, o que acontece? Se tirar o Bradesco da ponderação, o sistema financeiro nacional cresce. Ah, são todas as organizações? Não, mas tem gente com inadimplência maior. Portanto, é o seguinte, vejo o mercado mais pressionado por over 90, vejo o custo de crédito um pouco mais pressionado para todo o sistema, Mas, cara, aqui a gente continua seguindo o nosso roteiro, a estratégia definida, a tração comercial que a gente tem. Estou provando isso aqui no top line, crescendo todas as linhas de receita e a gente vai continuar crescendo. E eu tenho certeza que no quarto tri, vamos ver, a margem financeira bruta é maior também. Agora, o custo de crédito depende do que vai acontecer. Mas a consciência que eu tenho é a seguinte, a gente tem um ambiente macro que o nível de comprometimento de renda das pessoas físicas subiu, a taxa de juros real é astronômica e compromete também empresas. Então, é um ambiente macro para todo mundo. Eu espero que esse ambiente melhore com o passar do tempo. Não muda da noite para o dia, em 27, mas quem sabe mais para o final do ano, em 28 também. Daniel, obrigado pela tua participação.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Duas comentários bem rápidos aqui. O que a gente observa no atacado é que o retorno ajustado ao risco do atacado é alto e vem subindo. Então, mais negócio no atacado adiciona valor aqui para a organização. E segundo, operações com grandes empresas puxam receita em outras áreas. Por exemplo, serviço e receita na tesouraria, margem com mercado. Então, quanto mais negócio a gente fizer aqui no atacado, mais negócio a gente chama aqui na margem com o mercado e nos serviços, por exemplo, que é o que a gente viu.

Sem dúvida. Está certíssimo, André. E também no Investment Banking, a originação também está ali nos segmentos corporate, todos os segmentos que nós temos lá.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Perfeito. Próxima pergunta vem aqui da Anahir Rios, do Santander. Fechado. Você está no mute. A gente não está te escutando. Eu vou passar aqui para a próxima pergunta e quando a gente resolver o problema do volume, a gente volta com você. Vou passar a palavra aqui para o Pedro Leduc do Itaú BBA. Pedro.

Pedro Leduc Analyst — Itau BBA

Obrigado, André. Noronha, Cassiano, bom dia a todos. Obrigado pela pergunta e call. Pergunta na PDD específica, a gente falou um pouquinho aqui do macro, está impactando a todos. Então, primeiro no massificado, se isso deve demandar um pouquinho de ajuste de curso. aí a gente vê carteiras, veículos, por exemplo, crescendo ainda bastante, e depois no atacado, onde a PDD continua muito parada no mesmo nível, frente a todas as RJs, REs que a gente tem visto, se não vale também já talvez precisar de algum reforço em cima disso. Então, essa pergunta de custo de risco, aí você puder dar uma pincelada em termos gerais e tendências, agradeço.

Obrigado. Pedro, obrigado, prazer falar com você novamente aqui. Olha, vou te falar, as rolagens da gente em veículos estão excelentes, tá? Estamos muito bem aqui, competindo muito bem nesse mercado. A gente planejou uma entrada nesse mercado mais forte de uma maneira muito consistente. Então, a gente está operando onde a gente quer, com o nível e a política de crédito muito bem definida, com base nesses modelos, ganhamos competitividade em todos os sentidos, na experiência do cliente, na experiência do dealer, dos nossos gerentes lá. Então, aqui, rolagens muito boas. O que é que pressiona? O FGI e FGO pressionam, pressionam custo e o over, 90. Carteira clean, a gente não é zero de carteira clean, e a gente está trazendo ainda efeito, por exemplo, no cartão de crédito, a gente tem over 90 de clientes, eu falei isso no TRI passado também, Pedro, de 2019, 2020, e clientes muitas vezes de folha de pagamento, cara. Então, veja, o cenário para a pessoa física piorou, então, de uma forma geral, mas a gente tem um portfólio de clientes mais antigos que estão aqui com a gente, simplesmente ele entrou agora num período de atraso e naturalmente a gente vai lá, negocia com o cliente para tirá-lo dali mas enfim, você tem aí um risco maior naquelas linhas clean, mas a gente vem crescendo o portfólio em linhas colateralizadas então a gente vai ter esse efeito de FGI e FGO até o dia que a gente inflexionar essa curva a gente inflexionou essa curva a gente está crescendo 31% nessas carteiras ainda, com mais de 20% de share nesse mercado nesse ano de 26. Tem três bancos competindo fortemente aqui nessas linhas. Então, eu vejo o seguinte, custo de crédito um pouco mais pressionado, como falei para vocês, e o over 90 também um pouco mais pressionado, mas são carteiras específicas. Eu estou falando de rural, pessoa física e pequena empresa. Estou falando de CP, um pouco de cartão de crédito, e a outra linha que tem uma cobertura muito boa, FGI e FGO. No restante, cara, estamos navegando bem, tranquilos e crescendo em tudo que é linha, né?

