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Earnings call · FY2026 Q1

AXIA Energia S.A. (AXIAY) Q1 2026 Earnings Call Transcript

Concluded May 7, 2026
May 7, 2026 0 turns
Period
FY2026 Q1
Runtime
—
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Transcrição da Videoconferência 1T26

Transcrição da Videoconferência 1T26

Teleconferência – Resultado do 1T26 07 de maio de 2026 – 10h30 (Brasília) Transcrição do original em português PARTICIPANTES DA EMPRESA Sr. Ivan de Souza Monteiro Presidente da AXIA Energia Sr. Eduardo Haiama Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores Sr. Antônio Varejão de Godoy Vice-Presidente de Operações e Segurança Sra. Camila Gualda Sampaio Araújo Vice-Presidente de Governança e Sustentabilidade Sr. Élio Wolff Vice-Presidente de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios Sr. Ítalo Freitas Vice-Presidente de Comercialização e Soluções em Energia Sr. Juliano de Carvalho Dantas Vice-Presidente de Tecnologia e Inovação Sr. Marcelo Siqueira Vice-Presidente Jurídico Sr. Renato Costa Vice-Presidente de Aprendizado, Gente e Serviços Sr. Robson Pinheiro Rodrigues de Campos Vice-Presidente de Engenharia e Projetos Sr. Rodrigo Limp Vice-Presidente de Regulação, Institucional e Mercado

TEMPO DE GRAVAÇÃO 37 minutos e 23 segundos

Transcrição da Videoconferência 1T26

INÍCIO DA GRAVAÇÃO Operadora: Bom dia senhoras e senhores. Sejam bem-vindos à conferência da AXIA Energia para a discussão dos resultados do 1T26. Estão presentes aqui hoje, Sr. Ivan de Souza Monteiro, Presidente da AXIA Energia, Sr. Eduardo Haiama, Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Sr. Antônio Varejão de Godoy, Vice-Presidente de Operações e Segurança, Sra. Camila Araújo, Vice-Presidente de Governança e Sustentabilidade, Sr. Élio Wolff, Vice-Presidente de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios, Sr. Ítalo Freitas, Vice-Presidente de Comercialização e Soluções em Energia, Sr. Juliano Dantas, VicePresidente de Tecnologia e Inovação, Sr. Marcelo de Siqueira Freitas, Vice-Presidente Jurídico, Sr. Renato Carreira, Vice-Presidente de Aprendizado, Gente e Serviços, Sr. Robson Pinheiro de Campos, Vice-Presidente de Engenharia e Projetos e Sr. Rodrigo Limp, Vice-Presidente de Regulação Institucional e Mercado. Informamos que este evento está sendo gravado e será disponibilizado no site de relações com investidores da Companhia, assim como a apresentação aqui divulgada, ambas em português e inglês. Para visualizar a apresentação de slides no idioma de sua preferência, clique na aba correspondente, localizada no canto superior esquerdo da tela, Portuguese Screen para versão em português, ou English Screen para versão em inglês. Destacamos que para quem precisar de tradução simultânea, temos a ferramenta disponível no ícone do globo escrito Interpretation, localizado no centro inferior da tela. Ao selecioná-lo, escolha o idioma de preferência. Para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, há a opção de silenciar o áudio original em português, clicando em Mute Original Audio. Para a sessão de perguntas e respostas, caso deseje fazer alguma pergunta, por favor, utilize o ícone Q&A no botão inferior de sua tela, informando seu nome, empresa e pergunta. Por padrão, seu nome será anunciado para que faça sua pergunta ao vivo. Nesse momento, uma solicitação para abrir seu microfone aparecerá na tela. Caso não queira ativá-lo, por favor, informe junto à pergunta no campo de Q&A, para que nosso operador leia em voz alta. Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante essa teleconferência, relativas às perspectivas de negócio da Companhia, projeções, metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da AXIA Energia, bem como informações atualmente disponíveis para a Companhia. Considerações futuras não são garantias de desempenho, pois envolvem riscos e incertezas, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Os investidores devem compreender que condições econômicas gerais e outros fatores operacionais podem influenciar nos resultados expressos em tais condições futuras. Agora, gostaríamos de passar a palavra ao Sr. Ivan Monteiro, Presidente da AXIA Energia, que iniciará a apresentação. Por favor, Sr. Ivan, pode prosseguir.

