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Earnings call · FY2026 Q2
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Bom dia, senhoras e senhores. Sejam bem-vindos à conferência da Axi Energia para a discussão dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026. Estão presentes aqui hoje o Sr. Ivan de Souza Monteiro, presidente da Axi Energia, Sr. Eli Wolf, vice-presidente executivo, Sr. Eduardo Rayama, Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores Sra. Camila Araújo, Vice-Presidente de Governança e Sustentabilidade Sr. Ítalo Freitas, Vice-Presidente de Comercialização e Soluções em Energia Sr. Juliano Dantas, Vice-Presidente de Tecnologia e Inovação Sr. Marcelo de Siqueira Freitas, Vice-Presidente Jurídico Sr. Renato Carreira, Vice-Presidente de Aprendizado, Gente e Serviços Sr. Robson Pinheiro de Campos, Vice-Presidente de Engenharia e Projetos Sr. Rodrigo Limpe, Vice-Presidente de Regulação Institucional e Mercado Informamos que este evento está sendo gravado e será disponibilizado no site de Relações com Investidores da Companhia assim como a apresentação aqui divulgada, ambas em português e em inglês Para visualizar a apresentação de slides no idioma de sua preferência, clique na aba correspondente, localizada no canto superior esquerdo da tela, Portuguese Screen para a versão em português ou English Screen para a versão em inglês. Destacamos que, para quem precisar de tradução simultânea, temos a ferramenta disponível no ícone do globo escrito Interpretation, localizado no centro inferior da tela. Ao selecioná-lo, escolha o seu idioma de preferência. Para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, há a opção de silenciar o áudio em português, clicando em Multi Original Audio. Para a sessão de perguntas e respostas, caso deseje fazer uma pergunta, por favor utilize o ícone de Q&A no botão inferior da sua tela, informando seu nome, empresa e pergunta. Por padrão, seu nome será anunciado para que faça sua pergunta ao vivo. Neste momento, uma solicitação para abrir o seu microfone aparecerá na tela. Caso não queira ativá-lo, por favor informe junto à pergunta no campo de Q&A para que nosso operador a leia em voz alta. Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante esta teleconferência relativas às perspectivas de negócios da companhia, projeções, metas operacionais e financeiras constituem-se em crenças e premissas da diretoria da Axi Energia, bem como em informações atualmente disponíveis para a companhia. Considerações futuras não são garantia de desempenho, pois envolvem riscos e incertezas e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Os investidores devem compreender que condições econômicas gerais e outros fatores operacionais podem influenciar nos resultados expressos em tais considerações futuras. Agora, gostaríamos de passar a palavra para o senhor Ivan Monteiro, presidente da Axia Energia, que iniciará a apresentação. Por favor, senhor Ivan, pode prosseguir.
Obrigado, bom dia para todos. Vivemos no segundo semestre, também no primeiro semestre, caracterizado pela forte expansão dos nossos investimentos, com destaque para a modernização dos nossos equipamentos, com foco no aumento da resiliência operacional, bem como a aceleração nos desembolsos no segmento de transmissão, fruto da participação exitosa da Axi Energia nos leilões até então realizados. Capturamos também uma melhor margem na comercialização de energia, efeitos também positivos na gestão das nossas participações, com a conclusão de relevantes operações no segundo trimestre desse ano. Foi mantida a trajetória de redução no volume de nossas contingências, e exemplifico com a diminuição do estoque de provisão para empréstimo compulsório. Finalmente, na remuneração aos nossos acionistas, anunciamos no acumulado do primeiro semestre R$ 7,7 bilhões para o resgate das ações PNC. Eu passo agora a palavra para o nosso vice-presidente Eduardo Rayama, que conduzirá a apresentação.
