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Earnings call · FY2026 Q4
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Bom dia a todos. Estamos mais uma vez aqui reunidos no call de resultados da Brasil Agro. Agora a gente está divulgando os resultados do ano safra 25-26, que foi encerrado em 30 de junho de 2026. Para quem está acompanhando a gente em inglês, a apresentação está disponível no chat. Sejam todos muito bem-vindos e vou passar a palavra para o André.
Obrigado, Ana Paula. Olá, obrigado a todos vocês mais uma vez conosco, acho que a gente tem aí, antes de começar a entrar nos números, é bom sempre a gente relembrar um pouco os itos que aconteceram ao longo do ano, um ano com tanta volatilidade geopolítica, tanta volatilidade do ponto de vista econômico, vale a pena lembrar que lá atrás, quando a gente estava fechando o orçamento para esse ano, você tinha um dólar aí na casa dos seis, e ao longo do ano nós chegamos a ver isso abaixo de 5, depois ele fecha um pouco acima, então acho que um ano de muita volatilidade, mas aqui a gente quer se ater muito no nós vamos explicar isso que aconteceu no resultado, nós vamos explicar tudo mas acho que é um ano que a companhia apesar de os números estarem bastante duros, é um ano que a gente tem bastante conquistas, e aí acho que a gente quer dividir isso com vocês, mostrar um pouco o quão foi importante acho que a companhia teve uma virada de chave Muito importante no que se tange a produtividade, a destinar recursos a culturas mais rentáveis, a ajustar tudo isso. Então, a gente vai usar isso hoje aqui para vocês terem uma foto de que a companhia tem feito um trabalho enorme nisso. Mais uma vez, pautado em tudo que a gente chama de telemetria, de gestão das coisas em tempo real, através de inteligência artificial e tudo isso. Então, não só o número, eu acho que é importante quando a gente fala de agronegócio, quando a gente fala de empresa agrícola, a foto é muito importante. Aqui a gente está hoje para mostrar uma foto, mas o mais importante no mercado agrícola e nas empresas agrícolas é o filme. Aquele filme que são vários anos e a gente tem certeza que no filme a companhia vem entregando, ela tem sido uma boa cineasta. Na foto, talvez a gente não foi um bom fotógrafo, mas esse ano a gente vai contar um pouquinho como a gente está indo e como a gente tem aí muita esperança nos próximos resultados em função de tudo que está vindo pela frente. Vamos primeiro nos números, então. A gente fecha aí com 926 milhões de receita líquida, 100 milhões de EBITDA ajustado, lucro acumulado, prejuízo de 90 milhões. Depois nós vamos ver um pouco quais foram os fatores detratores disso, algumas culturas que foram detratores. O Gustavo vai explicar muito bem coisas que aconteceram no ano passado, que a gente vinha falando da cana com incêndio, geada, que vão refletir muito nesse balanço agora também, mas a gente vai explicar isso no detalhe. A produção de grãos e algodão, mais de 426 mil toneladas, uma safra recorde para a companhia, 167 mil hectares plantados e o valor de portfólio de 3.1 bi. Acho que aqui também o investidor da companhia valora muito isso e a gente vai mostrar como se isso compõe. Próximo, por favor. Bom, eu sempre falo que nesse é onde a gente faz a diferença no jogo. nesse capítulo é o que a companhia sabe fazer e faz com muita maestria muita eficiência e o que a gente trouxe aqui é uma evolução do portfólio como ele vem se comportando e o que a gente entende que aconteceu ao longo desse último exercício e como nisso a gente não é passivo se a gente fosse o investidor passivo em terras, sem dúvida nenhuma a gente estava atrelado só a valorização da terras em função de preço de commodities basicamente isso mas aqui o que a gente traz de detalhe é exatamente o que a gente quer mostrar aqui é que quando a gente olha ano contra ano, a gente vai explicar. Basicamente, a gente tinha uma avaliação de 3,1 bilhões no ano passado e a gente vai a 3,34 agora. Como é que a gente entende que isso apreciou no nosso portfólio? A gente tem uma valorização de terras. Essa valorização das terras, ela vem em função de algumas regiões que aconteceram essa valorização, muito menos, não todas as regiões. A gente sempre fala que eu tenho utilizado muito essa frase de que no primeiro momento a companhia diversificou regiões pensando em volatilidade produtiva, climática e comercial. E a gente está sendo muito feliz de colher resultados imobiliários com essa volatilidade também. Ou seja, existem diferentes bolsões de liquidez no Brasil e a companhia por ter posicionado em diferentes regiões a gente tem aproveitado isso. Maturação diária. Aqui é onde a gente faz o jogo. Aqui é onde a gente gera valor para o acionista. quer dizer, temos quase 95 milhões de reais de maturação, se a gente fosse uma empresa passiva, comprando área madura, não, aqui nós estamos no volante desse trator e trabalhando para que essa área mature, ela mature através de incorporação de matéria orgânica, de técnica de manejo e tudo isso, e isso vai se valorizando, então só para quem não está familiarizado com isso, quando a gente fala maturação de áreas é dizer assim, olha, uma área de 3 anos de cultivo vale menos que uma área de 4 e, sucessivamente, uma área de 4 vale menos que uma área de 5 então essa maturação do portfólio nosso é muito importante isso é um fator mesmo em anos que você vê que o mercado andou de lado quando a gente fala em preço de terra você tendo isso como locomotiva no seu business a gente é capaz de gerar valor para o acionista O outro efeito é o efeito preço de soja, mais recentemente agora, no final, que a gente viu aí um pouco o rali, depois a gente vai entrar em detalhe. E um terceiro ponto que tem uma apreciação aqui, acho que é um pouco a maneira eficiente que a companhia vende e recorre. E se for o caso, a gente tiver um default no cliente, esse caso aqui foi um default, a gente trouxe para dentro de novo um destrato. ou seja, a parte que o comprador pagou nós vamos escriturar para ele e a parte não escriturada essas áreas foram retornadas para Brasil Agro e com certeza dentro em breve nós vamos estar anunciando mais negócios, sem dúvida nenhuma e vocês vão ver que é como se a gente recomprasse uma terra no valor que a gente vendeu há 3, 4 anos atrás e vamos vender agora então esse negócio foi muito bom para a companhia bom, então isso faz com que a gente tenha aí uma avaliação de portfólio 3.2 mais uma vez nos colocando aqui como uma empresa diferente nesse negócio, que a gente está buscando gerar valor posicionista através da transformação da terra o gráfico da direita, ele simplesmente é uma evolução do que a gente vem mostrando aqui esse ano não é um ano que a gente faz avaliação com a Deloitte, a gente faz essa avaliação bianual, então essa avaliação nossa, e com certeza a gente vai ter também aí no próximo ano a avaliação de Deloitte, corroborando com toda essa maturação, esse desenvolvimento de áreas que a gente faz, é aqui que a companhia joga o jogo diferente, é aqui que a gente traz valor para o nosso acionista mesmo no ano de dificuldades no agro, com questões geopolíticas com taxa de juros, com câmbio com tudo isso que a gente vem falando com escassez de fertilizante, com guerra com tudo isso, a companhia é capaz de gerar valor para o acionista através do seu modelo de negócio, isso é muito importante deixar isso bem marcado aqui nesse bate-papo hoje. O próximo a gente vai entrar um pouco em detalhe no que aconteceu e basicamente a gente vê uma corrida nos últimos dias da soja, a soja por N fatores, principalmente a gente atribui isso à entrada dos fundos majoritariamente de uma forma muito grande nos últimas 3, 4 semanas ou no último mês, a gente vê uma reação expressiva, o milho a gente vê também uma pequena recuperação nos preços de milho e sem dúvida nenhuma temos surpresas nos últimos dias, principalmente no que