Transcrição da Videoconferência 1T26

Ivan de Souza Monteiro: Bom dia para todos e agradeço a participação na divulgação dos resultados da AXIA do 1T26. Seguimos a trajetória de consistente melhoria de nossos resultados, refletindo as mudanças implementadas pelo Conselho de Administração e Diretoria Executiva após a privatização da Companhia ocorrida em 2022. Gostaríamos de destacar a simplificação operacional e administrativa, com foco na melhoria e governança e agilidade e adequação à nova estratégia na tomada de decisões. Redução contínua das despesas e custos e aumento da produtividade. Gestão ativa do nosso portfólio de energia, com foco no relacionamento com clientes finais. Redução de conjunto relevante de contingências de diversas naturezas, com um claro destaque para o empréstimo de compulsório. Crescimento expressivo dos investimentos, seja pela participação ativa nos negócios de transmissão, seja pela modernização dos nossos próprios ativos, com destaque para reforço e melhorias de pequenos e grandes portes. Disciplina na alocação de capital, acompanhada de forte crescimento na remuneração dos acionistas. Por fim, destaco o início do processo de sucessão da liderança da Companhia, com a participação ativa e a liderança do Conselho de Administração, conforme disposição prevista no nosso estatuto. Passo agora a palavra ao nosso CFO, Haiama, para detalhamento de resultados. Muito obrigado. Eduardo Haiama: Obrigado, Ivan. Bom dia a todos. Passando, então, para os destaques do trimestre, no slide sete. O primeiro deles é o EBITDA, que está atingindo R$8.600 milhões, incremento de 60% em relação ao ano anterior, muito em função do segmento de geração, com os preços nesse ano sendo mais altos do que foi no ano passado. No lado direito, junto com esse EBITDA mais alto, os nossos investimentos continuam crescendo. Aumentamos o nosso investimento em transmissão em quase 50% e o investimento global em 36%. O lucro é basicamente reflexo do resultado operacional, não tem muito a comentar. Continuamos uma avenida de crescimento, ganhando o leilão do LRCAP com 190 MW de potência. Na verdade, isso aqui é a potência que participou do leilão, mas a turbina em si, que nós vamos agregar, é maior, são quase 250 MW de potência da usina. Em termos de eficiência operacional, a nossa PMSO continua reduzindo em 3%, e estamos o tempo todo melhorando as nossas operações. Em termos de governança, o Conselho aprovou, junto, novamente, com os acionistas, aprovaram migração para o segmento do Novo Mercado, nível mais alto de governança da B3, e concomitantemente a isso, o Conselho aprovou a deslistagem do ADR nível 2 na NYSE. E por fim, na reunião de Conselho, que apreciou o resultado do 1T, conforme já previsto na nossa metodologia de alocação de capital, foi aprovado uma alocação de capital de R$ 4 bilhões, reforçando o compromisso com a nossa disciplina financeira e geração de valor para os nossos acionistas, que é a capacidade de investimentos. Importante lembrar que todo trimestre nós estaremos rodando essa metodologia e esse número pode mudar ao longo do tempo, conforme nós vamos entregando mais resultados.

