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Earnings call · FY2026 Q2

Bank Bradesco (BBD) Q2 2026 Earnings Call Transcript

Concluded Aug 6, 2026
Aug 6, 2026 0 turns
Period
FY2026 Q2
Runtime
—
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Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 Marcelo Noronha – Bom dia a todos. Obrigada por nos prestigiarem novamente. Estamos aqui mais uma vez para apresentar os nossos resultados do 2T26, diretamente da nossa matriz, na Cidade de Deus. Agora são 10:31 desse dia 6 de agosto.

Slide 2 – Destaques Como vocês viram na publicação ontem, atingimos R$ 7,1 bilhões de lucro líquido no 2T26, um crescimento de 16,2% a/a, 3,5% t/t, com um ROAE de 16,2%, superior àquele que se tinha de expectativa pelo mercado, porque o mercado esperava que atingíssemos 16% de ROAE no último trimestre deste ano. Aqui está o resumo da nossa apresentação. A carteira de crédito cresce com mais garantias e em linhas com um bom retorno ajustado ao risco (RAR), e eu trarei alguns elementos, porque nestes últimos dois meses, nossa área de RI tem recebido demanda de investidores sobre o que está acontecendo com o macro, qual é a opinião em relação à carteira, então, trago alguns elementos aqui para vocês. Falarei da nossa tração em relação às receitas e da nossa transformação acelerada. Falarei de causa e efeito, como sempre faço.

Slide 3 – Carteira de Crédito Expandida Crescemos nossa carteira de crédito em 11,6% a/a, mais até proporcionalmente do que no último trimestre, uma carteira que atingiu R$ 1.137 bi o e o mesmo CAGR, do 2T24 até o 2T26, de 11,7%, porque temos tração comercial, alta penetração, equipe comercial com ferramentas, com abordagem correta, com inteligência por trás, mas também os canais digitais - vou falar de FGO: fomos o primeiro banco a dar uma experiência completa para o SME (PME) contratar operações de FGO. Isso vem acontecendo em toda a organização. A causa é tração comercial em todos os segmentos de negócios, em todas as linhas de negócio, sem exceção, que resulta no crescimento da nossa carteira de crédito. Depois comento os outros itens e receitas na sequência. Destaco aqui, nosso SME cresceu 16,1% a/a, a despeito do base line do mesmo período do ano passado. Este é um grande destaque. Nossas grandes empresas cresceram 12,7% a/a. Farei um comentário depois sobre as grandes empresas no Banco de Atacado. Pessoas físicas cresceram 8,4% a/a. Temos crescido nas linhas e modalidades que queremos e para as quais nos programamos para crescer. E temos crescido nos clientes com bons ratings, com boa modelagem de crédito e, naturalmente, com políticas adequadas a cada uma das modalidades que operamos. Queria que vocês fixassem um número: temos um crescimento em SME de 5,1% t/t. Esta carteira cresceu R$ 37 bilhões a/a. Deixaremos este número aqui para comentarmos um pouco mais adiante.

Slide 4 – Carteira de Crédito – Bradesco x SFN Trago outro elemento para vocês que corrobora com o que comentei. Onde queremos crescer? Crédito direcionado, eminentemente, FGO, FGI, crédito imobiliário, incluindo plano empresário. Crescemos, em 12 meses, 21,4% contra 12,7% do Sistema Financeiro Nacional. Quando olho para recursos livres, crescemos menos do que o Sistema Financeiro Nacional (-3,3p.p.), porque aqui estão as linhas clean, sem garantias, sem colateral, que temos menos apetite. Crescemos mais na pessoa jurídica do que na pessoa física. Nas pessoas jurídicas temos linhas mais garantidas. Em pessoas físicas, estamos bem tracionados no crédito consignado, queremos tracionar ainda mais no crédito imobiliário, e estamos bem tracionados no CDC veículos, como comentarei. Na 1

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 pessoa jurídica, crescemos 14,7% contra 7,9% do Sistema Financeiro Nacional, nas linhas e nos clientes que focamos, e para os quais direcionamos todo o nosso time, os segmentos e os nossos canais digitais também.

Slide 5 – Carteira de Crédito Expandida Crescimento em linhas com foco no retorno ajustado ao risco Dou um zoom em nossa carteira de crédito expandida. Todas as linhas com retorno ajustado ao risco avaliado periodicamente, inclusive por mim. Vemos isso o tempo todo e nos regulamos, porque não temos como objetivo principal liderar esta ou aquela modalidade. Temos liderado algumas modalidades, mas não é esse o foco principal. O foco principal é estar no ponto ótimo do retorno ajustado ao risco. Trago aqui o Banco de Atacado com esse nível de crescimento (7,3% t/t e 13,0% a/a). E onde crescemos no Banco de Atacado? Veremos depois o rural, especificamente do Banco de Atacado, mas lideramos a originação de renda fixa neste período, em TVM, só que grande parte do nosso TVM vai para uma carteira chamada OPD, que chamamos de “originação para distribuição”. Distribuímos um pedaço ao mercado, encarteiramos um pedaço, e saímos no mercado secundário, porque otimizamos capital e otimizamos a margem. Por isso, falo que a carteira do atacado pode oscilar muito para cima e muito para baixo. Mas não crescemos só aí. Crescemos no rural, com oportunidades de M&A em setores específicos. Duas operações que fizemos: uma no agribusiness, que foi um M&A com um cliente classificado como Triple A; e outro cliente, também com bons ratings, mas com uma garantia de extrema liquidez. Só nestas duas operações, o Banco de Atacado fez R$ 6 bilhões. Onde crescemos mais? No plano empresário, com boas incorporadoras, em segmentos distintos do Banco de Atacado e também no SME. É uma linha que temos crescido bem, e estenderemos também na pessoa física. Onde mais? Somos os maiores financiadores de aeronaves via leasing do Brasil. Temos 64% de participação. De tudo o que foi feito neste período, neste primeiro semestre, de aeronaves financiadas para empresas e outra parte também no Wealth, 64% está aqui no Bradesco. Somos líderes na carteira de leasing, mas especialmente neste tipo de cliente, que tem também um risco de crédito absolutamente controlado e muito bem colateralizado. Volto aqui para o varejo e SME. Estou falando da pessoa física + SME na carteira de crédito expandida, que teve esse nível de crescimento (2,2% t/t e 10,6% a/a). E vejam, estamos falando da originação média mensal para varejo e SME. Onde cresceu a originação média t/t? Em FGO, FGI e crédito imobiliário, inclusive plano empresário (+44,6% t/t). Nos demais produtos, em que o apetite a risco é menor, decrescemos a originação média em 7,7% t/t. Sigo adiante para entendermos todo o nosso movimento estratégico e tático e como está o mix de carteira de crédito. Em originação de FGI e FGO: este mercado é altamente disputado por todos os bancos incumbentes; fomos novamente primeiro lugar, com 21,6% de market share, assim como lideramos o ano de 2025 inteiro. Nossa originação cresceu 52,7% t/t. Vamos olhar carteira de crédito SME. Primeiro, market share de SME, último dado disponível no Banco Central: para aqueles clientes que têm faturamento até R$ 300 milhões/ano, já tínhamos dito isso desde a divulgação do plano de transformação, lideramos este mercado em ativos. Vimos um novo crescimento, superando 17% de market share nesta base até R$ 300 milhões/ano. E a nossa carteira de FGI e FGO cresceu 64,5% a/a. Esta é uma carteira extremamente garantida pelos dois fundos. Na prática, são cinco linhas de FGI e FGO e operamos em todas. Comentarei um pouco 2

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 mais adiante quais são os efeitos que elas trazem em inadimplência (over 90) e custo de crédito, voltarei em breve nisso. Em cartão de crédito, crescemos mais nas rendas mais altas, com apetite menor nas rendas menores. Estamos com muito cuidado, mas, vamos lembrar, continuamos tendo clientes com rendas menores na nossa base, que estão em dia, que vinham em dia, que são clientes de folha de pagamento, clientes das nossas parcerias. Os grupos de clientes de rendas menores perderam participação no portfólio ao longo destes últimos 30 meses, mas eles estão aí. Quando olhamos o atraso em cartão de crédito, vemos que o atraso vem de safras antigas, cerca de 80% vêm de safras como a safra de 2019, e muitas vezes é o cliente que tem folha de pagamento conosco, que se apertou de alguma maneira este ano, perdeu o emprego ou teve algum outro tipo de dificuldade. Não são as safras novas. Há outro aspecto: cartão é um produto de relacionamento, queremos e estamos escolhendo os clientes certos, com ratings corretos, com a política de crédito correta. Mas hoje, toda vez que fazemos operações de cartão de crédito, registramos custo de crédito / provisão oito vezes mais do que anteriormente, considerando a Resolução 2.682. Em veículos, crescemos 26,8% a/a, dentro do nosso fair share. Lideramos um ou outro quadrante em veículos, como pesados e leves seminovos, junto com uma outra organização. Não lideramos, por exemplo, leves novos, porque o retorno ajustado ao risco é menor. Enxergamos lá atrás, depois de fazer aquele diagnóstico que já falei para vocês no ano passado, que iríamos começar a tracionar em veículos, pois havia uma oportunidade em alguns segmentos para fazermos o crescimento. Mudamos completamente o nosso circuito comercial e operacional, trocamos a plataforma, colocamos machine learning, inteligência artificial por trás de pricing, modelo de risco, política de crédito e pricing para os clientes e para os dealers. Com isso, a experiência do cliente mudou completamente. Proporcionamos uma experiência para o cliente e para o dealer completamente diferente, o que fez com que aumentássemos nossa participação. Quando falo de seminovos, não estou falando de automóveis de 20 anos, estou falando de automóveis seminovos com 5, 6 anos, um pouco mais, dependendo do rating dos nossos clientes. Ganhamos participação onde há um retorno ajustado ao risco maior. Por exemplo, se eu pegar o mercado de motos, nosso apetite é bem mais moderado, há outros bancos que operam este mercado, então ficamos nos ratings absolutamente comedidos. Isso também significa o seguinte: quando crescemos essa carteira, registramos, na média, 1% de provisão / custo de crédito, pela Resolução 4.966. Aquele cliente que atrasa — porque sempre haverá alguém que atrasa —, pela Resolução 4.966, temos um impacto na largada de 12% em cima do saldo deste cliente em relação ao custo de crédito. É bom explicar essa dinâmica para que todos entendam o que significa o over 90 e o custo de crédito. O crédito consignado cresceu no Bradesco 9,3% a/a. Se tiverem curiosidade de olhar o ano de 2025, verão que em alguns trimestres estávamos crescendo a uma média de 5% a/a. Ampliamos nosso crescimento. Onde crescemos mais? No consignado privado: crescemos 88% a/a. No público, continuamos crescendo, temos cerca de 14% de participação, somos o maior banco privado na combinação do consignado público, INSS, e privado, atrás de dois bancos controlados pelo governo federal. A nossa inadimplência no consignado: acho importante dar esse elemento, porque isso aqui traduz aquilo que estamos fazendo em relação à gestão de portfólio, à nossa carteira, retorno ajustado ao risco e controle efetivo de risco. Quando olhamos para o consignado em geral, a inadimplência do mercado sem o Bradesco é de 3,3%; a nossa é de 2,5%. Quando olhamos só para o privado, que tem sido inclusive objeto de reportagens e que temos