se tange ao algodão o algodão recuperando muito os preços, a gente estava com o algodão aí na casa dos seus 65, 68 centos libra-peso a gente viu o algodão chegar próximo a 90 centos libra-peso aí nesse rali dos últimos dias. A pecuária, mais uma vez a gente reforça que é uma atividade para a gente transitória mas a gente tem intensificado muito isso em algumas áreas marginais em tentar fazer aí uma segunda safra, tentar pegar aquela área que está contribuindo negativamente com soja e colocar uma pecuária aproveitando esse bom momento da pecuária, e nós somos bem otimistas nisso também. Etanol, estamos aqui retratando um pouco a frustração não da Brasil Agro, a frustração de todo o setor. Por que eu falo frustração? Porque não me recordo de vezes que o petróleo superou 100 dólares o barril e o etanol, infelizmente, não acompanhou todo esse momento de bons preços. Em função, a gente sabe aqui, não cabe aqui entrar em discussões políticas, mas a gente sabe que aqui a gente tem uma política de paridade que às vezes não é respeitada por influências políticas e isso tem prejudicado muito o setor. Esperamos que isso venha a se corrigir, venha a equalizar nos meses adiante. Cana-de-açúcar, a gente vinha... essa foto é uma foto do ano, a cana estava em 17, a gente chegou a tocar em 14, 14,5 centos libras peso, e a gente viu também uma recuperação importante agora, eu sempre falo que a cana, se alguém pergunta qual o fator de recuperação desse preço de açúcar agora, são vários fatores, a gente tem el nio na Índia, a gente tem uma redução de produção na Tailândia, a gente tem a inviabilização do açúcar de beterraba na Europa pelas margens, que estavam muito ruins, A gente vem de uma safra brasileira com excesso de chuva e isso sabe, todos aqui sabem que uma safra mais úmida tem menor possibilidade de fazer açúcar, quer dizer, é mais rentável fazer álcool, você não está concentrando tanto açúcar na cana. Então assim, é um somatório de vários fatores aqui, a gente viu esse rali do açúcar, tomar agora que esse preço, essa puxada que a gente teve no açúcar, ela faça um buffer e nos ajude a recuperar um pouco o preço de etanol, que a gente já viu uma sinalização positiva para esses preços. Mas, de um modo geral, essa é a foto das commodities que a gente opera ao longo do ano. Próximo, por favor. Eu acho que aqui, esse próximo slide, ele reflete um monte de coisa, ele reflete um monte de informações do que vem acontecendo. Algumas coisas eu já comentei do ponto geopolítico, um ano com muita volatilidade, mas aqui o que a gente quer mostrar é como a companhia busca, E, mais uma vez, eu sempre reforço, a gente está olhando margem de contribuição, a gente está olhando rentabilidade daquela atividade e buscando fazer da melhor forma possível. Então, a primeira foto a gente mostra o mapa e como a gente foi comprando esse mapa, as compras da safra passada, a compra dessa safra, onde nós operamos na casa dos seus 580, 600 dólares, e hoje a gente vê um mapa lá na casa dos 850 dólares por tonelada. Tudo isso em função da pouca disponibilidade de enxofre, que é produtor de aço sulfúrico, que prejudica a produção de aço fosfórico e a gente está vendo os preços se mantendo bastante firme. E essas bolinhas onde está no gráfico é o momento que a companhia tomou a decisão de compra. Vale sempre lembrar que a decisão de compra nossa está muito pautada pela relação de troca que a gente consegue fazer aquela transação. O cloreto também, a gente mostra um pouco a evolução. Então, o cloreto, eu acho que talvez não subiu tanto como o fertilizante fosfatado nos últimos meses, mas a gente se posicionando de uma forma a capturar o melhor possível. O último gráfico é o gráfico da ureia. Esse, sim, todo o que a gente está acompanhando, a guerra no Irã, sem dúvida nenhuma, tem afetado bastante uma região produtora de nitrogenados, fertilizantes de nitrogenado, ofertando também a produção de gás natural, que é a indústria à base do fertilizante nitrogenado. Então, muita volatilidade, a companhia foi tomando posição, agora voltamos a tomar posição de novo depois dessa caída. Então, acho que mostrar um pouco que produzir em um país onde a gente é um grande ou massivo importador de fertilizantes tem suas adversidades, mas acho que a companhia está sabendo se pautar muito bem nessa relação de custos. O que a gente vê no gráfico direito é o percentual fechado, então quando vocês olham 70, 70, 70 é porque basicamente a safra de verão já foi toda comprada e algumas coisas que a gente entende e espera um pouco mais é principalmente para a safra, para a segunda safra. se a condição for vis-à-vis o preço se manter esperar, a gente está ganhando custo de capital então acho que aí tem também um tema muito importante no ano a gente está falando de um custo de capital na casa de 14% a gente tem que ser muito cirúrgico no momento de comprar ou até no momento de antecipar uma compra se a gente entende que o preço está muito descontado, a gente vai antecipar a compra sem dúvida nenhuma, se a gente entende que o preço está andando de lado num momento de taxa de juros, como a gente está vivendo agora, não faz sentido a gente antecipar a compra, mas a gente está muito atento a isso. Bom, e o último é mostrando um pouco a relação de troca, principalmente agora nessa última corrida recente agora dos preços, a gente viu um ajuste de relação de troca em função da subida dos preços de commodities. Próximo, por favor. Bom, eu acho que, como eu comentei, um ano de dificuldade, de adversidade, que os números doem um pouco e tem um gostinho amargo, mas tem coisa boa, bonita de se mostrar. Eu acho que a companhia fez um dever de casa, isso em função de toda a equipe, de toda a equipe qualificada, de várias mudanças que nós fizemos na equipe, nas equipes também, a gente tem uma equipe qualificada, mas quando tem que trocar peças, a gente também é rápido e austero para trocar essas peças, e a gente vem aqui refletindo um pouco do que foram essas mudanças produtivas ao longo do ano. A gente vem com uma soja com 19% de produtividade, a maior, produtividade não, de aumento de produção e grande parte disso vem por produtividade, muito pouco por aumento de área, mas uma porção pequena. A gente vem com milho, muito produtividade e talvez um pouco menos de área também, mas 30% de aumento de produção de milho. a gente vem com feijão com uma redução e aqui vale a pena olhar, eu até pedi para as meninas abrirem esse número num pouco mais de detalhe você vê que a gente produziu menos feijão porque a gente entendeu que não fazia sentido colocar capital em risco apesar da área, olha o que a gente fez, a gente reduziu 70% a produtividade em área e a gente foi capaz de aumentar a produtividade em 40% então acho que mais uma vez é tomada de decisão correta e algodão a mesma coisa a gente tem uma redução da produção total safra, safra aqui acho que tiveram dois grandes fatores que foram decisivos principalmente a frustração de safra que a gente vai mostrar agora nesse resultado, o Gustavo vai mostrar isso tudo que aconteceu no próximo resultado no resultado de agora, o algodão do ano passado não é o algodão de agora esse algodão de agora é esse que nós estamos vendo aqui agora esse algodão que a gente fez uma redução de área expressiva reduzimos o algodão safrinha fomos muito para o algodão irrigado e a gente tem um aumento de produtividade de mais de 50% ano contra ano, então é de comemorar, é de celebrar acho que o fundamental é a gente ter esse aumento de produtividade combinado com o aumento de preço e tudo está se desenhando pelo rali de preços de commodities, que a gente vai ter de novo uma safra ajustada do ponto de vista de produtividade como a gente está mostrando aqui e, sem dúvida nenhuma, a gente pode se beneficiar desses preços. A gente estava olhando isso até ontem, numa reunião de conselho da companhia, a gente já viu aí o preço da soja 3%, 4% acima