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No slide seguinte, no slide oito, só um resumo dos nossos resultados, com a receita regulatória crescendo 17%, fruto ainda do segmento de geração, consequentemente com isso, e pelo custo mais baixo que nós entregamos, nosso EBITDA cresceu 60% em relação ao ano anterior e o reflexo disso foi no lucro, o nosso lucro societário atingindo a marca de R$3,7 bilhões. No slide nove, entrando um pouco nos nossos investimentos, como eu havia comentado, nosso investimento cresceu em transmissão, quase 50% nesse trimestre, em relação ao ano anterior, e no investimento global, por volta de 36%. No gráfico da esquerda, o que nós mostramos aqui de investimento, R$691 milhões no trimestre, ele inclui o investimento em transmissão de reforço e melhoria, não só de pequeno porte, mas de grande porte. E na tabela da direita, nós só destacamos aqueles investimentos que já temos aprovados para grande porte, reforço e melhoria. E quando somamos todos os investimentos que nós já ganhamos em leilões passados, de novas linhas, e todos os investimentos de grande porte que já temos aprovados, nós atingimos a marca de investimento contratado de R$15 bilhões, que se traduzirá, uma vez implementado, em uma RAP de aproximadamente R$2 bilhões. No slide dez, lembrando um pouco aqui da nossa participação no leilão, como eu disse, nós estaremos agregando ao sistema quase 250 MW de potência instalada. No leilão nós participamos ofertando 190, tendo uma receita anual de R$1,4 milhão por MW. No slide seguinte, slide 11, em termos de otimização do nosso portfólio, seguimos fazendo a nossa otimização, então, descruzando as nossas participações em IE Madeira, IE Garanhuns, com a ISA Energia, recebendo quase R$1,2 bilhão nessa transação. E, na outra alienação que nós fizemos, de quatro linhas relativamente pequenas, obviamente pro nosso porte, um recebimento de 450 milhões pela venda dessas participações. Isso aqui, seguindo o nosso foco em otimizar as nossas participações minoritárias, as nossas disciplinas de capital e, obviamente, simplificar a estrutura societária. Passando para o segmento de comercialização, no slide 13. Isso aqui é um slide que nós sempre mostramos nossos resultados, aqui é a posição que nós tínhamos no 1T, com recurso próprio de aproximadamente 16 GW, na tabela da esquerda superior, umas compras de 1,2 GW e vendas no mercado regulado, com cotas de 1,2 e vendas no ACR para distribuidoras de 3,7. E, obviamente, mostrando onde está, em cada submercado, essa energia. Por que é importante ressaltar essa abertura por submercado? Porque quando nós entramos nos próximos dois slides, nós vemos o efeito que teve, tanto pela questão da hidrologia, que impactou preços, e como é que isso se influenciou na margem de comercialização desse trimestre. Então, passando para o slide 14, nós temos aqui um PLD, que é o preço spot, que saiu de R$160,00 no trimestre do ano anterior para R$300,00. Como 60%, mais ou menos, da nossa energia disponível para estar transacionando, ela se encontra no Norte e Nordeste, esse incremento impactou significativamente, obviamente, o resultado, ao contrário do ano anterior, onde o preço tinha sido mais deprimido.

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No lado direito, nós mostramos dois gráficos que mostram a sazonalidade prevista aqui no MRE, tanto para fins de GSF, quanto para fins de como isso impactaria se nós tivéssemos essa mesma curva no nosso portfólio. Então, como vocês podem ver, no 1T, no gráfico de baixo, nós teríamos 12,5 GW médios disponíveis para estar alocando no mercado livre, só que essa energia, conforme passa o tempo e o GSF cai, vai atingir 8 GW no 3T, podendo chegar a 10 GW, subindo de novo a partir do 4T. Tudo isso para dizer que esse 1T teve a combinação perfeita, obviamente, da alta do preço spot com a maior energia disponível sazonal. No slide 15, nós explicamos um pouco porque tivemos esse comportamento diferente do ano anterior. Primeiro, do lado esquerdo do gráfico abaixo, é o ponto de partida dos reservatórios. Nós terminamos dezembro do ano anterior com 45% de reservatórios, sendo que em 2024 para 2025, nós tínhamos 53%. E o que aconteceu? O período chuvoso, que no ano anterior tinha sido muito bom, dezembro, janeiro, meados de fevereiro, isso influenciou não só a trajetória do nível do reservatório abaixo, mas também a questão de preço, que é o do gráfico da direita, só que, nesse ano, ocorreu o inverso. Esse ano, nós partimos, não só do patamar mais baixo no nível de reservatório, mas o período úmido começou mais fraco, e ele só veio acelerar, aí sim, inversamente o que ocorreu no ano anterior, que parou de chover, praticamente, a partir de meados de fevereiro, e começou a chover muito nesse ano a partir de meados de fevereiro. De tal forma que o patamar de reservatório, que é, voltando ao gráfico da esquerda abaixo, ele terminou no mesmo patamar, em março, que foi o anterior, mas a trajetória de como isso chegou nesse mesmo patamar foi bem diferente. E, por isso, a trajetória de preço que nós vemos do lado direito do gráfico, onde nós mostramos as barras com os preços nos submercados Sudeste e Norte e Nordeste, foram muito diferentes. E qual a expectativa de preço, que é a tabela da direita abaixo, para o 2T e para o 2S? Lembrando que nós estamos no mesmo patamar de reservatório do ano anterior e já passou o período úmido. Então, quando nós vemos, ao final de 31 de março, qual era a expectativa de mercado para preço no 2T desse ano, R$233,00, 2S, R$299,00, e compara, por exemplo, com o preço que foi realizado no ano anterior, de R$216,00 e R$259,00, nós percebemos que os mercados estão comportando de forma correta, em função do risco que foi percebido no 1T, que mudou em relação ao que foi inicialmente projetado. Mas dado que nós chegamos no período úmido no mesmo patamar, os preços são muito similares ao que nós constatamos em 2025. Passando agora para a parte de sustentabilidade e governança. No slide 17 nós mostramos o nosso trabalho intenso para poder melhorar o nível de segurança da UHE Colíder. Estamos muito satisfeitos com esse resultado, ainda mais no tempo que foi executado todo o trabalho. E também gostamos de ressaltar projetos sociais que nós fazemos muito e falamos pouco, como é o projeto Lagos do São Francisco, onde nós estamos tendo um retorno social de aproximadamente