Então, eu vejo o top line pagando a conta, tá? E no atacado, o PDD estável, né, Marcelo? Continua...

É, quando a gente precisa fazer, o atacado é o atacado. Agora, você perguntou outra coisa sobre, perfeito, Cassiano, o tema lá de RJ. Pedro, eu não trouxe a estatística aqui, mas a gente acompanha isso. A gente tem ficado, no tri passado eu mostrei esse número, a gente tem ficado fora de muita rijota. A gente está abaixo do mercado em relação a isso aqui. Vou ver se no próximo tri eu trago esse balanço e essas considerações aqui para a gente também. Obrigado pela tua pergunta e pela participação, Pedro. Um abraço.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Obrigado, Pedro. Próxima pergunta, vamos voltar com a Ana Ríos do Santander, vamos lá.

Ana Rios Analyst — Santander

Oi, pessoal, desculpa, agora foi, né? Agora foi. Então, tá bom. Bom dia, muito obrigada pelo espaço aqui para fazer perguntas e pela paciência aqui com meu microfone. Acho que vocês deixaram claro que parte do aumento do NPL veio das linhas com a garantia do governo, então, duas perguntas aqui nesse tema, vocês conseguem decompor o tamanho desse impacto para esse TRI? E com base nas safras originadas até agora, vocês têm alguma estimativa de quanto o NPL ainda pode subir por conta dessas linhas no próximo ano? Obrigada aqui pelo espaço.

Obrigado a você, né? Eu vou pedir para o André também responder parte dessa pergunta, mas é assim, eu falei para você que a gente cresceu 30 bips no Over 90. Metade veio de FGI e FGO. Só que a composição dele está ficando cada vez maior. Diz que ele, a FGI e a FGO, já é uma das cinco maiores carteiras aqui de todo o portfólio, pessoa física, pessoa jurídica da gente. Então, é natural que, enquanto a gente estiver crescendo, que ele vá influenciar cada vez mais o over 90 e que vá chamar um custo de provisão. Pesado o custo de provisão dele, o custo de crédito, ser menor do que outras linhas. Mas, mesmo assim, ele impacta. porque você tem a 4966 que você tem de cumprir. Então, ele continua influenciando até o dia que a gente inflexionar a curva, como eu falei para o Pedro. No dia que a gente inflexionar essa curva, em tese, você pode considerar o seguinte. Vamos, fechei o ano, inflexionamos a curva. Se o período de cura é até 180, 185 dias, então primeiro tri, segundo tri no máximo, Aí, no terceiro trimestre, você começaria a ver essa curva declinando. Ela vai cair. É uma questão de tempo. E é ela que vem influenciando mais. A segunda mais importante no nosso Over90 foi o próprio Banco João Dia, que foram 10 bips, praticamente. E também tem sua sazonalidade. A gente já conhece o tema do rural. Porque se você fosse olhar para as outras carteiras, de uma forma geral, A ponderação é muito pequena para fazer uma mexida muito forte aqui. Tem um complemento, André e Cassiano, aqui em relação a...

Andre Carvalho Head of Investor Relations

É, só pega na estatística do OV90, da pequena e média empresa, lá que a gente vê a influência do capital de giro por garantia do FGE e do FGO, provavelmente no quarto tri, ainda sobe um pouquinho mais, pelo sucesso que a gente teve de originação recente nessas linhas.

Ela é em geral, é 20% a nossa originação hoje, né?

É uma linha muito forte, mais de 20%. E com um crescimento de 31%, ano contra ano. Então, e a gente continua tracionado, continuamos fazendo.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Obrigado, viu, Anaí? Obrigado, Anaí. A próxima pergunta vem aqui do Guilherme Greenspan, do JP Morgan. Greenspan.