do que a gente tinha definido como target por ano, uma recuperação importante de vários preços, apesar de a gente ter vivenciado um pequeno aumento de custo ano contra ano, não muito expressivo, no caso da soja, a gente está falando toda aquela corrida de fertilizante vai representar praticamente 2% no aumento do custo por hectare. A gente tem aí um aumento de custo na casa de 100, cento e poucos reais por hectare. O gráfico ao lado, ele basicamente uma evolução em toneladas e acho que mostrando aí a capacidade da companhia, ela sai de 360 mil toneladas no ano passado para 416 mil toneladas, mostrando, traduzindo um pouco o que a gente mostrou nessa tabela da direita. Próximo, por favor. aqui mais um capítulo que eu acho que ilustra um pouco um pouco não, ilustra bastante o que o Gustavo na sequência vai refletir sobre os vai refletir sobre os números apresentados nesse balanço anual mas principalmente pela cana de açúcar o ano passado a gente já vinha falando com você a gente foi duplamente prejudicado, principalmente com geadas no estado de São Paulo e reflexo do fogo da safra retrasada na região nordeste do Brasil e esse ano a gente está vindo aí com a produtividade, a gente já tem aí mais de 50% praticamente de avanço de colheta, uma aderência muito alta entre o colhido e o projetado estava, antes de entrar aqui eu estava numa discussão exatamente disso com o time de cana, a gente tem aí uma aderência, algumas unidades aí 1% acima, outras unidades 1% abaixo, mas no colhido versus estimado está muito aderente então a gente está muito otimista para que a gente feche esse ano com uma safra de cana bastante positiva. Vamos torcer agora para que o preço de etanol se recupere um pouco. Acredito que esse buffer que tem feito o açúcar vai ajudar um pouco nisso. Mas vale lembrar aqui que a gente tem aí um fator novo na questão do etanol, que é a produção de etanol de milho que está apertando também esse deslocamento da curva de preço. O gráfico de baixo mostra um pouco a pecuária e a pecuária aí a gente vem trazendo números basicamente houve uma redução principalmente pela venda da preferência a gente reduziu o grande volume de pecuária da companhia então quando a gente olha o GMD ano contra ano, toda vez que você tem uma movimentação muito grande de estoque eventualmente você está vendendo vaca no vilha que não está pronta bezerro que não está pronto, você tem que desocupar a fazenda então a gente é um pouquinho castigado, mas ainda a gente tem um GMD de 420 gramas praticamente 9, 8% abaixo do que a gente tinha na safra passada, mas eu não tenho dúvida que justifica e nós estamos, o acionista também está super contente independente dessa redução, mas ela aconteceu basicamente por uma movimentação expressiva que a gente teve que fazer de rebanho entre deslocar rebanho a mercado deslocar rebanho para a fazenda Rojadinho com a venda da fazenda preferência então esse é o número que faz parte do João esse é o jogo que a gente gosta de jogar bom, na sequência a gente traz aqui praticamente a manutenção da área plantada uma pequena redução essa redução se dá muito mais por uma eficiência produtiva de pegar aquelas áreas que tem contribuição marginais e dar outros destinos para ela, então a gente tem uma redução quando a gente olha números absolutos parece pouco, mas quando a gente vai olhar na soja, a gente tem uma redução aí de 6, 7% na área de soja, exatamente porque algumas áreas de soja foram deslocadas para culturas ou com custo de valor mais baixo, ou eventualmente algumas áreas de soja nós vamos deixar fazendo cobertura vegetal, porque se ela não tem um histórico de produtividade boa, no ano que você tem risco de alninho, não faz sentido nenhum colocar capital do acionista para não render. Bom, e o gráfico da direita, então eu acabo de colocar, quer dizer, essa questão, há uma variação na soja basicamente por esse deslocamento de áreas que a gente entende que historicamente elas vêm trazendo resultados recorrentes baixo em algumas glevas da fazenda quando você olha uma fazenda e todo mundo aqui tem, já convivenciou isso, se fala a fazenda fechou 60 sacos de média mas para ela fechar 60 ela fechou áreas de 70 e fechou áreas de 50, 47 o que nós estamos fazendo aqui é que E até, com o uso de inteligência artificial, essas análises hoje são muito mais rápidas e a gente consegue cruzar vários fatores. Nós pegamos e falamos, peraí, por que essa área aqui recorrentemente tem produzido abaixo do nosso esperado? Então, o meu time agronômico gosta de usar muito uma palavra, recetar a área. Então, se é para recetar a área, ou seja, o que é recetar a área? Fazer a área entrar em pousil, fazer uma boa cobertura? Temos que aproveitar isso no ano que a gente tinha preços de soja baixo, que foi lá atrás. Sem dúvida, a gente vai estar sempre reavaliando isso, né? Não é porque a soja correu, mas a gente tem, se fosse do ponto de vista comercial, a gente estaria reavaliando o número agora, mas ainda é cedo para falar no ano que a gente tem a possibilidade de unir o forte. Então, ao longo dos próximos 40, 50 dias, a gente vai avaliar isso com mais detalhe, tá? Cana-de-açúcar, um aumento de área, milho. Aí tem um deslocamento, né? A gente tem um deslocamento de áreas marginais de soja, que a gente está indo para um milho com um pouco nível de tecnologia mais baixa, sendo mais rentável e olhando também a possibilidade dele melhorar condições físicas de solo, agregando mais matéria orgânica do que a soja. A soja se fica plantando, plantando, plantando, você não consegue melhorar tanto o solo em termos de agregar matéria orgânica, o milho não. Então parte dessa área de soja, desse 5% que eu mostro na linha de cima, ele deslocou para algumas culturas de milho principalmente milho safra, não milho safrinha o algodão a gente mais uma vez a gente reestrutura isso aqui talvez a gente precisa dar uma olhada como vai se comportar essa questão do alninho ao longo dos próximos meses vale lembrar porque eu falo nos próximos meses a gente está falando do algodão aqui na Bahia e o algodão que é plantado na última quinzena de novembro e na primeira quinzena de dezembro então a gente tem um período para reavaliar se continua se mantendo esse elninho forte, como vem indicando as expectativas, ou se ele vai enfraquecendo e mostra uma tendência de melhora, a gente pode até reavaliar um pouco esse algodão. Mas aqui a decisão do algodão foi basicamente em duas vertentes. Risco produtivo no ano de elninho, então nós estamos indo basicamente com o algodão seguro, só o algodão, grande parte desse volume é o algodão irrigado, ou a grande maioria é o algodão irrigado, e retiramos um pouco de algodão sequeiro. E o outro ponto, que isso é inerente não só ao setor agrícola, é inerente a toda a indústria brasileira, a todos os setores brasileiros, é custo de capital. É um custo de capital muito alto numa cultura que é intensiva em capital, a gente tem que ser muito austero e ver onde a gente aloca o capital de forma mais eficiente. Bom, isso tudo colabora com um pouco do que a gente espera para o próximo ano, que a gente está aí vendo um ano com uma recuperação de cana, como eu falei, a estabilização desses índices produtivos no caso da soja e tudo mais comentado até aqui. A próxima página eu acho que a gente vai fazer um fechamento aqui, que eu vou fazer o gancho para o Gustavo trabalhar os números na sequência. Bom, então a gente vem, a gente teve aqui o cuidado de trazer duas fotografias para vocês, a safra 25 e 26, o que aconteceu, é aquela safra maravilhosa que começou com dólar de 6 terminou com dólar de quase 5 com grande volatilidade e a companhia foi muito eficiente a gente conseguiu fechar um dólar travado a 5,72 eu acho que a tesouraria liderada pela Ana Paula e pelo Jorge fizeram um excelente trabalho de câmbio ao longo dessa safra 25, 26 a gente conseguiu fechar um câmbio bem acima e aqui vale lembrar que