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R$20 milhões, atuando em diversos municípios no entorno do Rio São Francisco, fortalecendo tanto a agricultura familiar, pecuária e a preservação ambiental. No slide 18, detalhando um pouco só o que o Ivan já comentou em relação ao início do processo de sucessão, nós estaremos criando, a partir de 1º de junho, uma vice-presidência, conforme vocês podem ver no organograma da direita, que será assumida pelo Élio Wolff. Essa vice-presidência ficará até 30 de abril do ano seguinte, quando será extinta, e aí, toda essa estrutura volta a ser reportada diretamente para o CEO. E no dia 1º de junho, a continuação dessa nova vice-presidência, nós estaremos extinguindo a vicepresidência estratégia e desenvolvimento de negócios. Com isso, nós reafirmamos nosso compromisso com uma estratégia de longo prazo, de estarmos sempre atuando de forma detalhada, planejada, executada com calma, sempre pensando no longo prazo. No slide 19, em termos de simplificação da estrutura societária, como eu havia comentado, os acionistas aprovaram a migração para o Novo Mercado, o nível mais alto de governança da B3. Nós esperamos estar concluindo no próximo mês, talvez, ou semanas, essa migração. E, concomitantemente a isso, o Conselho aprovou a deslistagem dos ADRs nível 2 na Bolsa de Nova York, consolidando uma liquidez das ações no mercado brasileiro. Por fim, no slide 20, aqui vou falar um pouco mais dos resgates que podem ocorrer nas ações de PNC. Como eu havia dito, nesse trimestre, como todo trimestre fazemos, nós reavaliamos a nossa metodologia de alocação de capital, onde o Conselho aprovou uma alocação de capital de R$4 bilhões. Uma das formas de alocar esse capital é o retorno do capital para o acionista e um dos instrumentos que nós temos à nossa disposição é justamente o resgate potencial de ações PNC. Como se dará esse processo? Lembrando, o que foi aprovado em dezembro é que o Conselho de Administração é o responsável por definir montante e o timing da execução do resgate. Então, se hoje, por exemplo, o Conselho decidisse que quer resgatar hoje ações de PNC, o preço que nós usaríamos seria o preço do dia anterior, que é o segundo bullet. Nessa hora começa todo um cronograma para permitir que os acionistas que não desejam ser resgatados possam pedir para ser convertidos em ações ON, no todo ou em parte, para nós podermos seguir com, ou conversão ou resgate daqueles que assim o desejarem. Lembrando que o cronograma de conversão tem uma parte que é automática, que 4 p.p. ao ano, de 2026 a 2030, serão convertidos e qualquer sobra que possa ter em 2031 será convertida em ações ON, de tal forma que as PNCs desaparecerão. Mas esse cronograma de conversão pode ser acelerado pelo Conselho ou o Conselho, ele tem a discricionariedade que, ao invés de deixar ser convertido automaticamente ou acelerar a conversão de ações PNC em ON, eles podem aprovar resgates a qualquer tempo nesse mecanismo que eu comentei. Eu acho que com isso terminamos a apresentação e podemos passar para a sessão de perguntas e respostas. Obrigado.