Guilherme Grespan Analyst — JP Morgan

Bom dia, obrigado, André. Bom dia, Noronha, Cassiano. Minha pergunta, na verdade, mais uma atualização com relação à sensibilidade de juros de vocês atualmente. É super difícil para a gente sempre ficar acompanhando, é muito dinâmico essa exposição, não só pela questão do RED, mas o próprio grupo segurador ganhou muito espaço no resultado nos últimos anos e tem uma dificuldade adicional também a saber o que transita em DRE, o que não transita em DRE, porque se eu não me engano na 4966, muitos dos títulos foram para ser carregados até o vencimento, então é mais uma atualização que a melhor estimativa de vocês é a sensibilidade hoje do banco a movimentos de taxa de juros Obrigado Tudo bem Guilherme, obrigado Bom, como a gente vem falando, a sensibilidade nossa está lá no Pilar 3, a gente sempre apresenta lá, mas como você disse, ela é bem dinâmica.

Nossa tesouraria tem trabalhado muito fortemente em todos os anos, nesse ano também especialmente, e tivemos muitas oportunidades. O que, de fato, aquela é uma foto específica do mês, ou do fechamento de um determinado trimestre, mas o mais importante é que a gente tem uma grande evolução de estratégicas dentro, notadamente no IEM e tudo ali de alguma maneira passa pela conta da margem de mercado. Então você pode olhar ali com muita tranquilidade na margem de mercado, tudo tem passado por lá, mas eu te diria, exceto obviamente a mesa de clientes que transita na margem de clientes no ponto de vista das mesas de tesouraria, mas as demais operações, IEM, Trading, Flow, mesa de energia como um todo passam dentro dessa estrutura de margem de mercado. Eu te diria que a gente deve sempre rodar perto de R$ 900 milhões, R$ 1 bilhão, mais ou menos isso, o Pilar 3, onde está andando, mas eu te diria que ele é muito flutuante. Então, a gente tem estratégias bastante interessantes para que a gente possa minimizar ou maximizar nesse movimento. Fizemos operações muito interessantes nesse ano e, sem dúvida, quanto menos juros, muito melhor será para a organização como um todo e, notadamente, também para a margem de mercado.

Perfeito. Guilherme, obrigado, então, pela tua participação. Mande um abraço para o Yuri, que você provoca a gente, eu gosto das provocações dele, já falei, né, André? Abraço forte aí para você.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Obrigado, Greenspan. Próxima pergunta vem aqui do Antônio Roete, do BOFA. Antônio.

Antônio Roete Analyst — BofA

Bom dia, pessoal. Muito obrigado pelo tempo de vocês. Queria focar um pouco mais aqui no aspecto regulatório, dando até sequência à pergunta da Anahí. Quando você olha para o FG e o FGO, eles têm sido o principal contribuidor do crescimento para SMIs. O mercado tem discutido um potencial diminuição desse volume para o próximo ano. Num cenário como esse, qual seria a atuação do Bradesco? É uma diminuição do crescimento e uma substituição por outras linhas sem colateral para SMIs? Seria uma busca de outras linhas colateralizadas ainda para SMIs? Como que seria a atuação em que esses fundos tenham uma atuação menor no ano que vem? E ainda sobre o aspecto regulatório, se tem alguma coisa que vocês esperam que venha para a PF, no lado de macroprudenciais, FPR, anticíclico ou alguma medida do tipo? Obrigado.

