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Earnings call · FY2026 Q2
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Transcrição da Teleconferência Resultados do 2T26 Ultrapar (UGPA3 BZ) 13 de agosto de 2026
Operador: Bom dia e obrigada por aguardarem. Sejam bem-vindos à teleconferência da Ultrapar para a discussão dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026. A apresentação será conduzida pelo Sr. Rodrigo Pizzinatto, CEO da Ultrapar, e pelo senhor Alexandre Palhares, CFO da Ultrapar. A sessão de perguntas e respostas contará também com a presença dos senhores Leonardo Linden, CEO da Ipiranga, Tabajara Bertelli, CEO da Ultragaz e Fulvius Tomelin, CEO da Ultracargo. Esta teleconferência está sendo gravada e poderá ser acessada no site ri.ultra.com.br. Após a apresentação, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando mais instruções serão fornecidas. Informamos também que esta teleconferência será conduzida em português e que a opção de tradução simultânea está disponível clicando no botão Interpretation. Para aqueles ouvindo a teleconferência em inglês, há a opção de silenciar o áudio original em português, clicando em Mute Original Audio. A apresentação será projetada em português, e a versão em inglês está disponível para download tanto no website da Companhia como no chat. Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante esta teleconferência, relativas às perspectivas de negócios da Ultrapar, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da Companhia, bem como em informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Ultrapar e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Agora, gostaríamos de passar a palavra ao Sr. Rodrigo Pizzinatto, que iniciará a apresentação. Por favor, Sr. Rodrigo, pode prosseguir. Rodrigo Pizzinatto: Bom dia a todos. Muito bom estar aqui com vocês para mais uma teleconferência de resultados. Tivemos mais um trimestre de bons resultados operacionais na Ultrapar, com forte crescimento de EBITDA e lucro líquido. Alcançamos uma geração de caixa operacional recorde, 4,8 bilhões de reais, devido ao sólido desempenho operacional e à liberação de capital de giro na Ipiranga.
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Essa expressiva geração de caixa contribuiu para a redução da nossa alavancagem, que atingiu o menor patamar desde 2008. Seguimos focados na evolução de nossos negócios e alocação de capital, com disciplina e consistência. Esta evolução de resultados permitiu a antecipação de dividendos do ano. Aprovamos a distribuição de um bilhão e oitenta e cinco milhões de reais em dividendos referentes ao primeiro semestre do ano, equivalente a um real por ação, ou dividend yield de 3,8%, além de um programa de recompra de até 18 milhões de ações, retornando aos acionistas parte do valor criado. Seguimos avançando em nossa agenda de crescimento e produtividade. Na Ultracargo, concluímos o maior ciclo de investimentos da história da Companhia e iniciaremos, ao longo do terceiro trimestre, o comissionamento e a entrada em operação das novas capacidades de armazenagem em Suape e Itaqui. No âmbito institucional, destaco a expansão do programa “Gás do Povo”, que passou a ter maior cobertura nacional, alcançando mais de 1.800 municípios durante o segundo trimestre, ampliando o acesso da população ao GLP. Por fim, chamo atenção também que, pela primeira vez, a Ultrapar passou a integrar o Dow Jones Best-in-Class Emerging Markets Index. Muito bem. Com isso, passo agora a palavra ao Palhares para detalhar o resultado dos negócios. Alexandre Palhares: Obrigado, Rodrigo, e bom dia a todos! Antes de passarmos pelos resultados dos negócios, eu gostaria de relembrar os critérios e padrões utilizados nas análises desta apresentação, dispostos no slide 3. Seguindo para os resultados consolidados da Ultrapar, no slide 4. Mais uma vez, apresentamos resultados que combinam consistência operacional, geração de caixa e disciplina de capital, refletindo a qualidade do nosso portfólio e a capacidade de execução dos nossos negócios. Encerramos o período com um EBITDA ajustado recorrente de 3 bilhões e 657 milhões de reais. Um desempenho que reflete a evolução dos resultados em todos os negócios e, principalmente, o forte resultado da Ipiranga, como irei comentar mais à frente. O lucro líquido foi o maior já apresentado pela Ultrapar e totalizou 1 bilhão e 677 milhões de reais, um aumento de 527 milhões de reais ou de 46% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Esse resultado é explicado pelo maior resultado operacional dos negócios, parcialmente compensado por maiores despesas com depreciação, amortização e financeiras, que refletem, entre outros fatores, a consolidação da Hidrovias, ocorrida em maio de 2025. O CAPEX do trimestre totalizou 517 milhões de reais, refletindo menores investimentos na Ultracargo, à medida que nos aproximamos da conclusão do ciclo de expansão e menores investimentos na Hidrovias, compensados parcialmente por maiores investimentos na Ultragaz e na Ipiranga, principalmente relacionados à implantação dos novos ERPs.