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Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 acompanhado, o mercado sem o Bradesco está com inadimplência, um over 90, de 8,9%, enquanto o nosso é de 4,7%. E sigo adiante com o rural. O rural apresenta um crescimento de quase 25% a/a. Vejam onde está tracionado: no Banco de Atacado. Falei de um caso de M&A que fizemos com um cliente de grande porte. É aqui, no Banco de Atacado, que a carteira cresce, e com garantias, em clientes Triple A, Double A. Estamos lá presentes, acreditamos no agribusiness brasileiro, entendemos que há um ciclo um pouco mais difícil, por uma razão ou por outra, mas que há muitos bons clientes e continuamos operando neste mercado, seletivamente, com bons ratings. Notem que na carteira de pessoa física do rural, apesar de vermos um crescimento ainda a/a, quando olhamos para junho e comparamos com dezembro de 2025, temos um decréscimo de 0,6%. Outro exemplo – o over 90 do rural: o mercado sem o Bradesco saiu de 7,3% em março para 7,6% em junho, e o Bradesco saiu de 5,0% para 4,6%. Temos inadimplência bem controlada aqui no setor, sem o Banco John Deere, que tem uma inadimplência maior e que afeta inclusive o nosso over 15-90 também. Temos um market share estimado no agronegócio brasileiro de cerca de 12%. Só que nossa participação em RJ (recuperações judiciais) do rural foi de 3,5%. Acompanhamos isso pari passu; em quantidade, é bem menor do que o mercado absorveu recentemente. Este zoom serve para mostrar como estamos gerindo nosso portfólio: de maneira ajustada, com foco no retorno ajustado ao risco, com controle de portfólio e com escolha de modalidades e rating de clientes.

Slide 6 – Carteira de Crédito Expandida Prioridade para linhas com garantias, menor risco e aumento de spread nas demais linhas Volto aqui comentando essa questão de linhas com colateral. Este gráfico é de produção na carteira expandida de pessoa física e SME. Quando observamos este gráfico, vemos que a originação de FGI, FGO e imobiliário na pessoa física e no plano empresário ganhou participação no último trimestre. No entanto, observe, primeiramente, que o número absoluto cai, pois isto é regulagem de risco, uma nova modelagem, apetite a risco. E os spreads nas outras linhas crescem 11% (considerando base 100) quando comparamos com o 3T25. Olhando para este outro lado, temos os períodos de honra dos programas governamentais que mencionei, FGI e FGO, que levam 120 dias ou 185 dias para receber a honra. Estamos dentro do stop loss, temos um stop loss previsto para cada programa. Mas o atraso provoca dois fenômenos, e estamos crescendo muito nessas modalidades. O primeiro fenômeno é o custo de crédito, porque pela Resolução 4.966, enquanto se espera o período de honra para aquelas empresas que saíram da carência, não conseguiram pagar, ficaram atrasadas, registramos provisão. É diferente de um crédito sem garantia, mas registramos provisão até o seu período de honra. Quando há a honra, revertemos aquele valor provisionado. E tem um segundo fenômeno, como mencionei: ele pressiona o over 90. Tivemos nosso pico de produção de FGI e FGO no ano passado, quando ganhamos a liderança, entre março e outubro do ano passado. Estamos em um período em que há picos de vencimento do período de carência, apesar de já termos nos aproximado de 50% de todo este conjunto.

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Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 Slide 7 – Indicadores de Qualidade da Carteira Passarei para a qualidade de nossa carteira de crédito. O over 90 cresce 10 bps t/t, está estável. Ele é influenciado por pessoas físicas, com crescimento de 10 bps t/t também, e por SME, predominantemente em linhas governamentais, FGI e FGO, como já ocorrido no trimestre anterior. Ele pressiona o over 90 até inflexionarmos esta curva, parar de crescer, leva um tempo, e normalizaremos com a honra. Isto não me preocupa. Temos 0,2% de inadimplência no banco de atacado. Passo aos estágios, que vale a pena comentar. Antes disso, esta nota de rodapé, do 15 a 90 dias, com 30 bps de variação, provém predominantemente do Banco John Deere, que tem uma concentração de vencimentos no segundo trimestre e que apresentou um crescimento significativo neste nível de atraso. Sabemos que ali há chips em todos os equipamentos e um tempo de recuperação e de equalização para alguns clientes. Nos estágios: estágio 3, tivemos 10 bps de variação, basicamente por um cliente específico do banco de atacado para o qual fizemos grande parte da provisão no trimestre passado e fizemos um complemento neste segundo trimestre, devidamente provisionado. Parte era TVM e derivativo, e este cliente fez uma reestruturação no mercado, com sindicato de bancos, com bondholders. É um cliente conhecido, não comentamos casos específicos, mas ele gerou isto. Caso contrário, estaríamos estáveis no estágio 3. No estágio 2, que apresenta esta variação de 0,6 p.p., ela é basicamente provocada pelo FGI e FGO, que mencionei, com aproximadamente 0,2 p.p., um pouco mais do que isso; e o Banco John Deere. O restante está diluído em carteiras, inclusive na carteira rural, apesar de termos uma inadimplência menor do que o mercado. Olhando a carteira reestruturada, vem decrescendo ao longo do tempo, no trimestre passado dissemos que estávamos chegando ao equilíbrio. Neste trimestre, esta variação é deste cliente que mencionei, que foi para o estágio 3 e que está, obviamente, em carteira reestruturada. Se não fosse ele, mesmo com o Desenrola, teríamos reduzido esta carteira. Ele está coberto hoje, absolutamente dentro daquilo que se espera de perda esperada. O Desenrola, fizemos renegociação de R$ 2,7 bilhões até junho; é um quadro que está aberto para todos verem, mas o impacto dele para nós em over 90, ou mesmo em custo de crédito e em resultado, é imaterial. O programa está valendo julho e foi prorrogado até o final de agosto. No 3T, voltaremos a falar dele. Vejam que nossa carteira com garantias sobe para 61%, a de pessoa física para 69%. Não é à toa. É causa e efeito. Isto é o trabalho de gestão de portfólio, e estamos trabalhando muito mais com linhas colateralizadas que, em seu mix, fazem aumentar a participação de créditos com garantias.

Slide 8 – Receitas Totais Qual é o outro efeito do crescimento de nossa carteira de crédito? É o crescimento da receita total, que atingiu R$ 37,6 bilhões, 10,3% de crescimento a/a. Margem financeira total crescendo 15,7% a/a, quase R$ 21 bilhões. Receita de prestação de serviços cresceu 1,7% a/a, no valor de R$ 10,5 bi. Nosso grupo segurador vem mostrando grande resiliência trimestre a trimestre, com bons retornos e este nível de crescimento de 8,3% a/a. O CAGR (Compound Annual Growth Rate ou Taxa de Crescimento Anual Composta) do 2T24 ao 2T26 das nossas receitas é de 12,5%, este é o crescimento médio que apresentamos. O efeito também daquele crescimento da carteira de crédito, e carteira de crédito com portfólio muito mais colateralizado, gera isto. 5

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026

Slide 9 – Margem Financeira Li comentários de alguns investidores sobre nossa margem com clientes e margem com mercado. Um destaque: a margem com mercado atingiu R$ 700 milhões neste trimestre, crescimento de quase 22% t/t, graças ao trabalho competente de todas as nossas equipes da tesouraria, trabalhando muito bem no trading, no ALM, mesa de energia, mesa de clientes e assim sucessivamente. Escreveram: "o destaque principal é a margem com mercado, que cresceu 22% t/t". Mas observo a margem com cliente, quase 14% de crescimento a/a. Se observarmos o número, esta margem com mercado a/a cresceu R$ 350 milhões. Quando observo a margem com clientes, ela saiu de R$ 17,8 bilhões para R$ 20,2 bilhões, quase R$ 2,5 bilhões de crescimento absoluto a/a. É daqui que vem. A margem com cliente não vem apenas da carteira de crédito. Nosso passivo cresceu de forma muito significativa e impulsionou também este crescimento total da margem com clientes. O custo de crédito cresceu, mas ficou estável proporcionalmente, em 3,5%, por todos aqueles pontos que mencionei, de FGI, FGO, Banco John Deere etc. A margem com clientes líquida, 4,5%, com crescimento de 6,2% a/a, refletindo, naturalmente, o custo de crédito. Notem que o crescimento não é significativo. Se observarmos nossa carteira de crédito no final de 2023, crescemos em 30 meses 30%. Quando crescemos, registramos mais provisão, o custo de crédito sobe.