Bom dia a todos. Obrigado, Ivan. Passando para o slide 5, que está falando um pouco do destaque, do resultado no trimestre, o nosso EBITDA atingiu 6,7 bilhões, um aumento de 21,5%, basicamente pela maior contribuição no segmento de geração, segmento de emissão bem em linha, e pelos custos bem controlados no trimestre em relação ao destaque do investimento, foi um crescimento de 50% em relação ao ano anterior, atingindo 3 bilhões nesse trimestre como eu havia comentado a geração foi o principal contribuidor pelo resultado maior no trimestre atingindo aí uma margem unitária de geração neste olho, mercado livre de curto prazo de 96 reais nesse TRI contra a 73 no trimestre anterior. Nós participamos e sagramos vencedores no último leilão de transmissão, um CAPEX anel previsto de dar ordem de quase 700 milhões e uma RAP de 50 milhões. Ainda no trimestre, nós concluímos a migração para o novo mercado, segmento mais alto, governança na B3. como sempre nos comprometemos a fazer todo o trimestre nós revisamos a nossa metodologia de alocação de capital e junto com conselhos aprovamos uma alocação adicional de 3,7 bilhões atingindo até o primeiro semestre 7,7 bilhões quando a gente considera os 4 bilhões aprovados já no primeiro trimestre Além disso, hoje de manhã soltamos um fato relevante com um novo resgate, lembrando que o primeiro resgate das ações PN6 foi um teste, esse aqui também não deixa de ser um teste. Na ocasião, no primeiro resgate, nós fizemos uma operação de 30 milhões, que foi um sucesso. Nós reduzimos o prazo de resgate, que antes estava até 16 dias úteis entre o anúncio e o pagamento. Reduzimos em 3 dias úteis. Estamos fazendo um novo resgaste agora de R$ 2 bilhões. E, por fim, nós concluímos a alienação de diversas participações minoritárias e a compra do controle da UHA Três Irmãos. No slide 6, em relação ao resultado, eu acho que aqui é só comentar de novo o crescimento do EBITDA regulatório ajustado em função da melhor margem de contribuição de geração e reflexo disso direto no lucro, sendo parcialmente compensada pela piora do resultado financeiro em função dos juros no período da alavancagem um pouco mais alta. No slide 7, esses são dados importantes, nós incrementando bastante aqui os investimentos que estão sendo feitos dos leilões passados que nós ganhamos de transmissão e também dos aportes que nós fizemos em TNE e do investimento na revitalização do Bipolo de Itaipu crescendo aí de R$ 5,34 bilhões no primeiro semestre do ano passado para quase R$ 2 bilhões agora nesse semestre em relação a reforço e melhoria foi uma leve pausa aqui na verdade que ocorreu no semestre em relação ao semestre passado, mas a tendência ainda é de crescimento, leve crescimento para esse ano. De tal forma que quando a gente olha esses investimentos que nós estamos fazendo e todo o backlog que nós já tivemos contratados, que já atinge quase pouco mais que 15 bilhões, que deve adicionar uma RAP de 2 bilhões por ano, o backlog de geração, que foi o leilão de, lembrando, do LRK, onde nos sagramos vencedores, com 250 megas, o Galo Galo de Gonzaga, com investimento de aproximadamente 1 bilhão. No slide 8, em gestão de portfólio, como havia comentado, nós usamos várias participações minoritárias, dentre elas, com a EZenergia, onde recebemos... é aproximadamente aqui um bilhão nas participações de quatro linhas de transmissão pequenas com a Gebrais onde recebemos 450 milhões e no pagamento para a consolidação do controle em OHL três irmãos 256 milhões no slide 9 em relação ao capital alocável de novo é todo o trimestre nós vamos estar analisando quanto nós temos de captação alocado, para ser alocado. Nesse trimestre chegamos no número que teríamos a 3,7 bilhões e considerando os 4 bilhões que nós havíamos declarado no primeiro TRI, então no semestre já teríamos R$ 7,7 bilhões em remuneração aos nossos acionistas a serem executados nos próximos meses. Em relação ao resgate, só lembrando, nós declaramos aqui um resgate de R$ 2 bilhões com o preço do fechamento de ontem, de R$ 53,71. Todos os nossos acionistas vão ter até o dia 14 de agosto para se manifestar em permanecer com resgate ou converter em ações ON, em AXA 3. E em caso de conversão, estariam recebendo as ações no dia 18 de agosto e no caso de resgate, no dia 24 de agosto. Passando agora para a sessão de comercialização, no slide 1, esse é um slide só para entender quanto nós tínhamos disponíveis para serem comercializados no ACL, não quer dizer que não vendemos no passado, mas é só estava disponível, porque os contratos de SR