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Maria Carolina, Banco Safra: Bom dia pessoal, obrigada pelo call. Duas perguntas, a primeira em relação a estratégia de comercialização de energia. Olhando o balanço desse trimestre, comparando com o do 4T, para 2026 e 2027, o range que vocês colocaram aqui do saldo disponível para a venda de energia, ele teve um leve aumento, que dá a impressão de que vocês buscaram ficar um pouco mais long aqui. Eu sei que é um range, então aqui é mais tentar entender a tendência, se teve algum motivo para que de fato a estratégia aqui embutisse, talvez mais compras de energia, mas para poder tentar entender um pouco isso. E claramente, se vocês puderem passar um pouco também de visibilidade, de tendência de preço de curto e também de longo prazo, com as possíveis mudanças que nós podemos ter, por exemplo, com a metodologia de CVaR, que estava sob discussão em audiência pública até pouco tempo atrás, para ver se mudou alguma coisa em perspectiva de negociação no mercado por conta disso. Então seriam as minhas duas perguntas. E por último, eu sei que vocês já falaram um pouco sobre estratégia, tanto na fala do Ivan quanto agora do Haiama, mas aqui acho que seria interessante também colocar um ponto de que vocês enxergam, a Empresa entregou um super resultado até então, vocês fizeram uma revolução e obviamente isso tem se mostrado no número, geração de caixa, estratégia, a Empresa é outra claramente. Aqui a sucessão me parece uma coisa natural e não um foco em mudança de estratégia, mas se vocês puderem falar um pouco mais sobre essa parte da estratégia da Empresa. Obviamente a Eletrobras de hoje é bem diferente da Eletrobras há dois anos atrás, então ia ser interessante colocar em contexto, se você puder, Ivan, um pouco disso, que aqui, talvez se vocês estão pensando em uma Eletrobras um pouco mais diferente para frente ou não, ou se de fato é mais continuar tocando o que a Empresa tem feito até agora. Obrigada. Ivan de Souza Monteiro: Obrigado, Carol. Obrigado pela pergunta. A primeira pergunta eu vou passar aqui para o Rodrigo Limp. A segunda eu mesmo respondo. Obrigado. Rodrigo Limp: Bom dia, Carol. Obrigado pela pergunta. De fato, como você comentou, o que nós disponibilizamos é um range, é uma faixa com limites de energia disponível. Um dos pontos que nós temos que considerar, até pela maior posição disponível em 2026 e 2027, comparando com anos anteriores, é também a própria descotização, que nós tínhamos em 2025 40% ainda de energia em cotas, 2026, 20%, e a partir de 2027 nós não temos mais energia em cotas daquelas usinas que passaram pelo processo de privatização com a mudança da descotização. Então isso tem uma influência e também nós temos que, como nós não disponibilizamos a energia disponível por submercado, nós temos sempre que considerar o que foi mostrado aqui no slide. A nossa diversificação do nosso portfólio por submercado, em que temos naturalmente na energia

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descotizada uma parte grande no Nordeste, temos muita energia no Norte também, que são mercados naturalmente com menor liquidez. Naturalmente no mercado Sudeste nós temos uma liquidez maior e é onde concentram boa parte das vendas. Embora nós tenhamos feito um esforço muito grande de aumento de vendas, de comercialização nos submercados Norte e Nordeste, o time aqui liderado pelo Ítalo. Temos tido êxito, estamos avançando o número de clientes nessas regiões, que são regiões mais complexas de comercialização. E sobre projeções futuras de preço e discussões do CVaR, essa discussão do CVaR, dos parâmetros do CVaR é uma discussão que nós acompanhamos muito de perto, é uma discussão bem relevante dentro do contexto e do processo de formação de preços. Até resgatando um pouco, que vem sendo aprimorado com diversos itens, até voltando um pouco mais lá em 2021, com a introdução do PLD horário, depois tivemos em 2024 a aprovação do NEWAVE Híbrido, a mudança dos parâmetros de aversão a risco a partir de 2025 e anualmente tem sido discutido e decidido pelo CMSE, que passa pelos órgãos, ONS, CEE, PE, Aneel, a definição dos parâmetros para o ano seguinte. Foi aberta uma consulta pública, nós contribuímos, temos uma visão de que o processo de formação de preços evoluiu bastante, hoje nós temos uma formação de preços a partir dos modelos que ainda, certamente, precisa de diversos aprimoramentos. Mas hoje, na nossa percepção, ela se aproximou muito do custo real da operação, que na prática não é, o modelo não tem que definir preço maior ou menor, ele tem que refletir o custo da operação e isso nós temos verificado, que nós temos tido, por exemplo, uma quantidade bem menor de geração termelétrica fora da ordem de mérito, que traz redução de encargos. Então nós temos defendido a manutenção dos parâmetros de aversão a risco, o 15 e 40, e a nossa percepção é o que traz maior equilíbrio em termos de custo e segurança energética, e nós trabalhamos, naturalmente, com todos os cenários. Quando nós avaliamos projeções de preço, nós consideramos a manutenção, que é o cenário que nós defendemos, que nós entendemos o mais adequado em termos de segurança energética e custos para o sistema, nós trabalhamos com faixa de preços. E nós temos observado, nas últimas semanas, uma redução de preços para esse ano, muito fruto do aumento da perspectiva de chuvas na região sul. Nós temos essa perspectiva para as próximas semanas, e isso combina com a possível entrada do El Niño, que embora tenha essa previsão de mais chuvas na região sul, ela também traz uma previsão de maiores temperaturas, o que acaba indo no outro sentido, trazendo uma pressão para cima de preços. E a grande incerteza é até quando teremos o El Niño e a intensidade do El Niño, porque o El Niño também se caracteriza, além de maiores temperaturas e maiores chuvas na região sul, por menores chuvas na região norte. Então, caso se estenda até o final do ano, início do ano que vem, nós também podemos ter impactos relevantes nos preços para o ano seguinte.