Slide 10 – Receitas de Prestação de Serviços Passando para o novo tópico, que é consequência também da tração comercial, dos negócios de penetração em clientes, nossa receita de prestação de serviços cresce 1,7% a/a. Acreditamos que o crescimento estará dentro do guidance. Destaco a resiliência em consórcios e administração de fundos, ambos crescendo cerca de 10% a/a. A linha de serviços de custódia e corretagem cresce 26,4% a/a, destaque para o maior resultado que já tivemos com nossa corretora Ágora e Global Market, os dois combinados estão agora trabalhando de maneira absolutamente sinérgica, com uma só corretora, não duas, com atendimentos devidos para os clientes pessoa física, suportando o Wealth; para os clientes institucionais, também com suas respectivas equipes. Quando olhamos a publicação completa, vemos que nossa receita de prestação de serviços deve ter cerca de nove linhas, mas, a rigor, temos uma diversificação de receitas brutal. Temos pelo menos 15 linhas, e não estou falando da linha, por exemplo, de cartão de crédito, de separar intercâmbio de anuidade; estou falando que temos outras linhas que também vêm por equivalência e que afetam isto. Acreditamos muito na nossa capacidade de crescimento. Aqui, mercado de capitais, o IB (Investment Banking), vem crescendo bem. Ele decresce a/a porque tivemos um super segundo trimestre no ano passado, com todos os ajustes que fizemos em nosso Investment Banking, e atingimos o primeiro lugar em renda fixa, em originação de renda fixa local, primeiro lugar em M&A. Notem o seguinte: a variação foi negativa, por razões naturais, porque havia uma base comparativa maior naquele segundo trimestre. No entanto, nosso IB vem gerando, em suas diferentes linhas, R$ 1 bilhão a mais de receita em 12 meses quando comparo com o que arrecadávamos no ano de 2023. Vem fazendo com resiliência.

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Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 Slide 11 – Seguros, Previdência e Capitalização Seguindo adiante, outras linhas de receita: seguros, previdência e capitalização. Mais um trimestre robusto. Crescimento do lucro líquido de 28,3% a/a, atingindo R$ 2,9 bilhões. Vejam que os prêmios crescem sobre uma base comparativa também grande, atingindo estes patamares que estão vendo. Quando observamos o resultado das operações de seguro, vemos que o resultado total teve crescimento de 8,3% a/a, 14% no semestre. Cresceu mais o resultado financeiro, porém, no trimestre, o resultado operacional ou industrial, como chamam, cresce mais do que o financeiro. No primeiro semestre, idem. Estamos bem tracionados. Darei um exemplo que na coletiva o Ney abordou e reforcei: nesta nova plataforma de veículos que fizemos, temos uma comercialização com experiência completamente diferente para o cliente na venda, em que o cliente opta ou não por seguros prestamista e de veículos. O que aconteceu? No primeiro semestre, praticamente fizemos toda a produção que havíamos feito nestas duas linhas, via Bradesco Financiamentos e nossa rede, no ano de 2025. Ou seja, crescemos quase 100% na produção desses dois tipos de seguro. O ROE trimestral atingiu quase 23%, e aqui chamo a atenção para as provisões técnicas, quase 10% de crescimento a/a, quase R$ 470 bilhões de provisões técnicas no maior grupo segurador da América Latina.

Slide 12 – Despesas Operacionais Nossas despesas operacionais apresentaram crescimento de 3,4% a/a. Continuamos fazendo revisão do footprint, investindo em nossa transformação; não paramos absolutamente nada. Aqui é ganho de eficiência mesmo. Se consultarem a publicação completa, encontrarão linhas, como instalações, por exemplo, que têm variações negativas. Isto, obviamente, influencia em nosso índice de eficiência operacional. Obviamente, um crescimento daquela despesa operacional de 3,4% a/a é abaixo da inflação.

Slide 13 – Basileia & Dividendos/JCP Capital: sinto-me à vontade para que me perguntem depois sobre o aumento de capital que foi proposto e aprovado pelo conselho. Saímos para este capital principal de 11,3%, com mais 0,9 p.p. (pela proposta de aumento de capital), estamos em 12,2%. Para finalizar, com este acréscimo da Bradsaúde (1,4 p.p.), no próximo período, nossa expectativa é que o capital principal possa chegar a 13,6% e o capital nível I em 15,1%.

Slide 14 – Movimento Change Aqui, várias entregas feitas em nossa transformação. Chamo a atenção para o Principal, que indicamos que chegaremos a mais de 800 mil clientes no final do ano. No meio do ano, já estamos em 400 mil clientes. O Prime já está com 4,3 milhões clientes, também com upgrades. O Bradesco Fully Digital, 36 milhões de clientes em meados do ano, e chegaremos acima de 40 milhões. Depois comento outros detalhes. Estamos entregando muitas novidades para os clientes: pessoa física, pessoa jurídica, inclusive com a emissão de nota fiscal para SME. Em tecnologia, ganhando produtividade, entregando cada vez mais. O uso intensivo de IA em nossa organização e de outras tecnologias também; depois falo um pouco mais disto.

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Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 Slide 15 – Conclusões Duas telas para finalizar, o resumo: aumento do nosso lucro líquido step by step. Continuamos com muita resiliência e, naturalmente, com muita crença em relação àquilo que estamos fazendo. Olhem para isto: o resultado operacional que está na publicação completa. Crescemos mais de 14% a/a no resultado operacional, com as receitas crescendo dois dígitos e com esta diversificação de receitas que temos, pois somos um conglomerado, não só na atividade bancária, na atividade de payments, em ligadas, como consórcio, e no grupo segurador. Temos uma diversificação muito grande, o que nos confere resiliência. O plano de transformação, está claríssimo, está gerando cada dia mais competitividade nas linhas de negócios, tanto do lado da eficiência das despesas quanto do lado da receita. A carteira cresce com segurança, com mais garantias e um bom retorno ajustado ao risco. Comentei sobre isto: fomos primeiro lugar em renda fixa, em M&A, neste período, financiamento de veículos, em linhas governamentais, FGI, FGO, crédito para SME e em consórcio, grupo segurador, o maior grupo segurador da América Latina. Mas este não é o objetivo final. Nosso objetivo é retorno, ponto ótimo do retorno ajustado ao risco, e, obviamente, com escala, receita absoluta, e com segurança. Temos reforçado nosso balanço, aproveitando oportunidades, este aumento de capital, destravamento de valor da Bradsaúde. Continuamos focados para fazer com que o capital tangível da nossa organização seja cada vez maior. Este é nosso objetivo, e tratando tudo isto com alto pragmatismo. Tivemos várias premiações, e quem tiver curiosidade, por favor, pode consultar posteriormente.

Slide 16 – @MeuBradesco Concluo com esta plataforma que lançamos dentro do banco, chamada Meu Bradesco. O Meu Bradesco tem um significado: por que é Meu Bradesco? Estou falando de hiperpersonalização, porque ele é seu, dos nossos clientes: você primeiro. Ele já tem hiperpersonalização, mas crescerá ainda mais nesta hiperpersonalização, com toda a inovação que estamos trabalhando, com IA, com nova experiência para os clientes. Vejam, nossa b.ia (BIA) está fazendo 10 anos, foi pioneira no Brasil e continuamos desenvolvendo. Hoje a b.ia é GenAI, atende a todos os nossos clientes, está disponível para 100% dos clientes, com 90% de nível de resolução. Tivemos 74 milhões de interações no 1S26, e ela é transacional, é inclusive conversacional - você faz PIX pela b.ia e outras transações também. Vocês verão ao longo deste semestre outras experiências, novas experiências. Cada vez mais tecnológica, mas nunca menos humana. Este é o lema da conexão que está por trás de nosso gerente. Está também conectando os canais digitais com nossos clientes, mas sem deixar de conectar nossa força de vendas com nossos clientes. Veremos o lançamento do nosso marketing ao longo do dia de hoje, em redes sociais e outras mídias, com o Meu Bradesco. Agradeço a paciência de vocês. Vamos agora para a nossa sessão de perguntas e respostas.

Sessão de perguntas e respostas Marcelo Noronha – Estou aqui com meus colegas André Carvalho, diretor de RI, Cassiano Scarpelli, que é o CFO e CTO, para respondermos as perguntas. Muito obrigado a todos pela participação.

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Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 André Carvalho – Obrigado Marcelo, Cassiano. Bom dia a todos. Lembrando que o Ney Dias, presidente da Bradseg, e o Carlos Marinelli, presidente da Bradsaúde, estão aqui conosco participando de forma remota. Quem quiser mandar perguntas, pode enviar em português e inglês, basta mandar e-mail para investidores@bradesco.com.br ou pelo WhatsApp, número (11) 97443-8238, ou apontando a câmera para o QR Code que aparece na tela.

Marcelo Noronha – André, se você me permite, gostaria de voltar na nossa apresentação. No slide de carteira de crédito expandida [slide 3], comentei sobre o crescimento de R$37 bilhões a/a em SME. Falei [no slide 5] que a nossa carteira de FGI e FGO cresceu 64,5%. Dos R$37 bilhões de aumento em SME, R$31 bilhões vieram de FGI e FGO. Os R$ 6 bilhões remanescentes vieram eminentemente de CDC / leasing (como citei anteriormente, somos financiadores de jatos, de lanchas, que é muito mais Wealth) e [crédito imobiliário] plano empresário. É onde está o nosso portfólio. Crescimento de SME, eminentemente, em linhas colateralizadas. Obrigado.

André Carvalho – A primeira pergunta vem do Mario Pierry, do Bank of America. Mario Pierry (Bank of America) – Bom dia, pessoal. Parabéns pelo resultado. Obrigado por aceitar a minha pergunta. Noronha, focarei um pouco no capital. Você mostrou que o CET1 já está em 11,3%. Ainda há 140 bps para reconhecer da transação da Bradsaúde. Gostaria de entender por que há esse delay no reconhecimento dos 140 bps. O que está faltando para que possam reconhecer? Com esse reconhecimento, o índice de capital atingirá 12,7%, o que já é bem elevado. Mesmo assim, vocês anunciaram um aumento de capital de R$ 10 bilhões que adicionará mais 90 bps ao capital. Assim, eventualmente, o índice chegará a 13,6%. Provavelmente, vocês ouviram um ceticismo de alguns investidores, nós ouvimos bastante. Por que a necessidade de ter tanto capital agora? Acredito que o melhor seria os investidores ouvirem diretamente de você. Por que você acha que o banco precisa ter um índice de capital tão elevado neste momento? Obrigado.