são de longo prazo e de cota, mas você não negocia, não só no total, que eram mais ou menos 11 gigas, mas também por cada supermercado. Como cada supermercado tem um comportamento distinto de preço, nós estamos dando essa transparência para facilitar as análises. No slide 12, onde nós mostramos a evolução da margem de contribuição da geração como havia dito ela melhorou em relação ao ano anterior olhando aqui a margem unitária ela teria saído de 80 para 100 em relação ao trimestre anterior e muito em função do mix o mix de preço entre os supermercados foi mais favorável nesse trimestre do que no mesmo trimestre do ano anterior. Nos gráficos da direita, é só um pouco da sazonalidade, olhando o MRE como um todo, e como seria, então, a nossa capacidade disponível, dada a nossa energia, em cada um dos trimestres, se fosse considerar essa mesma sazonalidade do MRE, pós-projeção da CCEA. No slide 13, falando um pouco aqui do trimestre em relação ao cenário hidrológico, obviamente o segundo TRI é onde já começa o período seco do setor, embora o El Ninho tenha trazido já uma maior chuva já no sul, mas como os grandes reservatórios estão no sudeste e nordeste, Então, isso teve impacto no curto prazo, mas a nossa visão em termos de médio e longo prazo não muda a direção. Em relação a preços, é como eu havia comentado, nesse trimestre os preços do norte, nordeste versus do sudeste, em relação ao ano anterior foram melhores e foi isso aqui a grande contribuição para a margem de geração no trimestre desse ano contra o ano anterior passando agora para o tema de ESG no slide 15 das nossas principais agendas primeiro foi a conclusão da migração para o mercado para o novo mercado o nível mais alto de governança da B3 onde cada acionista tem a mesma o poder de voto, direitos econômicos e direitos políticos. Nós conquistamos o selo Proética, de 25 e 26, é um selo muito importante, que mostra o nosso compromisso com a ética, transparência, prevenção e corrupção, fortalecimento de mecanismos de governança na empresa. E do ponto de vista ambiental, acho que vale a pena ressaltar aqui 30 projetos que somam 78 milhões para recuperar ambientalmente a bacia do rio Paraíba, uma das nossas principais bacias aqui no Brasil no slide 16 está agora no topo das manchetes falar do super El Ninho e para a gente isso aqui é parte da nossa jornada E qual é essa jornada que nós começamos lá em 2023? É uma jornada de adaptação e resiliência a riscos climáticos. Então, lá em 2023, nós começamos a fazer um diagnóstico profundo e uma avaliação dos riscos climáticos dos nossos ativos em geração. Em 2024, com base nesse diagnóstico e avaliação, nós definimos diversos planos de adaptação para os nossos ativos e fizemos avaliações dos riscos para os nossos ativos de transmissão. Em 25, mas também um pouco em 24 já, nós iniciamos a implementação desses planos. Em 26, nós já estamos com 60% desses planos implementados, com a conclusão prevista até 28, mas pode ser um pouco antes. Mas o mais importante é que isso aqui, na verdade, é uma análise contínua de variáveis climáticas e todas as tendências futuras, olhando até um horizonte de 50, 70 anos à frente, como nós vamos estar preparados para eventuais mudanças. E o que decorreu dessa jornada? Primeiro, a falar, mais uma vez, do nosso Centro de Monitoramento de Inteligência Artificial. para eventos climáticos, é o Atmos, que ele usa muito, é um uso intensivo aqui de inteligência artificial para melhorar cada vez mais o nosso modelo de meteorológico, previsão de eventos extremos, isso aqui ajuda muito na operação, com 100% dos nossos ativos sendo monitorados. E também, com base nessa jornada, nós atualizamos a nossa metodologia para avaliar novos investimentos, considerando esses fatores climáticos. Isso aqui nós já aplicamos tanto nos nossos leilões de transmissão, quanto qualquer ativo que nós possamos estar analisando, por exemplo, em uma operação de M&A. Acho que com isso concluído a nossa apresentação e podemos seguir para a sessão de perguntas e respostas. Obrigado.
Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas para investidores e analistas. Caso deseje fazer alguma pergunta, por favor informe o seu nome e empresa via ícone de Q&A no botão inferior de sua tela. Pedimos, por gentileza, que façam todas as perguntas de uma só vez, aguardando a resposta da companhia. Para fazer uma pergunta por texto, basta enviá-la através do ícone Q&A, informando nome e empresa. Nossa primeira pergunta vem do Sr. Felipe Andrade, do Itaú PBA. Se é Felipe, pode prosseguir.