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Tivemos recorde de geração de caixa operacional, totalizando 4 bilhões e 789 milhões de reais no trimestre, comparado à geração de 939 milhões de reais no segundo trimestre de 25. Esse resultado reflete o forte desempenho operacional, a liberação de capital de giro na Ipiranga e a contratação adicional de 833 milhões de reais em operações de fornecedores convênio, preservando liquidez em um ambiente ainda marcado pela volatilidade nos mercados internacionais. Desconsiderando esse efeito, o fluxo de caixa operacional teria representado uma geração de 3 bilhões e 956 milhões de reais. Indo para o slide 5, vemos que encerramos o trimestre com dívida líquida de 8 bilhões e 864 milhões de reais e alavancagem de 0,9 vez, o menor patamar desde 2008, conforme o Rodrigo já mencionou. A forte geração de caixa operacional viabilizou a redução do endividamento bruto por meio da liquidação de dívidas da Hidrovias e da Ipiranga. Antes de entrar nos números dos negócios, começando pela Ipiranga, gostaria de contextualizar, no slide 6, o ambiente em que operamos neste trimestre. Como comentamos no call de resultados do primeiro trimestre deste ano, o conflito no Oriente Médio trouxe volatilidade aos mercados globais de derivados e exigiu rápida adaptação de toda a cadeia de suprimentos e logística. Nesse contexto, distribuidoras com capacidade de abastecimento, escala logística e compromisso permanente com o mercado ganharam relevância. Como mostramos no gráfico à esquerda, a Ipiranga dobrou as importações de diesel no primeiro semestre, ampliando sua participação no volume total importado no Brasil, em contexto de redução das importações totais em relação ao mesmo período do ano passado. O Brasil teve um dos menores repasses do mundo das altas de preços de combustíveis aos consumidores finais, como podem ver no gráfico ao centro do slide. Isso reflete os esforços do governo por meio dos mecanismos de subvenções e a política de preços da Petrobras. A capacidade de garantir abastecimento nesse contexto, com aumento significativo das importações de diesel, fortaleceu a posição competitiva da Ipiranga, fazendo com que apresentasse crescimento de 8% de volume neste primeiro semestre de 2026, enquanto o mercado cresceu 3%. Indo para o slide 7, podemos observar os efeitos do combate às ilegalidades no setor de combustíveis. Diferentemente dos efeitos conjunturais associados ao conflito no Oriente Médio, essa é uma evolução estrutural importante, que contribui para um ambiente competitivo mais justo. No gráfico da esquerda, podemos ver a redução da participação das distribuidoras classificadas pelo ICL como “ilegais”, aquelas que praticam ilegalidades, que perderam mercado no período. O market share das ilegais passou de 24,4% para 20,0%. Esta perda das ilegais permitiu a recuperação de mercado para as distribuidoras que pagam impostos. A Ipiranga se destacou nesse contexto, com ganho de 0,9 ponto percentual de market share.