Marcelo Noronha – Mario, obrigado pela sua participação. É um prazer falar com você. Obrigado pela sua pergunta, é uma oportunidade para conversarmos com os investidores e com todos os analistas sobre o tema. Em primeiro lugar, vamos colocar em uma perspectiva mais ampla. Acreditamos que capital forte nunca é demais para uma organização bancária. Há um benchmark para olhar; no debate que tivemos com o conselho, o próprio Trabuco (presidente do Conselho de Administração) chamou a atenção; olhamos para alguns. O JP Morgan tem quase 15% de capital principal, se não me falha a memória. Então, capital forte é positivo. Éramos questionados sobre capital, mantivemos uma disciplina de capital colossal nestes 30 meses. Quando fazemos créditos mais colateralizados, como temos feito, alocamos melhor o capital, com retorno ajustado ao risco. Agora, já reconhecemos uma parte do capital pela Bradsaúde. Essa diferença pendente é por conta de processos - entrega de balancetes, que tem um tempo específico, a entrega foi recente - para que possamos ter o sinal verde dos reguladores. Quanto ao aumento de capital, foi uma decisão das acionistas controladoras, que são muito capitalizadas. Elas olharam para o banco, para o grupo, a nossa organização, com retorno acima do custo de capital. Considerando a taxa de juro vigente, o caixa está aplicado, elas viram a oportunidade, não apenas de comprar ação, pois acreditam que podem reforçar a franquia. 9

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 Portanto, é um testemunho de confiança na organização como um todo, na empresa, e na administração, em tudo o que a administração tem feito em seu plano de transformação. Por isso, ela se dispôs a ancorar pelo menos R$ 8 bilhões dos R$ 10 bilhões propostos. Ter um capital principal acima de 13% não é nenhum pecado. Com todo o respeito a outras organizações que têm outras políticas, mas precisamos olhar para o momento de cada um, estamos em um momento de forte transformação, com possibilidades de dar passos maiores neste processo de transformação e de entregas. Em um momento futuro, o debate pode ser um pouco diferente, Mario, mas agora isso nos dá resiliência e mostra a confiança das acionistas controladoras na organização e na administração.

Cassiano Scarpelli – Gostaria apenas de fazer um complemento que considero importante. Temos falado muito com o mercado há um bom tempo sobre capital tangível. Não podemos esquecer o conceito do capital tangível. Assim, esses R$ 10 bilhões são diretamente para o capital tangível. Isso nos traz outras possibilidades importantes: um banco muito mais robusto, que trabalha melhor o capital de giro próprio e o capital tangível, e nos proporciona tranquilidade em ciclos macroeconômicos mais promissores, com a possibilidade de alavancagem dos nossos negócios. Portanto, trazemos ao banco um conforto adicional com essa confiança dos controladores em aportar até R$ 8 bilhões. Só existe esse mecanismo para se fazer isso no mundo financeiro; não existe AFAC (Adiantamento para Futuro Aumento de Capital) nem outra forma, a não ser o aumento de capital. Tivemos a importante preocupação de antecipar os JCPs (juros sobre capital próprio), exatamente para que os acionistas tivessem um equilíbrio financeiro próximo do que está sendo sugerido como aumento de capital. Temos muita tranquilidade com esse capital nesse nível, sobretudo para o equilíbrio do nosso controle de capital tangível, versus nosso DTA (crédito tributário), versus o consumo disto. Acredito que isso é o que impulsiona esse aumento de capital.

Marcelo Noronha – Mario, complemento ainda o Cassiano, porque a sua pergunta é importante. O Cassiano ressaltou e eu falei sobre isso no final da minha apresentação, sobre o capital tangível. Sempre falamos que olhamos isso com atenção, debatemos o tempo todo e avaliamos o uso do crédito tributário. Debatemos isso também com o nosso conselho. O pedido da diretoria ao conselho e a sugestão foi aprovar a antecipação dos JCPs que estavam declarados, ambos para setembro. Mas a razão para divulgarmos o aumento de capital antes do resultado, e não antecipar a divulgação dos resultados ou publicar o aumento de capital hoje é simples: em 29 de julho, tivemos a reunião ordinária do conselho, onde levamos o tema para aprovação, foi aprovado, então precisamos divulgar ao mercado. E dia 31 de julho, tínhamos o pagamento de outra tranche dos JCPs. Temos acionistas de longo prazo, sejam pessoas físicas, empresas, holdings familiares, investidores institucionais; e muitos deles, com quem conversamos, procuram o RI para conversar, investem em outros portfólios. Se tivéssemos pagado e divulgado hoje, o que teria acontecido? Eles poderiam estar nos dizendo: "Sou um investidor de longo prazo, eu teria colocado dinheiro nesse aumento de capital, mas já aloquei em outros papéis". Portanto, tivemos essa preocupação também com esses acionistas especificamente. Obrigado, Mario.

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Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 André Carvalho – Obrigado, Marcelo. Obrigado, Mario. Então, temos um balanço mais forte e uma melhor perspectiva de receita com mais capital tangível. A próxima pergunta é de Henrique Navarro, do Santander.

Henrique Navarro (Santander) – Obrigado a todos pela oportunidade de fazer perguntas. Minha pergunta, na verdade, é um pedido de ajuda com a sua experiência, Noronha, e do Bradesco, para que possamos compreender melhor sobre o que pode acontecer com o cenário de crédito até o final de 2026 e olhando para 2027 também. Acho que existe uma discussão de que esse cenário desafiador de crédito que estamos vivendo não é cíclico; ele é estrutural, ou seja, continuará desafiador até o final de 2026 e entra em 2027 também. No caso do Bradesco, naturalmente, sabemos que ele tem um perfil de segmentação um pouco mais arriscado: o S do SME (pequena empresa na PME); a renda da pessoa física é um pouco mais baixa. Gostaria de saber como você vê o Bradesco nesse cenário que estruturalmente pode ser mais desafiador, ou seja, nós, como analistas, deveríamos começar a pensar em cost of risk um pouco mais altos e estruturais? Entrando em 2027, deveríamos pensar em crescimento de carteira um pouco menor? Existe aquela questão também: quando começo a cortar limite, reduzo muito minha habilidade de fazer cross-sell. Quando reduzo a carteira ou cresço menos, desacelero a carteira, a receita de serviços bancários acaba caindo também. Gostaria que você nos ajudasse a compreender um pouco o que vem pela frente, o que podemos esperar, se existe algum ajuste, talvez nos números de 2027 que tenhamos que fazer. Muito obrigado.

Marcelo Noronha – Navarro, obrigado pela sua participação. É um prazer falar com você aqui novamente. Vou apresentar alguns tópicos. Primeiro, acho que o mercado, que tem um comprometimento de renda médio na pessoa física maior, e com a taxa de juros nesse patamar ainda, mesmo caindo — tivemos uma queda ontem de 14,25% para 14% — acredito em novas quedas pelos indicadores de inflação que estamos observando no centro do IPCA, no núcleo de inflação. Vou lhe dizer o seguinte: ele apresenta um cenário muito mais desafiador para o mercado brasileiro de crédito, porque empresa com margem EBITDA menor é pressionada por essa taxa de juros. Isso está durando muito tempo. Se fosse uma duração curta, o efeito seria diferente. Isso é uma realidade. Agora, vou me permitir dizer a você que esse olhar para a carteira do Bradesco de SME não é o correto. Tanto que iniciei daquela maneira, e novamente vou repetir este número: tivemos um crescimento na carteira de SME de R$ 37 bilhões a/a; R$ 31 bilhões vieram de FGO e FGI, dentro do seu stop loss. A gente vai ter a honra, um nível de perda baixíssimo. Essa é uma questão. De onde veio o restante? Plano empresário, que fazemos no Middle Market, no Corporate e em Empresas – com boas incorporadoras. Aqui há uma seleção absoluta, um nível de formalização completamente diferente. Assim, diria a você que nosso apetite para aquele cliente de menor renda hoje é muito menor do que já foi no passado. Se você olhar o mix de carteira, vou lhe dar um dado: a carteira de crédito pessoal clean aqui do banco, em todos os segmentos, representava em 2023 um pouco mais de 15% de nossa carteira de crédito da pessoa física; hoje, ela representa ao redor de 12%. Mas, primeiro, há crédito pessoal feito até no private. É um cliente de rating completamente diferente, em uma estrutura diferente. Não é “for all”. Estou te dando um exemplo. Temos um mix completamente diferente. A carteira total de FGI e FGO beira os R$ 80 bilhões, com o crescimento que apontei, um crescimento colossal, continuamos tracionados nisso e ela é uma carteira resiliente. Agora, o que acontece com relação ao over 90 e risco de crédito? O risco de crédito aumenta quando se está crescendo assim no FGO e FGI, por conta do período de honra que comentei, que vai de 120 11

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 até 185 dias. Então, você registra a provisão daquele cliente que saiu do período de carência, que via de regra é um ano. Nosso pico de produção foi de março a outubro do ano passado, e fomos o primeiro lugar em originação. Portanto, temos vencimentos aqui, isso pressiona o custo de crédito. O que mais pode pressionar o custo de crédito? O rural, via consolidação, por exemplo, do Banco John Deere. Se cresço carteira — é a terceira variável — também pressiono o custo de crédito em determinada medida, mas trago nas receitas e no retorno ajustado ao risco, o retorno devido para aquele crédito. Mostrando tração. Lembram que muitas pessoas me perguntaram na minha primeira divulgação: "Vocês perderam os clientes? Não vão conseguir tracionar." Hoje, mostramos uma tração colossal em consignado, SME. Nosso SME é colateralizado. Não estamos dando crédito no MEI, por exemplo, que vai até R$ 360 mil por ano. Estamos muito colateralizados, muito mais do que sempre fomos. A carteira de PJ cresceu R$ 80 bilhões; R$ 43 bilhões foram do Banco de Atacado, também com créditos bem colateralizados, com bons ratings, e os R$ 37 bilhões, como comentei, de SME. Então, vejo-nos continuar a crescer, indo ao encontro do guidance, porque nossa carteira do Banco de Atacado é uma carteira que oscila, pois grande parte do que encarteiramos em carteira de TVM vai para a carteira de OPD: Originação para Distribuição. Distribuímos no mercado secundário. Dependendo do momento, estamos em baixa ou em alta. Agora, crescemos outras linhas, como lhe falei. Financiamos aeronaves; nossa carteira cresceu R$ 1,5 bilhão nesse período. E em clientes de maior porte, do Corporate e dos outros segmentos do Banco de Atacado também. Então, diria a você que o mercado tem seu risco. Vimos outro indicador que comentei: o over 90 do consignado privado sem Bradesco, 8,9% contra 4,7% nosso. Começamos a fazer isso de forma moderada, até que tivéssemos todo o processo de Dataprev ajustado, com modelos ajustados, porque aprovamos o crédito para o indivíduo e para a empresa. Então, nosso cuidado é absoluto aqui na gestão de portfólio. É óbvio que, se crescemos carteira, e esse fenômeno do FGO e FGI, e o fenômeno do rural, particularmente a consolidação do John Deere, trarão um custo de crédito um pouco maior. Mas isso está dentro do que esperamos, sem outros estresses, em minha visão, para o ano de 2026.