Bom dia a todos. Obrigado por aceitarem a pergunta. E eu gostaria que vocês comentassem, por favor, a respeito de dois temas. Primeiramente, com relação aos investimentos em reforços e melhorias, se a empresa espera atingir um patamar de cerca de 5 bi ainda nesse ano. E adicionalmente, considerando exatamente a dinâmica atual do El Ninho mais forte e persistindo até ao menos o fim do primeiro tri do ano que vem, Eu também gostaria de ouvir um pouco mais da visão da Axia, não só sobre os efeitos de curto prazo no portfólio da energia disponível, mas também com relação à dinâmica esperada para preços do norte, caso esse cenário permaneça até o ano que vem. A gente observou ali um volume de compra no segundo tri para esse vértice, então queria entender se houve algum tipo de relação nesse sentido. Obrigado.
Obrigado. A primeira pergunta sobre os investimentos, eu vou pedir para o Hélio responder, A segunda, logo após, sobre a questão da reunião e as consequências, Rodrigo Limpiades.
Bom dia, Felipe. Obrigado pela pergunta. Ele comentou aqui que a força melhoria, até a questão da resiliência dos ativos, são investimentos fundamentais. A gente vem crescendo desde 22, 23 para cá, a partir de 2, 3 bilhões. Eles chamam de 24,3, 25,4 bilhões de reais. Logicamente, essa agenda avança. o nosso objetivo é efetivamente fechar em cima dos 5, 5,5% ao longo de 5,6% e não pararemos por aqui, o nosso objetivo é investir mais, nos nossos ativos reforçar mais a resiliência, investimento que traz retorno também para os acionistas, então é super adequado que a gente vai continuar a buscar o crescimento.
Obrigado, Felipe. Bom, bom dia, Felipe, Obrigado também pela pergunta. Sobre os efeitos do El Ninho em preços de energia e portfólio, nós já tivemos uma percepção do aumento de chuvas na região sul, tivemos uma AENA da região sul no mês de julho a maior dos últimos 10 anos, o que trouxe naturalmente uma pressão para baixo nos preços de curto prazo, especialmente julho, agosto até setembro, com uma recuperação prevista a partir de outubro. E dentro do nosso portfólio, a gente considera todos os possíveis cenários, porque o El Ninho tem, conceitualmente, alguns efeitos que costumam aumentar a intensidade. Por exemplo, aumenta chuva na região sul, nós já observamos uma redução das chuvas na região norte e nordeste e temperaturas acima da média na maior parte do Brasil, sem uma definição clara do que acontece com as chuvas no sudeste, onde é o local onde temos os maiores reservatórios. Como estamos nas nossas previsões, até acompanhando todos que monitoram, temos a previsão de termos um reuninho forte indo até o primeiro trimestre, pelo menos, pegando o verão e o período chuvoso. O que, se tiver, confirmar os efeitos na região norte e nordeste, também pode aumentar a volatilidade dos preços. Em termos de estratégia, o que nós consideramos é esse aumento da volatilidade e da faixa de preços que pode acontecer, a depender da intensidade de cada um dos cenários, buscando, naturalmente, ampliar as vendas, especialmente no submercado norte e nordeste, onde temos mais energia disponível. Obrigado, Lili.
A nossa próxima pergunta vem do Sr. Bruno Amorim, do Goldman Sachs. Sr. Bruno, pode prosseguir.
Oi, bom dia a todos. Eu queria fazer um follow-up na questão da alocação de capital, mais especificamente sobre reforços e melhorias. seria possível vocês comentarem um pouco o quanto que dessa vontade de aumentar o investimento é de fato porque do ponto de vista financeiro o retorno é positivo e o quanto que é de certa forma uma mitigação de um risco operacional pelo investimento num ativo que está under invested eu pergunto isso num contexto em que a gente vê NTNBs a 8% Selic por volta de 14% O custo de capital hoje está muito alto vis-à-vis o retorno regulatório, pelo menos. Então, a ideia é mais entender se, de fato, vocês veem um retorno com um spread muito alto com relação ao custo de capital, ajustado ao risco, ou se esse lado mais operacional da decisão tem um peso grande também nessa tomada de decisão de aumentar o investimento nessa área. Obrigado.