Muito bem. Obrigado, Antônio. Obrigado pela tua participação aqui. Olha, eu vou te falar de forma bem objetiva. Primeiro, se não tiver recurso para se trabalhar o FGI e o FGO, que eu acho que é um dos melhores programas governamentais que a gente já viu em todos os tempos, porque ele de fato beneficia a micro, pequena e média empresa, com linhas mais longas e com uma taxa de juros muito menor, com prazo de carência. Então, independentemente do governo, eu, se tivesse sentado, eu manteria essas linhas, porque aquilo é um fundo, tudo que você recupera volta para o fundo. Então, você faz uma reciclagem de recursos, claro, bate em alguma coisa lá no primário, tem desafio, mas se não houver recurso, pode ter certeza do seguinte, a gente aqui está gerindo uma organização enorme que tem muitas linhas de receita. E veja, o relacionamento com essas empresas está crescendo. E essa carteira é uma carteira com um duration longo, ela não se liquida da noite para o dia, está certo? Então, a gente tem aqui relacionamento e, naturalmente, os clientes que são bons pagadores, que têm outros recebíveis, a gente vai continuar operando. Para determinados riscos, pode não valer a pena. Mas o fato é o seguinte, se a gente perder qualquer linha de receita, a gente vai buscar alternativas e outras linhas. Mas esse vento, se bater, não bate só aqui, vai bater no mercado de uma forma geral, cada um com sua proporção. Em relação a medidas macroprudenciais para a pessoa física, a gente não tem essas medidas ainda. Se eu falar aqui para você, para mim, é mera especulação. Mas eu, sinceramente, custo acreditar numa medida muito dura vinda do Banco Central. Isso aí, mas é uma percepção pessoal minha em relação a isso. Obrigado, não sei se vocês têm complemento aqui. Um abraço, viu, Antônio? Obrigado, Antônio.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Obrigado, Antônio. Próxima pergunta vem aqui da Beatriz Schiene, do UBS.

Beatriz Schiene Analyst — UBS

Bia.

Obrigado, obrigado pela tua participação, Beatriz. Eu vou deixar o cara que é responsável pelo escritório de transformação responder a sua pergunta, porque a gente tem um monte de projeto lá, né?

Então, Cassiano. Oi, Bia, obrigado pela pergunta. Não teve nada de on-off, eu acho que isso é um processo contínuo que nós estamos fazendo desde 2024 para cá. Então, ela tem se traduzido nas melhores estruturais que nós estamos fazendo, no Footprint é um que a gente vem falando, então ele já está indo para a linha mais residual, natural, a gente está chegando perto do ajuste ótimo, nesse primeiro visão que a gente tem do que é ter um parque de escritórios e agências, então acho que esse é um ponto um. O ponto dois, um trabalho forte em toda a parte de compras, continua, a gente está reolhando todos os grandes contratos gerais da organização, isso tem traduzido em forte eficiência, e terceiro, os contratos e as habilitações de tecnologia. As trocas que nós estamos fazendo por usar mais agentes, por usar IA, e mais do que isso, melhorar a parte de processamento inteiro do banco, que traz benefícios em toda a cadeia do nosso batch processing, ou mesmo do nosso online, tem traduzido também eficiência. Todas ainda não estão capturadas, nós continuamos olhando lá para o final do nosso processo de transformação, São perto de 40 pontos de EO e entendo que vai ser exatamente esse mix. Eficiência, produtividade, um final de footprint aqui e, obviamente, um olhar aí nas melhores tecnologias com custo reduzido. Acho que esse é o nosso caminhar aí nos próximos dois, três anos. Obrigado, Bia. Obrigado, Bia.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Obrigado, Bia. A próxima pergunta vem aqui do Gustavo Schroden, do Citibank.

Gustavo Schroden Analyst — Citibank

Olá, bom dia Marcelo, Cassiano, André Obrigado pelo tempo A minha pergunta é mais ali na questão de serviços Mas especificamente na linha de investment banking O banco tem apresentado um desempenho bem forte nas originações Principalmente de DCM Que DCM está bem fraco Mas na linha de DCM um pouco até diferente das tendências que a gente observa com outros pares. Eu tenho duas perguntas em cima disso, queria entender a estratégia aqui por trás, qual, vamos dizer assim, aonde você acredita que o Bradesco tem conseguido ser diferente e apresentar uma dinâmica diferente do mercado, e se existe aí uma possibilidade, dependendo da quantidade de encarteiramento que vocês fizeram nessas originações, de uma possível queda de juros, se a gente deveria esperar algum resultado positivo se, enfim, o juro de fato continuar caindo.