André Carvalho – Obrigado, Navarro. Só lembrando que, se você quiser pensar no futuro do Bradesco, observe o guidance: trabalhamos do centro do guidance para cima. A próxima pergunta vem do Thiago Batista, do UBS.

Thiago Batista (UBS) – Bom dia, pessoal. A minha pergunta é sobre o retorno. O ROE do banco atingiu 16%. A gente pode discutir qual é o custo de capital no Brasil – historicamente é ao redor de 15%-16%. Então dá para falar que o Bradesco conseguiu entregar o ROE bem em linha com o custo de capital. Quando a gente olha para frente, quais serão os próximos passos? É crível imaginar que o ROE continua crescendo step-by-step? De onde vocês veem as alavancas para crescimento adicional de retorno? Se eu puder apenas fazer um follow-up, na parte de capital, pós-capitalização, devemos imaginar o Bradesco pagando o máximo de JCP, e apenas isso, ou pagar JCP e capitalizar de forma mais recorrente? O que vocês imaginam que seria a política de distribuição pós-capitalização?

Marcelo Noronha – Começo pelo fim. Obrigado, Thiago. Obrigado novamente pela participação e obrigado por estar aqui conosco. É uma nova oportunidade de conversar com você. Em relação ao processo de capitalização, continuaremos pagando o máximo de JCP, sim. Agora, a 12

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 capitalização, vejam que foi uma iniciativa das nossas acionistas controladoras. Então, hoje, neste momento, não temos nenhum outro plano diferente desses que estão na mesa. Para o futuro, precisamos analisar a dinâmica. Em relação ao ROE, eu diria para você: nosso custo de capital está abaixo de 15% atualmente. Diria que, depois de ontem, se aproxima de 14,5%, da nova taxa Selic. Vejo, sim, o ROE continuar crescendo. É óbvio que, quando capitalizamos, nos desafiamos mais em relação ao ROE, porque se aumenta o capital, precisamos ter mais retorno. Acreditamos que continuaremos no nosso step-by-step, crescendo trimestre a trimestre. Este é o nosso horizonte. Um horizonte com muita crença, com os pés no chão, com um plano, com a transformação que estamos realizando, ganhando produtividade, como vocês estão vendo nos indicadores que trouxemos, com gestão de portfólio e com uma equipe super engajada em todo o Brasil, com nossos mais de 70 mil colaboradores da organização.

André Carvalho – Obrigado, Thiago. A próxima pergunta vem do Gustavo Schroden, do Citi.

Gustavo Schroden (Citi) - Bom dia, obrigado, André. Bom dia, Noronha, Cassiano. Parabéns pelo ROE voltar ao nível de custo de capital. Gostaria de discutir o NII (margem financeira). O Noronha fez uma menção no início, mostrando que o NII com clientes está vindo forte, mas o NII com mercado tem nos surpreendido. Gostaria de entender como podemos analisar esse NII com mercado daqui para frente. Houve uma mudança na expectativa de taxa de juros. Como está a política de hedge do banco em relação às carteiras e o que entra esse NII com mercado? Se pudessem nos ajudar a pensar nesse NII com mercado daqui para frente, seria bom. Obrigado!

Marcelo Noronha - Gustavo, é um prazer revê-lo aqui. Obrigado por estar aqui conosco. Vou pedir ao Cassiano que comece respondendo. Eu e André, complementamos também.

Cassiano Scarpelli - Bom dia novamente, Gustavo. O NII com mercado de fato surpreendeu e isso é importante. O Noronha foi bem categórico: foi um trabalho muito importante da nossa tesouraria, de todas as mesas. A tração comercial do banco também ajuda um lado importante das mesas, que é a mesa comercial, a mesa de clientes, que é perene, e nossa tração tem trazido bons resultados. Portanto, considero este um indicador importante. A mesa de energia também está dentro desse conceito como um todo. Outro ponto importante é o trabalho consistente que realizamos dentro do ALM. Apesar de não termos uma política de hedge definida, como temos mencionado há muito tempo, realizamos os trabalhos, obviamente, no dia a dia do nosso ALM, buscando oportunidades de capturar o melhor resultado possível em qualquer descasamento que o banco apresente. Este é um caso importante. Neste primeiro semestre, tivemos várias oportunidades importantes de implementar uma política de ALM específica para este ciclo de juros, que está mais lento do que se imaginava anteriormente em relação à queda da taxa de juros. Somando o comercial, a parte de clientes, a tração que temos no atacado, nas operações com os grandes clientes, o middle market, a energia e o ALM, são operações estruturantes e de longo prazo que nos colocam em uma posição mais confortável na parte de NII com mercado. Praticamente atingimos o soft guidance. Foi uma oportunidade importante, e considero relevante ter isso aqui. Entendemos que provavelmente ficará um pouco acima do nosso soft guidance que temos mencionado para vocês. Portanto, acredito que o horizonte deve ser algo entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,9 bilhão. Ainda temos algumas oportunidades, então estamos 13

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 muito satisfeitos e tranquilos com o conforto das operações de ALM e com a tração comercial na área de clientes. A trading, aquela exploratória, aquela específica, é cada vez menor em nosso ecossistema de resultado na tesouraria.

Marcelo Noronha - Complemento aqui, Cassiano, falando o seguinte: temos boa gestão de risco, temos equipes competentes. Acredito que esta seja a melhor resposta. Uma tração de negócio colossal, ajudando e apoiando nossos clientes nessas transações que Cassiano mencionou, do próprio banco de atacado, do middle market. Tudo isso tem gerado fortes negócios para nós. Hoje, podemos pensar que aquele soft guidance ficou pelo caminho, porque já teremos um número bem maior. Aproximar-se de R$ 2 bilhões é muito razoável. Este é o meu horizonte, minha perspectiva, com a equipe que temos, com tudo que estamos realizando. Obrigado.

André Carvalho - Ou seja, é um resultado que veio para ficar e deve ter acréscimo daqui para frente. Próxima pergunta vem do Daniel Vaz, do Safra.

Daniel Vaz (Safra) - Obrigado, André. Bom dia, Noronha, bom dia, Cassiano. Parabéns pelos resultados. Parabéns também pelas iniciativas para gestão de capital. Gostaria de mudar um pouco o tema, voltando para a NIM e para o cost of risk, naquela linha de retorno ajustado, que vocês gostam de olhar para o RAR, acredito que é uma linha que faz bastante sentido quando se pensa na exposição que vocês têm e nas garantias. Mas, pensando e isolando um pouco as duas variáveis de NIM e cost of risk, parece que há uma pressão, corrijam-me se eu estiver errado, de margem com passivos indo para baixo por conta da Selic média. Então, pode haver uma pressão na NIM para baixo. E tendo uma exposição a mais garantias, não entendo isso como um incremento de NIM nos próximos trimestres, mas talvez uma maior estabilidade. E o outro vetor no cost of risk, podendo pressionar até um pouco para cima, é justamente a piora dos estágios. Quando analisamos, vimos o detalhamento que Noronha colocou na apresentação, de 20 bps vindo do John Deere, 20 bps vindo do FGI/FGO, que certamente terão honras no futuro e podem ajudar, e os 10 bps do estágio 3 no atacado. Gostaria de entender com vocês, no cost of risk também, se há uma pressão para elevar esse patamar de 3,5% por conta dessas migrações de estágios, que parecem ter um pouco mais de risco macro. Não necessariamente que estejam tomando mais risco, mas o cenário macroeconômico está um pouco mais desafiador. Minha primeira análise é que algo pode levar a NIM para baixo, ou colocar um pouco mais de pressão para você não a elevar, e o cost of risk, na verdade, ao contrário. Como vocês me ajudam a construir essa conta? Obrigado!

Marcelo Noronha - Primeiro, Daniel, obrigado por participar aqui conosco. É um prazer falar com você novamente. Vou pedir para os colegas complementarem minha resposta, mas quero lhe dizer o seguinte: a Selic para baixo é positiva para nós. Nosso crescimento de passivo foi significativo e está se traduzindo em cash management e mais relacionamento, e isso fez com que, nesses últimos dois anos, acredito que tivemos apenas um momento em que o custo de captação chegou nesse patamar. Estamos no low (nível mais baixo) do nosso custo de captação. Isso ajudou nossa margem financeira. Quando analiso o custo de risco, você tem razão: o mercado está piorando. Mostrei alguns indicadores de mercado, como, por exemplo, o 14

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 consignado privado, onde temos metade do over 90 (comparado ao mercado). Há players operando com maior risco. Acredito que sejam menos os bancos incumbentes do que outros players, tenho essa impressão. Temos outros efeitos aqui de um pouco mais de pressão, que são ligados à conjuntura. Mencionei o rural, particularmente por equivalência, mas isso afeta também nas safras antigas, e o fenômeno do FGI e FGO, que para mim é um fenômeno somente temporal. Como estamos crescendo muito, isso ainda continua acontecendo, mas veremos a curva inflexionar e, quando ela inflexionar, depois de um tempo, voltará. Digo-lhe o seguinte: estou muito confiante na nossa margem bruta, na nossa NIM e no conjunto. E aquilo que eu ressaltei e vale a pena repetir: não é uma linha. Quando analisamos a receita financeira, estamos olhando para a margem com clientes e a margem com mercado. A margem com clientes não vem apenas de ativo, vem também de passivo. Quando passamos para a receita de prestação de serviços, que pode ter tido um crescimento relativo menor, estamos acreditando muito nesse crescimento maior. Temos muitas linhas, como mencionei. Ao analisar a divulgação completa, há nove linhas, mas, quando você começa a detalhar essas linhas, temos no mínimo 15, e elas são diversificadas. Além do grupo segurador, temos as empresas de Payments. Temos muitas alavancas de crescimento ainda, particularmente no cross-sell. Os colegas falaram de cross-sell, e isso estamos vendo se materializar. Um dado que comentei aqui na apresentação, e com jornalistas antes, junto com o Ney: nesta nova experiência com veículos, que não era uma alavanca para nós até termos feito um bom diagnóstico desse mercado e mudado completamente nosso processo - tínhamos duas plataformas: uma para dealers, outra para os clientes correntistas; unificamos isso; ganhamos eficiência, melhoramos os aspectos comerciais, a experiência dos clientes e a experiência dos dealers, com motores de pricing para garantir esse retorno ajustado ao risco, e ganhamos competitividade no mercado. Só que embarcamos nessa experiência do cliente a condição de o cliente contratar o seguro de automóvel. É super simples. Essa experiência é sensacional. Estamos aumentando a penetração. Quando analiso o prestamista comercializado nesse negócio, pela Bradesco Financiamentos e pela nossa rede de clientes pessoas físicas, o que aconteceu? O que distribuímos de prestamista por esses canais, ou por esse segmento, no primeiro semestre, em comparação com o ano passado inteiro, crescemos praticamente 100%, porque entregamos no primeiro semestre o que fizemos no ano passado inteiro. Vejam: com a mudança de experiência para o cliente, cresce também a capacidade de cross-sell quando entregamos boas experiências e conexões. Daniel, tenho expectativas positivas em diferentes frentes, independentemente de o ambiente macroeconômico estar mais restritivo, mais difícil.