Bruno, eu começo aqui. Ivan, o risco reputacional é infinito. Então, essa é uma componente de gestão e resiliência operacional que é levada muito a sério pela companhia. E agregado a isso, você tem os retornos bastante adequados e eu peço para o Renan detalhar um pouco mais para vocês.
Obrigado, Bruno. Obrigado, Ivan. Em relação à reforça e melhoria, primeiro, a gente diz que isso aqui é um investimento obrigatório de cada concessionário você tem que fazer e é para a resiliência dos ativos para gastar no longo prazo. Dito isto, sempre que eu olho investimentos regulados e olho historicamente o comportamento da agência, da ANEL, eu sempre vi um alinhamento muito grande da agência, de fato, aumentando o retorno adequado para que o concessionário de fato, possa alocar o capital, independentemente do cenário macroeconômico, tratar uma situação financeira robusta em cada instante. E lembrando, as revisões tarifárias ocorrem a cada cinco anos e eventualmente quando tem uma ruptura muito grande, até pode ser um prazo mais curto, com mais terra. para isso sempre que tem oscilações, seja do ponto de vista macro, ou de liquidez ou qualquer cenário ou o inverso, começa a ter uma bonança, não faz sentido também ser remunerado com um retorno distante do que seria a realidade isso faz com que quando você olha no longo prazo o retorno percebido seja muito aderente a cada um dos instantes. Historicamente foi isso que aconteceu. Então, a decisão, como o Ivan falou, primeiro, obviamente, é do viés da resiliência, da necessidade, de fato, de manter os ativos pensando no longo prazo. Mas do lado financeiro, é de fato a nossa confiança no papel da regulação no Brasil, que sempre foi no sentido construtivo, de como está atraindo os investimentos necessários com quem está aqui para o longo prazo.
A nossa próxima pergunta vem do Sr. Arthur Pereira, da JP Morgan. Sr. Arthur, pode prosseguir.
Boa noite, pessoal. Eu queria fazer uma pergunta sobre o capital alocável que foi anunciado nesse trimestre de 3.7 bi, que foi um montante similar ao do primeiro trimestre, apesar da queda no preço de energia do curto prazo que a gente observou e foi comentado aqui no call. Sei que vocês não abrem ali muito das premissas, mas queria entender um pouco qualitativamente o que traz a confiança de um capital alocável parecido com o primeiro tri, apesar desse preço de energia, se é confiança na curva de 2027, dada a definição do SEVAR, ou até mesmo alguma revisão no preço conservador usado ali na metodologia, dado que nesses meses recentes mesmo com chuva atípica, o PLD teve um patamar acima de 120, com uma modulação ali também um pouco mais elevada. E você comentou sobre o capital alocável também de 2 bi, o resgate de 2 bi que foi anunciado, que também é visto como um teste, você teria ali mais ou menos um patamar de resgate que você considera mais recorrente e o que, de fato, você estaria testando nesse processo agora, com esse montante. Obrigado.
A tua, Ivan falando, a companhia, ao longo desses quatro anos, desde o seu processo de privatização, ela atravessou uma fase de profundo derisking, tá? Então, de um modo geral, tudo aquilo que foi encontrado e que a gente trabalhou ao longo desses anos, e o próprio resumindo no início, falando, podia falar vários exemplos aqui, uma redução de contingência, potencialmente o investimento para a melhoria da resiliência operacional, etc., isso leva a que a gente tenha uma sofisticação dos modelos a cada trimestre. É por isso que a gente divulga os números cada vez com mais confiança em relação aos modelos, tanto os modelos de previsão de preço, quanto o próprio comportamento da companhia em relação à sua gestão financeira e outros. Mas, para te dar um pouco mais de detalhe, eu passo para o Rayama.