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Além da competição mais justa, a redução dessas distorções e ilegalidades beneficia toda a sociedade, pois se traduz em maior arrecadação de tributos e, consequentemente, em mais recursos disponíveis para toda a população. Somente os governos de São Paulo e Rio de Janeiro estimam aumentar cerca de R$ 6 bilhões ao ano a arrecadação, fruto deste combate, com enormes benefícios para estes estados. No último gráfico, à direita, podemos ver o preço médio bomba Brasil no primeiro semestre, de R$ 6,14. Os impostos incidentes nos combustíveis representaram R$ 1,53. A margem EBITDA da Ipiranga no semestre foi de 36 centavos. Lembro que esta margem não inclui despesas financeiras, depreciação, amortização e imposto de renda. A rentabilidade das distribuidoras, apesar de pouco representativa no preço médio da bomba, é o que permite ao setor continuar investindo em infraestrutura e garantir o abastecimento em todo o território nacional. No slide 8 temos os resultados da Ipiranga deste segundo trimestre. O volume total vendido foi de 6 milhões e 173 mil metros cúbicos, um crescimento de 8% em relação ao segundo trimestre de 25, com alta de 10% no diesel e de 6% no ciclo Otto. Esse desempenho reflete os efeitos positivos decorrentes da melhora do ambiente competitivo mais justo do setor, além dos impactos associados a continuidade do conflito no Oriente Médio. Encerramos o trimestre com uma rede de 5 mil e 855 postos, 29 postos a mais do que em março deste ano, resultado de 101 inaugurações e 72 depurações no período. O EBITDA recorrente da Ipiranga totalizou 2 bilhões e 782 milhões de reais no trimestre, com margem de 451 reais por metro cúbico, refletindo tanto a melhora estrutural do ambiente competitivo quanto os esforços realizados para garantir o abastecimento da nossa rede e clientes com aumento significativo da importação de diesel. Para o terceiro trimestre, continuamos convivendo com as consequências do conflito, mas esperamos menor impacto dos fatores conjunturais. Por outro lado, seguimos observando os efeitos estruturais relacionados à continuidade da melhora do ambiente competitivo mais justo, fruto do avanço no combate às irregularidades no setor. Assim, esperamos margens abaixo do segundo tri de 26 e mais próximas do patamar observado no primeiro trimestre deste ano.
Passando agora para o slide 9, temos os resultados da Ultragaz. O volume de GLP vendido no trimestre caiu 3% quando comparado com o mesmo período do ano passado, com redução de 4% no envasado e 2% no granel. A queda no envasado reflete a menor demanda do mercado de GLP e a dinâmica competitiva, enquanto a variação no granel é explicada por demanda menor no segmento de indústrias. Ainda assim, apresentamos um EBITDA recorrente de 468 milhões de reais, um aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo um mix de vendas mais
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favorável no GLP, que compensou o menor volume e efeito de 17 milhões de reais de baixa de ativos registrada no segundo trimestre de 25; Para o terceiro trimestre, vamos continuar com os esforços para recuperação de mercado. Esperamos, assim, um EBITDA em patamar semelhante ao terceiro trimestre de 25. Seguindo para o slide 10, apresentamos os resultados da Ultracargo. A capacidade estática média atingiu 1 milhão 156 mil metros cúbicos, crescimento de 8% na comparação anual, refletindo as adições de capacidade em Palmeirante, Rondonópolis, Santos e Opla. O volume faturado cresceu 19% em relação a 2025, refletindo principalmente o ramp-up das novas capacidades instaladas, mesmo com a menor demanda por tancagem na importação de combustíveis em função do conflito no Oriente Médio e janelas de importação fechadas desde março. A receita líquida totalizou 265 milhões de reais, crescimento de 7% na comparação anual, refletindo o maior volume faturado, parcialmente compensado por um mix menos favorável de vendas, à medida que temos maior participação de bases de interior, que possuem maior giro e menor preço médio. O EBITDA ajustado foi de 159 milhões de reais, aumento de 13% em relação ao segundo trimestre do ano passado, refletindo o maior volume movimentado e menores despesas, parcialmente compensados pelo mix menos favorável de vendas e maiores custos operacionais associados ao maior volume movimentado. Para o terceiro trimestre, esperamos dinâmica e resultados similares ao do segundo trimestre.