André Carvalho - Gostaria de complementar, Marcelo, com o que você chamou a atenção: a transformação está nos dando mais resiliência. Você mencionou que nosso custo do passivo caiu um pouco no segundo trimestre. Gostaria de chamar a atenção para a captação, que subiu 19% no segundo trimestre em comparação com o segundo trimestre de 2025. Ou seja, nossos segmentos de clientes estão trazendo mais net new money, estamos vendo isso acontecer, resultado desses novos segmentos, nova proposta de valor. A base é maior, com cost of funding um pouco mais baixo. Começamos o ano dizendo que a NIM ficaria estável em 9% neste ano; entregamos 9,1% no primeiro trimestre e 9,1% no segundo trimestre. Deve ficar perto desse patamar até o final do ano, ou seja, uma boa perspectiva para o spread bruto.

Marcelo Noronha - Obrigado, André. 15

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026

André Carvalho – Obrigado, Daniel. A próxima pergunta vem do Yuri Fernandes, do JP Morgan.

Yuri Fernandes (JP Morgan) - Obrigado, bom dia. Bom dia, Noronha. Bom dia, Cassiano, André. Parabéns ao conselho pela decisão. Acredito que é uma decisão corajosa e a correta para o banco no médio e longo prazo. Temos sido vocais em capital tangível. Acredito que este seja o caminho, um bom caminho para vocês. Gostaria apenas de fazer um follow-up rápido sobre a pergunta do Daniel Vaz, sobre o FGI, FGO. Sei que você tem a honra, sei que o estágio 2 foi impactado por isso, mas, dado que existe uma diferença temporal até você receber eventualmente algum atraso, esses empréstimos escorregam para o estágio 3? Vemos o provisionamento disso ou não? E a minha pergunta um pouco mais densa é sobre receita de conta corrente. Vemos outro competidor sendo bem vocal em cortar essas tarifas de conta corrente. Vocês também têm caído um pouco, cerca de 3% a/a, mas esse concorrente de vocês tem cortado quase 20%. Vocês veem alguma pressão no Bradesco para acelerar o corte dessa linha de tarifa? Acreditam que é um pouco mais o ajuste fino que vocês têm feito? Apenas um outlook da linha de tarifas de conta corrente, para entendermos um pouco a estratégia de vocês. Obrigado.

Marcelo Noronha - Yuri, é um prazer falar com você novamente. Você vem provocando há muito tempo esse tema de capital. Você escreveu um relatório. Digo abertamente isso: você acha que também não influencia as acionistas controladoras, colegas que estão no conselho do banco? E debatemos as coisas. Você e mais alguns colegas pontuaram esse aspecto de capital, eu gosto de ouvir você falar isso, vi que você escreveu alguma coisa sobre isso também, acho que está correto. Sempre lhe falei que a provocação era positiva, era boa, para se fazer uma reflexão sobre isso. Vou pedir para meus colegas também me ajudarem. Veja: FGI, FGO, pode escorregar um pouco para o estágio 3? Pode, mas recupera-se. Na dinâmica, pode-se pensar que ficamos sem receber por um tempo, mas não, porque recebemos todo mês, tem um fluxo (de vencimentos e honras). Há uma dinâmica dos estágios, de entrada e saída. Este caso, por exemplo, do banco de atacado que mencionamos, que é público no mercado, é uma dinâmica que era TVM e um pedaço em derivativos. Trouxemos para o estágio 3 diretamente. Pode afetar sim, mas estamos dentro da honra, estamos superseguros em relação ao que estamos fazendo. O André Duarte, com a equipe de gestão de portfólio, analisa isso o tempo todo, faz o cenário de stress, de stop loss. Estamos confiantes naquilo que estamos entregando. Em relação ao fee de conta corrente, é fato que vem caindo, já mencionamos isso. Ou seja, a tendência é de queda, não de crescimento. Só que o Bradesco tem uma característica: o Bradesco Expresso, que tem feito crescimentos importantes e, eventualmente, há um crescimento um pouco maior. Como tivemos crescimento de correntistas, há uma captura e a sazonalidade daqueles períodos em que há fee de conta. Não vejo essa linha sendo uma linha que apoiará o crescimento de receitas, tenho uma crença diferente. Acredito que as receitas continuarão vindo de consórcios, de administração de fundos, banco de investimento, a corretora foi superimportante para nós, foi bem forte. O negócio de cartões, que teve um crescimento relativo menor, se analisarmos por equivalência, vou te lembrar que temos um conjunto de empresas - temos o maior loyalty program do Brasil, nós com o Banco do Brasil, a Livelo; temos a Cielo, Alelo, a bandeira Elo. No caso da Alelo, ela passou por uma regulação e perdeu determinadas linhas de receita. Mesmo assim, ela continua com um resultado resiliente. Perdemos um pouco das receitas, mas isso vai 16

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 se normalizar. Veremos, muito possivelmente, a recuperação dessas linhas com o tempo. Há uma diversificação de linhas colossal para buscarmos os fees.

Cassiano Scarpelli – Obrigada, Yuri. Temos um mecanismo no Bradesco Expresso que é muito importante. Ele tem trazido conta corrente atrelada a novas propostas de valor de serviço, que não necessariamente são as tradicionais tarifas bancárias. Isso tem sido muito bom para nós, suavizando a curva de queda. A pressão é a mesma, ela só está suavizada pela nossa força comercial, notadamente na parte do varejo digital, oriundo notadamente do Bradesco Expresso. Obrigado, Yuri.

André Carvalho – Obrigado, Yuri. A próxima pergunta vem do Pedro Leduc, do Itaú BBA.

Pedro Leduc (Itaú BBA) - Obrigado, André. Bom dia a todos, Noronha, Cassiano. A pergunta é sobre crédito, carteira corporate, DCM. Como também tentamos pensar na evolução do RAR, empresas cresceram 7% no trimestre. Vemos que o TVM subiu quase 9%. A originação está muito forte, até o Noronha menciona a parte do ranking, mas não vimos uma correspondência na linha de receitas com a assessoria financeira. Por favor, nos ajude a conciliar um pouco: a carteira cresce muito, mas não vimos a receita de prestação de serviços, e a PDD também veio bem baixa, sequencialmente mais baixa nesta linha de corporate. Vejo que o RWA de crédito foi muito puxado por essa expansão de corporate, mas não vi tanto a contraparte aqui. A PDD realmente me surpreendeu um pouco, dada esta originação; esperava que fosse um pouco mais alta. Nos ajude a entender um pouco essas moving pieces e o que podemos imaginar para o segundo semestre. Obrigado.

Marcelo Noronha - Leduc, obrigado pela participação, mais uma vez. Prazer em falar com você, e obrigado pela pergunta. A PDD não foi tão mais baixa, R$ 400 milhões, porque ainda tivemos um ajuste pequeno em um caso maior que mencionei. Banco de atacado é isso, você pode ter aquele caso específico que gera um estresse em determinado momento. É a vida; o risco não é nulo. Estamos sendo precisos em relação a isso. Fizemos a provisão imediatamente quando vimos que o negócio não ia progredir adequadamente em uma negociação que estava ocorrendo, e que é conhecida do mercado. Agora, o crescimento do banco de atacado se deu em TVM, e retomo este ponto com você; se deu em avais e fianças; se deu também em plano empresário, que crescemos bem, fomos o segundo do mercado em crescimento de plano empresário; e em uma ou outra linha específica, por exemplo, financiamos mais de uma operação de M&A, com boas garantias, e citei outra operação que teve uma garantia líquida muito grande, o que significa pouca perda esperada e provisão. Estamos com um bom nível de cobertura. Agora, em relação a DCM, auferimos receitas de prestação de serviços. O segundo trimestre do ano passado foi muito forte em operações, por isso a variação relativa é menor. Agora, o grosso das operações originadas em TVM é OPD (originação para distribuição). Você vai ver que elas vão oscilar, a não ser que tenhamos demanda para substituir. Veremos a saída em mercado secundário, como vi recentemente. Houve saída no mercado secundário, pois, se não me falha a memória, novamente atingimos o bottom dos spreads, mais assets no mercado, atingiu-se novamente um equilíbrio, o bottom foi alcançado, e o pessoal sai com alguns ativos, pois é a oportunidade de fazer mais margem, porque assim você compromete menos capital e faz mais 17

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 margem. No nosso modelo de negócio, que acho que não é diferente de bancos que praticam isso aqui também, o nosso RM e o segmento que fez a operação e colocou em OPD só aufere o resultado daquilo na saída, exatamente para estimular o giro da carteira. É um pouco por este caminho. Fomos líderes em originação, mas não é isso que buscamos no final das contas, buscamos o RAR. Não existe autonomia, nem para o Investment Banking, nem para nenhum segmento do banco de atacado, para operar com um RAR abaixo do que está especificado. Vou até sair do TVM para a operação de Finame, por exemplo, de pesados - temos clientes com forte relacionamento conosco; aí não olhamos só para aquele tipo de operação, porque, como ele tem taxas tabeladas, margem tabelada, o RAR da operação pode ser menor, mas se temos um cliente com um RAR alto, olhamos a combinação, porque é um cliente que nos fornece folha de pagamento, cash management, tem um relacionamento grande, inclusive no private conosco. Olhamos o relacionamento completo dele, o que é lógico, e dizemos: com este cliente, aceitamos fazer este tipo de operação, porque, embora ele retire um pouco do RAR do cliente, remunera o banco adequadamente.