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Ivan de Souza Monteiro: Obrigado, Limp. Carol, primeiro eu queria agradecer a sua gentil observação sobre o trabalho que tem sido realizado aqui na AXIA. Esse trabalho é um trabalho coletivo, em Conselho com a Diretoria Executiva, em nome de todos os profissionais que aqui atuam. Nós temos a satisfação de ter na AXIA acionistas com visão de longo prazo e seus representantes do Conselho de Administração refletem essa filosofia, e não poderia ser diferente de uma empresa com os ativos que nós temos, construídos há 40, 50 anos atrás e permanecem até hoje produzindo, gerando e transmitindo energia e comercializando. Então, nós nos sentimos muito felizes, não há qualquer alteração na estratégia, a estratégia é definida pelo Conselho, em discussão com a Diretoria Executiva, mas sempre com essa perspectiva, Carol, sempre com uma perspectiva de uma empresa que olha há décadas. Então, nós estamos bastante satisfeitos que o Conselho tenha se posicionado por um processo tranquilo, maduro, com prazo que nos permite fazer essa transição com muita tranquilidade, que é o objeto de todas as decisões, é o objeto de tudo que nós temos recebido de apoio do Conselho de Administração. Mas eu queria agradecer as suas observações, que tem que ser divididas aqui com o Conselho, com a Diretoria Executiva, com todos os funcionários da AXIA. Felipe Andrade, Itaú BBA: Bom dia a todos. Obrigado por aceitarem as perguntas. Eu queria ouvir a percepção da AXIA com relação a dois temas. Primeiramente, como que a Empresa vê a movimentação de algumas associações defendendo mudanças regulatórias na dinâmica do mercado, de comercialização de energia, alegando restrição de liquidez como insustentável? No entendimento da AXIA, alguma sustentação jurídica que possa ser explorada por essas associações que poderia forçar uma alteração na dinâmica do mercado? E o segundo ponto que eu queria escutar é exatamente endereçando a questão da incorporação das térmicas do LRCAP, no deck de ativos disponíveis para despacho, agora no 2S. Eu queria entender um pouco como que a AXIA viu o cenário de modulação nesse horizonte com a incorporação dessas térmicas. Obrigado. Ivan de Souza Monteiro: Felipe, obrigado. Eu passo a palavra para o Rodrigo Limp. Rodrigo Limp: Obrigado, Felipe. De fato, nós temos acompanhado muita discussão sobre essa questão de liquidez no mercado. Nós temos uma posição muito clara, porque nós até, voltando um pouco na resposta anterior de aprimoramento dos modelos, do preço refletir melhor o custo da operação, nós vemos alguns questionamentos sobre grande volatilidade nos preços. Até teve um dia, agora em março, que tivemos preço piso durante o dia e teto no final do dia e surgiram algumas críticas a esse ponto. Para falar a verdade, quando nós olhamos a nossa geração