a colheta aconteceu há dois, três meses atrás, quando o dólar já estava na casa do seu 5,20, 5,30. Então, a gente foi bastante eficiente nisso. Chicago, não é que nem tanto, mas era a foto daquele momento, a gente fechou um Chicago na soja de 10,94. Algodão um pouco melhor, vocês acompanharam o algodão, a gente vinha fazendo travamentos mais antigos lá atrás, e a gente fez um dólar muito bom no algodão também. Como a gente, no meio do transcurso, a gente reduziu um pouco a área de algodão, a gente ficou um pouco mais vendido naquele dólar, aproveitando aquele dólar lá de 6, olhando uma tela forward, um CTZ de algodão para dezembro, capturava um forward grande e nós fomos vendendo o dólar para fazer uma composição de preço da rouba do algodão melhor. Então nós temos um dólar no algodão vendido, fechando essa safra, a 6,65, um câmbio espetacular. Uma outra linha muito importante, que vocês sabem que isso está no nosso Pianel, a gente acompanha no mês a mês aqui, é a linha de recebíveis de fazenda, em função desse recebível estar atrelado ao preço da soja. A gente travou aí um dólar recebível de R$ 5,57, e aí esse é um pouco a foto, e o recebível de venda de fazenda com uma soja em Chicago a 11. Bom, esses números são os números que vão colaborar, grande parte disso, com os números que o Gustavo vai na sequência mostrar, e do lado direito é como já está se desenhando a safra, e é um pouco do que gera esse otimismo que eu acabo de citar para vocês. a gente vem aí com uma soja uma situação bem diferente uma soja já travada superior a 12 dólares do bucho quando a gente tinha 11 na safra passada a gente está falando de mais de 10% no preço 10% no preço, isso é EBITDA na aveia o algodão ainda é cedo, a gente fechou um pouco do algodão então a gente vinha fechando o algodão lá atrás, ele está refletindo um pouco o preço lá de trás ainda milho a gente já começa a tomar posição também na casa de 10% e recebíveis de fazenda a gente já tem aí 35% esse ano a gente está andando muito em linha recebível com a produção e quando a gente olha a linha embaixo a gente já começa a ver a composição do tipo de câmbio que a gente está fechando então a gente já tem essa soja vendida a 12,02 que eu acabo de citar o número de Chicago em cima e o dólar embaixo a 5,57 no caso do algodão eu acabo de citar o número em cima do 74,23 cento de libra-peso e a gente já tem um dólar vendido a 5,92 no algodão sempre tem uma diferenciazinha entre o algodão o dólar soja e o dólar algodão porque o dólar soja você está fazendo o primeiro semestre e o dólar algodão você está vendendo sempre no segundo semestre do ano nas posições que a gente liquida em outubro, novembro e dezembro e o recebível de fazenda também é uma linha expressiva para a gente a gente já tem 5,54 de câmbio vendido a um câmbio vendido a R$ 5,54 e o dólar e a Chicago muito parecido. Então isso faz e nos traz uma conclusão muito positiva de que a companhia está trabalhando, mais uma vez volto a relembrar o grande vetor de geração de valor passionista, a transformação de terra, aquele primeiro slide que a gente trouxe, a recuperação dos índices produtivos da companhia, um foco massivo nisso aí e agora a gente mantendo essa recuperação dos índices produtivos e colaborando com um cenário um pouco melhor, que se avizinha um pouco mais adiante, é de se esperar que a gente tenha uma safra positiva, e acho que ainda tem em detalhes, o Gustavo vai comentar na sequência, que algumas coisas que prejudicaram o nosso balanço nesse exercício, eles vão colaborar na próxima, um pouco o carrego de soja, algumas coisas que aconteceram nesse balanço, eles vão colaborar, o atraso na colheita de cana, tudo isso vai colaborar um pouco para o exercício que vem, então é de se esperar que a gente volte a ter números bastante expressivos no que se tange em mobiliário podem ter certeza que vai ser o ano que nós vamos marcar algumas vendas, é expressivo a companhia tem isso no seu DNA esse ano foi um ano que nós não fizemos, foram N questões mas no próximo ano acho que a gente está marcando algumas vendas que vão de forma recorrente trazer de novo a estabilidade dos resultados operacionais da companhia Gustavo, a palavra está com você Muito obrigado, André.
O resultado do período, então, começamos com os 90 milhões de reais, 138 milhões de reais foi o mesmo período do ano passado. E aqui nós podemos, um resumo, comentar que tem um impacto da cana-azúcar, que foi, digamos, uma actividade que históricamente a companhia sempre tinha desvios de 2, 3%, ou seja, uma cultura que a gente acreditava, digamos, em sua estabilidade no longo tempo. O ano passado, nós sofrimos essa geada que já reportamos, já comentamos com você nos trimestres anteriores, no estado de São Paulo, assim como também alguns problemas de quema no norte do país, em Maranhão, que isso foi afetando totalmente, digamos, o resultado da companhia. Já no 31 de setembro sabíamos que estava chegando uma excelente safra de soja, de milho. Vamos ver depois resultados em detalhes do comportamento dessas duas culturas. E normalmente nós temos isso, dois pilares, essas duas atividades em grãos, sumada com cana-azúcar, que normalmente contribuem com aproximadamente uns 150, 200 milhões de reais de vida, considerando estabilidade, digamos, de productividade histórica da companhia e, digamos, preços ou margens históricos da companhia. E aí sempre temos alguma volatilidade respeito ao preço, que a gente tenta mitigá-lo através dos derivativos, e também agora vamos mostrar no próximo quadro como essas políticas da companhia conseguem mitigar e entregar, digamos, margens que estão dentro de nossos estimados, nossos orçamentos, mas aqui, em particular, podemos ver que o EBITDA operacional da companhia se comportou muito parecido, ao ano anterior, ao mesmo período do ano anterior, e no gráfico, no centro, em vida ajustada, vemos que como a soja e o milho têm esse comportamento muito positivo, principalmente por uma quantidade por toneladas e por margem, por custo, que foram conformados a preços muito parecidos ao que eram as safras anteriores, mas com um incremento de produtividade eles contribuem, digamos, de uma forma muito positiva. E a cana de açúcar e o algodão, esse algodão, como o André mencionou, o algodão da safra passada, que sofreu, digamos, problemas de qualidade e isso impactou no preço. E também tivemos, digamos, alguns problemas operacionais em Mato Grosso, que a gente foi um pouco o motor decisório para a gente eliminar ou reduzir essas superfícies e começar a tomar um pouco mais, digamos, de uma estratégia mais conservadora com respeito a essa cultura, entendendo que uma cultura que tem, digamos, um alto custo de implantação e com custo de capital, a gente entende que a rentabilidade não estava, pelo menos para a companhia, da forma que a gente estava operando. Então, vemos essas duas atividades, digamos, que são muito positivas, essas duas atividades muito negativas, que deixam esse bid ajustado, parecido, digamos, 10 milhões de reais a mais do que foi o ano passado. E a venda da fazenda, que para a gente sempre, digamos, dentro do nosso modelo de negócio, sempre nós temos objetivo, como companhia e também aqui como manager da companhia, nós temos objetivo de venda da fazenda. A gente entendeu, digamos, que também era um momento para fazer algum tipo de resguardo do ponto de vista de análise de crédito, de algumas oportunidades que a gente tinha para a venda, mas a gente tem, digamos, a expectativa porque o mercado tem muita liquidez em algumas regiões que a gente tem fazendas prontas para a venda, mas quando a gente vê, digamos, aqui durante este período, nós entendíamos que se com uma cana de açúcar, digamos, parecido ou com comportamentos similares ao que nós temos historicamente, não teríamos, digamos, um bom ano de resultados. Quando vemos a parte também de resultados financeiros, acho que isso é importante