Obrigado, Arthur. lembrando só para a nossa metodologia a gente não olha um ano específico, um mês específico a gente olha um período longo a gente olha uma janela de 5 anos para frente e os preços que a gente adota são sempre preços conservadores porque como você mesmo mencionou no trimestre Se o preço vem mais fraco, se o preço vem mais alto, mais baixo, ano que vem pode subir, pode cair. A gente adota a nossa alocação de capital para deixar a empresa sempre sólida, não no pior cenário, mas naqueles cenários realmente adversos que a gente poderia estar aproveitando. E por base nisso, que a gente estima quanto a gente conseguiu gerar, de fato, em excesso desse cenário conservador, a cada trimestre para frente. Como o Ivan comentou, a gente vem sofisticando os nossos modelos. A forma, inclusive, de olhar o setor de geração, a questão da volatilidade, como é que deve se comportar. Então, eventualmente, um preço hoje que eu considero agressivo passa a ser conservador, o conservador passa a ser agressivo e isso aqui vai estar o tempo todo sendo input para os nossos modelos. Nesse caso específico, até que não teve nenhuma variação, não. Com mais mesmo a atuação que aceleramos ao longo desse ano, como já haviam comentado, a venda de energia. Obviamente, isso aqui é uma informação hiper ultra que a gente não divulga o valor nem nada, mas a gente avançou, como já havia comentado no primeiro trimestre. E isso deu um conforto na hora de projetar esse adicional de capital alocado no trimestre. Então, foi mais isso do que qualquer outra coisa. Em relação ao resgate, se vai ser 2 bi, 1 bi, 3 bi, 4 bi em cada operação, na verdade, vai ser muito do momento. Os 2 bi é muito para realmente testar, que no primeiro resgate nós fizemos 30 milhões, onde pouco mais de 4 mil acionistas individuais foram afetados pelo resgate. Tinham que atuar, seja para ser resgatado ou para converter em ações ON. Como foi um sucesso, e nós estamos fazendo essa operação agora com causa mais cura, nós optamos de fazer uma operação maior são 2 bilhões de reais onde nesse caso não vão ser mais 4 mil acionistas, conta que está dando a sua opinião sobre que preferem ser resgatados ou serem convertidos está mais na fase dos seus 50 60 mil acionistas individuais então de fato a gente agora com esse teste e sendo um sucesso eu acredito que sim, até porque a gente vem conversando com todos os agentes envolvidos há bastante tempo para ter certeza que vai funcionar esse aqui provavelmente vai ser o último teste de fato que faremos, ali em diante vão ser resgates normais mas a operação em si vai depender muito do momento se você me falar que por qualquer motivo a nossa ação despencou do preço, a gente não consegue enxergar nenhum motivo para tal e a gente acha que é um bom momento para aplicar um resgate maior, a gente pode estar fazendo isso. Ou vice-versa. Se o preço, por algum motivo, disparou também sem nenhuma razão específica, a gente pode dar uma assegurada. É igual uma recompra. Não tem necessariamente um volume por operação ou time específico de quando a gente vai fazer ou não. A única coisa que tem foi o capital alocável que nós declaramos para os nossos investidores que estaremos fazendo, de R$ 7,7 milhões, dos quais, por enquanto, só havíamos executado R$ 30 milhões, e agora eu desgarei R$ 2 milhões. Obrigado.
Perfeito. Obrigado.
Lembrando que, para fazer perguntas, basta informar seu nome e empresa através do ícone de Q&A ou clicar no ícone de levantar a mão. A nossa próxima pergunta vem por texto do senhor Daniel Travitsky, do Banco Safra. Daniel diz, olá, tenho duas perguntas. Primeira pergunta, podem comentar sobre a alocação de energia no terceiro quarta e como foi a venda de energia neste trimestre? Segunda pergunta, podem relembrar como a política dos dividendos complementa os resgates da PNC que vocês têm feito a cada trimestre?
Obrigado, Daniel. Primeiro eu começo com o Rodrigo Limpe, depois com o próprio Pedro.
Obrigado, Daniel, pela pergunta. Falando um pouco da alocação de energia no terceiro trimestre, como mostrado no slide, terceiro trimestre dentro do ano é o trimestre em que temos menos recursos por causa de um menor GSF. Entretanto, comparando com o ano de 2025, temos uma expectativa de ter um GSF, ter mais recursos do que no ano passado, para uma maior carga do que verificado no ano passado. Em termos de preço, temos hoje, a visão de hoje, preços menores do que no ano passado, e embora seja o trimestre com menos recursos, também é um trimestre em que temos descolamentos entre os submercados menores que no primeiro e no segundo semestre, que nos traz um conforto maior na análise da alocação de energia. Comparando com horizontes mais de médio prazo, como 2027, 2028, nós temos naturalmente mais energia contratada. Entendemos que estamos em uma posição controlada para o trimestre. E sobre as vendas, passo para o Ídolo.