Obrigado. Doutor Gustavo, prazer novamente aqui conversar com você, sempre um prazer. Mas vou te falar o seguinte, vou brincar aqui com meus colegas, que o que está acontecendo com o Investment Bank é fruto de gestão. Então, é um bom trabalho realizado pelo time, o Bruno lidera, mas ali o Tute, que está com esse lado do DCM, você tem razão, o ICM é muito parado. Porém, do lado que está lá o André Moore, o que a gente está vendo é o seguinte, a depender do que aconteça no mercado, a gente pode ter um salto de ICM também. E veja, aqui a gente não está procurando, ah, eu quero ser o líder, não é esse o gol, o target da gente não, viu, Gustavo? Sabe qual é a estratégia? A estratégia é a gente estar próximo dos clientes. Então, a gente está chegando com muito mais assertividade, com um time mais preparado, com todos os segmentos corporate originando mais. O que a gente quer é o nosso fair share, é isso que a gente fala, né? Então, eu vejo o pessoal trabalhando muito bem lá no Global, combinado com o Agora também, teve um crescimento também importante, está certo? E continuando a originar cada vez mais. Em relação a uma queda de taxa de juros, o que eu vou te dizer é o seguinte, não necessariamente você tem um ganho específico aqui por isso, Mas o que a gente está fazendo hoje, que foi a pergunta, eu acho que do Vaz no começo, em relação ao Banco de Atacado, que tem um durecho muito menor do que no passado já teve, é a gente tem operações curtas de adiantamento a fornecedores, de recebíveis, que são bem curtas. E a gente tem operado muito, assim como o mercado, naquela carteira que a gente chama de OPD. Então, é a originação para distribuição. Então, você distribui uma parte, coloca uma parte no livro e depois sai. Então, o banco de atacado tem circulado muito a sua carteira. Por isso que eu falo que a carteira pode crescer 10% no TRI e cair 10% no outro. É um pouco disso aqui.

O que encaixa com a pergunta dele aqui? Dependendo da flutuação, você está mais um dinheiro ou menos um dinheiro.

A saída no OPD, quando você encontra o secundário, Gustavo, você conhece bem isso, e que tem um prêmio para você sair naquela distribuição, naquela janela.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Dois comentários meus aqui, Gustavo. Primeiro, que o percentual de oferta firme que a gente teve que executar foi menor do que os principais concorrentes ao longo de 2026. Segundo, em novidade no DCM, foi a originação para médias empresas, atender o middle market. Acho super importante isso aqui. Obrigado, Gustavo. Obrigado, Gustavo. Um abraço. Próxima pergunta vem aqui do Matheus Guimarães, da XP.

Matheus Guimarães Analyst — XP

Bom dia, André. Bom dia, Noronha. Bom dia, Cassiano. Obrigado pelo espaço para fazer a pergunta aqui. A minha pergunta vai um pouco sobre o ENAE Mercado. Acho que foi mais um trimestre forte nessa linha, e acho que em nove meses vocês entregaram o que muitos de nós analistas esperavam já para o ano. Como é que vocês enxergam essa linha para frente? Vocês acham que esse patamar agora deveria ser um patamar mais recorrente? Como é que a gente imagina isso olhando para frente? Obrigado.

Matheus, obrigado. I hope so, né? Mas, novamente, aqui a brincadeira que eu fiz, isso é gestão, né? E aí eu vou dizer para você, como eu comentei durante a apresentação, a tesouraria tem operado muito bem, a gente montou outras verticais lá, mas tem um time muito preparado, cara. E veja, você tem uma recorrência com o banco de atacado, com o middle, está certo? E com o nosso segmento de empresas, que está muito conectado também. Então, a gente está criando muita alternativa para os clientes ali. E aí você bate no trade, na mesa de energia. No flow, né? Então, cara, eu tenho uma expectativa positiva para esse trimestre. E que a gente vai continuar com essa recorrência em nossa tesouraria, né, Cassiano?

Você quer comentar adicionalmente alguma coisa? Eu acho que complementa um pouco daquilo que eu estava falando um pouquinho nas respostas anteriores. Eu acho que a gente tem uma tesouraria bem montada. Eu vou aqui falar de software e guidance, eu acho que é importante. Eu imagino que a gente vai ter um número muito parecido com esse no quarto TRI. então acho que a gente chega ali ao redor de 3 bilhões esse ano e acho que a tesouraria tem uma estratégia bem adequada obviamente se a gente tem todo para ver o macro que vai acontecer como eu disse, menos juros em qualquer instância é muito bom para a nossa tesouraria e para a organização como um todo e eu entendo que a gente terá um ano de 27 promissor logo mais é quando pudermos falar um pouquinho do softguide de 27 e a gente vai poder traduzir isso aí em número para vocês.