mostrar, porque cada vez mais, né, esse custo de capital tem, digamos, diminuído, né, os resultados das companhias, mais aqui o comportamento, quando vemos, né, de um ano para outro ano, vemos que essas despesas financeiras, digamos, os resultados financeiros têm crescido 14 milhões de reais. Tem a primeira linha, receitas de aplicações financeiras, normalmente estamos com uma caixa mínima de 140, 160 milhões de reais, e isso, digamos, aplicado, tem gerado o ano passado 23 milhões de reais, e o custo do capital dos empréstimos, os juros que a gente devenga e paga anualmente, estava em torno de mais ou menos de 100 milhões de reais. Quando vemos, estamos falando de mais ou menos de 80 milhões de reais de juro líquido. Tem essa última linha, outras receitas de despesas financeiras no ano passado, a companhia, assim como essa volatilidade do real, essa apreciação do real, tem gerado algum impacto no resultado na receita. Quando vamos à conformação de custos, nós tínhamos muitos fertilizantes e químicos que havíamos comprado, havíamos entendido que havia uma oportunidade de que esse real se apreciasse, com o qual fizemos o compromisso de compra com pagamento em setembro e outubro, e conseguimos pagar algumas dessas compras com um real por abaixo de R$5, isso gerou um resultado por variação cambial muito importante também dentro da companhia. Os demais são normalmente líneas que são marcadores de mercados, o balanço da companhia tem muitos efectos de estimação e normas de IFRS que a gente tem que praticar, que às vezes ensuja um pouco o balanço, mas a gente entende que são essas três linhas que têm efeito caixa e isso a gente vem, digamos, administrando de uma forma bem eficiente. Na próxima página, podemos ver aqui um pouco de detalhes disso que estávamos comentando. Soja, nós estamos com um volumen muito superior ao respeito do ano anterior. O preço, aí vemos os 20 milhões de reais de ganhos por resultado com derivativo. Isto está linkado com o que André estava mostrando, principalmente o câmbio que a gente tinha conseguido travar. Um resultado de 109 milhões de reais, também, digamos, contribuído pelo custo da cultura. Essa foi uma cultura que a gente teve alguns inícios, com isso que comentava, com oportunidades de diminuir o peso através dessa variação cambial, mas contribuindo também esse incremento das toneladas, nos dá a possibilidade de ter um custo por tonelada muito baixo e isso ajuda a melhorar muito a margem, sempre falamos entre 25 e 30% uma margem boa, digamos, para a cultura quando vemos o milho também, o milho no ano anterior, tínhamos diminuído muito porque as margens não estavam e aqui a gente pode ver pelo resultado bruto, que era um ano que não tínhamos muitas expectativas assim, nessa safra 25, 26, a gente incrementou muito mais a superfície, a gente viu, digamos, oportunidades de fazer algumas vendas com empresas de etanol e a gente também aí consegue ter uma possibilidade de fazer algumas, estabelecer alguns margens muito mais interessantes, mas isso para a companhia que normalmente planta em superfícies que o custo oportunidade é a cobertura, a gente entende que esse foi um ano muito bom de ponto de vista do resultado. Em contrapartida, nós temos a cana de azúcar, aí vemos que tem aproximadamente umas 650 mil toneladas a menos com respeito ao que foi comercializado no período anterior, e aqui temos dois efectos, Há um efeito, que eu falaria aqui, transitorio, aproximadamente umas 300 mil toneladas, que corresponde ao início da safra, de esta safra, digamos, 26, ou resultado da safra anterior, da safra do ano 25. e esses 300 mil foram principalmente uma consequência de que por questões de chuva ou alguns problemas, digamos, em usinas, a gente foi diminuindo esse fornecimento. Isso é algo que vai ingressar, digamos, no resultado do ano próximo. Isso talvez também tivesse mitigado, digamos, não sei se significativamente, mas sim teria contribuído a reduzir o prejuízo fiscal desse período, mas também temos aqui as 300 mil toneladas, 350 mil toneladas, que foi, digamos, todo esse efecto, geada e problemas de quema e operacional que já tínhamos mencionado, Mas era uma atividade que normalmente contribuía, porque também o 27% entendemos que é uma margem muito, digamos, normal, digamos, histórica da companhia. E vemos que esse ano, digamos, esse margem de contribuição cai muito por conta dessa diminuição das toneladas. E quando vemos o custo, digamos, dessas canas de azúcar, o custo de implantar, de adubar, de deixar a cana pronta para um novo ciclo, enquanto você tem menos toneladas, você não consegue diluir. A companhia não tem um desvio com respeito ao custo por hectare, mas, ante essa menor produção, isso tem um impacto significativo. Mas aqui vemos quase 60 milhões de reais a menos de EBITDA, de resultado para a companhia. E por fim, o algodão, o algodão, aqui a safra anterior, a safra que a gente terminou colhendo em setembro do ano passado, a gente terminou de comercializar até junho desse ano, tivemos muita dificuldade de qualidade, também, digamos, de produtividade nessas canas de açúcar, nessas algodão, isso foi o que levou para a gente diminuir essa superfície, e ainda que a gente tenha diminuído os impactos negativos através de resultados derivativos, o que entendemos é que, digamos, é uma cultura que a gente está destinando principalmente em áreas irrigadas ou em áreas que a gente entende que são maduras. Nosso modelo de negócio normalmente trabalha, digamos, com superfícies ou com áreas que não estão 100% maduras. Isso requer um investimento em reestruturação da área, isso requer um custo de capital aqui de R$ 13.000, R$ 14.000 por hectare para implantá-las, e isso gera uma dificuldade em momentos que a gente entende que os juros estão muito caros, e que também, digamos, com potencial de problemas climáticos com o ninho, a gente entende que também deveria ter, digamos, uma precaução. Mas aqui também, todo esse algodão que nós estamos neste momento colhendo, que é muito positivo, também vai ser um resultado que vai beneficiar-se no próximo período. No próximo, a gente tem aqui a dívida da companhia, nós estamos de um bilhão de reais com caixa de 200 milhões de reais, recebível de 540 milhões de reais. o recebível tem diminuído em função também dessa devolução dessa área em Bahia a gente entende digamos que esse ratio de dívida sobre vida é uma fotografia do momento quando a gente faz nossas projeções em função de expectativa de resultados e também digamos de um plano que temos a través de, por grande parte desses recebíveis desse ano, nós vamos destinar para reduzir dívida e também temos aqui alguma estratégia para alongar um pouco mais a dívida da companhia, mas temos que ter muita precaução em momentos que a gente entende que o mercado não está muito líquido para as companhias agropecuárias em função de todo o histórico que vem acontecendo. O custo dessa dívida é 90%, o custo, digamos, de curto prazo está, digamos, um pouco alto, mas aqui também nós temos um crack que vai começar um tranche a vencer o ano próximo e nossa ideia é pagá-lo, não renovar esse tipo de dívida e deixar a companhia um pouquinho menos à bancada. Na próxima, aqui nós temos uma decisão que também temos proposto e o Conselho de Administração tem acompanhado. A gente entende que nós temos construído ao longo do tempo um resultado acumulado muito positivo na companhia. Nós temos também recebido por venda fazenda por mais de esses 550 milhões de reais que mostramos aí. Nós temos também expectativa de continuar com um modelo de negócio que tem sucesso, que tem uma expectativa também de preços muito bons do lado da soja, do milho, a cana-azúcar, que agora azúcar e etanol que estão começando a recuperar. E com todo esse trabalho que nós estamos mostrando, fazemos nossas projeções em função de todas as boas colheitas de soja, de milho, de cana que estão vindo. E a gente entende