Por fim, no slide 11, temos o desempenho da Hidrovias. O volume total movimentado apresentou queda de 14% em relação ao segundo trimestre de 25, principalmente pela venda da operação de Navegação Costeira que aconteceu em novembro de 25. Considerando apenas as operações continuadas, o volume seria 5% superior, com maior movimentação de cargas no Paraguai e em Santos, que compensaram o menor volume no sistema integrado no Norte e menor demanda por fertilizantes na região. O EBITDA ajustado recorrente totalizou 322 milhões de reais, 8% abaixo do segundo trimestre de 25, refletindo, também, a venda da Navegação Costeira. Considerando apenas as operações continuadas, o EBITDA ajustado recorrente foi 1% inferior, refletindo o maior volume movimentado, compensado por maiores custos operacionais e despesas. Para o terceiro trimestre, esperamos condições de mercado e navegação similares ao ano passado. Diante disso, esperamos resultados em linha com o terceiro trimestre de 25. Para encerrar, agradeço a participação de todos.
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Seguimos à disposição, juntamente com o time de Relações com Investidores, para esclarecer eventuais dúvidas e dar continuidade às conversas. Abrimos agora para a sessão de perguntas e respostas. Sessão de Perguntas e Respostas Vicente Falanga, Bradesco: Bom dia, Pizzinatto, Palhares, todo o time da Ultra. Obrigado por pegar minhas perguntas. A minha primeira é: a Companhia tem reportado excelentes resultados e uma geração de caixa bem robusta. Queria entender como é que está a cabeça da Companhia e do Conselho sobre remuneração acionista. Vocês anunciaram um bom dividendo esse trimestre, mas queria entender, dentro do critério de alocação de capital, se daria para acelerar isso olhando esse cenário de juros, eventuais oportunidades de M&A e até a oportunidade de reinvestir no business de vocês que está com ROIC bem atrativo. A minha segunda dúvida é: o Rio de Janeiro parece que está entregando uma reviravolta bem impressionante no quesito de informalidade a mando do governador Couto. Pelo que a gente tem sondado, deve vir legislação estadual de devedor contumaz, solidariedade tributária. Acho que tem um potencial relevante de postos que poderiam passar para as bandeiras regulares/formais. Queria entender se a Companhia tem mapeado isso também e como vocês têm se preparado para eventualmente aproveitar essa oportunidade de Rio de Janeiro. Obrigado. Rodrigo Pizzinatto: Bom dia, Vicente. É o Rodrigo. Obrigado pelas perguntas. E sobre a questão de remuneração dos acionistas, a gente anunciou agora R$ 1,1 bilhões em dividendo. Isso se soma a cerca de R$ 500 milhões com a recompra de ações, que a gente já executou praticamente um terço. A evolução da remuneração acionista vai acompanhar a evolução do lucro do próprio negócio - acho que esse é o principal driver. Além disso, a gente está avaliando oportunidades de investimento tanto nos negócios existentes como em novos negócios. E isso segue aquele processo que a gente já comentou algumas vezes. A gente está buscando investimentos em que a gente tenha forte potencial de geração de longo prazo e a gente não tem uma necessidade de aumentar CAPEX, uma necessidade de fazer alguma aquisição. A gente está buscando bons projetos que façam sentido. E se a gente não materializar esses projetos na mesma velocidade que a gente está crescendo nossos resultados, a gente vai aumentando a distribuição de dividendo e eventualmente continuando comprando ações. Essa é um pouco a mentalidade que a gente tem nesse sentido. Eu passo agora para o Linden sobre a questão do Rio de Janeiro. Leonardo Linden: Vicente, bom dia. Sim, é fato, o Rio de Janeiro está num processo de melhora importante, por tudo que você mencionou e que a gente está acompanhando. A gente tem estado bastante ativo no mercado, tem feito embandeiramentos acima da média.