É, mas aí, só reforçando isso, né, Matheus, que o Cassiano falou, eu falei aqui do nosso NII total, né? Com mercado, com clientes, oriundo de passivo e de ativo, eu tenho expectativa positiva para o quarto TRI também, tá? Incluindo o NII com mercado, tá? Obrigado pela participação, André.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Boa, obrigado, Matheus. Próxima pergunta vem aqui do Eduardo Rosman, do BTG.

Eduardo Rosman Analyst — BTG

Opa, bom dia, pessoal. Obrigado aqui pela oportunidade. Queria que vocês dessem um update de como está a transformação do Banco de Varejo. O que vocês acham que tem sido melhor? O que vocês acham que tem sido mais desafiador desde quando vocês desenharam o plano? Obrigado.

Rosman, obrigado pela participação. Prazer falar contigo novamente. Eu vou pedir que o Cassiano, novamente, como o responsável pelo escritório de transformação, Então, comece a responder e, na sequência, eu arremato aqui com o André também.

Tudo bem, Rosmar? Bom te ver. Eu acho que o primeiro desafio foi quando a gente fez a primeira base de transformação ao longo do ano de 2024 e 2025, que era os alicerces para que a gente pudesse acoplar os clientes que estavam em agências, numa nova plataforma digital ou mesmo num atendimento digital, acoplando a BIA, o chat online e alguns recursos que a gente passou por 80 anos falando naturalmente o cliente procurar o seu gerente, ele passar a falar com a BIA e com o gerente remoto. Esse alicerce foram super importantes nos primeiros dois anos e o desafio deste ano especificamente foi colocá-los de fato fazer o que a gente chama de tombamento. Já estamos com 45 milhões de clientes, o que ajuda naturalmente o outro lado da transformação que é o footprint que eu falei agora de pouco. Então, 45 milhões de clientes sendo atendidos remotamente, que é muito importante. Teve mais de 15 milhões de interações com a BIA. 90% dos casos, a BIA responde e apenas 10 a 12, dependendo do tipo de assunto, de ediva para o humano dentro da nossa central. Era uma área que tinha, naturalmente, muitos processos manuais, antigamente dentro das agências, hoje é 100% digital. E agora o desafio tem dois, são dois grandes principais. O engage, que a gente tem feito muito bem, nós temos aberto contas cada vez com melhores rentabilidades, isso é muito importante, acho que esse é o primeiro grande lado positivo, ou seja, muito mais engajado, o cliente usando muito mais o banco. E naturalmente a gente trabalhar a principalidade daqueles clientes que também estavam mais longe no dia a dia da agência, mas que tem o nosso app e tem a nós como banco preferencial. E aí trabalhando também uma proposta, na melhor proposta prospectiva para esse cliente. Então, acho que o desafio está aí. Rentabilizar esse cliente, uma vez que o custo foi acertado, agora é a rentabilidade desse cliente e uma abertura de conta corrente mais assertiva e muito mais saudável do ponto de vista de retorno para o banco.

Eu complemento aqui, Rosman, de te falar no seguinte. Se você der uma olhada lá na publicação completa, nós crescemos base de clientes também nesse trio. Então, o pessoal está trabalhando esse Engage to Grow, que o Cassiano acabou de mencionar, que a rigor é o ciclo de vida dos clientes. Mas note que é o seguinte, o banco de varejo, eu poderia dizer que ele é o varejo digital mais o Prime. Prime, aqui, eu vou complementar para não repetir aqui o que o Cassiano falou sobre o varejo digital, mas no Prime, veja só, o Prime, ele foi o grande doador de clientes e de gerentes, por exemplo, para o segmento principal. Então, a gente fez um esforço de treinamento e tal. Então, o pessoal fez um esforço para passar também clientes. Então, a última migração acontece agora, nesse tri, né? Então, em dezembro, a gente conclui. Então, o ano que vem é o ano do Prime e dos segmentos Negócios 1 e Negócios 2, que a gente está incrementando. Então, a gente também está mexendo no modelo de gestão do Prime, que eu mostrei ali, a gente fechou o TRI com 4,5 milhões de clientes, vamos fechar com mais ou menos 4,6 milhões, e a gente vai ter uma proposta de valor distinta e agora um segmento focado naquilo que ele tem de fazer, account load diferente, front-end diferente, que foi implementado para o plugin, plataforma completamente diferente. Então, a gente vai ver um prime agora decolando, porque ele teve de fazer o movimento do footprint, ele teve de passar clientes e gerentes para o principal, ele teve de passar clientes para o varejo digital. Então, ele foi um grande doador de pessoas, de estrutura, de clientes. Então, agora é que a gente termina a implementação do principal e a gente vai dar um salto aqui no nosso Prime.