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de energia ao longo do dia, fruto da mudança da matriz, na verdade a nossa percepção é que o modelo está respondendo bem, porque nós temos muita oferta ao longo do dia, basicamente solar, nós temos mais de 50 GW de energia solar instalada. Inclusive temos cortes de geração ao longo do dia, pelo excesso de geração solar e eólica, e no fim do dia, ao contrário, precisamos acionar térmicas e as hidrelétricas sendo chamadas a fazerem rampas, às vezes superando 40 GW. Então é natural essa volatilidade de preço ao longo do dia, isso não é uma exclusividade do Brasil. Mercados, inclusive mais maduros do que o nosso, têm volatilidades ainda maiores. Então na nossa percepção é o reflexo da matriz. Isso, aí trazendo a questão da liquidez, que também conversa com a questão da formação de preço, talvez o crescimento da volatilidade, nós temos a questão, na prática, de risco de contraparte, que de fato os agentes hoje são mais avessos a risco, dado o que tem acontecido com diversas comercializadoras, não conseguindo honrar compromisso, muitas entrando inclusive em recuperação judicial. Isso traz, naturalmente, uma maior aversão a risco dos agentes. Aqui nós temos subido o nosso critério de avaliação, inclusive da capacidade econômico-financeira com quem nós comercializamos, especialmente quando nós olhamos horizontes de mais longo prazo. Então nós entendemos de forma muito clara que, nós não vemos na verdade uma crise de liquidez estrutural, talvez conjuntural por essa questão de crise de risco de contraparte, mas não algo estrutural no setor. Inclusive nos indicadores que a própria CCEE divulga de rotatividade da energia, nós não observamos elementos que confirmem essa percepção de menor liquidez de forma estrutural no mercado. Voltando ainda à questão de argumentação, nós não vemos hoje sustentação técnica ou jurídica para promover alguma mudança regulatória nesse sentido, até porque o processo de formação de preço é completamente descolado da posição comercial dos agentes. Se o agente está vendido ou comprado, isso não influencia no processo de formação de preço dado que o nosso preço é formado por modelos, em que essa é uma variável não considerada. Então o fato de nós estarmos ou não, o setor estar com menor ou maior liquidez, não influencia em nenhuma hipótese o processo de formação de preço. Então nós não vemos sustentação técnica ou mesmo jurídica para que procedam essas afirmações. E sobre a questão do LRCAP, nós estamos aguardando, naturalmente é uma homologação do leilão, e a partir da homologação, as térmicas entram de fato no deck, o que traz alguns efeitos. O modelo passa a enxergar aquelas térmicas, mesmo as existentes que não estavam contratadas, ou novas, no horizonte até 2030. As de 2031 ainda não entram no deck desse ano. Isso traz uma maior segurança para o modelo, que o modelo enxerga uma maior disponibilidade, maior capacidade de geração que, naturalmente, reduz o risco de déficit no horizonte futuro, reduzindo a função de custo futuro. E a modulação, naturalmente, vai ter efeito, dado que as térmicas têm, muitas delas têm CBU elevado e quando chamadas a despachar você pode ter uma tendência à evolução da modulação.

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Operadora: A sessão de perguntas e respostas está encerrada. Gostaríamos de passar a palavra ao Sr. Ivan Monteiro para que faça as considerações finais da Companhia. Ivan de Souza Monteiro: Agradeço a participação de todos. Perguntas adicionais favor entrar em contato nossa área de relação com investidores. Muito obrigado. Operadora: A conferência da AXIA Energia está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham um bom dia.

“Este documento é uma transcrição produzida pela MZ. A MZ faz o possível para garantir a qualidade (atual, precisa e completa) da transcrição. Entretanto, a MZ não se responsabiliza por eventuais falhas, já que o texto depende da qualidade do áudio e da clareza discursiva dos palestrantes. Portanto, a MZ não se responsabiliza por eventuais danos ou prejuízos que possam surgir com o uso, acesso, segurança, manutenção, distribuição e/ou transmissão desta transcrição. Este documento é uma transcrição simples e não reflete nenhuma opinião de investimento da MZ. Todo o conteúdo deste documento é de responsabilidade total e exclusiva da Empresa que realizou o evento transcrito pela MZ. Por favor, consulte o website de relações com investidor (e/ou institucional) da respectiva Companhia para mais condições e termos importantes e específicos relacionados ao uso desta transcrição”

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