André Carvalho - Próxima pergunta vem do Eduardo Rosman, do BTG.

Eduardo Rosman (BTG) - Bom dia, pessoal. Obrigado aqui pela oportunidade. Eu queria voltar no tema do crédito direcionado que vocês têm dado um foco bem grande. A gente tem visto também outros bancos e fintechs aumentando o foco nos programas governamentais. Queria entender a sustentabilidade, não só do tamanho dos programas, até porque acho que acaba impactando um pouco o fiscal, inflação, que atrapalha o custo capital cair, mas também qual deveria ser o retorno de operar nesses programas ao longo do tempo? Deveríamos esperar alguma pressão de retorno para frente, dado o aumento de interesse de vários participantes? Obrigado.

Marcelo Noronha - Muito bem, Rosman, prazer novamente te encontrar aqui. Obrigado pela pergunta. Eu vou te falar o seguinte, o banco desde o começo participou de praticamente todas as linhas. Hoje estamos presentes em todas as cinco linhas de FGI e FGO de uma maneira bem competitiva. Agora, é natural que bata no primário. Por isso que os recursos são finitos. Mas isso é uma oportunidade grande que diz respeito a três aspectos. Primeiro, é uma linha de longo prazo, então ela é sustentável, com uma garantia excelente. RAR - o retorno ajustado ao risco – desse tipo de operação é altíssimo. Não tem discussão. Se você conversar com os outros players, vão dizer a mesma coisa para você. Se tiver dentro do stop loss, obviamente, com aquilo administrado. Longo prazo. Ela é sustentável por algum tempo. Segundo você gera cross-sell. Então, você aumenta ainda mais a possibilidade de RAR. Terceiro, para o cliente, para a empresa, o nível de taxa praticado, o prazo, é um negócio muito convidativo para eles. Então, você amplia o relacionamento com eles. Isso aqui para a gente é extremamente relevante. A produção pode ser no curto, mas a permanência está no longo também. São linhas até cinco anos, com um ano de carência e nós vamos jogando bem o jogo. Fomos o maior originador no ano passado e nesse primeiro semestre também. Agora, pressão de retorno não vai gerar. Veja, a gente vai criar também, por consequência, relacionamento com clientes que são muito resilientes no pagamento. É a minoria que atrasa, não é a maioria. Então, eu não vejo problema na pressão com novos players. Acho que a gente é extremamente competitivo, a gente está mostrando isso: capacidade de penetração, contratação do FGO com uma experiência sensacional para os 18

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 clientes, no FGI também. Então, a gente tem espaço em algumas linhas ainda para operar, mas óbvio, se não houver aportes seguidos para a frente, ele vai secando a capacidade do fundo de continuar garantindo isso no mercado ao longo do tempo. Eu acho que para 2026 vamos ter alguma pressão mais para o final do ano, mas não grandes desvios na capacidade de produção. Agora, um comentário que o Milton Maluhy (Itaú) fez, que a Tarciana do Banco do Brasil também fez, é que está é uma das melhores linhas promovidas, pelo governo federal, porque ela vai ao encontro das empresas até um determinado tamanho, tanto no FGI quanto no FGO. Essa é a minha opinião de programas sociais. Essas linhas são campeãs. Rosman, obrigado pela pergunta.

André Carvalho – Obrigado Rosman. Próxima pergunta vem do Matheus Guimarães, da XP.

Matheus Guimarães (XP) - Bom dia, André, Noronha e Cassiano. Parabéns pelos resultados e obrigado pela oportunidade de fazer pergunta. Eu queria falar um pouco de consignado privado. Vocês reportaram um crescimento bem relevante, tanto sequencial quanto ano contra ano. O produto tem passado por algumas mudanças, mudanças até controversas. Para alguns concorrentes está mais difícil, para outros, eles ainda continuam operando. Se vocês puderem compartilhar como está a visão de vocês em relação ao produto, a luz dessas recentes mudanças, e como que a gente pode pensar o crescimento dessa linha olhando para frente.

Marcelo Noronha - Matheus, obrigado pela tua participação. Prazer falar com você. O André começa respondendo e a gente complementa na sequência.

André Carvalho - Matheus, esse é um produto que está amadurecendo. Ele foi lançado em março de 2025. A gente viu em julho do ano passado os sistemas da Dataprev começarem a fazer uma averbação bem-feita, baixou bastante o risco nessa frente. E a gente foi definindo os filtros para em outubro acelerar bastante a nossa originação, mantendo sempre a disciplina e o foco no RAR. RAR super atraente aqui para gente. A gente mostrou para vocês que a nossa inadimplência vem basicamente estável esse ano, está em 4,7% em junho e a do mercado em 8,9% e subindo. Então é um produto bastante arriscado, que atende basicamente público de baixa renda e tem um risco muito grande aqui. Então, com os filtros certos, a gente conseguiu definir um público e emprestar. Essa originação aumentou bastante e vem se mantendo ao longo do tempo. Recentemente, a gente recebeu garantias adicionais dadas pelo FGTS, mas elas vêm com algumas restrições de uso, algumas limitações que colocam um valor muito baixo adicional de garantia. Então, para a gente, isso impacta muito pouco em termos de originação. Mas, é claro, mais garantia é sempre bom, mas um impacto muito pequeno no nosso ritmo de originação.

Marcelo Noronha - Matheus, eu só complemento dizendo o seguinte, a gente teve o cuidado de retardar uma entrada mais forte, até que a gente tivesse segurança absoluta no processo com a Dataprev. Então, na hora que a gente teve segurança, aí a gente efetivamente começou a operar. E lembra que a gente tem que aprovar o crédito para o indivíduo e para a empresa. É uma combinação importante. E veja o que o André comentou, que eu comentei antes também, da inadimplência, do over 90 sem o Bradesco, nesse consignado privado, e como nós estamos. 19

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 Então, a gente tem capacidade de originação. Lembrando que a gente só tem nesse mercado especificamente, mesmo tendo ao redor de 14% de share no consignado total, no privado a gente só tem 7%. Então, a oportunidade aqui é de crescimento, não de perda, e a gente acha que vai continuar crescendo.

Cassiano Scarpelli – Acho que dentro dos filtros, o André falou bem. Esse é um produto que, na sua concepção, é muito bom. Conforme vai melhorando a cauda do programa do governo, melhor a gente tem apetite a risco, o que tem ajudado muito para as empresas que estão dentro de casa, esse é o principal cluster que a gente vem olhando e obviamente seus trabalhadores. Então acho que tem um caminho muito bom nisso, mas com cautela.

André Carvalho – Obrigado, Matheus. A próxima pergunta vem do Carlos Gomez-Lopez, do HSBC.

Carlos Gomez-Lopez (HSBC) - Muito obrigado, André e time. Parabéns pelos resultados e pelo aumento de capital. Eu tenho uma pergunta sobre seguros. O seu guidance para seguros ainda é de 6% a 8%. O resultado do primeiro semestre deste ano foi muito forte, 14% s/s. Devemos esperar uma normalização no segundo semestre? Se puder adicionar mais uma coisa, vocês mencionaram que querem aumentar o capital tangível. Qual métrica de capital tangível estão analisando? É capital tangível em relação aos ativos ou capital tangível em relação aos empréstimos, e qual nível gostariam de atingir? Nos meus cálculos, vocês têm 5,9% de capital tangível em relação aos ativos. Costumavam ter 6,5% a 7%. Que nível gostariam de alcançar? Obrigado.

Marcelo Noronha - Obrigado, Carlos. Bom vê-lo novamente. Acho que podemos começar com o Ney. Na sequência, Cassiano, pode falar do capital do tangível, por favor.

Ney Ferraz Dias - Claro, posso comentar sobre o ponto do guidance. Primeiro, bom dia a todos. Nossa expectativa é fechar o segundo semestre bem em linha com o guidance. Na verdade, não que haverá uma desaceleração, mas temos uma base comparativa em 2025 bastante elevada neste segundo semestre, como é tradicional da indústria de seguros. Performamos, de fato, melhor do que o guidance no primeiro semestre, mas nossa expectativa, como mencionei, com uma base comparativa maior no segundo semestre, é entregar um resultado bem próximo do ponto médio para cima no guidance para o ano.

Marcelo Noronha - Obrigado, Ney.

Cassiano Scarpelli - Carlos, sobre o capital tangível, não temos uma métrica específica onde queremos chegar, mas obviamente, quanto mais pudermos ter capital de giro próprio e capital tangível, é super importante para nós, naquilo que temos como pressuposto, de tê-lo robusto, tanto para fazer frente ao crescimento e alavancagem do banco em momentos 20

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 macroeconômicos adequados, como também, eventualmente, na parte de equilíbrio e redução do nosso crédito tributário. Este é o nosso grande alicerce para ter um capital tangível robusto. Todo este movimento que proporciona isso, especificamente o aumento de capital, é olhado sob este prisma. Não temos um target, mas, como o Marcelo bem falou, quanto mais capital robusto temos, seja ele pelo nível 1 ou aquilo que pode ser colocado à disposição de geração de resultado, que é o caso deste aumento de capital, é o que vai nos fortalecer para o novo ciclo e para a redução do nosso DTA.

Marcelo Noronha - Carlos, o principal leverage aqui é lucro, é o que perseguimos, e reduzir esta proporção de crédito tributário, aumentando o capital tangível. Obrigado pela participação. Bom vê-lo novamente.

Cassiano Scarpelli – Obrigado, Carlos.

André Carvalho – Obrigado, Carlos. Próxima pergunta vem do Renato Meloni, da Autonomous.

Renato Meloni (Autonomous) – Bom dia a todos. Parabéns por mais uma entrega de ROE crescente. Obrigado pelo espaço para as perguntas. Gostaria de retomar um pouco a dinâmica do segundo semestre. André, você antes comentou que estão esperando atingir o guidance entre o ponto médio e o ponto alto, o que implicaria uma aceleração do crescimento da sua margem financeira ajustada ao risco, de aproximadamente 9% no primeiro semestre para 12% no segundo trimestre. Ao mesmo tempo, mencionaram que o crescimento da carteira deve convergir para o guidance, ou seja, desacelerar, pois está rodando bem acima. Uma margem financeira líquida estável, ao redor de 9,1%. E algumas pressões temporárias ainda no provisionamento. Então, gostaria de reconciliar essas duas dinâmicas que talvez estejam apertando um pouco a sua margem ajustada ao risco para essa aceleração implícita que você mencionou antes. Obrigado.