que também é um ano que parte de todos os nossos resultados vamos estar destinando para diminuir dívida. Estamos também fazendo um trabalho muito forte com uma redução ou uma melhor alocação de CAPEX. Nós tínhamos durante os últimos cinco anos aproximadamente uns 150 milhões de reais por ano de CAPEX para fazer todas as transformações de área, para implementar os projetos de irrigação, para melhorar toda a parte tecnológica, para fazer reestruturações de área, para trazer novos arrendamentos na região de Mato Grosso que tem contribuído, digamos, a mitigar questões climáticas ou com o portafólio que nos chama. Então, a companhia se está preparando, digamos, para um momento, um futuro, digamos, com boas produtividade e que o modelo do negócio consiga afianzarse. Um pouco o que o André falava, a fotografia muitas vezes não é boa, mas a gente quando vê o filme para frente, nossas expectativas, a gente sempre segue confiando nesse modelo de negócio. Então, a gente tem falado muito com investidores, com mais de 100 mil pessoas físicas que a gente tem em nossa base, que sempre nossa expectativa é fazer um pagamento de dividendos e em função de esses recebíveis de venda fazenda que nós temos e os resultados acumulados que nós temos, nós temos tomado a decisão de pagar no que a gente deseja, digamos, mais um montante menor, aproximadamente 0,30 centavos por ação, Mas o que a gente quer é demonstrar, digamos, o comprometimento que nós temos com nossos acionistas. Próximo. Bom, e aqui, só para encerrar, nós estamos esse ano completando os 20 anos da Brasil Agro, essa foi uma história que começou em 2005, depois em 2006 se concretiza, sendo a primeira companhia que faz um IPO através de um plano de negócio, começou tudo com 500 milhões de reais acreditávamos nesse modelo de negócio inovador já tem passado pela companhia mais de 320 mil hectares já temos vendido mais de 2 bilhões de reais, essa história começa com 500 milhões de reais temos já pagado mais de 1 bilhão de reais em dividendos, nós temos mais de 500 colaboradores trabalhando, fazendas em três países. Eu acho que sempre falamos, que tem três pilares que a companhia sempre cuida, o lado estratégico, os processos, porque é uma companhia que todos os trimestres tem que rendir conta, tem que estar aqui mostrando aos acionistas como cuidamos o dinheiro que a gente que a gente administra, e outro pilar são as pessoas, acho que aqui tem muita gente que tem contribuído, pessoas que já não estão, pessoas que ainda estão, contratistas, prestadores de serviço, acho que muita gente que tem contribuído para que a gente siga desenhando essa nova história. aqui tem um link onde se pode ver aqui uma resenha de o que está acontecendo e o que aconteceu na companhia durante esses últimos anos e simplesmente dar nossos obrigados a todos André, não sei se você quer complementar algo mais aí Bom, acho que primeiro 20 anos, são 20 anos como eu falei, a gente não pode olhar só a foto da companhia, olhar esse filme e foi muito legal a área nossa de relações com investidores e comunicação, está fazendo um trabalho lindo e chegou
até emocionar outro dia o livro nós estamos fazendo um livro, cada um está escrevendo uma mensagem nesse livro contar um pouco do que foram esses 20 anos eu acho que esses 20 anos foram muitos erros, muitos acertos eu acho que no somatório foram mais acertos do que erros e sem dúvida nenhuma Como a companhia criou nesses 20 anos e ela construiu, ela foi capaz de construir uma plataforma resiliente, um time de gestão eficiente e tudo isso que vocês vêm vivenciando conosco há muitos anos. Então, eu acho que nós preparamos uma companhia não para os próximos 20, para os próximos 100, da forma como a gente vem construindo e da forma como a gente vem trabalhando pessoas, como a gente vem olhando processos desde o D0, uma companhia que no D0 já foi abrir capital e depois ela já teve que buscar um RP, então a gente nasceu bastante ordenado e sem dúvida nenhuma isso está preparando a companhia para os próximos 50, 100 anos eu só queria aqui aproveitar e acho que é um momento de eu até poder externar um pouco, agradecer a todos que contribuíram nesses 20 anos sejam internos externos, apoiadores investidores nossos, investidores, acionistas, credores, bancos que confiaram na nossa palavra, né, no nosso aval, né, Gustavo, no nosso aval pessoa física, né, e é muito legal, é muito legal a gente ver que a gente está sendo retribuído e isso nos emociona construir essa história. Muitas das pessoas entraram aqui jovens, e o Gustavo, a gente brinca que ele é o 01, eu já tenho os 20 anos e ele passou aqui. Eu passei 19 alguma coisa, a Ana também, 19 alguma coisa. Mas, em dúvida nenhuma, a gente pôde construir uma companhia que traz muito orgulho para quem está dentro dela, e eu não tenho dúvida aqui para o acionista também. Momentos de... O agro é isso. Outro dia, brincava, alguém me perguntava, André, e essa crise no agro? Eu falei, olha, quem não conhece a crise do agro, não conhece agro. Sempre foi assim. E quem viveu, como nós já vivemos 35 anos de agronegócio, você tem momentos bons e momentos ruins. O que é importante é você ter uma companhia que tenha resiliência para capturar os momentos bons e sobreviver nos momentos ruins. É isso que a gente construiu ao longo desses 20 anos de história. Mais uma vez, muito obrigado a todos vocês que confiaram nesses 20 anos conosco.
Obrigada, André. Obrigada, Gustavo. o André se antecipou aqui logo na sequência do Gustavo eu já ia emendar aqui para agradecer o meu time a Camila e a Deise elas fizeram um planejamento e foram uma das nossas competências aqui é ser criativo e vestir a camisa eu acho que elas trouxeram isso muito para esse momento de 20 anos e eu acho que pessoas que estão aqui que já tem plaquinha de mobilizado André, que eu me incluo nessa a gente ficou muito emocionado com isso e estamos muito felizes de estar completando essa trajetória para quem não segue a gente nas redes sociais só toca a gente nos canais oficiais de site eu convido vocês porque lá a gente coloca tudo o que está acontecendo além das divulgações de resultados e a parte aí burocrática a gente coloca também um pouco do nosso dia a dia o que está acontecendo aí nos bastidores da companhia e é muito legal acompanhar isso de perto. Mais uma vez, obrigado, e agora a gente já se estendeu um pouco no tempo aqui, vou passar para o Q&A, a gente tem já duas pessoas aqui com a mãozinha levantada, vamos liberar o áudio para o Guilherme do BTG Pactual.
Oi pessoal, tudo bem?
Bom dia, André, Gustavo, Ana, espero que sejam bem aí. Então, do nosso lado são duas perguntas. A primeira é em relação ao guidance. A gente queria a ajuda de vocês para entender um pouquinho melhor as premissas por trás dessa melhora do custo por hectare que vocês estão estimando para algumas culturas. Então, a gente entende, por exemplo, que para o milho safrinha pode existir algum tipo de efeito base, já que o custo acabou maior do que vocês orçavam no começo. Mas, dado esse atual cenário de insumos que vocês mesmos mencionaram na apresentação, como os preços fertilizantes estão mais caros, o que tem por trás dessa melhora de custo por hectare? Então, seria ótimo se vocês ajudassem a gente a entender isso um pouco melhor. E a segunda pergunta é em relação também ao H&M, só que do de cana-de-açúcar. Vocês estão estimando uma leve redução de TCH e o mar acolhido ficando praticamente estável. Quando a gente fala com outros players do setor Muitos têm falado que esse excesso de chuvas Que a gente está vendo Está atrapalhando bastante a colheita de cana Então, queria entender de vocês Se esse cenário está de alguma maneira Já na estimativa de vocês Ou se vocês acham que pode ser algum risco Como vocês estão vendo esse cenário No setor de cana-de-açúcar, por favor Guilherme, como sempre As perguntas de vocês aí C, Tiago, são cirúrgicos nas perguntas, né?