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De fato, o mercado está se abrindo. A gente tem sido bastante ativo também no abastecimento spot, quando ele se faz necessário, assim como nós temos sido ativos em tirar da rede postos que estavam dentro desse ambiente de alguma irregularidade que a gente não pactuava. Mas é um mercado que está com uma transformação importante. Como você falou, acho que o governador tem um mérito nesse processo e, de fato, a gente está bem atento às oportunidades, sim. Milene Carvalho, JP Morgan: Olá, pessoal, bom dia. Parabéns pelo resultado. Veio uma surpresa muito positiva e obrigada por pegar minha pergunta. Pessoal, eu queria explorar um pouquinho mais essa tendência de margem de Ipiranga. Vocês mencionaram no call que a gente deve ver essas margens retornando um pouco mais próximo do patamar de primeiro trimestre. Eu queria dividir em 2 partes. Agora no terceiro trimestre, a gente veio às subvenções, então queria entender como isso tem afetado a parte de margem, de capital de giro e dinâmica de concorrência para vocês. E olhando mais para médio prazo, a partir de 2027, a gente deve ver essa normalização ainda próxima desse 1T26 ou mais para o que a gente estava discutindo em 2025, perto dos R$200 por metro cúbico? Obrigada. Leonardo Linden: Oi, Milene. Deixa eu contextualizar um pouco aqui. Acho que o guidance está dado, eu acho que o Palhares foi claro, mas botando um pouco em contexto como a gente está vendo essa situação de margem para frente, eu acho que primeiro está claro para todo mundo que a gente está vivendo impactos de duplo efeito aqui. De um lado, a gente vive no Brasil um impacto positivo decorrente do combate à ilegalidade, e do outro lado, tem sim, um impacto no negócio decorrente dos conflitos no Oriente Médio que, por sua vez, pressionam a oferta internacional, principalmente. Hoje, a gente vê um ambiente competitivo, mas mais justo com quem investe e paga imposto nesse setor. A recuperação que nós estamos vendo no negócio, tanto de volume quanto de margem, é uma recuperação que, na verdade, é de volume e vendas que foram perdidos para o mercado irregular. E esse efeito é um efeito estruturante, esse efeito deve ficar. Como a gente está vivendo um ambiente de efeito duplo, a gente não consegue dizer exatamente qual é o ponto de estabilização disso, mas tem um efeito positivo no negócio, tanto no volume quanto na margem, que ficam, no meu entendimento, para os próximos anos. Com relação aos efeitos do conflito, isso vai depender muito do equilíbrio da oferta e da cadência do supply. A volatilidade que a gente vê no custo do produto hoje, ela está muito mais ligada a essa quebra de cadência no supply e na dificuldade de suprimento internacional do que qualquer outra coisa. Mas a gente espera sim, sem dúvida nenhuma, um mercado mais saudável daqui para frente, pura e simplesmente pelos efeitos do combate à ilegalidade.
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Monique Grecco, Itaú BBA: Bom dia, pessoal. Parabéns pelos resultados. Obrigada pela oportunidade de fazer perguntas. A primeira, eu vou pegar um ponto da resposta do Pizzinatto sobre alocação de capital. Ficou claro aqui o seu ponto sobre acompanhar a evolução do lucro enquanto vocês buscam também outras oportunidades de investimento. Você consegue complementar aqui para a gente qual o patamar de alavancagem aqui normalizada ideal que vocês buscam durante essa jornada aqui de alocação de capital? E a segunda pergunta, olhando para o terceiro trimestre de Ipiranga, a fala do Palhares ficou super clara em relação à margem, eu queria abordar um pouquinho em relação à dinâmica de capital de giro, porque a gente teve um swing relevante aqui nessa dinâmica nos primeiros trimestres do ano. Queria saber o que vocês antecipam aqui para essa dinâmica de capital de giro no terceiro trimestre. Obrigada. Rodrigo Pizzinatto: Bom dia, Monique. Obrigado pelas perguntas. Sobre a alavancagem, acho que você já aludiu um tema que é importante, o Linden falou um pouco isso sobre os resultados da Ipiranga. A gente tem os resultados desse primeiro semestre da Ipiranga afetados por 2 efeitos: efeitos estruturais que vão continuar, fruto do combate à ilegalidade, mais efeitos que são conjunturais. Então a gente tem que ter isso em mente quando a gente pensa em alavancagem também. O que a gente sempre vem sinalizando é uma alavancagem ao redor de 1x – 1,5x dívida líquida /EBITDA. Esse é o patamar que a gente busca de conforto, ainda mais num cenário volátil e de juros altos. Toda vez que se sair muito desse intervalo, a