Ele foi o efeito colateral da gente ajustar os dois expoentes. O Massificado Digital e o Alta Renda, que é o Príncipe. Então, ali foi o efeito colaborador. Ele ficou no meio.

Mas ele continua trabalhando, está entregando. Ele está entregando, mas eu digo o seguinte, ele vai decolar cada vez mais. Porque agora você está focado só naquilo, você não tem que trabalhar com os outros segmentos de clientes, por conta do movimento todo que a gente fez nesse período. Obrigado, Rosman. Obrigado, Rosman.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Obrigado, Rosman. A próxima pergunta vem do Eduardo Nishio, aqui da Genial.

Eduardo Nishio Analyst — Genial

Olá, bom dia, bom dia André, Noronha, Cassiano Tenho duas perguntinhas A primeira, a gente está às vésperas de um momento importante para o Brasil Nesse final de semana Eu queria entender de vocês como seria o banco Como as linhas se comportariam De certa forma, uma eventual aceleração da queda da Selic E como vocês veem o banco navegando no cenário de juros menor a primeira pergunta, a segunda pergunta é em relação, é muito mais para entender o filme do que a foto do trimestre, no trimestre a gente viu a margem de clientes subindo 1,5%, mas a margem líquida pós-PDD caindo 3,5%, e aí você tem todos os efeitos de ter uma carteira com mais garantia, você tem as empresas, algumas empresas do agro entrando em estágio 3, Eu queria saber, e tem a cura também que vem depois, do FG e FGOA. Eu queria saber como é que vocês veem essa margem evoluindo nos próximos trimestres e se é possível já indicar um ponto de inflexão na margem líquida. Obrigado.

Obrigado, Enfio. Prazer falar com você. Obrigado pela tua participação novamente aqui. E eu vou dizer para você o seguinte, o Cassiano falou aqui, que era de taxa de juros, ela é positiva para a organização de uma forma geral. Então, essa é a primeira resposta para você. A segunda, em relação à margem, eu vejo a nossa margem financeira bruta, que eu falei, margem com clientes, vinda de crédito, vinda de passivo, E a margem com o mercado crescendo. A margem líquida, como você bem pontuou, ela foi pressionada pelo custo de crédito. E a gente tem de ter margem para pagar essa conta. O custo de crédito over 90, acho que vai ficar pressionado por algum tempo, sim. Não é privilégio nosso, como eu mostrei aqui. A gente tem índice menor do que o sistema financeiro nacional, mas vai bater nesse mercado brasileiro. A gente está vendo aí, como eu comentei também durante a apresentação, o Over90, que o Banco Central divulgou, de janeiro até agosto, ele cresceu 0,8. Não é pouco, né? O nosso cresceu também, cresceu 0,5. Só que o nosso, ele está concentrado na carteira de FGI e FGO e ali no Banco João Dias. Essa é a diferença quando você olha para os portfólios. Então, tem um custo de crédito maior, tem um over 90 maior, mas, cara, novamente, olha o top line da gente. O top line está bem, a gente vai continuar crescendo, é nisso aqui que eu acredito. Acredito que a gente vai entregar uma margem bruta com o mercado e com clientes superior no quarto tri desse ano. Mas taxa de juros baixa é positiva e positiva para o macro brasileiro. Porque hoje a taxa de juros real é muito alta. Estamos falando de quase 10%, quase 10%.

E juros menor impulsiona a economia, gira o cliente, o cliente paga melhor, recupera melhor.

E tira aquele custo das empresas.

A empresa investe.

Uma taxa de juros dessa, aquela empresa que é um pouco mais alavancada, seja pequena, média ou grande empresa, sofre mais. Sem dúvida.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

E o gancho disso é que o juro menor impacta custo de crédito, mas não é rápido.