Outra turma inteligente. Bom, mas vamos lá. Eu vou começar pela segunda, tá? E vou dar uma palhinha da primeira, tá? E vou deixar o Gustavo ajudar um pouco na primeira também. Vamos lá, cana-de-açúcar. Cana-de-açúcar, você está correto, né? A gente tem, quando a gente olha o grande volume da companhia, a gente tem cana no centro-oeste e no nordeste, tá? isso por bem ou por mal, num momento quando a gente fala de colheta úmida essa colheta úmida está interferindo muito mais na região centro-sul nós estamos falando de São Paulo, que a gente tem cana também, mas a gente tem 300 e poucas mil toneladas em São Paulo, a grande concentração de cana é Mato Grosso e Nordeste lá a gente teve no caso do Nordeste um atraso em função de início de moagem da usina, problemas operacionais, mas já voltou e voltou com marcha total, a gente entende que a safra deve estender um pouco para nós lá, a gente entende que, se eu me perguntasse se o ideal era a gente terminar a safra 30 de novembro lá, até um pouquinho antes, a gente deve entrar primeiro discêndio de dezembro, para não deixar a cana para trás. No centro-oeste está indo bem, estamos com uma capacidade operacional muito boa, está colhendo bem, lá também tem uma capacidade muito boa, nós estamos limitados à entrega de área da usina lá, que são aproximadamente aproximadamente 7 mil, 7 mil poucas toneladas por dia de cana que a gente entrega na usina. Estado de São Paulo, 100%. Sua pergunta está exatamente correta. São Paulo, a gente está mais atrasado. O Estado inteiro está mais atrasado. Em conversas com os nossos proprietários de usina, a gente entendeu que eles vão levar um pouco mais a moagem mais para frente. O grande desafio aí, Guilherme, eu acho que no caso de cana fornecedor, sempre a usina tem uma máxima e eu acho que acaba sempre sobrando cana da usina e muito pouco cana de fornecedor, ainda mais no ano que está apertado, o fornecedor vai fazer um esforço tremendo para entregar, eu acho que é de se esperar sim que sobe cana no sistema mas eu acho que espera eu esperaria pouca cana de fornecedor e mais cana de usina vale lembrar que a gente começou a safra todo mundo falando em 625 milhões nós já estamos em 640 e alguma coisa muito provocada por dois efeitos o efeito da chuva que tem possibilitado um aumento de TCH e em contrapartida uma safra mais pobre em sacarose em ATR, uma safra mais pobre mas uma safra com maior TCH e sem dúvida nenhuma, Guilherme, a gente tem um efeito aqui também que foi custo capital eu diria que no último semestre no último ano ele reduziu muito a renovação de canavial, e toda vez que você não renova a cana, talvez você renova a cana, majoritariamente o Brasil planta a cana de 18 meses, você renova a cana, você tira a cana do sistema no ano seguinte, e ela volta a entrar só no outro. Quando você não renova a cana, por mais que você tenha uma cana de baixa produtividade, você tem cana no sistema no outro ano, então eu acho que isso também contribuiu muito para esse incremento de 620 para 500, para 640 e pouco. Mas a gente está prevendo terminar tudo, não é de se esperar, até com esse anúncio da usina aqui postergando um pouco mais a moagem aqui na região de São Paulo a gente deve passar o pé na cana toda como a gente sempre fala bom, na primeira pergunta de custos eu acho que tem duas coisas aqui que é importante frisar uma é escala escala e tamanho da companhia e poder fazer uma análise crítica de mercado e tomar decisão eu acabei de mostrar para vocês no início que a gente comprou o MAP na casa de 580 e hoje o MAP custa R$ 840. Quando você olha uma planilha de custo, do IDEA ou de quem quer que seja, ele está considerando preços atuais ou preço da média do produtor no momento de tomada a decisão. Eu acho que a gente foi bastante cirúrgico o ano passado em comprar nos momentos exatos e a gente foi mais cirúrgico ainda no modelo que a gente estruturou essa compra. A gente entendia que tinha a possibilidade de câmbio naquele então baixar, tanto é que a gente foi vendendo antes, você viu que a gente, não poderia ser diferente, se nós conseguimos fazer um câmbio médio na venda maior do que ele operou, a gente também operou na outra mão na compra, utilizando isso em nosso favor, então quando o mercado, quando a gente vendia bem câmbio, a gente estava usando isso para fazer receita, quando a gente comprava bem câmbio, a gente estava usando isso para fazer redução de custo, e o Gustavo exemplificou isso aqui, a gente ao longo do ano, a gente transitou pelo resultado um volume importante de coisas que a gente comprou, quando aquele dólar, né, compramos com o dólar de 5,60, 5,70, quando o dólar bateu 5,10 e a gente foi hábil em comprar com prazo maior a gente foi lá, liquidou essas posições e fez uma redução de custo expressivo isso é conjuntural mas a gente também não parou aí a gente fez bastante coisas estruturais vou te dar um exemplo a gente vem, a gente vem falando aqui há alguns anos que a gente está aumentando muito a produção de sementes próprias E esse ano, mais uma vez, a gente foi capaz de aumentar ainda mais o volume de sementes próprias. E isso também tem um efeito expressivo na redução do custo, no caso da soja. A gente tem hoje aí a unidade nossa Chaparral, a gente investiu numa BS, uma unidade de beneficiamento de semente, que ela vinha fazendo aí 1 milhão e 700 mil quilos, 1 milhão e 800 mil quilos, e esse ano ela fez quase 3 milhões de quilos. A gente vendo esse apeto de custo, colocamos a faca no dente de todo mundo e falamos, a companhia precisa fazer mais semente própria esse ano, então isso também contribuiu. Então, eu acho que tomada de decisão, gestão equilibrada de câmbio e esse fator da produção contribuíram bastante. Gustavo, você quer complementar alguma coisa com o Guilherme? Fica à vontade.
Sim, simplesmente que a parte de câmbio, acho que tem uma influência muito grande, porque quando a gente compara, por exemplo, em dólares, esse custo, esse custo para a companhia tem incrementado, foi o que a gente acaba de mostrar, que a gente foi capaz nos últimos tempos de começar a selecionar. um minutinho só que nós
ainda bem que a gente sabe plantar soja e plantar cana, ele não sabe mexer com o computador mas nós vamos aprender isso Guilherme, desculpa não problema nenhum, pessoal Oi Guilherme, desculpa está ouvindo, não? e para terminar, Guilherme
eu acho que também de ponto de vista de custo por hectares a gente tem mostrado que a expectativa de custo tem incrementado marginalmente, mas outro aspecto que acho que é muito importante para a companhia é que também temos selecionado muito melhor a superfície que temos plantado, e isso antigamente nós plantávamos superfície porque estávamos mais em um processo de maturação diária, e as doses de fertilizantes, de produtos que tínhamos utilizado, isso tem, digamos, contribuído a incrementar os custos, não? Eu acho que, ultimamente, o que nós temos, com esse custo de capital, temos diminuído essa aposta, digamos, esses investimentos, e a gente tem conseguido de estabilizar muito melhor esses custos, mas em resumo, acredito que os pontos que o André te comentou acho que são os principais que têm contribuído a manter esses custos Muito claro, muito obrigado André, Gustavo Ana, obrigado pelos outros gelos também André, são verdadeiros Bom, agora vamos passar para o Gustavo
Troiano do Itaú BBA Bom dia, pessoal.
Obrigado por pegar minhas perguntas aqui. Tem dois pontos que eu queria trazer com vocês, os dois relacionados à compra e venda de fazendas. O que a gente notou nesse ano é que eles acabaram fechando o ano com um mix de terra já desenvolvida bem acima do que a gente está acostumado a ver, perto de 55%, o que sugere que vocês tenham um estoque relevante de terra para vender. e o André até já comentou durante a apresentação que é um pouco da expectativa de vocês para o próximo ano. Então, a minha pergunta aqui para vocês é mais sobre como a gente espera que esse teu mix de terra desenvolvida e a desenvolver perform ao longo do ano, se já dá para chegar no um terço, um terço, um terço que vocês costumam mirar ao longo de 2027. Então, mais para entender qual é o pace dessas vendas de terras que o André já comentou ao longo da apresentação. E a segunda pergunta, que é talvez uma derivada da primeira aqui, é o que a gente pensa que é o segundo passo, depois dessas vendas de terras que vocês já comentaram, porque o 2027 é um ano que deve ter bastante volatilidade por conta de El Ninho, que deve criar bastante disparidade de performance e balanço entre as empresas do agro nas diferentes regiões e que pode trazer alguma oportunidade de compra de terra. Então, eu queria tentar entender também da alocação de capital dessas vendas possíveis de fazenda é entre priorizados a alavancagem, dado que o custo de capital está mais elevado, como o Gustavo já comentou, e aproveitar oportunidades de compra de terra que podem surgir. Como é que vocês têm ponderado isso hoje? Pensando nessa alocação. Obrigado, pessoal.