gente vai trazer de volta, seja via dividendo, seja via recompra. Essa é a intenção. Sobre a questão da dinâmica de giro, com o início do conflito, teve investimento muito relevante de giro no primeiro trimestre, você deve se lembrar disso. Esse investimento já voltou parte dele no segundo trimestre, e ele tem um impacto grande da dinâmica da importação em si. À medida que o mix importado aumenta, você reduz a necessidade de investimento em giro, dado que ele tem prazo de pagamento maior do que a Petrobras. À medida que esse mix importado se reduz, você vai ter um investimento em giro. Esse é um patamar relevante, o outro é o próprio nível de preço. Como os níveis de preço internacionais têm flutuado bastante, a gente está falando em torno de R$ 3 bilhões entre clientes a receber, estoques e fornecedores a pagar. Cada 10% de variação de preço, a gente tem em torno de R$ 300 milhões de investimento em giro. E isso serve como um guia, quando for projetar, dependendo das suas curvas de preço, para entender a dinâmica de giro da Ipiranga, principalmente. Leonardo Marcondes, Bank of America: Bom dia, pessoal. Obrigado por pegarem minhas perguntas. Minha primeira pergunta é sobre Ipiranga. Eu queria saber como que vocês estão enxergando as oportunidades de embandeiramento no mercado de hoje. E se puder linkar um pouco com essas perguntas que a gente já teve de alocação de capital, se dá para pensar numa aceleração de embandeiramento para o restante do ano.
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E a minha segunda pergunta é sobre Ultragaz. Queria mudar um pouco o assunto do call também para não ficar muito focado em Ipiranga. A gente vê uma redução relevante no volume ano contra ano. Me parece que teve uma redução de market share também. E me corrijam se eu estiver errado. Então eu queria saber se vocês poderiam dar um pouco mais de cor de como vocês estão vendo o ambiente competitivo nesse setor também. Obrigado. Leonardo Linden: Oi Leonardo. Bom, obviamente, por tudo que está acontecendo no mercado, está sim tendo uma procura maior por embandeiramentos, e isso vem muito em função desse papel estruturante que a Ipiranga tem de ser um fornecedor de qualidade e também, obviamente, pela força da marca. Então isso está sim acelerando os nossos processos de embandeiramento. Mas isso sem perder a nossa disciplina de investimento, tanto do ponto de vista de capital quanto do ponto de vista de qualidade. Então, a gente não espera grandes variações de capital, e a gente espera que se siga fazendo investimentos com padrão de qualidade que nós definimos já há bastante tempo aqui na Ipiranga. Tabajara Bertelli: Oi Leonardo, aqui é o Tabajara da Ultragaz. Só pegando a tua pergunta sobre o market share, acho que você partiu do dado correto e acho que a minha resposta aqui eu posso focar muito mais na questão do envasado, porque no empresarial tem uma associação muito mais aos segmentos da economia do que qualquer outra variação. Mas, de fato, no segmento envasado, o nosso principal driver aqui é a saúde das nossas revendas. A gente continua no processo estruturado de expansão das nossas revendas, focada no mercado organizado, no mercado varejista. É isso que a gente vem buscando. E a gente perdeu um pouco de espaço nesse segmento por conta de atuações fora do nosso segmento alvo. A gente está bastante determinado nos meses mais recentes e nos próximos, de garantir esse patamar para as nossas revendas, que elas continuem a evolução, apoiando todos os programas que a gente desenvolve para avançar na captura de clientes finais, focado nesse ambiente de varejo. E a gente deve ver isso mais à frente acontecendo. A gente está bastante empenhado, em continuar evoluindo a quantidade e a qualidade das nossas revendas que, de fato, interaja com esse mercado de maior valor. Então é isso que a gente pode falar da dinâmica que a gente tem visto e deve continuar nos próximos meses. Alexandre Palhares: Pessoal, queria agradecer a participação de todos. Não deu para pegar todas as perguntas, mas o time de RI está aqui à disposição para fazer qualquer follow-up. Obrigado, até o próximo trimestre. Abraço. Este documento é uma transcrição gerada com o auxílio de tecnologia de Inteligência Artificial, que busca garantir a melhor qualidade possível (atual, precisa e completa). Entretanto, não é possível assegurar total ausência de erros, pois o resultado depende da clareza do áudio e da comunicação dos participantes.
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SEC call announcement
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