Isso depende da economia. Você não vai pegar aquela massa de pessoas que têm um comprometimento de renda mais alto, né, André? E mudar da noite para o dia esse perfil, né? Ela passa pelo ciclo de crédito.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

E do lado de margem financeira líquida, a gente tem guidance. E aqui o nosso guidance é de 42 a 48 bi no ano. Ou seja, a gente está vendo na banda de baixa aqui do guidance, provavelmente ali mais perto do piso, mas ainda assim um desempenho dentro do esperado.

Mas eu vou te falar, o André está correto no que ele está colocando, mas eu, olhando para a margem bruta, eu tenho uma expectativa um pouco melhor para o quarto tri, Ali no Gairos. Mas vamos lá, a conferir. Ótimo.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

A próxima pergunta vem aqui do Renato Meloni, da Autonomous. Renato, vamos te ver.

Renato Meloni Analyst — Autonomous

Bom dia, pessoal. Bom vê-los. Obrigado pelo espaço para a pergunta. Eu queria continuar na margem financeira com clientes ajustada ao risco. Então, pegando as suas falas do call de hoje, vocês continuam com apetite a risco em segmentos com spread menor, o custo de risco continua pressionado, então me parece razoável imaginar que a margem continua pressionada ao longo dos próximos trimestres. Então, quais as alavancas que você vê ao longo do ano que vem para você continuar crescendo aqui? e quando você estima que pode ser um ponto de inflexão da margem. Obrigado.

Renato, obrigado pela tua participação mais uma vez aqui. Prazer falar com você. Você se refere, eu acho, a margem financeira líquida. Se o custo de crédito ficar um pouco mais pressionado, ela é um pouco mais pressionada de fato. Mas veja que a gente está crescendo em portfólios também que trazem não só um retorno ajustado ao risco muito alto, mas que trazem uma margem convidativa com duration longo. Eu vou te falar do consignado, o consignado público, o consignado privado especialmente. Então, essa é uma carteira que se você olhar lá está praticamente 110 bilhões e a gente tem muito espaço para continuar crescendo aqui também. Segundo, a gente está mostrando aqui que todas as rolagens da agente de veículos Estão muito controladas e aqui a gente também tem mais, porque a gente escolheu aonde operar. Então, por exemplo, eu vou citar com clareza aqui. Se a gente olhar somente para os leves novos, o retorno ajustado ao risco é baixo, a margem é baixa. Então, a gente se posicionou de uma maneira que a gente pode capturar mais margem aqui e com um crescimento que a gente apresentou de quase 27% em Eruveria. Então, tudo isso aqui vai contribuir com nossa margem para o próximo ano. Se você pensar, quando a gente fechar dezembro, a gente tem um carry importante de carteiras que tem margem, que já levam a gente para 2027. Então, eu acho que é por aqui, não sei se os colegas querem... A captação, né, Marcelo? A captação que tem sido bem relevante. Ela está crescendo, olha lá também na publicação completa, a gente tem crescimento e que tem trazido também margens importantes para a gente.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Com o custo de funding estável e captação... No nível mais baixo.

É a principalidade no cash que a gente vem buscando, notadamente nos clientes de pessoa física de média alta.

Andre Carvalho Head of Investor Relations

Alavanca importante, sem dúvida nenhuma. Obrigado, Renato. Obrigado, Renato. Encerramos aqui então a nossa sessão de perguntas e respostas, àquelas que não conseguimos responder aqui e a nossa equipe de RI responderá posteriormente. Então, antes de passar aqui para o Marcelo para fazer o encerramento aqui do nosso encontro, gostaria de lembrar a todos que no nosso site de RI vocês encontram toda essa apresentação e todo o material da divulgação de resultados. Marcelo, suas considerações finais.

Bom, em primeiro lugar, eu agradeço aqui Cassiano, André, pela conferência. Agradeço especialmente a você que está nos assistindo aqui, novamente nossos acionistas, com voto de confiança no nosso aumento de capital, todos os investidores do BuySide, os colegas do SellSide, pela participação frequente de vocês, também os nossos clientes que nos acompanham aqui em nossas conferências E os nossos funcionários, colaboradores de todas as nossas ligadas do banco, que acompanham a gente. Também agradeço o Marinelli e o Ney, que estão aqui com a gente na conferência. Pessoal, voltamos em breve para a gente trazer o nosso quarto tri de 2026. Eu desejo um bom fim de semana a todos e, mais uma vez, obrigado pela participação. Obrigado, gente.

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