Gustavo, tudo bem? Como é que você está? Que bom que você está aqui conosco também. Esse é outro que gosta do agro e vou cobrar uma visita sua na fazenda de novo. A última vez que você foi, você foi ver cana comigo em Brotas. Faz tempo que você não vai na roça, tem que sujar essa botina aí. Mas vamos lá. Acho que tentar basicamente responder. Primeira pergunta, a gente está um pouco deslocado, sim, em função de que aquilo que eu sempre falei para vocês, a gente tem bolsões de liquidez em algumas regiões. Não tenho dúvida que a gente vai sim efetuar venda no próximo exercício, a gente deve fazer. se a gente vai ser mais vendedor ou mais comprador eu volto a insistir, a gente deveria ser mais comprador Gustavo, a gente fazendo um link com a sua segunda pergunta a gente tem sido bastante ativo nisso com vocês de Itaú, com o pessoal de BTG, com o pessoal de outras casas financeiras a gente tem uma agenda proativa, a gente era muitas das vezes, a gente era reativo só quando chegava a oferta, hoje a gente tem uma agenda muito próxima de vocês principalmente de originação de eventuais possibilidades de negócio que a gente possa fazer, dando liquidez e solvência para algum credor. Então, eu te respondendo, a gente deve, no médio e longo prazo, buscar voltar. Agora, tem um fator que é importante também, Gustavo, eu acho que isso deslocou um pouco, um terço, um terço, um terço. Por que deslocou um pouco? Quando inicialmente a gente comprava, 100% do portfólio que entrava era portfólio para transformar, você tinha aí uma curva de maturação, então você gastava 4, 5 anos para que isso acontecesse. Mais recentemente, tanto compras de Maranhão, São José, Agrifirma, nós compramos o portfólio, eu diria que no meio do caminho da maturação. Então você acelerou um pouco mais, esse portfólio está mais acabado. André, mas então a gente poderia acelerar venda? Isso é uma decisão que a gente sempre olha, Gustavo, do ponto de vista de rentabilidade do ativo. Quando a gente entende que aquele ativo está gerando um ROA baixo e não é porque tem problema operacional, não é porque tem alguma dificuldade operacional e sim porque aquela terra preciou, é onde a gente majoritariamente vai apontar os nossos canhões para gerar liquidez de venda. então isso é uma boa notícia o que tem fazenda hoje que gera um ROA muito interessante, você fala nesse ROA eu gostaria de ficar com ela operando e aquelas áreas que a gente entende, que a gente já atingiu a curva de maturidade, a gente vai fazendo trazendo sempre o que a gente sempre fala, 20, 25 resultados para aquele valor presente, então não tem mudança de estratégia eu acho que a companhia vai ser uma companhia que vai continuar comprando e vendendo terra, eu diria que os últimos 5 O ano nós vendemos mais de 2 bilhões de fazenda. Nós não vamos vender 2 bilhões nos próximos 5. A não ser que a gente faça uma mega aquisição, a gente vai vender. Mas é de se esperar que a gente volte a ter um pouco mais de aquisição e continuar fazendo venda. Eu brinco sempre, falo que o boteco tem que estar aberto todo dia, comprando e vendendo, comprando e vendendo. É assim que a gente ganha dinheiro. Comprando, vendendo, transformando, é assim que a gente ganha dinheiro. Então, mudança estratégica não tem. O que tem é esse reequilíbrio do que entrou no portfólio. Entrou portfólio, não só área de cerrado, entrou coisa mais madura, então se desequilibra um pouco. E toda essa discussão que a gente tinha no passado recente de transformação ou não transformação de área, com restrições pelas trades, que a gente acha que isso está, não que isso está resolvendo, mas que isso está se equalizando para respeito às legislações aplicáveis no Brasil, respeito a esse agronegócio que gera valor para a sociedade comum como um todo. Então, não tem uma mudança de, a empresa vai ser uma empresa operadora e deixar de ser imobiliário. Não, a gente no nosso DNA não acredita que operação pura, simplesmente pura, vai trazer a rentabilidade que o nosso acionista espera. A gente precisa ter, sem dúvida nenhuma, um fator imobiliário.
Está super claro, André. Obrigado pelas respostas e não aguardo para o próximo convite para visitar a fazenda.
Pode deixar, se nem que não tenha um evento, você vai comigo, nós vamos junto.
Bom, tem uma última pergunta aqui que mandaram por escrito. Na verdade, são várias, que veio do Matheus Paulini, investidor pessoa física, mas algumas a gente já respondeu aqui no decorrer do call. Então, eu vou só fazer a última pergunta que ficou, que é com relação à faixa do preço da ação, que se encontra a R$19,00 contra o NIV de 38,17, porque a companhia pretende distribuir 30 milhões de dividendos de reserva em vez de recomprar ações. Como o Conselho compara o retorno de vender terra ao valor interno versus comprar o próprio ativo com 50% de desconto?
Ô, pergunta cirúrgica de novo, hein? Essa pergunta eu podia começar respondendo assim, viu, Matheus? Uma andorinha só não faz verão, né? Então, eu acho que o que eu queria dizer é o seguinte. seguinte, você quando faz um trabalho estratégico na companhia e esse trabalho é fruto de um esforço primeiro produtivo, que gera confiança, que gera atração ao investidor, que gera recorrência de resultado e que gera uma base de acionista cativo como a gente fez, a gente tem que olhar de diferentes óticas todas as decisões que são tomadas, sempre maximizando o retorno para o acionista, mas não deixando de olhar as diferentes bases acionistas e o quanto isso, às vezes, Matheus, um dividendo pago dessa forma que está sendo proposto esse ano, que é muito mais uma simbologia do que um evento muito grande, ele mostra uma recorrência de resultado e da preocupação de gerar valor para o acionista em diferentes linhas, né? Eu vou te dar um exemplo nós quando assumimos a gestão da companhia há 10 anos atrás, nós tínhamos 4 mil acionistas na base de pessoas físicas nós chegamos aí a 138 mil hoje nós temos aí próximo a 115, 120 mil acionistas na base da pessoa física isso tem um valor qualitativo tão grande tão grande que é difícil e ele tem um certo grau de intangibilidade eu vou te dizer e traduzir pra você Hoje eu não tenho a menor dúvida que qualquer acionista da companhia que quer liquidar sua posição na base acionária, seja ele 1,2%, 3%, 4%, 5%, ele não é capaz de mexer no preço da ação de forma expressiva porque essa base tem uma recorrência, ela tem uma presença muito grande. Isso são valores intangíveis. Isso a gente conseguiu como? A gente conseguiu isso trabalhando muito pessoa física que essas pessoas vieram para a base. Então, talvez um investidor institucional fala, pô André, mas não é melhor a gente recomprar? Recomprar 30 milhões num portfólio de 3.3 bi, a gente estaria recomprando 0,9%. Eu quero deixar e estudar o momento de recomprar como a gente já fez. A gente já recomprou 10% das ações da companhia em circulação. Agora, nesse momento que você tem que pesar, eu vou recomprar 0,9% da companhia, ou vou retribuir a confiança, a rentabilidade daquele pequeno investidor, que vai gerar, sim, uma tangibilidade quando o grande precisar de liquidez, é isso que a gente toma de decisão. E quando a gente faz uma análise de caixa, quando a gente fala, pô, a pergunta ela poderia ter sido até mais cirúrgica ainda de dizer, André, mas talvez seja melhor pagar a dívida do que pagar a dívida dela, a gente está pagando dívida, se vocês olharem a proposta nossa e o que nós estamos trazendo para o próximo exercício a gente está reduzindo a gente tem no curto prazo um vencimento de aproximadamente 400 milhões de reais e estamos retomando 200 e pouco, a gente vai terminar a campanha com 160, 150 milhões a menos de dívida na companhia porque isso está machucando o bolso de qualquer empresa no setor brasileiro com a taxa de juros que a gente tem então assim eu diria para você que essa decisão não tem um certo ou errado se a gente tivesse aqui uma disponibilidade de caixa para recomprar 10, 15% da companhia eu acho que a provocação sua está correta e a gente deveria estar fazendo hoje melhor do que recomprar é reduzir endividamento e é onde a gente está apontando e a gente acredita que isso vai trazer mais valor para o acionista. Então, não tem o certo ou errado. Acho que tem uma decisão muito bem pensada, uma decisão muito bem tomada, de que às vezes você tem que trazer o retorno tangível e o retorno intangível. Esse sinal para o mercado, eu acho que ele traz muito mais aquele retorno intangível que ele se torna tangível no momento que a gente precisa. Obrigado.
Bom, obrigada a todos pela participação. A gente está encerrando o nosso call agora. Boa sexta-feira e bom final de semana a todos e até o próximo call.
1:05:12 to 1:27:17 · One card per analyst, follow-ups included. Each plays from its start, and the one being answered is marked.
Bom dia, André, Gustavo, Ana, espero que sejam bem aí. Então, do nosso lado são duas perguntas. A primeira é em relação ao guidance. A gente queria a ajuda de vocês para entender um pouquinho melhor as premissas por trás dessa melhora do custo por hectare que vocês estão estimando para algumas culturas. Então, a gente…
André Guillaumon: Outra turma inteligente. Bom, mas vamos lá. Eu vou começar pela segunda, tá? E vou dar uma palhinha da primeira, tá? E vou deixar o Gustavo ajudar um pouco na primeira também. Vamos lá, cana-de-açúcar. Cana-de-açúcar, você está correto, né? A gente tem, quando…
Also speaking: Gustavo Javier Lopez, Ana Paula, Speaker 2