Marcelo Noronha - Bom, Meloni, é um prazer falar com você novamente. Obrigado por estar aqui conosco. André, pode iniciar a resposta.

André Carvalho - Perfeito. Obrigado, Renato, Marcelo. Então, o nosso compromisso, step by step, de aumentar o lucro a cada trimestre, implica que chegaremos, provavelmente, no final de 2026, com um lucro líquido implícito no guidance do centro para cima. É em relação ao lucro implícito no guidance que eu me referia quando falava do centro para cima, atrelando-o ao compromisso step by step de aumento de lucratividade. Nosso guidance tem cinco linhas, estamos bastante confiantes em entregar todas as cinco linhas dentro dos intervalos indicados no guidance, cada linha em seu lugar. Ney acabou de comentar que a linha de seguros deve ser do centro para cima, a linha de receitas de prestação de serviços mais perto do topo, cada linha no seu lugar, a despesa mais perto do piso do guidance, e a margem financeira líquida, estamos falando perto do centro do guidance, talvez um pouco abaixo do centro do guidance. Na

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Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 verdade, a conciliação não pode ser feita linha a linha, deve ser pensada em nível de lucro líquido.

Marcelo Noronha - Ok, André, está ótimo. Meloni, acho que estamos entregando forte tração, mas não só na margem financeira bruta, que também traz margem de passivo, a margem com o mercado, mas também observaremos essas linhas de receita de prestação de serviços que comentei aqui crescendo dentro do guidance. Seguros, a mesma coisa. Despesas controladas, como o Cassiano comentou agora. Tudo isso nos leva a resultados melhores, mas dentro daquilo que temos programado, step by step, sem fazer nenhuma loucura, procurando entregar tudo que nos propusemos a entregar no nosso plano de transformação. Obrigado pela sua participação. Um abraço para você.

André Carvalho – Obrigado, Renato. A próxima pergunta vem do Tito Labarta, do Goldman Sachs.

Tito Labarta (Goldman Sachs) - Ótimo, obrigado, André. Olá, Noronha, Cassiano. Obrigado pelo call e por responder à minha pergunta. Apenas um follow-up sobre o crescimento de crédito, especificamente em duas linhas. Do lado corporativo, crédito rural crescendo 20% no trimestre. Sei que vocês mostram no slide 5 que sua participação de mercado é muito menor e seus NPLs realmente melhoraram no último ano, mas grandes concorrentes que têm uma exposição muito maior estão sofrendo bastante nesse segmento. Apenas para entender por que vocês se sentem confortáveis em crescer ali. Em pessoas físicas, em veículos, vocês também mostram que chegaram ao seu fair share, mas também é um segmento onde alguns de seus concorrentes estão recuando um pouco, e vimos alguns problemas de qualidade de ativos no último ano também. Então, apenas para entender por que vocês se sentem confortáveis em crescer nessas duas linhas. Obrigado.

Marcelo Noronha - Ok. Tito, bom vê-lo novamente. Obrigado por vir. Primeiramente, em corporate, fizemos alguns deals bem importantes, inclusive de M&A em crédito rural, com clientes triple A, double A, citei duas operações que totalizaram R$ 6 bilhões. Uma delas com boas garantias, com cliente triple A, que, naturalmente, fez uma aquisição importante para complementar seu negócio, aproveitando um momento de vale, o que é positivo para quem vende também, porque estando mais alavancado no agronegócio, vende, retira essa alavancagem, segue com seu outro negócio. Isso de um lado. Do outro, temos uma garantia altamente líquida. Trabalhamos olhando para a qualidade dos clientes. Se você pegar nossa publicação completa, verá que ao longo desses trimestres estamos desconcentrando as carteiras do banco. Houve um pequeno desvio no último trimestre para cima, que será pontual no apetite ao risco, mas se você pegar os dez maiores, ele continua caindo. Portanto, estamos desconcentrando carteira, procurando bons ratings e boas garantias no banco de atacado. No agronegócio, temos muito bons clientes, em setores e regiões específicas que são conhecidas por nós. Portanto, estamos confortáveis por isso, porque são aprovações pontuais. Em veículos, foi o que falamos lá atrás, no ano passado. Comentei isso na publicação do terceiro trimestre, que começaríamos a crescer em veículos, que é outra alavanca para nós, no tempo, dentro do retorno ajustado ao risco. Aqui vou dividir em quatro quadrantes: veículos leves novos, veículos 22

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 leves usados, pesados e motos. Em motos, nosso apetite a risco é muito baixo, participamos escolhendo ratings. Em pesados, lideramos esse mercado, e aí depende muito do tipo de linha e também do retorno ajustado ao risco, porque aqui as margens são menores, principalmente quando você opera Finame, foi o que comentei na outra pergunta, é preciso que eu tenha um retorno ajustado ao risco do cliente que justifique isso. Em veículos leves novos, o retorno ajustado ao risco é mais baixo, ou seja, não estamos liderando esse mercado, nós participamos, temos bons acordos, principalmente olhando para os nossos clientes correntistas, que têm um relacionamento maior. Em veículos seminovos, uma coisa é você tratar de um veículo de cinco ou seis anos de uso, outra coisa são 20 anos de uso - a gente não opera nesse extremo. Aqui fizemos um diagnóstico profundo de mercado, olhamos o risco, e a gente trata modelagem o tempo inteiro. Vimos como o mercado estava operando, particularmente dois players estavam fazendo um bom trabalho, com boa experiência com os clientes. Então, a gente reformulou nossa plataforma, dando experiência nova para os clientes, para os dealers, com machinelearning por trás para fazer a modelagem de pricing, usando AI e GenAI, modelagem de risco de crédito e política, pois a política define de você vai aceitar um risco maior ou menor com um prazo de um veículo que também é garantia para a gente. E, a gente enxergou a oportunidade de fazer margem financeira. É claro que o retorno ajustado ao risco aqui, como indicador, pode ser menor que o FGI e o FGO, mas ele é saudável. Então, a gente viu a oportunidade de crescer em determinados mercados, e determinados ratings. Não estamos presentes no mercado inteiro, e estamos muito confiantes naquilo que estamos fazendo. Tito, acredito que seja isso. Não sei se meus colegas querem fazer um complemento, mas obrigado a você, prazer vê-lo novamente.

André Carvalho – E o cross-selling de seguros.

Marcelo Noronha - O André lembrou bem. Comentei também, Tito, do cross-sell. O cross-sell que estamos fazendo, esse exemplo é o melhor, porque ele está embarcado na experiência do cliente. O que aconteceu? Produzimos em seguro prestamista e em seguro de veículos, neste semestre, praticamente a mesma coisa que produzimos no ano passado nesses canais, para este tipo de cliente. É outra coisa que nos traz a rentabilização e crescimento neste mercado. Obrigado pela sua participação. Mais uma vez, prazer em vê-lo.

André Carvalho - Obrigado, Tito. Encerramos aqui a sessão de perguntas e respostas. Aquelas perguntas que não puderam ser respondidas serão posteriormente respondidas pela equipe de RI por e-mail. Antes de passar a palavra para o Marcelo, gostaria de lembrar que todo o material dessa divulgação e muito mais está disponível no site de RI, e nós continuamos aqui à sua disposição para tirar quaisquer dúvidas.

Marcelo Noronha - Obrigado, André. Obrigado, Cassiano. Agora agradeço, especialmente, a vocês que tiveram a paciência de nos ouvir, todas essas explicações. Agradeço aos colegas do sell-side pelas perguntas, pela participação de vocês, a todos os nossos investidores que estão nos ouvindo, colaboradores também que acompanham a divulgação de resultado. Obrigado a todos. Queria dizer para vocês: estamos muito confiantes naquilo que estamos entregando, no nosso caminho, em tudo que estamos fazendo, inclusive no Grupo Segurador. Aqui estamos na 23

Transcrição da Videoconferência Resultados do 2T26 06 de agosto de 2026 companhia também do Ney e do Marinelli, como o André falou no início. O Marinelli divulgou resultados recentemente. Ressalto um ponto que ele falou: o nível de retorno alto na Bradsaúde, uma sinergia muito grande na distribuição da SME, na Bradsaúde também. Falei também do seguro de auto aqui com o Ney, falamos sobre isso, aliás, foi o Ney que lembrou na nossa coletiva de imprensa. Continuo também confiante em todas as nossas ligadas aqui de diferentes áreas, em tudo que estamos fazendo. Queria dizer para vocês também, passar um sentimento para vocês, com toda a abertura que temos, sem nenhum juízo de valor. No dia 20 de fevereiro, se não me falha a memória, nosso market cap era de R$ 214 bilhões, com a Bradsaúde com um patrimônio líquido da ordem de R$ 14 bilhões. Então, todo o restante do banco, esse banco completo, que é um conglomerado, por isso que falo de tantas linhas de receitas de forma diferente, a maior parte do Grupo Segurador, que é o maior da América Latina, dentro desses R$ 200 bilhões remanescentes. Essas empresas de payments e as outras participações que temos dentro das nossas organizações, valendo R$ 200 bilhões. Claro, o mercado piorou, essa questão da guerra e outras variáveis mais. Mas se fizermos uma conta, destravamos o valor da Bradsaúde, que vem mostrando resiliência, resultado de equivalência da Atlântica Hospitais, que o Marinelli citou também, eu cito como um grande negócio, mostrou resultado crescente e vai ser assim para frente. Quando olhamos para isso, abrimos o capital dessa companhia, destravamos esse valor, vou colocar em ordem de grandeza, R$ 42 bilhões, e a gente com um market cap ao redor de R$ 182 bilhões, para facilitar o raciocínio. Então, todo o resto está valendo R$ 140 bilhões. Esse restante que falei que valia R$ 200 bilhões está valendo R$ 140 bilhões. O mercado caiu, não tenho a ilusão de que na hora que abrimos o capital de uma empresa que está debaixo do banco, poderia ser de outro setor, você continua sendo negociado pelos mesmos múltiplos. Mas acredito que o desconto está grande, pessoal. Tenho uma confiança muito grande naquilo que estamos entregando e no futuro da nossa organização. É só uma provocação para todos vocês. Obrigado mais uma vez, obrigado a todos os colegas que participaram aqui comigo. Um abraço e até a próxima. Ficamos sempre à disposição para conversar com qualquer um de vocês ou com todos vocês. Um abraço forte.

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