Obrigado, Daniel. Obrigado, Limp. Segunda parte da tua pergunta, Daniel, falando um pouco das vendas e seguindo o que o Link falou sobre a alocação dos submercados e a diferença bem menor entre os submercados, a gente acelerou e viu a aceleração de venda de energia no Nordeste, que isso é uma parte interessante para a Axia, porque ali a gente tem um volume de energia grande, e então os esforços de venda foram para aquela região. No Sudeste, obviamente, que sempre vai haver demanda, a gente, dentro da política de portfólio, a gente atende mais a vinda por buscar energia através do cliente final. Vale destacar que o nosso esforço é a venda para o cliente final, cliente industrial, cliente comercial, o CNI, é grande. Em suma, é isso. A Nordeste está contribuindo muito mais hoje, no trimestre, para as vendas da companhia e as vendas em geral são vendas focando em clientes finais.
Obrigado, Edu. Daniel, com relação à segunda parte da sua pergunta, eu peço a contribuição do Ryan.
Obrigado, Daniel. em relação a resgate versus dividendos dado o nosso preço da ação eu vou dizer que preferencialmente nós estaríamos fazendo resgate pagando dividendos só o mínimo obrigatório de 25% é óbvio que o preço da ação triplica do preço atual sem nenhuma explicação racional a gente pode promover 15 horas pagar mais dividendos não fazer quadro de resgate, como qualquer recompra. Mas hoje, se você me perguntar qual deveria ser a nossa estratégia, dividendo o mínimo, 25%, e todo o restante via resgate. Lembrando que a nossa alocação de capital é uma remuneração ao acionista em dinheiro. Então, se porventura, majoritariamente, os nossos acionistas optarem por converter as ações PNC e ações ON ao invés de serem resgatadas nós estaríamos fazendo mais resgates, porque a ideia é devolver esse recurso de 7,7 bilhões para o acionista A sessão de perguntas e respostas está encerrada.
Gostaríamos de passar a palavra para o senhor Ivan Monteiro para que faça as considerações finais da companhia A conferência da Axi Energia está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham um excelente dia.
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Bom dia a todos. Obrigado por aceitarem a pergunta. E eu gostaria que vocês comentassem, por favor, a respeito de dois temas. Primeiramente, com relação aos investimentos em reforços e melhorias, se a empresa espera atingir um patamar de cerca de 5 bi ainda nesse ano. E adicionalmente, considerando exatamente a…
Ivan de Souza Monteiro: Obrigado. A primeira pergunta sobre os investimentos, eu vou pedir para o Hélio responder, A segunda, logo após, sobre a questão da reunião e as consequências, Rodrigo Limpiades.
Also speaking: Elio Wolff, Rodrigo Limp Nascimento
Oi, bom dia a todos. Eu queria fazer um follow-up na questão da alocação de capital, mais especificamente sobre reforços e melhorias. seria possível vocês comentarem um pouco o quanto que dessa vontade de aumentar o investimento é de fato porque do ponto de vista financeiro o retorno é positivo e o quanto que é de…
Ivan de Souza Monteiro: Bruno, eu começo aqui. Ivan, o risco reputacional é infinito. Então, essa é uma componente de gestão e resiliência operacional que é levada muito a sério pela companhia. E agregado a isso, você tem os retornos bastante adequados e eu peço para o Renan detalhar…
Also speaking: Eduardo Haiama
Boa noite, pessoal. Eu queria fazer uma pergunta sobre o capital alocável que foi anunciado nesse trimestre de 3.7 bi, que foi um montante similar ao do primeiro trimestre, apesar da queda no preço de energia do curto prazo que a gente observou e foi comentado aqui no call. Sei que vocês não abrem ali muito das…
Ivan de Souza Monteiro: A tua, Ivan falando, a companhia, ao longo desses quatro anos, desde o seu processo de privatização, ela atravessou uma fase de profundo derisking, tá? Então, de um modo geral, tudo aquilo que foi encontrado e que a gente trabalhou ao longo desses anos, e o…
Also speaking: Eduardo Haiama, Rodrigo Limp Nascimento, Italo Tadeu de Carvalho Freitas Filho